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SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico, PP, apresentou um projeto de lei para ser apreciado na Câmara Municipal que tem por objetivo instituir um Protocolo Municipal para Dispensação, Autorização e Acompanhamento do uso do medicamento Tirzepatida no tratamento da obesidade, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A vereadora destaca que a obesidade é reconhecida como uma doença crônica, multifatorial e progressiva, associada a diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, impactando diretamente na qualidade de vida da população e gerando elevados custos ao sistema público de saúde.

Nesse contexto, a incorporação de novas estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas torna-se fundamental para o enfrentamento da doença. A Tirzepatida tem se destacado como uma inovação no tratamento da obesidade, apresentando resultados expressivos na redução de peso e no controle metabólico, quando associada a mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional.

Segundo Cidinha, a proposta não se limita à simples disponibilização do medicamento, mas estabelece critérios rigorosos para sua dispensação, priorizando pacientes com maior gravidade clínica e em situação de vulnerabilidade social, garantindo, assim, o uso racional dos recursos públicos, a equidade no acesso e a efetividade do tratamento.

“Além disso, o projeto reforça a importância do acompanhamento multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais, assegurando uma abordagem integral do paciente, conforme os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade”, declarou.

A parlamentar salientou ainda que “o projeto de lei respeita a organização administrativa do Poder Executivo, ao atribuir à Secretaria Municipal de Saúde a regulamentação e operacionalização do protocolo, sem interferir diretamente na gestão dos serviços, o que afasta eventual vício de iniciativa”.

“O projeto busca não apenas ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no município, mas também promover saúde, prevenir complicações e reduzir, a médio e longo prazo, os custos assistenciais decorrentes das doenças associadas”, concluiu a vereadora.

BRASÍLIA/DF - A urna eletrônica faz parte da democracia brasileira há três décadas. Desde que foi utilizado pela primeira vez, nas eleições municipais de 1996, o equipamento revolucionou a forma de votar no país ao tornar o processo eleitoral mais ágil, transparente e seguro. Em 2026, quando a urna eletrônica completa 30 anos, a tecnologia desenvolvida pela Justiça Eleitoral segue como referência por reunir diferentes mecanismos que permitem fiscalizar e auditar todas as etapas da eleição, da preparação das urnas à totalização dos votos, conforme dita a Resolução TSE nº 23.673/2021, alterada pela Resolução nº 23.758/2026, que dispõe sobre os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.

Entre os procedimentos, está a abertura do código-fonte dos sistemas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um ano antes das eleições. Esse código-fonte é um conjunto de instruções que define o funcionamento dos programas utilizados em todas as etapas do processo eleitoral. Os sistemas podem ser analisados por representantes de partidos políticos e federações, Ministério Público, Polícia Federal, universidades, entidades fiscalizadoras e especialistas credenciados.

Essa etapa integra o Ciclo de Transparência Democrática — Eleições 2026, iniciado em outubro de 2025, quando os códigos-fonte foram disponibilizados para inspeção. O material permanecerá acessível até setembro, mês que antecede o pleito. Na ocasião da abertura do código-fonte, a então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, reforçou a confiança no processo eleitoral em todas suas etapas. “Nós temos 40 possibilidades de fiscalização e de auditoria dos sistemas eleitorais antes, durante e após as eleições. Isso tudo porque a democracia tem como princípio fundamental a confiança. E esta Justiça Eleitoral tem se mostrado, permanentemente, uma das instituições de maior confiança da cidadania brasileira.”
 

Urna eletrônica do modelo 2022

 

Somente no mês passado, os códigos-fontes dos sistemas das Eleições 2026 foram inspecionados por representantes do Senado Federal, da Sociedade Brasileira de Computação e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio, o União Brasil foi o primeiro partido a inspecionar os códigos-fontes do pleito deste ano.

De acordo com o TSE, a abertura dos códigos-fonte é prevista na legislação eleitoral desde 2002. A partir de 2021, o período de fiscalização, que era de seis meses, foi ampliado para um ano antes das eleições, o que aumentou o tempo disponível para análise pelas entidades fiscalizadoras listadas no artigo 6º da Resolução TSE nº 23.673/2021.

Teste da Urna

Além da inspeção dos programas, a Justiça Eleitoral realiza o Teste Público de Segurança dos Sistema Eleitorais (Teste da Urna), iniciativa que convida especialistas em tecnologia a contribuir para o aperfeiçoamento da tecnologia empregada no processo de votação e apuração dos resultados. Qualquer brasileira ou brasileiro maior de 18 anos pode participar mediante a apresentação de um plano de teste.

A primeira etapa do Teste da Urna ocorreu em dezembro de 2025, na sede do TSE, em Brasília. No Teste de Confirmação, concluído em maio, ficou constatado que nenhum dos achados fragilizou a integridade do voto. Desde a primeira edição, realizada em 2009, não foi encontrado nada capaz de comprometer o sigilo da votação ou resultado das eleições. O procedimento é regulamentado pela Resolução nº 23.444/2015.

Carga e lacração dos sistemas

Antes de serem enviadas aos locais de votação, as urnas eletrônicas passam ainda pela cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais, ocasião em que os programas são apresentados às entidades fiscalizadoras, e, após apresentação e conferência, assinados e lacrados.

Desenvolvida nos cartórios eleitorais, a cerimônia pública consiste na inserção, por meio de mídias, dos sistemas eleitorais e dos dados de eleitoras, eleitores, candidatas e candidatos nas máquinas. O trabalho também inclui o teste de funcionamento dos equipamentos, que têm todas as portas de acesso físico lacradas com selos especiais produzidos pela Casa da Moeda.

Durante o procedimento, são gerados hashes — resumos digitais que funcionam como uma impressão do sistema. Caso qualquer alteração seja realizada nos programas, esse código muda automaticamente, permitindo detectar imediatamente qualquer tentativa de modificação. Dessa forma, as entidades fiscalizadoras podem verificar se o sistema instalado na urna é exatamente o mesmo aprovado pela Justiça Eleitoral.
 

Assinatura digital e lacração das urnas eletrônicas nas eleições 2024

 

Fiscalização contínua

A fiscalização das eleições não termina quando a votação começa. A segurança do pleito é construída em etapas contínuas e auditáveis do início ao fim. No dia do pleito, a Justiça Eleitoral realiza ainda o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas e o Teste de Integridade com Biometria. As auditorias ocorrem paralelamente à eleição e simulam uma votação para comprovar a segurança das máquinas.

Previstos na Resolução nº 23.673/2021, os testes são abertos ao público e têm o objetivo de mostrar que o programa da urna eletrônica registra corretamente o voto dos eleitores. A diferença do teste padrão para a auditoria com biometria é que na análise com identificação biométrica são eleitores voluntários que liberaram as urnas com a sua impressão digital.

Teste de Integridade nas Eleições 2024

 

Outra auditoria realizada no dia da votação é o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Diferentemente do Teste de Integridade, que consiste em uma espécie de batimento para verificar se o voto marcado na cédula de papel é o mesmo contabilizado pela urna eletrônica, a verificação de autenticidade serve para atestar que os programas inseridos nas máquinas são os mesmos assinados e lacrados pelo TSE. A inspeção de autenticidade é pública e ocorre em urnas instaladas em seções eleitorais, tanto no 1º turno como em eventual 2º turno.

No dia da votação, antes da emissão da zerésima pela urna, são feitas as seguintes inspeções: exame do extrato de carga, para verificar que se trata da urna da seção eleitoral escolhida ou sorteada; rompimento do lacre do compartimento da mídia de resultado; retirada da mídia de resultado inserida na máquina; e verificação das assinaturas e dos resumos digitais pelo programa do TSE ou por programas de verificação de interessados na fiscalização.
 

Zerésima, RDV, BU

No dia da eleição, outro mecanismo de conferência da urna é a emissão da zerésima, documento impresso na presença de mesários e fiscais partidários que comprova que a urna está devidamente configurada e sem qualquer voto computado. Durante a votação, cada escolha do eleitor é armazenada no Registro Digital do Voto (RDV), que registra exatamente aquilo que foi digitado na urna, sem identificar o eleitor e sem qualquer processamento ou informação adicional.

Ao encerramento da votação, é gerado o Boletim de Urna (BU), documento que detalha o resultado da seção eleitoral, incluindo os votos destinados a cada candidata ou candidato, os votos em branco, os nulos e os votos de legenda. Uma via do documento é afixada na porta da seção eleitoral, enquanto as demais são entregues aos representantes dos partidos políticos, permitindo que qualquer cidadã, cidadão ou legenda realize uma totalização própria e confronte os dados com o resultado oficial divulgado na página Resultados pelo TSE.

SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo ganhou 746 mil eleitores com mais de 60 anos desde as últimas eleições gerais. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022, o número de eleitores idosos era de 7,7 milhões no estado. Nas eleições municipais de 2024, houve crescimento de cerca de 133 mil eleitores e eleitoras nessa faixa etária, alcançando a marca de 7,9 milhões de pessoas. Atualmente, mais de 8,5 milhões de idosos estão aptos a votar em outubro, quase 25% do eleitorado estadual. Em uma década (2016 a 2026), o eleitorado idoso em São Paulo cresceu em mais de 2,2 milhões de pessoas, um aumento de 36,2% nesse grupo.

Dentro do eleitorado administrado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o número de pessoas com mais de 70 anos, que possuem voto facultativo, também cresceu. Em 2022, eram 3,5 milhões. Hoje, são 3,8 milhões, refletindo um aumento de 356 mil pessoas nessa população. Os dados relacionados ao perfil do eleitorado brasileiro foram disponibilizados na segunda (20) pelo TSE, na página Estatísticas Eleitorais.

Eleitores com deficiência e seções acessíveis

Já os eleitores que declararam ter algum tipo de deficiência também aumentaram desde as duas últimas eleições. Em 2022, eleitores com deficiência somavam 428 mil pessoas, cerca de 1,2% do eleitorado geral em São Paulo. Em 2024, o número cresceu para 445 mil (1,3%) e atualmente chega a 510 mil (1,5%). A deficiência de locomoção continua sendo o tipo de deficiência mais reportado, seguindo os pleitos anteriores, formando mais de 158 mil pessoas, ou 28,55% do eleitorado com deficiência.

O número de seções eleitorais acessíveis no estado também acompanhou o crescimento da população idosa e com deficiência. As seções acessíveis são instaladas em espaços sem degraus e livres de obstáculos externos e internos que possam dificultar ou impedir a circulação de pessoas. Em 2022, cerca de 31 mil seções com acessibilidade estavam disponíveis ao eleitorado, quase 31% do total. Em 2024, já formavam 34,3% do montante de seções eleitorais. Hoje, são 36 mil seções acessíveis, aproximadamente 35,3% do total de seções.

Desde 2012 a Justiça Eleitoral mantém o Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral, instituído por meio da Resolução TSE nº 23.381. A norma abriu caminho para avanços no campo da acessibilidade e da inclusão. Segundo a servidora Caroline Mascarenhas, chefe da Seção de Gestão da Acessibilidade e Inclusão do TRE-SP, a declaração da deficiência não é obrigatória, mas ela é crucial para o planejamento da Justiça Eleitoral.

“É somente a partir dessa identificação no cadastro eleitoral que conseguimos mapear as necessidades do eleitorado e alocar cada pessoa em uma seção com acessibilidade física e comunicacional. Quando a eleitora ou eleitor atualiza seus dados, ele nos ajuda a preparar uma estrutura adequada para o dia da eleição, sempre buscando garantir que todo eleitor exerça seu direito ao voto com autonomia e dignidade”, explica a servidora.

Ascendente, descendente, constante: variações do eleitorado paulista

Quanto aos eleitores jovens, a representação desse público é maior em comparação a 2024, mas menor quando comparada a de 2022. Mais de 180 mil pessoas entre 16 e 17 anos poderão votar nas Eleições 2026 no estado. Já em 2024, os eleitores jovens eram aproximadamente 167 mil. No pleito de 2022 a participação desse grupo foi mais alta, 358 mil adolescentes entre 16 e 17 anos puderam exercer o direito de voto naquele ano.

Já o eleitorado geral do estado, assim como a região Sudeste, registrou uma queda. De acordo com os dados do TSE, a região obteve uma diminuição de 0,56% em seu eleitorado, redução de aproximadamente 378 mil eleitores, comparado a 2022. Em São Paulo, a queda foi marginalmente maior. Das últimas Eleições Gerais, em 2022, para as Eleições Municipais de 2024, o estado perdeu cerca de 0,76% de seu eleitorado. O número atual de 34.104.226 pessoas aptas a votar marca uma diminuição de 0,87% em relação às últimas eleições municipais. Apesar da leve queda observada, o estado permanece sendo o maior colégio eleitoral do país, com 21,4% de todo o eleitorado nacional.

Por outro lado, as porcentagens de gênero, entre eleitoras e eleitores, continuam estáveis. Desde 2008, primeiro ano eleitoral passível de consulta nas estatísticas do TSE, as mulheres são maioria. Há pelo menos uma década, desde as Eleições 2016, elas formam 53% do eleitorado estadual, contra 47% de eleitores homens. Em 2026, essa porcentagem equivale a aproximadamente 18,1 milhões de eleitoras.

Autodeclaração de dados identitários

Alguns dados apenas podem ser comparados com os das Eleições Municipais de 2024, uma vez que, segundo o TSE, passaram a compor a base comparável após as Eleições Gerais de 2022. É o caso de estatísticas relacionadas a cor e raça, identidade de gênero e pertencimento a quilombos. O percentual de eleitores que declararam esses dados no cadastro eleitoral ainda é pequeno, mas verifica-se um aumento em relação às últimas eleições. Em 2024, 7,3% do eleitorado paulista declarou sua cor, raça, identidade de gênero e pertencimento a quilombo. Em 2026, esses dados foram informados por 15,7% de eleitores e eleitoras.

Nas Eleições Municipais de 2024, metade (50,7%) das pessoas que informaram sua raça ou cor declararam ser brancas. Atualmente, são aproximadamente 52,46%, o equivalente a 2,8 milhões de paulistas. Todas as outras populações viram um crescimento relacionado ao maior número de autodeclarações. Em comparação ao último pleito, o número de pardos aumentou em mais de 1 milhão de pessoas, assim como cresceu o número de pessoas que se declaram pretas (268 mil), amarelas (32 mil) e indígenas (3,7 mil).
 

Já o montante de eleitores quilombolas no estado passou de 2.180 para 3.941, aumento de 80,7%. Enquanto cresceu o percentual de pessoas que indicam ser cisgênero, isto é, que se identificam com o gênero que lhes foi atribuído ao nascer, o número de pessoas trangênero no estado dobrou, indo de cerca de 10 mil pessoas para 22 mil.
 

Programa de Inclusão Político-Eleitoral

Para a coordenadora de Gestão de Eleições do TRE-SP, Luna Chino, ao conhecer melhor o perfil do eleitorado, a Justiça Eleitoral consegue planejar ações mais efetivas, identificar necessidades específicas e desenvolver políticas que tornam o processo eleitoral cada vez mais inclusivo, acessível e representativo para toda a população.

“Algumas ações que costumamos oferecer com base nesses dados são atendimentos itinerantes nas comunidades, fornecimento e melhoria do transporte para eleitores, garantia da transferência temporária para uma seção mais próxima de sua comunidade, produção de materiais traduzidos em língua indígena, entre outras”, destaca a servidora.

Uma das iniciativas de destaque é o Programa de Inclusão Político-Eleitoral do TRE-SP, criado em 2022 com a missão de aproximar do processo eleitoral pessoas que vivem em locais de difícil acesso, como aldeias indígenas, quilombos e assentamentos rurais. O projeto, que tornou-se política pública permanente da Justiça Eleitoral paulista, vai além do acesso ao voto, envolve o mapeamento dos territórios, a identificação das principais demandas junto à Justiça Eleitoral e a promoção de ações de educação cidadã.

Em 4 de outubro (1º turno), eleitoras e eleitores voltam às urnas para eleger deputados federaisdeputados estaduais ou distritais, no caso do Distrito Federal, senador (duas vagas), governador e vice-governador e presidente e vice-presidente da República. Eventual 2º turno está marcado para 25 de outubro.

SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal de São Carlos recebeu, nesta quinta-feira (30/07), um novo drone que será utilizado nas ações de patrulhamento preventivo, monitoramento de áreas estratégicas e apoio às operações de combate ao tráfico de drogas. A entrega do equipamento foi realizada no Sistema Integrado de Gestão Administrativa (SIGA) e integra os investimentos da Prefeitura na modernização da segurança pública por meio da tecnologia.

O drone, modelo DJI Mini 5 Pro, foi adquirido por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 10 mil. O equipamento ficará à disposição da equipe do Canil da Guarda Municipal, grupamento especializado no enfrentamento ao tráfico de entorpecentes.

Além de ampliar a capacidade de monitoramento das equipes em campo, a aeronave permitirá o reconhecimento prévio das áreas de atuação, dará suporte às operações de policiamento preventivo e facilitará o patrulhamento em locais de difícil acesso ou de grande extensão territorial.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Célio Ramos de Godói, este é o segundo drone incorporado à estrutura da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana. “O equipamento amplia nossa capacidade operacional com o uso da tecnologia, proporcionando mais segurança aos agentes e maior eficiência nas operações desenvolvidas pelo Canil”, afirmou.

O comandante informou ainda que, no mês de agosto, professores do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP de São Carlos irão ministrar um curso de capacitação para formar novos operadores da Guarda Municipal, ampliando o número de servidores habilitados para a utilização da aeronave.

O secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, destacou que o equipamento representa um importante reforço às atividades desenvolvidas pela corporação. Segundo ele, o drone permitirá apoio aéreo às equipes, reconhecimento antecipado das áreas de atuação, realização de varreduras e acompanhamento das operações em tempo real, aumentando a segurança e a eficiência do trabalho em campo.

Yabuki ressaltou ainda que a Prefeitura mantém investimentos contínuos na qualificação dos guardas municipais. Além da formação já oferecida pela corporação, a parceria com a USP permitirá ampliar o número de agentes capacitados para operar os equipamentos.

Durante a entrega, o prefeito Netto Donato afirmou que a aquisição reforça o compromisso da administração municipal com a inovação aplicada à segurança pública. Segundo o prefeito, o novo equipamento fortalecerá o trabalho desenvolvido no combate ao tráfico de drogas e contribuirá para integrar ainda mais as ações da Guarda Municipal com as demais forças de segurança, ampliando a proteção da população são-carlense.

BRASÍLIA/DF - Lei sancionada nesta quinta-feira (30) destina parte da arrecadação de apostas de quota fixa, popularmente conhecidas como bets, ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol).

O Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 8 de 2026 tem origem na Medida Provisória (MP) nº 1.348 de 2026, aprovada pelo Senado no último dia 8. O texto sancionado pelo presidente Lula da Silva destina 3% dos recursos obtidos pelo governo com bets para o fundo.

Os valores, que antes eram direcionados à seguridade social, passarão a cobrir gastos com saúde dos servidores da Polícia Federal (PF).

A destinação dos recursos das apostas será feita de forma gradual: 1% em 2026; 2% em 2027; e 3% a partir de 2028. A norma autoriza ainda um repasse de até R$ 200 milhões feito pelo governo federal ao Funapol ainda em 2026, utilizando recursos livres do Tesouro Nacional.

Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, o relator da MP, deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), avaliou que a iniciativa será de “grande alcance” para a segurança pública do país. “Sem dúvida nenhuma, um dos grandes problemas da sociedade no Brasil hoje é a segurança pública e o combate ao crime organizado.”

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou que a medida alcança cerca de 30 mil famílias de servidores da corporação. “Investir naqueles que enfrentam diariamente desafios complexos, muitas vezes em situação de elevado risco e grande desgaste físico e emocional, é investir em um país mais justo e próspero.”

Entenda

O Funapol foi criado pela Lei Complementar 89 de 1997, para financiar as atividades da PF, e permitia, originalmente, que um máximo de 30% fossem destinados a despesas com diárias. A Lei 14.369 de 2022 ampliou para 50% esse limite e incluiu outros tipos de despesas não diretamente relacionadas à atividade-fim, como parcelas de caráter indenizatório, com saúde desses servidores e com indenização por disponibilidade.

Com a nova lei, não há mais limite para as despesas desse tipo e são incluídas novas despesas adicionais: ressarcimento de gastos com saúde e retribuição por atividade extraordinária.

O texto permite ainda que o Ministério da Justiça e Segurança Pública estenda o custeio de gastos com saúde aos servidores da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal. Já a retribuição por atividade extraordinária poderá ser criada para esses outros policiais por meio de lei.

*Com informações da Agência Senado

 

 

AGÊNCIA BRASIL

POLÔNIA - Um míssil caiu em território polonês na madrugada desta quinta-feira (30) durante um grande ataque da Rússia contra cidades da vizinha Ucrânia, país que Vladimir Putin invadiu em fevereiro de 2022.

"Todas as indicações são de que era um míssil balístico Kh-101 russo, mas nós queremos ter 100% de certeza acerca do tipo de míssil e quem o lançou", afirmou o premiê polonês, Donald Tusk. O Kh-101, cerca de 20 dos quais foram lançados contra a Ucrânia nesta noite, na realidade é um modelo subsônico de cruzeiro.

O artefato caiu por volta das 3h40 (22h40 de quarta, 29, em Brasília) em um descampado na região de Lublin, no leste polonês. As casas mais próximas ficam a cerca de 2 km da área de impacto, que deixou uma cratera de 10 m de diâmetro.

O incidente é um dos mais graves envolvendo os vizinhos da Ucrânia a oeste, quase todos integrantes da Otan, como a Polônia. O comando da aliança militar liderada pelos Estados Unidos disse que a violação do espaço aéreo é inaceitável e prometeu reforçar medidas de defesa.

Durante o ataque, que envolveu segundo Kiev 284 drones e 74 mísseis diversos, Varsóvia colocou no ar quatro caças F-16 para abater eventuais intrusos.

No caso do míssil que caiu, ele foi acompanhado, mas como a região a cerca de 80 km da fronteira da Ucrânia era desabitada não foi gasta munição.

Em setembro do ano passado, a Polônia também foi objeto da mais séria violação do espaço aéreo da Otan na guerra, quando 21 drones russos entraram no país, obrigando abates. Moscou negou intencionalidade, mas a trajetória dos artefatos indicava que eles tinham sido lançados para testar as defesas do país.

A Romênia também registrou diversas incursões com drones, inclusive com feridos em um caso neste ano. No episódio desta quinta, Tusk afirmou que "não há motivo para crer que a Polônia era alvo".

A ação russa nesta quinta não foi das maiores, mas a concentração de mísseis contra Kiev assustou o governo de Volodimir Zelenski, que havia emitido diversos alertas. A menor quantidade de drones sugere também a degradação das defesas antiaéreas ucranianas, como o presidente havia alertado.

Sem precisar saturá-las com muitas centenas de drones, os russos lançaram uma quantidade grande de mísseis de cruzeiro e balísticos, dos quais 55 foram derrubados segundo Kiev.

Na capital, um número recorde de pessoas buscou abrigo no metrô local, segundo a prefeitura: 56 mil dos 3 milhões de moradores.
Houve 8 mortes decorrentes de ataques em todo o país, 6 delas em Krivii Rih, terra natal de Zelenski. Em Lviv, cidade próxima da fronteira com a Polônia, ao menos 26 moradores ficaram feridos no impacto de mísseis.

Os russos também anunciaram um avanço por terra na região setentrional ucraniana de Sumi, com a tomada de quatro vilarejos para formar o que Moscou chama de zona de segurança fronteiriça.

A área não é reivindicada oficialmente por Putin, nem foi anexada ilegalmente como outras quatro em 2022, mas ainda assim o Kremlin quer estabelecer um controle para criar um tampão entre os dois países.

Na via contrária, Kiev atacou novamente com drones diversas regiões russas. Um porto de exportação de grãos no estreito de Kertch, junto ao mar Negro, foi atingido, assim como mais um centro de distribuição da gigante do varejo online Wildberries. A unidade, em Perm, segue funcionando segundo a empresa.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (28) que não é "louco" para brigar com os Estados Unidos e com a China, e defendeu que o Brasil deve derrotar as superpotências por meio do estudo e da ciência.

Lula declarou que prefere investir em pesquisa a entrar em conflito armado ou financeiro com grandes potências. "Eu não tenho os aviões, os tanques, as bombas e o dinheiro que eles têm", na 78ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Niterói (RJ).

O presidente brasileiro também afirmou que não fará promessas em sua campanha para reeleição. Ele defendeu que os eleitores devem votar com base nas ações já realizadas em seu governo, e não em promessas futuras.

ALCKMIN CHAMA ATAQUE DE MILEI DE "LAMENTÁVEIS"

Geraldo Alckmin classificou os ataques do presidente argentino Javier Milei ao Brasil como "lamentáveis". O vice-presidente afirmou que Milei presta um desserviço ao próprio país ao se envolver de forma grosseira em assuntos internos brasileiros.

Apesar das tensões com a Argentina, Alckmin garantiu que o Mercosul segue fortalecido. Segundo o vice-presidente, o bloco econômico passa por um momento positivo e a integração regional não será prejudicada.

O Mercosul concluiu recentemente acordos comerciais importantes no cenário internacional. Alckmin destacou as negociações finalizadas com Singapura, com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e os debates em andamento com a Coreia do Sul.

RELEMBRE AS FALAS DE MILEI

Javier Milei afirmou em São Paulo que confia em Flávio Bolsonaro (PL) para "deter o lixo socialista". Fala aconteceu na convenção que oficializou o senador como candidato à presidência pelo partido.
Argentino chamou ministro do Supremo Tribunal Federal de "lixo careca".

Ofensa foi dirigida a Alexandre de Moraes, que proibiu uma visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Sei que Lula se cansou de receber dirigentes do exterior quando estava preso. Entre eles, o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernandez", afirmou Milei.

Episódio detonou crise diplomática inédita entre os dois países. Após o episódio, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para prestar esclarecimentos.

O jornal La Nación publicou que a Casa Rosada não deve pedir desculpas a Brasília pelas declarações de Milei. A informação foi fornecida por um alto funcionário do governo argentino.

 

 

por Folhapress

PAULÍNIA/SP - A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou nesta terça-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, não violou a tornozeleira eletrônica.

O esclarecimento foi enviado ao Supremo após o ministro Alexandre de Moraes solicitar explicações sobre falhas de sinal do equipamento.

Segundo a secretaria, as ocorrências da perda momentânea de sinal são inerentes à tecnologia de monitoramento eletrônico.

"No caso em análise, não foi expedido por este serviço qualquer ofício comunicando violação por parte da monitorada, uma vez que os eventos registrados decorreram exclusivamente de oscilações do sinal GNSS [GPS]", afirmou o órgão. 

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos golpistas de 2023 e pichar a frase "Perdeu, mané" na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do Supremo, com um batom. 

Desde março do ano passado, Débora cumpre prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde reside. Ela é monitorada por tornozeleira eletrônica, não pode usar redes sociais e ter contato com outros investigados. No caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu não lançar candidato à Presidência da República ou mesmo firmar coligações nacionais para as eleições deste ano. A decisão foi formalizada em convenção nacional nesta segunda-feira (27).

O partido decidiu liberar seus diretórios estaduais para a formação de alianças no âmbito local. A ideia, segundo o partido, é focar na eleição de governadores e deputados estaduais, além de fortalecer a bancada no Congresso Nacional, com senadores e deputados federais.

“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, disse o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, em declaração divulgada no site do partido.

A convenção do MDB foi realizada de maneira virtual. Não houve encontro dos principais nomes do partido em um auditório. O mesmo modelo já havia sido adotado em 2022.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A vereadora de São Carlos Raquel Auxiliadora foi escolhida pelo Partido dos Trabalhadores para disputar uma vaga de deputada federal nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante a convenção do partido, realizada em Campinas.

Raquel está em seu segundo mandato como vereadora. Uma de suas principais propostas é ampliar a participação da população nas decisões sobre o uso do dinheiro público.

A ideia é simples: Raquel propõe que a população ajude a decidir onde será investido 100% do dinheiro das emendas parlamentares individuais do mandato. A partir do início oficial da campanha, ela pretende realizar reuniões abertas em praças públicas para ouvir o que cada bairro precisa e onde as pessoas acham que os recursos devem ser aplicados. Assim, quer assumir esse compromisso diante da população antes mesmo da eleição.

Essa proposta amplia uma experiência que já faz parte de seu trabalho como vereadora em São Carlos. Por meio das Emendas Participativas, escolas, unidades de saúde, entidades e projetos apresentam suas necessidades. Depois, as propostas são divulgadas e a população participa da escolha.

Caso seja eleita deputada federal, Raquel pretende levar repetir este modelo. A população poderá apresentar suas necessidades e ajudar a definir quais áreas e projetos devem receber recursos.

Raquel também pretende trabalhar junto ao governo federal para trazer mais programas e investimentos para São Carlos e para os municípios da região.

A proposta é manter um mandato próximo da população, com reuniões abertas, espaços de escuta e informações claras sobre o dinheiro destinado e os resultados dos projetos.

“Quero levar para Brasília uma forma de trabalhar que já construímos em São Carlos. O dinheiro é público. Por isso, a população precisa saber onde ele será usado, participar das escolhas e acompanhar os resultados”, afirma Raquel.

Com sua experiência na Câmara Municipal, Raquel pretende ampliar a participação popular e fortalecer a representação de São Carlos e da região em Brasília.

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