Jornalista/Radialista
RIO DE JANEIRO/RJ - Mumuzinho usou o Instagram Stories nesta última sexta-feira (15) para dar mais detalhes sobre seu estado de saúde após testar positivo para o novo coronavírus (Covid-19). O sambista, que chegou a ser hospitalizado no final abril, contou que está curado da doença depois de realizar um novo teste.
“Notícia muito boa! Acabei de receber o exame e deu negativo! Estou curado. Eu estava esperando os resultados para anunciar minha live, logo logo!", comemorou o cantor de 36 anos.
Mumuzinho ficou internado por quatro dias em um hospital do Rio de Janeiro após apresentar quadro febril. Na ocasião, o músico chegou a ser diagnosticado pneumonia de grau intermediário.
*Por: REDE TV!
RIO DE JANEIRO/RJ - O Esporte da Globo proibiu nesta sexta-feira as lives nos perfis pessoais dos seus funcionários sobre qualquer tema esportivo. Em comunicado obtido pelo UOL, a emissora destacou que os conteúdos das entrevistas competem com a produção do Esporte da Globo e entende que este engajamento deveria acontecer nas plataformas oficiais da emissora.
A determinação foi repassada após entrevistas realizadas pelos comentaristas Casagrande e Caio Ribeiro nas últimas semanas. Casagrande conversou com o Andres Sanchez, presidente do Corinthians, que falou pela primeira vez sobre o processo vencido pelo ex-jogador Paulo André contra o clube. Já Caio Ribeiro conversou com nomes como Gabigol e Alexandre Pato, que não costumam dar entrevistas exclusivas com frequência.
Por conta disso, a emissora decidiu proibir as lives sobre esporte nos perfis pessoais. Além disso, entrevistas com figuras icônicas do esporte precisam ser sugeridas para a chefia. Caso seja interessante, a Globo promete viabilizar essas entrevistas ou conteúdos, que poderão ter exposição forte também no site da emissora.
A determinação não foi muito bem vista entre os profissionais do Esporte da Globo. As lives sobre outros assuntos, como música, estão liberadas sem problemas.
*Por: LANCE!
MUNDO - O confinamento no estado de Nova York terminou nesta última sexta-feira (15), depois de dois meses. Mas não na Big Apple, que já foi o epicentro da efervescência econômica e cultural e hoje é o foco da pandemia de coronavírus, que se resigna a um futuro incerto.
Várias empresas não essenciais reabrirão suas portas no resto do estado, mas na cidade de Nova York, de 8,6 milhões de habitantes e com mais de 20.000 mortos pelo vírus, as autoridades temem um novo aumento de casos e pedem cautela.
"Prolongar o confinamento é a decisão certa. Realmente é péssimo, mas não há escolha. Estamos tentando dar o nosso melhor", diz à AFP Shelby, uma corretora de Nova York de 40 anos que se recusou a dar seu sobrenome.
Em isolamento, "fico entediada como uma ostra", reclama Rhonda Glass, de 80 anos, que até a pandemia era voluntária de várias instituições de caridade. "Só espero que em breve possamos voltar a uma certa normalidade".
Mas o prefeito Bill de Blasio disse que é impossível tomar uma decisão antes de junho.
Ele já anunciou que as piscinas não abrirão neste verão na megalópole, e talvez nem as praias.
As escolas permanecerão fechadas até o início do novo ano escolar em setembro, pelo menos.
As autoridades investigam 110 casos no estado de crianças e jovens com uma síndrome hiperinflamatória grave, possivelmente ligada ao coronavírus, que já causou três mortes.
Jantar fora, ir a um bar, a um museu, a um teatro da Broadway, ou a um jogo de beisebol... Tudo o que representa Nova York e implica uma aglomeração de pessoas seguirá fechado.
"Temos que ser inteligentes", insiste o governador Andrew Cuomo. "Não devemos minimizar o vírus; ele nos derrotou várias vezes", disse na quinta-feira.
"Fantasmas ambulantes"
Delia Chávez, uma babá equatoriana de 60 anos, concorda que o confinamento deve continuar em Nova York, "porque nenhum dinheiro no mundo compra vida ou saúde".
"Perdemos a liberdade, a calma, perdemos financeiramente, emocionalmente. Somos fantasmas ambulantes, com nossas máscaras, luvas e roupas de proteção", diz tristemente essa mulher que parou de trabalhar há dois meses devido à pandemia e que agora voltou a cuidar de uma menina.
Seus chefes enviam um carro para buscá-la em casa todas as manhãs, para evitar contágio no metrô.
Os hispânicos e afro-americanos, muitos dos quais de baixa renda, com doenças crônicas anteriores e que vivem em apartamentos pequenos e sem seguro de saúde, têm a maior taxa de mortalidade devido à COVID-19 em Nova York, quase o dobro que a população branca.
Todos os dias, às 19h, a cidade se une para aplausos em homenagem aos médicos e enfermeiros que lutam contra a pandemia.
"Isso uniu os nova-iorquinos", reflete Shelby, a corretora.
No total, a doença matou mais de 27.000 habitantes do estado, com 19,6 milhões de habitantes.
No auge da pandemia, em 9 de abril, 799 pessoas morreram no estado de Nova York em 24 horas. O número caiu para menos de 160 esta semana.
E nesta sexta-feira, várias regiões que atendem a uma série de critérios começaram a reabrir a indústria e a construção.
Na cidade de Nova York, com a chegada do bom tempo e após dois meses de confinamento, há mais pessoas nas ruas e parques.
"Algumas semanas atrás eu tinha as ruas só para mim, era mais seguro trabalhar fora do que em um escritório", diz o carteiro Denzel Charles, de 59 anos. "Agora há multidões nas ruas".
Outros, como Hans Robert, executivo de 49 anos, decidiram deixar a Big Apple, onde vivia há 10 anos.
Robert se estabeleceu com sua família em sua casa de campo nas montanhas Catskills, a duas horas de distância, de onde todos podem trabalhar ou estudar on-line.
O aluguel mensal de US$ 7.000 do apartamento em Manhattan "vale a pena quando a cidade funciona", explica. "Quando não funciona, é um imposto por nada."
*Por: AFP
SÃO PAULO/SP - O impacto do coronavírus no varejo brasileiro criou uma situação inédita. Nunca se viu nada parecido como esse estado de emergência sanitária. Para mim ficou clara a importância de pensarmos em soluções, juntos, com generosidade e maturidade.
Para que uma parcela importante da população não fique completamente sem assistência, todos terão de ceder, mesmo que um pouco, para construir um caminho viável. Nesta hora é que vamos ter de mostrar se de fato estamos evoluindo como sociedade, colocando o interesse coletivo à frente do pessoal.
Há anos tenho a preocupação em destacar que precisamos olhar mais para o coletivo. E eu costumo dizer muito que é mais importante a qualidade da rua em frente às nossas casas do que o jardim que fica dentro dos nossos muros! Se todo mundo fizer a sua parte agora, as perdas lá na frente serão menores.
Essa perspectiva de união, no âmbito público, deixa claro que é falsa uma dicotomia entre saúde e economia, pois elas caminham juntas. Uma é responsável pelo combate à pandemia e a outra fornece os recursos que precisamos para sobreviver.
No meu ramo empresarial, estamos passando por uma situação sem precedentes, pois a livre movimentação de pessoas e mercadorias está seriamente limitada, como deve ser. Torcemos para que a crise seja curta, mas deverá ser profunda. Quando o comércio reabrir, a circulação deverá ser restrita por algum tempo e a perspectiva é que a retomada da economia seja lenta.
Segundo dados do Instituto FSB Pesquisa, mais de 60% da população tem contato com pessoas com mais de 60 anos. E o que eu tenho percebido é que as pessoas estão totalmente comprometidas com o combate a esse mal, redobrando e triplicando os cuidados.
Por esse motivo, as pessoas precisam de dinheiro na mão agora. Desta forma, são muito bem-vindas decisões do Governo Federal para a implementação do voucher que será destinado aos trabalhadores informais e a chamada MP dos salários. O que for possível fazer para garantir renda e emprego, deve ser feito.
Neste momento único, nós e outras administradoras do setor estamos unidas em parcerias maduras e amplas com os lojistas. No caso da Iguatemi, buscamos uma ampla desoneração dos três principais custos que incidem sobre esses negócios: aluguéis, fundos de promoção e taxas de condomínio.
Além disso, organizamos pontos de doação de água e produtos de higiene para a população em situação de risco e participamos de campanhas para contribuir com a aquisição de equipamentos para instituições públicas de saúde. E firmamos uma parceria entre nosso maketplace Iguatemi 365 e a União SP para a doação de cestas básicas para a população ameaçada pela Covid-19.
Mas é importante que a sociedade se una em um esforço coletivo para que sejam suspensas, de forma momentânea, despesas relacionadas a impostos federais, estaduais e municipais. Não se trata de um pedido de isenção, mas sim que estes gastos possam ser transferidos para o futuro.
Ninguém é responsável por essa crise. Ela não teve origem na má gestão dos meus negócios ou dos lojistas, mas é uma situação emergencial que nos forçou a interromper os negócios. Precisamos então garantir renda e emprego para todos os que estão sendo, de alguma forma, ameaçados pela pandemia.
É impressionante a capacidade que a gente tem de se reinventar e aprender. Temos uma população altamente resiliente, que enfrentou diversas crises ao longo dos anos e que após cada uma delas, nós sempre mudamos para melhor. O Brasil é hoje um país muito mais maduro do que aquele de 50 anos atrás. E com certeza no futuro vamos todos olhar à nossa volta e perceber que foi a força de milhões de brasileiros unidos que permitiu superar mais uma crise. Vamos descobrir a generosidade em cada um de nós.
*Por: Carlos Jereissati Filho, presidente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, fundada em 1979 e que conta com 16 shoppings e outlets no país (pé biográfico)
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