Jornalista/Radialista
ALEMANHA - A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um aviso para o "aumento alarmante" de casos de sarampo na Europa.
Segundo dados da agência, registaram-se, entre janeiro e outubro deste ano, mais de 30 mil casos da doença.
O valor representa um aumento significativo em comparação com dados do ano anterior, onde se registraram 941 casos.
Os casos da doença afetam sobretudo crianças, mas não só, e a OMS espera que o número continue aumentando, pelo que urge para que sejam tomadas medidas.
"A vacinação é a única forma de proteger as crianças contra esta doença potencialmente perigosa. São necessários esforços urgentes de vacinação para travar a transmissão e evitar que se propague ainda mais. É vital que todos os países estejam preparados para detectar rapidamente e responder a tempo aos surtos de sarampo, que podem comprometer os progressos no sentido da eliminação", afirmou Hans Henri P. Kluge., diretor regional para a Europa na Organização Mundial da Saúde.
Segundo o 20 minutos, este ressurgimento do sarampo é atribuído, em grande medida, a uma diminuição da cobertura vacinal nos países da região entre 2020 e 2022.
GEÓRGIA - Um professor numa escola de ensino básico na Geórgia, nos Estados Unidos, foi detido na semana passada depois de ser acusado de ter ameaçado violentamente uma aluna do sétimo ano, por ela ter dito que a presença da bandeira de Israel na sala de aulas era ofensiva para ela, tendo sido acusado de ameaças terroristas e de crueldade para com um menor de idade.
Segundo relevaram as autoridades do condado de Houston, o incidente ocorreu no último dia 7 de dezembro na escola Warner Robins Middle School, numa aula lecionada por Benjamin Reese, que foi detido no dia seguinte.
Os testemunhos de 18 alunos e de vários outros professores e adultos, que ouviram os comentários de Reese, afirmam que o professor gritou com a aluna, disse que ela era "antissemita", que lhe "cortava a cabeça" e ainda a ameaçou que lhe cortava a garganta, antes de a arrastar para fora da escola.
A reação do professor surgiu depois de a aluna e de outros dois amigos terem reparado na bandeira israelita no interior de uma sala de aula, nos Estados Unidos, um fato que consideram impertinente e até ofensivo para com outras pessoas, especialmente muçulmanas. A criança, de cerca de 12 anos, questionou o professor e este respondeu-lhe que "era judeu e tem familiares que ainda vivem" nos territórios israelitas, segundo consta do relatório da polícia, citado pela NBC News.
A aluna apontou que as forças israelitas estão matando civis palestinos, como tinha visto nas notícias, pelo que Reese perguntou se a aluna negava o direito de existência do estado de Israel, acusando-a de ser antissemita - uma classificação que tem sido repetida e usada por muitos apoiantes das forças israelitas e do governo de Benjamim Netanyahu, que acusam qualquer forma de crítica contra Israel de antissemitismo, mesmo quando o assunto tenha pouco que ver com a comunidade judaica.
Os alunos saíram da sala seguidos por Reese, que continuou gritando insultos ao grupo pelos corredores do estabelecimento escolar.
Benjamin Reese, a teacher in Georgia, USA, has been arrested and accused of threatening to behead a 12-year-old who said that the presence of Israel’s flag in his class was offensive.
— Lowkey (@Lowkey0nline) December 14, 2023
The story has been out almost 24 hours and no coverage from national or international news. pic.twitter.com/dTQZOicWt0
O agente de serviço e o diretor confrontaram o professor, que reiterou a crítica de "antissemitismo" contra a aluna e que garantiu que não dissera nada racista.
O distrito escolar comentou na sexta-feira, em comunicado, que o professor não voltou à escola desde o incidente e recordou que os docentes devem seguir um código de conduta, no qual é proibido insultar alunos, garantindo que o caso está sendo investigado. "A segurança e bem-estar dos nossos alunos e funcionários é a nossa prioridade", sublinhou o distrito escolar de Houston County.
Reese foi libertado no domingo após o pagamento de uma fiança de 7.500 dólares e o seu advogado, requerido ao Estado, não fez comentários.
O episódio é o mais recente caso que exemplifica o aumento do discurso islamofóbico nos Estados Unidos e um pouco por todo o mundo, em resposta à situação no Oriente Médio. A defesa do estado israelita após os ataques do Hamas, do dia 7 de outubro, mesmo durante os bombardeamentos incessante sobre a população palestiniana na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada, tem aumentado as tensões nas comunidades muçulmanas e judaicas globalmente, especialmente nos EUA, o país com a maior diáspora judaica no mundo.
Além do crescimento de incidentes antissemitas contra judeus, têm sido registados inúmeros casos de racismo, de violência e de agressões contra pessoas muçulmanas ou cujos atacantes presumiram ser muçulmanas. Um dos primeiros ocorreu em Chicago, quando um senhorio de uma família palestino-americana assassinou uma criança de seis anos, esfaqueando-a com vários golpes e ferindo gravemente a mãe.
No final de novembro, três estudantes de origem palestina foram baleados em Vermont por usarem o tradicional lenço palestino, conhecido como keffiyeh, que tem sido usado como um símbolo de apoio e de solidariedade para com a luta pela libertação dos territórios da Palestina.
ESCÓCIA - O crânio de um menino que nasceu na Índia, há 240 anos, com uma doença rara que o deixou com duas cabeças está exposto no Museu Hunterian da Universidade de Glasgow, na Escócia.
A criança sofria de craniopagus parasiticus, uma malformação muito rara que ocorre durante a divisão do embrião, quando o feto absorve inadvertidamente outro e este acaba localizado no topo da cabeça do gêmeo.
O feto em questão não desenvolveu o corpo, apenas a cabeça e parte do rosto, dando ao gêmeo que sobreviveu duas cabeças.
Esta doença é tão rara que só acontece em três em cada 5 milhões de nascimentos e ainda mais raro é que o bebê sobreviva mais do que dois anos, como aconteceu neste caso.
O mais inusitado, segundo o museu, é que o "parasita" do menino indiano, como é normalmente chamada a cabeça sem corpo, estava praticamente formado e demonstrava uma "personalidade independente".
Tinha olhos e orelhas pouco desenvolvidos, língua pequena e mandíbula malformada, apesar de mexerem.
Quando o menino comia, a segunda cabeça produzia saliva. Além disso, tentava mamar quando via a mama da mãe e lacrimejava. Contudo, estava sempre de olhos abertos e não se ria, nem chorava quando o irmão o fazia, como era esperado.
Vida difícil e curta
A vida do menino indiano, como conta ainda o museu, foi difícil e curta. Mal nasceu, a parteira atirou-o para o fogo. No entanto, alguém, muito provavelmente a mãe, conseguiu salvá-lo, deixando-o apenas com algumas cicatrizes.
Posteriormente, os pais chegaram a fazer dinheiro com o filho, tornando-o numa atração de feira onde era chamado de "aberração". Já para outros, era visto como a reencarnação de uma divindade hindu.
A criança acabou morrendo aos quatro anos, vítima de uma cobra venenosa. Também nessa época, os pais receberam ofertas para comprar o corpo, mas rejeitaram e enterraram-no.
O crânio acabou sendo desenterrado pela Companhia das Índias Orientais para realizar uma autópsia e dado, posteriormente, ao capitão de um navio que o levou para o Reino Unido. Entretanto, não se sabe bem como, a cabeça foi ter ao Museu Hunterian, onde está agora exibida.
Casos mais recentes
O caso mais recente de craniopagus parasiticus remonta a janeiro de 2021. Um bebê nasceu com duas cabeças em Bucareste, na Romênia, mas acabou morrendo poucas horas depois do nascimento.
Em 2004, uma menina chamada Manar Maged nasceu no Egito com a mesma condição. Para sobreviver, os médicos tiveram de remover a segunda cabeça. A cirurgia durou 13 horas e foi um sucesso. Tanto que foi a família foi notícia num programa da Oprah. Contudo, poucos dias antes do seu segundo aniversário, a menina morreu devido a uma grave infecção cerebral.
CHINA - Ao menos 111 pessoas morreram e outras 230 ficaram feridas na madrugada desta terça-feira (19), ainda segunda-feira em Brasília, em um terremoto de magnitude 6,1 que provocou destruição na região noroeste da China, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
O terremoto ocorreu à 0h59 no horário local (13h59 no horário de Brasília) a 10 km da superfície –por ser rasa, a profundidade pode aumentar o potencial de destruição do sismo.
Em um primeiro momento, o USGS (sigla em inglês para Serviço Geológico dos Estados Unidos) havia relatado que sua magnitude era de 6,0. Vários tremores secundários, menores, foram registrados.
A província de Gansu, no noroeste da China, sofreu os danos mais extensos. Autoridades da região disseram que casas desmoronaram. Equipes de resgate ainda fazem buscas por desaparecidos. O epicentro do tremor foi a 100 km a sudoeste da capital provincial, Lanzhou.
A província de Qinghai, vizinha a Gansu, também sofreu danos, segundo a agência de notícias Xinhua, e vários moradores saíram às pressas para as ruas. Uma equipe foi enviada às áreas atingidas para avaliar o impacto do terremoto e fornecer orientação às operações de socorro, segundo nota da Comissão Nacional de Prevenção, Redução e Alívio de Desastres da China e do Ministério de Gerenciamento de Emergências.
Algumas áreas atingidas pelo sismo estão localizadas em regiões altas, onde o clima é frio. As autoridades, portanto, se preocupam com outros fatores além do terremoto, segundo a Xinhua. A temperatura em Linxia, na província de Gansu, era de 14° Celsius negativos na manhã desta terça-feira. Parte da China enfrenta temperaturas abaixo de zero, já que uma onda de frio que começou na semana passada persiste no país.
Algumas infraestruturas de água, eletricidade, transporte, comunicações e outras foram danificadas pelo terremoto, mas as autoridades não forneceram detalhes.
Terremotos são fenômenos comuns na China. Em setembro, pelo menos 66 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em tremores na província de Sichuan, no sudoeste. Em 2008, a região foi cenário de um terremoto de magnitude 7,9 que deixou 87 mil mortos ou desaparecidos, incluindo milhares de estudantes.
POR FOLHAPRESS
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