SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes (MDB), dirigiu-se ao Jardim Botafogo acompanhado do secretário municipal de Obras, Reginaldo Peronti e do diretor de Trânsito Paulo Luciano, para encaminhar o atendimento de dois abaixo-assinados entregues na sala da presidência pelos moradores do bairro.
Os moradores reivindicam o recapeamento das ruas Vereador Delmas Penteado Machado, João Coza, Santa Teresa e Francisco Gregoraci, e também a mudança de direção das ruas Vereador Delmas e João Coza, que atualmente são vias de mão dupla. Os documentos foram entregues ao secretário de Obras e ao diretor de Trânsito.
Lucão Fernandes obteve do secretário de Obras a informação de que o Jardim Botafogo está “incluso” no cronograma da pasta para a execução do recapeamento.
Após verificar a solicitação dos moradores e usuários, o vereador entrou em contato com o Secretário de Serviços Públicos, Mariel Olmo e solicitou uma intervenção paliativa, mas necessária da operação tapa-buracos, “pois os buracos estão prejudicando o tráfego de veículos no local, causando transtornos e dificuldade para desviar, onde existe o risco de colisão de veículos”.
“São notáveis dezenas de buracos e até crateras, que prejudicam e põem em risco a vida de motoristas que passam pelo local diariamente”, alertou Lucão Fernandes.
Sobre a mudança da mão de direção das ruas, o diretor do Departamento de Trânsito, Paulo Luciano, comprometeu-se em apresentar em 15 dias, um estudo aos moradores para aprovação.
O parlamentar ainda expôs o problema de infraestrutura que atinge também os pedestres e ciclistas. “O trecho nos horários de pico, o tráfego é intenso e necessitamos de uma atenção com urgência”, finalizou Lucão.
SÃO PAULO/SP - O São Paulo estreou de maneira bem-sucedida no Campeonato Brasileiro 2019. Na ensolarada tarde deste sábado, no Morumbi, o time dirigido pelo técnico Cuca não encheu os olhos dos mais de 26 mil torcedores que compareceram ao estádio, mas jogou o suficiente para vencer o Botafogo por 2 a 0, com gols de Everton e Hudson.
A partida inaugural do Brasileirão marcou uma série de estreias. Pelo São Paulo, os reforços Alexandre Pato, Tchê Tchê e Vitor Bueno atuaram, enquanto Jonas Toró fez sua primeira aparição como profissional. No Botafogo, o técnico Eduardo Barroca comandou a equipe de forma inédita.
Com seus primeiros três pontos somados, o São Paulo enfrenta o Goiás na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Serra Dourada, pela segunda rodada do Brasileiro. No dia seguinte, a partir das 20 horas, o Botafogo tentará se reabilitar diante do Bahia, no Engenhão.
O Jogo – Sem contar com os lesionados Luan e Liziero, Cuca colocou Igor Vinícius na lateral direita para armar o meio-campo com Hudson, Tchê Tchê e Igor Gomes. No comando de ataque, Alexandre Pato começou auxiliado por Antony e Everton.
Com a formação nova, o São Paulo teve dificuldades para penetrar na defesa alvinegra no início da partida. Do outro lado, além de pouco incomodar ofensivamente, o Botafogo tornou o jogo violento com faltas duras, tendo três jogadores amarelados em 22 minutos de bola rolando.
Com falta de ritmo, os estreantes Pato e Tchê Tchê pouco apareciam. O atacante carimbou a barreira em cobrança de falta e chegou a marcar de cabeça, mas estava impedido e o gol foi anulado.
Na parte final do primeiro tempo, trocando mais passes, o São Paulo se encontrou e abriu o placar. Aos 40 minutos, Antony recebeu na direita, limpou a marcação e cruzou na medida para Everton testar na entrada da pequena área, sem chances de defesa para Gatito Fernández.
O São Paulo quase ampliou a sua vantagem no começo da etapa final. Aos quatro minutos, Igor Gomes correu pelo meio e acionou Pato na esquerda. O camisa 7 passou pela marcação, foi até a linha de fundo e cruzou para Tchê Tchê chegar batendo. O chute, porém, não saiu forte e Gatito fez grande defesa.
Aos poucos, o Tricolor foi perdendo força ofensiva e chamando o Botafogo para o seu campo de defesa. Cuca, então, colocou Hernanes e Jonas Toró nos lugares de Igor Gomes e Pato. As alterações surtiram efeito, e o São Paulo melhorou. Em seu primeiro toque na bola, o atacante de 19 anos arrancou do campo de defesa, cortou para o meio e soltou a pancada da entrada da área, tirando tinta da trave.
Aos 37 minutos, o Tricolor garantiu o triunfo: após Tchê Tchê recuperar a bola na esquerda, Hernanes fez o pivô para Hudson bater de fora da área e dar números finais à partida. Cuca ainda teve tempo de promover a estreia de Vitor Bueno, que entrou na vaga de Tchê Tchê.
*Por: José Victor Ligero/GAZETA ESPORTIVA
BRASÍLIA/DF - Esses últimos dias estiveram prenhes de datas marcantes, a nos lembrar de nossa História e ainda impregnados da religiosidade das festas judaico-cristãs da Aleluia e Páscoa. Dia 19 foi Dia do Índio e Dia do Exército. O Dia do Índio me recorda a reportagem que fiz, em disputa com outros candidatos, que me valeu uma vaga na maior escola de jornalismo da época, o Jornal do Brasil, em 1971. Dia do Exército nos lembra que a instituição se forjou com índios, negros, luso-brasileiros e portugueses, que se uniram, há 371 anos, na colina dos Guararapes, para derrotar e expulsar os holandeses. Eu fiz o primário no Grupo Escolar Vidal de Negreiros; minha irmã no Grupo Escolar Fernandes Vieira, nomes dos chefes vitoriosos. Com eles, o negro Henrique Dias e o indígena Filipe Camarão. Cidadãos em armas, tal como hoje, marcam o início da nacionalidade, no Brasil ainda colônia.
Dia 21 foi o aniversário do enforcamento e esquartejamento, de um precursor da Independência, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Aconteceu 141 anos depois da expulsão dos holandeses. Um imposto de 20% sobre o ouro encontrado foi a causa da conspiração, que a coroa portuguesa português reprimiu exemplarmente. Isso no mesmo ano em que começava a Revolução Francesa, pelas liberdades. Hoje nossa carga tributária mostra que pagamos quase o dobro disso para os três níveis de governo. Dia 21 também marca os 59 anos da inauguração de Brasília, uma decisão estratégica já prevista nas constituições desde 1891. Brasília inaugurou a ocupação do território, antes concentrada no litoral.
No dia 22, foi o aniversário oficial do Brasil: 519 anos desde a Descoberta. Na verdade, uma carta náutica de 1424 já identificava, no Atlântico Sul, uma ilha chamada de Braxil, por seu pau cor de braxa. O pesquisador Lenine Barros Pinto escreve que Vasco da Gama reabasteceu sua frota em direção às índias, de água fresca e frutas, no saliente nordestino. Era uma rota secreta portuguesa, que evitava calmarias e piratas da costa africana. Afirma que que Cabral, antes de seguir para as índias, fora mandado chantar(plantar) marcos portugueses, com a Cruz da Ordem de Cristo, para assinalar a posse, prevenindo-se dos espanhóis, que já haviam chegado no novo continente. Fez isso por “2 mil milhas de costa”. O último marco está em Cananéia, São Paulo. Contada essa distância para o norte, vai dar em Touros, RN, e não em Porto Seguro, como pensava o historiador Varnhagen. O Cabugi vê-se do mar; o Monte Pascoal, não. Ao fim dessas memórias sobre nosso passado, deixo aqui a polêmica, para que busquemos a verdade sobre nosso nascimento.
*Texto escrito Por: Alexandre Garcia.
Alexandre é jornalista, apresentador e colunista político brasileiro.
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