BRASÍLIA/DF - A prévia da inflação oficial de outubro ficou em 0,32%, menos da metade do mês anterior (0,7%), conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (23).
O resultado faz com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumule 4,62% em 12 meses. Esse patamar fica acima da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano. Em setembro, o acumulado de 12 meses era 4,47%. Em outubro de 2025, o índice marcou 0,18%.
Veja o comportamento dos grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE em outubro:
- Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 ponto percentual - p.p.)
- Despesas pessoais: 0,55% (0,06 p.p.)
- Vestuário: 0,53% (0,02 p.p.)
- Comunicação: 0,43% (0,02 p.p.)
- Artigos de residência: 0,28% (0,01 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,15% (0,02 p.p.)
- Educação: 0,09% (0,01 p.p.)
- Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)
- Habitação: -0,10% (-0,02 p.p.)
No grupo alimentação e bebidas, o IBGE destaca que a alimentação no domicílio subiu 1,01%. Em setembro, variou 0,38%.
As maiores altas do grupo foram:
tomate: 24,54%
cebola: 13,63%
batata-inglesa: 10,96%
arroz: 5,80%
O tomate, aliás, foi o preço individual que mais pressionou o IPCA-15.
Pelo lado dos recuos, os principais subitens foram cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).
No grupo transporte, a alta foi pressionada pelos combustíveis, que subiram 1,2% em outubro. Subiram os preços do óleo diesel (3,70%), etanol (2,73%) e da gasolina (0,92%). O gás veicular recuou 0,18%.
As passagens aéreas ficaram, em média, 9,24% mais em conta, sendo o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo (impacto de -0,08 p.p.).
Único grupo a apresentar retração, a habitação (-0,10%) teve como principal contribuição negativa o custo da energia elétrica residencial, que variou -0,89%.
A explicação está na bandeira tarifária, que passou de amarela (com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/apos-cinco-meses-conta-de-luz-voltara-bandeira-verde-em-outubro))
Em setembro, a conta de luz (+7,42%) tinha sido o principal motor de alta do IPCA-15. A explicação foi a devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês de agosto. Sem o desconto, o preço voltou ao patamar normal em setembro.
Na avaliação do economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos do Financiamento das Empresas Brasileiras (Cefeb) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), não houve alívio disseminado dos preços, e a maior pressão veio dos alimentos.
“A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação. Em resumo: ganhou-se uma batalha contra a inflação, mas a guerra ainda não acabou”, avalia.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) surpreendeu analistas ao ficar abaixo das projeções do mercado financeiro em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A inflação medida pelo indicador desacelerou a 0,32%, após marcar 0,7% em setembro. A queda dos preços da passagem aérea (-9,24%) e da energia elétrica (-0,89%) ajudou a conter a alta, enquanto a carestia do grupo alimentação e bebidas (0,88%) pressionou o resultado geral.
O índice ficou abaixo tanto da mediana quanto do piso das previsões do mercado, que eram de 0,45% e 0,33%, conforme a agência Bloomberg. Economistas dizem que a queda da passagem aérea foi a principal surpresa.
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 acelerou a 4,62% até outubro, após marcar 4,47% até setembro. Assim, superou o teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central).
A aceleração está associada ao fato de que o IPCA-15 havia subido menos em outubro do ano passado (0,18%). A troca dessa leitura mais baixa pela atual aumentou o acumulado.
O índice de referência para a meta de inflação e a política de juros do BC é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.
O IPCA-15, por ser divulgado antes, dá uma sinalização para o IPCA. Uma das diferenças entre os dois é o período da coleta dos preços.
A apuração do IPCA-15 se estendeu de 16 de setembro a 14 de outubro. O IPCA, por sua vez, está concentrado no mês de referência. Logo, o resultado do índice oficial de outubro ainda não está fechado. Será publicado em 12 de novembro.
A trégua mensal do IPCA-15 não eliminou a preocupação de parte dos analistas com o quadro inflacionário. Um dos alertas é relativo aos preços dos serviços.
"Nos serviços subjacentes, que excluem itens mais voláteis, como passagens aéreas, os preços acumulam alta de 5,5% em 12 meses, mesmo diante da desaceleração da economia. Isso reforça a leitura de que trazer a inflação de volta para a meta não será uma tarefa simples", disse Claudia Moreno, economista do C6 Bank.
Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 8 tiveram aumento no IPCA-15 de outubro.
O ramo de alimentação e bebidas mostrou a maior variação (0,88%) e o principal impacto (0,19 ponto percentual) do lado das altas.
A taxa de 0,88% é a mais intensa para outubro em cinco anos, desde 2021. O resultado reflete, em parte, a carestia da alimentação no domicílio, que subiu 1,01%.
Um dos produtos que ficaram mais caros foi o tomate: 24,54%. O alimento exerceu a maior pressão individual sobre o IPCA-15 (0,06 ponto percentual).
O arroz (5,8%), a cebola (13,63%) e a batata-inglesa (10,96%) também se destacaram. Entre as quedas, o IBGE citou a cenoura (-10,67%), as frutas (-1,37%) e o café moído (-1,16%).
A alimentação fora do domicílio, em locais como bares e restaurantes, subiu 0,56%.
A inflação dos alimentos costuma acelerar na reta final do ano devido ao clima mais adverso para a produção. Em 2026, o quadro é potencializado pelo El Niño, conforme analistas.
Claudia Moreno, do C6 Bank, diz que a alimentação no domicílio subiu mais do que o habitual para esta época do ano em razão de fortes chuvas.
Ao mesmo tempo, segundo ela, as precipitações ajudaram a aliviar os preços da energia elétrica (-0,89%). A bandeira tarifária mudou de amarela em setembro para verde em outubro, sem cobrança adicional para os consumidores.
O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou o nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas, conforme a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Isso possibilitou a redução no uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.
O único grupo do IPCA-15 que mostrou baixa em outubro foi habitação (-0,1%), sob influência da conta de luz. A energia elétrica teve o segundo maior impacto individual do lado das quedas no índice (-0,04 ponto percentual).
Só a passagem aérea gerou uma contribuição mais intensa para baixo (-0,08 ponto percentual).
A divulgação dos dados ocorre às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo Lula (PT) chegou ao primeiro turno com a menor alta acumulada pelo IPCA em um mandato presidencial desde o início do Plano Real.
Mesmo assim, o petista largou em desvantagem na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Para analistas, um dos fatores que atrapalham Lula é o mal-estar de parte da população com o nível dos preços de itens básicos, como os alimentos.
Os produtos subiram menos no terceiro governo do petista, na comparação com o mandato de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. A inflação, contudo, incidiu sobre um patamar de preços que já pesava no orçamento familiar desde a pandemia.
Na mediana, o mercado financeiro espera IPCA de 5,22% para os 12 meses de 2026, conforme o boletim Focus, do BC. A estimativa está acima do teto de 4,5% da meta de inflação.
Para controlar os preços, o Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao BC, tem como arma a taxa básica de juros (Selic), que segue em nível elevado. A Selic está em 13,75% ao ano desde setembro.
O Copom terá mais duas reuniões neste ano -em 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro. Conforme o boletim Focus, o mercado financeiro vê espaço para redução da Selic a 13,25% até o fim de 2026.
Para Roberto Troster, coordenador do Cefeb/Fipe (Centro de Estudos Fipe do Endividamento das Empresas Brasileiras), o IPCA-15 mostrou que não houve alívio disseminado dos preços e que a maior pressão veio dos alimentos, sobre os quais os juros têm menor influência direta.
Segundo o economista, o resultado favorece novo corte da Selic em novembro, mas não assegura a continuidade das reduções.
"Isso dependerá do comportamento dos preços nos próximos meses. A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação."
por Folhapress
EUA - A American Airlines teve prejuízo líquido de US$ 269 milhões no terceiro trimestre de 2026, mais do que o dobro da perda de US$ 114 milhões apurada no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na quinta-feira (22)
Com ajustes, a companhia aérea norte-americana registrou prejuízo por ação de US$ 0,28 entre julho e setembro, menor do que a perda de US$ 0,36 projetada por analistas consultados pela FactSet.
A receita avançou 19,3% na comparação anual, para US$ 16,3 bilhões, ligeiramente acima do consenso da FactSet, de US$ 16,2 bilhões.
Para o quarto trimestre, a empresa prevê crescimento da receita entre 20% e 23% e prejuízo ajustado por ação entre US$ 0,50 e US$ 1,10. A projeção da FactSet era de prejuízo ajustado de US$ 0,52 por ação.
Para 2026, a American Airlines agora prevê um resultado ajustado que varia de prejuízo de US$ 1 por ação a lucro de US$ 1,60 por ação. A estimativa reflete, segundo a companhia, o impacto da alta dos preços dos combustíveis, apesar da continuidade do crescimento da receita.
A empresa também afirmou que espera uma desaceleração do crescimento de sua malha aérea em 2027, em meio aos preços elevados do querosene de aviação.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.
De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.
Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.
Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.
“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.
Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.
No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.
O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.
AGÊNCIA BRASIL
RIO DE JANEIRO/RJ - A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (19), o fim da recuperação judicial do Grupo Americanas. A decisão, da 4ª Vara Empresarial da capital, considera que o grupo cumpriu as obrigações do plano de recuperação judicial. Ainda cabe recurso da decisão.
A Americanas iniciou o processo de recuperação judicial em janeiro de 2023, após a revelação de irregularidades contábeis de cerca de R$ 20 bilhões na empresa. Na época, a Americanas informou ter dívidas de aproximadamente R$ 43 bilhões, o que levou à reestruturação dos débitos com credores. O plano foi aprovado em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024.
A administração judicial e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deram pareceres favoráveis ao encerramento. Com a decisão judicial, deve ser retirada a expressão "em recuperação judicial" dos nomes das empresas nos registros oficiais.
Apesar do encerramento, questões envolvendo credores ainda poderão ser discutidas no âmbito judicial.
Na sentença, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira esclareceu que o fim do processo não impede a cobrança de obrigações previstas no plano.
"Qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência", escreveu o magistrado.
Americanas
Em fato relevante ao mercado, a Americanas informou que "o encerramento da recuperação judicial representa um marco importante na trajetória da companhia e inaugura uma nova etapa de seus negócios".
Na nota, a empresa agradeceu a seus associados, fornecedores, clientes e demais parceiros pela confiança.
O comunicado é assinado pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores, Sebastien Durchor.
por Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.
A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).
A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.
Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:
O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.
Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.
No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.
Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.
O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.
O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.
Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano.
O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.
O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.
A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos promoverá nos dias 26, 27 e 29 de outubro, a Jornada Municipal de Conciliação Fiscal — São Carlos 2026. A iniciativa dá continuidade às ações de estímulo à regularização de débitos municipais e é fruto dos resultados positivos obtidos na 3ª Semana Nacional de Regularização Tributária, realizada em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), que resultou na formalização de acordos envolvendo R$ 4.445.397,84 em créditos municipais.
A Jornada será realizada por meio de uma parceria entre a Subprocuradoria Fiscal, vinculada à Procuradoria-Geral do Município, e a Secretaria Municipal da Fazenda, com audiências de conciliação realizadas diretamente na Prefeitura. O objetivo é fortalecer a cooperação entre os órgãos da administração pública e aproximar o município dos contribuintes, por meio da busca de soluções consensuais, observadas as condições previstas na legislação municipal vigente.
Nesta primeira edição, foram selecionados 18 processos de execução fiscal para participação nas audiências previamente agendadas, buscando proporcionar um espaço de diálogo entre o município e os contribuintes.
De acordo com a Subprocuradora Fiscal, Ivy de Assis Silva, a participação, entretanto, não ficará restrita aos processos selecionados. “Durante toda a semana, a Prefeitura também realizará atendimentos voltados à regularização de débitos municipais de contribuintes que procurarem espontaneamente o serviço, ainda que não tenham recebido convite ou possuam processos incluídos na pauta de audiências, observadas as condições estabelecidas na legislação vigente”.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou diretamente no SIM (Serviços Integrados do Município), na avenida São Carlos, nº 2.137, no centro.
SERVIÇO
Jornada Municipal de Conciliação Fiscal — São Carlos 2026
Datas: 26, 27 e 29 de outubro
Local: SIM - Avenida São Carlos, nº 2.137 - centro
Realização: Subprocuradoria Fiscal (Procuradoria Geral do Município) e Secretaria Municipal da Fazenda
Público: Empreendedores com débitos municipais, mediante agendamento prévio ou atendimento espontâneo, conforme condições da legislação vigente.
SÃO PAULO/SP - O Programa Autonomia e Renda Petrobras está com 1.120 vagas abertas em cursos gratuitos de qualificação profissional para o mercado de óleo e gás. As ofertas são para os estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os cursos oferecidos são: Auxiliar de Instrumentista Industrial, Auxiliar de Encanador Industrial, Instrumentista Industrial, Mecânico Montador, Soldador no Processo de Eletrodo, Montador de Andaime, Sinaleiro Amarrador, Auxiliar de Construtor Civil, Caldeireiro, Mecânico de Manutenção, Instalador de Isolantes Térmicos e Pintor Industrial.
O Programa, uma iniciativa da Petrobras, em parceria com a Firjan SENAI SESI e os SENAI e SESI dos estados participantes, é destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica e moradoras da região onde a Petrobras atua. Têm prioridade mulheres, pessoas trans, indígenas, quilombolas, pretos e pardos, migrantes, refugiados e pessoas com deficiência (PCDs).
Além da formação gratuita no SENAI, todos os participantes contam com auxílio-alimentação e bolsa-auxílio mensal de R$ 660. Para mulheres, com filhos de até 11 anos completos, o valor da bolsa passa para R$ 858.
Para participar, é necessário atender à escolaridade mínima exigida pelo curso escolhido, residir na área de abrangência da formação e estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo.
Com objetivo de qualificar o participante de forma integral, o Programa oferece Acompanhamento para o Desenvolvimento Humano, uma metodologia desenvolvida pela Firjan SESI, que busca fortalecer as competências socioemocionais dos alunos e aumentar o seu potencial de empregabilidade.
As inscrições podem ser realizadas até 3 de novembro. Os interessados devem acessar o site autonomiaerenda.com.br para fazer a inscrição, ou realizá-la, de forma presencial, na secretaria do SENAI participante.
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Foto: Hélio Melo / Firjan. |
Confira as vagas em cada estado:
Rio de Janeiro: 300 vagas para os cursos de Montador de Andaime, Caldeireiro, Sinaleiro Amarrador, Mecânico de Máquinas Industriais, Operador de Hidrojato, Operador de Máquinas, Instalador de Isolantes Térmicos e Usinagem CNC, nas cidades de Campos de Goytacazes, Duque de Caxias e Macaé.
São Paulo: 300 vagas para os cursos de Caldeireiro, Pedreiro Refratarista, Soldador no Processo de Eletrodo, Almoxarife e Sinaleiro Amarrador nas cidades de Cubatão, Paulínia, Mauá e São José dos Campos.
Pernambuco: 360 vagas para os cursos de Eletricista Industrial, Auxiliar de Encanador Industrial, Caldeireiro, Auxiliar de Construtor Civil, Mecânico de Manutenção e Montador de Andaimes, nas cidades de Recife, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.
Paraná: 100 vagas para os cursos de Caldeireiro e Sinaleiro Amarrador na capital.
Rio Grande do Sul: 60 vagas para o curso de Caldeireiro na cidade Canoas.
BRASÍLIA/SDF - Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de bets foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido após a proibição das apostas online, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Os recursos deverão ser devolvidos pelos bancos até 14 de outubro.

Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.
O que o apostador precisa saber
A maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.
Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas.
Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais. Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores.
No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Os contribuintes que tiveram a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 retida na malha fina começaram a ser avisados pelo Fisco. A Receita Federal está encaminhando os avisos em lotes semanais até o dia 20 de outubro, para estimular a regularização voluntária antes de uma eventual intimação ou notificação.
Quem identificar algum erro na declaração pode fazer a correção por meio de uma declaração retificadora, sem precisar comparecer a uma unidade da Receita. A regularização antecipada reduz o risco de multas e de atraso no pagamento da restituição.
O contribuinte pode verificar a situação da declaração pelo serviço Meu Imposto de Renda, disponível no site da Receita Federal e no aplicativo do órgão para celulares.
É necessário ter uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
No serviço, uma declaração retida na malha fina aparece com o status “Com Pendência”. Ao acessar a informação, o contribuinte consegue identificar o motivo da retenção e consultar as orientações para regularizar a situação.
Serviço
Depois de consultar a pendência, o contribuinte deve conferir se os valores informados na declaração estão corretos e se possui documentos que comprovem as informações prestadas.
Se houver erro ou omissão, é possível enviar uma declaração retificadora pelos canais digitais da Receita Federal.
O procedimento deve ser feito antes de uma eventual intimação ou notificação. Segundo a Receita, essa iniciativa pode evitar o risco de multas e de atraso na restituição.
Caso a declaração esteja correta e o contribuinte tenha os documentos que comprovem as informações, a orientação é não fazer alterações. Nesse caso, é necessário guardar a documentação e aguardar eventual solicitação da Receita.
Erros mais comuns
A Receita Federal destaca alguns dos principais problemas que podem levar uma declaração à malha fina:
No caso do VGBL, a Receita esclarece que esse tipo de plano não é considerado previdência privada para fins de dedução do Imposto de Renda e, portanto, não pode ser utilizado para reduzir a base de cálculo do imposto.
O objetivo do Projeto Cartas 2026 é permitir que o próprio contribuinte corrija eventuais inconsistências antes de uma ação formal do Fisco.
Embora esteja enviando correspondências, os contribuintes que tiverem dúvida sobre a situação da declaração devem confirmar diretamente a existência de pendências pelo Meu Imposto de Renda.
AGÊNCIA BRASIL
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