SÃO CARLOS/SP - Quem nunca perdeu um amigo ou conhece alguém que perdeu? Quem sempre se lembra daquele parente querido em datas significativas? São perguntas feitas para nos trazer a reflexão de que todos nós imaginamos ou já sentimos a dor de perder alguém que amamos, e que mesmo assim, falar de morte não se torna um tema fácil.
A evolução das tecnologias médicas segueao trazer novas técnicas e ferramentas para prolongar a vida, nos desafiamos a suprir os sinais de envelhecimento, a conhecer hábitos saudáveis, terapias, procedimentos; com isso, podemos nos colocar a refletir no quanto fugimos da morte e a tememos. O medo da morte e o processo de luto podem variar bastante, por exemplo, a forma como esses processos são interpretados tem grande influência; o processo de luto pode ser desde uma forma de homenagear, de demonstrar a falta que a pessoa faria, à até mesmo tornar-se um episódio tão dolorido ao ponto do indivíduo ser incapaz de voltar a reorganizar e viver sua vida plenamente em contextos sociais e familiar. Se a morte acontece por um motivo crônico e algo esperado, geralmente, tem-se a aceitação mais facilmente, porém, quando a morte ocorre de forma trágica e repentina, tende a causar inúmeras alterações na vida de uma pessoa, acarretando, muitas vezes, prejuízos e alterações, principalmente, nos funcionamentos emocionais e cognitivos.
Lidar com a finitude humana ainda é um tabu. Todos nós partiremos e todos nós veremos tal dor acontecer, porém acolher o luto e a dor de deixar “a pessoa partir” é necessário, e a psicologia oferece suporte e estratégias para que esse processo natural seja feito da melhor forma possível.
*Por: Murilo Aguiar de Carvalho, Psicólogo - Supera Reabilitação
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