Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos retomou as obras de requalificação viária na Rua Miguel Petroni, na altura do cruzamento com a Avenida Romualdo Villani e Rua José Quatrochi, no Jardim Ipanema. A intervenção prevê a ampliação do diâmetro da rotatória existente, com o objetivo de melhorar a organização do tráfego e reduzir conflitos nos cruzamentos.
A segunda fase das obras deve durar até 20 dias, com interdições parciais e, eventualmente, totais, conforme o andamento das etapas. Além da readequação geométrica, o projeto inclui melhorias no sistema de drenagem pluvial e atualização da rede de esgotamento sanitário, elevando o padrão de infraestrutura urbana da região.
O secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Sebastião Batista, reforçou a necessidade de atenção dos motoristas durante o período de obras. “Pedimos que todos respeitem a sinalização provisória e, quando possível, utilizem rotas alternativas. A colaboração da população é essencial para que possamos concluir essa etapa com segurança e eficiência”, disse.
A execução da obra é resultado de uma diretriz técnica da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, estabelecida como contrapartida da empresa Corpal em razão de empreendimentos na região. O investimento total previsto é de R$ 950 mil, dentro de um pacote de ações alinhadas ao Plano Diretor.
O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, ressaltou que a obra é estratégica para o futuro da mobilidade na cidade. “Estamos ampliando a capacidade de tráfego e oferecendo mais segurança para pedestres e motoristas. Essa intervenção é parte de um esforço maior para tornar São Carlos uma cidade mais organizada e eficiente em sua circulação”, afirmou.
O prefeito Netto Donato destacou a importância da intervenção como parte do compromisso da administração com o planejamento urbano e a qualidade de vida da população.
Essas intervenções na Miguel Petroni é resultado de planejamento e responsabilidade com o crescimento da nossa cidade. Estamos promovendo melhorias estruturais que impactam diretamente a segurança e a mobilidade de motoristas e pedestres. Além da reorganização do tráfego, estamos investindo em drenagem e infraestrutura, preparando a região para o futuro. Sabemos que toda intervenção causa transtornos temporários, mas os benefícios serão permanentes. Seguimos trabalhando para garantir uma São Carlos mais segura, moderna e bem estruturada para todos”.
SÃO CARLOS/SP - O diretor titular do CIESP São Carlos, Paulo Giglio, iniciou tratativas com prefeitos da região para ampliar a cooperação institucional e discutir políticas voltadas ao fortalecimento da indústria local. A agenda teve início em Santa Rita do Passa Quatro, durante evento oficial realizado na quinta-feira (12).
Na ocasião, Giglio falou com o prefeito Marcelo Simão para conhecer de perto o cenário industrial do município e alinhar possíveis ações conjuntas. “Foi um primeiro contato muito produtivo. Conversamos sobre o desenvolvimento industrial da cidade e já pensamos em uma agenda para estreitar esse diálogo. A ideia é contribuir com propostas que fortaleçam as políticas industriais e atraiam novos investimentos para Santa Rita”, afirmou.
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O diretor também conversou com o prefeito de Descalvado, Luis Guilherme Panone, com quem discutiu o ambiente de negócios do município e possibilidades de cooperação. “Somos uma diretoria regional e queremos ampliar esse relacionamento com todos os municípios da nossa área de atuação. Estar próximo das prefeituras é fundamental para identificar demandas, apoiar o setor produtivo e estimular a geração de empregos”, destacou Giglio.
A Diretoria Regional do CIESP São Carlos abrange os municípios de Analândia, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro e Trabiju.
A participação do diretor no evento em Santa Rita ocorreu durante a solenidade que concedeu o Título de Cidadã Santarritense Honorária à Procuradora-Geral do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, Dra. Leticia Formoso Delsin Matuck Feres. “A Dra. Leticia tem se destacado pela defesa da transparência e pela condução técnica das contas públicas, valores essenciais para um ambiente institucional sólido e favorável ao desenvolvimento”, ressaltou Giglio.
Durante a visita a Santa Rita, o diretor também reforçou a importância da representação local do CIESP na região. O empresário Clóvis Lapastina Camargo, designado representante do CIESP em Santa Rita do Passa Quatro, acompanhou os encontros, fortalecendo a articulação entre a entidade, o setor produtivo e a administração municipal.
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Para Paulo Giglio, este foi apenas o primeiro passo. “A proximidade entre poder público, indústria e instituições como o CIESP é essencial para identificar oportunidades e promover ações que estimulem o desenvolvimento econômico e social da região”, concluiu.
SÃO CARLOS/SP - Por iniciativa do ex-reitor da Universidade de São Paulo, Prof. Carlos Carlotti, em conjunto com professores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e do Instituto de Física de São Paulo (IFUSP), foi criado o Núcleo de Excelência em Ciências e Tecnologias Quânticas da USP, que terá sede no Campus USP de São Carlos. Com aporte de recursos próprios para viabilizar rapidamente a proposta, a Universidade busca integrar e potencializar a competência já existente na área, avançando de forma estratégica em um dos campos mais promissores da ciência contemporânea.
As ciências e as tecnologias quânticas consolidam-se como pilares fundamentais do desenvolvimento das sociedades modernas, pois representam um salto de complexidade e inovação que se encontram muito além dos limites de grande parte das tecnologias atualmente empregadas em diversas áreas.
Baseada nos princípios da mecânica quântica, a ciência que descreve os fenômenos que ocorrem na escala mais íntima da matéria tem possibilitado o desenvolvimento de sistemas capazes de processar informações, medir fenômenos físicos e garantir segurança digital de formas antes consideradas impossíveis.
A computação quântica, por exemplo, promete transformar setores inteiros ao realizar cálculos extremamente complexos em velocidades incomparáveis. Questões relacionadas à simulação de moléculas, ao desenvolvimento de novos medicamentos, à otimização de rotas logísticas e à aceleração de modelos de inteligência artificial poderão ser resolvidas com muito mais eficiência, fortalecendo áreas como saúde, indústria, energia e ciência dos materiais.
Paralelamente, a comunicação quântica surge como resposta essencial às crescentes ameaças à segurança cibernética. Por meio de técnicas como a distribuição quântica de chaves, torna-se possível criar sistemas de criptografia praticamente invioláveis, garantindo proteção a dados pessoais, financeiros e governamentais e oferecendo um novo nível de confiabilidade para infraestruturas digitais críticas. Além disso, sensores quânticos abrem caminho para medições extremamente precisas de campos magnéticos, da gravidade e de outras grandezas físicas, permitindo avanços em diagnósticos médicos, monitoramento ambiental e navegação de alta precisão sem necessidade de sinais externos.
Essa precisão tende a transformar áreas como medicina, geologia, agricultura e até exploração espacial. A relevância dessas tecnologias ultrapassa o campo científico e alcança dimensões econômicas e geopolíticas: países que investem em pesquisa e inovação quântica conquistam vantagens estratégicas, ampliam sua competitividade industrial e fortalecem a proteção de seus sistemas críticos. Assim como a revolução digital redefiniu o mundo nas últimas décadas, a revolução quântica tem potencial para remodelar profundamente o futuro das sociedades.
“A criação de um núcleo de pesquisa em tecnologia quântica em uma universidade como a USP é fundamental, pois posiciona a instituição na fronteira do conhecimento científico e tecnológico. A revolução quântica em curso, envolvendo computação quântica, criptografia segura, sensores altamente precisos e novos materiais, tem potencial para transformar áreas essenciais, como saúde, energia, segurança digital, comunicações e indústria. Para uma universidade pública de excelência, estar inserida nesse cenário é vital para garantir que o país não apenas acompanhe os avanços globais, mas também contribua para ele de forma protagonista”, afirma o Prof. Vanderlei Bagnato, um dos idealizadores do projeto.
A criação do núcleo também permitirá a formação de recursos humanos altamente qualificados — algo indispensável diante da escassez mundial de profissionais especializados no campo quântico. Graduandos, pós-graduandos e jovens pesquisadores terão acesso a laboratórios especializados, equipamentos avançados e equipes multidisciplinares, ambiente propício ao surgimento de novas ideias e soluções científicas.
“O laboratório didático em novas tecnologias quânticas será um marco para o Estado e para a nação. Aqui alunos de diversos locais irão aprender como funcionam estas tecnologias e como criar instrumentos nesta área. Instrumentos como átomos frios, íons aprisionados e comunicação óptica quântica são alguns dos recursos que teremos no nosso laboratório didático”, destaca Bagnato.
O núcleo, entretanto, vai além de uma estrutura local: atuará como elemento integrador dos grupos de pesquisa distribuídos pelos diferentes campi da USP, formando uma comunidade científica coesa e dedicada ao tema, tendo o Campus USP de São Carlos como polo estruturador.
Um centro dessa natureza fortalece parcerias nacionais e internacionais, atrai investimentos e amplia a participação do Brasil em programas estratégicos de pesquisa. Países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia têm investido intensamente em tecnologia quântica, e a ausência do Brasil nesse movimento ampliaria a dependência tecnológica nacional. A USP, como uma das principais instituições de pesquisa da América Latina, possui responsabilidade e capacidade para liderar esse esforço.
Além disso, o núcleo impulsiona a inovação ao aproximar academia, indústria e governo, permitindo que descobertas científicas resultem em aplicações práticas, startups e transferência de tecnologia. Esse processo estimula o desenvolvimento econômico, contribui para a soberania científica e fortalece setores que demandam alta capacidade computacional e segurança avançada de dados.
Por fim, a presença de um núcleo dedicado à quântica promove o avanço do conhecimento fundamental. A mecânica quântica permanece como um dos campos conceituais mais profundos e desafiadores da física, e incentivar sua pesquisa significa fomentar pensamento crítico, criatividade e inovação de longo prazo. Em um mundo no qual grandes transformações tecnológicas dependem cada vez mais do domínio de fenômenos quânticos, garantir um núcleo dessa natureza significa preparar o país para o futuro, formar líderes científicos e assegurar que a sociedade brasileira se beneficie das próximas gerações de tecnologias emergentes.
As atividades do núcleo deverão começar em breve e espera-se que esta iniciativa seja apenas o início de um conjunto mais amplo de ações que consolidem a USP como referência nacional na área.
Iniciativa reuniu gestores de inovação e transferência de tecnologia em Seattle, nos Estados Unidos
SÃO CARLOS/SP - A Agência de Inovação da Universidade Federal de São Carlos (AIn.UFSCar) participou da Missão Internacional Fortec Seattle 2026, realizada entre os dias 7 e 14 de fevereiro, nos Estados Unidos. A iniciativa foi organizada pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e reuniu gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), pesquisadores e profissionais da área de inovação e transferência de tecnologia de diferentes regiões do Brasil.
A programação teve como foco o aprimoramento de competências em gestão da inovação, a troca de experiências com ecossistemas internacionais e o contato com práticas adotadas por universidades, centros de pesquisa e empresas inovadoras. Um dos principais momentos da missão foi a participação no AUTM 2026 Annual Meeting, um dos maiores encontros internacionais dedicados à transferência de tecnologia e à gestão da inovação.
Além do encontro, os participantes realizaram visitas técnicas a instituições de referência na região de Seattle, reconhecida pela forte articulação entre pesquisa científica, empreendedorismo e inovação tecnológica. A agenda incluiu sessões técnicas, workshops, atividades de networking e visitas institucionais, entre elas ao Allen Institute, ampliando o contato com modelos avançados de pesquisa e colaboração.
Pela UFSCar, participaram da iniciativa Daniel Braatz, Diretor Executivo da AIn.UFSCar, e Ana Lúcia Vitale Torkomian, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) e Presidente do Fortec.
De acordo com Braatz, a participação da Universidade na missão contribuiu para o fortalecimento das ações de internacionalização e para a qualificação das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica. "Participar dessa missão internacional foi uma experiência extremamente rica, marcada pela troca qualificada de experiências com gestores de inovação, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na interface entre universidade, ciência e mercado. Esses diálogos reforçam a importância de pensar estratégias que ampliem o impacto das pesquisas desenvolvidas no ambiente acadêmico, especialmente por meio de processos estruturados de transferência de tecnologias, capazes de levar o conhecimento gerado na universidade para a sociedade de forma concreta e responsável", registra.
Segundo o Diretor, representar a UFSCar em um ambiente internacional como esse também é um aspecto central da iniciativa. "Estar presente nesses espaços contribui para dar visibilidade às competências científicas e tecnológicas da Instituição, ao mesmo tempo em que permite estreitar laços com instituições científicas nacionais e internacionais, abrindo caminhos para cooperações futuras, projetos conjuntos e ações de internacionalização mais consistentes", complementa.
Braatz também destaca os aprendizados em discussões sobre o uso de inteligência artificial nos processos de proteção da propriedade intelectual. "Trata-se de um tema cada vez mais estratégico, diante do crescimento do volume e da complexidade dos ativos tecnológicos gerados pelas universidades, e que aponta para novas possibilidades de qualificação das atividades de busca, análise, proteção e gestão da propriedade intelectual".
Por fim, o Diretor ressalta que conhecer diferentes espaços, práticas institucionais e processos que estimulam a inovação desde os primeiros anos da graduação reforça a importância de investir, de forma contínua, na formação de estudantes com uma visão integrada entre ciência, tecnologia, inovação e impacto social. "Esses aprendizados contribuem diretamente para o fortalecimento de uma cultura de inovação no ambiente universitário e para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela Agência de Inovação da UFSCar", finaliza.
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