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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Iniciativa reforçou a importância do diagnóstico precoce e da reabilitação para a qualidade de vida do paciente

 

SÃO CARLOS/SP - Com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença, realizar o diagnóstico precoce para tratamento correto e traçar estratégias de reabilitação para melhorar qualidade de vida desses pacientes, foram realizadas no dia 21 de novembro, no Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), atividades em alusão ao Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
O evento está relacionado à atividade de extensão "Pulmões saudáveis para toda a vida", proposta pela professora do Departamento de Fisioterapia da UFSCar, Renata Mendes, e foi destinado a adultos com fatores de risco para doença pulmonar (hábito tabágico e sintomas da DPOC como dispneia, tosse, fadiga) e àqueles já diagnosticados com DPOC. A programação contou com orientações, triagem e rastreio da saúde pulmonar, identificando pacientes com a doença. Também foram realizados exames de espirometria, além de um café de convivência e conversa, em que os organizadores ensinaram um pouco mais sobre a doença. Por fim, foi entregue cartilha educativa a todos os participantes.
A fisioterapeuta respiratória do HU-UFSCar, Tathyana Emilia Neves de Figueiredo, salienta a relevância da iniciativa, que foi uma parceria com a UFSCar. "As professoras Renata Mendes e Valéria Di Lorenzo encabeçaram a ação e, nas dependências do HU-UFSCar, promoveram este dia de conscientização sobre a doença. O encontro possibilitou a promoção da saúde e orientação à população sobre este tema tão importante", complementa Figueiredo. 
José Luís Rodrigues Martins, 65 anos, participou das atividades e foi encaminhado para realizar o exame de espirometria no HU-UFSCar. "Já faço acompanhamento na UFSCar, com a equipe de Fisioterapia e hoje vim fazer este exame, para ver se está tudo bem com meu pulmão", explica.
Renata Gonçalves Mendes, professora da UFSCar, enfatiza que a DPOC é a terceira causa de morte no mundo, em nosso País é subdiagnosticada e, consequentemente, não tratada. "Por isso, esta atividade tem grande importância para a comunidade ao fornecer informação sobre a doença e fatores de risco, principalmente aqueles passíveis de serem evitados. Também é uma oportunidade de realizar o exame que possibilita identificar a doença para que seja tratada o quanto antes, reduza as limitações decorrentes e resulte em melhor qualidade de vida", afirma.
Além de todo o benefício à comunidade, a ação tem grande relevância acadêmica, uma vez que possibilitou o contato de alunos e pesquisadores com equipamentos, técnicas e pacientes com DPOC, favorecendo a formação de profissionais e futuros profissionais/pesquisadores.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Consiste em uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil. Dentre os principais sintomas da doença, estão a falta de ar ao fazer esforços; pigarro, tosse crônica e tosse com secreção.O principal fator de risco para DPOC é o tabagismo e sua origem é fortemente ligada ao efeito da fumaça de cigarro nos pulmões. A inalação da fumaça de fogão a lenha e poluição também são riscos. A DPOC não tem cura, porém os tratamentos disponíveis retardam a progressão da doença, controlando os sintomas e reduzindo as complicações. A fisioterapia também é uma aliada do paciente com DPOC.

A cidade de São João de Meriti reúne 300 atletas com deficiência intelectual competindo em dez modalidades

 

SÃO JOÃO DE MERITI/SP - Após um ano repleto de atividades, as Olimpíadas Especiais Brasil (organização voltada para o desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual por meio do esporte) realizam o último grande evento do calendário de 2023: os Jogos Regionais Sudeste, em São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro. A competição acontece entre 1 e 3 de dezembro com a participação prevista de 300 atletas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Durante os três primeiros dias do mês, os atletas vão competir em Atletismo, Ginástica Rítmica, Natação e Tênis, além de outras seis modalidades no formato Unificado – forma de disputa em que pessoas com e sem deficiência intelectual competem juntas. São elas: Badminton, Basquete 3x3, Bocha, Futsal, Tênis de Mesa e Vôlei de Praia. A maioria das competições e atividades dos programas será realizada na Vila Olímpica de São João de Meriti, localizada na Rua Milton.

Para além das competições, o evento também conta com atividades ligadas aos programas da OEB que visam atender por completo a pessoa com deficiência e sua família. É o caso de Atletas Saudáveis, focado nas especificidades da saúde da pessoa com deficiência intelectual; Atletas Jovens, que promove a iniciação esportiva em crianças; e Liderança Juvenil, destacando a autonomia da pessoa com deficiência intelectual.

 

SOBRE OLIMPIADAS ESPECIAIS BRASIL

Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.

Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô, além dos Programas: Atleta Líder, Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas Jovens, MATP (Programa de Treinamento em Atividade Motora) e Famílias. Tendo o país quase seis milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 44 mil atletas treinando.

Filosofia

A Special Olympics tem como filosofia dar oportunidade a todos os atletas, independente do nível de habilidade, promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante todo o ano. O programa é conduzido por voluntários e por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.

Embaixadores

A Special Olympics conta, em nível local e global, com uma série de embaixadores que vestem a camisa do movimento e ajudam a levar adiante a causa. No Brasil, as OEB dispõem de nomes como os jogadores de futebol Cafu, Ricardinho, Romário, Zico, Lucas Moura e Willian Bigode, a jogadora de vôlei Jakie Silva, e as campeãs de nado sincronizado Bia e Bianca. No mundo, além de nomes importantes do esporte, com destaque para Michael Phelps, há artistas como Avril Lavigne, Brooklyn Decker Roddick, Charles Melton, Eddie Barbanell, Maureen McCormick, Chris Pratt e Katherine Schwarzenegger.

LONDRES - A retração da atividade industrial da zona do euro diminuiu ligeiramente no mês passado, mas o setor permanece profundamente enraizado em território contracionista, levando as fábricas a reduzir os níveis de pessoal pelo sexto mês consecutivo.

O Índice Gerentes de Compras (PMI) final do HCOB para o setor industrial da zona do euro, compilado pela S&P Global, subiu para 44,2 em novembro, em comparação com 43,1 em outubro, acima da estimativa preliminar de 43,8. Uma leitura abaixo de 50 indica contração na atividade.

O subíndice que mede a produção subiu de 43,1 para 44,6.

"Novembro não foi dos mais bonitos, e isso não se refere apenas ao clima, mas também à situação do setor industrial da zona do euro", disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

"É claro que quase todos os subíndices melhoraram um pouco. Entretanto, as melhorias são, em sua maioria, tímidas, sem o dinamismo necessário para declarar uma tendência de alta", disse de la Rubia.

Os subíndices que abrangem a demanda, as exportações e os pedidos em atraso avançaram, mas permanecem firmemente abaixo do ponto de equilíbrio.

A demanda geral diminuiu pelo 19º mês, embora o índice de novos pedidos tenha subido de 39,0 para 41,5, um recorde de seis meses. A pesquisa sugeriu que os gerentes de fábrica não esperam uma grande recuperação, já que o número de funcionários foi cortado novamente.

O subíndice de emprego caiu para uma mínima não vista desde agosto de 2020, quando a pandemia de Covid-19 estava se consolidando sobre o mundo.

 

 

Reportagem de Jonathan Cable / REUTERS

ARGENTINA - O anúncio de que Luis Caputo será o ministro da Economia no futuro governo do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, gerou uma série de críticas por parte de apoiadores do ultraliberal, que não queriam ver no comando da pasta o ex-ministro de Mauricio Macri.

Mas as coincidências entre o que parece ser o futuro governo Milei e gestões anteriores vão além, de acordo com um estudo recente do Celag (Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica).

No texto, o economista Guillermo Oglietti aponta que a maior parte das propostas do anarcocapitalista, desde a campanha, não têm nada de novas. Ele defende que elas coincidem com outras experiências liberais que governaram a Argentina em quase 50 anos.

"Não há nada de original no modelo econômico proposto por Milei. É um copia e cola de um passado que se mostrou muito custoso para a Argentina, por causa dos danos sociais que gerou e da dívida que deixou para as gerações e os governos seguintes", descreve o pesquisador no estudo.

Segundo ele, apesar de Milei se definir como um "filho da Escola Austríaca" ou anarcocapitalista, seu plano é 90% semelhante aos programas aplicados em três experiências recentes no país: as dos ministros José Martinez de Hoz (da ditadura militar), Domingo Cavallo (dos governos de Carlos Menem e Fernando de la Rúa) e daqueles que passaram pelo governo Mauricio Macri (Alfonso Prat-Gay, Nicolás Dujovne, Hernán Lacunza e o próprio Luis Caputo).

O economista considera que 70% dos projetos coincidem com a política econômica promovida por Cavallo, 68% são semelhantes ao que foi posto em prática por Martínez de Hoz durante a ditadura e 63% se parecem com as medidas do governo de Macri.

Para chegar a esse percentual, ele comparou as 64 propostas econômicas apresentadas pela força política do futuro mandatário, A Liberdade Avança, à Justiça Eleitoral e eliminou itens considerados "triviais" (generalidades presentes em qualquer outro programa político, como "não sufocar o investimento privado").

Também foram descartados pontos que tratavam de problemas já resolvidos, como a obrigação de comprovação de formação específica para os profissionais de saúde, por exemplo.

O pesquisador agrupou as coincidências mais claras entre os quatro períodos —como corte de gastos públicos e de impostos, redução do Estado, privatizações e incentivo à aposentadoria de funcionários públicos.

Em seu estudo, Oglietti lembra que Milei promete colocar em prática seu plano econômico em três etapas, que demandariam cerca de 35 anos para sua implementação integral sem especificar como faria para executar um programa que levaria quase nove mandatos.

O pesquisador defende que somente três propostas do ultraliberal são totalmente originais, não tendo sido tentadas em nenhum dos três governos anteriores: eliminar o Banco Central, implantar um sistema de vouchers para a educação e acabar com as coparticipações (sistema de distribuição da arrecadação entre o governo nacional, as províncias e a Cidade Autônoma de Buenos Aires —que tem status provincial).

 

RESULTADOS DA ECONOMIA SERÃO VITRINE OU CALCANHAR DE NOVO GOVERNO

Economista de formação e famoso por seus comentários polêmicos em programas da TV argentina, Milei tem na questão econômica a sua principal bandeira —e também o seu principal desafio.

O primeiro deles será convencer a população de que o novo governo será mais hábil em terminar com a inflação, que passa dos 140% em 12 meses, ao contrário do governo atual, do peronista Alberto Fernández, e do candidato à Presidência derrotado no último dia 19 de novembro, o ministro da Economia, Sergio Massa.

Com a derrota da candidata macrista Patricia Bullrich no primeiro turno, o ex-presidente Macri passou a apoiá-lo contra Massa. Mas a proximidade nos discursos era anterior.

O agora presidente eleito já descreveu Carlos Menem como o "melhor presidente da história da Argentina", recebeu o apoio do ex-ministro Cavallo durante a campanha e voltou atrás das críticas que fez à gestão econômica de Macri.

Já os ex-ministros que inspiraram o novo presidente em suas propostas contribuíram em diferentes momentos políticos da Argentina: do governo antidemocrático dos militares, ao peronismo liberal de Menem, do mandato de De la Rúa que chegou ao fim prematuramente ao do antiperonista Mauricio Macri.

Homem forte da economia na última ditadura, Martínez de Hoz impulsionou medidas de desregulamentação dos mercados, a dívida externa aumentou e a indústria argentina foi afetada. Seu programa gerou uma transferência de capitais ao exterior e uma deterioração do poder aquisitivo.

"O povo nunca teve mais dinheiro do que agora", disse o ministro, que exerceu a função de 1976 a 1981. Em 1980, a inflação anual superou os 100%, os depósitos bancários caíram 25% e houve uma quebra de bancos, conforme registro da imprensa argentina.

"O peso, que a partir de 1º de janeiro de 1992 vai valer o mesmo que o dólar, é uma moeda destinada a permanecer com esse valor por muitos anos", disse o então ministro Domingo Cavallo ao explicar seu Plano de Conversibilidade. A paridade durou mais de uma década e acabou no "corralito" e no "corralón", de 2001 e 2002, com restrições a saques, morte de manifestantes e desvalorização da moeda.

"Os percentuais são assustadores quando você diz o quanto eles vão subir. Mas uma conta de 150 pesos vai subir para 350 pesos. Isso é uma diferença de 200 pesos, o mesmo que duas pizzas. Acho que essa é a discussão a se ter", disse o ministro Alfonso Prat-Gay (de Macri), ao defender um aumento de tarifas de energia e gás.

Conforme a influência da força política de Macri no novo governo foi se tornando mais clara, Milei deixou de falar em dolarização e passou a defender a educação pública em lugar dos vouchers, embora mantenha o fim do Banco Central como um ponto inegociável.

A configuração do futuro gabinete, a articulação no Congresso e o comportamento da inflação nos próximos meses devem ajudar a definir o ritmo e a viabilidade das demais propostas.

Em entrevistas recentes a programas de rádio locais, o presidente eleito tem reforçado que os próximos seis meses serão de ajustes e chegou a prever uma "estagflação" (estagnação com inflação) no início do governo, por conta das medidas de "reorganização fiscal", que tendem a impactar a atividade econômica negativamente.

 

 

por DOUGLAS GAVRAS / FOLHA de S.PAULO

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