SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa da UFSCar identificou 13.720 empresas criadas por egressos dos cursos de graduação da Instituição entre 1970 e 2024. O estudo analisou um recorte específico das empresas-filhas da Universidade - aquelas vinculadas a ex-estudantes de graduação -, mapeando sua distribuição geográfica, áreas de atuação e estimativa de impacto econômico. Os empreendimentos identificados estão presentes em todos os estados brasileiros e em 922 municípios.
O levantamento foi desenvolvido por Fernando Guerreiro Cunha no âmbito de seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da UFSCar. O trabalho foi orientado pelo professor Roberto Ferrari Júnior, do Departamento de Computação (DC) do Campus São Carlos, coorientado pela professora Andreza Aparecida Palma, do Departamento de Economia (DEc-So) do Campus Sorocaba, e contou com o apoio da Secretaria Geral de Informática (SIn) e da Agência de Inovação (AIn.UFSCar) da Instituição.
"Nosso objetivo foi desenvolver uma forma de mensurar uma dimensão pouco explorada do impacto das universidades: a criação de empresas por seus egressos. Ao mapear essas empresas, conseguimos mostrar como a formação universitária também se traduz em geração de atividade econômica, empregos e desenvolvimento para diferentes regiões do País", explica Cunha.
Para esta análise, foram consideradas empresas-filhas aquelas criadas por egressos da UFSCar ao longo de sua trajetória profissional. Entre os 43.735 estudantes de graduação formados pela Universidade no período analisado, o estudo identificou 13.720 empresas vinculadas a esses egressos.
Das empresas identificadas, 8.607 (62,7%) estavam ativas no momento da coleta dos dados. Entre elas, 4.551 (52,9%) eram microempresas, com faturamento anual de até R$ 360 mil; 1.211 (14,1%) eram empresas de pequeno porte, com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões; e 2.845 (33,1%) eram empresas de médio ou grande porte, com faturamento anual superior a R$ 4,8 milhões.
Considerando os valores mínimos das faixas de faturamento utilizadas para classificar o porte das empresas, os pesquisadores estimaram um faturamento anual mínimo de R$ 14,1 bilhões para o conjunto de empresas-filhas ativas identificadas no estudo.
Impacto geográfico e áreas de atuação
A maior concentração das empresas identificadas está na Região Sudeste, que reúne 88,5% dos empreendimentos. O levantamento, no entanto, encontrou empresas em todas as regiões brasileiras: Sul (4,6%), Nordeste (2,41%), Centro-Oeste (3,78%) e Norte (0,71%).
No Estado de São Paulo, onde ficam os campi da Universidade, estão 82,5% das empresas identificadas. Ao todo, elas estão distribuídas por 922 municípios brasileiros, o equivalente a 16,6% das cidades do País. São Paulo (3.215 empresas), São Carlos (1.512) e Campinas (525) concentram os maiores números.
As empresas foram identificadas em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e também em municípios do interior, como Votuporanga (SP) e Acaraú (CE).
O estudo identificou empresas-filhas em 740 áreas de atuação distintas, incluindo Tecnologia da Informação, Gestão Empresarial, serviços de Engenharia, Saúde, Psicologia e Psicanálise, Direitos Sociais e Agricultura.
Cruzamento de bases públicas de dados
A identificação das empresas foi feita por meio do cruzamento automatizado de dados de egressos da graduação da UFSCar com informações públicas sobre empresas formalmente registradas no Brasil. O método, denominado pelos pesquisadores de cross-match, permitiu localizar ex-estudantes no quadro societário das empresas e, a partir dessas correspondências, mapear as empresas-filhas da Universidade.
"Desenvolvemos um método de cruzamento automatizado entre a base de egressos da UFSCar e registros públicos de empresas. Quando um egresso era identificado no quadro societário de uma empresa, era possível estabelecer um match e identificar uma empresa-filha da Universidade", explica Cunha.
Para a professora Andreza Aparecida Palma, coorientadora da pesquisa, os resultados ajudam a explicar, de modo simples, uma das formas pelas quais as universidades promovem desenvolvimento e melhor qualidade de vida: "a universidade prepara pessoas para criar tecnologias mais avançadas, medicamentos melhores, e também para criar novas empresas, novos empregos, mais renda, mais desenvolvimento e, com isso, uma vida melhor para muita gente", analisa.
Na avaliação do professor Roberto Ferrari Júnior, orientador do estudo, levantamentos dessa natureza ajudam a tornar mais visíveis os impactos das universidades públicas. "A sociedade precisa perceber, claramente, que o investimento em educação produz impactos concretos para o País", conclui.
A dissertação completa para leitura pode ser acessada no Repositório Institucional (RI) da UFSCar, disponível neste link.
Cadastro e relacionamento com empresas-filhas
Na UFSCar, o cadastro institucional de empresas-filhas é mantido pela Agência de Inovação (AIn.UFSCar), que também atua no relacionamento da Universidade com esses empreendimentos. Para a AIn.UFSCar, o levantamento contribui para ampliar o conhecimento sobre empresas criadas por egressos da Universidade. "Pesquisas como essa são importantes porque mostram o impacto da universidade numa perspectiva que é a da criação de empresas privadas", afirma Daniel Braatz, Diretor da AIn.UFSCar.
Os resultados podem contribuir para que a Instituição passe a acompanhar de forma contínua o impacto de seus egressos, com dados atualizados sobre empresas criadas, faturamento, geração de empregos e outros indicadores.
O mapeamento também reforçou, para a AIn.UFSCar, a importância de ampliar o relacionamento da Universidade com as empresas criadas por seus egressos. "A identificação dessas empresas abre a possibilidade de buscarmos aquelas que permanecem ativas e convidá-las a integrar o Programa de Relacionamento de Empresas-Filhas. Com isso, podemos estreitar as relações e criar possibilidades de interação, como parcerias e convênios", explica o Diretor.
O cadastro de empresas-filhas inclui empreendimentos criados por estudantes, egressos, docentes, pesquisadores e servidores técnico-administrativos, além de empresas originadas de pesquisas e projetos com vínculo à Instituição. O registro pode ser feito em https://ain.ufscar.br/empresas-filhas.
SÃO CARLOS/SP - Está aberto o período de inscrições para seleção de ingresso nas novas turmas do Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO), numa oportunidade de integrar uma rede nacional destinada à formação de professores de Filosofia em exercício da Educação Básica.
O PROF-FILO é um curso gratuito, predominantemente presencial, na modalidade de mestrado profissional, com área de concentração em Ensino de Filosofia e previsão de duração de 24 meses. O Programa está organizado de forma associativa, envolvendo Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o País, sob a coordenação geral da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Neste edital, o Polo da Universidade Federal de são Carlos (UFSCar) oferece 14 vagas.
Requisitos
Para se inscrever, o candidato deve ser professor da Educação Básica, com licenciatura em qualquer área; ministrar aulas de Filosofia ou, se estiver ministrando qualquer outra disciplina, possuir licenciatura em Filosofia; e estar em efetivo exercício em sala de aula, preferencialmente em escola da rede pública de ensino.
Inscrições e informações
As inscrições devem ser realizadas de 10 de agosto até 28 de setembro. Todas as informações sobre o Programa e também sobre o processo seletivo - incluindo cronograma e detalhamento de cada etapa - devem ser conferidas no edital, disponível no site https://www.prof-filo.ufscar.
Mais informações também podem ser acessadas no Facebook (https://bit.ly/4bKk2cu) e Instagram (@proffilo.ufscar/).
SÃO CARLOS/SP - O Trichoderma harzianum é um fungo bem conhecido na área da pesquisa agrícola que vem sendo utilizado como agente de biocontrole - combate fitopatógenos (organismos que podem causar doenças às plantas), estimula o crescimento e aumenta a absorção de nutrientes. Mas ele tem um problema: a sua fragilidade após o armazenamento, principalmente com o contato com fertilizantes químicos. Poucos sobrevivem.
Para solucionar este problema, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Embrapa Instrumentação criaram uma matriz polimérica biodegradável à base de celulose para encapsular o fungo, protegendo-o por meio de um revestimento, aumentando sua durabilidade.
O trabalho foi conduzido por Cristiane Farinas, da Embrapa Instrumentação e docente credenciada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPGEQ), junto com Aline Ferreira, mestra e atual doutoranda, e Mariana Brondi, egressa do doutorado, ambas também do PPGEQ. Para o desenvolvimento dos estudos, foram consideradas as características do fungo e, com a a união de insumos, foi possível a aplicação simultânea, o que não ocorria antes pela incompatibilidade entre os componentes.
De uma forma resumida, foi feito o encapsulamento do fungo Trichoderma harzianum em uma matriz polimérica de carboximetilcelulose (CMC), um derivado da celulose, reforçado com nanocristais de celulose (CNC). Nessa solução são adicionados os esporos do fungos e, em seguida, borrifada sobre os grânulos de fosfato monoamônico (MAP).
Depois de secos com ar quente e controlado, é formado um um filme fino e uniforme ao redor do fertilizante, resistente e biodegradável que envolve os esporos do fungo, protegendo-os contra condições adversas, incluindo os fertilizantes químicos. Com o passar do tempo, o filme se degrada e libera, de forma gradual, os esporos no solo, protegendo as plantas.
Como parte da pesquisa, os testes mostraram que, após três meses de armazenamento em temperatura ambiente, os esporos encapsulados mantiveram alta taxa de sobrevivência. Por outro lado, os não encapsulados registraram perda de vitalidade em até mil vezes. O próximo passo é levar a pesquisa à escala comercial e validar o seu desempenho em diferentes culturas e condições de campo.
Esse estudo está no artigo "Encapsulation of Trichoderma harzianum in Carboxymethyl Cellulose Reinforced with Nanocellulose for Delivery as Fertilizer Coatings", tendo Ferreira como primeira autora, publicado na revista ACS Agricultural Science & Technology em fevereiro de 2026. O trabalho científico foi apresentado na 20ª edição do Congresso Europeu de Biotecnologia, organizado pela Federação Europeia de Biotecnologia (EFB) e realizado na Antuérpia (Bélgica), em junho deste ano. A tecnologia também foi pauta de reportagem da Embrapa.
A pesquisa contou com recursos financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA).
SÃO CARLOS/SP - Um evento conjunto realizado nos dias 1º e 2 de setembro, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), celebra os 20 anos do Grupo de Estudos Literários Portugueses e Africanos (GELPA) e os 10 anos do Curso de Extensão "A Novíssima Ficção Portuguesa" (atividade ligada ao GENFIP).
A programação conta com comunicações orais de integrantes dos grupos e, também, com as conferências das professoras Eliana da Conceição Tolentino, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), e Gabriela Silva, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), além da presença da escritora Paula Fábrio, pesquisadora do Programa de Pós-Doutorado da Pró-Reitoria de Pesquisa (ProPq) da UFSCar.
O tema do IV Seminário Aberto do GELPA e do I Seminário Aberto do GENFIP é "Ler e escrever o século XXI: a novíssima ficção portuguesa e os desafios da contemporaneidade".
"Os dois seminários contam com apoios internos e externos, inclusive de editoras que enviaram livros para serem sorteados durante os dois dias. Será, enfim, um momento de celebração de amor à arte, à literatura e à vida. Toda a comunidade está convidada a participar", declarou o professor Jorge Vicente Valentim, professor do Departamento de Letras (DL) da UFSCar, coordenador do GELPA e do GENFIP.
Inscrições para ouvintes
As atividades acontecem nas salas 11 e 12 do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar.
O evento está com inscrições abertas para ouvintes. Interessados podem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. São ofertadas 30 vagas. O evento terá carga horária total de 16 horas; será emitido certificado de participação. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail de inscrição.
Saiba mais sobre o Grupo de Estudos Literários Portugueses e Africanos (GELPA) e o Grupo de Estudos sobre a Novíssima Ficção Portuguesa (GENFIP) no Instagram (@genfip.gelpa.ufscar).
Período de inscrições tem início em 10 de agosto
SÃO CARLOS/SP - Foi lançado o edital para ingresso nas novas turmas do Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO), numa oportunidade de integrar uma rede nacional destinada à formação de professores de Filosofia em exercício da Educação Básica.
O PROF-FILO é um curso gratuito, predominantemente presencial, na modalidade de mestrado profissional, com área de concentração em Ensino de Filosofia e previsão de duração de 24 meses. O Programa está organizado de forma associativa, envolvendo Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o País, sob a coordenação geral da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Neste edital, o Polo da Universidade Federal de são Carlos (UFSCar) oferece 14 vagas.
Requisitos
Para se inscrever, o candidato deve ser professor da Educação Básica, com licenciatura em qualquer área; ministrar aulas de Filosofia ou, se estiver ministrando qualquer outra disciplina, possuir licenciatura em Filosofia; e estar em efetivo exercício em sala de aula, preferencialmente em escola da rede pública de ensino.
Inscrições e informações
As inscrições devem ser realizadas de 10 de agosto até 28 de setembro. Todas as informações sobre o Programa e também sobre o processo seletivo - incluindo cronograma e detalhamento de cada etapa - devem ser conferidas no edital, disponível no site https://www.prof-filo.ufscar.
Mais informações também podem ser acessadas no Facebook (https://bit.ly/4bKk2cu) e Instagram (@proffilo.ufscar/).
Estudo validará questionário internacional para uso no Brasil, com participação de praticantes de diferentes modalidades esportivas
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de pós-doutorado desenvolvida no Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar convida atletas para um estudo que pretende traduzir, adaptar culturalmente e investigar a validade do Rosenbaum Concussion Knowledge and Attitudes Survey (RoCKAS) para o Português Brasileiro. O questionário internacional avalia o conhecimento e as atitudes em relação às concussões no esporte, um tipo de lesão cerebral traumática provocada por impactos na cabeça ou no corpo que fazem o cérebro se mover rapidamente dentro do crânio. A iniciativa integra um projeto multicêntrico internacional, realizado em parceria com a The Ohio State University (EUA).
O estudo é conduzido pelo fisioterapeuta Gustavo Viotto Gonçalves, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Reumatologia e Reabilitação da Mão (LAPREM) da UFSCar, sob orientação da professora Paula Regina Mendes da Silva Serrão, docente do DFisio, e com colaboração do professor Matthew Brancaleone, da The Ohio State University.
"A concussão ainda é uma lesão frequentemente subestimada no esporte brasileiro, muitas vezes por falta de informação. Com um instrumento validado, times, federações e profissionais de saúde passam a contar com uma forma objetiva de avaliar o conhecimento de atletas sobre o tema e, a partir disso, desenvolver campanhas de educação direcionadas, e não genéricas. O impacto esperado é justamente esse: mais atletas identificando sintomas a tempo e menos casos de concussão sendo ignorados ou mal manejados. A expectativa é que o instrumento contribua para a prevenção de concussões e para a segurança de atletas em todo o Brasil", registra Gonçalves.
Podem participar atletas de qualquer modalidade esportiva, com 18 anos ou mais e pelo menos um ano de prática. Os voluntários devem preencher um formulário online (https://redcap.link/RoCKAS-
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail gustavoviottogoncalves@ufscar.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar (CAAE: 91726025.0.0000.5504), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - Processo nº 2025/00498-6) e conta com o apoio institucional da Comissão Científica da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe).
Iniciativa fornece subsídios para que os participantes desenvolvam conhecimentos e habilidades para a realização de primeiros socorros em diferentes situações
SÃO CARLOS/SP - No segundo semestre de 2026, o Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) oferecerá a Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (Aciepe) "Noções Básicas de Primeiros Socorros", coordenada pela professora Ariene Angelini dos Santos Orlandi. A atividade disponibilizará 15 vagas para estudantes de graduação da UFSCar e 10 vagas para estudantes de graduação de outras instituições de ensino superior de São Carlos.
As inscrições para estudantes da UFSCar serão realizadas pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA), durante o período de ajuste de inscrições previsto no calendário acadêmico. Já os estudantes de outras instituições poderão se inscrever até 18 de agosto pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
A Aciepe tem como objetivo fornecer subsídios para que os participantes desenvolvam conhecimentos e habilidades para a realização de primeiros socorros em diferentes situações, com base em evidências científicas. As atividades incluem exposições dialogadas, discussões, simulações, treinamento de habilidades e atividades não presenciais.
O primeiro encontro está previsto para o dia 19 de agosto, às 14 horas, na sala 17 do DEnf, localizado na área Norte do Campus São Carlos.
Inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 12 de agosto
SÃO CARLOS/SP - O Programa de Mestrado Profissional em Produção de Conteúdo Multiplataforma (PPGPCM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas, até o dia 12 de agosto, para alunos especiais. São ofertadas três disciplinas:
- "Televisualidades, fandoms e cultura pop", às segundas-feiras, das 14 às 18 horas, com aulas híbridas;
- "Laboratório Criativo de Inteligência Artificial para Mídias Multiplataformas", às terças-feiras, das 14 às 18 horas, com aulas presenciais;
- "Inclusão Midiática", às quartas-feiras, das 14 às 18 horas, com aulas híbridas.
Saiba mais detalhes, incluindo docentes e ementas das disciplinas, no site do PPGPCM, na opção Disciplinas (www.ppgpcm.ufscar.br/pt-br/
De acordo com a Coordenação do Programa, esta é uma oportunidade para conhecer melhor os temas debatidos nas disciplinas do curso de Mestrado Profissional, que aborda e estuda o sujeito midiático contemporâneo diante das práticas comunicativas nas multiplataformas. Com foco em pesquisa aplicada, o PPGPCM oferece aos alunos um ambiente crítico para refletir a respeito dos usos da inteligência artificial no desenvolvimento de projetos relevantes para a criação de novos territórios audiovisuais.
Mais informações
A inscrição é gratuita. As aulas terão início no dia 24 de agosto. Todas as informações devem ser conferidas no site do PPGPCM (www.ppgpcm.ufscar.br/pt-br/
O que é a modalidade de aluno especial?
O aluno especial é alguém que está matriculado como aluno não regular, em uma disciplina ofertada pelo programa de pós-graduação. Esse aluno tem acesso a tudo o que acontece dentro desta disciplina em que está matriculado, inclusive acesso as avaliações.
Vantagens em ser aluno especial
As disciplinas cursadas na condição de aluno especial podem ser aproveitadas quando do ingresso no mestrado profissional do PPGPCM como aluno regular. Deste modo, o aluno especial irá reduzir a quantidade de disciplinas a serem cursadas como aluno regular e ampliar o tempo de dedicação aos estudos para a elaboração da dissertação.
Além disso, o aluno especial pode vivenciar a dinâmica das aulas de um curso de mestrado profissional, estando em contato direto com os professores para debater o pré-projeto de pesquisa, a ser apresentado no processo seletivo para ingresso como aluno.
Estudo usa métodos sustentáveis para extrair substâncias de interesse da indústria a partir de subprodutos do processamento da fruta
Texto: Antonio Rodrigues da Silva Neto*
SÃO CARLOS/SP - A produção industrial de suco de laranja gera diferentes tipos de resíduos ao longo do processamento da fruta. Cascas, sementes, bagaço, óleos essenciais e águas residuais compõem uma matriz agroindustrial complexa que, quando descartada de forma inadequada ou aproveitada apenas em aplicações de baixo valor, pode ampliar impactos ao meio ambiente.
Foi a partir desse cenário que pesquisadores do Departamento de Química da UFSCar (DQ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) investigaram como a Química Verde pode contribuir para o melhor reaproveitamento dessa matriz. Publicado no periódico Foods (https://www.mdpi.com/2304-
A pesquisa foi liderada por Antonio Gilberto Ferreira e Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, docentes do DQ-UFSCar, em colaboração com Vânia G. Zuin Zeidler, docente do Institute of Sustainable Chemistry, em Lüneburg, na Alemanha. Os cientistas rastrearam e identificaram, em diferentes etapas do processamento industrial na produção do suco de laranja, diferentes compostos, como a hesperidina, um flavonoide associado a propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e outras atividades biológicas de interesse.
Embora estes compostos sejam considerados pela indústria como compostos de elevado valor agregado, sua presença também impõe desafios tecnológicos, pois pode provocar a obstrução de equipamentos e tubulações das linhas de processamento industrial do suco na separação dos óleos essenciais, além de ocasionar contaminações indesejadas nas características dos descartes finais.
Por isso, recuperar essas substâncias no processo de produção do suco pode transformar um problema operacional em uma oportunidade econômica. De acordo com uma referência do estudo (https://www.mdpi.com/1420-
O processo de recuperação envolve múltiplas etapas, nas quais são obtidas diferentes concentrações das substâncias de interesse. Nesse contexto, a otimização das técnicas de extração, purificação e caracterização é fundamental para viabilizar o aproveitamento de resíduos agroindustriais, promovendo iniciativas alinhadas aos princípios da sustentabilidade e da economia circular.
"Embora a indústria citrícola gere um grande volume de resíduos, parte significativa desses subprodutos ainda é pouco explorada em relação ao seu potencial químico", explica Gilberto Ferreira.
O diferencial da pesquisa está justamente em combinar essa investigação com métodos de extração mais sustentáveis, mostrando que a valorização dos resíduos também depende de processos capazes de reduzir impactos ambientais.
Alternativas aos processos de extração tradicionais
Um dos desafios da pesquisa foi analisar a complexidade química dos resíduos gerados em diferentes etapas do processamento industrial da laranja. As amostras avaliadas reuniam substâncias de naturezas distintas, o que exigiu métodos capazes de oferecer precisão sem tornar o processo excessivamente longo, agressivo ou dependente de muitas etapas de preparo. Por isso, o estudo combinou técnicas analíticas eficientes e estratégias de extração alinhadas aos princípios da Química Verde, que possibilita uma aplicação frente a processos industriais tornando-o mais sustentável.
Entre as técnicas utilizadas, a ressonância magnética nuclear (RMN) teve papel central por permitir a análise de misturas complexas com preparo mínimo das amostras e sem destruí-las. Associada à cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e à cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM), a técnica de RMN permitiu monitorar compostos como a hesperidina, e os terpenos D-limoneno e valenceno ao longo da cadeia produtiva e indicar frações com maior potencial de reaproveitamento.
A pesquisa também incorporou a extração assistida por micro-ondas, estratégia considerada mais eficiente e ambientalmente mais adequada para recuperar compostos bioativos. O método reduz etapas do processo e contribui para uma abordagem mais sustentável na obtenção de moléculas de interesse a partir da biomassa residual cítrica.
O valor nos resíduos da laranja
Os resultados do estudo mostram que os resíduos cítricos não têm composição uniforme ao longo do processamento industrial. Cada etapa concentra diferentes moléculas de interesse, e esse mapeamento permitiu aos pesquisadores identificarem pontos mais estratégicos para a recuperação de compostos bioativos.
Com o uso da técnica de RMN, foi possível rastrear as substâncias de valor até mesmo no bagaço de laranja. De acordo com o grupo de cientistas, foi possível extrair hesperidina com alto grau de pureza com o método assistido por micro-ondas de forma eficiente e ambientalmente adequado.
As análises confirmaram que a pureza da hesperidina isolada era de 87,66% por RMN e 84,30% por CLAE. A técnica de CG-EM permitiu ainda identificar outros compostos valiosos como α-pineno, sabineno, β-mirceno, linalol além do D-limoneno e valenceno.
O valenceno, composto da classe dos terpenos, foi um dos exemplos de substâncias destacadas em análise pela pesquisa devido ao seu interesse comercial, especialmente para os setores de cosméticos e fármacos.
"A água amarela, resíduo líquido gerado no processamento final da produção do suco, tinha uma concentração alta de limoneno e, a partir desse resultado, foi possível diagnosticar que o fator principal que dificultava a sua fermentação, tão necessária para o tratamento dessa biomassa e para posteriormente ter seu descarte adequado, era a presença desse terpeno", explica Ferreira.
Para os pesquisadores, esse estudo representa para a indústria de produtos cítricos melhorias nas estratégias de sustentabilidade e circularidade, solucionando impasses no descarte e mitigando impactos ambientais. Além de melhorar a recuperação de compostos de interesse e tornar o processo ambientalmente mais eficiente, a pesquisa aponta soluções para contornar problemas existentes em oportunidades econômicas. Ou seja, o resíduo que sobra do suco de laranja pode se tornar um produto de alto valor agregado.
A pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo - Fapesp (processo 2014/50918-7, 17/25015-1 e 18/11409-0), INCT 2014: Para o controle biorracional de insetos-praga e fitopatógenos (processo 2019/10756-1 MCBML 20/07806-4 DPP) e CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (processo - 001).
*Antonio Rodrigues da Silva Neto é mestre em Química (UESPI), doutor em Ciências (UFSCar) e bolsista de Pós-Doutorado de Mídia e Ciências - Jornalismo Científico/Fapesp pelo Laboratório de Produtos Naturais (LPN-UFSCar).
Evento será realizado em parceria entre a UFSCar e a Unesp nos dias 22 e 24 de julho
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), promove, entre os dias 22 e 24 de julho, o 44º Congresso Paulista de Fitopatologia (44º CPF), um dos mais tradicionais e importantes eventos científicos da área de sanidade vegetal no Brasil. O congresso será realizado na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu, reunindo pesquisadores, professores, estudantes, profissionais, empresas e representantes do setor produtivo de todo o País.
Com o tema "Ciência, tecnologia e inovações na proteção de plantas", a programação abordará assuntos estratégicos para a agricultura contemporânea, como inteligência artificial aplicada ao manejo de doenças, controle biológico, resistência de fungos a fungicidas, sistemas regenerativos, abordagem One Health, enfezamento do milho e greening dos citros. O congresso contará também com palestras, mesas-redondas, fóruns de discussão, apresentações orais e sessões de pôsteres.
A expectativa é reunir cerca de 600 participantes durante os três dias de atividades, consolidando o congresso como um espaço de intercâmbio científico, inovação e aproximação entre academia, setor produtivo e sociedade na busca por soluções para os desafios da fitopatologia e da agricultura brasileira. A programação completa, as inscrições e outras informações sobre o evento estão disponíveis no material de divulgação do congresso (https://www.saci.ufscar.br/
Nesta edição, o evento será presidido pelo professor Waldir Cintra de Jesus Junior, do Centro de Ciências da Natureza (CCN) do Campus Lagoa do Sino da UFSCar, reforçando a participação da Universidade na organização de iniciativas científicas de abrangência nacional.
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