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SÃO CARLOS/SP - A aproximação entre universidades e empresas tem ampliado o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas a desafios concretos da indústria. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), um estudo conduzido no Programa de Pós-Graduação em Física (PPGF) utiliza inteligência artificial e algoritmos quânticos para otimizar processos de logística industrial. 

A pesquisa integra o Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e já resultou na contratação de um doutorando envolvido no projeto pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun (CPA Wernher von Braun), parceiro da iniciativa.

O trabalho foi aplicado a um problema recorrente na indústria automobilística: a organização de estoques que abastecem linhas de montagem. Nessas fábricas, diferentes componentes - como pneus, portas e outros itens - precisam chegar exatamente no momento em que são requisitados na produção. Qualquer atraso na entrega de uma peça pode interromper o fluxo de montagem e gerar prejuízos operacionais.

"Um dos principais desafios estava no gerenciamento dos itens no estoque e na definição da melhor forma de organizar as peças para reduzir o tempo de manuseio. Quando um componente demora para chegar à linha de montagem, a produção pode ser interrompida, o que gera impactos operacionais", explica Celso Jorge Villas Boas, docente do Departamento de Física (DF) da UFSCar e orientador do projeto.

Mesmo com sistemas informatizados de controle, a organização física dos estoques ainda provocava atrasos. Como o espaço disponível é limitado, diferentes peças acabam sendo armazenadas nas mesmas prateleiras. "Muitas vezes você tem uma peça A na frente e uma peça B lá atrás. Se a produção quer a B, o operador precisa retirar a peça A, recolocá-la depois e então acessar a B. Esse processo leva tempo e continuava gerando atrasos", exemplifica o pesquisador.

Para enfrentar o problema, o grupo desenvolveu um método capaz de indicar a melhor forma de distribuir os componentes no estoque, reduzindo a necessidade de retirar e recolocar peças durante a operação. "Otimizamos o processo e, com o uso de algoritmos quânticos, conseguimos reduzir em cerca de 90% esse problema de reinserção. Simulamos o estoque com condições reais da fábrica e mostramos que realmente existem vantagens", afirma Villas Boas.

Esses algoritmos exploram princípios da mecânica quântica, como a superposição de estados, que permite avaliar simultaneamente diferentes combinações possíveis de organização dos itens. Esse tipo de abordagem é particularmente útil em situações com grande número de variáveis, comuns em sistemas logísticos complexos. "Tecnologias quânticas são uma nova fronteira baseada em princípios da mecânica quântica. Acredita-se que têm potencial de serem extremamente disruptivas, e uma delas é a computação quântica. Esse novo tipo de processamento permite realizar operações que seriam inimagináveis nos computadores que temos atualmente", explica o docente.

Os resultados do estudo já deram origem a artigos científicos e a um pedido de patente desenvolvido em parceria entre a Universidade e a empresa.

Conexão entre universidade e empresa
A colaboração que viabilizou o projeto surgiu a partir da intermediação da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar), responsável por aproximar pesquisadores e instituições interessadas em desenvolver soluções tecnológicas em parceria com a Universidade, por meio do Programa MAI/DAI, iniciativa do CNPq que busca fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), por meio do envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação em projetos de interesse do setor empresarial, mediante parceria com empresas.

Segundo Villas Boas, essa mediação é fundamental para aproximar dois ambientes que operam com dinâmicas diferentes. "A empresa procurou a Agência de Inovação em busca de especialistas que trabalhassem com tecnologias quânticas, e foi assim que a parceria começou. Esse papel de conexão é fundamental, porque muitas vezes a universidade detém o conhecimento e a empresa apresenta a demanda, mas esses dois ambientes nem sempre se encontram de forma direta", relata.

Foi nesse contexto que o doutorando do PPGF, Gabriel Pedro Lima Moysés Fernandes - bolsista do projeto no âmbito do MAI/DAI -, foi contratado pelo CPA Wernher von Braun para atuar na implementação da tecnologia desenvolvida durante sua pesquisa. "A contratação permitirá que o pesquisador acompanhe a aplicação prática da solução no ambiente industrial, participando da adaptação do método às rotinas da fábrica e da avaliação dos resultados obtidos no processo produtivo", afirma o docente.

A próxima etapa será testar a solução diretamente no ambiente industrial. Inicialmente, o sistema deverá operar em paralelo ao modelo já utilizado pela empresa, permitindo comparar o desempenho das duas abordagens antes de uma eventual adoção definitiva. "Simular no computador é um passo importante, mas a validação no ambiente industrial traz desafios adicionais. Ainda assim, estamos otimistas, porque trabalhamos com condições muito próximas das encontradas na fábrica", conclui Villas Boas.

Para o doutorando, a experiência no âmbito do MAI/DAI foi determinante para sua formação acadêmica e profissional. "O programa foi especialmente importante para mim, pois me permitiu uma aproximação direta com os times de desenvolvimento do Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun. Essa interação foi fundamental para entender, na prática, como a academia e a indústria podem trabalhar em sincronia, desenvolvendo aplicações baseadas em ciência fundamental", destaca Fernandes.

Segundo o pesquisador, além dos resultados já alcançados, o grupo segue avançando em novas frentes de pesquisa. "Estamos desenvolvendo outras investigações que expandem essa abordagem para áreas ainda mais amplas, explorando o potencial das tecnologias quânticas em diferentes contextos industriais e científicos", finaliza.

Na UFSCar, o MAI/DAI é coordenado pela AIn.UFSCar, em parceria com as pró-reitorias de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, promovendo a interação entre grupos de pesquisa e empresas interessadas em transformar conhecimento científico em soluções tecnológicas com impacto na sociedade. Mais informações sobre o programa estão disponíveis em https://maidai.ufscar.br.

SÃO CARLOS/SP - O Cine São Carlos promove, no próximo sábado (28/03), uma sessão especial dedicada à exibição de curtas-metragens produzidos por estudantes do curso de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A mostra será realizada na sala 1, das 17h às 20h30, com entrada gratuita.

Ao todo, serão apresentados oito trabalhos de conclusão de curso (TCC) da turma 022: Petricor, dirigido por Athos Rubim e Luiza Lain; Pelo Tempo que Durar, de Sara Ospedal; Tubarões, de Luiz Carlos Mendonça Barralho e Vinicius João; Visceral, de Rebecca Prates; Lilian, de Guilherme Veronese; Interstício, de Bruno Lúcio e Willian Lima; e Peçonhenta, de Alex Kreibich.

A iniciativa reúne produções desenvolvidas ao longo da formação acadêmica e marca um momento importante para os novos realizadores. Além de representar a etapa final do curso, os curtas-metragens também funcionam como espaço de experimentação artística, incentivo a novos talentos e reflexão sobre temas contemporâneos, aproximando o público do cinema nacional.

De acordo com João Pedro Peres de Carvalho, representante da comissão organizadora da mostra, o evento ocorre em um contexto favorável ao audiovisual brasileiro, que vem conquistando reconhecimento internacional. “A mostra abre uma importante oportunidade de valorização da produção audiovisual como expressão cultural e artística, além de aproximar o público da cidade do que é produzido na universidade e incentivar o olhar para o cinema brasileiro desde a sua formação”, destacou.

Ele também ressalta a relevância de São Carlos no cenário cinematográfico, ao sediar um dos cursos mais reconhecidos do país na área de Imagem e Som. Para os organizadores, a realização da mostra em um espaço simbólico como o Cine São Carlos fortalece o intercâmbio entre realizadores e público, contribuindo para a difusão do audiovisual no cotidiano.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, enfatizou que o município vive um momento de destaque no setor, impulsionado pela recente certificação junto às Film Commissions, que integra São Carlos à rede estadual de cidades-locação. “Receber a mostra dos curtas de uma universidade como a UFSCar é motivo de orgulho. A cidade se consolida como um polo importante de produção audiovisual, um setor promissor, com impacto cultural, turístico e econômico”, afirmou.

A mostra conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e reforça a valorização da produção local, além de ampliar o acesso da população ao cinema produzido no ambiente universitário.

A programação completa e as sinopses dos filmes podem ser consultadas no Instagram, pelo perfil @cais.ufscar.

Evento, aberto ao público, acontece no dia 25/3, às 9h30

 

SÃO CARLOS/SP - Nesta quarta-feira, dia 25 de março, o Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza a sua aula inaugural do ano letivo de 2026.

A palestra "Laços sociais, mobilizações e aspirações nos bairros populares" será ministrada por Serge Paugam, professor titular da École des Hautes Études en Sciences Sociales, da França. Por ocasião do lançamento de seu livro "A sociedade em laços. Teoria do vínculo social", Paugam discutirá as formas e os fundamentos da solidariedade humana a partir de pesquisas sobre bairros populares, tanto na França quanto no Brasil.

O evento, gratuito e aberto ao público, será realizado a partir das 9h30, no auditório do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar.

Ana Luiza Costa Silva desenvolverá sensores com apoio do Marie Skłodowska-Curie Actions para aplicações ambientais e industriais

 

SÃO CARLOS/SP - Ana Luiza Costa Silva, pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Física (DF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi selecionada para financiamento do programa Marie Skłodowska-Curie Actions (MSCA) 2025, uma das mais prestigiadas iniciativas da União Europeia voltada à mobilidade de pesquisadores e ao desenvolvimento de projetos em colaboração internacional. Atualmente, a pesquisadora é supervisionada por Victor Lopez-Richard, docente do DF, com financiamento pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Física (PPGF) da UFSCar, onde concluiu o doutorado em 2023 sob orientação de Marcio Peron, do DF, Silva atua na área de Física Experimental, com foco em materiais semicondutores e suas propriedades eletrônicas. Sua pesquisa envolve filmes finos de óxidos metálicos e fenômenos conhecidos como memória resistiva e capacitiva - comportamentos em que o material responde de forma distinta a estímulos elétricos com base em interações anteriores.

O projeto contemplado se concentra em materiais muito finos, capazes de "guardar memória" de sinais elétricos. "A ideia é explorar essa propriedade no desenvolvimento de sensores que não apenas detectam gases no ambiente, mas também registrem a exposição ao longo do tempo diretamente no próprio dispositivo", explica. Segundo ela, esses sensores serão integrados a sistemas ópticos no infravermelho médio, permitindo identificar moléculas específicas com alta precisão. "O objetivo é desenvolver sensores inteligentes, que funcionem em temperatura ambiente para aplicações ambientais e industriais."

A proposta aprovada, intitulada "Resistive Memory Interfaces for Next-generation Detection" (Remind), será desenvolvida na Julius-Maximilians-Universität Würzburg, na Alemanha, no grupo do pesquisador Fabian Hartmann. A universidade possui tradição em pesquisa científica e esteve associada a 14 laureados com o Prêmio Nobel, incluindo Wilhelm Conrad Röntgen, que descobriu os raios X no Instituto de Física da instituição e recebeu o primeiro Prêmio Nobel de Física em 1901.

Durante o período no exterior, o trabalho envolverá análises de dispositivos semicondutores em escala nanométrica. "O projeto envolve a fabricação e caracterização de dispositivos em sala limpa - um ambiente altamente controlado, com níveis extremamente baixos de microrganismos e contaminantes químicos no ar - e sua análise por técnicas avançadas de microscopia e espectroscopia", afirma. "O intuito é entender como as propriedades eletrônicas desses materiais mudam em diferentes condições ambientais." A etapa também inclui atividades de formação, como redação científica, planejamento de carreira e supervisão de estudantes de graduação e pós-graduação.

Entre as aplicações previstas estão sensores mais sensíveis para monitoramento ambiental, controle da qualidade do ar e segurança industrial. "O entendimento desses efeitos de memória pode contribuir para novas gerações de dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos, incluindo tecnologias inspiradas no funcionamento do cérebro", destaca a cientista.

Seleção em escala global
A edição de 2025 do MSCA recebeu 17.066 propostas, o maior número da história, e selecionou 1.610 projetos, com taxa de aprovação inferior a 10%. Os trabalhos aprovados envolvem pesquisadores de cerca de 80 nacionalidades e serão desenvolvidos em 45 países.

"Para nós, foi extremamente gratificante. O processo é muito competitivo e envolve uma avaliação detalhada do projeto científico, do impacto esperado da pesquisa e da trajetória do pesquisador. Saber que a minha proposta foi selecionada entre mais de 17 mil candidaturas de todo o mundo traz uma sensação de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e pelas colaborações construídas. Ao mesmo tempo, é uma grande motivação para seguir avançando na pesquisa e aproveitar ao máximo as oportunidades que a MSCA oferece", afirma Silva.

Para a UFSCar, a participação em programas internacionais desse porte amplia a inserção da produção científica da Instituição em redes globais. "Essa conquista fortalece a visibilidade do que é desenvolvido na Universidade e mostra que o trabalho realizado aqui está conectado com temas científicos de fronteira e com redes internacionais de pesquisa", avalia.

Ao destacar o impacto da experiência, a pesquisadora também aponta para os desdobramentos futuros do projeto. "Essas colaborações ampliam as oportunidades de intercâmbio científico e de formação de novos pesquisadores. Além de avançar na pesquisa, a expectativa é consolidar parcerias que tenham continuidade e impacto a longo prazo", finaliza.

Mais informações sobre o programa Marie Skłodowska-Curie Actions (MSCA) estão disponíveis em https://marie-sklodowska-curie-actions.ec.europa.eu.

Estudo com participação da UFSCar aponta recuperação de 1,67 milhão de hectares entre 2011 e 2021

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo publicado no periódico científico Perspectives in Ecology and Conservation revela que a Mata Atlântica registrou avanço significativo na restauração florestal na última década. Entre 2011 e 2021, cerca de 1,67 milhão de hectares de florestas nativas foram recuperados no bioma, segundo análise baseada em dados da iniciativa MapBiomas.

O processo de recuperação foi mais intenso nos estados de Minas Gerais (26,4%), Paraná (18,6%), Bahia (12,9%) e São Paulo (12,7%). Embora o mapeamento não diferencie áreas que passaram por regeneração natural daquelas que receberam ações de restauração ativa, os pesquisadores indicam que a maior parte do crescimento da cobertura florestal ocorreu por processos naturais.
 

Segundo Vinicius Tonetti, primeiro autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Ciência para o Desenvolvimento "Estratégia Mata Atlântica", os resultados demonstram que a recuperação da Mata Atlântica em larga escala é possível. "Os dados mostram que restaurar a Mata Atlântica é um caminho viável e necessário para proteger a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas, mesmo em paisagens com intensa atividade produtiva", afirma. O Centro recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp; processo nº 2021/11940-0), está sediado no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e tem o professor Paulo Guilherme Molin, do Centro de Ciências da Natureza (CCN), como pesquisador responsável.

A pesquisa também aponta que 75,2% do aumento da cobertura florestal ocorreu em áreas classificadas como "mosaicos de uso", regiões onde há mistura de pequenas lavouras, pastagens e vegetação em regeneração. Esses locais frequentemente incluem pastagens abandonadas ou pouco produtivas, que podem se recuperar naturalmente quando as condições ambientais são favoráveis.

Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam que nem toda floresta regenerada permanece preservada ao longo do tempo. A análise mostra que 568 mil hectares de áreas que haviam se recuperado deixaram de existir até 2023, último ano considerado no levantamento. Para Tonetti, o dado reforça a necessidade de políticas públicas e incentivos para garantir a permanência dessas áreas. "O trabalho de restauração não termina quando a floresta começa a crescer. É fundamental proteger as florestas jovens para que elas se consolidem e continuem oferecendo benefícios ambientais", explica.

Entre as medidas apontadas como estratégicas estão pagamentos por serviços ambientais, fiscalização ambiental e políticas específicas para a proteção de florestas secundárias, que são áreas importantes para a conservação da biodiversidade, o armazenamento de carbono e a regulação do ciclo da água.

O estudo também destaca o papel da regeneração natural como uma estratégia eficiente e de menor custo para recuperar grandes áreas. Segundo Tonetti, esse processo depende fortemente da atuação da fauna. "Muitas espécies de árvores tropicais têm sementes dispersas por aves e mamíferos frugívoros. Esses animais transportam e espalham as sementes pela paisagem, favorecendo a regeneração das florestas", afirma. Em pesquisa anterior desenvolvida durante seu doutorado, Tonetti já havia demonstrado a importância desses animais para a recuperação em larga escala da Mata Atlântica.

Ao todo, a pesquisa reuniu 16 cientistas de 14 instituições, entre universidades, organizações não governamentais e coletivos de restauração. Todos os autores integram o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa que articula diferentes atores para promover a recuperação do bioma em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.O estudo está disponível para leitura na íntegra na plataforma ScienceDirect (em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2530064425000598).

Iniciativa registrou marca e desenho industrial do mascote; Agência de Inovação busca parcerias para ampliar materiais

 

SÃO CARLOS/SP - Como tornar o processo de aprendizagem mais acessível, acolhedor e culturalmente significativo para crianças surdas, desde os primeiros anos de vida?

Esta foi a pergunta que motivou a criação do #CasaLibras, programa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenado por Vanessa Regina de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs), ambos da UFSCar.

A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a partir de uma constatação que vinha aparecendo nas pesquisas conduzidas pela docente com escolas públicas que adotam propostas bilíngues para estudantes surdos. "Eu desenvolvia um estudo com escolas públicas que tinham proposta bilíngue e a pesquisa mostrou a escassez de materiais didáticos em Libras", situa Martins.

Diante desse cenário, a primeira iniciativa foi a produção de contações de histórias em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas online para professores e estudantes. A ação rapidamente passou a circular entre escolas públicas de diferentes regiões do país. "Quando falamos de entretenimento para crianças surdas, praticamente não há acessibilidade, ainda mais na fase de desenvolvimento de linguagem", observa a professora. 

Com o tempo, o que começou como uma atividade emergencial de extensão foi ganhando corpo e passou a integrar de forma mais estruturada as atividades da Universidade. Hoje, o #CasaLibras articula pesquisa, ensino e extensão em torno da produção de conteúdos educativos e culturais em Libras, reunindo vídeos, materiais pedagógicos, formações e ações culturais voltadas às chamadas infâncias surdas.

Os materiais produzidos vêm sendo utilizados por escolas públicas de diversas regiões do Brasil e parte do conteúdo está disponível gratuitamente no canal do Programa no YouTube (youtube.com/@CasaLibrasUFSCar). "Temos hoje um repositório variado culturalmente e de uso gratuito, com ampla circulação, que vem sendo utilizado por instituições de ensino públicas do Brasil todo", explica Martins.

Acessibilidade e protagonismo surdo
Uma das preocupações centrais do Programa é garantir que os materiais sejam, de fato, acessíveis às crianças surdas - algo que envolve cuidados técnicos que vão além da simples tradução de conteúdos para Libras.

Entre os aspectos considerados estão o enquadramento adequado da janela de Libras nos vídeos, iluminação, contraste de cores, ritmo narrativo e adaptação cultural das histórias. "Não se trata apenas de traduzir. Muitas vezes é necessário adaptar o conteúdo para a cultura surda e pensar visualmente a narrativa", explica a coordenadora.

Outro princípio importante do projeto é o protagonismo de pessoas surdas na produção dos conteúdos. Adultos surdos participam das atividades como artistas, narradores e produtores culturais, ampliando referências e representatividade para as crianças.

Entre as ações que ganharam maior alcance está o Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras, que mobiliza escolas de diferentes regiões do país na produção de trabalhos culturais em Libras. A primeira edição reuniu apenas cinco escolas. Hoje, o campeonato já conta com mais de 60 instituições participantes.

"O principal impacto é a relação que nós estabelecemos entre universidade e educação básica. É impacto na vida das crianças surdas. As famílias relatam que elas acessam o nosso canal e passam a ter um espaço de produção cultural em língua de sinais", afirma Martins.

A próxima edição do campeonato deve ter dois marcos importantes: a quinta edição nacional e a primeira participação internacional, com articulações em andamento com instituições do Uruguai.

Mascote CaLi, proteção institucional e parcerias
O crescimento do Programa também levou à criação de novos elementos de identidade visual voltados ao público infantil. Um deles é o mascote CaLi, personagem que representa o #CasaLibras.

A ideia surgiu durante uma disciplina de estágio. "Um dos estudantes sugeriu trabalhar com bonecos e, em seguida, tivemos a ideia do mascote. O personagem foi desenvolvido com apoio de um bonequeiro e o nome foi escolhido por votação entre estudantes. O CaLi foi pensado com atenção a aspectos visuais e simbólicos ligados à comunidade surda, incluindo o uso de cores associadas à cultura surda e à identidade visual do projeto", detalha Martins.

Com a circulação do mascote em atividades e eventos, escolas passaram a solicitar produtos relacionados ao personagem, como camisetas, materiais pedagógicos e versões do boneco. "As crianças querem levar o CaLi para casa. Mas, para ampliar a escala, é fundamental termos apoios e novas parcerias", observa a professora.

Diante desse interesse crescente, o projeto contou com apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para solicitar o registro da marca #CasaLibras e do desenho industrial do mascote. A iniciativa garante segurança jurídica e abre caminho para futuras cooperações com empresas e instituições interessadas na produção e difusão dos materiais.

Segundo Martins, a formalização também permite ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos educativos. "A comercialização de produtos pode reverter recursos para o próprio projeto e ampliar as possibilidades de produção de materiais. Além disso, parcerias com empresas permitem dar escala a essas iniciativas e fazer com que os conteúdos e personagens cheguem a mais crianças e escolas."

Empresas e instituições interessadas em apoiar o desenvolvimento de materiais, patrocinar ações do projeto ou estabelecer parcerias para produção e difusão do mascote e dos conteúdos do #CasaLibras podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9433.

SÃO CARLOS/SP - Investigar como diferentes formatos de entrega da intervenção fisioterapêutica influenciam os resultados clínicos e a relação entre custos e benefícios do tratamento. Este é objetivo central de uma pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFSCar. O projeto convida pessoas com dor lombar para sessões de tratamento gratuitas.

O formato de entrega da intervenção terapêutica refere-se ao modelo no qual a fisioterapia será ofertada ao paciente, como, por exemplo, atendimentos domiciliares, presenciais, em clínicas, hospitais, serviços comunitários, por videochamadas e até mesmo por mensagens. "Esses diferentes formatos podem influenciar em aspectos importantes, como adesão ao tratamento, aumento do acesso ao cuidado, principalmente para pessoas com dificuldade de deslocamento, diminuição do risco de transmissão de doenças e de custos associados ao tratamento, tanto para o paciente quanto para o sistema de saúde", explica Camila Nepomuceno Broisler, doutoranda responsável pela pesquisa, sob orientação de Luiz Fernando Approbato Selistre, docente do Departamento de Fisioterapia da Universidade.

Broisler relata que o estudo é importante por tratar sobre a dor lombar, o distúrbio musculoesquelético que mais resulta em redução da funcionalidade no mundo, segundo a pesquisadora. "Atualmente, sabemos que o exercício terapêutico é uma das principais intervenções para o tratamento, porém muitas pessoas enfrentam dificuldades para manter a prática regular desses exercícios, o que pode comprometer os resultados, visto que a adesão ao exercício é uma parte muito importante para o sucesso da intervenção", acrescenta. Nesse sentido, Broisler aponta que investigar como diferentes formatos de oferecer tratamento fisioterapêutico influenciam nos resultados clínicos e na relação custo-benefício do tratamento pode contribuir para orientar a tomada de decisão clínica, ampliar o acesso ao cuidado, otimizar recursos de saúde e melhorar a organização dos serviços.

Para realizar o estudo, são convidadas pessoas entre 18 e 65 anos, que tenham dor lombar, há pelo menos três meses. Os participantes receberão avaliação e tratamento fisioterapêutico gratuitos e a intervenção ocorrerá ao longo de 12 semanas, incluindo educação sobre dor, exercícios terapêuticos e orientações para o manejo da dor no dia a dia. As pessoas interessadas em participar da pesquisa devem preencher este formulário eletrônico.

Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 88446325.8.0000.5504).

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar terão livro publicado por editora internacional de grande circulação acadêmica. A obra "Teaching and Assessing Mathematics Skills for Special Education Students: Theoretical and Practical Perspectives" ("Ensino e Avaliação de Habilidades Matemáticas para Estudantes de Educação Especial: Perspectivas Teóricas e Práticas") será lançada internacionalmente pela Springer Nature no dia 29 de março de 2026, integrando a série "Springer Texts in Education".

O livro é de autoria de Ailton Barcelos da Costa, doutor em Educação Especial e bolsista de pós-doutorado da Capes no PPGEEs/UFSCar; Alessandra Daniele Messali Picharillo, doutora em Educação Especial e pesquisadora na área; e Nassim Chamel Elias, docente e pesquisador do PPGEEs/UFSCar. 

A obra reúne fundamentos teóricos e aplicações práticas voltadas ao ensino e à avaliação de habilidades matemáticas de estudantes da Educação Especial, com ênfase em contextos de Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro do Autismo e Deficiência Visual. O livro dialoga com a formação de professores, práticas inclusivas baseadas em evidências e estratégias acessíveis de ensino e avaliação.

O livro possui 209 páginas, distribuídas em 9 capítulos e um apêndice, que é composto por protocolos de avaliações. Publicada em Inglês e com circulação internacional, a obra já está disponível no catálogo da Springer em pré-venda através do site https://link.springer.com/book/9783032179784.

Para os autores, a publicação reforça a inserção internacional das pesquisas desenvolvidas no PPGEEs, programa de referência nacional na área de Educação Especial, buscando contribuir para aproximar a produção científica brasileira do debate internacional sobre educação inclusiva e ensino de matemática.

A obra contribui, ainda, para ampliar a presença da produção acadêmica brasileira no debate científico global sobre educação inclusiva e educação matemática. "Apesar da importância da matemática para a participação social, autonomia e desenvolvimento acadêmico, o ensino dessa disciplina para estudantes com deficiência ainda é pouco explorado na literatura e na formação de professores", destacam os autores Ailton da Costa e Alessandra Picharillo. "Nesse contexto, a obra contribui ao reunir e sistematizar conhecimentos científicos e pedagógicos sobre o tema, oferecendo subsídios para professores, formadores de professores e pesquisadores interessados no ensino inclusivo de matemática".

Para Costa e Picharillo, um dos principais diferenciais do trabalho é reunir, em um único livro, conhecimentos que atualmente se encontram dispersos em artigos científicos e relatórios de pesquisa, facilitando o acesso de professores e estudantes a esse campo de estudo. "Além disso, a obra combina revisão sistemática da literatura internacional com implicações pedagógicas para a prática docente, incluindo atividades didáticas, estudos de caso, sugestões de oficinas e protocolos de avaliação em matemática. Essa articulação entre pesquisa acadêmica e aplicação pedagógica amplia o potencial de uso do livro na formação inicial e continuada de professores e em cursos de graduação e pós-graduação".

Publicação internacional
Segundo Costa e Picharillo, para conseguir ser publicado numa editora de renome internacional, o livro atendeu a critérios importantes utilizados por editoras acadêmicas internacionais, como relevância científica do tema, contribuição original para a área e potencial de uso no ensino superior. "Os pareceristas destacaram que há escassez de livros didáticos que integrem Educação Matemática e educação inclusiva, sendo necessário atualmente recorrer a diversos artigos e relatórios de pesquisa para acessar esse conhecimento. Nesse sentido, o livro apresenta uma contribuição relevante ao organizar e tornar esse conhecimento mais acessível para professores e formadores de professores", revelam os autores.

"Além disso, os revisores reconheceram que a proposta apresenta um plano estruturado de conteúdo e possui potencial de interesse para um público internacional, especialmente em cursos de formação de professores e programas de pós-graduação", completam.

Público-alvo
O público-alvo, segundo a editora, inclui professores e estudantes, tanto em nível de Brasil como internacionalmente, para cursos de Licenciatura em Educação Especial, tanto presenciais quanto na modalidade de educação a distância, e para estudantes de pós-graduação lato sensu na área de Educação Especial e Inclusão. Poderá também ser utilizado em cursos de Licenciatura em Matemática.

O livro pode ser utilizado diretamente em disciplinas relacionadas ao Ensino de Matemática para Pessoas com Deficiência, bem como parcialmente em disciplinas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, Deficiência Intelectual e Deficiência Visual. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) também pode servir como referência em disciplinas que abordam essas temáticas, além de contribuir para pesquisadores interessados na interface entre educação matemática e educação inclusiva.

Lançamento e informações
O livro terá lançamento mundial inicialmente em Inglês no dia 29 de março de 2026 no site da Editora Springer Nature. "No entanto, de acordo com o contrato firmado, a editora se compromete, a partir de um mês após o lançamento mundial do livro, a procurar uma editora no Brasil para lançar uma tradução da obra em Português", esclarecem os autores.

Mais informações sobre o livro podem ser solicitadas diretamente, via e-mail, com os pesquisadores Ailton Barcelos da Costa (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), Alessandra Daniele Messali Picharillo (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) e Nassim Chamel Elias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

SÃO CARLOS/SP - O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE), sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), promoveu, nos dias 25 e 26 de fevereiro, o II Encontro de Pesquisadores da rede - evento online que reuniu apresentações de mais de 20 pesquisadores vinculados a mais de 10 instituições brasileiras para apresentar projetos e resultados de pesquisas.

A abertura foi conduzida por Andréia Schmidt, coordenadora da Diretoria de Pesquisa do INCT-ECCE e professora da Universidade de São Paulo (USP), que situou o evento como um panorama da produção científica atual e das perspectivas futuras do Instituto. A coordenadora-geral, Deisy das Graças de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da UFSCar, destacou o potencial do encontro para ampliar trocas e fortalecer colaborações entre os mais de 60 cientistas da rede e seus bolsistas.

As apresentações percorreram um espectro amplo: da pesquisa básica - com estudos sobre responder relacional, memória e rastreamento ocular - à ciência aplicada com impacto direto em políticas públicas. Entre os destaques esteve o estudo longitudinal Conecta, novo projeto da terceira fase do INCT-ECCE, que investigará os efeitos de dispositivos digitais no desenvolvimento de crianças pré-escolares, tema urgente diante dos debates regulatórios em curso no Brasil e no mundo.

A programação incluiu ainda investigações sobre prevenção da contaminação por mercúrio em populações vulneráveis da Amazônia, neurociência educacional, mitigação de viés racial e intervenções baseadas em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência auditiva. A gravação do evento já está disponível e pode ser acessada no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=uKF7SAkbS68).

Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde 2009, o INCT-ECCE investiga aprendizagem humana e não humana para desenvolver tecnologias de alfabetização, inclusão e comunicação. Mais informações em https://www.inctecce.ufscar.br.

Texto: Vanessa Ayres Pereira, psicóloga, pós-graduanda e bolsista de Jornalismo Científico/Fapesp vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE).

SÃO CARLOS/SP -O Horto Florestal de São Carlos recebeu, na manhã desta terça-feira (10/3), estudantes do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para mais uma edição do Trote Solidário. A atividade reuniu 18 alunos entre calouros e veteranos, organizados pelo Programa de Educação Tutorial (PET Civil), com apoio do Fundo Social de Solidariedade do município.

Criado em 2013, o PET Civil promove o Trote Solidário desde 2015, mobilizando anualmente estudantes em ações voltadas a instituições da cidade. Nesta edição, os universitários realizaram diversas melhorias no Horto, como pintura de paredes, jardinagem, reforma de estufa, recuperação de paredes de banheiros e a construção de um pequeno caminho de concreto.

De acordo com a coordenadora do PET Civil, professora Cali Laguna Achon, a proposta da iniciativa é aproximar os estudantes da comunidade e proporcionar a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

“Todos os anos buscamos alguma instituição de São Carlos para desenvolver uma ação social. Quando fomos procurados pelo Fundo Social, visitamos o Horto e percebemos que poderíamos contribuir com melhorias no espaço, tornando o ambiente mais bonito e acolhedor para a população”, explicou.

Além das melhorias estruturais, a atividade também teve caráter educativo para os alunos. Durante a ação, foram realizadas pinturas lúdicas nas paredes, criação de um jardim com pneus próximos ao estacionamento, plantio de mudas e flores na entrada e a reforma de uma estufa. Os estudantes também tiveram a oportunidade de aprender técnicas de preparo de concreto e construção de um pequeno caminho, colocando em prática conceitos da engenharia civil.

O secretário municipal de Clima e Meio Ambiente, Júnior Zanquim, destacou a importância da parceria entre universidade e poder público para o desenvolvimento de ações que beneficiam a cidade.

“Essa interação da universidade com a Prefeitura e com o Horto Municipal é muito importante. Os estudantes passam a conhecer um espaço fundamental para a preservação ambiental e também levam essa consciência para os seus projetos. Ao mesmo tempo, a cidade ganha com a revitalização de um espaço público”, afirmou.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, explicou que a iniciativa surgiu a partir de um contato do próprio Fundo Social com a universidade.

“Ao sabermos do trabalho desenvolvido pelo PET Civil, que há mais de dez anos realiza o trote solidário na cidade, propusemos o desafio de contribuir com a revitalização da entrada do Horto. Assim, os alunos têm a oportunidade de aplicar na prática aquilo que aprendem no curso, trabalhando com materiais de construção, pintura, preparação de concreto e também com atividades de plantio”, destacou.

Segundo Herica, além das melhorias no espaço, a ação também contribui para a formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência que mostra a importância do trabalho social e da participação na comunidade”, completou.

Ao longo dos anos, o Trote Solidário se consolidou como uma das principais iniciativas do PET Civil, beneficiando diversas instituições do município. A atividade vai além da recepção aos calouros e reforça a integração entre universidade e sociedade, estimulando a responsabilidade social e o compromisso com a comunidade.

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