Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O Tiro de Guerra 02-035 realizou, no sábado, 15 de novembro, a cerimônia que marca o encerramento das atividades de instrução da turma de 2025. O evento, em São Carlos, reuniu autoridades militares, familiares e convidados — entre eles integrantes da Associação dos Veteranos da Força Aérea Brasileira (AVFAB-YS), de Pirassununga, que participaram a convite do chefe da Instrução, subtenente Weslley Alexander Daibert.
Veteranos da Força Aérea — Antonio Ribeiro, Dempsey Zanetti, Emerson Lindman e Sérgio Chináglia — acompanharam a solenidade, que celebrou a formação dos atiradores após um ano de atividades voltadas ao preparo cívico, disciplina e reforço dos valores de cidadania.
Durante o evento, atiradores e colaboradores receberam diplomas e medalhas em reconhecimento ao desempenho e ao apoio prestado ao TG. A cerimônia também marcou a despedida de Daibert, que esteve à frente da instrução nos últimos dois anos.
A AVFAB-YS homenageou o subtenente com um certificado de agradecimento pelas parcerias firmadas ao longo do ano, especialmente no apoio a ações como a campanha de doação de sangue e uma palestra realizada pela entidade em conjunto com a unidade militar.
ITIRAPINA/SP - A Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio da 2ª Companhia do 37º BPM/I, anuncia à população de Itirapina e Analândia uma importante entrega resultante da parceria institucional com o Fórum Criminal de Itirapina. A aquisição de novos torniquetes e porta-torniquetes — equipamentos essenciais para o Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático) — foi viabilizada graças a recursos provenientes da pena de prestação pecuniária, autorizados pelo Excelentíssimo Juiz de Direito Dr. Leonardo.
A destinação dessa verba, prevista pela legislação e voltada a projetos de interesse social, permitiu equipar as equipes da Polícia Militar com materiais atualizados e padronizados para situações críticas de atendimento a vítimas de hemorragia grave. Esta iniciativa reforça o compromisso do Judiciário e da PM em unir esforços para promover segurança, eficiência e cuidado direto com a vida da população.
Com os novos equipamentos, foi determinada a realização de uma instrução teórico-prática obrigatória para todo o efetivo das cidades de Itirapina e Analândia, tendo como foco a correta aplicação do Procedimento Operacional Padrão de uso do Torniquete. O treinamento, conduzido pelo 3º Sgt PM Boldan, ocorreu entre os dias 03 e 18 de novembro, integrando revisão técnica, demonstrações práticas e protocolos de segurança em situações de urgência.
A iniciativa traz benefícios diretos e imediatos para a sociedade. Em ocorrências envolvendo acidentes, ferimentos por armas de fogo ou situações de risco elevado, a intervenção rápida e correta pode ser decisiva para preservar vidas. Equipar a tropa e capacitá-la continuamente fortalece o atendimento prestado à comunidade e eleva o padrão de resposta da Polícia Militar.
Além do ganho operacional, a parceria evidencia a boa utilização dos recursos provenientes da Justiça, garantindo transparência e responsabilidade no emprego de verbas destinadas ao interesse público. Cada equipamento adquirido e cada policial treinado significam maior capacidade de salvar vidas e proteger cidadãos.
A Polícia Militar reafirma seu compromisso de servir e proteger à população e de atuar de forma integrada com os demais órgãos públicos, sempre com foco na defesa da vida, da integridade física e da dignidade humana.
BRASÍLIA/DF - Por dois anos seguidos, caiu a proporção de pessoas que trabalhavam em casa, o chamado home office. Em 2024, eram quase 6,6 milhões de pessoas que realizavam as atividades profissionais onde moravam. Em 2022, esse número superava 6,7 milhões.
Em termos de proporção, a redução foi de 8,4% para 7,9% dos trabalhadores. O ponto de inflexão foi em 2023, quando 6,61 milhões estavam trabalhando em casa (8,2% do total).
A constatação - que representa uma inversão na tendência crescente que tinha sido acentuada pela pandemia de covid-19 - faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estudo traz dados anuais desde 2012, exceto de 2020 e 2021, por causa da pandemia de covid-19 que inviabilizou a coleta de dados.
As proporções apontadas pelo IBGE se referem ao universo de 82,9 milhões de trabalhadores em 2024. Por critério do instituto, esse conjunto exclui empregados no setor público e trabalho doméstico.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a classificação trabalho no domicílio de residência vale também para pessoas adeptas do coworking (escritórios compartilhados).
“As pessoas falam: ‘eu trabalho de casa’, mas não necessariamente ela vai trabalhar em casa, ela pode escolher ir a um coworking”, pondera.
O levantamento mostra que as mulheres eram a maioria em home office. Elas somavam 61,6% dos trabalhadores nessa condição.
Observando o total de trabalhadores por sexo, 13% das mulheres estavam em home office. Entre os homens, a parcela era de 4,9%.
O pesquisador do IBGE afirma que o trabalho no domicílio de residência “claramente deu uma arrancada depois da pandemia”.
Em 2012, a parcela das pessoas nessa condição era de 3,6%. Em 2019, figurava em 5,8%, alcançando o ponto mais alto em 2022 (8,4%), antes de regredir nos dois últimos anos.
“Mas ainda está em um nível superior ao que tínhamos antes do período pandêmico e das novas tecnologias”, assegura Kratochwill.
A diminuição do home office é um movimento que tem causado insatisfação em algumas empresas. No começo deste mês, o Nubank, um dos maiores bancos do país, anunciou regressão gradual no trabalho de casa.
A insatisfação terminou com a demissão de 12 funcionários, de acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
Em março, funcionários da Petrobras fizeram uma paralisação contra a diminuição do teletrabalho, entre outros motivos.
- estabelecimento do próprio empreendimento: 59,4%
- local designado pelo empregador, patrão ou freguês: 14,2%
- fazenda, sítio, granja, chácara etc.: 8,6%
- domicílio de residência: 7,9%
- veículo automotor: 4,9%
- via ou área pública: 2,2%
- estabelecimento de outro empreendimento: 1,6%
- domicílio do empregador, patrão, sócio ou freguês: 0,9%
- outro local: 0,2%
Um detalhe é que os trabalhadores que realizam atividade no veículo automotor passaram de 3,7% em 2012 para 4,9% em 2024. Para Kratochwill, esse cenário reflete o surgimento de serviços de aplicativo como Uber e 99.
“Com certeza há um impacto do transporte de passageiros”, diz. “Mas não se pode desconsiderar essa nova onda de food truck (venda de comida em veículos). Cada um, um pouquinho favorece para isso”, acrescenta.
Na categoria trabalho no veículo, as mulheres são apenas 5,4% do total de trabalhadores.
De todos os homens do universo da pesquisa, 7,5% trabalham no veículo. Entre as mulheres a parcela é de 0,7%.
AGÊNCIA BRASIL
MANAUS/AM - A presença dos dinossauros em diversas regiões do Brasil já é conhecida por pesquisadores há muito tempo. Fósseis importantes já foram descobertos, mas não havia nenhuma evidência de que eles teriam habitado a região amazônica.
Agora, pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) conseguiram identificar, pela primeira vez, indícios de que os animais viveram na Amazônia há mais de 103 milhões de anos.
Os principais indícios foram mais de dez pegadas da era jurássico-cretácea identificadas na região conhecida como Bacia do Tacutu. Os registros foram localizados na cidade de Bonfim, no norte de Roraima.
No entanto, não é possível identificar com certeza a quais tipos de dinossauros pertenciam essas pegadas, mas dá para saber, a partir delas, quais grupos viviam na região. Entre eles estão os raptores, ornitópodes (bípedes e herbívoros), além dos xireóforos, que têm uma espécie de armadura óssea na parte superior do corpo.
A região da Amazônia sempre apresentou poucas descobertas arqueológicas porque as rochas do local foram expostas e passaram pelo processo de intemperização. Esse fenômeno causa o desgaste e a decomposição da rocha, o que dificulta a preservação dos fósseis.
Segundo o pesquisador Lucas Barros, que encontrou a pegada, a preservação do material ósseo acontece apenas quando as rochas estão soterradas.
“O Tacutu seria um vale com diversos canais de rios que fluíam juntos. Era um local com muita água e muita vegetação”, explica o pesquisador, que concluiu recentemente um mestrado sobre o tema na Unipampa.
“Se você tem um vale com muita umidade, as barras do rio também ficarão úmidas. Após o animal fazer essa pegada, ela perde, com o tempo, a umidade e fica dura. Isso permite que ela resista ao processo de soterramento”.
Com o passar de milhares de anos, a pegada soterrada solidifica-se e vira uma rocha que consegue, mesmo quando exposta, resistir à ação erosiva e intempérica do solo.
Uma pequena vegetação de cerrado na Bacia do Tacutu também permitiu a preservação das pegadas.
“Essa mancha de savana permite que a gente encontre afloramentos nas rochas e verifique se existe alguma coisa ali de conteúdo fossilífero. [Isso possibilita] que a gente também descubra fósseis de invertebrados e vegetais, troncos fossilizados e impressões de folhas,” explica Barros.
As pegadas de dinossauro foram identificadas em 2014, em uma atividade de campo dos alunos de geologia da UFRR, comandada pelo professor Vladimir Souza. Na época, a universidade não tinha nenhum especialista em paleoecologia (que estuda a relação de organismos fósseis e seus ambientes passados), nem o equipamento necessário para realizar a análise das pegadas.
Assim, o projeto acabou sendo engavetado e a descoberta acabou não sendo divulgada.
“Se na época a gente divulgasse isso, viriam outras pessoas e tomariam a pesquisa para eles”, diz Souza.
Em 2021, o estudo foi reativado por Barros, que a transformou, com o professor Felipe Pinheiro, da Unipampa, em tese de mestrado. Barros começou a mapear os locais que possuíam icnofósseis, que são vestígios da presença de organismos que viveram no passado.
A identificação das pegadas começa com a técnica de fotogrametria, em que um modelo 3D de alta fidelidade é criado.
“Isso permite digitalizar o modelo em uma escala muito fiel. É através disso que nós descrevemos essas pegadas. Foi o que eu realizei durante o meu mestrado, descrevi essas pegadas e descobri novos afloramentos”, explica.
Barros estima que existam centenas de pegadas na Bacia do Tacutu. Neste momento, o pesquisador investiga pegadas localizadas na terra indígena Jabuti, em que já foram encontradas quatro áreas com valor científico.
Muitas pegadas são encontradas em áreas privadas, o que impede que sejam estudadas plenamente. Alguns fazendeiros temem que novas pesquisas levem à demarcação de suas terras, à tomada de suas propriedades pelo governo ou à falta de indenização adequada.
AGÊNCIA BRASIL
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