Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O Supremo Tribunal Federal (STF) pode definir na quarta-feira (27) a tese final do julgamento que derrubou o marco temporal para demarcação de terras indígenas.
Entre os pontos que serão discutidos está a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de boa-fé e se o pagamento seria condicionado à saída dos agricultores das áreas indígenas.
Nesse caso, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam dos governos federal e estadual títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.
Também pode ser debatida a sugestão do ministro da Corte Dias Toffoli para autorizar a exploração econômica das terras pelos indígenas. Pela proposta, mediante aprovação do Congresso e dos indígenas, a produção da lavoura e de recursos minerais, como o potássio, poderiam ser comercializados pelas comunidades.
A possibilidade de exploração econômica dos territórios é criticada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Para a entidade, a medida ameaça a sobrevivência dos povos.
"A história recente nos mostra que a existência de empreendimentos para extração de recursos hídricos, orgânicos e minerais, na prática, gera a destruição de territórios indígenas, a contaminação das populações por agentes biológicos e químicos, como o mercúrio, e o esgarçamento do tecido social destas comunidades, além de enfraquecer ou inviabilizar sua soberania alimentar e submeter mulheres e crianças à violência física e sexual", disse a entidade.
A sessão de quarta-feira (27) será a última da presidente da Corte, Rosa Weber, no Supremo. A ministra deixará o tribunal no dia seguinte ao completar 75 anos de idade e se aposentar compulsoriamente. A posse de Luís Roberto Barroso no comando da Corte será na quinta-feira (28).
Por André Richter - Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - O técnico Dorival Júnior enfim se vingou do Flamengo com o título da Copa do Brasil pelo São Paulo, conquistado neste domingo, no Morumbi, após o empate por 1 a 1. O treinador, por outro lado, negou espírito de revanche diante de sua ex-equipe.
O comandante admitiu certa mágoa após ter sido demitido ao término do ano passado. Ele havia acabado de vencer a Libertadores e a Copa do Brasil sob o comando do Rubro-Negro, mas viu o trabalho ser interrompido pela diretoria, que optou pela contratação de Vítor Pereira. Na coletiva, Dorival desabafou sobre a saída.
"Foi um final de ano um pouco diferente, porque além das alegrias pelas conquistas, acredito que só eu e minha família, amigos, pessoas próximas com quem me abri, entenderam toda situação, tudo o que havia acontecido. Natural que eu tenha ficado muito chateado com tudo, mas jamais levei pro pessoal, não misturei as coisas. Não transferi responsabilidades. Sempre soube separar muito bem. Não tinha o espirito de revanche em sentido nenhum da palavra. Hoje eu joguei contra meus ex-comandados. Pessoas que tenho um carinho e respeito muito grande. Só fico assim um pouco chateado porque quando ganhamos aquelas competições diziam que era um arroz e feijão, que qualquer um faria igual pela capacidade do elenco do Flamengo. Um mês depois, por incrível que pareça, aquela mesma equipe não alcançava os resultados da disputa do Mundial, era uma equipe que precisava de reforços, e tinha acabado de ganhar a Copa do Brasil e Libertadores", disse o técnico.
"Estranhei muito aquelas atitudes, aquelas colocações de muitos que, 30 dias antes, diziam ser o melhor elenco da América e ganharia de qualquer jeito aquela competição. Muito estranho tudo que aconteceu, tentando desqualificar o trabalho que foi desenvolvido. Hoje eu comprovo com todo o grupo do São Paulo que, para atingir um futebol você tem que ter muita dedicação, muito comprometimento e acima de tudo dignidade para que você possa encontrar grandes resultados. Poucas pessoas têm noção do que foi feito dentro do São Paulo, do trabalho, do comprometimento, de poder resgatar um grupo que estava muito magoado naquele instante, mas que entendeu o recado e passou a acreditar naquilo que foi proposto com a ajuda substancial de uma torcida que voltou a ser apaixonada", completou.
Além de falar sobre o Flamengo, Dorival exaltou o São Paulo. Segundo ele, o mais importante não foi conquistar um título inédito para a galeria do clube, mas sim resgatar o espírito do torcedor, que lotou o estádio nesta tarde com mais de 63 mil pessoas. O treinador ainda recordou sua passagem pelo Tricolor em 2017, quando chegou a lutar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
"Conseguimos algo que não tem como igualar nos últimos anos de história desse clube. Pra mim isso não tem preço. Só tenho a agradece àqueles que confiaram no meu trabalho, que nós poderíamos dar um retorno depois do que aconteceu em 2017, quando saímos da zona de rebaixamento e na última rodada do Brasileiro éramos a melhor equipe do 2º turno até os minutos finais, quando levamos um gol e caímos para a terceira colocação. A diretoria não entendeu que aquele trabalho seria de recuperação do elenco no ano seguinte, decidiram cortar e ficou marcado para mim, porque queria dar ao são-paulino uma resposta por tudo que passamos", lembrou.
"Ouvi muitas opiniões, que eu daria um passo errado na minha carreira. Prometi a todos que não fecharíamos o ano sem disputar uma final. O que aconteceria na final ninguém sabe, mas estou muito satisfeito com o que vejo. Um grupo que até outro dia não contava com Lucas e James, foi o mesmo grupo que foi questionado, humilhado após o Paulista e mesmo depois consegue dar uma resposta tirando dois dos maiores adversários do São Paulo e o vencedor da Libertadores e da Copa do Brasil em 2022. O principal de tudo isso talvez não seja a conquista da Copa do Brasil, mas o resgaste do amor do torcedor pelo seu clube novamente", finalizou.
Com o título, o São Paulo enfim volta a ser campeão nacional após 15 anos - o último havia sido em 2008. Agora, o time volta suas atenções para o Brasileirão, onde não vence há oito rodadas e ocupa o 14º lugar, com 28 pontos. O próximo compromisso é contra o Coritiba, já nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), no Morumbi, em jogo atrasado pela 22ª rodada da competição.
Marcelo Baseggio / GAZETA ESPORTIVA
SINGAPURA - Pouco menos de dois segundos. Era o tempo que o Sesi Franca tinha no relógio para dar fim a uma espera de mais de 60 anos pelo primeiro título intercontinental da equipe mais tradicional do basquete brasileiro. Parecia pouco, mas foi suficiente. Com um arremesso no estouro do cronômetro, a equipe bateu o Telekom Baskets Bonn, da Alemanha, por 70 a 69 e conquistou a tão sonhada taça. Lucas Dias, autor da cesta decisiva, foi eleito o MVP (Jogador Mais Valioso) da final, com 14 pontos e seis rebotes, enquanto o americano David Jackson foi coroado como o melhor jogador da competição, disputada em Singapura.
Depois de vencer Al-Ahly, do Egito, e o G-League Ignite, dos Estados Unidos, Franca teve pela frente o campeão da Champions League europeia de basquete e atual vice-campeão alemão (a Alemanha acabou de se sagrar campeã do mundo entre as seleções).
Durante três quartos, Franca e Bonn trocaram golpes e, com uma esticada no final do terceiro quarto, a equipe brasileira chegou com boa vantagem aos 10 minutos finais (58 a 50). No entanto, o time alemão se recompôs e apagou a liderança de Franca rapidamente, deixando o duelo extremamente nervoso em sua reta final. A liderança mudou de mãos algumas vezes. No último minuto, Márcio Santos - cestinha de Franca na partida com 15 pontos - fez uma jogada de três pontos (cesta mais a falta) para colocar Franca na liderança, por 68 a 67, mas logo na sequência Glynn Watson colocou a equipe alemã novamente na frente.
No fim, o time comandado por Helinho Garcia apostou na defesa e conseguiu forçar os adversários a uma violação dos 24 segundos de posse de bola. No entanto, restavam apenas 1.8 segundos para a buzina final do jogo. O técnico desenhou uma jogada na saída lateral. O ala-pivô Lucas Dias, capitão da equipe, recebeu a bola na cabeça do garrafão, girou, e com um belo arremesso fade-away (caindo para trás), fez a cesta histórica que deu a vitória e o título a Franca.
O título intercontinental, além de inédito, coroou uma temporada perfeita da equipe da cidade conhecida como a capital do basquete no Brasil. O torneio em Singapura foi o último episódio da temporada 2022-23, que teve Franca vencendo os títulos do Campeonato Paulista, da Copa Super 8, do NBB e da Champions League Américas. Este último, que credenciou o time à disputa da Copa Intercontinental da FIBA, foi conquistado de maneira invicta, com dez vitórias em dez jogos. Além disso, no decorrer da temporada, a equipe estabeleceu a maior sequência invicta da história do basquete brasileiro, ganhando 46 partidas consecutivas.
Por Igor Santos - Repórter da EBC
SÃO PAULO/SP - Uma aposta de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, acertou os seis números do concurso 2.636 da Mega-Sena, que foi sorteado no sábado (23). O vencedor receberá R$ 40,4 milhões.
Outras 49 apostas acertaram cinco dezenas e ganharam R$ 74.465,42 cada.
Houve 4.597 apostas vencedoras com quatro dezenas; cada uma leva R$ 1.133,90.
A Mega-Sena tem três sorteios por semana: na terça, na quinta e no sábado.
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