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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Trabalho pioneiro, com participação da UFSCar, mostra que águas continentais em diferentes localizações têm sua "digital bacteriana"

 

SÃO CARLOS/SP - A Rede Microsudaqua, de pesquisa em ecologia aquática microbiana, lançou a Base de Dados Georreferenciada de Microbiomas Aquáticos da América do Sul. Inédito, o mapeamento preenche uma lacuna, uma vez que há vários estudos do tipo para o hemisfério Norte, mas a América do Sul, com cerca de um terço de toda a água doce do mundo, é uma das regiões menos estudadas.
O mapeamento foi elaborado a partir do sequenciamento do DNA de bactérias aquáticas presentes em quase 900 amostras coletadas em 10 diferentes ecorregiões da América do Sul, dos Andes até as planícies costeiras. A Rede Microsudaqua reúne pesquisadores de diferentes países e, no Brasil, é coordenada por Hugo Sarmento, docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenador do Laboratório de Biodiversidade e Processos Microbianos (LBPM). Os dados são relevantes para pesquisas futuras sobre os ambientes aquáticos continentais, ou seja, corpos d´água sobre a superfície de continentes, como os rios e os lagos.
"É muito importante a base de dados ser georreferenciada, ou seja, cada informação estar ligada a uma coordenada geográfica. Assim, conseguimos fazer uma classificação dos biomas a partir da microbiota aquática, da mesma forma que temos do Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga, por exemplo. A partir desses dados da base, podemos ver que grupos de bactérias estão presentes em diferentes tipos de ecossistemas aquáticos e observar esse bioma aquático a partir da sua composição por microrganismos", explica Sarmento, que é um dos fundadores da Microsudaqua - Rede Colaborativa em Ecologia Aquática Microbiana da América Latina.
A partir da base, será possível saber não apenas quais microrganismos são dominantes em cada bioma, mas também suas funções ecológicas. Sarmento explica que, em determinados biomas, pode haver mais fixação de oxigênio ou mais fotossíntese, enquanto em outros pode ocorrer mais degradação de compostos que vêm das florestas, por exemplo. "Podemos fazer análise funcional desses microrganismos nas diferentes ecorregiões", resume o docente da UFSCar.

Digital bacteriana
Para Hugo Sarmento, o resultado de maior destaque é justamente que, a partir das informações da base, é possível caracterizar cada região, já que as diferentes ecorregiões têm comunidades bacterianas próprias. "Uma comunidade da Amazônia é diferente da dos pampas argentinos, por exemplo. Na prática, se nos fornecessem uma amostra e não soubéssemos sua origem, poderíamos determinar de onde vem essa amostra analisando a sua comunidade bacteriana. Isto nos mostra que, apesar de as bactérias e outros microrganismos terem grande capacidade de dispersão, existe uma biogeografia de bactérias. Existe uma microbiota particular de cada bioma. Pudemos identificar isso de forma bem clara nessas regiões demarcadas, como se existisse uma digital bacteriana", explica.
A base da dados ainda está incompleta. No Brasil, por exemplo, há trabalhos a serem feitos na Caatinga, especialmente nas regiões Norte e Nordeste e, também, no Pantanal e na Amazônia, que são áreas muito extensas. Além disso, Sarmento explica que, apesar de o trabalho ter sido feito por uma rede latino-americana, nem todos os países estão representados, seja pela ausência de especialistas na área ou por não dominarem as técnicas de sequenciamento de DNA para esse trabalho. No caso da Colômbia, por exemplo, o laboratório coordenado por Sarmento na UFSCar tem parceria com universidade colombiana, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para coletar DNA em lagos de grande altitude na Colômbia e, também, na Caatinga brasileira, onde há poucos dados.
O acesso à base de dados é gratuito, disponível na página da Microsudaqua (https://microsudaqua.netlify.app/pt/#database). A íntegra da base de dados georreferenciada foi publicada também na Nature Scientific Data, acessível em https://doi.org/10.1038/s41597-022-01665-z.

Microsudaqua e eventos
A Rede Colaborativa em Ecologia Microbiana Aquática na América Latina foi fundada em 2017, pela parceria entre Hugo Sarmento e pesquisadores do Uruguai e da Argentina. O grupo reúne pesquisadores e estudantes e seus objetivos são fortalecer e ampliar a interação entre pesquisadores que trabalham na área; contribuir para o desenvolvimento de um senso de comunidade científica regional; além de proporcionar espaço para colaboração de longo prazo em investigação e formação de pessoas. Dentre outras estratégias, a Rede conta com observatórios microbianos, que coletam amostras de água mensalmente em diferentes locais da América do Sul, para acompanhamento dos ecossistemas. Nesse âmbito, a equipe da UFSCar, que tem atuação em todos os grupos de trabalho da Microsudaqua, coleta água do lago do Broa, próximo a São Carlos. Há, também, equipes dedicadas à divulgação científica e a estudos sobre fitoplânctons e sua diversidade funcional.
Entre 11 e 15 de outubro, será realizada, no Brasil, a terceira edição do Workshop da Rede Microsudaqua. As primeiras edições foram realizadas no Uruguai e na Argentina, e a programação sempre oferece palestras, sessões de apresentação da Rede, de trabalhos científicos, de pôsteres e grupos de trabalho. A equipe do LBPM da UFSCar está atuando na organização do Workshop.
Na UFSCar, entre os dias 17 e 21 de outubro, um dos convidados do Workshop - Carlos Pedrós-Alió, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha -, em parceria com a equipe do LBPM da UFSCar, ministrará o curso "Análise de Microbiomas". A atividade será teórico-prática e abordará diversos temas e ferramentas atuais em ecologia microbiana, incluindo técnicas moleculares de sequenciamento massivo, análises bioinformáticas e estatísticas. Mais detalhes sobre a atividade e instruções para inscrição serão divulgados em breve.
Esta matéria aborda contribuição da comunidade da UFSCar à concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Agenda 2030 (ODS14-Vida na Água)

SÃO CARLOS/SP - O Centro de Referência do Idoso (CRI) “Vera Lucia Pilla”, coordenado pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social, espaço que oferece atendimento especializado e gratuito para as pessoas da terceira idade, está desenvolvendo um projeto especial voltado para a melhoria da mobilidade física com objetivo de promover o envelhecimento saudável.
Na quinta-feira (29/09), o secretário de Governo, Netto Donato, acompanhado do vereador Sérgio Rocha foi conhecer o projeto e levar uma palavra de incentivo aos idosos em nome do prefeito Airton Garcia. “O prefeito acredita que todos têm direito a cultura, esporte, lazer, diversão e serviços que respeitem a idade de cada um. Ele pediu para comunicar a todos que não vai medir esforços para que projetos como esse sejam implantados em outros espaços públicos”, revelou Netto Donato.
O programa foi desenvolvido partir de uma emenda do Orçamento Geral da União, destinada a pedido do vereador Sérgio Rocha. “Solicitamos os recursos a um deputado federal do PL de São Paulo no valor de R$ 158 mil para poder oferecer essas atividades para os idosos por meio de uma equipe multidisciplinar. A emenda veio via Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos”, explicou o vereador.
De acordo com a secretária Vanessa Soriano os recursos foram repassados para a Associação Brasileira Pro Eventos Sociais Saúde e Esporte que a partir de um acordo de cooperação com a Prefeitura, desenvolveu o projeto no Centro Vera Lúcia Pilla. “Foi contratada uma equipe com fisioterapeuta, psicólogo, educadores físicos, pedagogos e pessoal administrativo. Montamos grupos com 20 pessoas cada um, todos já alunos do Centro, que passaram a fazer atividades físicas especiais para diminuição de dores. Os grupos foram subdivididos de acordo com as queixas de cada um. Temos a turma da dor no joelho e dos que reclamam de dor nos ombros e braços. Os profissionais fazem o acompanhamento com atividades de fortalecimento, alongamento, fisioterapia, musculação, sempre de acordo com os problemas relatados pelos alunos”, contou a secretária de Cidadania e Assistência Social.
Nilva Rodrigues, professora e supervisora do CRI “Vera Lúcia Pilla, fala do sucesso do programa. “Inicialmente eram 100 vagas, mas hoje já oferecemos essas atividades a 150 idosos e todos relatam a melhoria na qualidade de vida. Alguns alunos relatam que nem sentem mais as dores. Pela primeira vez conseguimos reunir profissionais de diferentes áreas num mesmo projeto. Além de cuidar do físico, eles também podem cuidar da mente. Temos psicólogo também que ajuda demais, já que muitos chegam aqui reclamando de solidão”, disse a supervisora que faz um apelo para que o programa continue em 2023.
O Centro conta com uma academia com aparelhos especiais e que foram montados especialmente para o desenvolvimento desse projeto.
Os trabalhos do Centro de Referência do Idoso são coordenados pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social. Quem quiser conhecer o trabalho do CRI, localizado na rua Joaquim Inácio de Morais, nº 370, na Vila Irene, pode entrar em contato pelo telefone (16) 3368-2970. O Centro funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Todos os atendimentos do Centro de Convivência são gratuitos. Para participar basta o usuário ter 60 anos ou mais.

SÃO CARLOS/SP - A Fundação Getúlio Vargas, responsável pela elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana do Município de São Carlos –PlanMob – apresentou na primeira audiência pública, das três que serão realizadas, as etapas já realizadas do projeto, os conceitos e metodologia até detalhes da participação social, sobre as principais áreas abordadas.
O Plano de Mobilidade é o principal instrumento para planejamento das intervenções e investimentos em mobilidade, e sua implementação deve guiar a forma de deslocamento e qualidade de vida das pessoas, garantindo inclusão social, melhorias de acessibilidade e mobilidade no território do município de São Carlos.
O coordenador de projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV), professor Manoel de Andrade e Silva Reis, apresentou a metodologia de trabalho utilizada pela Fundação é os retornos obtidos nessas etapas já finalizadas. 
O carro é o principal meio de transporte utilizado por 37,3% dos são-carlenses para se deslocar; 18,8% utiliza ônibus; 10,6% transporte por aplicativo, 9,2% motocicletas; 8% bicicletas; 6,6% fretamento, 4,4% táxi, 3,9 se desloca a pé e 1,2% utiliza van.
Questionados quais os meios de transporte que deveriam ter mais investimento por parte do poder público e/ou da iniciativa privada, 41,6% dos são-carlenses responderam que o investimento deveria ser nos ônibus do transporte coletivo; 14,5% em bicicletas, 12,3% em transporte por aplicativo; 9,3 em carros; 6,3 em bicicletas elétricas/patinetes, 5,4% em vans; 4,3% em fretamento; 4% em motocicletas e 2,3% em táxis.
Quanto as ações que estariam dispostos a adotar para a melhoria da mobilidade urbana, 30,1% das pessoas responderam que usariam o ônibus com maior frequência; 21,4% andariam mais a pé; 17,3% usariam táxi ou transporte por aplicativo com outras pessoas; 14,5% usariam bicicleta; 12,4% usariam ou ofereceriam carona e 4,4% usariam bicicleta elétrica ou patinetes.
Os munícipes citaram o que precisaria mudar para que mais pessoas passassem a utilizar o transporte coletivo: 23,1% o menor custo das tarifas; 20% disse já utilizar o transporte; 13,7% não está disposta utilizar; 10,8% a maior frequência dos ônibus; 8,3% maior segurança dos veículos e dos pontos; 7% menor tempo de viagem; 5,8% maior conforto dos ônibus; 5,4% maior integração dos ônibus com os outros meios; 3,1% mais tecnologia e 2,7% mais comodidade nos pontos.
Principais condições que fariam o são-carlense utilizar a bicicleta: 36,5% se tivessem mais ciclovias e ciclofaixas; 34,2% não usaria em nenhuma hipótese; 12,6% mais segurança e melhor sinalização na interação com os demais meios de transporte; 7,4% já utiliza bicicleta; 4% disponibilidades de locais adequados para estacionar as bicicletas; 2,7% maior integração da bicicleta com outros meios de transporte e 2,6% existência de opções de aluguel/compartilhamento de bicicletas.
O professor Alexandre Pignanelli, da FGV, falou da pesquisa origem/destino. “A matriz origem/destino de movimentação das pessoas em São Carlos está sendo desenvolvida em duas fases. Primeiro é realizada a matriz completa obtida a partir de dados de celulares das pessoas, incluindo as movimentações de pessoas por qualquer meio de transporte. Já a matriz segmentada é obtida a partir da completa, separando movimentação por transporte público e por transporte individual. Essa etapa consiste de estudos aprofundados sobre as áreas priorizadas e temas correlatos a elas. Além disso, as informações levantadas nas entrevistas e pesquisa com a população serão utilizadas nesses estudos. Em conjunto com a matriz origem/ destino, os diagnósticos são a base para elaboração das partes mais importantes do Plano de Mobilidade: Objetivos específicos, metas e programas de ação”, explicou o professor da FGV.
O secretário de Transporte e Trânsito, Paulo Luciano, garantiu que outras duas as audiências serão realizadas. “Na próxima audiência vamos apresentar a elaboração das propostas e programas de ações, a consolidação do plano de elaboração do projeto de lei e a análise da qualidade do plano. Depois, na terceira audiência, o plano completo. 
O prazo estipulado pelo Governo Federal para finalização do Plano Municipal de Mobilidade Urbana de São Carlos é abril de 2023. 
Para acompanhar a elaboração do plano basta a acessar o site http://mobilidadeurbana.saocarlos.sp.gov.br/.

Para conferir a 1ª Audiência Pública do PlanMob os interessados devem clicar no link http://mobilidadeurbana.saocarlos.sp.gov.br/index.php/2022/09/28/confira-a-apresentacao-da-1a-audiencia-publica-para-apresentacao-do-planmob/.

SÃO PAULO/SP - Ex-Globo, o jornalista Casagrande detonou Neymar Jr depois do brasileiro prestar seu apoio a Jair Bolsonaro, do Partido Liberal, candidato à presidência do Brasil. O comentarista não gostou nenhum um pouco do lado político que encontra-se o brasileiro e rasgou o verbo contra sua pessoa nas redes.

Neymar Jr ganhou as redes sociais depois de prestar seu apoio a Bolsonaro, do PL. O camisa 10, do PSG, aparece em um vídeo ao som de um canto em homenagem a Bolsonaro, deixando claro que votará no atual presidente do Brasil para se reeleger. Um dia antes, Neymar já havia gravado um vídeo agradecendo a visita do presidente ao seu instituto.

Depois do brasileiro ganhar as redes sociais, com pessoas ao seu favor a outras contras, Casagrande não deixou passar batido e disse tudo o que pensa sobre Neymar em meio ao seu posicionamento político.

Confira abaixo.

 

 

Wagner Oliveira / SOMOS FANÁTICOS

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