BRASÍLIA/DF - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro saiu do gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na segunda-feira (23) confiante de que o magistrado daria uma decisão para mandar Jair Bolsonaro (PL) para casa -expectativa que foi concretizada no dia seguinte.
Moraes autorizou na terça-feira (24) a prisão domiciliar ao ex-presidente após ouvir apelos de colegas do STF, políticos e da própria ex-primeira-dama.
Michelle se reuniu com Moraes por cerca de 40 minutos e, ao sair do encontro, relatou a aliados ter sentido o magistrado mais sensível à reivindicação de mandar Bolsonaro para casa. Foi a segunda reunião entre eles neste ano para tratar da prisão do ex-presidente.
Pessoas próximas à ex-primeira-dama afirmam que ela saiu confiante, mesmo sem nenhum compromisso de Moraes. Michelle descreveu a conversa como boa, disse que o ministro foi educado e que o segundo encontro foi menos tenso do que o de janeiro.
Na reunião, Moraes disse a Michelle que tinha recebido muitas informações sobre a saúde do ex-presidente e daria atenção especial ao pedido de prisão domiciliar humanitária.
Segundo Michelle disse em conversas, o ministro perguntou se o melhor para Bolsonaro era ficar preso em casa ou na chamada Papudinha, onde tinha assistência médica 24 horas por dia. Michelle respondeu que, para ela, o melhor caminho para o marido era a prisão domiciliar.
Bolsonaro está internado em um hospital particular de Brasília desde o dia 13 depois de passar mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente foi diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração. A equipe médica afirmou nesta quarta (25) que ele terá alta na sexta (27). Do hospital, seguirá direto para casa.
Michelle foi recebida por Moraes no gabinete dele no STF em janeiro. Na ocasião, a ex-primeira-dama atribuiu ao efeito de medicamentos o episódio em que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, em novembro.
A ex-primeira-dama falou da dosagem e da interação entre os remédios e disse que Bolsonaro não teria mexido na tornozeleira se ela estivesse em casa na hora.
O encontro de segunda também foi a pedido de Michelle. De acordo com aliados do ex-presidente, a ex-primeira-dama queria a oportunidade de dizer pessoalmente ao magistrado que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite pelo risco de broncoaspiração.
Líderes do centrão e da direita avaliam que, em casa, Bolsonaro terá mais condições de participar da campanha presidencial do primogênito, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por estar mais confortável e poder conversar diariamente com ele.
A expectativa é a de que a ex-primeira-dama também influencie ainda mais as decisões políticas do marido, uma vez que apenas ela, as duas filhas e médicos do ex-presidente terão acesso irrestrito à casa.
Flávio se tornou advogado do pai no processo. Moraes decidiu que os advogados poderão visitar o ex-presidente todos os dias da semana por no máximo 30 minutos e com agendamento prévio. Já os filhos (condição que também inclui Flávio) poderão acessar a casa às quartas-feiras e sábados por duas horas.
Apesar de a ofensiva pela transferência de Bolsonaro ter envolvido também o senador e outros políticos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a ex-primeira-dama saiu fortalecida do episódio, com uma imagem conciliadora, segundo parlamentares.
Flávio se encontrou com Moraes no último dia 17 ao lado do advogado Paulo Cunha Bueno. O senador disse que a conversa com o ministro foi objetiva e serviu para expor todas as preocupações relacionadas ao estado de saúde do pai.
Segundo relatório do núcleo de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, a médica de plantão na Papudinha apontou "risco de morte" de Bolsonaro antes da transferência dele para o hospital DF Star no dia 13 de março.
Na segunda, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa.
"Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro", escreveu Paulo Gonet.
por Folhapress
ANÁPOLIS/GO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não há justificativas para o aumento do preço do óleo diesel, uma vez que a alta do petróleo foi compensada pelos subsídios feitos pelo governo federal. Lula acrescentou que os aumentos da gasolina e do etanol não têm nada a ver com a guerra no Oriente Médio.
“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, que reinaugurou, nesta quinta-feira (26), sua planta fabril em Anápolis (GO), por meio de parceria com a montadora chinesa Changan.
Ao discursar, Lula voltou a criticar a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo ele, não é correto que outros países – em especial, seus cidadãos – paguem o preço dessa guerra.
“Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar no preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil, e sobre para nós aqui, porque importamos 30% do óleo diesel”, disse o presidente.
“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, complementou.
O comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, está sendo observado com atenção por autoridades, representantes do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.
No Brasil, o governo federal adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.
O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - Antes dos números gigantes, dos palcos lotados e dos hits que ecoam pelo país, existia um sonho insistente tentando sobreviver à realidade. É desse ponto que parte a história de Hungria Hip Hop, um dos maiores nomes do rap nacional, que agora ganha as telas de cinema com “Hungria: A Escolha de um Sonho”, com estreia marcada para 7 de maio de 2026. Assista o Trailer Oficial.
Misturando realidade e poesia em letras que falam de superação, afeto e conquista, Hungria construiu uma trajetória grandiosa. Na estrada desde os 14 anos, o rapper brasiliense transformou vivência em fenômeno, dominando plataformas, arrastando multidões e ocupando palcos como o Lollapalooza Brasil e o Rock in Rio, além de criar o próprio festival, Downtown – A Cidade do Hungria.
A cinebiografia “Hungria: A Escolha de um Sonho” acompanha justamente o início de tudo: um jovem cercado por obstáculos, tentando transformar realidade em possibilidade. Estrelado por Gabriel Santana, o longa revisita a juventude de Gustavo da Hungria na Cidade Ocidental, no entorno do Distrito Federal, quando o sonho de viver da música começa a ganhar forma e a exigir escolhas difíceis.
Determinando a seguir no rap, Gustavo enfrenta resistência, dificuldades e dúvidas que colocam sua decisão à prova. Ao seu lado está Gabiru, amigo fiel que acredita em seu talento e viabiliza a gravação da primeira demo. Mas é dentro do ambiente familiar que a história encontra seu ponto mais sensível. Dona Raquel, mãe do artista e interpretada por Taty Godoi, é mais do que apoio: é presença constante, abrigo e força silenciosa. O elenco ainda conta com André Ramiro e Ramon Brant.
Após movimentar milhões de fãs com o teaser, que ultrapassou 7 milhões de visualizações em apenas 48 horas, o filme ganha agora seu trailer oficial e aumenta a expectativa para a estreia, prevista em cerca de 200 salas de cinema em todo o Brasil. O longa conta com direção de Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira, e é produzido pela Cayac Produções em parceria com a Studio 10 Filmes, que também assina a distribuição.
SINOPSE
Nascido na periferia de Brasília, Gustavo da Hungria decidiu seguir um sonho improvável: viver de música. Com talento, atitude e o apoio do amigo Gabiru, enfrentou o preconceito da cena do rap e criou um estilo único. Uma história sobre origem e a escolha de acreditar quando ninguém mais acreditava.
Lançamento: 07 de Maio de 2026 nos cinemas
Elenco: Gabriel Santana, Ramon Brant, Taty Godoi, André Ramiro, Pamella Machado, Chico Sant’Anna, Ricardo Pipo, André Araújo, Juan Queiroz, Malu Lázari
Direção: Izaque Cavalcante, Cristiano Vieira
Produção Executiva: Bruno Yamaguchi, Cristiano Vieira
Roteiro: Cristiano Vieira, Jonah Costa
Produtoras: Cayac Produções, Studio 10
IBATÉ/SP - Uma ação da Guarda Civil Municipal resultou na apreensão de drogas e na detenção de dois indivíduos na tarde desta quarta-feira (25), em Ibaté.
A equipe seguia para a Escola Brasilina Teixeira Ianoni, na Rua Benedito Fernandes Frade, onde realizaria a segurança no horário de saída dos estudantes, quando avistou um homem com uma sacola em atitude suspeita.
Ao perceber a presença da viatura, o indivíduo tentou se livrar da sacola e fugir, mas foi alcançado pelos agentes. Durante a abordagem, foram encontrados com ele dinheiro em espécie e um aparelho celular.
Na sacola abandonada, os guardas localizaram diversas porções de entorpecentes, entre elas cocaína, crack e maconha, já embaladas para comercialização.
Durante a ação, um segundo homem tentou interferir na abordagem e acabou sendo contido pela equipe, que utilizou força moderada para garantir a segurança da ocorrência.
Os dois suspeitos foram conduzidos ao Plantão Policial de São Carlos, onde o caso foi apresentado para as medidas legais.
Evento destaca avanço tecnológico, geração de empregos e fortalecimento da indústria nacional
GAVIÃO PEIXOTO/SP - O prefeito de Araraquara, Dr. Lapena esteve em Gavião Peixoto (SP), na manhã de quarta-feira (25), para acompanhar a apresentação do caça supersônico F-39E Gripen, na unidade da Embraer. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reuniu autoridades, representantes das Forças Armadas e da indústria aeronáutica.
O F-39E Gripen é a primeira aeronave supersônica produzida no Brasil e integra um projeto estratégico para o país, desenvolvido em parceria com a empresa sueca Saab. Ao todo, 36 aeronaves serão fabricadas, sendo 15 na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, consolidando o município como um dos principais polos da indústria aeronáutica na América Latina.
Além de ampliar a capacidade de defesa nacional, o projeto representa avanço tecnológico, transferência de conhecimento e fortalecimento da engenharia brasileira. A produção local também impulsiona a economia, com geração de empregos qualificados, desenvolvimento da cadeia produtiva e atração de novos investimentos para o setor.
O prefeito reforça a importância da produção dos Gripens na Embraer. “O que vemos aqui é investimento direto na economia, geração de empregos qualificados e fortalecimento da nossa indústria. Um projeto que movimenta a cadeia produtiva e traz impacto positivo real para o desenvolvimento do país.”
A agenda reforça a importância da indústria de alta tecnologia para o crescimento do país e evidencia o papel estratégico de Gavião Peixoto e da Embraer no cenário nacional e internacional.
IBATÉ/SP - A Secretaria Municipal de Saúde realiza neste sábado, dia 28 de março, o Dia D de Vacinação contra a Influenza. A ação acontecerá das 8h às 16h em unidades de saúde do município, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal dos grupos prioritários.
Além da vacinação, o evento contará com atividades para as crianças, como pipoca, algodão doce, brinquedos infláveis e trenzinho, proporcionando um ambiente mais acolhedor para as famílias que comparecerem às unidades.
Público-alvo da vacinação
Podem receber a vacina contra a Influenza:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, idosos acima de 60 anos, trabalhadores da saúde (com comprovação de trabalho), pessoas com comorbidades (com laudo médico) ou pessoas com deficiência, caminhoneiros, trabalhadores do sistema prisional e forças armadas, professores, trabalhadores dos Correios, trabalhadores do transporte coletivo e pessoas privadas de liberdade.
A vacinação será realizada das 8h às 16h nas seguintes unidades:
PSF Popular
UBS Icaraí
UBS Jardim Cruzado
A Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação para prevenir complicações causadas pela Influenza, principalmente nos grupos mais vulneráveis, e orienta que todos levem documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação.
MACEIÓ/AL - Após dias desaparecido, um elefante-marinho voltou a ser visto no litoral alagoano. Apelidado de Leôncio, o animal tinha sido visto pela última vez na segunda-feira (23) e foi localizado na quarta-feira (25) nas águas do litoral sul alagoano pela equipe do Instituto Biota de Conservação, organização que desenvolve ações de resgate e conservação da fauna marinha.
Leôncio, que recebeu o nome após uma campanha nas redes sociais, chegou no litoral de Alagoas no dia 11 e desde então ficou passeando pelas areias das praias de Ipioca e Garça, na capital Maceió, e em Barra de Santo Antônio, em Paripueira.
Segundo o instituto, o animal está em um processo de muda de pelagem - comum para a espécie - que pode levar de uma a quatro semanas. Durante esse período é comum que o animal fique na praia, descansando, enquanto completa o processo.
O instituto esclarece ainda que o elefante-marinho não está doente, por isso não precisa ser capturado para algum tipo de intervenção. Precisa apenas de repouso mesmo.
Desde que foi avistado, Leôncio tem sido alvo de perturbação por parte de moradores locais. Em razão disso, o instituto lançou um alerta pedindo para que as pessoas respeitem o espaço do animal e o deixem descansar.
Ações como tocar, afugentar, alimentar, perseguir, interagir são consideradas molestamento e podem prejudicar o comportamento natural do animal.
“Caso encontre o animal, mantenha distância, não interaja e não tente empurrá-lo para a água. Entre em contato conosco pelo telefone/WhatsApp: (82) 99115.2944”, esclarece o instituto.
AGÊNCIA BRASIL
Intervenção será necessária para execução de fundações do viaduto que será construído no local
SANTA MARIA DA SERRA/SP - A Eixo SP Concessionária de Rodovias implantará, nesta sexta-feira (27), um desvio temporário no km 226 da SP 304 - Rodovia Geraldo de Barros, em Santa Maria da Serra, para dar continuidade às obras de duplicação da via. A medida será necessária para a execução das fundações do viaduto que será construído no local.
Portanto, o trânsito que segue no sentido Torrinha será direcionado para a pista contrária por alguns metros, retornando ao sentido normal de direção logo em seguida. Essa mudança tem como finalidade garantir a segurança das equipes e do fluxo de veículos durante a obra.
O desvio estará em vigor até 4 de maio. Durante esse período, a concessionária reforça a importância de os condutores redobrarem a atenção à sinalização no local e reduzirem a velocidade ao se aproximarem do trecho, garantindo a segurança de todos.
BRASÍLIA/DF - Um quarto das estudantes adolescentes do Brasil já sofreu alguma situação de violência sexual, incluindo toques, beijos ou exposição de partes íntimas sem consentimento.
O alerta faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram entrevistados 118.099 adolescentes de 13 a 17 anos, que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024.
Em relação a 2019, último ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas violências nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais.
O IBGE destaca ainda que 11,7% das estudantes entrevistadas contaram que foram forçadas ou intimidadas para se submeterem a relações sexuais. Nesse caso, o aumento em relação a 2019 foi de 2,9 pontos percentuais.
Apesar da proporção de meninas violentadas ser, em média, o dobro da de meninos, estudantes de ambos os gêneros relataram situações de abuso, somando mais de 2,2 milhões de vítimas de assédio e 1,1 milhão de relações forçadas.
Apesar de ações enquadradas nas duas categorias serem tipificadas como estupro pela lei brasileira, o IBGE optou por dividi-las em duas perguntas para facilitar a compreensão dos adolescentes durante as entrevistas.
“Esse tipo de violência nem sempre é identificado pela vítima, seja por falta de conhecimento em razão da idade, no caso de menores, seja por aspectos sociais e culturais. Nesse sentido, a identificação dos diversos atos que caracterizam a violência sexual, por um lado, consiste numa estratégia metodológica que facilita a identificação da violência; por outro, possibilita a caracterização da violência em escalas de gravidade”
Outro destaque da pesquisa diz respeito à idade das vítimas no momento do crime. Enquanto as situações de assédio sexual foram mais reportadas por adolescentes com 16 e 17 anos, entre aqueles forçados à relação sexual, a maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos quando sofreu a violência.
A violência foi mais frequente entre os estudantes de escola pública: 9,3% dos adolescentes dessas instituições relataram já terem sido intimidados ou forçados a uma relação sexual, contra 5,7% dos alunos da rede privada.
Já nos casos de assédio sexual, a proporção entre as duas redes é semelhante.
O instituto também pediu aos estudantes que apontassem o autor das violências. No caso daqueles que foram submetidos a uma relação forçada, a grande maioria foi violentada por pessoas do seu círculo íntimo:
Já nos casos de toque não consentido, beijo forçado ou exposição de partes íntimas, a categoria mais mencionada foi “outro conhecido” (24,6%), seguido por outros familiares (24,4%) e desconhecidos (24%).
Em ambos os casos, os estudantes podiam escolher mais de uma opção, e o somatório das respostas nas duas questões foi superior a 100%, o que indica que muitos estudantes sofreram esse tipo de violência mais de uma vez, ou de pessoas diferentes.
A pesquisa também identificou que cerca de 121 mil meninas de 13 a 17 anos de idade já engravidaram alguma vez, o que representou 7,3% daquelas que disseram ter iniciado a vida sexual. Desse total, 98,7% eram de escolas da rede pública.
Em cinco estados do Brasil, o índice de gravidez precoce ultrapassa 10% das estudantes: Paraíba, Ceará, Pará, Maranhão e Amazonas, onde a situação chega a 14,2% das estudantes.
Outros dados sobre a iniciação sexual dos adolescentes, de forma consentida, levantam preocupações com a prevenção dessas gestações e contra infecções sexualmente transmissíveis.
Somente 61,7% dos estudantes usaram camisinha na primeira relação sexual, proporção que cai para 57,2% no caso da relação mais recente.
Para o IBGE, isso indica que não só os adolescentes não estão se protegendo desde o começo da vida sexual, como esse uso vai caindo com o passar o tempo.
Já entre aqueles que optaram por outros métodos contraceptivos, 51,1% dos estudantes utilizam pílula anticoncepcional e 11,7% usam pílula do dia seguinte, uma opção de emergência, que só deve ser tomada em situações excepcionais.
Apesar disso, quatro em cada dez meninas já tomou esse tipo de pílula pelo menos uma vez na vida.
Em comparação com a pesquisa anterior, os dados de 2024 também apontam para um início mais tardio da vida sexual: 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vivenciado ao menos uma relação, 5 pontos percentuais a menos do que em 2019.
A proporção cai para 20,7% entre os alunos de 13 a 15 anos, e sobe para 47,5% entre aqueles com 16 e 17 anos.
Por outro lado, considerando apenas aqueles que já iniciaram a vida sexual, 36,8% tiveram a primeira relação com 13 anos de idade ou menos.
No Brasil, a idade mínima para o consentimento legal é 14 anos, e qualquer relação com pessoa menor do que essa idade pode configurar estupro de vulnerável. Entretanto, os dados da pesquisa apontam que a idade média da iniciação sexual foi de 13,3 anos, entre os meninos, e de 14,3 anos, entre as meninas.
AGÊNCIA BRASIL
EUA - A seleção brasileira perdeu para a França por 2 a 1, no amistoso que colocou o Brasil diante do adversário mais complicado enfrentado até aqui na era Carlo Ancelotti. E olha que a equipe francesa jogou a maior parte do segundo tempo com um a menos.
Os gols da vitória francesa foram de Mbappé e Ekitiké, um em cada tempo do jogo no Gillette Stadium, em Foxborough, região metropolitana de Boston (EUA).
Bremer descontou para o Brasil, acirrando a briga entre os zagueiros por uma vaga na Copa.
O Brasil teve um primeiro tempo ruim, tanto que saiu perdendo após um erro de Casemiro, e buscou mais o jogo na etapa final. Mas não o suficiente para evitar a derrota.
E pior: o Brasil tomou o segundo gol da França mesmo quando estava em vantagem de 11 contra 10, após a expulsão de Upamecano. O rival europeu mostrou por que está na lista dos favoritos à Copa do Mundo.
Foi a terceira derrota em nove jogos da seleção brasileira sob o comando de Ancelotti. A ressalva é que foi com muitos desfalques, mas foi um choque de realidade a 76 dias do Mundial.
Em um universo de testes, Luiz Henrique melhorou o time no segundo tempo. O zagueiro Ibañez foi testado como lateral na etapa final, mas teve atuação discreta. O volante Danilo entrou como dono das bolas paradas, quando o Brasil já estava mais desesperado.
Vini Jr. passou a ser o camisa 10, mas foi um dos piores do Brasil em campo.
O Brasil volta a campo na terça-feira, contra a Croácia, em Orlando, às 21h (de Brasília), para fazer o último amistoso antes da lista final da Copa.
A França ignorou o ambiente mais brasileiro na arquibancada e rapidamente mostrou seu poderio, pela forma com a qual dominou a posse de bola. Ao fim do primeiro tempo, o placar nesse quesito estava em 65% a 35% para os franceses.
A receita do time de Deschamps, muito mais entrosado, foi marcar a saída do Brasil de forma intensa e adiantada. Com a bola, os movimentos do meio pra frente envolveram a defesa brasileira.
O time de Ancelotti tentava se safar em bloco baixo, com duas linhas de quadro e a dupla Vini Jr. e Matheus Cunha mais à frente.
O Brasil não conseguiu reter a bola no campo ofensivo. Estava sempre tentando jogadas na correria, mas falhava na execução de dribles e passes. O goleiro Ederson, para complicar, ainda não estava no melhor dos dias na saída com os pés.
A inversão de lado entre Martinelli e Raphinha teve um efeito, mas ele não foi duradouro. Foi nesse contexto que o Brasil conseguiu recuperar uma bola na frente e acionar Martinelli. A batida de canhota passou perto.
No contexto de pressão na saída de bola, roubou a bola de Casemiro. Simbólico que um tenha sido sucessor do outro no Real Madrid.
E aí o passe em velocidade para Mbappé foi como uma flecha entre os zagueiros brasileiros. Fora de posição porque era uma jogada de ataque, Léo Pereira não interceptou e Bremer não conseguiu fazer a cobertura. O camisa 10 da França mostrou toda sua classe ao tocar por cima de Ederson, aos 31 minutos do primeiro tempo.
Raphinha foi o primeiro a sair na seleção brasileira. Segundo a CBF, ele sentiu dores na coxa direita e será reavaliado nesta sexta-feira (27).
Veio a calhar, porque ele não estava jogando bem e quem entrou foi Luiz Henrique. A "irresponsabilidade" do bem com a bola no pé desse driblador nato trouxe efeito imediato para a seleção. As jogadas pela direita passaram a fluir.
Em uma das escapadas do Brasil, Wesley sairia na cara do goleiro, se não tivesse sofrido falta de Upamecano. Inicialmente, o zagueiro francês levou cartão amarelo. Mas o VAR chamou, e o árbitro decidiu pelo vermelho direto.
O Brasil passou a marcar ainda mais adiantado. Mas aí a França, com sua qualidade técnica e leitura, conseguiu se ajustar.
O segundo gol foi um contra-ataque bem construído pelo lado francês. O Brasil estava tão desorganizado que Olise conduziu a bola em um cenário de quatro jogadores atacando e três brasileiros defendendo. Léo Pereira deu um passe para o lado na corrida e aí foi fatal: bola para Ekitiké. Mais uma finalização que encobriu Ederson: 2 a 0 aos 19 minutos do segundo tempo.
O cenário do jogo foi a senha para Ancelotti deflagrar de vez os testes na seleção. Ele já tinha colocado João Pedro, em uma troca pensando em presença de área, ainda quando estava empatado.
Com 2 a 0 atrás, vieram mexidas mais pelo aspecto da observação. Ibãnez, por exemplo, entrou como lateral-direito, no lugar de Wesley. No meio-campo, Danilo, do Botafogo, substituiu Andrey Santos.
O Brasil se lançou ainda mais ao ataque. Mas a França seguiu muito consciente, trocando passes como melhor modo de se defender.
Só que a seleção conseguiu um gol depois de cruzar bola para a área francesa - a batida foi de Danilo. Luiz Henrique tocou para o centro da área, e coube a Bremer aparecer entre os zagueiros e fazer o gol brasileiro.
Ancelotti ainda promoveu as estreias de Igor Thiago e Gabriel Sara, em uma tentativa final de pelo menos empatar. Bremer teve a chance mais clara de ser o herói por completo. Mas não deu.
Brasil 1 x 2 França
Local: Gillette Stadium, em Foxborough (EUA)
Data/hora: 26/3/2026, às 17h (de Brasília)
Árbitro: Guido Gonzales Jr (EUA)
Assistentes: Nick Uranga e Cory Richardson (EUA)
Cartão vermelho: Upamecano, 10'/2ºT (FRA)
Gols: Mbappé, 31'/1ºT (FRA); Ekitiké, 19'/2ºT (FRA); Bremer, 33'/2ºT (BRA)
Brasil: Ederson, Wesley (Ibañez), Bremer, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro (Gabriel Sara), Andrey Santos (Danilo); Raphinha (Luiz Henrique), Martinelli (João Pedro), Vini Jr e Matheus Cunha (Igor Thiago). Técnico: Carlo Ancelotti.
França: Maignan, Malo Gusto (Kalulu), Konaté, Upamecano e Theo Hernandez; Tchouaméni (Kanté) e Rabiot; Dembélé (Lacroix), Olise (Akliouche), Ekitiké (Doué) e Mbappé (Thuram). Técnico: Didier Deschamps
por Folhapress
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