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Redação

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 Jornalista/Radialista

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ARARAS/SP - O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA) é um grupo de pesquisa e extensão do Campus Araras da UFSCar que tem como objetivo a obtenção de variedades de cana-de-açúcar melhoradas e adaptadas às diversas condições climáticas, ou seja, iguais ou superiores às variedades plantadas hoje comercialmente, atendendo às necessidades do setor sucroalcooleiro. Através do PMGCA, a UFSCar integra, junto com outras nove universidades federais, a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), originada do extinto Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar, o Planalsucar, programa criado em 1971 para renovar o elenco de variedades de cana-de-açúcar disponíveis no País.

O centro do Campus Araras é destaque dentro da Rede. O PMGCA é responsável pela criação e manejo das variedades RB, sigla das cultivares da Rede, e possui centros experimentais localizados nos municípios de Araras e Valparaíso no estado de São Paulo com extensões em áreas fornecidas pelas empresas participantes do Programa. De acordo com o Censo Varietal 2022, a maioria da cana-de-açúcar plantada nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul tem origem no PMGCA: 57% da área plantada em São Paulo e 64% em Mato Grosso do Sul utilizam variedades RB, de responsabilidade do Programa.

Além das variedades, outras pesquisas relevantes para o setor são apoiadas pelo Programa. Recentemente, por exemplo, uma pesquisa de Iniciação Científica (IC), desenvolvida no âmbito do Grupo de Estudos em Biotecnologia de Plantas (GEBPlant) com apoio do PMGCA, identificou um marcador molecular - espécie de assinatura genética - de cultivares de cana-de-açúcar resistentes à ferrugem alaranjada, doença importante nessa cultura, causada por fungo que se espalha pelo ar. Com isso, o estudo indicou que essa pode ser uma ferramenta molecular importante na busca por novas cultivares resistentes à doença. Parte do estudo gerou a publicação "Field resistance and molecular detection of the orange rust resistance gene linked to G1 marker in Brazilian cultivars of sugarcane", que conquistou o Prêmio Summa Phytopathologica, como melhor artigo publicado no ano de 2020 no periódico de mesmo nome. Saiba mais em matéria publicada aqui no Portal da UFSCar.

Acompanhe o trabalho desenvolvido pelo Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar no site www.ridesaufscar.com.br.

CANADÁ - O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Canadá avançou 2,8% em junho na taxa anual, uma desaceleração em comparação à alta de 3,4% em maio, segundo o escritório de estatísticas canadense, conhecido como Statcan. Esta é a primeira vez desde março de 2021 que a inflação canadense fica dentro da faixa alvo estabelecida pelo BC do Canadá (BoC, na sigla em inglês), de 1% a 3%.

Contudo, a Oxford Economics alerta que o núcleo continuou acima da faixa alvo do banco central canadense em junho, embora tenha desacelerado nas categorias mediana (+3,9%) e reduzida (+3,7%) na comparação anual. Para a consultoria, a persistência do núcleo da inflação, somada a projeções de crescimento econômico forte no segundo semestre deste ano e início de 2024, ampliam a chance do BoC continuar elevando os juros.

“O banco central precisará ver a inflação desacelerar ainda mais para se convencer de que retornará de forma sustentável a 2%”, avaliou a Oxford. No entanto, o cenário base da consultoria é de que uma “recessão iminente” neste ano deve enfraquecer a demanda e retornar a inflação à meta de 2% até 2024.

Em relatório, o Bank of America comenta que a desaceleração da inflação, com ambas as medidas do núcleo abaixo de 4%, incentivaram o corte em suas projeções para a inflação canadense. O banco acredita que o arrefecimento nos preços pode levar o BoC a pausar o aperto monetário em breve, porém alerta que os riscos ainda são de alta para os juros no curto prazo. “Esperamos que o BoC permaneça em espera pelo resto do ano com a taxa básica de juros em 5,00%, já que o núcleo continua em queda e vemos evidências de um mercado de trabalho menos apertado (com o desemprego aumentando)”, conclui o banco, acrescentando que espera cortes nas taxas a partir do primeiro trimestre de 2024.

 

 

ISTOÉ DINHEIRO.

 ISTAMBUL - A Turquia atuará para ratificar a proposta de adesão da Suécia à Otan em conjunto com a cooperação de Estocolmo na luta contra o terrorismo, disse o presidente turco Tayyip Erdogan na última sexta-feira.

Suécia e Finlândia solicitaram adesão à Otan no ano passado em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, abandonando as políticas de não-alinhamento militar que tiveram durante a Guerra Fria. A candidaturas precisam ser aprovadas por todos os membros da aliança.

Enquanto atrasa a ratificação da candidatura sueca à Otan por mais de um ano, Erdogan inesperadamente concordou após a cúpula da aliança na Lituânia neste mês em encaminhá-la ao Parlamento da Turquia quando a legislatura se reunir novamente em outubro.

"O cronograma de trabalho do Parlamento turco determinará o processo de adesão da Suécia à Otan (ratificação)", disse Erdogan a repórteres em um voo retornando de países do Golfo, de acordo com seu gabinete.

"Será favorável à Suécia se eles tomarem medidas concretas na luta contra organizações terroristas e na extradição de terroristas."

Ancara acusa Estocolmo de fazer pouco contra indivíduos que a Turquia vê como terroristas, principalmente membros do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e o grupo que Ancara acusa de orquestrar um golpe fracassado em 2016, tendo a extradição como ponto crítico.

O tribunal superior da Suécia bloqueou recentemente a extradição de dois cidadãos turcos que Ancara diz fazerem parte de um grupo terrorista.

"Esperamos que as promessas sejam cumpridas", disse Erdogan.

Erdogan estava se referindo a um acordo que Turquia, Suécia e Finlândia fecharam no ano passado em Madri com o objetivo de abordar os temores de segurança de Ancara.

A Turquia condenou na quinta-feira a destruição parcial de um Alcorão em frente à embaixada do Iraque em Estocolmo, mas Erdogan não comentou publicamente sobre o incidente enquanto estava no avião.

 

 

 

Por Ece Toksabay e Huseyin Hayatsever / REUTERS

UCRÂNIA - Um novo ataque russo na última madrugada à cidade portuária de Odessa, na Ucrânia, deixou dois civis feridos e atingiu um terminal de grãos de uma empresa agrícola, destruindo 120 toneladas de cereais, incluindo 100 quilos de ervilha e 20 de cevada.  

Segundo o governador da região, Oleg Kiper, esse foi o quarto ataque ao local em uma semana – na madrugada de quarta para quinta-feira, os bombardeios a Odessa e Mykolaiv mataram três pessoas e feriram 20.  

“De madrugada, os russos dispararam mísseis de cruzeiro Kalibr de um porta-aviões no Mar Negro”, relatou, através do Telegram.  

As forças de defesa aérea ucranianas também informaram sobre lançamentos de mísseis supersônicos Onix em direção à mesma cidade.  

Autoridades pediram que moradores de Odessa fiquem em lugares seguros até o fim do alarme antiaéreo, e solicitaram que não filmem os trabalhos de defesa aérea “para não ajudar o inimigo”.  

Já a Rússia declarou que realizou exercícios militares e destruiu “um barco-alvo na área de treinamento de combate no noroeste do Mar Negro”.  

Analistas do think tank americano Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avaliam que Moscou está tentando criar “um senso de urgência” para que o Ocidente faça concessões que levem a Rússia a retomar o acordo de grãos com a Ucrânia.  

O pacto para a exportação marítima de cereais ucranianos, considerado essencial para equilibrar os preços globais e combater a fome no mundo, foi suspenso pela Rússia no último dia 17, com base em acusações de descumprimento da parte do acordo que beneficiaria as exportações russas.  

O ISW lembrou que a Ucrânia colhe a maior parte de seus grãos entre julho e agosto e que os ataques ao porto de Odessa e infraestruturas agrícolas podem complicar ainda mais a capacidade de Kiev de administrar os cereais já colhidos.  

“As interrupções prolongadas da logística do grão causarão efeitos em cascata cada vez maiores sobre o fornecimento. A Rússia intensifica os ataques e ameaça atingir embarcações civis no Mar Negro”, diz a análise.  

Também na sexta-feira (21), a Casa Branca confirmou que a Ucrânia passou a usar munições de fragmentação entregues pelos Estados Unidos, “impactando as formações russas”.  

Segundo o coordenador de comunicação estratégica do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, a aplicação dos projéteis cluster vai dar impulso à contraofensiva. (ANSA).  

 

 

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