Jornalista/Radialista
Os 9 bailarinos e o músico da Companhia ImprovisAR-te compõem a trilha sonora e os passos de dança no momento do espetáculo
SÃO CARLOS/SP - A palavra improviso no dicionário se refere a alguma coisa feita sem preparação ou ensaio prévio. Mas na arte, para se fazer um improviso, é preciso muita técnica e repertório. Assim como nos shows de jazz. E é com essa proposta que a Companhia de Dança ImprovisAR-te traz para o palco o espetáculo "Espelhos da Cabeça" na terça-feira (24), às 20h, no Teatro Municipal de São Carlos.
“O improviso é tido como algo fácil, algo para o qual não precisa se dedicar ou algo que se faz de qualquer jeito. Mas na arte não. Para descontruir, é preciso ter construído. Para improvisar, é preciso ter repertório”, explica a Diretora Artística do Espetáculo, Marina Sanches.
São 9 bailarinos no palco, sendo duas do elenco juvenil. Os dançarinos criam os passos e os movimentos no momento do espetáculo, ao som da trilha sonora também composta na hora pelo multi-instrumentista Felipe Côrtes.
“É um dos maiores desafios que eu tive nos últimos tempos. Porque compor uma trilha ao vivo pode dar super certo e pode não dar. Durante os ensaios, criei algumas músicas e fiquei muito feliz com o resultado. E teve outras que, no meio do caminho, eu pensei ‘putz, eu queria ter feito outra coisa’. É muito desafiador. Mas eu não componho do nada. Já tenho algumas ideias. Se vou fazer uma trilha mais feliz ou mais densa. E a partir dessas diretrizes, vou criando as paisagens sonoras de cada cena”, explica o músico.
O espetáculo “Espelhos da Cabeça” é composto por 8 cenas do cotidiano, trazidas pelos próprios bailarinos, com reflexões de suas próprias trajetórias de vida. E o nome da montagem foi proposto pela Diretora Artística, Marina Sanches. Ela é graduada em Terapia Ocupacional e uma paciente dela foi a inspiração para a montagem.
Bailarinos da Companhia ImprovisArte em cena do espetáculo – Foto: Lennon Abrão
“Ela tinha diagnóstico de esquizofrenia e tinha delírios de que dentro da cabeça dela havia espelhos, que refletiam pensamentos negativos e a obrigavam a ter comportamentos agressivos. E essa experiência foi muito marcante para mim, porque me fez refletir sobre quais são os espelhos das nossas cabeças. As coisas que vivemos, que nos atravessam, que nos refletem e que mudam o nosso curso e como a gente responde a isso”, comenta a Diretora Artística.
“Espelhos da Cabeça” é o primeiro espetáculo da Companhia de Dança ImprovisAR-te, que nasceu como uma resposta à pandemia da COVID-19.
“Durante a pandemia, a gente teve que reinventar o modo de fazer dança. Com cada um na sua casa, no seu espaço, tínhamos muita dificuldade para ensinar. Principalmente porque, pela internet, as músicas ficam com delay. Então, a partir dessa dificuldade, criamos essa aula a que demos o nome de processos criativos e improvisação. Com esse método, improvisamos com os objetos que temos no nosso espaço. E foi aí que nasceu a semente da companhia”, conta Marina Sanches.
Bailarinos e músico da Companhia ImprovisAR-te em ensaio para o espetáculo – Foto: Assessoria de Imprensa
Luize Prado é uma das bailarinas do elenco. Ela começou a fazer balé clássico aos 5 anos. Passou pelo jazz, hip hop, balé contemporâneo, funk e stiletto.
“Eu acho que por ter passado por várias modalidades de dança, eu entendi do que o meu corpo gosta e como ele se expressa e isso é essencial quando a gente fala de improviso. Nas outras modalidades de dança, temos uma coisa muito marcada, tem que fazer várias vezes um mesmo passo para ficar bom. E por isso, o dançar com improviso é muito diferente”, afirma a bailarina.
A Diretora Geral do Espetáculo, Cristina Luiz, reforça o conceito do improviso do espetáculo.
“Eu fui aluna de biodança por muitos anos e trabalhei com expressão corporal. E a proposta da Companhia ImprovisAR-te veio de encontro com a minha trajetória, porque eu sempre acreditei nesse processo de uma dança verdadeira, que viesse de dentro da gente, não só de fora. Embora eu seja professora de balé clássico e trabalhe com os códigos, com a linguagem de uma dança estruturada, acadêmica, eu acredito muito que nós temos que ter um espacinho no nosso corpo e na nossa vida para nos expressarmos de uma forma mais genuína”, ressalta.
SERVIÇO:
“Espelhos da Cabeça – Companhia de Dança ImprovisAR-te
Data: 24 de maio
Hora: 20h
Local: Teatro Municipal de São Carlos
Ingressos: 30 a 60 reais - podem ser adquiridos pelo WhatsApp (16) 99241-1181 / ou na Escola Cristina Luiz – Rua Eugênio Franco de Camargo, 2061 – Vila Nery
SÃO CARLOS/SP - A 25ª Cavalgada da Babilônia foi simplesmente um sucesso, tanto de participantes, quanto na organização, inclusive até o tempo ajudou com clima fresco e ameno.
Segundo os organizadores, cerca de 1,7 cavaleiros e amazonas abrilhantaram o evento com seus cavalos, burros, mulas, pôneis e charretes.
O reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, o padre Everton Luchesi esteve presente, assim como o antigo pároco o padre Marcos Coró.
A cavalgada saiu da Avenida Getúlio Vargas em direção ao santuário, no percurso os animais tiveram água e carinho de todos.
Ao chegar no destino final, foram recebidos pelo Padre Everton e com as bençãos de Deus.
No local, a festa foi repleta de comida, música, bebida e brinquedos para as crianças, ou seja, uma festa onde as famílias estavam presentes. O valor arrecadado será revertido para a creche divina providência, na Vila Isabel, e para manutenção do santuário.
O Departamento de Defesa Animal, Guarda Municipal, Agentes de Trânsito, ARTESP, INTERVIAS e Polícia Militar Rodoviária, estiveram presentes mantendo a segurança das pessoas e dos animais.
O locutor da festa afirmou que uma pré-data para a próxima cavalgada já foi escolhida e está prevista para o dia 21 de abril de 2023, claro que isso poderá sofrer alterações até lá.
SÃO CARLOS/SP - Em 2022 já foram registradas em São Carlos 1.670 notificações, com 884 casos positivos de Dengue, sendo 843 autóctones e 41 importados com 1 morte registrada. Para Chikungunya foram registradas 6 notificações, com 6 casos descartados. Para Febre Amarela foram registradas 2 notificações com 1 resultado negativo e 1 aguardando resultado do exame. Para Zika nenhuma notificação foi registrada até agora.
2021 - Foram registradas 670 notificações, com 136 casos positivos para a Dengue, sendo 102 autóctones e 34 importados. Para Chikungunya foram registradas 30 notificações, com 30 resultados negativos para a doença. Para Febre Amarela foi registrada 1 notificação, com 1 caso descartado. Para Zika foram registradas 12 notificações, com 12 casos descartados.
2020 - Foram registradas 1.638 notificações para Dengue com 640 casos positivos, 582 autóctones, 58 importados e 1 óbito confirmado. Para Febre Amarela foram registradas 6 notificações, com 6 resultados negativos para a doença. Para Zika foram registradas 7 notificações com 7 resultados negativos. Para Chikungunya não foi registrada nenhuma notificação.
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