SÃO PAULO/SP - O ator Leonardo DiCaprio utilizou seu perfil no Instagram para falar sobre a tragédia em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira 25, deixando 99 mortos e 259 desaparecidos.
DiCaprio republicou imagens do Greenpeace, organização não governamental cujo foco são as questões ambientais. “Na última sexta-feira, uma barragem de mineração se rompeu em uma pequena cidade do Brasil, lançando quase 13 milhões de metros cúbicos de lama tóxica e deixando um rastro de morte e tristeza”, diz a legenda da publicação.
“Isso acontece somente três anos após o maior desastre ambiental do país, quando outra barragem se rompeu. Já chega. O governo e as corporações devem parar de colocar o lucro acima da vida da população e da natureza”, conclui, seguida das hashtags em português “força, Brumadinho” e “Sem licença para destruir”.
A publicação gerou a simpatia de famosos brasileiros, que agradeceram pelo apoio do astro. “Obrigado por compartilhar! Espero que possamos evitar outros acidentes com barragens que estão na mesma situação”, escreveu o ator Marcio Garcia.
O ator já é conhecido por seu ativismo ambiental e inaugurou sua própria fundação em defesa da causa em 1998. Em 2016, DiCaprio lançou o documentário Seremos História?, que aborda a batalha contra as mudanças climáticas no mundo e apresenta entrevistas com personalidades como o Papa Francisco e Barack Obama.
Além de Leonardo DiCaprio, outras personalidades famosas também se manifestaram sobre a tragédia. Foi o caso do Papa Francisco, que utilizou o Twitter para expressar sua solidariedade às vítimas. “Quero exprimir a minha dor pela tragédia que atingiu o Estado de Minas Gerais no Brasil. Recomendo à misericórdia de Deus todas as vítimas e ao mesmo tempo rezo pelos feridos e exprimo meu afeto e proximidade espiritual às suas famílias.”
Gisele Bündchen chegou a postar uma imagem na qual aparecia rezando pelas vítimas, seguida por outra que mostrava o “antes” e “depois” da tragédia e indicava pontos de recolhimento de doações. No entanto, a modelo apagou a postagem após ser alvo de uma enxurrada de comentários negativos. “Gisele se veste de Maria para salvar Brumadinho”, “Gisele se solidariza com Brumadinho para gerar clique”, criticaram os internautas.
Bruna Marquezine, Padre Fábio de Melo, Bruno Gagliasso, Neymar, Luciano Huck e Sophie Charlotte também foram às redes pedir justiça ao caso.
*Por: VEJA.com
SÃO CARLOS/SP - A Polícia Militar atrás da Rocam deteve um homem de 20 anos com maconha dentro de seu veículo, na manhã desta 5ª feira (31), em São Carlos.
Segundo consta, os Policiais realizavam uma operação bloqueio na Avenida Capitão Luís Brandão, quando parou um motorista com o veículo VW Up! na cor prata, ao conversar com motorista de dentro do carro o odor da droga já era sentido pelos PMs. Ao fazer uma vistoria foram encontrados duas porções de maconha, algumas bitucas de cigarro de maconha e um dichavador.
Diante dos fatos o motorista foi encaminhado à DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), ficando a disposição do delegado.
Já a droga foi apreendida.
SÃO CARLOS/SP - A Alergia Alimentar é uma Reação Adversa a determinado alimento. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações podem ser leves com simples coceira nos lábios até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A Alergia Alimentar resulta de uma resposta exagerada do organismo a determinada substância presente nos alimentos.
Essa resposta exagerada pode ser qualquer reação indesejável que ocorre após ingestão de alimentos ou aditivos alimentares. Estas podem ser classificadas em reações tóxicas e não-tóxicas. As reações não-tóxicas podem ser de Intolerância ou Hipersensibilidade.
Exemplo de reação não-alérgica são as reações por ingestão de alimentos contaminados por microorganismos. Estas se apresentam agudamente com febre, vômitos, diarréia e geralmente acometem várias pessoas que ingeriram os alimentos contaminados.
Alguns fatores estão envolvidos na alergia alimentar. São eles a predisposição genética, a potência antigênica de alguns alimentos e alterações a nível do intestino parecem ter importante papel. Existem mecanismos de defesa principalmente a nível do trato gastrintestinal que impedem a penetração do causador da alergia alimentar, causando uma reação de sensibilidade. Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com Alergia Alimentar possuem história familiar de alergia. Se o pai e a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.
A pergunta mais frequente é: “Quais os alimentos mais frequentemente envolvidos na Alergia Alimentar?”.
Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica. No entanto, leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos são os mais envolvidos. A sensibilização a estes alimentos (formação de anticorpos IgE) depende dos hábitos alimentares da população. O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos que com maior frequência provocam reações graves (anafiláticas).
Os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, alimentos diferentes podem induzir respostas alérgicas semelhantes no mesmo individuo. O paciente alérgico ao camarão pode não tolerar outros crustáceos. Da mesma forma, pacientes alérgicos ao amendoim podem também apresentar reação ao ingerir a soja, ervilha ou outros feijões.
As principais manifestações clínicas da Alergia Alimentar, são normalmente as reações que envolvem a pele (urticária, inchaço, coceira, eczema), o aparelho gastrintestinal (diarréia, dor abdominal, vômitos) e o sistema respiratório, como tosse, rouquidão e chiado no peito. Manifestações mais intensas, acometendo vários órgãos simultaneamente (Reação Anafilática), também podem ocorrer.
Nas crianças pequenas, pode ocorrer perda de sangue nas fezes, o que vai ocasionar anemia e retardo no crescimento. Sintomas nasais isolados não são tão comuns.
A Intolerância à Lactose é uma reação alérgica?
A intolerância à lactose é uma desordem metabólica onde a ausência da enzima lactase no intestino determina uma incapacidade na digestão de lactose (açúcar do leite) que pode resultar em sintomas intestinais como distensão abdominal e diarréia. Esta intolerância geralmente é dose dependente e o indivíduo pode tolerar pequenos volumes de leite por dia ou se beneficiar dos leites industrializados com baixos teores de lactose. Portanto, a Intolerância à Lactose não é uma Alergia Alimentar apesar de frequentemente confundida pelos familiares e profissionais de saúde. Torna-se importante esta diferenciação, pois a orientação nutricional é distinta. Enquanto na intolerância à lactose, eventualmente, é possível ingerir pequenas quantidades de leite, na Alergia às proteínas do leite, a alimentação não deve conter leite ou derivados.
O Diagnóstico:
O diagnóstico depende de história clínica minuciosa associada a dados de exame físico que podem ser complementados por testes alérgicos.
Na história clínica, é fundamental que o paciente ou seus pais, no caso das crianças, auxilie fornecendo detalhes sobre os alimentos ingeridos rotineiramente ou eventuais. Em algumas situações é possível correlacionar o surgimento dos sintomas com a ingestão de determinado alimento. Em outras ocasiões o quadro não é tão evidente, necessitando de história mais detalhada. Isso ocorre principalmente quando as reações ocorrem horas após a ingestão do alérgeno.
A Alergia Alimentar ocorre mais frequentemente nas crianças pequenas onde o leite de vaca e o ovo são os alimentos mais comuns. Apesar de muitas vezes incriminado (pelos pais e avós) como causa de Alergia Alimentar, o chocolate raramente causa alergia. Nestes casos, se torna necessário pesquisar alergia às proteínas do leite de vaca ou da soja, usadas em sua fabricação. Nos adultos, o camarão é queixa frequente em nosso meio.
O tratamento
Até o momento, não existe um medicamento específico para prevenir a Alergia Alimentar. Uma vez diagnosticada, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas (crise) sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante. As orientações devem ser fornecidas por escrito visando a substituição do alimento excluído e evitando-se deficiências nutricionais até quadros de desnutrição importante principalmente nas crianças. O paciente deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeou a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato apontam para a presença de leite de vaca. Todas as orientações devem ser fornecidas aos pacientes e familiares.
O paciente que apresenta reação a determinado alimento poderá um dia voltar a ingeri-lo?
Aproximadamente 85% das crianças perdem a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) que lhes provoca alergia alimentar entre os 3-5 anos de idade. O teste cutâneo permanece positivo apesar do aparecimento da tolerância ao alimento. A sensibilidade ao amendoim, nozes, peixe e camarão raramente desaparece.
Em alguns casos, principalmente nas crianças, a exclusão rigorosa do alimento parece promover a diminuição da alergia. O alimento deve permanecer suspenso por aproximadamente 6 meses. Após este período o médico especialista poderá recomendar uma reintrodução do alimento e observar os sintomas. Se o indivíduo permanecer sem sintomas e conseguir ingerir o alimento, o mesmo pode ser liberado. Caso ocorra qualquer sintoma, a dieta de eliminação deve ser mantida. A presença de reação alérgica grave, como a anafilaxia ao amendoim, contra-indica esta reintrodução. Nos pacientes altamente sensibilizados, a presença de quantidades mínimas do alimento pode desencadear reação de extrema gravidade.
Por: Nutricionista Daiane Souza
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