Jornalista/Radialista
ARARAQUARA/SP - Na quarta-feira (23), foi registrado mais um caso de violência doméstica na cidade de Araraquara.
A Polícia Militar foi acionada na UPA Central, pois uma mulher de 24 anos, estava passando por atendimento na unidade.
Ela foi socorrida pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) após levar uma facada nas costas, desferida por seu amásio.
Durante o socorro, a vítima relatou que teve um desentendimento com o autor, e durante a discussão, o indivíduo desferiu a facada em suas costas e fugiu em seguida.
A mulher foi medicada, ficando em observação e não corre risco de morte. O homem segue foragido.
*Por: Ed Junior / PORTAL MORADA
RIO VERDE/MT - A FS Bioenergia, maior produtora de etanol à base de milho do Brasil, investirá cerca de R$ 250 milhões para implementar um sistema de bioenergia com captura e estocagem de carbono - BECCS, na sigla em inglês - em sua fábrica de Lucas do Rio Verde (MT). Com isso, a unidade será a primeira do País a ter pegada de carbono negativa - ou seja, vai estocar mais carbono do que emite. Na estimativa da companhia, o BECCS eliminará 400 mil toneladas de carbono por ano - o projeto deve ficar pronto em três a quatro anos.
A FS vai capturar, comprimir e transportar o carbono produzido na unidade até um local de armazenamento subterrâneo. A empresa contratou estudos geológicos e sísmicos para definir qual será a localização exata da injeção de carbono.
"Fizemos a primeira etapa de viabilidade, que determinou que a condição geológica da região das nossas plantas é boa. Agora, estamos fazendo estudos sísmicos para garantir que o local é viável", afirmou ao Estadão/Broadcast o presidente da companhia, Rafael Abud. "Este ano devemos ter uma viabilidade mais detalhada para avançar na construção do projeto."
O estudo sísmico é feito para identificar o ponto e a profundidade ideais para a injeção do carbono. Ele é injetado em rochas porosas localizadas logo abaixo de rochas impermeáveis, que evitam que o carbono chegue à atmosfera - esse seria o principal risco do armazenamento. O carbono injetado ocupa os poros da rocha e se expande lateralmente - a expansão vertical é impossibilitada por causa da rocha impermeável selante.
Na área onde o gás é injetado, haverá a chamada "cabeça" do poço injetor, de aproximadamente 2 metros de altura, com válvulas para controlar o fluxo da injeção. A compressão e a desidratação do CO2 serão feitas em um galpão erguido junto à usina.
Será a primeira vez que o sistema será usado para esse propósito no Brasil - a Petrobrás tem um projeto semelhante, mas o foco é retirar petróleo e o volume de carbono que permanece no solo é baixo. "No nosso caso, o carbono fica estocado para sempre e nós monitoramos os poços para garantir que não haja vazamentos", diz Abud. Para evitar que o carbono vaze, sensores vão medir o teor de CO2 na atmosfera, no solo e em poços.
A companhia espera conseguir estocar todo o carbono da fermentação de etanol produzido pela planta nos próximos 30 anos ou mais. O vice-presidente executivo de Sustentabilidade e Novos Negócios da FS, Daniel Lopes, diz que o carbono que será capturado na unidade tem alto grau de pureza. Com isso, é preciso apenas comprimir e desidratar o gás - caso fosse necessário separá-lo de outros gases antes da estocagem, o custo do projeto aumentaria.
Novas receitas com créditos de carbono
A empresa espera conseguir receitas com esse projeto por meio da venda de créditos de carbono, tanto no Brasil, pelo RenovaBio, quanto no exterior, em programas como o Low Carbon Fuel Standard (LCFS), da Califórnia.
O plano da FS é emitir 32 milhões de Créditos de Descarbonização (CBIOs) - os títulos emitidos pelo RenovaBio - entre 2020 e 2030. O CBIO é emitido por produtores e importadores de biocombustíveis e o RenovaBio exige que distribuidoras adquiram um determinado volume desses títulos para compensar suas emissões de carbono. Cada CBIO equivale a 1 tonelada de CO2 que deixou de ser emitida.
Com o projeto de captura e armazenagem de carbono, a companhia ganhará prêmio na nota de eficiência ambiental, o que permitirá que a empresa emita um volume maior de CBIOs por litro produzido. O volume arrecadado com isso vai depender do preço desses créditos - a expectativa é de que, ao longo dos anos, eles se valorizem.
"Nosso combustível já tem a menor pegada de carbono e agora buscamos reduzir mais ainda", diz Abud. "Por dois motivos: primeiramente, porque acreditamos ser uma contribuição para reduzir as mudanças climáticas. O segundo motivo é que está se formando um mercado de carbono cada vez mais atrativo. Há 60 mercados de carbono no mundo, e algumas empresas adquirem crédito voluntariamente, como a Microsoft."
A maior parte dos créditos negociados deve ser de CBIOs, mas as exportações de etanol também devem ter papel importante, principalmente porque a tonelada do carbono é negociada a um preço expressivamente mais alto no exterior - a empresa emite os créditos de carbono no país que recebe o biocombustível. Aqui, o preço médio do CBIO entre janeiro e maio deste ano foi de R$ 27,12, enquanto na Califórnia o preço médio do crédito em maio foi de US$ 190 - equivalente a mais de R$ 950.
A estimativa de investimento de R$ 250 milhões pode mudar a depender do câmbio e dos detalhes da formação rochosa. "Pode variar cerca de 15%, mas não deve ficar longe disso, o que está bem em linha com os patamares internacionais", explica Lopes.
Ele diz ainda que pode ser possível instalar um projeto parecido na usina da FS em Sorriso, também em Mato Grosso. "Os estudos iniciais da ANP iam até a entrada de Sorriso. Não tivemos acesso ao que acontece depois da entrada e nossa fábrica fica um pouco depois da divisa. Então focamos inicialmente em Lucas, porque o gasto em estudos sísmicos é grande."
Abud afirma que esse tipo de projeto também pode ser estendido para regiões produtoras de etanol de cana-de-açúcar. "A formação geológica do Brasil permite, e seria muito positivo se o mercado premiasse a retenção de carbono e isso pudesse se tornar um projeto de amplitude nacional."
As bacias sedimentares (estruturas geológicas com várias camadas de rochas sedimentares) que ocupam boa parte do território brasileiro têm a profundidade e as condições adequadas para essa atividade. Elas contêm tanto as rochas porosas, para injetar o carbono, quanto as impermeáveis, que fazem o gás permanecer no local onde foi injetado.
*Por: Augusto Decker / ESTADÃO
BRASÍLIA/DF - A Turma da Mônica é a estrela de guia lançado com orientações para a prevenção do novo coronavírus em ambiente escolar. A cartilha Cuidados na Escola tem a intenção de orientar as famílias do Brasil sobre o retorno às aulas presenciais, que tem ocorrido gradualmente em diferentes estados e municípios.
A cartilha foi elaborada pela equipe técnica do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), das áreas de saúde, educação e WASH, que é a sigla em inglês para Água, Saneamento e Higiene. O guia inclui ainda informações e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e secretarias de saúde estaduais e municipais.
Na visão do Unicef, é preciso reforçar alguns cuidados nesse retorno que se dá depois de meses sem que os alunos pudessem frequentar as escolas presencialmente. O guia, que é ilustrado pelos personagens do Bairro do Limoeiro, traz procedimentos de forma didática para que os pais, mães e responsáveis orientem as crianças e adolescentes no retorno às escolas. “Para que todos fiquem protegidos, incluindo estudantes, profissionais que atuam nas escolas e as famílias de cada um”, apontou o Unicef.
A cartilha também dá dicas de como abordar o assunto com os filhos e sugere atividades para serem realizadas pelas escolas. “O material também traz orientações e os cuidados necessários no ambiente escolar, tanto na sala de aula, quanto no transporte e na hora do recreio, como o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos”, detalhou o Fundo da ONU.
Para reforçar a inclusão, o guia inclui ainda ações de prevenção para crianças e adolescentes com deficiências cognitivas ou respiratórias graves que provocam dificuldade de utilização das máscaras. Além disso, propõe alternativas a crianças e adolescentes com perda ou problemas auditivos, que precisam ter a leitura labial e visualizar as expressões do locutor. A sugestão, nesse caso, é o uso de máscaras transparentes. “Dessa forma, é possível construir um ambiente seguro e que garanta oportunidades de aprendizagem a todos”, avaliou o Fundo das Nações Unidas.
Para a diretora-executiva da Maurício de Sousa Produções, Mônica Sousa, é de extrema importância que a mensagem seja transmitida de forma mais clara possível, para que chegue às famílias de maneira eficaz. "Nesse momento em que os pequenos estão ansiosos para reencontrar e interagir com os colegas, é fundamental reforçar todos os procedimentos para que eles possam aproveitar o retorno à escola com a maior segurança possível. Entendemos que a forma didática é a mais eficaz de se passar a orientação às famílias, principalmente, por meio de personagens e histórias que todos já conhecem, facilitando a divulgação e entendimento da mensagem”, observou.
A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, destacou que as escolas são parte essencial na vida de cada criança e além da educação e a preparação para o mundo do trabalho, o ambiente escolar representa uma diversidade de outras oportunidades de desenvolvimento para as crianças e adolescentes, incluindo competências sociais, proteção contra diferentes formas de violência e, para muitos, também alimentar-se bem.
“Em novembro de 2020, mais 5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à educação no Brasil. Muitas famílias têm dúvidas sobre como realizar a volta para a escola de uma maneira segura. Este novo guia responde a muitas destas questões e vai ajudar crianças, adolescentes e famílias a retornar à escola, e se manter nela, de forma segura", completou.
O UNICEF e a Maurício de Sousa Produções trabalham juntos desde o início da pandemia, para passar informações à população, desenvolvendo diversos materiais com orientações contra o novo coronavírus por meio dos canais digitais. A iniciativa faz parte do projeto Juntos contra o coronavírus, que é uma campanha realizada pela Maurício de Sousa Produções. Em 2007, a personagem Mônica se tornou embaixadora do Unicef, participando de campanhas relacionadas aos direitos da criança e do adolescente. Seu criador, Mauricio de Sousa, recebeu o título de escritor para crianças concedido pelo Unicef.
*Por Cristina Índio do Brasil - Agência Brasil
Levantamento foi feito pela UFSCar, em parceria com universidade inglesa, e acompanhou mais de dois mil idosos
SÃO CARLOS/SP - Pesquisa realizada no Departamento de Gerontologia (DGero) e no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFSCar, em parceria com o Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London (UCL), verificou que o acúmulo de gordura na região abdominal combinado à perda de força muscular reduz a velocidade de caminhada em idosos. Essa condição pode trazer riscos à segurança da mobilidade dessa população em diversas situações e à independência em suas atividades diárias.
O estudo acompanhou, por oito anos, 2.294 indivíduos participantes do English Longitudinal Study of Aging (ELSA), com 60 anos ou mais, que não tinham limitação da mobilidade quando o trabalho começou. A pesquisa foi conduzida pela doutoranda da UFSCar Roberta de Oliveira Máximo, sob orientação de Tiago da Silva Alexandre, docente do DGero, como parte de um projeto Jovem Pesquisador e outro de Doutorado, ambos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Tiago Alexandre compartilha que, com o passar dos anos, um cenário comum começa a ser notado pelos idosos: "seu corpo passa por diversas mudanças, a gordura começa a se acumular na região abdominal, seus músculos ficam mais fracos e os passos cada vez mais lentos". O professor explica que, de fato, a gordura segue um padrão de distribuição diferente em idosos. Com o envelhecimento, ocorre uma perda da gordura subcutânea (localizada embaixo da pele) e um acúmulo maior na região abdominal. "Essa região central é mais metabolicamente ativa e tem maior potencial inflamatório, agravando uma situação já em curso, a perda de força muscular relacionada à idade conhecida como dinapenia. Assim, quando a obesidade abdominal e a dinapenia estão presentes ao mesmo tempo, a condição é denominada clinicamente de obesidade abdominal dinapênica, mais prejudicial aos idosos, o que, por sua vez, acelera o declínio da velocidade de caminhada", complementa o orientador do estudo.
Os resultados da pesquisa indicaram que os idosos com obesidade abdominal dinapênica tiveram um declínio na velocidade de caminhada de 15 centímetros por segundo nos oito anos de acompanhamento, enquanto aqueles não obesos abdominais e não dinapênicos tiveram um declínio inferior, no mesmo período, de 4,8 centímetros por segundo. "Os 15 centímetros por segundo parecem pouco, mas podem ser capazes, por exemplo, de dificultar o cruzamento de uma rua no tempo determinado por um semáforo, uma vez que a velocidade normal de marcha de um idoso deve ser superior a 80 centímetros por segundo", destaca Tiago Alexandre. "É comum que idosos com lentidão apresentem mais limitações para realizar suas atividades rotineiras e fiquem cada vez mais confinados em casa, devido à insegurança ao transitar por diversos espaços sob o risco de atropelamentos ou quedas", pontua Roberta Máximo.
Outro ponto importante levantado pelo estudo foi que os idosos apenas dinapênicos ou apenas obesos abdominais não apresentaram um declínio da velocidade de caminhada superior àqueles nem obesos abdominais e nem dinapênicos. "Isso reforça a importância de se identificar idosos obesos abdominais dinapênicos como um grupo que precisa de rápida intervenção dado seu maior risco de ter limitação da mobilidade", reforça Alexandre. No estudo, o diagnóstico de obesidade abdominal dinapênica foi considerado pela circunferência de cintura >102 cm para homens e >88 cm para mulheres e pelo teste de força de preensão manual <26 kg para homens e <16 kg para mulheres.
"Os resultados deixam uma importante recomendação, já que a obesidade abdominal dinapênica é uma condição modificável e que pode ser tratada por meio do treinamento aeróbio e de força muscular para prevenir a limitação da mobilidade em idosos", ressalta Roberta Máximo. A doutoranda também chama atenção para a importância de uma abordagem interdisciplinar no sentido de atuar na prevenção, orientação e supervisão da assistência a esses idosos.
Publicação
Os levantamentos da pesquisa foram publicados na revista Age and Ageing, uma das principais revistas internacionais na área de Geriatria e Gerontologia, no artigo "Dynapenia, abdominal obesity or both: which accelerates the gait speed decline most?", que pode ser acessado no link https://bit.ly/3gy4NYb.
A realização da pesquisa foi aprovada pelo Serviço Nacional de Ética em Pesquisa, do London Multicentre Research Ethics Committee (MREC/01/2/91).
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.