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Novo episódio da série está disponível em diferentes plataformas online

 

SOROCABA/SP - O projeto de extensão "Bamo Proseá? Cotidiano e Cultura Caipira", da UFSCar-Sorocaba, promove uma série de podcasts voltados ao universo caipira. Os episódios tratam de assuntos relacionados à música caipira e à viola, culinária, literatura, crenças e religiosidade, entre outros.

O novo capítulo da série, intitulado de "Bamo cumê?", tem a participação de Gabrielle Pereira, formada em gastronomia e que trabalha para manter viva a tradição da comida caipira. Na conversa, ela conta sobre as formas antigas de conservar os alimentos e que resultaram em pratos considerados famosos na atualidade. 

O episódio "Bamo cumê?" está disponível no Instagram (instagram.com/bamoprosea), Facebook (facebook.com/bamo.prosea.7), Spotify (https://spoti.fi/33Adold) e Google Podcasts (http://bit.ly/3uE0u2x). Todos os links de acesso estão no site https://anchor.fm/proseano. Além das conversas do "Bamo Proseá?", o projeto também está produzindo a seção "Dedo de Prosa", em podcasts menores e divertidos.

A equipe é formada pela geógrafa Neusa de Fátima Mariano, professora do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So) da UFSCar; pelo historiador Elton Bruno Ferreira, professor da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSul); pelo geógrafo e professor Henrique Pazetti; pelo mestre em Geografia Paulo Lopes, técnico de laboratório do DGTH-So; e por Mayre Carriel, graduanda em Geografia do Campus Sorocaba da Universidade.

Dúvidas e sugestões de temas podem ser enviadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Projeto realizado pela parceria UFSCar e Rotary-Pinhal está aberto a homenagens

 

SÃO CARLOS/SP - Sabe aquele professor que você recorda com carinho e admiração? Com o intuito de homenagear esses profissionais da Educação, o projeto de extensão de arborização urbana, conduzido pelo Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Rotary Club de São Carlos - Pinhal, irá inaugurar, no dia 11 de junho, a Praça dos Professores. A praça está localizada no Loteamento Habitacional São Carlos I, próximo ao Campus II da Universidade de São Paulo (USP). 

Para esta quarta edição, o projeto também está convidando aqueles que queiram, por meio de doações, prestar uma homenagem a professores que foram especiais em suas vidas e, ao mesmo tempo, contribuir com o plantio e a manutenção de árvores na cidade. Para isso, a iniciativa conta também com o apoio do Centro do Professorado Paulista (CPP) de São Carlos. "Estamos honrados em fazer parte dessa iniciativa. A simbologia é perfeita. Árvore é síntese da perpetuação da vida. Professor é certeza de esperança", declara Azuaite Martins de França, presidente do CPP. 

O local do plantio foi indicado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos, que também é parceira no projeto. Além do CPP, essa edição ganhou a participação especial da construtora RPS Engenharia, que executou benfeitorias no local, entre elas, o calçamento de um caminho de terra já utilizado pelos pedestres, facilitando a mobilidade das pessoas. 

A inauguração com o descerramento da placa com o nome dos professores homenageados acontece no dia 11 de junho. No entanto, seguindo as orientações técnicas da UFSCar, o plantio de 100 mudas de espécies nativas, incluindo frutíferas, já foi realizado em novembro do ano passado, no início do período de chuvas, favorecendo, assim, o desenvolvimento das mudas. Devido à pandemia de Covid-19, os detalhes do evento ainda serão acordados pelos parceiros, mediante protocolos sanitários atualizados.

O projeto "Valorização de espaços verdes públicos urbanos: integração universidade e sociedade", implantado junto ao Rotary - Pinhal em 2017 e coordenado, na UFSCar, pela professora Andréa Lúcia Teixeira de Souza, do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), já soma um total de 630 mudas plantadas, incluindo manutenção posterior, em cinco locais de São Carlos (veja histórico no final da matéria).

Captação de recursos

Até agora, a quarta edição do projeto, no Loteamento São Carlos I, conta com 100 árvores plantadas, correspondentes aos professores homenageados. Um plantio complementar será feito de acordo com as novas doações. Dessa forma, quem quiser ainda tem a oportunidade de prestigiar um mestre que marcou sua vida. Podem receber a homenagem professores de qualquer cidade, que atuam ou atuaram desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, passando por cursos e outras iniciativas de formação, do setor público e privado. 

Cada árvore simboliza uma pessoa homenageada, mediante doação de R$ 150. O recurso financeiro, administrado integralmente pelo Rotary - Pinhal, é investido na manutenção, por no mínimo dois anos, do local do plantio (incluindo a retirada de ervas daninhas, controle de formigas, adubação periódica e a substituição das plantas, se necessário). Interessados em homenagear professores podem entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo celular/WhatsApp (16) 99101-2384. Os nomes dos professores serão registrados na placa a ser instalada no local do plantio.

Histórico do projeto

Confira as cinco edições realizadas, desde 2017, pelo projeto de arborização em São Carlos, conduzido pela UFSCar e Rotary - Pinhal:

- 2017: "Praça das Mães e das Mulheres", na Praça João Paulo II, em frente à pista de skate do bairro Santa Felícia, com plantio de 100 mudas e doação da comunidade;
- 2018: "Praça dos Pais e dos Filhos", próxima ao Shopping Iguatemi, que também é parceiro dessa edição, com 150 mudas e doação da comunidade;
- 2019: "Praça dos Advogados", no Jardim Araucária, em parceria com a Associação dos Moradores do bairro (Amja) e a Subseção de São Carlos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), inicialmente com 100 mudas e um complemento de 50 mudas em 2020, com doação dos advogados;
- 2020: Praça dos Professores, no Loteamento Habitacional São Carlos I, próximo ao Campus II da USP, com plantio (parcial) de 100 mudas, e participação da RPS Engenharia e CPP; 
- 2020 (segundo plantio do ano): área no bairro Arnon de Mello, com 130 mudas e patrocínio da DNA Consult, aguardando campanha de lançamento.

Mostra virtual pode ser vista até o dia 30 de abril

 

SOROCABA/SP - Até o dia 30 de abril, está em cartaz a exposição virtual "Ciras - Mulheres Latino-Americanas que Inspiram", que reúne pratos decorativos pintados à mão, por Alessandra Moreira, nos quais estão representadas 20 mulheres latino-americanas que inspiram a trajetória pessoal, profissional e acadêmica da artista.
Alessandra Moreira é artista visual, estudante de Geografia na UFSCar-Sorocaba e idealizadora do projeto Cira Arte, no qual, desde 2015, desenvolve trabalhos de pintura e ilustração com temáticas relacionadas à cultura e à religiosidade afro-brasileira, popular e latino-americana. 

Na mostra "Ciras - Mulheres Latino-Americanas que Inspiram", os pratos foram escolhidos como suporte para as representações com o objetivo de provocar um debate sobre o lugar das mulheres na sociedade: da cozinha para o mundo. Um objeto do cotidiano se torna uma peça de arte, simbolizando toda vez que uma mulher rompe com seu lugar pré-determinado socialmente e ocupa outros espaços do conhecimento, da arte, da ciência, do trabalho etc.

"Esse objeto do cotidiano [o prato] pode ser percebido de diversas formas, refletido e reelaborado tanto no campo simbólico quanto de sua função. Nesse sentido, buscamos questionar o lugar do prato e a possibilidade de transformá-lo em peça de arte, e ainda, objetivamos fazer uma discussão sobre o lugar da mulher na sociedade", afirma a autora na apresentação da mostra.

Utilizando a técnica da "cerâmica fria", com tintas acrílicas e PVA (látex), Moreira trabalha cores vibrantes e traços orgânicos, para retratar "mulheres que de alguma forma ultrapassaram barreiras impostas pela sociedade, ocupando outros lugares em seus respectivos momentos históricos".

A exposição é resultado de projeto executado a partir da ação emergencial - Lei n° 14.017/2020 - Aldir Blanc, e está disponível para apreciação do público neste site (http://encurtador.com.br/HNPRS), com fotos, textos e vídeos. Além das pinturas, as pessoas poderão saber mais sobre as personalidades escolhidas e as motivações da artista. Mais informações pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Programas enfocam experiências e pesquisas relacionadas ao fragmento do Cerrado da Universidade

 

SÃO CARLOS/SP - O projeto de extensão "Visitas Orientadas à Trilha da Natureza" está com as atividades de visitação ao Cerrado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) suspensas em função das restrições de acesso impostas pela pandemia de Covid-19. Contudo, as atividades de divulgação da importância da conservação dessa área em particular e de sensibilização da comunidade em relação à conservação ambiental, em sentido amplo, continuam. Para isso, novos formatos têm sido utilizados. Assim, neste ano, o projeto está lançando a segunda temporada de podcasts na qual, a cada duas semanas, são entrevistados pesquisadores que conduzem seus projetos no fragmento de Cerrado da UFSCar. 

Os podcasts são produzidos pela equipe de monitores e bolsistas do Projeto, sob a coordenação de Eduardo Barreto de Oliveira, estudante do curso de Linguística e bolsista da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx), que também apresenta e realiza as entrevistas. 

Para o primeiro programa de 2021 - lançado no mês de março -, foi entrevistada a colaboradora da "Trilha da Natureza" e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Conservação da Fauna (PPGCFau) da UFSCar Melissa Freitas da Silva. Ela fala sobre a sua experiência como monitora da "Trilha da Natureza" e sobre a influência dessa experiência nas suas escolhas profissionais. No programa, ela também aborda a sua pesquisa "Uso da Mastofauna como Ferramenta para Conservação: Estudo de Caso do Cerrado Onde Fica a UFSCar - Campus São Carlos, SP", desenvolvida sob orientação da professora Ana Paula Carmignotto, do Departamento de Biologia (DBio-So) da UFSCar-Sorocaba, e coorientação da professora Carolline Zatta Fieker. 

Os programas estão disponíveis no Spotify (Trilha da Natureza), pelo link https://spoti.fi/2RhEg79

Minicurso

O projeto também está com inscrições abertas para o minicurso "Cada qual no seu lugar: regras de boa convivência para animais silvestres e domésticos". A atividade tem início no dia 14 de abril, com encontros semanais de 2 horas, às quartas-feiras, a partir das 19 horas. As inscrições devem ser feitas pelo formulário eletrônico (disponível em www.even3.com.br/cursotrilhadanatureza). As temáticas abordadas são "Animais silvestres em áreas naturais"; "Pets, animais silvestres e doenças"; "Covid-19 e animais silvestres"; "O animal silvestre pode ser pet?"; entre outros. 

Mais informações sobre a iniciativa constam nas páginas do Facebook (facebook.com/TrilhaDaNaturezaUfscar) e Instagram (instagram.com/trilhadanaturezaufscar) do Trilha da Natureza. 

Sobre a Trilha da Natureza

O projeto de extensão "Visitas Orientadas à Trilha da Natureza" da UFSCar nasceu em 1986, a partir da ideia de um grupo de professores do antigo Departamento de Ciências Biológicas de planejar uma trilha interpretativa na área do Cerrado da Universidade. No entanto, o "Trilha da Natureza" só foi inaugurado em 10 de abril 1992. Desde 2014, é coordenado pelo Departamento de Apoio à Educação Ambiental (DeAEA) da Secretaria Geral de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) e tem a participação do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) e apoio da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx), todos da UFSCar. Como instituição parceira, conta com o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela condução da maioria das visitas escolares do Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

Em 2014, o projeto passou a ofertar as visitas abertas à comunidade, que têm o intuito de levar pessoas a conhecerem o Cerrado da UFSCar. "Além disso, desde 2018, passamos a oferecer algumas atividades culturais - em parceria com outros grupos - que inclui a promoção de saraus artísticos, rodas de conversas, práticas de ioga, meditação e capoeira. São ações que contribuem para uma maior interação entre a comunidade e o remanescente de Cerrado da UFSCar e para a melhoria da qualidade de vida", complementa Liane Biehl Printes, coordenadora do DeAEA.

Com a pandemia, o projeto teve que se reinventar. Foram lançadas as lives da "Trilha da Natureza", que, além de apresentarem uma visita virtual pelo Cerrado, abordaram temas relacionados ao Cerrado e também à conservação da natureza de modo geral, tais como medicina do Cerrado, acidentes ofídicos, tradições indígenas, animais silvestres, fotografia de áreas naturais, conservação em zoológicos e educação ambiental. Todos esses programas podem ser acessados no canal do YouTube da Trilha da Natureza (https://bit.ly/3cVyWhX). Além das lives, o projeto já conta com 10 podcasts no Spotify (https://spoti.fi/2RhEg79).

Mais informações podem ser acessadas no site da SGAS (www.sgas.ufscar.br/deaea), nas páginas do projeto no Facebook (facebook.com/TrilhaDaNaturezaUfscar) e Instagram (instagram.com/trilhadanaturezaufscar/) ou solicitadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Encontro é gratuito e aberto a todos os interessados

 

SÃO CARLOS/SP - Nesta segunda-feira, dia 12 de abril, o Programa de Pós-Graduação em Ciência Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove uma aula magna com o tema "Saúde Pública Atual", aberta a todo o público interessado. A atividade será transmitida pelo Youtube e as inscrições devem ser feitas pela Internet.

O evento online terá a participação de Bernardino Alves Souto, docente do Departamento de Medicina da UFSCar, e Raphael Mendonça Guimarães, pesquisador da Fiocruz, e será mediado por Vinício Carrilho Martinez, docente do Departamento de Educação da UFSCar e coordenadora do PPGCTS.

A aula será transmitida pelo canal do Encontros CTS no Youtube (encurtador.com.br/bcuGX), das 14 às 16 horas. Para inscrição e emissão de certificados, os interessados devem se inscrever pelo site https://bit.ly/3wEWAHB.

Complementar às ações existentes, iniciativa receberá doações de pessoas físicas e jurídicas

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) vai criar um novo programa de fomento à permanência estudantil, que receberá doações de recursos financeiros destinados ao custeio de moradia, alimentação, transporte, dentre outras necessidades de alunos em situação de vulnerabilidade. A iniciativa, aprovada pelo Conselho Universitário (ConsUni) em reunião no dia 1º de abril, será concretizada pela Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI-UFSCar) e surge em um contexto de cortes nos recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e de agravamento das condições de vulnerabilidade diante da pandemia de Covid-19. 

"Desde que assumimos a gestão da UFSCar temos discutido sistematicamente a questão do direito à permanência estudantil. É nosso compromisso. Queremos garantir que todos que tenham acesso ao Ensino Superior público concluam sua formação. Não adianta democratizar a entrada sem garantir a permanência, que é um direito. Este é um momento histórico para a Instituição. Doar nesta hora de calamidade significa investir no desenvolvimento do País", ressaltou a Reitora da UFSCar, Ana Beatriz Oliveira, na reunião do ConsUni, na qual o projeto foi aprovado por unanimidade. 

Os recursos para o programa de fomento devem vir da contribuição de pessoas físicas e jurídicas. A distribuição será feita por meio de editais, com critérios e procedimentos de análise socioeconômica. A captação dos investimentos será feita pela FAI, mas um comitê no Conselho de Assuntos Comunitários e Estudantis (CoACE) da UFSCar deve ser o responsável por definir e acompanhar as ações a serem concretizadas com as doações captadas. 

O Diretor Executivo da FAI, Targino de Araújo Filho, explicou que serão buscados parceiros interna e externamente à Universidade, com prospecção de empresas e convite a ex-alunos que se formaram na Universidade e agora podem apoiar quem busca concluir o Ensino Superior. "A UFSCar tem tradição em ações afirmativas e a assistência estudantil é inegociável. É um momento muito importante, em que a gente apela à solidariedade das pessoas. A solidariedade precisa vencer. Vamos trabalhar de forma transparente, com medidas de controle e acompanhamento de receitas e despesas", garantiu Araújo Filho, que foi Reitor da UFSCar entre 2008 e 2016. 

Atualmente, mais de duas mil pessoas, alunos de graduação, recebem algum tipo de apoio da UFSCar para permanecer estudando, o que representa cerca de 14% do total de estudantes. A Universidade investe, por mês, aproximadamente R$ 900 mil em bolsas, auxílios e pagamento de aluguéis e gás de cozinha para as moradias estudantis. Contudo, desde janeiro de 2021, tem recebido cerca de R$ 700 mil em recursos do PNAES. 

No total, em 2021, a UFSCar deve receber do PNAES pouco mais de R$ 8,3 milhões. O valor é R$ 2,2 milhões menor quando comparado a 2019. "O pagamento das bolsas e auxílios tem sido possível, até o momento, por conta de saldos do exercício passado e de complementação de recursos de outra fonte do orçamento", alerta Djalma Ribeiro Junior, Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis. 

Compromisso
Considerando todo o cenário, representantes discentes presentes à reunião do ConsUni fizeram manifestações enfáticas na reunião. Lembraram, sobretudo, que a assistência estudantil é um direito e não, portanto, um favor, afirmando que o momento é de desespero e que já há estudantes abandonando os estudos por causa de piora em sua situação socioeconômica. Reconheceram, de outro lado, a reação da UFSCar no sentido de priorizar a assistência estudantil. 

Com o novo programa de fomento, a expectativa é que também seja possível destinar recursos para pós-graduandos. Na reunião, Rodrigo Constante Martins, Pró-Reitor de Pós-Graduação, caracterizou o momento como crítico para a área. No seu relato, registrou que bolsas cortadas em 2018 pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) estão sendo efetivamente recolhidas a partir de agora e que, até 2023, a UFSCar deve perder mais de 30% do total de bolsas de pós-graduação. Além disso, o Pró-Reitor lembrou que a expectativa é que, até o fim de 2022, todos os programas de pós-graduação tenham implementado ações afirmativas, o que deve aumentar o número de estudantes em situação de vulnerabilidade. 

Neste sentido, o Pró-Reitor de Assuntos Comunitários Estudantis esclareceu que o novo programa de fomento surge no contexto da pandemia mas não tem prazo para acabar. "A ideia é que o programa se sustente dentro da UFSCar. Temos de garantir os direitos que o Governo não tem garantido. Agora, vamos poder aumentar o número de pessoas que podem participar do Programa de Permanência Estudantil. Isso não é caridade, é uma forma de ter uma sociedade melhor", defendeu. 

Informações sobre como doar no âmbito Programa de Fomento à Permanência Estudantil da UFSCar serão divulgadas em breve, mas o contato de pessoas interessadas ou eventuais dúvidas já podem ser encaminhadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Pioneirismo
O compromisso da UFSCar com a democratização do acesso à Educação Superior e a garantia de permanência está inscrito na história da Instituição. A Universidade foi pioneira em políticas de permanência estudantil, oferecendo oportunidades desde muito antes do decreto de 2010 que instituiu o PNAES. Além disso, desde 2007 a Universidade mantém o seu Programa de Ações Afirmativas, ou seja, cinco anos antes da lei federal que instituiu a reserva de vagas para pessoas negras, indígenas e, mais tarde, de pessoas com deficiência, de escolas públicas e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Suspensão temporária se deu em virtude do agravamento da pandemia de Covid-19

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio de sua Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), suspendeu temporariamente a aplicação da prova de habilidades específicas em música, para ingresso no curso de Licenciatura em Música da Instituição.

A prova, sob responsabilidade da Fundação Vunesp, estava prevista para acontecer no dia 16 de maio, no campus sede da Universidade, mas, devido ao agravamento da pandemia de Covid-19, foi suspensa. A decisão atende a orientações do Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) da UFSCar. Nova data será definida e amplamente informada quando as condições sanitárias permitirem a realização da prova em segurança.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Confira o comunicado oficial sobre a suspensão e o edital completo em www.ufscar.br.

Projeto está na terceira fase e, em breve, resultados serão disponibilizados na Internet

 

SÃO CARLOS/SP - Estamos vivendo a pior pandemia de escala global. A Covid-19 continua fazendo milhares de vítimas por dia em todo o mundo. O Brasil, hoje, é o epicentro da doença, com o maior número de mortes diárias. Nesse cenário, as projeções a curto e médio prazos são de extrema relevância a fim de possibilitar a formulação de políticas públicas que minimizem os efeitos da doença no sistema de saúde.

Um grupo de pesquisadores de áreas diferentes, como Matemática, Ciência da Computação e Medicina, resolveu se unir para desenvolver o projeto "Acompanhamento de curvas de casos, mortes e internações por Covid-19: modelagem matemática, projeção futura e previsão de cenários", um projeto de modelagem de curvas que prevê notificações oficiais sobre a pandemia.

"A Matemática contribui no entendimento e uso das funções logísticas generalizadas. A Computação no uso de algoritmos genéticos para otimizar o valor dos parâmetros das funções logísticas generalizadas e também com algoritmos para detecção de novas ondas com base nos dados de média móvel de casos. E a Medicina para indicar o uso de parâmetros efetivos de transmissão, como exemplo, a taxa de transmissão de forma a verificar se as curvas estão em conformidade com os aspectos epidemiológicos esperados para a doença", explicou Ricardo Rodrigues Ciferri, docente do Departamento de Computação (DC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Além dele, também integram o projeto Gil Vicente Reis de Figueiredo, docente aposentado do Departamento de Matemática (DM) da UFSCar e idealizador do projeto; José Antonio Salvador, docente do DM da UFSCar; Domingos Alves, docente do Departamento de Medicina Social da Universidade de São Paulo (USP); e o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) pela UFSCar, Douglas Menegol Folletto.

O projeto, apoiado pelo Sindicato dos Docentes em Instituições Federais de Ensino Superior dos Municípios de São Carlos, Araras e Sorocaba (ADUFSCar), foi desenvolvido em fases. A primeira fase objetivou apenas representar as curvas de casos já ocorridas por meio de equações matemáticas. Pelo fato de a pandemia de Covid-19 ser composta de múltiplas ondas sucessivas e com sobreposição, diferente de outras pandemias e epidemias, Figueiredo propôs uma solução a partir da composição de várias ondas, cada qual representada por uma função logística generalizada. Apesar da ideia ser promissora, a solução ainda não conseguia representar adequadamente as curvas devido à dificuldade de se escolher valores mais adequados para os valores dos parâmetros das funções logísticas. Assim, Ricardo Ciferri entrou no projeto de forma a auxiliar no uso de soluções computacionais para identificar esses valores para os parâmetros das funções logísticas. Em seguida, Salvador foi integrado para ajustar os valores das funções logísticas generalizadas e também para ajudar na identificação de novas ondas. "A primeira fase do projeto foi desenvolvida com sucesso e conseguimos representar com muito boa precisão as curvas de casos por meio de ondas, cada qual representada por uma função logística generalizada", avaliou o professor do DC.

A segunda fase do projeto teve por objetivo fazer projeção futura, ou seja, estimar o valor esperado para acontecer nos próximos 30 dias. Como a projeção conseguida não foi satisfatória, surgiu a ideia de convidar, para integrar o projeto, o professor Alves, visando ajudar na qualidade da projeção. Nesse momento, o projeto está na terceira fase, que consiste em fazer previsões com base em cenários distintos, algo como, "se aumentar o percentual de vacinação de 9% para 90%, o que acontece com a estimativa futura?"

O projeto usa dados públicos de média móvel de 14 dias de casos, mortes, internações em enfermaria e internações em UTI, disponibilizados pelo Governo Federal e pelas secretarias estaduais de saúde. 

A projeção do modelo pode ser infinita, mas do ponto de vista de precisão, foram obtidos muito bons resultados com até 14 dias e bons resultados entre 20 e 30 dias. Na prática, os dados vêm sendo trabalhados com projeção futura de até 30 dias. 

"A pesquisa está em fase de execução de testes exaustivos para verificar a confiabilidade estatística do modelo. Executamos vários testes e tivemos resultados promissores, com precisão frequente de erro de menos de 2% para 14 dias e já tivemos casos de projeção de 25 dias com erro menor do que 7%. Um erro de até 15% é aceitável para esse tipo de problema. Para projeções de 30 dias, temos alcançado erro de 10%", afirmou.

Os resultados são divulgados por meio de relatórios emitidos semanalmente pela ADUFSCar. Em breve, serão disponibilizados pela Internet.

A pergunta que não quer calar: quais são as projeções para os próximos dias? Nada boas. "Segundo o nosso modelo estamos na quinta onda com pico de casos previstos entre 6 de abril e 10 de abril. O pico de mortes tem um deslocamento de 14 dias e, atualmente, está no meio da curva ascendente. Porém, com o feriado da Páscoa, provavelmente teremos a sexta onda e, com isso, a pandemia pode ter novamente duas ondas sobrepostas em momentos distintos (uma onda terminando e outra começando), cuja soma dos efeitos pode ser devastadora", concluiu o pesquisador.

São mais de 280 mil visitas no site e 100 mil impressões mensais nas redes sociais do projeto

 

SÃO CARLOS/SP - O InformaSUS, projeto de extensão da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está completando um ano e colhendo resultados positivos da interação proposta entre universidade e sociedade por meio da comunicação social e científica de qualidade nas áreas da Saúde, Educação e Políticas Públicas. Atualmente, são mais de cem pessoas envolvidas voluntariamente nas atividades, dentre alunos, servidores docentes e técnico-administrativos, além de colaboradores externos da UFSCar.

O InformaSUS surgiu em março de 2020 a partir do esforço coletivo de docentes, técnicos e alunos da UFSCar, mobilizados após a criação do Comitê de Controle e Cuidados em relação ao Novo Coronavírus na Universidade. A partir de diagnóstico feito por esse grupo, houve o consenso de que havia em circulação muitas notícias falsas sobre a Covid-19 e uma dificuldade evidente de organização de informações oficiais e científicas, dificultando sua interpretação, análise crítica e acesso da população geral. A partir do desenvolvimento de um plano de comunicação, o InformaSUS propôs a articulação de equipes temáticas com áreas específicas para a pesquisa, organização, checagem e produção de conteúdos para imprensa, internet e mídias sociais, qualificando as informações disponibilizadas ao público e auxiliando no controle da pandemia e no combate de notícias falsas.

Todo o conteúdo produzido - matérias, entrevistas, artigos, dentre outros - ficam disponíveis no site www.informasus.ufscar.br e nas redes socais do projeto - Facebook, Instagram, TikTok, Youtube e Twitter. Gustavo Nunes de Oliveira, docente do Departamento de Medicina da UFSCar e coordenador do InformaSUS, afirma que a iniciativa é uma organização em rede que conecta coletivos através da web e redes sociais, tendo como eixo central de ativação a comunicação social e científica em saúde, educação e políticas públicas. "Essa rede se constituiu, a partir do contexto da pandemia, com o objetivo inicial de conectar grupos temáticos para facilitar a produção e a difusão de informações para diversos públicos, de forma multilateral, propiciando a articulação de um plano de comunicação social no contexto da Covid-19", considera o docente.

Os projetos articulados pelo InformaSUS envolvem universidades públicas em todas as regiões do Brasil, constituindo-se cada vez mais em uma comunidade ampliada de produção de conhecimento e qualificação do papel social e público das universidades envolvidas.

Números e produções

Neste primeiro ano de atuação, foram 769 publicações, sendo 697 destinadas ao público geral, em 46 categorias temáticas diferentes. O site recebeu 284.358 visitas; 129.878 leitores, sendo 21.307 recorrentes; e alcance em mais de cem países. Nas redes sociais, o InformaSUS chegou a cerca de 50 mil pessoas e 100 mil impressões por mês.

O InformaSUS também apoiou diversos projetos e iniciativas no âmbito da Saúde Mental; Atenção Primária em Saúde; Saúde da Pessoa Idosa; Pessoas com Deficiência; Saúde Indígena; Saúde da População Negra; População LGBTTQIA+; Pessoas em Situação de Rua; Saúde da Criança; Saúde das Mulheres; Saúde Bucal; População Privada de Liberdade; Pessoas com Doenças Neurológicas; Doenças Crônicas; Uso Racional de Medicamentos; Participação Social; e Políticas Públicas. Além disso, 57 iniciativas solidárias com diferentes públicos-alvo foram apoiadas pelo projeto. 

No que se refere a um processo de criação que surgiu em um contexto de crise sem precedentes, o professor Gustavo acredita que o InformaSUS conseguiu apresentar uma resposta sobre como articular um plano de comunicação diante da pandemia. Como desafios, o coordenador do projeto aponta a sustentabilidade da iniciativa e a manutenção do engajamento e voluntariado da equipe.

"Nunca sonhamos em chegar aonde chegamos, em alcançar tantas pessoas, em conectar tantos grupos. Os aprendizados alcançados e a produção de conhecimento científico gerada são um indicativo sobre novas formas de se fazer e valorizar a comunicação no campo da saúde, na cultura científica e no enfrentamento de crises", conclui Gustavo de Oliveira sobre o primeiro ano do projeto. 

Todos os conteúdos e materiais produzidos estão disponíveis no site e nas redes sociais do InformaSUS. O contato com a equipe do projeto pode ser feito pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Projeto dos crachás humanizados foi realizado em parceria com a ONG ImageMagica

 

SÃO CARLOS/SP - Humanizar o atendimento em tempos de pandemia e auxiliar na relação interpessoal entre as equipes de trabalho: esses são os principais objetivos de uma ação realizada com os profissionais do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh), em parceria com a ONG ImageMagica, por meio do projeto "Conexões do Cuidar". 

Para realizar o atendimento aos pacientes da Covid-19, os profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e auxiliares, paramentam-se com equipamentos de proteção individual (EPIs) para prevenir o contágio da doença. Esse procedimento, necessário por razões sanitárias, pode descaracterizar o profissional e impedir sua conexão com os pacientes, aumentando a angústia deles, que já estão em uma situação de isolamento e sem contato com seus familiares. 

Para contornar essa realidade, a ação propôs a produção de crachás humanizados, com a foto do profissional sem os EPIs e com uma mensagem positiva. Guilherme Canesin, chefe da Divisão de Gestão de Pessoas do HU-UFSCar, conta que a ideia foi apresentada por um enfermeiro que atua na área de Medicina do Trabalho do HU e que conheceu o projeto em outro hospital da região. "O principal objetivo dessa ação é prover mais uma ferramenta para humanizar o cuidado durante a pandemia, apresentando ao paciente uma foto sorridente e uma frase positiva", aponta Canesin. 

Além de humanizar o atendimento, permitindo que o paciente veja a foto do profissional sorridente, o crachá humanizado também apoia a relação entre a equipe de trabalho. "É uma ferramenta que auxilia a relação interpessoal entre as equipes, pois, nesses tempos de pandemia, muitos não conhecem a fisionomia do colega de trabalho", valoriza Guilherme Canesin. 

Para Mariana Vieira Batistão, fisioterapeuta do HU-UFSCar, o uso do crachá qualificou o atendimento. "Toda a paramentação que temos que usar por conta da pandemia traz uma distância entre a gente e o paciente, pois o paciente não consegue ver o nosso rosto, somente nossos olhos. O crachá humaniza nosso atendimento, o nosso cuidado. Desta forma, o paciente consegue ver o nosso rosto, o nosso sorriso, que é uma coisa que eles não veem faz tempo". 

O projeto foi aberto a todos os colaboradores das equipes assistenciais, administrativas e terceirizadas do HU-UFSCar. No total, foram produzidos 250 crachás. 

Parceria
A missão da ImageMagina é promover o desenvolvimento de pessoas utilizando a fotografia como ferramenta de transformação e empoderamento. Por meio do projeto

"Conexões do Cuidar", a ONG fez o registro das fotos dos profissionais do Hospital entre os dias 22 e 26 de fevereiro. Os crachás são plastificados para facilitar a higienização e foram entregues ao HU no final de março, sem nenhum custo para o Hospital. 

"Essa ação recupera a autoestima e valoriza cada profissional que está ali dedicando a sua vida a esses pacientes. Com o crachá, ele volta a ter nome, a ter rosto. Volta a ter identidade", conclui André François, fotógrafo e fundador da ONG.

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