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Livro teve tradução da professora Débora Cristina Morato Pinto, da UFSCar

 

SÃO CARLOS/SP - A professora Débora Cristina Morato Pinto, do Departamento de Filosofia (DFil) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), traduziu a obra do filósofo Henri Bergson, "A ideia de tempo: Curso no Collège de France (1901-1902)" (https://bit.ly/3wqAYPP), lançada pela Editora Unesp. O livro traz um potente curso de Henri Bergson proferido no Collège de France durante o ano universitário de 1901-1902. Inédito no Brasil, o texto apresenta um mergulho do autor nos temas do tempo e do conceito, a natureza da "duração" e a do conhecimento conceitual, bem como em suas mútuas imbricações. 
Nascido na França, Henri Bergson (1859-1941) foi filósofo e diplomata. Em 1927, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. "Na aurora do século XX, quando Bergson escrevia sua impactante interpretação da vida, a obra "A Evolução Criadora" - a um só tempo núcleo por assim dizer metafísico de sua filosofia e fonte de uma notoriedade inesperada (por vezes até incômoda) - ele protagonizou uma história marcante para as relações entre a filosofia de um autor e sua atuação como professor. Os cursos no Collège de France foram um episódio de imenso sucesso de público, atraindo multidões em Paris, e estabelecendo o momento glorioso de Bergson", relata a professora. 
Segundo a tradutora da obra, no período de 1900 a 1914, o filósofo ensinava temas que estão no centro de sua reflexão filosófica, num conjunto de cursos que, debutando sobre o conceito de "causa", abarcam desde "a ideia de tempo" até a relação entre "conceito e intuição", passando pelas noções de vontade, teorias da memória, personalidade, liberdade, evolução, entre outras. "Os cursos consistem em material precioso para pesquisadores que se dedicam à filosofia bergsoniana, mas também, e sobretudo, facilitam o acesso geral a um conjunto de meditações filosóficas, cuja expressão oral oferece nova chave de leitura a conceitos e argumentos que perpassam a filosofia da duração, exibindo sua profundidade e sua originalidade", analisa Débora Morato. 
O livro conta com 320 páginas. Segundo a Editora Unesp, diferentemente de outros cursos publicados, somente a segunda metade de "A ideia de tempo" foi datilografada. A primeira parte é uma transcrição de anotações manuscritas de seus alunos. Esse material apresenta, portanto, algumas lacunas, o que aparece claramente na leitura de várias aulas. Apesar disso, não há dúvidas quanto à sua fidelidade ao pensamento bergsoniano. A professora reforça que o desafio de traduzir os cursos reside no fato de que o material consiste em "transcrições de aulas, com lacunas prováveis, mas que mobilizam o estilo e a leveza marcantes no professor Bergson, correlatos diretos do estilo e da linguagem permeada de imagens que marcam a obra escrita". 
Para desempenhar a tarefa de traduzir o curso "A ideia de tempo", a docente se dedicou também à leitura de outros cursos, aprofundando-se em elementos desconhecidos sobre noções muito importantes no pensamento de Bergson. "A tradução buscou, dado tal contexto, pensar em Português soluções fiéis a uma elegância oral, que é diferente da escrita, em particular no caso de um filósofo que tratou sua obra pessoal e original, bem como seu ensino, com uma sofisticação sem pedantismo, cuja raridade justifica a surpresa e o encanto que a leitura dos livros e dos cursos nos provoca", descreve a professora. "Pensei também em reforçar a atualidade dos debates filosóficos que o curso atravessa, como é o caso do uso do termo francês 'esprit' que comporta tanto 'espírito' quanto 'mente' como correspondentes em Português. A tradução por 'mente' visa assinalar a relevância das aulas para um problema tão clássico quanto contemporâneo, o das relações entre o corpo e a consciência ou, se preferirmos, entre o cerebral e o mental. Este é um exemplo entre outros de questões que surgem quando traduzimos, que explicita, além disso, dada sua inevitável diferença com o original, o desafio de exercer algo como uma infidelidade respeitosa", conclui a professora da UFSCar.
A obra "A ideia de tempo: Curso no Collège de France (1901-1902)" pode ser adquirida pelo site da Editora da Unesp, em https://bit.ly/3wqAYPP.
Entrega da medalha Simão Mathias acontece no dia 31 de maio, na abertura da 45ª Reunião Anual da SBQ

 

SÃO CARLOS/SP - A diretoria e o conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) vão homenagear dois docentes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alzir Azevedo Batista e Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, ambos do Departamento de Química (DQ) da UFSCar, com a medalha Simão Mathias. A entrega das medalhas ocorrerá em sessão de homenagens programada para a noite de abertura da 45ª Reunião Anual da SBQ, no dia 31 de maio, em Maceió (AL). 
Os docentes falaram sobre a homenagem. "Eu fiquei muito emocionada quando recebi o telefonema da SBQ me informando de que eu seria uma das homenageadas com a Medalha Simão Mathias, durante a reunião Anual da sociedade", contou Silva. "Receber um prêmio de sua comunidade, no caso a SBQ, é sempre gratificante, pois é um reconhecimento de seu trabalho, por seus pares, ou seja, por quem conhece a profundidade de sua essência, ao longo do tempo", afirmou Batista.
A medalha Simão Mathias foi instituída em 1997 pela Diretoria e Conselho da SBQ para homenagear personalidades que se destacaram em suas contribuições para o desenvolvimento da Química no País, e por importantes contribuições à Sociedade Brasileira de Química. 
"Receber a medalha prof. Simão Mathias, para mim, é uma forma explícita de mostrar que meus pares reconhecem meu trabalho, juntamente com meus alunos e colaboradores, e me colocam entre os melhores da área da Química brasileira", disse Batista, que em 2014 recebeu a medalha Prof. Ícaro de Sousa Moreira, da área de Química Inorgânica.
"A SBQ possui duas medalhas as quais eu considero as premiações máximas da Sociedade, a medalha Professor Otto Richard Gottlieb, a qual eu recebi em 2017 pelas minhas contribuições à Química de Produtos Naturais; e a segunda é a Medalha Simão Mathias, a qual é atribuída aos pesquisadores que contribuíram com a SBQ como um todo", acrescentou a pesquisadora. 

Trajetórias
Alzir Azevedo Batista possui graduação em Química pela Universidade dos Povos Patrice Lumumba, mestrado em Química (Química Inorgânica) pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Química (Química Inorgânica), também pela USP. É professor titular, sênior do DQ da UFSCar. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química Inorgânica, atuando principalmente nos seguintes temas envolvendo metais de transição: bioinorgânica; síntese, caracterização, estudo de eletroquímica e determinação estrutural de compostos de coordenação e organometálicos; testes biológicos (in vitro e in vivo) para avaliação da citotoxidade e toxidades dos compostos em células tumorais e não tumorais; estudo dos efeitos colaterais dos compostos em camudongos; estudos de mecanismo de ação dos compostos e interação dos mesmos em alvos biológicos (DNA, Topoisomerase 1B e enzimas); estudo da interação dos complexos com a Albumina Humana; além de estudos das atividades de complexos metálicos contra a malária, doença de Chagas e Leshmania.
Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva concluiu o curso de Licenciatura em Química pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto (SP). Obteve o título de Doutora em Ciências, na área de concentração Química Orgânica pelo Instituto de Química da USP. Realizou pós-doutorado junto à University of Strathclyde, Glasgow, Escócia. É Professora Titular do DQ da UFSCar. Publicou mais de 100 artigos em periódicos especializados. Participou de vários eventos no exterior como conferencista. Foi coordenadora do Programa de Pós Graduação em Química (PPGQ) da UFSCar. Atua na área de Química, com ênfase em Química dos Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: Produtos Naturais Bioativos, Ecologia Química, Interação inseto-planta, Química de enxertos vegetais com base em biossíntese.
E-book, publicado pela EdUFSCar, será lançado em live no dia 25 de maio, às 9 horas

 

SÃO CARLOS/SP - Qual o papel dos zoológicos na conscientização e na conservação ambiental? E para a reprodução de espécies em cativeiro? Quais espécies endêmicas brasileiras ameaçadas de extinção podem ser encontradas nestes espaços, e por quais motivos é essencial conservá-las?
Estas e outras questões são debatidas em "Dando voz aos animais", e-book que acaba de ser publicado pela Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) por Bruno Duarte Amorim, licenciado em Ciências Biológicas pelo Campus Araras da UFSCar.
O livro é voltado ao público infanto-juvenil e traz a Educação Ambiental como elemento relevante não só para este público, como também para toda a sociedade. O intuito é sensibilizar os leitores para a importância da conservação dos animais, e, também, de se visitar locais como zoológicos para ampliação de conhecimento. Propõe, também, reflexões sobre os impactos causados pelos humanos em locais como Amazônia e Mata Atlântica.
Com ilustrações feitas especialmente para o enredo, a obra mescla linguagens literária e informativa. Seu personagem principal é um humano (Miguel) que, ao fazer estágio em zoológico, conhece espécies endêmicas, ou seja, comuns em uma região específica do Brasil, e com ameaça de extinção: saium-de-coleira, macaco-aranha-de-testa-branca, mico-leão-dourado e ararajuba. Ao longo do enredo, ele passa a entender o que elas falam - o que, conforme pontua Amorim, não significa humanizá-las.
"O livro dá voz aos animais para terem a oportunidade de comunicar, aos humanos, seus hábitos e comportamentos naturais. Busquei detalhar particularidades das espécies e reforçar que devem ser respeitadas", registra o biólogo, que teve a ideia de produzir o livro - parte de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) - após suas vivências e experiências ao fazer estágio no Parque Ecológico Municipal de Americana "Engenheiro Cid Almeida Franco" (Pema).
Para estruturar a narrativa, o autor se baseou em pesquisas relacionadas aos biomas brasileiros. Com isso, a obra abarca questões fundamentais - e muitas vezes invisibilizadas - para a conservação das espécies, como o bem-estar animal, por meio de enriquecimento ambiental, e a reprodução em cativeiro.
Amorim explica que o enriquecimento ambiental reúne um conjunto de atividades para estimular comportamentos naturais e promover o bem-estar dos animais.
"Existem várias categorias; no enriquecimento alimentar, o alimento é disponibilizado em locais diferentes do habitual, escondido, com o intuito de diminuir tempo ocioso e promover atividades que entretenham", exemplifica.
Também há os enriquecimentos sensorial (estimula a sentir cheiros diferentes), físico (oferece estruturas para atividades, como morder, arranhar e puxar), social (insere, dentro de um recinto amplo, espécies diferentes de algum bioma, como Cerrado) e cognitivo (oferece objetos, como embrulhos e garrafas de plástico, para que o animal entenda que precisa realizar movimentos para tirar dali, por exemplo, um alimento) - este último mais comum com primatas.
Cada enriquecimento é oferecido com planejamento prévio, de acordo com as demandas de cada animal, algo retratado no e-book com exemplos práticos.
Já a reprodução de espécies em cativeiro, também retratada na obra, deve ser feita após muitos estudos e de forma responsável. "Esta pode ser a chave para que novas gerações nasçam, evitando, assim, a extinção definitiva. Assim, os zoológicos podem contribuir com a reintrodução da fauna", destaca o biólogo.

Lançamento
O e-book "Dando voz aos animais" será lançado no próximo encontro da série "EdUFSCar no Ar", uma iniciativa da EdUFSCar em parceria com o Instituto da Cultura Científica (ICC) e a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Universidade.
O evento ocorre no dia 25 de maio, às 9 horas, e detalhará as etapas de concepção da obra e sua busca por ampliar debates acerca dos zoológicos. A live contará com a presença do autor, Bruno Duarte Amorim, e será mediada por Wilson Alves-Bezerra, Diretor da EdUFSCar. A transmissão será feita via Facebook (facebook.com/ufscaroficial e facebook.com/editora.edufscar) - e YouTube (youtube.com/ufscaroficial). A participação é aberta a todas as pessoas interessadas, que poderão enviar perguntas e comentários ao convidado.
A obra estará disponível para compra na semana da live, na Amazon (https://amzn.to/3wl8QyV) ou Google Play (https://bit.ly/3FRFpYd), com desconto de 30% até a data posterior ao evento (26/5).
Evento, aberto ao público, apresenta à população resultados da quinta edição do projeto de arborização urbana

 

SÃO CARLOS/SP - No próximo dia 11 de junho, sábado, às 10 horas, será inaugurada, em São Carlos, o projeto Praça dos Amigos, uma iniciativa de extensão voltada à arborização urbana do município, numa parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Rotary Club de São Carlos - Pinhal. A Praça dos Amigos está localizada no bairro Arnon de Mello, perto do Campus II da Universidade de São Paulo (USP). Na inauguração serão homenageadas 85 pessoas; as homenagens são fruto de doações individuais, no valor de R$ 120, em nome de um amigo ou amiga, que estará registrado em uma placa a ser descerrada no dia do evento. 
A Praça compreende uma área retangular de quase 10 mil m², indicada pela Prefeitura de São Carlos, também parceira da iniciativa. "A recém-criada 'Praça dos Amigos' se localiza numa região periférica da cidade de São Carlos e, por ser uma área relativamente nova, sofreu a supressão de vegetação nativa, o que é comum em áreas de expansão urbana. Assim, a região dessa nova praça apresenta uma grande carência de árvores, tornando o local mais árido, com muita poeira e pouca sombra", explicam Andréa Lúcia Teixeira de Souza, professora do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) da UFSCar e coordenadora do projeto de extensão, e Gustavo Galetti, doutor em Ciências Ambientais pela UFSCar. "O plantio de árvores tende a amenizar essas condições adversas ocasionadas pela falta da vegetação e atrair aves e outros animais, o que, além de contribuir para a melhoria paisagística do local, tende a aumentar o bem-estar da população, especialmente para aqueles que vivem na vizinhança da praça", completam.
A quinta edição do projeto teve início em dezembro de 2020, quando foram plantadas no local 135 árvores. "No entanto, ocorreu uma grande mortalidade de mudas, em função do ataque de formigas cortadeiras, da seca de 2021 e pelas próprias pessoas que frequentam a praça, restando apenas 70 mudas originalmente plantadas. Em dezembro de 2021, o local ganhou mais 80 mudas. E, em dezembro de 2022, iremos fazer um novo plantio para termos 150 árvores vivas no local", contabiliza Celso Rizzo, coordenador do projeto e sócio do Rotary - Pinhal. Os plantios complementares ocorrem "justamente para que, no mínimo, as árvores que representam os 85 homenageados consigam sobreviver após o término do projeto, previsto para janeiro de 2023".  
A área, segundo o rotariano, não apresenta calçamento ou outras benfeitorias. "Na realidade, a própria população não tem cuidado do local, pois ainda há grande descarte de lixo e entulho. O projeto não se propõe a limpar o lixo/entulho do local, pois não tem recursos para isso, mas apenas fazer o cuidado/replante das árvores e, em parceria com a Prefeitura Municipal, o corte do mato para não atrapalhar o crescimento das árvores", analisa. "O tema escolhido, Praça dos Amigos, foi justamente para selecionar e sensibilizar os interessados em participar do projeto desinteressadamente, que tenham consciência das dificuldades de manter o local, ou seja, verdadeiros amigos que se unem para tentar melhorar as condições de vida da população local por meio dos benefícios que as árvores trazem ao espaço urbano". 
Com a Praça dos Amigos, os parceiros totalizam a realização de cinco projetos no período de 2017 a 2022 (Praça das Mães e das Mulheres; Praça dos Pais e dos Filhos; Praça dos Advogados; e Praça dos Professores). "Esta edição é a que apresenta os maiores desafios para a manutenção das árvores plantadas. Temos de trabalhar não apenas os cuidados das árvores, mas também ajudar na conscientização da população local de que o espaço pertence e precisa dela e que as árvores irão melhorar a qualidade de vida de todos", avalia Rizzo.  

Inauguração
O evento que inaugura o projeto Praça dos Amigos é aberto ao público. A praça está localizada no bairro Arnon de Mello (entre as ruas Francisco Possa e Loegrin Marino e entre as avenidas João Dagnone e Dr. Gildney Carreri), em São Carlos. A quinta edição conta com a parceria especial da empresa DNA Consult. Mais informações sobre o evento e sobre o projeto podem ser solicitadas a Celso Rizzo, pelo telefone (16) 99101-2384 (também WhatsApp) ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Artesanatos, itens de decoração, utensílios para cozinha, cesta de café da manhã, cosméticos naturais e roupas são algumas das opções

 

SÃO CARLOS/SP - O projeto Rede EcoSanca, do Núcleo Multidisciplinar Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária (NuMI-Ecosol) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), lançou um catálogo online de produtos para o mês das mães. O link está disponível no Instagram @redeecosanca. Há artesanatos, bordados em ponto cruz em étamine, mandalas, colagens, cestos organizadores, caixas personalizadas e necessaire, além de xícaras de café, cesta de café da manhã, canecas, suportes para copos e pratos e estrutura de macramê para plantas. Também há opções de cosméticos naturais - como sabonetes, e esponja para banho. Há ainda roupas autorais e peças de brechó, como vestidos, blusas, camisetas, sapatilhas e bolsas.
Os interessados podem escolher os seus produtos e entrar em contato com os produtores por meio do próprio catálogo. Basta clicar nos ícones do WhatsApp ou do Instagram. O pagamento e a entrega podem ser combinados. No total, a Rede EcoSanca conta com 29 empreendimentos econômicos solidários de São Carlos. O projeto, gerenciado pela Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da UFSCar, é desenvolvido pelo NuMI-EcoSol, uma unidade de ensino, pesquisa, extensão que presta atendimento qualificado e gratuito a grupos de pessoas em situação de vulnerabilidade social, para implementar empreendimentos e iniciativas em Economia Solidária. O Núcleo também colabora com a formação e qualificação de profissionais.
A Economia Solidária é uma forma de organização das atividades baseada no cooperativismo, na autogestão e na solidariedade. Trata-se de uma forma não competitiva e mais justa de vivenciar o trabalho tendo como centralidade a pessoa humana. Nestes empreendimentos coletivos e democráticos, todas as pessoas trabalhadoras possuem equidade na tomada de decisões de todo o processo produtivo e comercial. Os interessados podem acompanhar as atividades da Rede EcoSanca pelo Instagram @redeecosanca. Mais informações em www.redeecosanca.com.br.
Aulas da pós-graduação começam no dia 1º de junho

 

SÃO CARLOS/SP - O avanço de uma proposta de aprendizagem inclusiva e a ampliação do número de pessoas com deficiência dentro da escola comum nas últimas décadas aumentou a necessidade de formação de professores para surdos, que sejam fluentes na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e tenham conhecimento cultural relacionado a área, assim como por profissionais intérpretes educacionais. Para atender essa demanda, estão abertas as inscrições na seleção para o Curso de Especialização a Distância (EaD) de Educação de Surdos em Abordagem Bilíngue (Libras/Língua Portuguesa), ofertado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 
Apesar de ter sido definido em 2005 que Libras estivesse nas escolas, só em agosto de 2021, uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases garantiu a educação bilíngue como uma modalidade de ensino, de forma transversal, desde o ensino infantil até o nível superior. "Libras deve estar no currículo e nas práticas de ensino. Isso faz com que a gente, de fato, tenha que adequar a realidade escolar ao currículo bilíngue. Na própria Lei Brasileira de Inclusão, há indicativos da necessidade de promover acessibilidade comunicacional, com urgência, nos mais variados espaços sociais e em especial na esfera educacional", diz a professora Vanessa de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia e coordenadora da especialização 
Para a especialista, o maior problema na educação dos surdos é justamente a falta de profissionais qualificados para orientar as escolas quanto ao direcionamento dos estudantes. "Muitos surdos adultos lembram com tristeza da escola, pois passaram por ela sem aprender, provavelmente porque o professor não foi capacitado com os métodos necessários. Uma criança surda precisa adquirir o aprendizado em Libras e depois ser letrada em Língua Portuguesa para poder correlacionar. As escolas devem se adaptar e isso passa, principalmente, pela formação dos educadores. Os docentes têm que conhecer muito bem a estrutura de Libras. Existe a necessidade de uma formação continuada e a especialização atende essa demanda que é e urgente", ressalta a professora. 
A pós-graduação da UFSCar conta com duas ênfases, em "Docência bilíngue na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental" e em "Tradução e Interpretação na Educação Básica". No primeiro ano do curso, é abordado o conteúdo básico relacionado a Libras, com disciplinas que compõem o eixo de teorias educacionais e de pesquisa. Já no segundo ano, ocorre a divisão das turmas por ênfase, com matérias específicas de acordo com a área de formação. Para optar pela ênfase 1 é preciso ser licenciado em Pedagogia ou Educação Especial. Já para a ênfase 2 é necessário licenciatura ou bacharelado em qualquer área e alguma prática comprovada como tradutor e intérprete de Libras em qualquer contexto de atuação. "A ênfase 2 forma intérpretes para produzir material didático, trazendo o conteúdo em Libras, que é a primeira língua da comunidade surda. O profissional precisa estar capacitado para a alfabetização de um surdo, o que demanda o preparo e materiais didáticos específicos. Queremos formar bons professores e bons intérpretes", destaca a docente. 
O Curso de Especialização a Distância (EaD) de Educação de Surdos em Abordagem Bilíngue (Libras/Língua Portuguesa) da UFSCar aborda legislação, a história da educação dos surdos, o papel da escola, além dos desafios educacionais. A educação e o currículo bilíngue, a produção de instrumentos de avaliação e a expressão facial e corporal também são tratadas. A grade curricular ainda traz os prejuízos da aquisição tardia da linguagem, o papel da cultura nos processos de aquisição e desenvolvimento da linguagem e pensamento, assim como conteúdos relacionados a como usar equipamentos eletrônicos e mídias para a construção de materiais acessíveis. "Existem surdos, que são filhos de surdos, surdos filhos de ouvintes, ouvintes filhos de surdos e a especialização também ensina a lidar com essas diferentes situações", relata a professora Vanessa. 
As aulas começam no dia 1º de junho. A formação pedagógica é voltada para todas as áreas e não oferece um conteúdo específico em Libras. Sendo assim, é preciso ter conhecimento introdutório na língua para o ingresso. O formulário de inscrição, as formas de pagamento e mais informações estão disponíveis em www.educasurdos.faiufscar.com.
Exame Nacional do Ensino Médio acontece nos dias 13 e 20 de novembro

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou o edital que regulamenta a forma de acesso aos cursos de graduação presenciais em 2023. As pessoas interessadas em ingressarem nos cursos de graduação presenciais da UFSCar em 2023 deverão participar das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 (https://enem.inep.gov.br), que acontecerão nos dias 13 e 20 de novembro (versão impressa e digital). As inscrições para o Enem 2022 podem ser feitas até o dia 21 de maio. O edital pode ser conferido neste link (https://bit.ly/3FIVOhz).
Serão ofertadas 2.917 vagas divididas em 65 carreiras de graduação, sendo 1.817 vagas no Campus São Carlos; 240 vagas no Campus Araras; 240 vagas no Campus Lagoa do Sino - Buri; e 620 vagas no Campus Sorocaba.
O edital também regulamenta o ingresso no curso de Música da UFSCar. Os candidatos a ingresso no curso de graduação em Música - Licenciatura deverão, adicionalmente, submeter-se à prova de habilidades musicais, conforme regulamentação complementar a ser publicada em edital próprio da Pró-Reitoria de Graduação por meio da Internet, no endereço eletrônico www.ingresso.ufscar.br.
Mais informações podem ser obtidas por meio de contato com a Coordenadoria de Ingresso na Graduação da UFSCar (www.prograd.ufscar.br/fale-conosco) ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Inscrições devem ser feitas até 20 de maio

 

SOROCABA/SP - Até o dia 20 de maio, estão abertas as inscrições para pessoas interessadas em cursar disciplinas isoladas na condição de aluno especial no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC-So), do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Podem se candidatar estudantes que estejam cursando o último ano da graduação e que tenham bom rendimento acadêmico; ou pessoas graduadas, portadoras de diploma de curso Superior em Computação ou áreas afins, que demonstrem potencial para futuramente ingressar como aluno regular do PPGCC-So.
As disciplinas disponíveis são: Aprendizado de Máquina, Processamento de Imagens e Sensoriamento Remoto, Tópicos Avançados em Arquiteturas Distribuídas de Software, Tópicos em Bancos de Dados e Tópicos em Interface Humano-Computador. O candidato deve consultar as demandas e requisitos de cada disciplina antes de se inscrever no processo.
As inscrições devem ser feitas pelo site do Programa (www.ppgccs.net), com o preenchimento de formulário online e envio da documentação exigida. O resultado será divulgado no dia 26 de maio. O início das aulas está previsto para 30 de maio. As informações completas estão disponíveis em www.ppgccs.net.
Empresa é responsável por 40 Hospitais Universitários Federais, formando a maior rede de hospitais públicos do Brasil

 

SÃO CARLOS/SP - O Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações autorizaram a Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a realizar a gestão administrativa e financeira de projetos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável por 40 Hospitais Universitários Federais, formando a maior rede de hospitais públicos do Brasil.
Criada em 2011, a Ebserh é uma empresa pública que une educação e saúde para melhorar a qualidade de vida de milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo em que os Hospitais Universitários são centros de referência de média e alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS), prestando serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico, as unidades também oferecem suporte a formação de pessoas no campo da saúde pública.
"A aprovação do pedido de autorização da FAI para atuar como Fundação de Apoio junto à EBSERH, visando prioritariamente o atendimento ao Hospital Universitário Prof. Dr. Horácio Carlos Panepucci (HU) da UFSCar, é algo de extrema relevância estratégica, não só para a área de saúde, como também para as demais áreas de conhecimento da UFSCar, em particular as tecnológicas", afirma Targino de Araújo Filho, diretor executivo da FAI.
O HU UFSCar é um dos mais jovens da rede de Hospitais Universitários Federais. Atualmente, conta com uma estrutura de aproximadamente 8 mil m², com 54 leitos, atuando nas áreas de Pronto Atendimento, Unidades de Internação Adulto, Pediátrica, Atenção Psicossocial e Serviço de Apoio, Diagnóstico e Terapia: análises clínicas, exames de imagem (raio x, tomografia, ultrassonografia) e métodos gráficos (eletrocardiograma, eletroencefalograma e espirometria). Todo o atendimento é 100% gratuito.
Por sua vez, aprimorando seus procedimentos ao longo de quase três décadas de existência e evolução, a FAI, Fundação de Apoio criada em prol da UFSCar, tornou-se uma referência respeitada e, hoje em dia, por meio da gestão administrativa e financeira de projetos, é também credenciada para apoiar o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).
Estudo busca voluntários para participação que residam em cidades da região

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de Iniciação Científica, realizada no Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pretende avaliar os impactos biopsicossociais da pandemia em crianças entre 5 e 10 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em seus cuidadores. O estudo convida responsáveis por essas crianças a responderem um questionário online. A pesquisa é voltada aos moradores dos municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde de São Paulo (DRS-III), conforme este documento (https://bit.ly/3wWFQ16). O projeto é desenvolvido pela aluna do curso de Medicina da UFSCar Camila Monteiro Faria Araújo, sob orientação de Guillermo Traslaviña, docente do DMed e neurologista infantil.
De acordo com a pesquisadora, "as mudanças nas rotinas familiares e as restrições sociais impostas pela pandemia de Covid-19 podem conduzir à piora comportamental, aumentos dos sintomas e possível regressão de habilidade comportamentais, sociais e neurológicas (linguagem, interação e inteligência) em crianças com TEA, grupo que apresenta dificuldade para lidar com mudanças de rotina". Nesse sentido, a pesquisa visa identificar o impacto da pandemia para essas crianças e seus cuidadores.
Ao final do estudo, o cuidador que tiver interesse poderá entrar em contato e discutir seus resultados com os pesquisadores e ter suas necessidades de saúde e da criança levantadas. Nesse cenário, serão dadas as devidas orientações sobre cuidados gerais e necessidade de assistência especializada, conforme matriciamento. "Da mesma forma, com os resultados da pesquisa e ampla divulgação dos mesmos, poderemos voltar a atenção de órgãos públicos e da população em geral para as necessidades apresentadas por essas crianças e seus cuidadores, além de possivelmente criar novas atividades de extensão orientadas para pacientes com TEA", aponta Araújo sobre os resultados do estudo.
Para realizar a pesquisa, estão sendo convidados pais e/ou responsáveis por crianças que tenham entre 5 e 10 anos de idade, com diagnóstico de TEA, e que residam nas cidades que compõem a DRS-III (https://bit.ly/3wWFQ16). Esses participantes responderão a um questionário online, com duração de cerca de 20 minutos. Interessados podem entrar em contato com a pesquisadora, até 30 de junho, pelo e-mail neurologia.infantil.ufscar@gmail.com ou pelo WhatsApp (35) 98834-8276 para solicitar o link do formulário. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 52094721.8.0000.5504).

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