SÃO CARLOS/SP - A partir desta segunda-feira (07), a Vigilância Epidemiológica de São Carlos inicia a campanha de vacinação contra o sarampo. A campanha acontece em todo o país até o dia 25 de outubro. O objetivo é vacinar crianças ainda não imunizadas contra a doença.
As doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, estarão disponíveis em todos as unidades de saúde para crianças a partir de 6 meses e com menos de 5 anos.
No sábado (19), haverá o “Dia D”, quando os postos de saúde estarão abertos para facilitar o acesso dos pais e responsáveis. “A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mantê-la em dia é a melhor forma de prevenção e, por isso, convocamos as mães, pais, familiares e responsáveis para levarem os pequenos aos postos durante esta campanha”, diz a diretora de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde, Helena Sato.
Ao procurar a unidade de saúde, os pais ou responsáveis devem levar as crianças com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose. “As crianças de seis a onze meses entraram recentemente na campanha devido ao aumento no número de casos de sarampo e também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário”, informou Kátia Spiller, supervisora da Vigilância Epidemiológica.
A vacina tríplice deve ser aplicada aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.
Sarampo no Município
80 casos notificados
20 casos confirmados
39 casos em investigação
21 casos descartados
BRASÍLIA/DF - O Sínodo da Amazônia começa neste domingo (6), no Vaticano. A tradicional assembleia dos bispos, que é convocada pelo chefe da Igreja Católica sempre que há 1 assunto específico a ser discutido com o clero, não tem interessado só religiosos e estudiosos do assunto, mas também o governo brasileiro.
Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro admitiu que monitora o evento, alegando que há influência política nas discussões. A preocupação é de que as soluções apresentadas pelos bispos toquem, em alguma medida, na soberania nacional sobre a Amazônia.
Desde o início do ano, o general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), concedeu diversas entrevistas demonstrando incômodo com o tema do Sínodo. Em fevereiro, ele disse à Folha de S.Paulo que “quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil”.
“[O Sínodo] quer falar de terra indígena, quer falar de exploração, de plantação, quer falar de distribuição de terra. Isso são assuntos do Brasil”, reclamou. Na ocasião, o ministro ainda negou qualquer “espionagem” do evento por parte do GSI ou da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Em nota enviada ao Poder360, o GSI admitiu que “acompanha o tema demandado”, mas que “não há previsão de participação de representante do Governo neste evento”. De fato, o papa Francisco vetou a participação de quaisquer políticos com mandatos e militares no Sínodo.
A manifestação do GSI, aliás, contradiz a declaração do General Heleno feita em fevereiro ao afirmar que “a expectativa é de que o Sínodo aborde, apenas, aspectos referentes à religiosidade e não tópicos relacionados com a soberania do Brasil”.
O texto também é contraditório com nota do próprio GSI divulgada em 10 de fevereiro, que afirmava que “parte dos temas do referido evento tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional”.
Principais assuntos discutidos
Ao menos na teoria, a preocupação do governo com uma interferência da Igreja na soberania nacional é infundada. Isso porque, de acordo com artigos do Código de Direito Canônico, o Sínodo deve tratar de assuntos para “consolidar a incolumidade e o incremento da fé e dos costumes, a observância da disciplina eclesiástica”. Além disso, não compete à assembleia fazer decretos sobre os temas deliberados.
Na prática, porém, alguns assuntos de interesse exterior à Igreja foram inseridos no documento de trabalho produzido para embasar as discussões. O Instrumentum Laboris, publicado em 17 de junho, tem 21 capítulos divididos em 3 partes: “A voz da Amazônia”, “Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres” e “Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças”.
É a 2ª parte que pode preocupar o governo Bolsonaro. O texto menciona termos como a “destruição extrativista”. Outros temas como a migração, urbanização, família e comunidade, saúde, educação integral e corrupção.
No documento consta a proposta de que “se alterem os critérios para selecionar e preparar os ministros autorizados para celebrá-la (Eucaristia)”. O documento também fala em garantir a “liderança” de mulheres nas comunidades.
Os temas citados, no entanto, não necessariamente serão levados em consideração pelo papa Francisco ou gerar alguma consequência prática na Igreja.
Na última semana do evento, os membros do Sínodo farão a redação final do documento. Ele não terá, porém, nenhum efeito jurídico.
Quem participará
Os participantes das reuniões serão bispos diocesanos das 9 províncias eclesiásticas da região pan-amazônica, incluindo o Brasil. Também participarão alguns membros a Cúria Romana e do conselho que prepara o Sínodo, além de membros da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica).
Religiosos com trabalho pastoral desenvolvido na floresta e alguns leigos escolhidos pelo papa também estarão presentes. Alguns representantes de outras igrejas de denominação cristã e não cristã que atuam na Amazônia, além de líderes indígenas, também terão assento.
O relator do Sínodo é o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Repam.
*Por: Letícia Alves/PODER 360
Aulas no CEMEI Carminda começam na próxima terça-feira
SÃO CARLOS/SP - Uma nova escola já faz parte da realidade dos moradores do Residencial Eduardo Abdelnur, em São Carlos. O CEMEI Carminda Nogueira de Castro Ferreira está pronto e as aulas começam na próxima terça-feira (8). A escola é o primeiro equipamento público do bairro, que foi entregue em 2016 e tem 986 residências.
As obras começaram em julho do ano passado e foram investidos R$ R$ 1.570.272,35. “Eu sempre digo: educação é investimento. Nós temos muitos problemas para resolver no nosso país, mas só com educação vamos vencê-los. Hoje, a prefeitura investe mais do que a lei determina, se eu puder, vou investir cada vez mais”, disse o prefeito Airton Garcia.
A escola tem capacidade para atender 220 crianças de 0 a 6 anos. “Estou entusiasmado. Extremamente feliz com mais essa conquista para a educação de São Carlos. Essa escola vai melhorar a vida das pessoas que moram aqui. As crianças vão estudar próximo da casa delas e os pais terão mais tranquilidade”, contou o secretário de Educação, Nino Mengatti.
O motorista de aplicativo, Tarik Batista Clear, tem um menino de um ano e nesta sexta-feira, confirmou a matrícula do filho. “Além da proximidade da minha casa, trazer meu filho para a escola vai ajudar no desenvolvimento dele”, disse.
Na quinta-feira (3), a Secretaria de Educação realizou uma reunião com os pais para organizar o início das aulas. “As matrículas já foram feitas. Algumas crianças estavam em outras escolas e foram remanejadas para cá. Estamos atendendo o público do Eduardo Abdelnur e Jardim Zavaglia. Preparamos uma atividade diferente para receber nossos alunos”, informou a diretora do CEMEI, Gretta Kerr Mandruzato.
Os interessados em uma vaga na escola do Eduardo Abdelnur deve procurar a Central de Vagas, na Secretaria de Educação, localizada na avenida São Carlos com a rua 13 de Maio.
Sobre a palestrante
Anahi Guedes de Mello é antropóloga e doutora em Antropologia Social pela UFSC e, além de pesquisadora colaboradora do NED, é pesquisadora associada da Anis - Instituto de Bioética. Tem experiência em estudos sobre deficiência, desenvolvendo pesquisas em torno dos seguintes temas: modelo social da deficiência no Brasil, gênero, sexualidade e deficiência, políticas públicas e deficiência, violências contra mulheres com deficiência e teoria crip.
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