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EUA - Sylvester Stallone defendeu o uso da inteligência artificial no cinema. Em entrevista ao podcast The Overlap, ele comentou as críticas que recebeu ao tentar desenvolver um projeto que misturasse atores humanos com personagens gerados por IA.

"Eu entrei em uma encrenca por falar isso, mas a IA veio para ficar", disse Stallone. "Eu queria fazer algo [com a tecnologia] que fosse meio humano, meio IA, e juntar as duas coisas. E, claro, todo mundo ficou enlouquecido com a ideia."

O ator comentou que cada vez mais pessoas estão utilizando a tecnologia para criar personagens e que essa prática se tornará uma tendência de mercado.

Segundo ele, mesmo que algumas pessoas discordem dessa perspectiva, a tecnologia acabará se impondo, deixando para trás aqueles que não aderirem a ela.

"Eu correria esse risco, embora você seja bombardeado de críticas pela 'comunidade criativa'. E as [reclamações deles] são justas", afirmou Stallone. "Mas isso é uma avalanche. Simplesmente está fora do nosso controle."

Anteriormente, o ator já havia se posicionado a favor da tecnologia. Em 2025, em entrevista ao podcast Bingeworthy, ele sugeriu a possibilidade de produzir um novo filme da franquia "Rambo" utilizando IA para rejuvenescê-lo.

"Todo mundo achou que eu estava louco", disse. "A IA é sofisticada o suficiente para levá-lo [referindo ao personagem] de volta a Saigon e mostrá-lo aos 18 anos, utilizando basicamente a mesma imagem. Então, não é um exagero tão grande assim", acrescentou.

 

 

por Folhapress

EUA - O governo dos Estados Unidos determinou que agências federais civis retirem de seus sistemas os produtos e serviços desenvolvidos pela empresa chinesa de inteligência artificial DeepSeek. A medida também proíbe a contratação de novas soluções da companhia por órgãos abrangidos pela decisão.

A determinação foi publicada na terça-feira (20) pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) e tem como principal justificativa os possíveis riscos à segurança nacional e à proteção de informações governamentais.

Segundo as autoridades americanas, existem preocupações sobre a maneira como a DeepSeek armazena e administra os dados dos usuários. O receio é que informações sensíveis de funcionários e instituições públicas possam ficar acessíveis às autoridades chinesas, em razão da legislação do país asiático.

A proibição não se limita aos aplicativos e serviços oferecidos diretamente pela DeepSeek. Também abrange produtos de terceiros que utilizam tecnologias desenvolvidas pela empresa chinesa.

China reage à decisão dos Estados Unidos
O anúncio provocou uma reação do governo chinês, que criticou as restrições impostas pelos Estados Unidos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que Pequim se opõe à ampliação do conceito de segurança nacional para justificar medidas contra empresas de tecnologia.

Segundo ela, o governo chinês é contrário à "extrapolação do conceito de segurança nacional e à politização de questões tecnológicas e comerciais".

"Defenderemos de forma resoluta os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas", declarou.

A nova restrição ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre Estados Unidos e China, especialmente no desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial.

A DeepSeek ganhou projeção internacional em janeiro de 2025, quando apresentou um modelo de IA que chamou a atenção do setor por oferecer desempenho competitivo com custos de desenvolvimento e operação relativamente baixos.

O lançamento provocou forte repercussão no mercado financeiro e colocou a startup entre as principais empresas chinesas do setor.

EUA acusam empresas chinesas de copiar modelos de inteligência artificial
Além das preocupações com a segurança de dados, o governo americano tem acusado empresas chinesas de utilizar técnicas para reproduzir capacidades de modelos de inteligência artificial desenvolvidos nos Estados Unidos.

Em abril, o conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que entidades estrangeiras, principalmente da China, estariam realizando operações em larga escala para obter informações de sistemas americanos.

"Os Estados Unidos têm provas de que entidades estrangeiras, principalmente na China, estão conduzindo campanhas de 'destilação' em escala industrial para roubar a IA americana", escreveu Kratsios na rede social X.

A chamada destilação é uma técnica utilizada no desenvolvimento de inteligência artificial que permite treinar um modelo a partir das respostas produzidas por outro sistema mais avançado.

O procedimento pode ser empregado de maneira legítima, mas seu uso sem autorização pode violar contratos, direitos de propriedade intelectual ou outras normas aplicáveis.

Em fevereiro, a empresa americana Anthropic também acusou três laboratórios chineses, DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax, de criar mais de 24 mil contas fraudulentas para gerar aproximadamente 16 milhões de interações com o Claude, seu modelo de inteligência artificial.

Segundo a companhia, o objetivo seria reproduzir parte das capacidades do sistema e utilizar as informações obtidas para desenvolver modelos próprios.

Ainda em fevereiro, a OpenAI apresentou ao Congresso americano acusações semelhantes contra a DeepSeek, alegando que a empresa chinesa teria utilizado técnicas de destilação não autorizadas para aproveitar recursos de seus modelos de inteligência artificial.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que acredita ter o direito de disputar um terceiro mandato presidencial. Durante um comício no estado de Iowa, o republicano voltou a alegar, sem apresentar provas, que houve fraude nas eleições de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

"Roubaram nossa segunda eleição. Na verdade, ganhei três vezes, por isso acho que tenho o direito de me candidatar novamente", declarou Trump, em referência à disputa presidencial de 2020.

O presidente já mencionou diversas vezes a possibilidade de concorrer novamente à Casa Branca, apesar de a Constituição dos Estados Unidos estabelecer um limite de dois mandatos presidenciais por pessoa.

Trump venceu as eleições de 2016, quando derrotou Hillary Clinton, e de 2024, quando superou Kamala Harris. Em 2020, perdeu para Joe Biden.

Desde então, o republicano sustenta repetidamente que a eleição foi fraudada. No entanto, as ações judiciais e investigações realizadas após a votação não encontraram evidências de irregularidades generalizadas capazes de alterar o resultado.

Constituição dos EUA permite um terceiro mandato?

A 22ª Emenda à Constituição americana estabelece que nenhuma pessoa pode ser eleita presidente dos Estados Unidos mais de duas vezes.

A regra foi ratificada em 1951, após Franklin D. Roosevelt ter sido eleito para quatro mandatos consecutivos.

Para que Trump pudesse disputar novamente a Presidência, seria necessária uma alteração constitucional. O processo exige a aprovação de dois terços das duas Casas do Congresso ou a convocação de uma convenção constitucional por dois terços dos estados, além da ratificação por três quartos dos estados americanos.

A Constituição não prevê uma exceção que permita a um presidente disputar um terceiro mandato por considerar que uma eleição anterior foi fraudada.

Trump volta a questionar as eleições de 2020

Em julho, Trump já havia retomado as acusações sobre a eleição de 2020 durante um pronunciamento televisionado.

Na ocasião, apresentou documentos desclassificados que, segundo ele, indicariam vulnerabilidades no sistema eleitoral americano e possíveis interferências estrangeiras.

Entretanto, análises realizadas por organizações independentes de verificação, como o FactCheck.org, concluíram que os documentos não demonstravam a existência de fraude eleitoral generalizada nem comprovavam manipulação de votos capaz de modificar o resultado da disputa.

As alegações de Trump sobre a eleição de 2020 também foram examinadas em diferentes processos judiciais, sem que fossem apresentadas provas suficientes para invalidar a vitória de Biden.

Republicanos intensificam campanha para eleições de novembro

As declarações ocorrem em meio à mobilização do Partido Republicano para as eleições legislativas de 3 de novembro, quando os americanos escolherão todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte dos membros do Senado.

O partido de Trump busca manter o controle do Congresso, em uma disputa que terá impacto sobre a capacidade do governo de aprovar projetos e implementar sua agenda política durante os dois últimos anos do atual mandato presidencial.

Depois de participar de comícios na Carolina do Norte e em Iowa, Trump tem novos eventos de campanha previstos na Flórida, Geórgia, Michigan e Texas.

As viagens fazem parte dos esforços para mobilizar eleitores republicanos e apoiar os candidatos do partido nas disputas legislativas.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

LUXEMBURGO - A alta representante da União Europeia para Assuntos Externos e  Política de Segurança, Kaja Kallas, afirmou nesta segunda-feira (12), em Luxemburgo, que o bloco pedirá aos Estados Unidos que alinhem as sanções contra a Rússia para aumentar a pressão e, segundo ela, "terminar a guerra" na Ucrânia.

Ao chegar à reunião do Conselho de Assuntos Externos, Kallas disse que a UE prepara 1.600 novas inclusões na lista de sanções, ligadas ao complexo militar-industrial russo e a "eleições simuladas" em territórios ucranianos ocupados.

Kallas afirmou que a UE recebe positivamente a trégua no setor de energia, "quando ela se mantiver", mas ressaltou que ainda não está claro se a Rússia irá cumpri-la. Segundo ela, a proteção da infraestrutura energética é crucial com a aproximação do inverno.

A alta representante citou ainda discussões sobre o Oriente Médio, incluindo a possibilidade de reforçar a Operação Aspides, missão naval da UE voltada à proteção da navegação comercial no Mar Vermelho.

Kallas também disse que o bloco deve decidir sobre o lançamento de uma nova missão no Líbano, com componentes civil e militar.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - Seis em cada dez brasileiros detidos pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, são deportados. Dois terços deles não são acusados de nenhum crime -o status imigratório irregular, por si só, não é considerado crime no país. Em média, esperam 37 dias entre a apreensão e a decisão judicial sobre seus casos.

Os dados, inéditos, foram organizados pelo Observatório das Deportações, projeto ligado à Universidade Estadual de Montes Claros, em Minas Gerais, e obtidos pelo Deportation Data Project em um pedido feito ao ICE por meio da lei de acesso à informação americana.

As informações se referem a 2023 e 2024, os dois últimos anos do governo de Joe Biden, e 2025 e 2026, os dois primeiros do segundo mandato de Donald Trump. Para o último ano, os números estão disponíveis até agosto, mas ainda incompletos.

O número de pessoas detidas nos dois primeiros anos do governo republicano é mais do que o dobro das apreendidas nos últimos dois anos da gestão democrata. Até agosto de 2026, 3.650 brasileiros foram presos, a maior quantidade em julho passado (709). O ICE não informa quantos desses imigrantes entraram no país de forma irregular, cruzando a fronteira com o México, por exemplo.

As detenções estão concentradas na Costa Leste dos EUA, onde vive a maior parte da comunidade brasileira no país, em especial nos estados de Massachusetts, Flórida, Nova Jersey, Pensilvânia e Nova York, nesta ordem. A média de idade dos brasileiros presos é 34 anos.

Quase 60% dos detidos pelo ICE nos últimos dois anos não foram acusados formalmente de nenhum crime. Em sua maioria, os brasileiros são detidos por estarem no país em situação irregular, sem um visto válido, o que constitui uma infração civil, não penal.

Outros 30% são acusados de algum crime, mas ainda não tiveram a sentença emitida pelo juiz. Os 10% restantes já foram considerados culpados.

A base de dados pública não especifica de quais crimes são acusados esses brasileiros, mas a reportagem ouviu de pessoas que acompanham esses casos que delitos ligados a tráfico de drogas e violência contra a mulher costumam ser os mais comuns.

Fruto do aumento exponencial no número de detenções, que exigiu maior celeridade do sistema judicial, o tempo médio para a emissão de uma sentença judicial, no caso dos acusados de crime, ou uma ordem de deportação, no caso dos que cometeram infrações civis, caiu. Neste ano, a média é de 37 dias. No último ano de Biden, em 2024, era de 161 dias. Em geral, o imigrante pode pedir um habeas corpus para responder em liberdade ou também pedir para retornar voluntariamente ao seu país.

Grande parte dos detidos neste ano, em torno de 30%, fica em liberdade condicional, o que inclui as possibilidades de ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica ou de se apresentar uma vez por mês à Justiça enquanto se espera uma decisão judicial. Essa porcentagem cresceu em 2026, o ano recorde de detenções de imigrantes, o que desafia a capacidade do sistema prisional.

Ainda que a maioria dos detidos seja maior de idade, há também 569 crianças que foram presas nos dois primeiros anos do governo Trump 2. Neste aspecto, a administração não se difere do que era feito na gestão democrata, dado que nos últimos dois anos de Biden foram presos 625 menores de idade do Brasil.

Em geral, as crianças são levadas com os pais, sob a justificativa de que ficariam sozinhas, e liberadas poucas horas ou dias depois, sem serem levadas para as prisões de longa estadia do ICE.

Em média, nos últimos quatro anos, 75% dos brasileiros presos eram homens, um perfil que cresceu ligeiramente (para 80%) durante o governo Trump.

O pesquisador Julio D'Angelo Davies, antropólogo e coordenador do projeto que organiza os dados, explica que o perfil de gênero revela um movimento do governo de priorizar a deportação de homens adultos que são, muitas vezes, os provedores do lar.

Obter Vistos

Na sequência, muitas outras pessoas da família, como mulheres e crianças, buscam a autodeportação para se reunir com o familiar deportado no Brasil, dado que já não contam com fonte de renda nos EUA.

Os dados sobre os que se autodeportam não são contabilizados, o que significa que não é possível ter um panorama real de quantos imigrantes se viram forçados a deixar os EUA devido à política migratória de Trump. Ainda assim, a reportagem ouviu de autoridades que a busca da saída voluntária cresceu nos últimos três meses, justamente quando o número de apreensões do ICE para todas as nacionalidades atingiu consecutivos recordes.

Como a Folha revelou, houve uma disparada nas solicitações de certidão de nascimento para crianças nascidas nos EUA filhas de brasileiros. Foram mais de 21 mil em 2025, ante 5.600 quatro anos antes. Autoridades consulares relacionam a cifra à procura de famílias que temem ter de se autodeportar e ainda não tiraram a documentação dos filhos, como o passaporte.

Setores consulares brasileiros tiveram de aumentar o número de funcionários dedicados a cuidar de temas migratórios. No Consulado-Geral do Brasil em Boston, por exemplo, a cada dia, em média, surgem dois novos casos, seja de prisões de brasileiros, seja de brasileiros em liberdade condicional com tornozeleira eletrônica, seja de mulheres com crianças que precisam de ajuda.

O número real de brasileiros detidos é ainda maior. A base de dados organizada pelo Observatório das Deportações trabalha somente com as apreensões feitas pelo ICE. Ainda que hoje a maioria das detenções seja feita pelo ICE, há, ainda, alguns imigrantes apreendidos na fronteira dos EUA com o México por outra agência de controle ligada ao Departamento de Segurança Interna, o CBP.

De janeiro a maio, por exemplo, 176 brasileiros foram detidos pelo CBP na fronteira com o México. É um número muito menor do que o observado em anos anteriores, fruto da política restritiva do governo Trump para a fronteira. No mesmo período de 2024, por exemplo, foram mais de 10,7 mil brasileiros. Naquela época, diferentemente do que ocorre agora sob Trump, a enorme maioria dos pegos na fronteira não era detida, mas sim liberada sob o chamado "parole", uma autorização de entrada e permanência temporária.

 

 

por Folhapress

EUA - O Departamento de Estado dos EUA está monitorando um caso supostamente fatal de "pneumonia de etiologia desconhecida" ligado a um laboratório de pesquisa de peste na Rússia.

"Estamos cientes de relatos de um caso fatal de suspeita de peste pneumônica em Irkutsk Oblast, Rússia. Estamos monitorando a situação de perto com o CDC e nossos outros parceiros interagências", disse um porta-voz do Departamento de Estado. "Muitos detalhes não foram confirmados. Encorajamos as autoridades russas a compartilharem informações precisas de forma rápida e aberta", acrescentou o porta-voz.

Autoridades de saúde na região de Irkutsk, na Rússia, lançaram medidas anti-epidêmicas depois que um funcionário de um instituto de peste foi diagnosticado com "pneumonia de etiologia desconhecida", confirmou a agência de vigilância sanitária do país, Rospotrebnadzor, no domingo.

O laboratório envolvido é o Instituto de Pesquisa Anti-Peste em Shelekhov, no sul da Sibéria, Rússia.

A declaração vem após alguns meios de comunicação russos e figuras públicas relatarem uma morte potencialmente devido à peste e ligada a um trabalhador de laboratório. As autoridades russas não forneceram mais detalhes sobre o trabalhador.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - Christa Pike, a condenada à morte que sobreviveu a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução no Tennessee, nos Estados Unidos, recuperou a consciência e já consegue falar. A informação foi divulgada pelos advogados da americana, de 50 anos, nesta terça-feira (6), seis dias depois do procedimento que deveria ter provocado sua morte.

A atualização representa uma mudança significativa no estado de saúde de Pike. Até domingo, seus advogados informavam que ela permanecia inconsciente e ligada a um respirador. Agora, embora tenha deixado a ventilação mecânica e consiga falar, continua internada sob cuidados intensivos, e seu prognóstico permanece incerto.

"Contra todas as probabilidades, Christa Pike está consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos intensivos. Apesar dos graves danos que sofreu nos braços, ela continua algemada e acorrentada à cama. Sua recuperação é algo sem precedentes do ponto de vista médico. Seu prognóstico permanece incerto, mas, no mínimo, esperamos uma recuperação longa", afirmaram os advogados em comunicado divulgado pela Associated Press.

A defesa também agradeceu aos socorristas e à equipe do hospital, "que trataram Christa como um ser humano e lhe prestaram cuidados excepcionais".

"Christa é uma sobrevivente e enfrentará sua recuperação um dia de cada vez", acrescentaram os advogados.

Duas doses de pentobarbital não provocaram a morte

Christa Pike era a única mulher no corredor da morte do Tennessee e deveria ter sido executada em 30 de setembro, na penitenciária de segurança máxima Riverbend, em Nashville.

Durante o procedimento, recebeu duas doses de pentobarbital. Mesmo assim, permaneceu viva. Segundo seus advogados, a tentativa de execução deixou queimaduras e bolhas graves em seus braços.

Pike permaneceu acordada durante parte do procedimento e falou enquanto a execução estava em andamento. Após as duas doses, continuou respirando e acabou sendo retirada da prisão em uma ambulância e levada para um hospital.

O protocolo do Tennessee prevê a administração de um segundo conjunto de seringas "se o detento não estiver morto" após a primeira aplicação. O documento, porém, não estabelecia como proceder caso a pessoa continuasse viva depois da segunda dose.

O Departamento de Correções do Tennessee afirmou anteriormente que "seguiu todas as etapas do protocolo legal e estabelecido para execuções, aprovado pelo Gabinete do Procurador-Geral".

Após a tentativa fracassada, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as demais execuções e determinou uma "revisão abrangente e independente para determinar exatamente o que ocorreu".

Estado poderia tentar executar Christa Pike novamente?

O caso também abriu uma situação jurídica incomum. Os advogados de Pike tentam obter na Justiça uma ordem para obrigar o Departamento de Correções do Tennessee a preservar provas relacionadas à tentativa de execução, incluindo registros e informações sobre os lotes dos medicamentos utilizados. Eles também voltaram a pedir que a pena de morte seja convertida em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

A professora de Direito Deborah Denno, da Universidade Fordham, que estuda métodos de execução há 36 anos, afirmou à AP que Pike seria a primeira pessoa a sobreviver depois de o medicamento letal ter sido efetivamente administrado. Em outros casos de execuções fracassadas, houve problemas anteriores à aplicação completa da droga, como dificuldades para estabelecer um acesso intravenoso.

"Eles realizaram todos os aspectos da execução. Ela não morreu, mas todos os procedimentos que pretendiam realizar foram feitos", afirmou Denno.

O professor Michael Russo, da Universidade de Seattle, também destacou o caráter excepcional do caso.

"Não há mais ninguém na história da pena de morte neste país que tenha passado pelo que ela passou", declarou.

Condenada à morte por assassinato cometido em 1995

Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos. As duas participavam do programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville, quando o crime ocorreu, em janeiro de 1995.

Segundo a acusação, Pike acreditava que Slemmer estava tentando se aproximar de seu namorado, Tadaryl Shipp. A jovem foi atraída para uma área arborizada, onde foi espancada e esfaqueada até a morte.

O caso ganhou grande repercussão nos Estados Unidos pela brutalidade do crime. Um pentagrama foi gravado no corpo da vítima, ato que Shipp admitiu ter praticado.

Pike foi condenada à morte em março de 1996. Shipp recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional, já que era menor de idade quando o crime ocorreu.

Agora, mais de 30 anos depois do assassinato, o futuro de Christa Pike volta a depender da Justiça. Além das consequências médicas da tentativa de execução, permanece sem resposta a questão sobre se o Tennessee poderá tentar executar novamente uma mulher que recebeu integralmente o procedimento destinado a matá-la e sobreviveu.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - Um homem de 55 anos é procurado pela polícia de Baton Rouge, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, após ser acusado de criar imagens sexualmente explícitas falsas de uma colega de trabalho usando inteligência artificial.

Segundo a emissora local WBRZ, que teve acesso aos registros policiais, Bennet Gauthreaux teria produzido imagens em que a mulher aparecia nua, além de um vídeo gerado por IA que simulava uma relação sexual entre os dois.

O caso foi denunciado à polícia no dia 8 de setembro.

De acordo com o relato da vítima, os dois estavam indo juntos para o trabalho quando Gauthreaux teria mostrado no próprio celular diversas imagens geradas artificialmente em que ela aparecia nua.

O homem também teria exibido um vídeo falso que mostrava os dois mantendo uma relação sexual.

Mulher nunca autorizou uso da imagem
A vítima afirmou à polícia que nunca deu autorização para que sua imagem fosse utilizada na criação das fotos ou do vídeo.

Ao perceber o conteúdo, ela conseguiu registrar as imagens com o próprio celular e posteriormente apresentou o material às autoridades.

Durante a investigação, a mulher também entregou mensagens de texto que, segundo a polícia, indicariam que Gauthreaux tinha conhecimento e controle sobre o conteúdo produzido artificialmente.

O suspeito teria posteriormente afirmado que apagou as imagens e os vídeos tanto do telefone quanto dos serviços de nuvem utilizados pelo site no qual o material teria sido criado.

Polícia procura suspeito
Gauthreaux passou a ser procurado por suposta violação da legislação relacionada à produção ilícita de deepfakes.

Até a publicação da reportagem original, ele ainda não havia sido localizado pelas autoridades.

O caso ocorre em meio ao crescimento da preocupação internacional com o uso de ferramentas de inteligência artificial para a criação de imagens íntimas falsas sem consentimento, prática conhecida como deepfake sexual.

Nesse tipo de conteúdo, o rosto ou a aparência de uma pessoa real são inseridos digitalmente em imagens ou vídeos de nudez e sexo, mesmo que aquela situação nunca tenha acontecido.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - O jornal The New York Times elencou as 100 melhores séries feitas no século 21. A lista traz grandes clássicos da TV mundial, da comédia ao drama.

A curadoria ficou por conta de um grupo de mais de 500 profissionais da indústria do entretenimento, como produtores, técnicos, executivos e outros especialistas do setor, que tiveram o papel de escolher produções que estrearam desde 1º de janeiro de 2000.

No pódio, a grande consagrada foi "Breaking Bad" (2008-2013), de Vince Gilligan, que conta a história de Walter White, um professor de química que, ao receber um diagnóstico de câncer, começa a produzir metanfetamina com um de seus ex-alunos, Jesse Pinkman. O segundo e terceiro lugar ficaram com "The Wire" (2002-2008) e "Mad Men" (2007-2015), respectivamente.

O jornal afirmou que, entre as pessoas que responderam à pesquisa, estavam Elisabeth Moss, Adam Scott e Jason Bateman. O New York Times ressaltou que por se tratar de uma lista contendo apenas séries do século 21, os leitores não encontrarão menção à "Família Soprano", clássico que estreou em 1999.

 

Veja a lista completa a seguir.

1. Breaking Bad (2008-2013)
2. The Wire (2002-2008)
3. Mad Men (2007-2015)
4. Succession (2018-2023)
5. Fleabag (2016-2019)
6. Game of Thrones (2011-2019)
7. Veep (2012-2019)
8. 30 Rock (2006-2013)
9. Curb Your Enthusiasm (2000-2024)
10. Atlanta (2016-2022)
11. The Office - EUA (2005-2013)
12. Arrested Development (2003-2019)
13. Girls (2012-2017)
14. Friday Night Lights (2006-2011)
15. A Sete Palmos (2001-2005)
16. The Office - Reino Unido (2001-2003)
17. The Americans (2013-2018)
18. I May Destroy You (2020)
19. Chernobyl (2019)
20. The Crown (2016-2023)
21. The White Lotus (2021-presente)
22. Lost (2004-2010)
23. The Comeback: O Retorno (2005-2026)
24. Deadwood (2004-2006)
25. The Leftovers (2014-2017)
26. Black Mirror (2011-presente)
27. Better Call Saul (2015-2022)
28. Band of Brothers (2001)
29. Key & Peele (2012-2015)
30. Ruptura (2022-presente)
31. Survivor (2000-presente)
32. Andor (2022-2025)
33. Enlightened (2011-2013)
34. Schitt's Creek (2015-2020)
35. True Detective (2014)
36. The Pitt (2025-presente)
37. Battlestar Galactica (2005-2009)
38. Homeland: Segurança Nacional (2011-2020)
39. Watchmen (2019)
40. Adolescência (2025)
41. Louie (2010-2015)
42. Hacks (2021-2026)
43. Peaky Blinders (2013-2022)
44. BoJack Horseman (2014-2020)
45. Happy Valley (2014-2023)
46. Broad City: A Cidade das Minas (2014-2019)
47. Twin Peaks: O Retorno (2017)
48. House of Cards (2013-2018)
49. Pessoas Normais (2020)
50. Parks and Recreation (2009-2015)
51. The Good Place (2016-2020)
52. Downton Abbey (2010-2015)
53. Stranger Things (2016-2025)
54. The Bureau (2015-2020)
55. Insecure (2016-2021)
56. Nathan for You (2013-2017)
57. I Think You Should Leave (2019-presente)
58. Chappelle's Show (2003-2006)
59. PEN15 (2019-2021)
60. Peep Show (2003-2015)
61. RuPaul's Drag Race (2009-presente)
62. Slow Horses (2022-presente)
63. The Thick of It (2005-2012)
64. Anthony Bourdain: Parts Unknown (2013-2018)
65. Mare of Easttown (2021)
66. The Rehearsal (2022-presente)
67. O Conto da Aia (2017-2025)
68. Ozark (2017-2022)
69. Anthony Bourdain: No Reservations (2005-2012)
70. The Shield (2002-2008)
71. Treta (2023)
72. Round 6 (2021-2025)
73. Barry (2018-2023)
74. O Urso (2022-2026)
75. Ted Lasso (2020-2026)
76. Alguém em Algum Lugar (2022-2024)
77. Modern Family (2009-2020)
78. It's Always Sunny in Philadelphia (2005-presente)
79. The Good Wife (2009-2016)
80. How to with John Wilson (2020-2023)
81. O Gambito da Rainha (2020)
82. Better Things (2016-2022)
83. Justified (2010-2015)
84. Planeta Terra (2006)
85. The Great British Baking Show (2010-2026)
86. Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (2024)
87. Reservation Dogs (2021-2023)
88. Dexter (2006-2013)
89. Bebê Rena (2024)
90. Eastbound & Down (2009-2013)
91. Catastrophe (2015-2019)
92. The Night Of (2016)
93. Estação Onze (2021)
94. A Diplomata (2023-2026)
95. House (2004-2012)
96. Halt and Catch Fire (2014-2017)
97. Community (2009-2015)
98. The OA (2016-2019)
99. Gilmore Girls (2000-2007)
100. Escândalos: Os Bastidores do Poder (2012-2018)

 

 

por Folhapress

EUA - A situação judicial da influenciadora e modelo Adva Lavie, de 29 anos, ganhou um novo capítulo nos Estados Unidos. Conhecida também como Mia Ventura, Shoshana e Shana, ela já responde a acusações de furtar pessoas que conhecia por meio de aplicativos de relacionamento e agora é investigada pela suspeita de ter dopado o ex-noivo, o empresário bilionário Stephen Cloobeck, de 64 anos, com cetamina.

A existência da nova investigação veio à tona por meio de um mandado de busca obtido pelo Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) para examinar o celular da influenciadora. O documento foi revelado pelo "Los Angeles Times" e também obtido pela emissora ABC7.

No pedido judicial, a detetive Andrea Marsh, do LAPD, relatou que um investigador da polícia de Beverly Hills já acompanhava Lavie por outra razão.

"O detetive Steve Own conhecia Lavie porque ele próprio investigava se ela estava dopando seu noivo, Steve Cloobeck, com cetamina", diz o documento.

As autoridades não revelaram o que motivou inicialmente a suspeita, se houve exame toxicológico ou em quais circunstâncias a substância teria sido administrada. Lavie não foi acusada formalmente de dopar Cloobeck, e a apuração sobre o episódio continua em andamento.

Um advogado da influenciadora, Jeremy Lessen, afirmou ao "Los Angeles Times" que não poderia comentar a suspeita. A polícia de Beverly Hills também não apresentou detalhes sobre o caso.

Ex-noivo chegou a registrar ocorrência

Stephen Cloobeck, fundador da Diamond Resorts International e ex-candidato ao governo da Califórnia, chegou a registrar uma ocorrência junto à polícia de Beverly Hills, segundo uma fonte ouvida pelo jornal americano.

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O conteúdo completo desse registro não foi divulgado. Cloobeck e Lavie chegaram a ficar noivos, mas o relacionamento terminou enquanto a modelo já enfrentava problemas com a Justiça.

O empresário também se tornou personagem do processo criminal envolvendo a ex-noiva. Em maio, ele próprio foi acusado de tentar dissuadir testemunhas de depor e de assédio por ligações telefônicas. Cloobeck se declarou inocente, e seu advogado classificou as acusações como falsas.

Influencer é acusada de se aproximar de homens ricos para furtá-los

Os problemas de Lavie com a Justiça começaram antes da investigação envolvendo o bilionário.

Segundo a Promotoria do Condado de Los Angeles, entre 2023 e 2025, a influenciadora teria usado aplicativos de relacionamento para criar vínculos com homens mais velhos e ricos, além de algumas mulheres mais jovens, em áreas como Beverly Hills, West Hollywood, Los Angeles e Westlake Village.

A acusação sustenta que Lavie se apresentava como namorada ou acompanhante de viagem, conquistava a confiança das pessoas e, depois de conseguir acesso às residências, teria levado dinheiro, ouro e artigos de luxo.

O promotor Nathan Hochman afirmou que o caso envolve uma suposta exploração da "confiança construída por meio de relacionamentos online". Lavie nega as acusações.

Ela responde a seis acusações criminais no Condado de Los Angeles: duas por uso não autorizado de informações pessoais, duas por furto qualificado e duas por invasão residencial, sendo uma delas com uma pessoa presente no imóvel.

Lavie se declarou inocente. Caso seja condenada em todas essas acusações, pode receber uma pena superior a 11 anos de prisão.

Rolex e produtos Louis Vuitton estão em outra investigação

Enquanto respondia ao processo em liberdade, usando tornozeleira eletrônica, Lavie voltou a ser presa em julho.

Nesse segundo caso, investigadores de Riverside afirmam que ela teria furtado objetos de um homem durante o festival Coachella, em 2025. Entre os itens estavam um relógio Rolex avaliado em US$ 8,6 mil, óculos e um porta-cartões da Louis Vuitton, além de dinheiro.

Segundo a CBS Los Angeles, os objetos teriam valor total superior a US$ 11 mil. A polícia de Indio afirmou que imagens de segurança mostrariam Lavie entrando no veículo da vítima depois de uma discussão relacionada a uma pulseira de acesso ao festival.

O mandado que revelou a investigação sobre a possível dopagem de Cloobeck também traz outro detalhe: quando um policial de Beverly Hills encontrou Lavie em um restaurante, ela aparentemente não estava usando a tornozeleira determinada pela Justiça.

Os policiais verificaram que o dispositivo eletrônico indicava que ela estaria em um hotel próximo, enquanto a influenciadora estava no restaurante. Ela acabou sendo presa novamente.

Processo chegou a ser suspenso por avaliação sobre saúde mental
Em agosto, a defesa de Lavie pediu que ela fosse encaminhada para um programa de tratamento de saúde mental em vez de continuar respondendo ao processo pela via criminal tradicional. O pedido foi rejeitado por um juiz de Los Angeles.

Dias depois, o processo foi temporariamente suspenso após a defesa levantar dúvidas sobre a capacidade mental da influenciadora para acompanhar o próprio julgamento. A Justiça determinou que a questão fosse avaliada antes da continuidade da ação criminal.

As investigações sobre os supostos furtos e sobre a possível dopagem de Stephen Cloobeck são distintas. Até o momento, Lavie não foi denunciada criminalmente pela suspeita envolvendo cetamina.

 

 

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