BRASÍLIA/DF - Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa.
A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.
O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local.
O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.
O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta.
A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.
Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.
Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.
O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - São Carlos, 23 de outubro de 2026. A vereadora Raquel Auxiliadora (PT) publicou nesta sexta-feira (23), em suas redes sociais, um vídeo em que critica a participação do prefeito Netto Donato (PP) na exibição de um caixão coberto com estrelas do PT. O caixão foi mostrado durante o ato em apoio a Flávio Bolsonaro realizado na noite de quinta-feira (22), na Praça Coronel Salles.
No vídeo, a vereadora reconhece o direito do prefeito de fazer campanha, mas afirma que o gesto ultrapassa os limites do debate democrático. “Ele tem todo o direito de pedir voto e de criticar o meu partido. Isso é democracia. Mas caixão não é símbolo de derrota. Caixão é símbolo de morte”, diz Raquel.
A parlamentar lembra que, por trás do símbolo partidário, existem moradores da cidade que o prefeito governa, como professoras, profissionais de saúde, aposentados, estudantes e servidores municipais. Ela também alerta para a naturalização do discurso de ódio na política: “Isso não fica no palanque. Desce pra rua, entra na família, no trabalho. E quem paga a conta é sempre gente comum.”
Principal voz de oposição à atual gestão na Câmara Municipal, Raquel afirma que faz oposição “de frente, fiscalizando, criticando e propondo”, e encerra com um recado direto ao prefeito: “Domingo a eleição acaba. Na segunda-feira, o senhor continua sendo prefeito de todos nós. Inclusive de quem o senhor quis enterrar.”
O vídeo está disponível no perfil @raquelauxiliadora13 no Instagram e Facebook.
RIO DE JANEIRO/RJ - Nesta sexta-feira (23), a TV Globo levará ao ar o último debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Diferente do último encontro dos candidatos na Band, que fez o representante do PL ser duramente criticado por tentar atrapalhar e intimidar o petista, desta vez a dinâmica serão diferentes.
A Globo definiu novas as regras do debate mediado por César Tralli, após o Jornal Nacional, que terá caráter propositivo e aprofundamento de propostas de governo, permitindo embates diretos, mobilidade no cenário e maior tempo de fala para a apresentação de ideias sobre temas prioritários e de interesse nacional.
Algumas mudanças irão frustar a campanha do senador Flávio Bolsonaro, uma vez que ele apenas poderá se movimentar pelo cenário, mas não poderá ficar atrás de Lula ou cercando o outro candidato. A ideia é que Lula e Flávio tenha espaço para falar de propostas.
De acordo com a emissora carioca, o formato combina rodadas com temas pré-determinados, sorteios de assuntos ao vivo e um bloco com gestão livre de tempo de fala entre os debatedores.
Primeiro Bloco (Temas Regionais e Prioridades Nacionais): Serão realizadas seis rodadas com perguntas focadas nas diferentes regiões do país e em um tema prioritário nacional. Cada candidato disporá de três minutos por rodada, divididos entre a elaboração da pergunta e a réplica, ou a resposta e a tréplica.
Segundo e Terceiro Blocos (Temas Sorteados no Telão): Os candidatos escolherão os assuntos exibidos no telão do estúdio para direcionar as perguntas ao oponente, mantendo o limite de três minutos por rodada. Nos três blocos iniciais, quem estiver com a palavra poderá se movimentar livremente pelo cenário, enquanto o adversário deverá aguardar em seu púlpito.
Quarto Bloco (Tema Livre e Banco de Tempo): Com tema totalmente livre, cada candidato terá um banco de tempo de oito minutos, podendo administrar sua fala sem limite de intervenções. Durante este bloco, ambos poderão se movimentar livremente pelo seu respectivo lado do estúdio.
Coletiva de Imprensa: Após o encerramento do debate e das considerações finais, os dois candidatos concederão entrevistas coletivas de 10 minutos cada na sala de imprensa. A ordem foi definida por sorteio na presença das campanhas: 1º Luiz Inácio Lula da Silva e 2º Flávio Bolsonaro.
O telespectaor poderá conferir, em tempo real, a checagem de informações apresentadas pelos candidatos durante o confronto. Além do 'Fato ou Fake' da própria emissora para verificar informações, outra iniciativa foi organizada por jornalistas, pesquisadores e entidades ligadas à comunicação e ao enfrentamento da desinformação.
Participam da mobilização a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a AletheiaFact.org.
A iniciativa reúne também entidades como a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), a Socicom, a COAR Notícias e o Coletivo Bereia.
De acordo com a 'Agência Brasil', os organizadores, profissionais e instituições parceiras atuarão em uma sala virtual de checagem para analisar afirmações feitas pelos candidatos ao longo do debate.
por Rafael Damas
SÃO CARLOS/SP - A Defesa Civil de São Carlos informa que o domingo de eleições, 25 de outubro, será marcado por instabilidade atmosférica na cidade. A previsão indica possibilidade de episódios mais intensos de chuva, acompanhados de rajadas isoladas de vento.
Segundo o órgão da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, a instabilidade se intensifica entre sábado (24/10) e domingo (25/10) por causa da aproximação de uma nova frente fria. As rajadas isoladas de vento podem chegar a 45 km/h.
O cenário é resultado da combinação de dois sistemas. De um lado, há uma área de alta pressão sobre o oceano, que dificulta a formação de chuva em seu entorno, mas conduz o ar úmido para o continente. De outro, uma área de baixa pressão sobre o norte do Paraguai, que favorece a formação de nuvens. Juntas, elas transportam umidade da Amazônia em direção ao Sudeste, o que mantém a região com nebulosidade, chuva fraca e temperaturas amenas.
Ao longo da semana, o avanço de um sistema frontal torna as condições mais instáveis e aumenta a intensidade das chuvas, com possibilidade de maiores volumes de precipitação, principalmente no fim de semana.
Entre quinta-feira (22/10) e sexta-feira (23/10), a instabilidade se mantém, com chuvas de fraca a moderada intensidade. Há possibilidade de episódios mais intensos, principalmente na sexta.
No sábado (24/10) e no domingo (25/10), a instabilidade aumenta com a chegada da frente fria. O domingo, dia da votação, é o período com maior chance de chuva forte.
Na segunda-feira (26/10), mesmo com o sistema frontal se deslocando em direção ao oceano, a região continua nublada e instável, com chuva de fraca a moderada e possibilidade de rajadas isoladas de vento. As temperaturas sobem gradualmente.
BRASÍLIA/DF - Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25).
Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.
A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.
“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.
A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.
Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.
O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.
O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.
Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.
A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.
Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.
Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição, no domingo (25), antes de sair de casa.
Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.
A Justiça Eleitoral tem alertado que o local das seções eleitorais pode mudar até o próximo domingo (25), dia do segundo turno. Na última sexta-feira (17), chegava a 4 mil o número de seções alteradas após o primeiro turno, mas nova divulgação na segunda-feira (19) informou um número menor, de 444 seções.
“Até o dia da realização do segundo turno, cada um dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais divulgará, por todos os meios de comunicação disponíveis, os locais de votação eventualmente modificados”, diz nota conjunta dos TREs.
O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs.
Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis.
O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.
Em nota conjunta, os TREs alegam que as mudanças nos locais de votação ocorrem apenas quando é “absolutamente necessário”
“Os motivos são sempre extraordinários e estão relacionados a situações climáticas extremas, problemas não identificados previamente nas estruturas dos prédios utilizados como locais de votação e questões de segurança pública”, diz nota dos presidentes dos 27 TREs do país.
Ainda segundo a nota do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), o TSE não tem ingerência sobre essas alterações.
As mudanças nos locais de votação nos últimos dias podem confundir os eleitores, avaliou o advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo.
“Realmente, mudar de 4 mil para 400 seções modificadas é uma coisa esquisita, mas eu não vejo nenhum tipo de dolo [má-fé] para atrapalhar o eleitorado. Eu acho que é desencontro de informação”, explicou.
Rollo acrescentou que é comum ocorrerem mudanças excepcionais de locais de votação antes do pleito, devido a mudanças no clima ou na estrutura das escolas.
“Sempre lembrando que o Brasil é muito grande, então, pode ser que chova hoje no Sul ou no Norte, e a escola fica prejudicada para domingo. Com isso, é atualizada a informação, mas vão ser algumas seções eleitorais, só em algumas escolas, e não baixar de 4 mil para 400”, acrescentou.
Ainda segundo o especialista, a Justiça Eleitoral não teria condição de informar as mudanças em local de votação individualmente, para cada eleitor, por causa dos cadastros, que não são completos, com e-mail ou número de telefone.
“Não daria para fazer a comunicação para essas pessoas individualmente. Mas a Justiça Eleitoral pode fazer essa comunicação via grande imprensa, colocar nos jornais de papel, colocar nas televisões abertas, nas rádios. Isso dá para melhorar”, concluiu.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República e Lula (PT) com 49,7%. Os dois estão empatados tecnicamente.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-04499/2026 e ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais por telefone, de sexta-feira (16) a domingo (18). A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A Nexus informa que, a partir deste levantamento, passa a publicar os percentuais com uma casa decimal e que os dados da série histórica também foram convertidos para uma casa decimal, para permitir a comparação.
Na rodada anterior, divulgada na terça-feira (13), o senador tinha 51,6%, e o presidente, 48,4%. As oscilações ocorreram dentro da margem de erro, e a diferença numérica entre os candidatos passou de 3,2 pontos percentuais para 0,6.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE para contabilizar o placar final no dia do pleito.
Em votos totais, Flávio tem 46,5%, e Lula, 45,9%. Os que dizem votar em nenhum dos candidatos, em branco ou nulo somam 4,7%, e 2,9% não sabem ou não responderam.
Na rodada anterior, divulgada na terça-feira (13), Flávio tinha 47,9% dos votos totais, e Lula, 45,1%, enquanto 4,7% diziam votar em nenhum dos candidatos, em branco ou nulo, e 2,3% não sabiam ou não responderam.
As oscilações da semana passada para esta ocorreram dentro da margem de erro, e a diferença numérica entre os candidatos passou de 2,8 pontos percentuais para 0,6.
O levantamento também mostra que 47,8% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 46,8% dizem o mesmo a respeito de Flávio Bolsonaro.
Para 42,9% dos entrevistados, o governo Lula é ruim ou péssimo. Outros 32,4% o avaliam como ótimo ou bom, e 23,6% o consideram regular. Cerca de 1% não soube ou não respondeu.
Na divisão por categoria, 37,1% avaliam o governo como péssimo e 5,8% como ruim. Já 17,7% o consideram bom e 14,7% o classificam como ótimo.
Em relação à pesquisa anterior, de 13 de outubro, a avaliação ruim ou péssima oscilou de 44,9% para 42,9%, e a ótima ou boa, de 33,8% para 32,4%. Já a avaliação regular subiu fora da margem de erro e foi de 20,2% para 23,6%.
O trabalho do presidente Lula é desaprovado por 48,8% dos entrevistados e aprovado por 47,2%. Outros 4,1% não souberam ou não responderam.
Na última pesquisa divulgada pelo instituto, a desaprovação oscilou 1,1 ponto percentual para baixo (era de 49,9%), e a aprovação, 1,9 ponto para cima (era de 45,3%). O índice dos que não souberam ou não responderam recuou 0,7 ponto percentual (era de 4,8%).
Dos entrevistados, 80,8% dizem ter muito (63,3%) ou razoável (17,5%) interesse no segundo turno da eleição presidencial. Outros 9,3% afirmam ter pouco interesse, e 7,9%, nenhum. Não souberam ou não responderam 1,9%.
Sobre o segundo turno, 92,9% dos entrevistados dizem que vão votar. Desses, 85,9% já decidiram comparecer, e 7,0% provavelmente irão. Outros 5,5% afirmam que não devem ir às urnas ou que vão justificar. Não souberam ou não responderam 1,6%.
Fim da escala 6x1
A pesquisa mostra que 66,2% aprovam o fim da escala 6x1, com jornada legal de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. Outros 26,4% desaprovam, e 7,4% não souberam ou não responderam.
Entre os eleitores de Lula no segundo turno, a aprovação à mudança chega a 91,4%. Outros 5,3% desaprovam o fim da escala 6x1, e 3,3% não souberam responder.
A desaprovação ao fim da escala 6x1 é realidade para 48,6% dos eleitores de Flávio, enquanto 41,1% aprovam. O índice dos que não souberam ou não responderam sobe para 10,3%.
Entre quem aprova a medida, 17,7% afirmam que, com certeza, deixariam de votar em um presidenciável que não apoiasse o fim da escala 6x1. Outros 14,8% ficariam na dúvida, e 62,4% manteriam o voto.
Entre os que desaprovam, o efeito é menor: só 2,8% deixariam, com certeza, de votar em quem apoiasse o fim da escala, e 4,5% ficariam na dúvida. Para 89,2%, a posição do candidato não mudaria o voto.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, registrou nesta terça-feira (13) o endereço eletrônico do canal Exército do Lula, no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral.
O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal Exército do Lula, contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG).
Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP), do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal.
Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma eleitoral para canais oficiais de campanha.
Nesta terça (13), o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral.
Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula, o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas.
O canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias) nos últimos dias. O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (10), a suspensão total do canal. Ele acolheu um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
Nunes Marques justificou a medida afirmando que o canal estaria sendo usado para disseminar informações falsas sobre Flávio. Contudo, em relatório produzido por ordem do próprio ministro, a área técnica do TSE informou não ter encontrado conteúdos de desinformação no canal de apoio a Lula.
A decisão de Nunes Marques acabou derrubada no domingo (11) pelo corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar.
O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular, relatado pelo próprio Cueva.
Ao reexaminar o caso, nesta terça (13), contudo, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender o canal novamente. O ministro então derrubou a decisão do corregedor.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Os dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno da eleição deste ano dedicam parte considerável de seus planos de governo para apresentar propostas para a segurança pública.
Com formas diferentes de atuação, temas como o combate ao crime organizado e à violência contra a mulher, ampliação da segurança nas fronteiras e fortalecimento do sistema prisional estão entre as iniciativas citadas nas propostas de governo.
Flávio, por exemplo, defende a classificação de facções como o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações narcoterroristas. Medida que também é encampada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula, por sua vez, defende que o crime organizado seja enfrentado com firmeza e por meio da asfixia financeira, dentro dos limites da Constituição e do Estado Democrático de Direito, e sem comprometer a soberania brasileira.
Veja abaixo as principais propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a segurança pública. Os documentos das duas campanhas foram entregues à Justiça Eleitoral.
Um dos assuntos abordados por ambos os candidatos é o combate a facções criminosas e ao crime organizado. Flávio propõe que facções como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e milícias sejam declaradas organizações narcoterroristas e sejam combatidas com força, inteligência e integração.
A proposta do candidato do PL é prender lideranças criminosas, asfixiar os negócios ilícitos e desarticular redes de lavagem de dinheiro. Além disso, ele defende abater bandidos armados com fuzis.
Lula defende que o crime organizado seja enfrentado com firmeza, dentro dos limites da Constituição e do Estado Democrático de Direito.
O candidato do PT propõe asfixiar financeiramente o crime organizado e enfrentar o tráfico de armas e munições.
Outra iniciativa é a retomada de territórios controlados por grupos armados, com a priorização de investimentos na urbanização de favelas e periferias, requalificação de espaços públicos, ampliação do acesso a serviços essenciais para estimular atividades econômicas lícitas nessas áreas. O candidato também vai trabalhar para barrar candidaturas de pessoas ligadas ao crime organizado.
Lula cita ainda a Lei Antifacção, sancionada neste ano, com o objetivo de enfrentar as facções criminosas, e o fortalecimento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, também de 2026.
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Operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho. Foto: Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil
Lula defende a valorização dos profissionais de segurança pública para fortalecer a atuação policial, assegurar o uso legítimo da força e ampliar a confiança da população nas instituições. A proposta é construir, junto com os entes federados, programas no modelo de policiamento de proximidade e ampliar o programa de estímulos para uso de câmeras corporais, com padrões nacionais para utilização, gestão e preservação das imagens.
O candidato propõe ainda a construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública mais articulado, com mais coordenação entre os diferentes entes federativos para integração de dados, cooperação entre instituições, inteligência, prevenção, repressão qualificada e políticas baseadas em evidências.
A aposta é na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública já enviada ao Congresso Nacional, com o objetivo de revisar as atribuições de cada ente federativo e ampliar o escopo de ação do Poder Executivo federal no enfrentamento à violência. Com a PEC aprovada, o candidato pretende criar o Ministério da Segurança Pública, a fim de fazer a articulação com estados e municípios.
Flávio pretende criar um sistema nacional de reconhecimento facial, chamado de Muralha Brasileira, que será integrado a bancos de dados criminais, inspirado nas iniciativas Smart Sampa, da prefeitura de São Paulo, e no Muralha Paulista, do governo do estado de São Paulo.
A previsão é instalar mais de 1 milhão de novas câmeras em áreas públicas, portos e aeroportos por todo o país. Com isso, o candidato espera localizar foragidos e prevenir crimes.
Outra proposta é fazer consórcios e convênios com estados e municípios para investir em inteligência, retomada de territórios alinhada a políticas públicas estruturantes, tecnologia, armamentos de última geração e valorização do policial.
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Soldados participam de celebração do Dia do Exército. Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Flávio propõe a criação de um Sistema Nacional de Fronteira, uma força de elite composta por militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, equipada com “armas de guerra”, inteligência e tecnologia. A ideia é interceptar fuzis e drogas nas fronteiras terrestres, portos e aeroportos.
Lula tem a proposta de fortalecer as ações de segurança na Amazônia Legal, em cooperação com os estados e municípios e com os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônia (OTCA), além de manter as Forças Armadas presentes nas fronteiras amazônicas, com patrulhamento aéreo e fluvial e inteligência policial.
O candidato do PT quer fortalecer o sistema prisional com a modernização, o aparelhamento e o fortalecimento de unidades prisionais estratégicas. O intuito é priorizar soluções tecnológicas para o controle do ambiente prisional, inclusive sistemas de bloqueio de sinais de radiocomunicação, monitoramento e detecção de comunicações ilícitas.
A proposta também prevê a qualificação contínua dos profissionais do sistema penitenciário e o aperfeiçoamento de protocolos operacionais de segurança.
Também está prevista a ampliação da capacidade operacional do sistema penitenciário federal, com o isolamento de lideranças criminosas e a implantação de um protocolo nacional de transferência de presos de alta periculosidade.
Por meio do Programa Brasil contra o Crime Organizado, o candidato quer criar ainda o Centro Nacional de Inteligência Penal, como instância estratégica de coordenação e célula permanente de intercâmbio de informações entre os órgãos de administração penitenciária da União, dos estados e do Distrito Federal.
Já o candidato do PL defende apoiar e sancionar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e punir maiores de 14 anos que cometam crimes graves como estupro, tráfico, tortura e assassinato.
Além disso, Flávio pretende construir cinco novos presídios de segurança máxima no país, dobrando o número de penitenciárias federais. O candidato pretende batizar o complexo federal de Treva para, segundo ele, "tirar o medo do cidadão e botar medo no bandido".
Ele também prevê parcerias com governos estaduais para zerar o déficit carcerário, com a criação de 500 mil vagas em presídios nos estados.
Outras propostas são tirar os recursos das famílias dos detentos e destinar para as famílias das vítimas, além de trabalhar para acabar com a progressão de regime para crimes hediondos.
Flávio tem como proposta monitorar agressores de mulheres, em casos de medidas protetivas, com tornozeleiras eletrônicas. Também propõe trabalhar para endurecer a lei, obrigando assassinos e agressores de mulheres a cumprir integralmente suas penas.
Outra proposta é criar uma plataforma de inteligência artificial, a ClarIA, que oferecerá atendimento 24 horas para que as mulheres possam registrar ocorrências, pedir medidas protetivas, receber orientações e ter acolhimento. A ideia é implantar um sistema nacional de avaliação de risco para que cada denúncia receba atendimento proporcional ao nível de ameaça, priorizando casos mais graves. Há plano também para ampliar os espaços de acolhimento para mulheres em situação de violência.
Também aparece como proposta a modernização e integração dos canais de denúncia, reunindo o Ligue 180, as delegacias online, o botão de emergência e as centrais de monitoramento em uma plataforma inteligente de resposta rápida.
Lula prevê a ampliação da rede de proteção às mulheres, com a conclusão de 30 Casas da Mulher Brasileira e dos 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira.
Para acelerar a expedição de medidas protetivas de urgência, o plano é aumentar as políticas do Centro Integrado Mulher Segura, além de distribuir aos estados kits para monitorar agressores. Haverá ainda fomento à capacitação de forças de segurança para qualificar o atendimento às mulheres vítimas de violência.
O candidato pretende combater o machismo, o sexismo e o feminicídio, além de garantir autonomia econômica a elas.
Estão previstas ainda a ampliação das Salas Lilás, espaços reservados, humanizados e sigilosos criados em órgãos de segurança pública, justiça, hospitais e unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento especializado de mulheres e meninas em situação de violência.
O plano de governo de Lula prevê a destinação de R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para estados e municípios realizarem investimentos em equipamentos e infraestrutura.
Em sua proposta de governo, Flávio informa que pretende dobrar os investimentos federais em segurança pública ao longo do mandato, com o objetivo de facilitar o combate ao crime, mas não informa de onde sairão os recursos.
O candidato do PL propõe que a pena inicial para quem roubar, furtar ou revender aparelho celular fruto do crime seja quadruplicada, sem direito a benefícios, já que o telefone móvel não é apenas um equipamento, mas um repositório de dados pessoais, como fotos, documentos e acesso a bancos, além de ser uma ferramenta de trabalho. Além disso, segundo ele, muitos brasileiros perdem a vida nesses roubos.
Lula, por sua vez, tem como proposta a expansão do programa Celular Seguro, que permite o bloqueio rápido do equipamento; e a Base Nacional de Celulares com Restrição, que possibilita ao cidadão verificar, antes da compra, se o aparelho tem restrição. Ele também propõe intensificar o enfrentamento a redes de receptação.
Lula também tem como propostas a manutenção de uma política de controle de armas e munições e o aprimoramento dos mecanismos de rastreabilidade desses produtos. Outra iniciativa é reforçar a prevenção e repressão qualificada a crimes financeiros e cibernéticos, com prioridade para o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, à violência contra mulheres e população LGBTQIAP+, ao racismo, aos crimes de ódio e às fraudes bancárias eletrônicas.
Flávio apresenta a proposta de trabalhar, junto ao Congresso, para aprovar e implementar a castração química de pessoas que abusam de mulheres e crianças. Medida a ser aplicada a condenados por crime sexual, ela funcionaria através da inibição da produção de testosterona e tem funcionamento temporário, enquanto o infrator for submetido à administração do fármaco.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo, o mais populoso do país, tem direito a 70 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. Os parlamentares eleitos representam a população paulista e seus interesses no Congresso Nacional.

Com 100% das urnas apuradas no domingo (4), a maior votação no estado de São Paulo foi para o candidato Lucas Pavanato (PL), que teve 3.038.438 votos, seguido por Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL), que teve 583.107 votos.
Neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026, os eleitores do estado de São Paulo foram às urnas para escolher presidente, senadores, governador, deputados federais e também estaduais. Os votantes elegeram 94 deputados para a Assembleia Legislativa paulista.
Com 100% das urnas apuradas, a maior votação para a Alesp foi da candidata do Partido Liberal (PL), Eduarda Campopiano, com 1.956.238 votos. Em segundo lugar está o político Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores (PT), com 654.627 mil votos.
Veja a lista completa dos eleitos ao cargo de deputado estadual:
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
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