Jornalista/Radialista
Material orienta a população a identificar e se proteger de criminosos que usam o nome de profissionais para extorquir dinheiro
FRANCA/SP - Em resposta ao aumento de casos de fraudes que se utilizam indevidamente do nome de advogados e do sistema judiciário, a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Franca, por meio de sua Comissão de Combate ao Falso Advogado, lançou recentemente uma cartilha informativa para orientar a população, e agora reforça o uso do material. A cartilha, que está sendo divulgado em canais oficiais, visa prevenir que cidadãos sejam vítimas de criminosos que simulam ser profissionais do direito para extorquir dinheiro.
A iniciativa surgiu após a identificação de um padrão nos golpes, que geralmente envolvem ligações ou mensagens de WhatsApp com senso de urgência, a solicitação de pagamentos via Pix e a promessa de liberação de valores de processos trabalhistas, aposentadorias ou heranças. A cartilha detalha as principais táticas dos golpistas e oferece um guia prático para que as pessoas possam se proteger.
Entre as principais recomendações do material estão: Desconfie de Urgência e Ameaças: A Justiça não cobra taxas por WhatsApp ou Pix para liberar valores. Golpistas utilizam a pressão psicológica para que o pagamento seja feito de imediato, sem tempo para verificação.
Verifique a Identidade: Não confie apenas na foto de perfil ou na logo do escritório. Caso o suposto advogado(a) afirme ter trocado de número de telefone, marque uma consulta presencial para confirmar a identidade.
Atenção a Documentos e Audiências Falsas: Documentos judiciais são, em sua maioria, públicos e podem ser usados indevidamente para dar credibilidade ao golpe. Da mesma forma, desconfie de "audiências online" para as quais seu advogado(a) não foi convidado(a) ou não estará presente.
Evite Pagamentos Diretos por Pix: Taxas judiciais são geralmente comunicadas e pagas por meio de boletos bancários, e não de forma direta e urgente via Pix para pessoas físicas.
“Nossa missão é empoderar o cidadão com informação para que ele não se torne mais uma vítima desses crimes. A cartilha é uma ferramenta simples e direta que mostra os sinais de alerta. O mais importante é sempre verificar a informação e, na dúvida, jamais fazer qualquer tipo de pagamento sem antes conversar pessoalmente com seu advogado de confiança”, afirma Luiza Gouvêa, presidente da OAB Franca.
O material também orienta quem já foi vítima do golpe, reforçando a importância de não sentir vergonha e agir rapidamente. As recomendações incluem: Fazer um Boletim de Ocorrência; Guardar todas as provas, Procurar um advogado, entre outras.
Para acessar a cartilha completa basta entrar nas redes sociais da OAB Franca ou no site oficial www.oabfranca.com.br.
PIRACICABA/SP - A Polícia Militar inaugurou nesta quarta-feira (24) a Cabine Lilás de Piracicaba, que vai contemplar 52 municípios da região. O projeto, voltado ao atendimento especializado e humanizado para mulheres em casos de violência doméstica e familiar, funcionará no Centro de Operações da PM, localizado no bairro Jardim São Luiz.
O serviço está em fase de expansão em todo o interior do estado. Neste ano, já passou a funcionar nas áreas de São José do Rio Preto, Campinas, São José dos Campos, Bauru e Sorocaba.
“O nosso objetivo é facilitar e incentivar cada vez mais a denúncia e acolher a vítima em qualquer situação”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. “A Cabine Lilás centraliza em um único lugar todas as iniciativas do estado de proteção à mulher, como orientações de medidas protetivas, informações jurídicas, de atendimento à saúde, entre outras. É um serviço que salva vidas”, acrescentou.
O atendimento na Cabine Lilás é realizado exclusivamente por uma policial feminina. Durante uma semana, as agentes passam por treinamento na capital paulista, onde recebem instruções sobre direitos e redes de apoio às mulheres vítimas de agressão. A última turma foi formada no início deste mês.
Após a formação, as policiais são distribuídas para suas unidades de origem no interior do estado ou permanecem no próprio Copom da capital paulista, onde o serviço é oferecido desde março do ano passado. A previsão é que o serviço chegue a todas as regiões do interior até o final do ano.
O serviço funciona pelo número de emergência 190, da Polícia Militar. Na ligação, pode ser solicitado pelo atendente ou pela própria vítima, que é direcionada para uma sala reservada onde tem o tempo necessário para conversar, tirar dúvidas e receber informações sobre como se proteger naquele momento.
As vítimas passam a ter conhecimento sobre seus direitos e redes de apoio, como assistência jurídica gratuita, pensão alimentícia, guarda dos filhos, abrigos disponíveis, auxílio-aluguel e atendimento à saúde. Além disso, aprendem a usar os serviços do aplicativo SP Mulher Segura, do Governo de São Paulo.
Uma das funcionalidades do app é o registro do boletim de ocorrência sem sair de casa. O sistema também conta com o botão do pânico para casos de descumprimento de medidas protetivas pelo agressor. O aplicativo ainda oferece orientações sobre como acionar viaturas policiais em situações de ameaça ou violência.
A Cabine Lilás é mais uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo no combate à violência contra a mulher, seja ela física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. O programa tem ajudado centenas de mulheres a interromper o ciclo da violência e denunciar o agressor.
Até agosto deste ano, foram realizados 11,1 mil atendimentos, com 66 prisões em flagrante por descumprimento de ordens judiciais.
SP por Todas
Para ampliar a visibilidade das políticas públicas para as mulheres, o Governo de São Paulo lançou no ano passado o movimento “São Paulo por Todas”. Entre as iniciativas estão o lançamento do aplicativo SP Mulher Segura e a criação de novas salas da Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas.
Atualmente, o estado disponibiliza 142 DDMs territoriais – sendo que 18 funcionam 24 horas, e 170 salas DDM instaladas estrategicamente em plantões policiais, o que possibilita que a vítima seja atendida por videoconferência por uma equipe especializada.
SSP
SÃO PAULO/SP - O Palmeiras se aproximou dos R$ 60 milhões em premiação ao carimbar a vaga para a semifinal da Libertadores. Apenas o triunfo contra o River Plate rendeu R$ 12,2 milhões (2,3 milhões de dólares).
O QUE ACONTECEU
O Alviverde chegou 56,8 milhões, somando a premiação desde o começo da competição. É a quinta vez em seis anos que o clube paulista alcança a semifinal da competição continental.
A campanha perfeita na fase de grupos e a vaga nas oitavas garantiu ao Palmeiras 6,2 milhões de dólares - cerca de R$ 35,4 milhões. A quantia inclui o valor de participação na fase de grupos (US$ 3 milhões) somado ao bônus por cada uma das seis vitórias (US$ 330 mil por triunfo) e ao prêmio por avançar às oitavas (US$ 1,25 milhão).
A classificação para as quartas de final rendeu mais R$ 9,2 milhões (1,7 milhão de dólares). O time de Abel Ferreira eliminou o Universitário (PER) nas oitavas.
Caso avance à final, o Palmeiras garante, no mínimo, R$ 38,2 milhões - premiação ao vice-campeão. O campeão fatura R$ 131,2 milhões. O Alviverde enfrentará o vencedor de São Paulo e LDU (EQU) pela semifinal nos dias 22 e 29 de outubro.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - Em todo o país, 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados na escola. Eles representam 12,5% de todas as matrículas no Brasil. As informações são do Censo Escolar 2024, analisadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Apesar de ainda representarem uma importante parcela dos estudantes, os dados mostram que ao longo dos anos a distorção da relação idade-série vem diminuindo. Em 2023, eram 13,4% em atraso escolar.
A análise divulgada nesta quinta-feira (25) mostra que, apesar da melhora geral, o país ainda tem desafios no enfrentamento do atraso escolar. O Unicef aponta desigualdades principalmente quando se leva em consideração a raça/cor e gênero dos estudantes.
A distorção idade-série entre estudantes negros da educação básica é quase o dobro da registrada entre brancos, respectivamente 15,2% e 8,1%. O atraso também atinge mais meninos do que meninas, chega a 14,6% entre eles e a 10,3% entre elas.
Para a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, o atraso escolar não deve ser visto como um fracasso unicamente do estudante, mas deve levar em consideração a conjuntura social e deve ser preocupação de diversos agentes, desde a família, aos governos, terceiro setor e comunidade escolar.
“Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante, né? A gente precisa entender isso como uma cultura, como um conjunto de fatores que faz ou que contribui para que esses meninos e meninas comecem a reprovar, que eles entrem em uma situação de atraso escolar ou uma situação de distorção idade-série e fiquem mais propensos a abandonar a escola”, diz.
E complementa: “Quando o estudante entra em atraso escolar, ele passa a se sentir não pertencente à escola. Então, sobretudo, o convite que a gente faz é compreender que a situação singular acontece de forma diferente para os estudantes, acontece de forma diferente nos diferentes territórios. Então, compreender os motivos que estão por trás é algo que é fundamental. Para isso, é preciso ouvir os estudantes”.
Uma pesquisa realizada pelo Unicef e Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), em 2022, mostrou que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e da sua família.
“A escola é o espaço que os estudantes passam mais tempo de sua vida, é um equipamento público que está presente em todos ou em quase todos os territórios. Então, ela é a política pública que está mais presente na vida dessas crianças e de suas famílias. Um terço dos estudantes dizerem que as escolas não sabem nada sobre sua vida e a vida de sua família é algo que é muito forte. Certamente para os estudantes que estão em um processo de desvinculação, se perceber não tão pertencente a esse espaço é algo muito significativo”, ressalta Ribeiro.
Como destacado por Ribeiro, uma das consequências mais preocupantes do atraso escolar é o abandono dos estudos. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora os indicadores tenham melhorado ao longo dos últimos anos, muitos adultos (25 anos ou mais) ainda não têm ensino médio completo.
Em 2024, o país alcançou o maior percentual da série histórica, 56% da população adulta com ensino médio completo. Em 2016, início da série, eram 46,2%.
Maior escolaridade possibilita maior participação cidadã na sociedade, além de conferir melhores salários e melhores condições socioeconômicas.
De acordo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), ter um diploma de ensino superior no Brasil pode mais que dobrar o salário.
Para contribuir com governos e escolas, em parceria com o Instituto Claro e apoio da Fundação Itaú, o Unicef desenvolve a estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, voltada para a elaboração, implementação e o monitoramento de políticas de enfrentamento da cultura de fracasso escolar nas redes públicas de ensino.
“Acreditamos na mudança e na transformação social por meio da educação e para alcançar esse objetivo é fundamental conhecer os desafios para estabelecer estratégias de enfrentamento. Trajetória de Sucesso Escolar do Unicef vem fazendo isso com excelência, oferecendo uma visão ampla do cenário atual e uma nova perspectiva para milhões de estudantes”, diz a diretora de Desenvolvimento Humano Organizacional, Cultura e Sustentabilidade da Claro e vice-presidente do Instituto Claro, Daniely Gomiero.
AGÊNCIA BRASIL
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