Jornalista/Radialista
BARRETOS/SP - O pagode conquista de forma grandiosa, um dos palcos mais emblemáticos do país e passa a ocupar um espaço de destaque na programação da 71ª Festa do Peão de Barretos de 2026. Pela primeira vez na história do evento, o gênero ganha protagonismo em uma das maiores vitrines da música ao vivo no Brasil, levando ao Palco Amanhecer três dos seus maiores representantes: Belo, Turma do Pagode e Pixote. O encontro marca um momento histórico não só para o festival, reconhecido como o maior rodeio da América Latina, mas também para o próprio pagode, que amplia suas fronteiras e reafirma sua força como um dos gêneros mais populares do país.
Ícone absoluto da música romântica brasileira, Belo construiu uma trajetória marcada por sucessos atemporais e uma das vozes mais aplaudidas do país. Com uma carreira consolidada desde os anos 1990, o artista coleciona hits que atravessam gerações e mantém forte conexão com o público, sendo referência quando o assunto é emoção e interpretação no pagode.
Representando a força dos grupos que nasceram em São Paulo e ganharam o Brasil, o Turma do Pagode soma mais de três décadas de carreira, com um repertório repleto de sucessos que unem irreverência, carisma e identificação popular. O grupo se destaca pela capacidade de se reinventar, mantendo relevância nas plataformas digitais e nos palcos, sempre com shows vibrantes e cheios de interação.
Já o Pixote, um dos nomes mais respeitados do gênero, carrega em sua história a essência do pagode romântico. Com mais de 30 anos de música, o grupo acumula clássicos que fazem parte da memória afetiva do público, mantendo-se atual sem perder sua identidade, e sendo presença constante entre os artistas mais ouvidos do país.
A presença desses três gigantes no line-up da Festa do Peão de Barretos simboliza além da inovação na programação e o reconhecimento da força do pagode como um dos gêneros mais populares do Brasil, mas também a parceria com a GR Shows, reforçando esse movimento estratégico, conectando o festival a um dos escritórios mais influentes do mercado musical brasileiro, responsável pela gestão de grandes nomes do pagode.
SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), do IFSC/USP e da Colorado State University (EUA) desenvolveram uma nova tecnologia que pode transformar a forma como exames laboratoriais são realizados, tornando-os mais rápidos, baratos e eficientes. Trata-se de um pequeno chip capaz de analisar dezenas de amostras ao mesmo em um tempo reduzido, com potencial para aplicação na área da saúde, como diagnósticos de doenças e testes de fármacos.
O dispositivo reúne, em um espaço reduzido, mais de 100 sensores microscópicos que funcionam de maneira integrada. A inovação está no modo como esses sensores operam: eles alternam suas funções durante os testes, o que permite reduzir drasticamente a quantidade de conexões elétricas necessárias. Essa simplificação torna o chip mais compacto e fácil de produzir, além de diminuir o custo de cada sensor.
Segundo o Dr. Renato S. Lima, do CNPEM e líder da pesquisa, a tecnologia resolve um problema antigo da área: a dificuldade de concentrar muitos sensores em um único dispositivo sem aumentar a complexidade do sistema. Com o novo método, é possível realizar análises rápidas em série — ou seja, várias medidas uma após a outra — usando equipamentos simples e portáteis.
Além de contribuir para a miniaturização do sistema, o tamanho reduzido do chip facilitou a incorporação de microcanais por onde passam pequenas quantidades de líquido, como amostras biológicas. Esse sistema reduz o consumo de reagentes e permite automatizar etapas do exame, aumentando a precisão e diminuindo o tempo de resposta.
Nos testes realizados, o dispositivo mostrou versatilidade ao ser aplicado em diferentes situações. Ele foi capaz de acompanhar o crescimento de células cancerígenas, identificar proteínas associadas ao vírus Mpox e medir níveis de fosfato em amostras que simulam urina humana — um indicador importante para avaliar problemas de saúde.
Outro ponto relevante é a durabilidade dos sensores. Mesmo alternando suas funções durante os testes, eles mantiveram desempenho estável, o que indica que o chip pode ser reutilizado sem perda significativa de qualidade.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda há desafios a serem superados, como a automação completa do sistema para possibilitar o seu uso em larga escala. Ainda assim, a expectativa é que a tecnologia possa, no futuro, ser integrada a equipamentos portáteis controlados por smartphones, facilitando o acesso a exames rápidos em clínicas e até em casa.
A inovação representa um passo importante rumo a diagnósticos mais ágeis e acessíveis, com potencial para impactar diretamente a medicina preventiva e o acompanhamento de doenças. Para o Prof. Osvaldo N. Oliveira Jr., do IFSC/USP, os excelentes resultados demonstram a relevância da cooperação científica entre instituições brasileiras, como a USP e o CNPEM.
Confira artigo publicado do estudo em - https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acssensors.5c03049
SÃO CARLOS/SP - Um Projeto de Lei que deve ser votado em breve na Câmara Municipal de São Carlos propõe medidas mais rígidas contra o abandono e o confinamento prolongado de animais domésticos sem supervisão. A proposta busca proteger cães e gatos de situações de negligência, incluindo casos em que são deixados sozinhos por longos períodos, sem água, alimento ou condições adequadas de higiene.
O texto define como irregular o chamado “confinamento desacompanhado prolongado”, especialmente quando há ausência de cuidados básicos ou quando o animal permanece mais de 24 horas sem supervisão humana. A proposta também estabelece multas que podem variar de R$ 3 mil a R$ 10 mil, com valores dobrados em caso de reincidência, reforçando o caráter educativo e punitivo da medida.
Segundo o autor do projeto, o vereador Elton Carvalho (Republicanos), a iniciativa responde a uma realidade preocupante. “Não podemos tratar o abandono temporário como algo normal. Deixar um animal sozinho por dias é uma forma de maus-tratos. Esse projeto é um passo necessário para garantir dignidade e proteção aos animais”, afirmou.
SÃO CARLOS/SP - Servidores da Prefeitura de São Carlos participaram, nesta sexta-feira (24/04), da Oficina “Mapa de Processos e Resultados de Programas”, realizada na Faculdade de Ciências e Letras (FCLAr/UNESP), em Araraquara.
A atividade integra o Projeto “Inteligência Artificial e Políticas Públicas” e reuniu técnicos de prefeituras e órgãos públicos da região, além de professores extensionistas, com o objetivo de aprimorar a estruturação, o monitoramento e a avaliação de programas públicos.
Durante a oficina, os participantes tiveram acesso aos conteúdos teóricos e, principalmente, a exercícios práticos voltados à construção de Mapas de Processos e Resultados (MaPR), ferramenta que permite maior clareza na definição de fluxos, metas, entregas e indicadores. Também foram apresentados outros temas na área de gestão, administração pública e IA.
Para a secretária de Gestão Pública e Integração Governamental, Laurie Lubek, a participação de São Carlos reforça o compromisso da Administração Municipal com o fortalecimento da gestão pública, a qualificação técnica das equipes e a adoção de metodologias que ampliem a eficiência, a transparência e a capacidade de entrega de resultados à população.
A iniciativa também contribui para a integração regional e o intercâmbio de boas práticas entre os municípios, alinhando São Carlos às agendas contemporâneas de inovação e transformação digital no setor público.
Participaram da oficina, além de servidores da Secretaria de Gestão Pública e Integração Governamental, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania e da Secretaria de Justiça.
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