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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Dia Mundial Sem Tabaco é chance de discutir riscos relacionados ao fumo; Hospital Amaral Carvalho tem, desde 2014, projeto que auxilia pacientes que desejam parar de fumar

 

JAÚ/SP - Neste domingo (31), é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. A data foi criada para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo e, neste ano, é oportunidade para discutir os riscos de complicações em pacientes fumantes com COVID-19.

De acordo com a enfermeira e membro do grupo Amaral Sem Cigarro do Hospital Amaral Carvalho (HAC), Fabene Etiane Silva Oliveira, o tabaco causa graves problemas respiratórios e circulatórios.  "O tabaco traz complicações no sistema respiratório e prejudica a oxigenação adequada. Assim, relacionados aos problemas respiratórios que a COVID-19 também traz, o tratamento se torna mais difícil." Além disso, o fumo pode aumentar as chances de desenvolvimento de doenças vasculares e cardíacas.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) considera o tabagismo como doença crônica e o classificou como fator de risco para agravamento do quadro de pacientes que venham a ser infectados pelo Coronavírus. Segundo o órgão, os fumantes têm maior propensão a infecções virais, como é o caso da COVID-19, e bacterianas, pois o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo.

A enfermeira ressalta ainda que fumar aumenta, indiretamente, as chances de contaminação. "O hábito de levar as mãos próximo a boca no ato de fumar também pode levar as pessoas se contaminarem com a COVID-19, por não haver higienização adequada das mesmas." Outro ponto destacado é o uso de narguilé, muito comum entre os jovens. "O aparelho é dividido para vários usuários, usando a mesma piteira. A prática pode não só aumentar o contágio da COVID-19, como de outras doenças como hepatites e herpes", diz.

Fabene acrescenta que o tratamento para o tabagismo é fundamental para prevenir, além dessas doenças, diversos tipos de cânceres, como o de pulmão.

Amaral Sem Cigarro

Desde 2014, o Hospital Amaral Carvalho conta com o grupo de orientação Amaral Sem Cigarro, voltado para pacientes que queiram parar de fumar.

O projeto é credenciado pelo Ministério da Saúde com o apoio da Secretaria de Saúde de São Paulo (SES) e já atendeu mais de 130 pacientes. Destes, 17% pararam de fumar. Nesta época de pandemia, o serviço está temporariamente suspenso. Quem quiser mais informações, pode ligar para o serviço de Assistência Social, pelo telefone (14) 3602-1343.

 

TAMBAÚ/SP - A Polícia Militar prendeu três suspeitos de furtar laranjas de uma fazenda em Tambaú, na última quinta-feira (28). Foram 28 Sacos de Laranja, avaliados em RS 812,00.

Segundo os Polícias Militares que foram acionados para o atendimento da ocorrência, após diligências pela Fazenda, lograram êxito em prender em flagrante duas pessoas, que haviam voltado ao local para retirar os sacos de laranjas, furtadas na última quarta-feira (27).

Os mesmos Informaram aos Policiais que foram contratados por um homem, sendo este localizado pela equipe CB PM Duarte e SD PM Defanti, que ja tinha passagem pela polícia por furto.

Os três homens foram recolhidos à cadeia pública de Casa Branca.

As laranjas foram devolvidas ao proprietário da fazenda.

 

 

*Por: REVISTA DAQUELE MODELO

IBATÉ/SP - Ibaté faz parte de um grupo seleto de municípios paulistas que cumpriram todos os requisitos de transparência em relação às despesas e receitas do enfrentamento ao novo coronavírus [Covid-19].

A informação foi divulgada em comunicado elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Segundo o TCE-SP, 519 municípios dos 644 fiscalizados deixaram de prestar contas (198 deles) ou o fizeram de modo inadequado (321) desde que foi decretado estado de calamidade pública no Estado de São Paulo. O tribunal concedeu 15 dias, que venceram nesta sexta-feira (29), para a regularização das informações.

Ibaté integra as 125 cidades que cumpriram todos os requisitos de transparência no último dia 14, quando o documento foi publicado. De acordo com o texto, as prefeituras devem divulgar, em tempo real pela internet, em Portais de Transparência e canais de comunicação, todas as informações relacionadas a atos, receitas e despesas relativos ao enfrentamento da Covid-19.

Desde o início da pandemia, a Prefeitura de Ibaté tem seguido a orientação do TCE e publicado no Portal da Transparência, no site oficial do Município, de forma apartada da transparência normal, todos os documentos e atos normativos, despesas, receitas, licitações e contratos. Essa transparência fortalece o controle externo, auxiliando toda a população a ter acesso às informações.

Para o prefeito José Luiz Parella, o comunicado do TCE-SP é um reconhecimento do trabalho de todas as equipes da Prefeitura, no enfrentamento da pandemia, tendo responsabilidade e respeito ao dinheiro público. “Ibaté, mais uma vez, consegue prestar contas de tudo o que a está fazendo. Aqui sempre tivemos transparência e respeito nos gastos públicos. Seguimos no caminho certo”, ressaltou.

As informações referentes às receitas e despesas do enfrentamento à Covid-19 podem ser encontradas no site da Prefeitura (www.ibate.sp.gov.br), dentro do Portal da Transparência (com ícone na página inicial).

Estudo investigou rotina de 1.476 crianças e jovens durante pandemia do novo Coronavírus

 

SOROCABA/SP - Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd-So) do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) investigou as condições cotidianas que os alunos e alunas das escolas de Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio), das redes pública e privada da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) têm enfrentado no contexto da pandemia do novo Coronavírus. O estudo, realizado nos meses de abril e maio deste ano, também enfocou o desenvolvimento de atividades escolares em casa, seus limites e possibilidades.

O levantamento contou com a aplicação de um questionário com 43 questões. Para os resultados, foram consideradas 1.476 respostas de estudantes de 6 a 18 anos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Médio (1º ao 3º ano) de 18 municípios, entre eles Sorocaba, Itapetininga, Porto Feliz, Votorantim e Tatuí. A coordenação da equipe responsável pelo estudo foi dos professores Marcos Francisco Martins, Luciana C. S. Coutinho e Maria Carla Corrochano, do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE-So) do Campus Sorocaba da UFSCar. 

Entre os resultados que mais chamam atenção dos pesquisadores, está o dado de que 41,68% dos estudantes investigados não estão aptos ao ensino remoto. Essa inaptidão pode ser de ordem estrutural (acesso à Internet, disponibilidade de computadores e celulares etc.) e também psicopedagógica (condições de acompanhamento das atividades por parte de pessoas que residem na mesma casa). Segundo o relatório da pesquisa, no Ensino Fundamental I e II os aspectos estruturais são mais presentes; já no Ensino Médio ocorre o contrário: os aspectos estruturais são menos relevantes que os psicopedagógicos.

A crise provocada pela Covid-19 é mais sentida conforme a classe, raça e gênero dos estudantes e seus familiares, apontam os pesquisadores. Nesse contexto, a figura da mãe aparece como sendo a principal mediadora das atividades escolares - 72,54% delas desempenham esse papel. Além disso, 4,26% dos alunos respondentes da rede particular conhecem alguém que não tem acesso à Internet em domicílio; na rede pública, esse número cresce para 19,13%. 

Além do acesso à Internet, outra defasagem é em relação ao número de horas diárias dedicadas ao estudo. Dos 173 alunos do Ensino Fundamental I, a maioria (124) dedica, no máximo, duas horas por dia - uma carga horária bem abaixo da regular na modalidade presencial (4 horas, sem contar as tarefas de casa). No Ensino Fundamental II, 56,5% dos respondentes das escolas privadas dedicam de três a quatro horas; já 60,2% dos respondentes das escolas públicas dedicam somente de uma a duas horas.

O levantamento constatou que os meios digitais foram majoritariamente empregados no contato das escolas com os estudantes e familiares, sendo o WhatsApp a plataforma predominante (50,81%). Também de acordo com as respostas, a maioria das crianças e jovens está em isolamento social. No Ensino Médio, por exemplo, 600 estudantes (96%) investigados têm respeitado o isolamento social provocado pela pandemia.

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Encaminhamentos
Para os pesquisadores da UFSCar, "o enfrentamento da pandemia exige a intersetorialidade na elaboração e na implantação de políticas públicas, articulando a área da Educação com as de Infraestrutura, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte e Lazer, embora a máquina pública, historicamente, se caracterize por ser fragmentada".

A fim de que os resultados da pesquisa sirvam de subsídios para agentes públicos e privados traçarem políticas para dirimir os efeitos da pandemia no processo de ensino-aprendizagem, o relatório apresenta 25 diretrizes, divididas em duas categorias: 1. indicações de imediata implementação e 2. indicações para o retorno dos estudantes à escola. Essas diretrizes são direcionadas às secretarias municipais e estaduais de Educação, ao Ministério da Educação, a conselhos e comissões de Educação, e ao Ministério Público.

Entre as diretrizes para indicação imediata, estão: levantar o número de alunos que não possuem meios para o ensino remoto e fornecer esses equipamentos; ampliar o acesso aberto à Internet em territórios vulneráveis das 27 cidades da RMS; identificar alunos deficientes e analfabetos e produzir um plano de ação com vistas ao reforço no atendimento didático-pedagógico e psicológico; suspender as avaliações da aprendizagem com atribuição de notas e as de larga escala; unificar os calendários 2020 e 2021 em um único ciclo e sem reprovação.

Para o período pós-isolamento, o estudo sugere que seja feito um escalonamento do retorno às aulas e dos horários em um mesmo turno de aula. Também é recomendado demarcar locais com distância segura em espaços de refeição; implantar rodízio de dias para a ocupação das salas de aula e, se necessário, ampliar o horário de funcionamento das escolas; disponibilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) a toda a equipe da comunidade escolar; entre outras ações. 

O relatório integral da pesquisa intitulada "Condições e dinâmica cotidiana e educativa na RMS (Região Metropolitana de Sorocaba/SP) durante o afastamento social provocado pelo Coronavírus" pode ser acessado no site do PPGEd-So, no link https://bit.ly/36EkS7Y. Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas com o professor Marcos Martins pelo e-mail marcosfranciscomartins@gmail.com.

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