SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo tem 34.104.226 de eleitoras e eleitores aptos a votar nas Eleições 2026. O total de votantes no maior colégio eleitoral do Brasil corresponde a 21,48% do eleitorado do país (158.745.463 eleitores), segundo dados divulgados nesta segunda (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maioria do eleitorado do estado é feminina, tem entre 40 e 44 anos e ensino médio completo.
Entre os paulistas, há 18,1 milhões de eleitoras (53% do total). Já os os homens são 15,9 milhões, o correspondente a 47% do eleitorado. A maior parte dos votantes tem de 40 a 44 anos (3,48 milhões). Em seguida, aparece a faixa etária entre 45 e 49 anos (3,38 milhões) e, em terceiro lugar, estão os que possuem de 35 a 39 anos (3,23 milhões).
Jovens e idosos
No estado, há outros 8,5 milhões de eleitores que estão acima dos 60 anos, sendo que, desses, 45,72% têm 70 anos ou mais. Os eleitores jovens menores de 18 anos somam 180.229 pessoas. De acordo com a Resolução nº 23.759/2026, apenas eleitoras e eleitores que completem 16 anos antes da data do primeiro turno (4 de outubro) poderão votar nas Eleições 2026.
O total de eleitores de São Paulo corresponde a 76,79% do número de habitantes do estado, estimado em 44,41 milhões, conforme o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com eleição em 645 municípios, o estado tem 11.020 locais de votação e 103.841seções eleitorais, sendo 36.689 adaptadas às regras de acessibilidade. Somente a capital concentra 9.135.407 pessoas aptas a votar (26,7% do eleitorado estadual), 2.048 locais de votação e 26.686 seções eleitorais (6.015 acessíveis).
Em 4 de outubro (1º turno), eleitoras e eleitores voltam às urnas para eleger presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador; senador (duas vagas); deputados federais e deputados estaduais ou distritais, no caso do Distrito Federal. Eventual 2º turno está marcado para 25 de outubro.
Grau de instrução
Em relação ao grau de instrução, a maior parcela do eleitorado paulista (33,45%) declarou ter ensino médio completo. Na sequência, aparecem as pessoas com ensino fundamental incompleto (17,53%) e ensino médio incompleto (16,67%). Já aquelas com ensino superior completo somam 5.133.353 eleitoras e eleitores, o equivalente a 15,05% do total. Os dados da Justiça Eleitoral também mostram que 2,85% do eleitorado informou apenas ler e escrever. Já as pessoas analfabetas representam 1,68% do total, o que corresponde a 574.211 eleitoras e eleitores.
Voto obrigatório x facultativo
Do total de eleitores do estado, 87,08% está sujeito ao voto obrigatório, o equivalente a 29.698.450 eleitoras e eleitores. Já 12,92% (4.405.776) têm voto facultativo. No Brasil, segundo o artigo 14 da Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Já os analfabetos, os maiores de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos podem optar por se alistar e por exercer ou não o direito ao voto.
Biometria
Do total de votantes do estado, 30,2 milhões já possuem biometria coletada (88,8%). Eleitoras e eleitores que não possuem biometria, mas estão em situação regular com a Justiça Eleitoral, poderão votar normalmente nas Eleições 2026 apresentando um documento com foto no dia do pleito.
Eleitores com deficiência
No estado de São Paulo, 510.998 eleitoras e eleitores declararam à Justiça Eleitoral ter algum tipo de deficiência ou dificuldade para o exercício do voto. Desse montante, 158.316 (28,55%) informaram ter deficiência de locomoção. Para garantir o acesso de toda a população aos locais de votação, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) disponibiliza seções acessíveis, instaladas em espaços sem degraus e livres de obstáculos externos e internos que possam dificultar ou impedir a circulação.
Além disso, 53.192 pessoas declararam ter deficiência visual, 32.741 informaram deficiência auditiva e 20.905 relataram outras dificuldades para o exercício do voto. A maior parcela, no entanto, corresponde às 289.414 eleitoras e eleitores que registraram outros tipos de deficiência, grupo que representa 52,19% do total.
Indígenas e quilombolas
Segundo os dados do TSE, foi registrado crescimento do eleitorado indígena no estado, que passou de 3.706 (2024) para 7.492 (2026), alta de 102,1%. Também houve aumento em relação ao registro de eleitores quilombolas, que subiu 2.180 para 3.941 (incremento de 80,7%). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) mantém desde 2022 o Programa de Inclusão Político-Eleitoral. O projeto, que tornou-se política pública permanente da Justiça Eleitoral paulista, busca a inclusão contínua no processo eleitoral de pessoas que vivem em locais de difícil acesso, como aldeias indígenas, quilombos e assentamentos rurais.
Nome social
Em São Paulo, 12.331 eleitoras e eleitores estão aptos a votar utilizando o nome social. O número corresponde a 32% do total registrado no cadastro eleitoral do país (38.472). A inclusão do nome social no título foi assegurada pela Resolução TSE nº 23.562/2018. A norma permite que pessoas transexuais, travestis e transgêneras sejam identificadas nos documentos eleitorais pelo nome com o qual se reconhecem.
SÃO PAULO/SP - A Justiça Eleitoral de São Paulo começou a convocar mesários e mesárias por meio do WhatsApp. A mensagem é direcionada a quem ainda não confirmou a participação nas Eleições 2026 por meio de e-mail enviado anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). A comunicação pelo aplicativo de mensagens instantâneas está sendo encaminhada pelo número oficial do TRE-SP: (11) 3130-2300. A autenticidade da mensagem pode ser confirmada pelo selo azul da conta verificada do WhatsApp.
As mensagens enviadas pelo WhatsApp informam que a eleitora ou o eleitor foi convocado para atuar nas Eleições 2026 e apresentam três opções de resposta: “Ok, entendi”, “Não sou essa pessoa” e “Tenho dúvidas”. Nos casos de convocação para apoio logístico, a orientação é que a pessoa entre em contato com a zona eleitoral (consulte os contatos) para obter informações sobre os dias e horários de atuação.
Ao selecionar a opção “Ok, entendi”, o sistema encaminha uma nova mensagem com os detalhes da convocação, como função eleitoral, endereço do local de trabalho, município, datas e horários de atuação, link para o portal do TRE-SP, número do título eleitoral, código de confirmação e, ao final, uma mensagem de agradecimento. Se a opção escolhida for “Não sou essa pessoa”, o sistema pede desculpas pelo transtorno e informa os canais de contato da zona eleitoral responsável pela convocação, incluindo o número da ZE, telefone e link direto para o WhatsApp do cartório eleitoral.
Já quem responder “Tenho Dúvidas” receberá uma mensagem com informações mais detalhadas sobre a convocação e os próximos passos para confirmar a participação. Até o momento, 389.612 colaboradores e colaboradoras já foram convocados para atuar nas Eleições 2026 no estado de São Paulo. Desse total, 329.785 já confirmaram a participação, o que representa 81,79% dos convocados.
Nomeação dos mesários
De acordo com o calendário eleitoral, as juízas e os juízes eleitorais têm até 5 de agosto para publicar os editais de nomeação das pessoas que atuarão durante o primeiro e o eventual segundo turno das Eleições 2026. Cada mesa receptora é composta por quatro integrantes: presidente, primeiro mesário, segundo mesário e secretário. Entre as atribuições, estão identificar os eleitores, orientar os procedimentos de votação, preencher a ata da seção eleitoral e organizar os trabalhos durante o dia da eleição.
Benefícios para quem atua como mesário
Os mesários e as mesárias têm direito a benefícios previstos na legislação eleitoral, entre eles:
Atenção aos golpes
O TRE-SP orienta que as pessoas convocadas salvem o contato utilizado para as comunicações e utilizem os canais oficiais para confirmar a participação. Dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com os cartórios eleitorais (consulte endereços, e-mails e telefones) ou pela Central de Atendimento ao Eleitor (telefone 148), reduzindo o risco de golpes praticados por perfis falsos que tentam se passar pela Justiça Eleitoral.
O Tribunal também reforça que todos os serviços prestados pela Justiça Eleitoral são gratuitos. Assim, os eleitores devem desconfiar de sites ou perfis que cobram taxas para regularizar a situação eleitoral ou emitir documentos. Quando houver necessidade de pagamento de multa eleitoral, atualmente no valor de R$ 3,51 por turno, a quitação deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais, como o Autoatendimento Eleitoral e o aplicativo e-Título.
SÃO PAULO/SP - A estudante universitária Ana Luiza Souza Ferreira, 20, teve um imprevisto nas últimas eleições e precisou se ausentar de Governador Valadares (MG). Ela pagou a multa da Justiça Eleitoral para manter seu título em regularidade.
Sem planos de viagem para este ano, ela pretende engrossar de novo as estatísticas de abstenção. "As promessas só surgem em época de eleição. Depois, nada acontece. Prefiro pagar multa."
A abstenção eleitoral crescente se tornou um desafio para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e entrou no cálculo das candidaturas num cenário de disputa acirrada pela Presidência da República.
Especialistas apontam que o maior prejudicado com o não comparecimento às urnas este ano deve ser o presidente Lula (PT), que busca a reeleição. Dados da Justiça Eleitoral e de pesquisas de intenção de voto indicam que o perfil dos eleitores que se abstém se assemelha mais aos do petista.
Ao mesmo tempo, o maior engajamento eleitoral feminino beneficia Lula, setor mais refratário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com pesquisas.
A abstenção vem crescendo desde 2002, primeira eleição geral integralmente feita pela urna eletrônica. Naquele ano, quando Lula foi eleito pela primeira vez para a Presidência, 17,7% dos eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, e 20,4%, no segundo.
O percentual subiu ano a ano até 2022, quando 20,9% não participaram do primeiro turno. Pela primeira vez no período a abstenção caiu no segundo turno, atingindo 20,5%. Especialistas vinculam o movimento à acirrada disputa entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O município com a maior abstenção no segundo turno de 2022 foi Maraã (AM), no coração da amazônia onde 45,5% dos eleitores estiveram ausentes.
Governador Valadares (MG) teve 27,5% de abstenção, a maior entre as cidades com mais de 200 mil eleitores -municípios em que há segundo turno nos pleitos municipais.
Moradores apontaram diferentes motivos para não comparecer às urnas. A advogada Késia Cristina Ferreira, 34, se ausentou da cidade para cumprir compromissos profissionais. "Eu pensei que meu voto não iria fazer tanta diferença para o momento que a gente estava vivendo."
O administrador Neuber Santos, 42, faltou ao último pleito porque teve uma viagem a lazer, mas diz que pretende comparecer. "Tem que votar, né?"
Cientistas políticos afirmam não existir pesquisas que ofereçam um diagnóstico sobre o fenômeno. Descrevem, porém, um somatório de hipóteses para o crescimento discreto, mas constante, da abstenção a cada eleição geral deste século.
As razões podem ir desde a dificuldade para acessar os locais de votações, mais comum na região amazônica e pequenas cidades, desinteresse pela disputa e até desatualização do cadastro de eleitores. Todas as possibilidades, apontam especialistas, se alimentam da punição quase simbólica pelo não cumprimento do voto obrigatório.
"Se você não entregar a declaração do Imposto de Renda no dia, você sabe qual é a implicação disso para a sua vida. Agora, se você não votar e faltar três eleições sucessivas, você sai do cadastro [do TSE]. Para os eleitores que não vão fazer viagem internacional, não vão fazer concurso, faltar não tem uma implicação pessoal tão grande", afirma o cientista político Jairo Nicolau, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O voto é obrigatório para todas as pessoas entre 18 e 70 anos, à exceção de analfabetos. O eleitor pode justificar sua ausência por meio do aplicativo e-Título, do TSE, sem necessidade de documento comprobatório. Caso não o faça no prazo, paga uma multa de R$ 3,51 por turno em que não compareceu. O título é cancelado após três ausências.
Em 2025, 5 milhões de pessoas tiveram o título cancelado após faltarem nos últimos três pleitos.
"Se você quisesse realmente ampliar a participação, passaria a multa para R$ 70. Tem uma vertente da Justiça Eleitoral que é a favor do voto facultativo. Isso não é dito. Não foi uma decisão do Legislativo. É [decisão] administrativa da Justiça Eleitoral facilitar a justificativa da ausência e aplicar uma multa que não é reajustada há 30 anos", afirma Nicolau.
O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, avalia que a alta da abstenção, combinada com a queda nos votos inválidos (nulos e brancos) registrada em 2022 para todos os cargos, indica que "as pessoas estão entendendo como o sistema funciona".
"Se você não quer votar em alguém e a punição de não ir é pequena demais, é melhor você não ir do que ir e apertar um botão nulo ou branco. A abstenção se transformou num comportamento eleitoral", afirma Nunes.
O cientista político Antônio Alkmin aponta ainda para um contingente de pessoas que nem sequer tiraram título de eleitor.
"Em 1989 a gente tinha 10% da população que potencialmente poderia ter o título de eleitor e não tinha. Hoje, pelas estimativas, chega a 5%. Parece pouco, mas num eleitorado de 160 milhões, a gente está falando de 8 milhões de pessoas", aponta.
Dados do TSE mostram que a abstenção em 2022 foi maior entre os que possuem escolaridade mais baixa, eleitor mais alinhado à esquerda, de acordo com as pesquisas. Por outro lado, as mulheres, cuja intenção de voto era majoritariamente para Lula, apresentaram uma taxa de abstenção menor -19,96% contra 21,98% dos homens no primeiro turno.
"A abstenção é desigual pelo território e em termos sociais. [...] Foi fundamental para a vitória do Lula o voto das mulheres. Uma alta abstenção feminina é muito prejudicial à esquerda. Teria uma vitória mais forte de Bolsonaro em 2018 e uma vitória mais apertada ou eventualmente até uma derrota em 2022. Então a abstenção faz diferença, sim, porque ela é desigual", afirma Nicolau.
Os números da Justiça Eleitoral mostram que a queda na abstenção entre o primeiro e o segundo turnos foi mais intensa entre os menos escolarizados.
O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), coordenador do Grupo de Tática Eleitoral do PT, afirma que o tema está no radar do partido.
"É um motivo de preocupação pelo perfil das abstenções, de baixa renda. Está no nosso radar fazer uma campanha direcionada, mas quem tem que fazer esse trabalho de conscientização do voto e jogar pesado é o TSE. É competência dele dizer qual a importância do voto", afirmou o deputado.
Procurado, o TSE não se manifestou sobre como pretende ampliar a participação do eleitorado este ano.
O cientista político Antônio Alkmin aponta como campanhas podem também atuar no sentido inverso, a fim de desestimular o comparecimento de perfis do eleitorado mais alinhado ao adversário.
"A Cambridge Analytica fez consultoria em várias eleições no mundo. Em El Salvador, por exemplo, ela fez uma estratégia de estimular a abstenção entre os jovens com o discurso antissistema", afirmou.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - Dez dos 645 municípios de São Paulo concentram 42,8% do eleitorado do estado, que tem mais de 34,1 milhões de pessoas aptas a votar nas Eleições 2026. A capital e as cidades de Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Osasco, Santo André, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto e Santos reúnem mais de 14.626.272 de eleitoras e eleitores.
O montante de eleitores nesses dez municípios do estado supera o total contabilizado nas regiões Norte ou Centro-Oeste do país, que acumulam 13.109.354 e 11.997.001 eleitores, respectivamente. Os números do eleitorado por município foram divulgados nesta segunda (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Capital tem 5º maior eleitorado do país
Somente a capital possui 9.135.407 votantes, 26,7% do eleitorado estadual. Guarulhos, na Região Metropolitana, é a 2ª cidade de São Paulo com maior número de aptos a votar: 948.410 pessoas. Já Campinas, no interior, está em 3º lugar, com 870.672 eleitores. No mapa do eleitorado, é possível consultar os 30 maiores registros do eleitorado do estado.
A capital ainda tem o quinto maior eleitorado do país. Fica atrás apenas do próprio estado de São Paulo, com 34.104.226 eleitores e eleitoras, o que corresponde a 21,48% do total do Brasil (158.745.463 votantes); Minas Gerais, com 16.377.659 pessoas aptas a votar (10,32%); Rio de Janeiro, com 12.857.000 (8,10%); e Bahia, com 11.321.005 (7,13%).
De acordo com os dados do TSE, a região Sudeste é a que concentra o maior eleitorado do país: 66,3 milhões (41,78% do eleitorado nacional). Em seguida, vem a região Nordeste, com 43,5 milhões (27,42%); a Sul, com 22,8 milhões (14,40%); e a Norte (8,26%), com 13,1 milhões. A última colocação é ocupada pelo Centro-Oeste, com 11,9 milhões.
Os maiores eleitorados do estado
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BRASÍLIA/DF - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) descartou neste domingo, 19, ser vice da chapa presidencial de Romeu Zema (Novo). Segundo ela, o PL não poderia ter dois nomes para a disputa, considerando-se que já conta com o de seu enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. "Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer", escreveu em seu perfil no Instagram.
Michelle afirmou que sua prioridade é cuidar da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, e que ainda não decidiu se sairá candidata ao Senado pelo Distrito Federal: "Não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta de ser vice de Zema não pode sequer ser cogitada", afirmou.
As declarações vêm após Zema dizer que Michelle é uma das opções para a composição de sua chapa: "É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom", disse Zema, ontem, 18, durante o 10º Encontro Nacional do Novo.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - A partir da desta segunda (20) até 5 de agosto, partidos políticos e federações podem realizar convenções partidárias para definir coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos em disputa nas Eleições 2026. O período marca o início das definições oficiais para o pleito deste ano. Após as escolhas, o registro das candidaturas deve ser feito até as 19h de 15 de agosto à Justiça Eleitoral por meio do Sistema de Candidaturas — Módulo Externo (CANDex).
Em 4 de outubro (data do 1º turno), eleitores irão às urnas para eleger presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador; senador (duas vagas); deputados federais e deputados estaduais ou distritais, no caso do Distrito Federal. Eventual 2º turno ocorrerá em 25 de outubro.
As coligações, a serem definidas nas convenções, ocorrem quando dois ou mais partidos se unem para lançar candidaturas em conjunto. Nas eleições gerais, são válidas para as disputas dos cargos majoritários: senadores, governadores e presidente da República. Já as federações são alianças entre dois ou mais partidos com afinidade programática, que se juntam para atuar como única agremiação. A união deve vigorar por, pelo menos, quatro anos e tem abrangência nacional.
A junção de uma agremiação com outras busca a obtenção de mais tempo de televisão para as campanhas eleitorais, que têm início em 16 de agosto, e a possibilidade de receber verbas de outras legendas, por exemplo.
Mudanças para 2026
Uma das inovações para as Eleições 2026 é a obrigatoriedade de registro das atas de convenção e das listas de presença diretamente no CANDex e não mais em livro-ata. A lista de presença e a ata também devem ser transmitidas à Justiça Eleitoral até o dia seguinte à realização da convenção.
Como a convenção da federação é unificada, não serão recebidas atas em nome isolado de partido que integre a federação. Após o registro no CANDex, os documentos ainda devem ser impressos para coleta das assinaturas e conservação junto à agremiação partidária. Caso a convenção seja virtual ou híbrida e adote mecanismos eletrônicos (como áudio, vídeo ou assinatura digital) que supram a assinatura física, a impressão e coleta física de assinaturas podem ser dispensadas.
Entre outros dados, a ata deve informar:
Requisitos para coligação e federação
Caso seja formada coligação, também deverão ser informados o seu nome, se já definido, e os nomes dos partidos e das federações que a compõem, bem como o do representante da coligação, se já indicado.
Já a federação deverá indicar o seu representante, o qual atuará em seu nome nos processos relativos à eleição proporcional e, em caso de concorrer isoladamente, à eleição majoritária.
Quantidade de candidaturas
Nas eleições majoritárias, cada partido, federação ou coligação poderá registrar um candidato ou candidata ao cargo de governador e vice. Para senador, em 2026, serão até dois candidatos ou candidatas, cada um acompanhado de dois suplentes. Nas eleições proporcionais, cada partido ou federação poderá registrar até 100% do número de lugares mais um. Em São Paulo, é possível o registro de até 71 candidatos ao cargo de deputado federal e de até 95 candidatos ao cargo de deputado estadual.
A legislação disciplina que os partidos e federações preencherão o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas registradas para cada gênero. O cálculo deve ser feito sobre as candidaturas efetivamente requeridas, com a devida autorização do candidato, e se considerará o gênero declarado no registro de candidatura, ainda que divergente do cadastro eleitoral. Havendo divergência, será expedida notificação à candidata ou ao candidato para que confirme a informação constante do requerimento de registro.
No último mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a validade da regra que obriga os partidos a destinarem, no mínimo, 30% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário para candidatos pretos e pardos. A decisão foi tomada na análise de recursos de entidades, apresentados sob o argumento de que o valor deveria ser maior, proporcional ao número de candidatos ou da população afrodescendente. No entanto, a maioria dos ministros entendeu que os 30% funcionam como um piso obrigatório, ou seja, um ponto de partida que os partidos podem aumentar por conta própria.
Local de realização e formato
As convenções partidárias podem ser realizadas de forma presencial, virtual ou ter formato híbrido. As legendas podem usar gratuitamente prédios públicos, desde que comuniquem os responsáveis pelo local com antecedência mínima de uma semana. No entanto, as siglas devem arcar com custos para realização de vistoria prévia e se responsabilizar por eventuais danos ao espaço.
Nas modalidades virtual ou híbrida, o registro da presença pode ser feito mediante assinatura eletrônica, registro de áudio e vídeo, qualquer outro mecanismo ou aplicação que permita de forma inequívoca a efetiva identificação das pessoas presentes e sua anuência com o conteúdo da ata, ou coleta presencial de assinaturas, por representante designado pelo partido ou federação.
As regras sobre as convenções podem ser consultadas na Resolução nº 23.609/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) elaborou um manual com as principais informações sobre as reuniões partidárias e o processo de registro. O guia ainda traz orientações sobre normas para atendimento aos percentuais de gênero, dicas para registro e acompanhamento dos processos, entre outros aspectos da legislação.
BRASÍLIA/DF - A Justiça Eleitoral paulista já conta com mais de 154 mil mesárias e mesários confirmados para as Eleições 2026. A convocação segue em andamento pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para compor as equipes que atuarão nas mesas receptoras de votos no estado. Eleitoras e eleitores, que ainda não sabem se foram chamados, podem consultar sua situação na Área do (a) Colaborador da Justiça Eleitoral, onde também é possível confirmar a participação e acessar outras informações sobre o pleito.
As convocações estão sendo enviadas por e-mail com mensagem sobre a função que será desempenhada, o local de atuação, as datas e os horários de comparecimento, além de um código para a confirmação da participação. Após o recebimento da comunicação, a pessoa deve acessar, em até três dias úteis, a página de convocação para confirmar a nomeação. É necessário informar o número do título de eleitor e o código enviado no próprio e-mail.
Também é possível utilizar as credenciais da plataforma Gov.br para fazer a confirmação. Nesse caso, não é preciso informar o código de validação encaminhado na mensagem. Dúvidas sobre as convocações também podem ser esclarecidas por meio de atendimento nos cartórios eleitorais (consulte endereços e telefones) ou pela da Central de Atendimento ao Eleitor (número 148).
Benefícios da função
Quem trabalha para a Justiça Eleitoral durante as eleições têm direito a dois dias de folga para cada dia de atuação e também para cada dia de treinamento. Os convocados ainda recebem um auxílio-alimentação de R$ 65 por turno de votação, como dita a Portaria TRE-SP nº 151/2026, e podem ter preferência em caso de empate em concursos públicos, quando previsto em edital.
Nas Eleições Municipais de 2024, São Paulo contou com mais de 412 mil colaboradores no primeiro turno. Desse total, 67% atuaram de forma voluntária. No segundo turno, a mobilização reuniu cerca de 179,4 mil pessoas, das quais 77% exerceram a função de maneira voluntária, demonstrando o engajamento da população na organização do processo eleitoral.
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BRASÍLIA/DF - Um convênio firmado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência renovou a parceria para disponibilizar a Central de Interpretação de Libras em todo o estado durante as Eleições 2026. A autorização para celebração do convênio foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta (1º). Na semana passada, o Tribunal já havia assinado outro acordo de cooperação técnica com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência para oferecer o serviço na capital.
A central estadual integra o programa “São Paulo São Libras” e, durante o pleito, será disponibilizada pelo aplicativo Poupatempo (Google Play e App Store), no site institucional do TRE-SP e por cartazes com QR Code, distribuídos nos locais de votação. A iniciativa garante que pessoas surdas e com deficiência auditiva tenham acesso à Central de Interpretação de Libras para esclarecer dúvidas e receber suporte durante a votação. O objetivo é promover maior autonomia, inclusão e acessibilidade no exercício do direito ao voto.
O programa “São Paulo São Libras" disponibiliza a Central de Libras por videochamada, conectando pessoas surdas a intérpretes em tempo real para facilitar o acesso aos serviços públicos. Durante a interação, a pessoa surda ou com deficiência auditiva deve ficar em frente ao celular ou outro dispositivo móvel utilizado na videochamada para que consiga visualizar a sinalização em Libras do intérprete.
O serviço disponibilizado pelo TRE-SP e pelas secretarias estadual e municipal registrou mais de 4.000 atendimentos a pessoas surdas ou com deficiência auditiva nas Eleições 2024.
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SÃO PAULO/SP - A Justiça Eleitoral iniciou a convocação de mesárias e mesários que atuarão nas Eleições 2026 no estado de São Paulo. A notificação será enviada por e-mail e, após receber a mensagem, a pessoa deve confirmar sua participação na área do colaborador da Justiça Eleitoral no site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Também é possível confirmar a convocação acessando o sistema com as credenciais da plataforma Gov.br.
Além da área do colaborador, mencionada anteriormente, a consulta à convocação também está disponível no Autoatendimento Eleitoral, na aba Mesária/Mesário. No mesmo espaço, é possível acessar o Portal da Mesária e do Mesário, atualizar dados cadastrais, verificar o local de trabalho, acompanhar o cronograma de treinamentos e emitir a carta de convocação, além de obter a declaração de dispensa profissional após a realização do pleito.
Alerta para falsas mensagens
O TRE-SP alerta para falsas comunicações relacionadas à convocação de mesárias e mesários. A Justiça Eleitoral reforça que a convocação deve ser verificada exclusivamente por meio dos canais oficiais. Qualquer mensagem fora desses meios deve ser considerada suspeita.
Convocadas e convocados também podem buscar atendimento diretamente nos cartórios eleitorais (consulte endereços e telefones) ou por meio da Central de Atendimento ao Eleitor (número 148).
Linha de frente do pleito
A atuação dos integrantes da mesa receptora de votos é fundamental para garantir a transparência e a legitimidade do processo democrático. Nas Eleições Municipais de 2024, segundo estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado de São Paulo contou com o apoio de mais de 412 mil colaboradores no 1º turno, dos quais 67% (134.964) atuaram de forma voluntária. No segundo turno, a mobilização envolveu 179,5 mil cidadãos, com uma presença ainda maior de voluntários, que representaram 77% (137.652) do total.
Em 2026, o 1º turno será realizado em 4 de outubro. Eleitoras e eleitores vão às urnas para escolher deputados federais e deputados estaduais; senador (duas vagas); governador e vice-governador e presidente e vice-presidente da República (nessa ordem).
Nomeação para a mesa receptora
Conforme estabelece o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/65), as nomeações oficiais de mesárias e mesários são feitas pelos juízes eleitorais até 60 dias antes do pleito.
Caso haja impedimento por motivo de saúde, viagem ou outras justificativas legais, o prazo para contestação é de cinco dias após o recebimento da convocação. O pedido de dispensa deve ser encaminhado ao juiz da zona eleitoral correspondente, acompanhado da devida documentação comprobatória, para análise e decisão da autoridade judiciária.
Benefícios para quem exerce a função
A função eleitoral concede dois dias de folga para cada dia trabalhado e para cada ciclo de treinamento concluído. Os mesários também recebem auxílio-alimentação (R$ 65 por dia em 2026, conforme Portaria TSE nº 86/2025) e a Portaria TRE-SP nº 151/2026. Além disso, o serviço conta como critério de desempate em concursos públicos (conforme edital) e pode ser validado como atividade complementar em algumas instituições de ensino superior.
Como se tornar mesário voluntário
O cadastro para mesário voluntário é permanente e os interessados em colaborar podem se inscrever preenchendo o formulário de inscrição no site do TRE-SP, pelo aplicativo e-Título ou diretamente no cartório eleitoral. O juízo eleitoral avalia as fichas de acordo com a disponibilidade de vagas na seção da pessoa inscrita ou em locais próximos.
A legislação permite que qualquer cidadão maior de 18 anos que esteja em dia com a Justiça Eleitoral exerça a função, com algumas exceções: servidores da Justiça Eleitoral; candidatos e seus parentes (até o segundo grau, inclusive por afinidade); cônjuges de candidatos; agentes de segurança penitenciária, escolta, vigilância e guardas civis municipais, mesmo que a título voluntário, ocupantes de cargos executivos em diretórios de partidos políticos, bem como os funcionários no desempenho de cargo de confiança no Poder Executivo.
SÃO PAULO/SP - Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão receber R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral, para as Eleições 2026. O repasse, anunciado neste mês, está previsto na legislação eleitoral. Os recursos distribuídos às legendas são destinados exclusivamente para financiar campanhas de candidatas e candidatos, que têm início em 16 de agosto (veja as datas do calendário eleitoral).
Além do Fundo Eleitoral, as agremiações políticas recebem o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, chamado Fundo Partidário. A verba pode ser usada nas campanhas e na cobertura de despesas administrativas das siglas, como contas de luz, água e aluguel. Entenda, a seguir, as principais diferenças entre as fontes financeiras.
Fundo Eleitoral
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, ou Fundo Eleitoral, foi criado pelas Leis nº 13.487/2017 e 13.488/2017 e está previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Distribuído apenas em anos eleitorais, surgiu após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir doações de empresas para o custeio das campanhas em 2015. O total de recursos é definido pela Lei Orçamentária Anual (LOA) e transferido pelo Tesouro Nacional ao TSE, responsável pelo repasse dos valores aos diretórios nacionais dos partidos.
No dia 1º de junho, a União disponibilizou à Justiça Eleitoral o montante de R$ 4,9 bilhões do FEFC. O Partido Liberal (PL) foi a sigla com maior valor destinado pelo Fundo Eleitoral (R$ 881,7 milhões). Em seguida, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, com R$ 526,2 milhões. Segundo o TSE, as três legendas concentram cerca de 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral. A distribuição obedece parâmetros estabelecidos na legislação. Do total disponível:
• 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE;
• 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados;
• 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e
• 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.
Para as Eleições 2026, a base de cálculo considera os resultados das Eleições Gerais de 2022, incluindo retotalizações até 1º de junho de 2026. Após o recebimento dos recursos, cabe às direções partidárias definir como será feita a distribuição interna entre candidaturas e federações.
Confira a divisão do FEFC em 2026.
Fundo Partidário
Já o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário, representa uma das principais fontes de recursos para a manutenção das legendas. É constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros atribuídos por lei. Criado em 1965 pela Lei nº 4.740, está previsto na Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) – alterada pela Lei nº 11.459/2007 – e Lei nº 12.875/2013.
Os valores são repassados mensalmente às siglas, em forma de duodécimos (divisão de um valor em doze partes iguais, que correspondem a cada mês do ano), para o custeio de despesas cotidianas das agremiações, como pagamento de salários de funcionários, contas de água e luz, passagens aéreas e aluguéis, por exemplo. São publicados mensalmente no Diário da Justiça Eletrônico.
A legislação ainda permite que as siglas partidárias usem os recursos para pagamentos de publicações de conteúdo na internet, custeio de passagens aéreas para não filiados e contratação de advogados e contadores, oferecendo um suporte financeiro contínuo para o funcionamento de suas estruturas ao longo do ano.
De acordo com a legislação em vigor, a divisão entre as siglas é feita da seguinte forma: 95% do total do Fundo Partidário são distribuídos aos partidos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. O restante, 5%, é distribuído igualmente entre todas as legendas que atendam aos requisitos constitucionais de acesso aos recursos.
Conforme a Emenda Constitucional nº 97/2017, atualmente, têm direito aos valores as legendas que, na legislatura seguinte ao pleito de 2022,
A página sobre o Fundo Partidário detalha outros normativos sobre a aplicação do recurso, bem como os valores distribuídos aos partidos neste ano.
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