ETIÓPIA - O Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, acompanha com preocupação a recente evolução da insegurança em Trípoli e apela às partes em conflito para silenciarem as armas.
Num comunicado divulgado no domingo (24), a União Africana (UA) afirma que Moussa Faki Mahamat pede às partes em conflito naquele país africano para se "absterem de qualquer forma de violência por respeito pelas aspirações de paz do povo líbio".
"O presidente deplora a perda de vidas resultantes dos confrontos de ontem (sábado) entre grupos armados rivais e salienta que a segurança dos civis é uma obrigação à luz do direito humanitário internacional", adianta-se no comunicado da UA.
Moussa "reitera o empenho contínuo da União Africana em apoiar o processo de paz na Líbia através do seu Roteiro para a Reconciliação, liderado pelo Comité Ad Hoc de Alto Nível da UA para a Líbia, presidido Sassou Nguesso, Presidente da República do Congo".
O responsável "insta ainda todos os atores políticos, no interesse de uma paz e segurança duradouras, a redobrar os seus esforços para encontrar soluções para a crise atual e a colocar o interesse da Líbia e do povo líbio acima de todas as outras considerações", acrescenta-se no comunicado.
Pelo menos 13 pessoas, incluindo uma criança, foram mortas e outras 30 ficaram feridas durante confrontos armados entre milícias rivais líbias registados na sexta-feira de madrugada em Tripoli, e que foram retomados após breve acalmia.