Tecnologia brasileira promete rapidez, baixo custo e menos sofrimento para pacientes
SÃO CARLOS/SP - Um simples teste de saliva poderá, num futuro próximo, ajudar médicos a identificar precocemente a depressão e outras doenças mentais. A novidade vem através do trabalho de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), que, em parceria com colegas brasileiros, desenvolveram um sensor descartável e barato, capaz de detectar em minutos alterações relacionadas a transtornos, como depressão, Alzheimer e Parkinson.
O dispositivo mede os níveis de uma proteína chamada BDNF, essencial para a saúde das células do cérebro, sendo que quando a quantidade dessa substância cai, aumentam os riscos de distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
Atualmente, esse tipo de análise só pode ser feito em laboratórios especializados, com exames caros e demorados. O novo teste promete mudança de cenário, já que bastará uma pequena amostra de saliva para obter um resultado rápido, sem agulhas ou procedimentos invasivos.
Baixo custo e sustentabilidade
Cada unidade do sensor deve custar menos de R$ 12, tornando o exame acessível não apenas para grandes hospitais, mas também para postos de saúde, consultórios e até mesmo para o uso domiciliar, como forma de acompanhamento de pacientes em tratamento.
Além do preço, o projeto destaca-se pela preocupação ambiental, atendendo a que o dispositivo é feito com materiais simples e gera baixo impacto no descarte.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), duzentos e oitenta milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, sendo que esse transtorno é uma das principais causas de afastamento do trabalho e perda de qualidade de vida, podendo, em casos graves, levar ao suicídio, lembrando que todos os anos ocorrem mais de setecentas mil mortes derivadas desse transtorno
Para o coordenador da pesquisa e autor-correspondente do artigo publicado na revista internacional ACS Polymers Au, Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira (IFSC/USP) “O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar complicações. Este tipo de tecnologia coloca o Brasil na linha de frente da inovação em saúde mental”, afirma o pesquisador.
Futuro próximo
A expectativa é que, em breve, o sensor possa ser integrado a celulares e aplicativos de saúde, permitindo que os resultados sejam enviados diretamente a médicos e equipes de acompanhamento, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada e preventiva, em que o paciente participa ativamente do cuidado com sua saúde.
Este estudo recebeu os apoios da Fapesp, CNPq e Capes.
Além do Dr. Paulo Raymundo-Pereira (IFSC/USP), assinam este estudo os pesquisadores Marcelo Calegaro (IQSC/USP); Nathalia Gomes (IQSC/USP - LNNA Embrapa Instrumentação); Luiz Henrique Mattoso (LNNA Embrapa Instrumentação); Sergio Machado (IQSC/USP) e Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC/USP).
Até o dia 7 de setembro de 2025, as inscrições para o Clube de Carros da Campanha USP do Agasalho 2025.2 estão abertas!
SÃO CARLOS/SP - O Clube de Carros reúne os voluntários, sejam membros da Campanha ou externos, com mais de 18 anos e que tenham carro próprio, com o intuito de nos ajudar na logística do transporte de caixas de arrecadação, espalhadas por toda a cidade de São Carlos, e doações. Os membros do Clube receberão reembolso de todos os gastos com gasolina e ainda podem concorrer em sorteios exclusivos para o Clube de Carros! As viagens são adaptadas para a disponibilidade de tempo dos voluntários.
Com mais de 150 membros neste semestre, a Campanha USP do Agasalho é um projeto social voluntário vinculado à USP e realizado por alunos da USP e UFSCAR, desde 2007. Ajudamos a população são-carlense, sobretudo a parcela mais vulnerável, na doação de roupas, sapatos, artigos de inverno e acessórios. Arrecadamos, separamos e doamos roupas em São Carlos, além de promover eventos culturais, como visitas, bazares e o Saída às Ruas, evento que arrecadou mais de 35 mil peças apenas no primeiro semestre de 2025!
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SÃO CARLOS/SP - A edição de 2025 da CUCO - Competição USP de Conhecimentos e Oportunidades – encerrou suas inscrições na última sexta-feira, dia 22 de agosto, com mais de 157 mil estudantes inscritos. Os participantes representam 553 cidades do estado de São Paulo e estão matriculados em cerca de 3 mil escolas públicas. Os resultados desta nona edição mantêm uma tendência semelhante à do ano anterior, demonstrando o forte sentimento de pertencimento à CUCO por parte das instituições de educação básica do estado de São Paulo.
Promovida pelo Programa Vem Saber do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), a CUCO é uma competição voltada exclusivamente para estudantes das redes públicas de ensino, incluindo as redes Estadual, Municipal, do Centro Paula Souza e dos Institutos Federais. Desde sua criação em 2017, a competição tem destacado seu papel na valorização da cultura do conhecimento, além de oferecer oportunidades contínuas para estudantes e professores ao longo dos anos.
Segundo o Professor Antonio Carlos Hernandes, idealizador e coordenador geral do Programa Vem Saber, “a participação na CUCO é uma porta de entrada para um futuro profissional mais promissor. Ela torna o ensino superior em uma instituição pública uma opção de projeto de vida para os alunos da rede pública, independentemente da origem da escola, do período em que estão matriculados ou do perfil socioeconômico de suas famílias. A CUCO valoriza o esforço individual, a dedicação e reconhece talentos que, muitas vezes, permanecem ocultos nas comunidades mais carentes, principalmente em cidades distantes dos centros universitários”.
A Competição valoriza estudantes das três séries do ensino médio e pode premiar até nove alunos por escola, nas categorias ouro, prata, bronze, além da menção honrosa a todos que superarem a nota de corte. Os vencedores têm direito a cursar gratuitamente cursos de formação complementar e participam de uma Live exclusiva, orientada a preparar psicologicamente os vestibulandos.
Além disso, os certificados de conclusão desses cursos agregam valor aos currículos dos estudantes, reforçando seu diferencial em processos de avaliação, estágio ou entrevistas de emprego, ao demonstrar iniciativa, engajamento e forte comprometimento com o desenvolvimento acadêmico e profissional.
Para os estudantes da 3ª série de ensino das ETECs, vinculadas ao Centro Paula Souza, há ainda um prêmio especial: uma vaga no Programa de Intercâmbio Cultural 2025, com destino a Espanha. Para concorrer, o estudante deve alcançar o melhor desempenho na CUCO 2025 e atender aos demais critérios do programa.
O Coordenador Pedagógico do Programa Vem Saber, Dr. Herbert Alexandre João, destaca que ”a participação na CUCO demonstra o quanto a comunidade escolar valoriza iniciativas que promovem igualdade de oportunidades. Nosso objetivo é que cada participante se sinta estimulado a contribuir para reduzir desigualdades e reforçar a importância de ações concretas de acesso ao conhecimento”.
Além disso, os 9.417 professores participantes desta edição concorrem a 91 bolsas integrais para os cursos de MBA na USP/ESALQ. Esses professores, chamados de incentivadores, são indicados pelos próprios alunos, que os escolhem durante o processo de inscrição. Os docentes com maior número de indicações poderão optar por uma das 14 opções de especializações disponíveis, gratuitamente. “Na CUCO, escola, alunos, professores e gestores escolares são reconhecidos e valorizados”, concluiu Hernandes.
Segundo o Coordenador Pedagógico, a CUCO também é uma experiência formativa para os estudantes, que além de treinar para o vestibular, têm a oportunidade de entender como funciona o processo de matrícula e avaliação socioeconômica nas instituições públicas. “Isso é especialmente importante para estudantes que necessitam de apoio à permanência estudantil”, ressalta Herbert João.
PROVAS
Na atual edição, os 157.667 estudantes inscritos, provenientes de 2.876 escolas da rede pública estadual, terão até a próxima sexta-feira, dia 29 de agosto, para realizar a prova na Plataforma do Programa Vem Saber.
Para acessar a prova, o estudante deve fazer login com o CPF e a senha utilizados na inscrição. A avaliação tem duração de duas horas e é composta por 18 questões, elaboradas com base no conteúdo programático oficial da Secretaria da Educação de São Paulo, de acordo com a série em que o aluno está matriculado.
SÃO CARLOS/SP - Uma inovação tecnológica está prestes a transformar o modo como os agricultores do mundo inteiro cuidam de suas plantações, através de sensores vestíveis para plantas.
Desenvolvidos por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), juntamente com outros colegas brasileiros, esses dispositivos funcionam como verdadeiros “check-ups portáteis” para cultivos, permitindo acompanhar em tempo real a saúde e as necessidades das lavouras.
Esta tecnologia, apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das dez mais promissoras para o futuro, pode monitorar desde níveis de nutrientes, umidade e pH, até sinais de doenças, pragas e estresse hídrico. Diferente dos métodos convencionais, que dependem de análises pontuais ou de drones e câmeras, os sensores vestíveis são aplicados diretamente em folhas, caules ou frutos, coletando continuamente dados sem prejudicar o crescimento das plantas.
“Esses dispositivos oferecem aos agricultores uma ferramenta inédita para tomar decisões rápidas e precisas, reduzindo perdas e aumentando a produtividade com menor impacto ambiental”, explica o pesquisador Paulo Raymundo-Pereira, do (IFSC/USP) e autor-correspondente do estudo publicado na revista Analytical Chemistry.
O diferencial dessa tecnologia está no uso de materiais biodegradáveis e sustentáveis – como polímeros derivados do amido, da celulose e do ácido polilático –, substituindo os plásticos tradicionais que provocam degradação, ou seja, além de ajudarem no manejo agrícola, os sensores também reduzem a geração de resíduos tóxicos.
A integração com inteligência artificial, internet das coisas e análise em nuvem permitirá que os dados sejam processados automaticamente, auxiliando agricultores a ajustar irrigação, fertilização e até prever surtos de doenças com base nos padrões detectados.
Desafios
Apesar do potencial, ainda há obstáculos, sendo que o principal é garantir que os sensores mantenham estabilidade e precisão em condições ambientais extremas, como altas temperaturas, excesso de umidade ou radiação solar. Os pesquisadores também trabalham em tornar os dispositivos mais acessíveis em larga escala, especialmente para pequenos produtores.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 40% da produção agrícola mundial é perdida anualmente devido a doenças e condições climáticas adversas, com prejuízos globais que ultrapassam os 220 bilhões de dólares. Nesse contexto, os sensores vestíveis podem ser uma ferramenta estratégica para enfrentar o desafio de alimentar uma população que deve ultrapassar 9,8 bilhões de pessoas até o ano 2050.
Os sensores vestíveis para plantas unem ciência, tecnologia e sustentabilidade para abrir um novo capítulo na agricultura de precisão, oferecendo esperança de um futuro em que produzir mais signifique, também, impactar menos o meio ambiente.
Além de Paulo Raymundo-Pereira, assinam este artigo os pesquisadores: Samiris Côcco Teixeira, Nilda Soares e Taíla Veloso de Oliveira (Universidade Federal de Viçosa – MG), e Nathalia Gomes (Instituto de Química de São Carlos – IQSC/USP e EMBRAPA Instrumentação).
Esta pesquisa contou com os apoios da FAPESP, CNPq, CAPES e FAPEMIG.
Clique no link para acessar o artigo científico - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/mais-uma-inovacao-tecnologica-na-usp-sao-carlos-sensores-biodegradaveis-podem-mudar-o-futuro-da-agricultura/
SÃO CARLOS/SP - Abrindo este segundo semestre de 2025, na quarta-feira, 27, às 20h, a USP Filarmônica retoma sua série Concertos USP e apresenta, no Teatro Municipal “Dr. Alderico Vieira Perdigão”, em São Carlos, um programa que reúne obras dos séculos XVIII e XIX com solistas professores convidados de destaque no cenário musical e acadêmico brasileiro, sob regência do maestro Rubens Russomanno Ricciardi.
A abertura será com o Concerto para piano e orquestra em Fá menor BWV 1056 de Johann Sebastian Bach. Composto por volta de 1730, o concerto é parte de uma série escrita para o Collegium Musicum de Leipzig. O solista convidado será o renomado pianista Marcus Vinícius Medeiros Pereira, professor do Departamento de Música e pró-reitor de Extensão da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Em seguida, a orquestra apresenta Moro, lasso al mio duolo, madrigal do grande compositor maneirista italiano Carlo Gesualdo – originalmente escrito para coral a cinco vozes, em 1611. A versão apresentada foi transcrita para orquestra de cordas por Rubens Russomanno Ricciardi. Trata-se de uma das mais experimentais e ousadas composições da história da música – soando tanto moderna e quanto instigante ainda hoje, por conta das suas dissonâncias e progressões harmônicas inusitadas.
A famosa chotiça Yara (cuja melodia foi utilizada nos Choros nº 10 de Heitor Villa-Lobos), composta no Rio de Janeiro, em 1895, pelo maestro carioca Anacleto de Medeiros, ganha agora nova versão para trompa e cordas – outro arranjo do maestro Rubens Russomanno Ricciardi – tendo como solista Lucca Zambonini Soares, professor convidado do Instituto de Artes da UNICAMP e da Orquestra Sinfônica de Campinas.
A apresentação da USP Filarmônica segue com o Concerto nº 1 para flauta e orquestra em Sol maior KV 313 de Wolfgang Amadeus Mozart, composta em 1777, ainda nos tempos da juventude do compositor em Salzburgo. O solista será Rubem Eloy Schuenck, professor convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF de Niterói e do Quinteto Villa-Lobos do Rio de Janeiro.
O encerramento do concerto fica por conta de uma brincadeira musical (Ein musikalischer Spaβ) KV 522, também de Mozart. A obra, composta em Viena, em 1787, é uma crítica bem-humorada aos compositores diletantes – uma sátira aos clichês e à falta de imaginação dos pequenos mestres da música.
Os ingressos poderão ser retirados no dia 26 de agosto (terça-feira): na secretaria da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do IQSC-USP (área 1) e na Secretaria do edifício Prof. Dr. Douglas Wagner Franco (Química Ambiental, na área 2), das 8h às 11h e das 14h às 16h ou no Centro Cultural (área 1), das 08h às 12h e das 14h às 16h. No dia 27 de agosto os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro, a partir das 19h.
A série de concertos da USP Filarmônica é realizada pelo Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), da USP, em parceria com o Grupo Coordenador de Cultura e Extensão Universitária (GCACEx) da USP de São Carlos e o Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP).
Serviço – 232° Concerto da USP FILARMÔNICA
Data: 27 de agosto de 2025 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Municipal de São Carlos
Rua 7 de Setembro, 1735 – Centro
Ingressos no dia 26/08 (terça-feira):
Área 1 do campus: na Secretaria da CCEx do IQSC (das 8h às 11h e das 14h às 16h) ou no Centro Cultural (das 08h às 12h e das 14h às 16h)
Área 2 do campus: na Secretaria do prédio Prof. Dr. Douglas Wagner Franco (Química Ambiental) (das 8h às 11h e das 14h às 16h).
Ingressos no dia 27/08 (quarta-feira): somente na bilheteria do teatro, a partir das 19h.
Importante: todos os ingressos perdem validade a partir das 20h, momento em que as pessoas que estiverem aguardando (sem convite), terão permissão para ocupar eventuais lugares disponíveis, conforme ordem de chegada.
Informações pelo telefone (16) 3373-8036
SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) está iniciando uma chamada de pacientes – crianças e adolescentes com idades entre os 5 até 17 anos -, para tratamento de infecções de garganta repetitivas/recorrentes – amigdalites -, inserida em um projeto de pesquisa iniciado anteriormente com grupos de adultos portadores das mesmas condições.
O tratamento é bastante simples. Tendo em consideração que os pacientes deverão apresentar amigdalites crônicas ou recorrentes (infecção ou inflamação), o tratamento dura apenas três minutos, em uma única vez, conforme explica a pesquisadora do IFSC/USP, Drª Fernanda Carbinatto. “Vamos dar uma balinha de curcumina, que é o fotossensibilizador, para a criança chupar, e a seguir a garganta é iluminada por uma luz durante três minutos, sendo que ao longo de um mês faremos o devido acompanhamento”.
Esse projeto é coordenado pelo Prof. Dr. Vanderlei Bagnato, com colaboração das professoras, Dras. Esther Ferreira e Dra. Cristina Bruno, do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contando-se também com a parceria da médica pediatra e pneumologista, Drª Renata Bagnato.
Isabela Santiago, pesquisadora, é enfermeira e mestranda no Programa da Biotecnologia da UFSCar. “Para participar deste tratamento, as crianças e adolescentes têm que ter já a amigdalite instalada ou uma dor de garganta vigente. É um tratamento para melhorar os sintomas da dor já instalada, para combater a inflamação e interromper a recorrência desses sintomas, que aparecem mais nas crianças e adolescentes”, sublinha a pesquisadora.
Importante salientar que as pesquisadoras conseguiram observar, em estudos anteriores, que a aplicação deste tratamento reduziu em até 80% os casos de remoção de amígdalas. Ou seja, aqueles pacientes que tinham amigdalite recorrente e que fizeram o tratamento, a recorrência diminuiu substancialmente, o que evitou a realização de cirurgia (amigdalectomia).
Segundo a Drª Fernanda Carbinatto, este tratamento não exclui, em hipótese alguma, a intervenção médica. “Se o médico prescrever um antibiótico, podemos sempre associar este tratamento, ou seja, ele não é incompatível com a administração de antibióticos, é um tratamento adicional”, enfatiza a pesquisadora.
A inscrição de pacientes inicia-se no próximo dia 19 deste mês de agosto, pelo telefone da Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) localizada na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) - (16) 3509-1351 – sendo que os tratamentos serão realizados no NAPID, em São Carlos, muito próximo à Estação Ferroviária.
SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores da Universidade de Lausanne, na Suíça, em colaboração com cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), acabam de identificar um composto com potencial para se transformar no primeiro medicamento eficaz contra diversos vírus transmitidos por mosquitos e carrapatos — entre eles, os que causam dengue, zika, febre amarela e encefalite japonesa. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional “Antiviral Research”.
O composto, chamado MMV1791425, foi testado em laboratório e demonstrou ser capaz de impedir a multiplicação desses vírus em diferentes tipos de células, inclusive em células humanas e de mosquitos. Além disso, a substância agiu com eficiência mesmo quando a infecção viral era intensa, o que é um fator essencial para o tratamento de doenças já em estágio avançado.
A preocupação com os chamados flavivírus, que incluem dengue, zika e febre amarela, é crescente. Essas doenças atingem milhões de pessoas todos os anos e, em muitos casos, podem causar complicações graves ou até levar à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde, só a febre amarela mata entre 29 mil e 60 mil pessoas por ano, somente na África.
O cenário se torna ainda mais preocupante com o avanço do aquecimento global, que tem ampliado a área de circulação dos mosquitos transmissores — como o Aedes aegypti — para regiões antes consideradas seguras, incluindo países europeus.
Apesar disso, ainda não existe nenhum remédio específico aprovado para tratar essas infecções. As opções disponíveis são basicamente de suporte, para aliviar sintomas como febre e dores no corpo, mas não combatem o vírus em si.
Diante da urgência, os cientistas adotaram uma estratégia que tem ganhado força: reaproveitar compostos que já foram estudados para outras doenças, como a malária. Isso acelera o processo, já que boa parte dos testes de segurança já foi feita.
Foi assim que chegaram ao MMV1791425, uma substância inicialmente pesquisada para combater o parasita da malária. Ao testá-la contra vírus como dengue e zika, os pesquisadores perceberam que ela bloqueava uma etapa crucial da infecção: a multiplicação do vírus dentro das células.
O mais interessante é que esse efeito se manteve mesmo em diferentes tipos de células, em várias espécies de vírus e até em células de mosquitos — o que abre a possibilidade, no futuro, de reduzir a transmissão diretamente nos vetores.
Segundo os pesquisadores, o composto MMV1791425 atua de forma distinta de outros medicamentos antivirais que vêm sendo estudados, já que em vez de bloquear uma enzima específica, ele interfere na interação entre duas proteínas do vírus que são fundamentais para que ele consiga se reproduzir.
Essa forma inovadora de ação também dificultaria o surgimento de vírus resistentes ao tratamento — um dos principais desafios enfrentados atualmente na área de antivirais.
Apesar dos resultados promissores, o composto ainda precisa passar por melhorias químicas para que possa ser utilizado em medicamentos. Além disso, são necessários testes em animais e, mais tarde, em humanos, para confirmar sua eficácia e segurança.
Mesmo assim, a descoberta é considerada um avanço importante. “Este composto pode ser a base para o desenvolvimento de uma nova classe de medicamentos antivirais, com potencial de combater várias doenças ao mesmo tempo”, explica Valeria Cagno, uma das autoras do estudo.
O trabalho contou com a colaboração de instituições internacionais, incluindo a organização MMV (Medicines for Malaria Venture), da Suíça, e o Instituto de Física de Física São Carlos (IFSC/USP), onde parte dos experimentos foi conduzida. Desenvolvendo sua atividade como cientista no AI-driven Structure-enabled Antiviral Platform (ASAP), um dos centros NIH Antiviral Drug Discovery (AViDD) U19, e ainda como consultor para as organizações Medicines for Malaria Venture (MMV) e Drugs for Neglected Diseases Initiative (DNDi), o Dr. Andre Schutzer Godoy, um dos autores da pesquisa realizada nos laboratórios do IFSC/USP, considera que “Esse trabalho é um importante primeiro passo para identificação de medicamentos específicos contra arboviroses endêmicas das regiões tropicais”.
Em um mundo onde surtos de dengue e zika se tornam cada vez mais frequentes e preocupantes, a descoberta abre uma nova esperança para milhões de pessoas — especialmente nas regiões tropicais, como o Brasil, onde essas doenças são um problema de saúde pública.
Confira no link o artigo publicado - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2025/08/FLAVIVIRUS.pdf
SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos USP sediará um dos centros Temáticos apoiados pela FINEP, através da chamada pública MCTI / FINEP / FNDCT / Centros Temáticos 2023), instituído no corrente ano, com financiamento inicial de cerca de 12 milhões de reais e vigência até 2028. Sob coordenação do prof. Valtencir Zucolotto, o “Centro Nacional de Inovação em Nanotecnologia Aplicada ao Diagnóstico e Terapia do Câncer e Doenças Raras” surge através do trabalho e dos resultados obtidos no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano-IFSC/USP), fundado em 2012. Participam do centro também os professores Osvaldo Novais de Oliveira Jr e Cleber Mendonça, dos grupos de Polímeros “Prof. Bernhard Gross” e do grupo de Fotônica/IFSC, respectivamente.
O novo Centro Temático FINEP tem como objetivo o desenvolvimento de novos sistemas de diagnóstico e de Terapias Avançadas utilizando Nanomedicina para aplicação em Câncer (especialmente em Glioblastoma e de pulmão) e doenças raras, incluindo a Atrofia Muscular Espinhal, AME. Na temática do câncer, em particular, os trabalhos baseiam-se na aplicação de novas nanopartículas desenvolvidas nos últimos anos pelo grupo GNano/USP, capazes de entregar fármacos antitumorais específicos e com alta especificidade, graças ao uso de sistemas biomiméticos - https://doi.org/10.1021/acsami.4c16837 .
O centro será mantido pelo IFSC/USP, com corpo docente e discente altamente integrado em atividades de pesquisa e extensão, incluindo colaborações externas, como pesquisadores do Hospital de Amor (Barretos), da FMUSP e ICESP (através da iniciativa C2PO/ICESP/USP), em São Paulo, bem como diversas instituições internacionais.
O uso da nanomedicina em doenças raras representa um novo paradigma terapêutico, especialmente para pacientes que até então tinham poucas ou nenhuma opção de tratamento. O Centro Nacional de Inovação em Nanotecnologia aplicada ao diagnóstico e terapia do câncer e doenças raras irá contribuir significativamente ao propor soluções de alta tecnologia, com segurança, personalização e potencial de escalar essas terapias futuramente para a prática clínica.
Dentre os objetivos do centro estão três áreas que se deve ter em consideração. A primeira, relacionada com nanomedicina teranóstica, cujo foco é desenvolver nanopartículas que unam diagnóstico e terapia, detectando tumores e, simultaneamente, eliminando células doentes. A segunda vertente são as nanovacinas e a imunoterapia, criando formulações de nanovacinas personalizadas, que “ensinam” o sistema imune a reconhecer e atacar células tumorais, particularmente em câncer e doenças raras. Por último, a nanotoxicologia, com a análise dos riscos e dos impactos das nanopartículas no organismo e meio ambiente, garantindo segurança nas aplicações clínicas.
Inúmeros projetos financiados pela FAPESP, dentre outras agências, justificam a importância da criação deste Centro em termos de inovação clínica e biotecnológica, motivo pelo qual em 2024 o GNano recebeu um dos prêmios “Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica”, pela tecnologia de nanomedicina desenvolvida para administração de medicamentos via nasal no tratamento do glioblastoma
Em resumo, o Centro Nacional de Inovação em Nanotecnologia aplicada ao diagnóstico e terapia do câncer e doenças raras representa uma força transformadora na luta contra o câncer e doenças raras, usando nanotecnologia avançada para criar soluções teranósticas, seguras e personalizadas, com impacto direto na medicina de precisão e inovação clínica no Brasil.
SÃO PAULO/SP - A produção de uma vacina contra o vírus zika avançou mais uma etapa: pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical (IMT), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo concluíram os testes em camundongos, em laboratório, e as respostas foram consideradas satisfatórias, com um imunizante seguro e eficiente.
Os testes foram realizados em camundongos geneticamente modificados – mais suscetíveis ao vírus zika –, e mostraram que a vacina induziu à produção de anticorpos que neutralizaram o vírus. O imunizante também não permitiu que a infecção prosperasse, levando a sintomas e lesões.
Os pesquisadores investigaram ainda os efeitos da infecção pelo vírus zika em diversos órgãos de camundongos, como rins, fígado, ovários, cérebro e testículos, com sucesso principalmente nos dois últimos.
O imunizante usa plataforma do tipo “partículas semelhantes ao vírus” (VLPs, da sigla em inglês de virus-like particles), uma opção em outros imunizantes, como aqueles para Hepatite B e para HPV. Com este tipo de produção a formulação dispensa substâncias que potencializem resposta imune, os adjuvantes.
A equipe também adotou uma estratégia de produção com biotecnologia, usando sistemas procarióticos, no caso bactérias, que permitem produção alta, embora demandem atenção com antitoxinas bacterianas.
A estratégia já havia sido usada pelo grupo na produção de uma vacina contra a covid-19.
Gustavo Cabral de Miranda, o médico que lidera o grupo de pesquisadores, esteve em Oxford entre 2014 e 2017 e participou da plataforma de desenvolvimento realizada pelo Instituto Jenner. Deste grupo saiu a base da tecnologia adaptada com a empresa AstraZeneca, um dos primeiros imunizantes ocidentais utilizados na pandemia de 2020.
"Lá estudamos o ChAdOx1 (um adenovírus de Chimpanzés alterado em laboratório) para aplicações em malária, zika, chikungunya, entre outras. E isso gerou tanto conhecimento da capacidade da tecnologia que, quando surgiu a pandemia, surgiu um financiamento muito grande e a tecnologia avançou de maneira muito rápida em direção às aplicações práticas", contou Miranda à Agência Brasil.
Ele explica que a tecnologia costuma ser dividida, basicamente, em dois componentes: a partícula carreadora (VLP), aquela que "chama a atenção" do sistema imune e é reconhecida por ele como um vírus, e o antígeno viral, responsável por estimular o sistema imune a produzir anticorpos específicos, que por sua vez impedirão a entrada do patógeno nas células.
A estrutura usada foi o antígeno EDIII, uma parte da proteína do envelope do vírus zika cuja função é se conectar a um receptor nas células humanas.
O grupo busca financiamento para as próximas fases de pesquisa, envolvendo populações humanas. Como isto envolve milhões de reais, é um processo demorado.
Enquanto isso, testam outras soluções, como vacinas de RNA mensageiro, além de diferentes estratégias heterólogas e homólogas de imunização. As pesquisas, até o momento, tiveram financiamento da agência estadual de pesquisas, a Fapesp.
"Toda e qualquer produção vacina é um processo não tão simples. Para montar uma planta, como a gente diz na ciência, montar uma fábrica de produção de vacina, sempre vai haver essa necessidade de buscar mudanças. Hoje o mais comum são fábricas de vacinas tradicionais. Então, naturalmente, o que tem mais chance de avançar são pesquisas com vacinas tradicionais", explica Miranda.
O pesquisador explica ainda que a tecnologia vem avançando. Segundo Miranda, fábricas capazes de trabalhar com outras plataformas de imunizantes abrem um leque enorme, em termos de tecnologia e de capacidade de resposta rápida, como ocorreu com a pandemia de Covid-19.
"Eu citei a vacina de adenovírus, enfim, esse é o nosso objetivo principal. O que desenvolvo é parte do processo tecnológico para que a gente possa ter condições de produzir as nossas vacinas aqui no Brasil. Se não for agora ou daqui a dez anos, mas que a gente precisa ter essa continuidade, seja curto, médio ou longo prazo."
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (GO-IFSC/USP) está iniciando uma chamada de pacientes diabéticos (Tipo-2) para um projeto de tratamento com ILIB (Intravascular Laser Radiation of Blood), ou seja, irradiação de laser de modo intravascular com o objetivo de atingir o sangue – processo não invasivo.
A aplicação é feita através de um fixador extracorpóreo que direciona a radiação de um laser com luz vermelha para a artéria radial, tendo como objetivo controlar mais acentuadamente o diabetes Tipo-2 e, com isso, melhorar a imunidade, a qualidade do sono e o controle da pressão arterial, combater doenças respiratórias, inflamatórias e doenças que causam alterações cardiovasculares, prevenir o envelhecimento intrínseco do corpo humano, protegendo o núcleo das células onde se encontra o DNA.
Esta chamada é dirigida a pacientes de ambos os sexos, maiores de 18 anos, com diabetes controlado, não sendo permitida a inclusão de pacientes com histórico oncológico, feridas abertas, fraturas, hematomas, infecções e amputados ou com deficiência bilateral dos membros inferiores.
Este tratamento experimental será executado pela pesquisadora do IFSC/USP, Kellen Gussi, sob a supervisão do docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Bagnato, e com a coordenação do pesquisador Dr. Antonio Eduardo de Aquino Junior. “A ILIB já é uma técnica muito antiga, feita através de punção na artéria radial, sendo que atualmente essa técnica é feita de forma indolor. Este projeto de pesquisa irá utilizar um equipamento desenvolvido no IFSC/USP, tendo em consideração que só poderão se inscrever pacientes que tenham seu diabetes perfeitamente controlado, sublinhando que todos eles deverão continuar a administração de insulina – se for o caso – e a sua medicação, atendendo a que este tratamento complementar não as substitui. Sublinhe-se que esta técnica de ILIB deverá melhorar a qualidade de vida dos pacientes Os pacientes que vivem com diabetes descontrolado, com valores de 300, 400 ou 500, deverão obrigatoriamente ser monitorados pelos médicos”, sublinha Kellen Gussi.
Este projeto de pesquisa acolherá até 80 pacientes, compreendendo dez sessões com a duração aproximada de 15 minutos cada uma, duas vezes por semana.
Os interessados em fazer parte desta pesquisa deverão contatar a Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) através do telefone (16) 3509-1351.)
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