SÃO CARLOS/SP - Muito se fala sobre, mas será que é dada a devida importância sobre este tema? Um dos transtornos mentais com maior incidência no mundo e denominada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “mal do século”, a depressão não é frescura, preguiça e nem um momento de tristeza passageiro. Vai além! A vida se torna cinza, sem graça, sem sentido, sem ânimo para nada, até para as atividades que eram extremamente prazerosas anteriormente.
É um Transtorno de Humor, onde pensamentos negativos, pessimismo, baixa autoestima estão presentes na maior parte do tempo, fazendo com que a pessoa não tenha perspectiva para o futuro ou interesse em algo. Traz muito sofrimento e afeta diretamente os relacionamentos interpessoais em todas as áreas: no trabalho, no casamento (ou namoro), com os amigos, vizinhos, etc. Pode ser leve, moderado ou grave. No último caso, se não tratado, pode levar a pessoa a tentativas de suicídio ou até mesmo o ato em si.
Mas afinal, o que causa a depressão? Vários fatores estão envolvidos. Na parte fisiológica, ocorrem alterações químicas em relação à produção de serotonina, noradrenalina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar. Em relação ao ambiente, algum acontecimento marcante como a morte de um ente querido, desemprego, término de relacionamento, mudanças na vida, entre outros. Já sobre fatores psicológicos, a personalidade do indivíduo, o modo como ele se adapta ao meio, como lida com as situações, as frustrações, etc. Outras doenças também podem estar associadas, desencadeando a depressão ou vice e versa, como o câncer, a anemia, doenças cardíacas, diabetes, obesidade, doenças renais, dor crônica, outros transtornos psiquiátricos, etc.
Os sintomas principais são: tristeza a maior parte do dia, quase todos os dias;anedonia (perda do prazer ou interesse em atividades cotidianas); irritabilidade; desesperança; diminuição da libido (desejo sexual); perda ou ganho de peso, mesmo não estando em dieta; cansaço e fraqueza o dia todo; insônia ou dormir demais; sentimento de inutilidade, culpa e peso para os outros; ansiedade; dificuldades em concentração e na memória; dificuldade na tomada de decisões; pensamentos frequentes sobre morte e suicídio.
O diagnóstico é clínico, realizado por um médico especialista, no caso o psiquiatra, que avaliará o histórico do paciente e dos familiares, ou por um psicólogo, durante as sessões de psicoterapia.
O tratamento é multidisciplinar, com a prescrição de medicamentos pelo psiquiatra e com sessões de psicoterapia, com o psicólogo. Muitas pessoas pensam que somente a ingestão de remédios ou só a terapia é o suficiente. Porém, na realidade, eles são complementares. Em casos leves, não é necessário a utilização de fármacos, já que a psicoterapia por si consegue alterar a plasticidade cerebral. Entretanto, nos casos moderados a grave é essencial o tratamento conjunto. É importante ressaltar que cada um é diferente do outro e por este motivo, o tratamento também difere de pessoa para pessoa. Não podemos tomar o mesmo medicamento prescrito para o amigo ou o irmão, pois cada caso é um caso.
Algumas atitudes auxiliam a prevenir a depressão, como a prática de exercícios físicos, uma alimentação saudável, ter bons relacionamentos, aprender a lidar com nossos sentimentos, emoções e situações de estresse da melhor maneira possível, ter hobbies, aprender coisas novas, viajar, se divertir.
Se você conhece alguém com depressão e gostaria de ajudá-lo, não o julgue. Minimizar o sofrimento não diminui o peso que ele sente por dentro. Dizer que tem tudo e que não deveria estar assim, que está sendo egoísta, que está exagerando, não resolve e nem motiva. Ao contrário, só vai fazer com que a pessoa se sinta pior. Mostre que você está disponível para ajudar. Que quando ela se sentir a vontade, pode se abrir – mas sem cobranças! Pergunte se precisa de algo. Às vezes, somente ficar ao lado, em silêncio, já significa muito!
*Por: Miriam Hiromi Kanekiyo Muto - Psicóloga CRP 06/131218
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