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Fabricante de aquecedores deve adotar sensor de CO produzido na UFSCar

Escrito por  Set 16, 2019
Testes fecham ciclo que começou com Ciência básica e agora chega à inovação

 

SÃO CARLOS/SP - O interesse da fabricante de aquecedores Rinnai em um sensor de monóxido de carbono (CO) desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) deve levar ao fechamento de um ciclo que começou com pesquisa de fenômenos fundamentais no Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) e, agora, se aproxima da aplicação e, assim, do usuário final. A intoxicação por CO - gás invisível e inodoro - é uma causa comum de morte por envenenamento e, para evitá-las, o sensor desenvolvido no CDMF é capaz de interromper o suprimento de gás quando é detectada concentração que possa ameaçar a segurança das pessoas, seja pela intoxicação, seja pelo risco de explosão.
Atualmente, o trabalho com o sensor, no CDMF, é liderado por Miguel Ponce, professor da Universidad Nacional de Mar del Plata, da Argentina, que já colabora com o Centro há 16 anos e, atualmente, está passando uma temporada na UFSCar no âmbito do programa de Pesquisador Visitante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Também atua intensamente na iniciativa o pós-doutorando Leandro Silva Rosa Rocha.
O contato com a Rinnai aconteceu em função dos bons resultados obtidos anteriormente com o sensor, em laboratório. A partir do interesse da empresa, uma reunião foi realizada na sede da Rinnai em Mogi das Cruzes (SP) no início deste mês, com a presença do Diretor do CDMF, Elson Longo, Professor Sênior no Departamento de Química (DQ) da UFSCar, e do Diretor da Rinnai, Marcos Fumio Shibuya. Agora, já estão sendo realizados os primeiros testes com o sensor instalado nos aquecedores da Rinnai.
As pesquisas voltadas ao desenvolvimento do sensor de monóxido de carbono foram realizadas com financiamento da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Brasil; do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina; do Ministério de Ciência, Inovação e Universidades da Espanha; e do Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) da Itália. O trabalho tem a colaboração também de pesquisadores da Universitat Jaume I, da Espanha; da Universitá degli Studi di Ferrara, na Itália; e da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Guaratinguetá).
O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fapesp, e recebe também investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN). Mais informações em cdmf.org.br.
Última modificação em Terça, 21 Abril 2020 14:27
Henrique

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