Jornalista/Radialista
IBATÉ/SP - Dando continuidade à capacitação dos profissionais que atuam na da Rede de Proteção Municipal a Criança e Adolescente, referente à Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017), profissionais de vários setores da administração pública municipal estiveram reunidos durante o dia de sexta-feira, 29, no Centro de Convivência da Melhor Idade de Ibaté.
O tema do encontro foi o "Programa Gira Mundo", que tem como objetivo o desenvolvimento de condutas auto protetivas em crianças, com foco na prevenção da violência. A partir de atividades lúdicas e interativas, as crianças participantes do projeto terão a possibilidade de se apropriarem sobre seus direitos e deveres, a identificar situações de violência, bem como identificar pessoas e instituições protetivas. Além disso, as crianças aprendem formas de pedir ajuda no caso de violação de direitos.
A responsável pela Assistência Social de Ibaté, Adriana Adegas Martineli conta que a capacitação foi direcionada aos profissionais da Rede de Proteção Municipal Integral à Criança e do Adolescente. “Essa capacitação foi ministrada pelo professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alex Pessoa, tendo como objetivo construir com os profissionais estratégias de prevenção, proteção e enfrentamento aos diversos tipos de violência. Além disso, tivemos a oportunidade de reforçar o protocolo de atuação padronizado para atendimento de crianças e adolescentes testemunhas ou vítimas de violência."
Sobre a lei
O Município tem se empenhado em cumprir a lei 13.431/17 que estabelece garantias de direitos à crianças e/ou adolescentes vítima ou testemunha de violência. Dentre os procedimentos indicados pela lei, um deles é o da Escuta Especializada, realizada por profissionais da rede de proteção e com objetivo de proteger a criança e adolescente. A nível judiciário, existe o Depoimento especial, atividade exercida por equipe própria do Tribunal de Justiça
VINHEDO/SP - O Grupo Hopi Hari anuncia que fechou um acordo para reestruturação, expansão e desenvolvimento do parque de diversões Hopi Hari com uma das mais importantes empresas deste segmento no mundo, a Whitehall & Company LLC alcançando investimentos de até 500 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente 2,8 bilhões de reais. Para concretizar o negócio, o Grupo aguarda apenas aprovação da assembleia de credores, a ser realizada nesta quarta-feira, 3 de novembro.
O acordo com o Whitehall, segundo o Grupo, que administra as sociedades HOPI HARI S/A, HH PARTICIPAÇÕES S/A e HH PARQUES TEMÁTICOS S/A (EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL), trará maior tranquilidade financeira no cumprimento de seu plano de recuperação judicial e contemplará, ainda, o planejamento de novas atrações, ou seja, esse projeto não irá somente reestruturar as obrigações passadas com os credores, como também compreenderá a expansão das suas atrações, o desenvolvimento imobiliário dos seus terrenos, com novos lançamentos, e também o desenvolvimento de eventuais lançamento do Parque em outras regiões do Brasil ou, ainda, a aquisição de outras empresas do segmento.
O Whitehall, parceiro do Hopi Hari neste projeto, é o banco líder de investimento em ativos reais e que oferece investimentos diretos e administrados por investidores na América do Norte, América Latina e Caribe, cujos ativos combinados estão na casa dos trilhões de dólares e que possui experiência neste segmento, através do fundo Apollo Global Management´s, responsável pela administração e expansão do portfólio de hotéis e parques aquáticos Great Wolf Lodge.
Destacando novamente seu compromisso de agir com transparência e responsabilidade e reafirmando que o objetivo que guia suas ações é a proteção de seus credores, através da continuidade de suas atividades – graças a união e força de sua equipe, geração de riquezas para pagamento de suas obrigações e a manutenção dos empregos ligados, direta e indiretamente, às suas atividades – o Parque Temático Hopi Hari aguarda apenas a formalização da aprovação da assembleia de credores, a ser realizada nesta quarta-feira, 3 de novembro, para concretização de tal acordo.
EUA - A Coca-Cola anunciou, nesta segunda-feira, 1º, a compra integral da empresa de bebida esportiva americana BodyArmor por US$ 5,6 bilhões, no que será o maior negócio do tipo da gigante conhecida pelo refrigerante. Desde 2018 a multinacional já detinha 15% de participação na companhia concorrente da Gatorade. À época do negócio, cláusulas contratuais possibilitaram que a gigante dos refrigerantes viesse a assumir 100% das operações.
Ainda em fevereiro deste ano, a companhia já havia sinalizado que pretendia pôr em prática seu direito de adquirir o restante das operações da marca que ocupa o segundo lugar em vendas no setor de bebidas esportivas nos Estados Unidos. Atualmente, a rival Gatorade domina o mercado de produtos isotônicos e é controlada pela PepsiCo.
De acordo com a companhia de bebidas, atualmente a empresa de isotônicos tem faturamento de vendas de aproximadamente US$ 1,4 bilhão com uma taxa de crescimento de 50%. "A BodyArmor foi uma grande adição à nossa linha nos últimos três anos, a empresa tem impulsionado a inovação contínua em produtos de hidratação, saúde e bem-estar", disse, em nota, o presidente da Coca-Cola na América do Norte, Alfredo Rivera.
Segundo a Coca-Cola, a Bodyarmor será administrada como um negócio separado dentro da unidade operacional da companhia na América do Norte, com sede em Nova York. A atual equipe de liderança continuará trabalhando com a marca.
A Bodyarmor foi fundada há 10 anos e cresceu com investimentos de estrelas do esporte. O jogador de basquete Kobe Bryant, morto em 2019, era um dos principais investidores e, segundo o jornal The Wall Street Journal, seu espólio deve receber US$ 400 milhões pela transação. "Se não fosse pela visão e crença de Kobe Bryant, a BodyArmor não teria sido capaz de alcançar o sucesso que tivemos. Eu não poderia ficar mais animado em fazer parte da família Coca-Cola e com os olhos voltados para o futuro", afirmou o co-fundador e presidente da marca, Mike Rapole que permanecerá à frente dos negócios.
O acordo visa acelerar as vendas da Coca no segmento de hidratação, esportes e café. Apesar da recente aquisição, a principal bebida esportiva da Cola, o Powerade, continua sendo um concorrente distante do Gatorade, líder de mercado da PepsiCo. Mesmo combinado com BodyArmor, a companhia alcançaria aproximadamente 23% do mercado de bebidas esportivas, bem atrás dos 68% da Gatorade, conforme dados do Euromonitor.
*Por: André Marinho e Wesley Gonsalves / ESTADÃO
LONDRES - O Reino Unido deu à França nesta segunda-feira 48 horas para recuar em uma disputa sobre pesca que ameaça degenerar em uma crise comercial mais ampla entre duas das maiores economias da Europa, ou enfrentar um processo tortuoso nos termos do acordo comercial do Brexit.
As desavenças pós-Brexit a respeito da pesca culminaram na semana passada na apreensão pela França de um pesqueiro britânico, o Cornelis Gert Jan, em águas francesas perto de Le Havre. A França ameaça adotar sanções a partir de 2 de novembro que poderiam prejudicar o comércio através do Canal da Mancha.
As medidas poderiam incluir verificações alfandegárias e sanitárias adicionas de bens britânicos e a proibição de embarcações do Reino Unido em alguns portos da França.
"Os franceses fazem ameaças completamente insensatas, inclusive às Ilhas do Canal e ao nosso setor pesqueiro, e precisam retirar estas ameaças, ou então usaremos os mecanismos do nosso acordo comercial com a UE (União Europeia) para agir", disse a secretária britânica das Relações Exteriores, Liz Truss, ao canal Sky News.
"Os franceses se comportam injustamente. Isto não está dentro dos termos do acordo comercial. E se alguém se comporta injustamente em um acordo comercial, você tem direito de agir contra eles e buscar algumas medidas compensatórias. E é isto que faremos se os franceses não recuarem", disse Truss.
Indagada sobre o tempo que a França tem para isso, ela disse: "Esta questão precisa ser resolvida nas próximas 48 horas".
O Reino Unido e a França se desentendem há décadas em relação às áreas de pesca ricas nos arredores de seus litorais do norte, mas uma nova crise iniciou-se em setembro depois que os franceses acusaram os britânicos de não disponibilizarem licenças suficientes para barcos de seu país pescarem na zona de 6 a 12 milhas náuticas distante das praias britânicas.
O Reino Unido diz que emitiu licenças para embarcações capazes de provar que pescaram anteriormente em suas águas, uma exigência central dos pescadores britânicos, que temem que os barcos franceses acabem com sua renda.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, debateram a disputa sobre pesca nos bastidores da cúpula do G20 em Roma, mas não conseguiram conciliar as diferenças.
As relações bilaterais se tornam cada vez mais tensas desde que o Reino Unido votou pela desfiliação da União Europeia em 2016. Recentemente, Londres firmou um pacto de segurança firmado pelos britânicos com os Estados Unidos e a Austrália que não ajudou a restabelecer a confiança.
*Por: Guy Faulconbridge e Alistair Smout / REUTERS
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