SÃO JOÃO DA BOA VISTA/SP - A Polícia Civil de São João da Boa Vista instaurou inquérito para investigar o espancamento de um estudante de 18 anos, na praça do Cristo, no Jardim São Domingos. Segundo apurado, um grupo com aproximadamente 20 agressores atacou o jovem com chutes – inclusive no rosto, socos, golpes de ferro e pedaços de garrafa de vidro durante o crime.
O rapaz sofreu vários ferimentos na cabeça, no olho esquerdo, braço direito, costas, virilhas e perna direita, na altura da tíbia. Depois de agredido, ele foi socorrido à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), na Vila Conrado, e posteriormente encaminhado à Santa Casa Dona Carolina Malheiros, onde ficou internado.
Nesta segunda-feira (26), ele foi levado a Poços de Caldas (MG) para realizar uma tomografia, retornou e já recebeu alta médica. As informações são da assessoria de imprensa do hospital.
Pelo menos dois dos autores já foram identificados pela Polícia Civil, que está à procura dos demais suspeitos pelo crime, registrado como agressão corporal e ameaça.
A AGRESSÃO
De acordo com o Boletim de Ocorrência número 3.931/2019, o estudante e outras quatro pessoas, sendo três estudantes – dois de 18 e uma de 16 anos – e uma auxiliar de cozinha de 38 anos, estavam pela avenida Dr. Oscar Pirajá Martins, na altura do Cristo, quando foram abordados por aproximadamente 20 agressores, “mas o alvo das agressões físicas era somente a vítima”.
Conforme o BO, os autores, além de agredirem a vítima com socos e chutes, também utilizaram um pedaço de ferro e pedaços de garrafas de vidro durante as agressões, dizendo ainda que, “se a vítima procurasse a polícia, iria morrer”.
Foi a própria mãe do jovem, uma empregada doméstica de 34 anos, que, procurou o Plantão Policial para registrar o crime. Ainda na delegacia, foi expedida – à vítima – requisição de exame de corpo de delito junto ao IML (Instituto Médico Legal).
Informações preliminares também dão conta de que um dos agressores, que seria o chefe do bando, estaria mandando mensagens de ameaça, por Whatsapp, às testemunhas que presenciaram as agressões ao estudante, o que também é apurado pela polícia.
No sábado, ainda no hospital, a vítima conversou com o repórter Carioca, do Notícias Policiais, e relatou alguns dos momentos da agressão sofrida por ele e que começou com um dos integrantes do grupo.
“Conheço uns cinco dos que estavam lá no grupo. Falaram para mim que tinham mais de 20. Estava sentado de frente para o Cristo. Do nada, vi quando eles subiram pela rua da faculdade (UniFAE), com garrafas de vidro, e essas coisas […]; veio para dar garrafada em mim, só que aí eu fui para me defender e fiquei com a mão na frente. Aí ele largou a garrafa; ele foi dar uma cabeçada em mim; bateu no meu nariz. Daí falei [pensou]: ‘não vou apanhar; já sei que vou apanhar’; dei um ‘socão’ nele e só foi chute, e não vi mais nada”, disse.
*Por Ignácio Garcia/ O Município