Jornalista/Radialista
De 1º a 7 de setembro também será realizado o hasteamento dos pavilhões na Praça Coronel Salles
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, após reunião da Comissão de Eventos, com a participação de representantes de organizações civis e militares da cidade, definiu a programação referente as comemorações dos 200 anos do Brasil como um país independente. Comemorado no dia 7 de setembro, o Bicentenário marca o momento histórico que instituiu o Brasil como nação, em 1822.
De 1º a 7 de setembro será realizado, sempre a partir das 8h, na Praça Coronel Salles, o hasteamento dos pavilhões com a participação das Bandas do Tiro de Guerra e da Escola de Música Maestro João Sepe para execução dos Hinos Nacional e da Independência.
No dia 7 de setembro, feriado nacional, será realizada uma solenidade cívica no Ginásio Milton Olaio Filho, a partir das 9h, com a participação de alunos das escolas municipais e de representantes do grupo de escoteiros de São Carlos, do Clube Desbravadores, da Ordem DeMolay, da Escola de Música Maestro João Sepe, da Polícia Militar, Guarda Municipal e das bandas da APAE, Sal da Terra e Tiro de Guerra.
De acordo com a secretária de Educação, professora Wanda Hoffmann, aproximadamente 1.000 alunos da rede municipal de ensino vão participar. “A nossas escolas já estão trabalhando o tema do Bicentenário com ações na educação infantil, no ensino fundamental I e II e na Educação de Jovens e Adultos com a realização de trabalhos, atividades culturais, elaboração de textos e desenhos alusivos à data. Agora todos vão participar da festa da independência”, explica a secretária.
O vereador Robertinho Mori, autor da Resolução Nº 343, de 31 de agosto de 2021, que criou a Comissão de Estudos para organizar as festividades em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil, falou da importância da data. “É um resgate do civismo. O 7 de setembro é uma das datas comemorativas mais importantes do Brasil, justamente por abrigar um dos principais acontecimentos da nossa história: a nossa Independência. Convidamos a população para comparecer ao Ginásio Milton Olaio Filho e prestigiar essa grande festividade”, disse o vereador.
O bicentenário da Independência é comemorado baseado em três pilares: liberdade para cada brasileiro, soberania para a nação e independência para todos.
Também participaram da reunião do comitê o vereador Ubirajara Teixeira (Bira), os secretários de Segurança Pública, Samir Gardini, de Planejamento e Gestão, Bill Moreira, de Comunicação, Leandro Severo, o chefe da Seção de Fiscalização e Operação de Trânsito, Evandro Carlos Domingues, a chefe da Seção de Eventos Oficiais e Atividades Culturais, Valéria Mazzola e representantes da Polícia Militar, da Guarda Municipal e de entidades.
SÃO PAULO/SP - Os danos do fechamento das escolas na pandemia seguem devastadores mesmo depois de um ano da retomada parcial das aulas presenciais. Estudantes das escolas estaduais de São Paulo, ao final de 2021, haviam aprendido menos da metade (45%) do que era esperado para os últimos dois anos caso as aulas não tivessem sido interrompidas, e 31% corriam alto risco de evasão escolar.
A conclusão é de uma pesquisa feita pela Universidade de Zurique com base em dados fornecidos pela Secretaria da Educação paulista.
O estudo englobou alunos do ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) e do ensino médio, a partir dos boletins escolares e de provas específicas de português e de matemática. O objetivo foi mapear as consequências, em médio prazo, do fechamento escolar tanto para o aprendizado quanto para o risco da evasão.
A pesquisa também analisou se houve recuperação com a retomada presencial e em que dimensão ela se deu.
Dos resultados, o "copo meio cheio" é que houve, sim, recuperação do aprendizado em 2021, diz Guilherme Lichand, professor da cátedra Unicef de economia do desenvolvimento e bem-estar infantil da Universidade de Zurique, responsável pelo estudo em coautoria com Carlos Alberto Doria.
Já o "copo meio vazio" é que a recuperação se mostrou lenta: na média, foi de 24% dentre os pesquisados, sendo aproximadamente de 28% para o fundamental 2 e de 21% para o ensino médio.
"Muito se fala hoje da geração perdida da pandemia. Nossa intenção foi medir a dimensão das perdas e da recuperação. A boa notícia é que houve um progresso desde a retomada em 2021, e a má notícia é que essa evolução tem sido lenta", diz Lichand, que é doutor em economia política e governo pela Universidade Harvard.
No final de 2021, com as aulas presenciais retomadas parcialmente, as perdas acumuladas de aprendizado somavam 55%, ante 72,5% de 2020, quando as escolas permaneceram fechadas durante quase todo o ano. Isso significa, então, que em 2021 os alunos aprenderam 45% do esperado para o período caso as aulas nunca tivessem sido interrompidas, enquanto em 2020 haviam aprendido apenas 27,5%.
Os resultados de matemática são ainda piores do que os de português. Ao final de 2021, as perdas acumuladas nessa disciplina ainda eram de 67%, uma melhora mais discreta em relação aos 81% acumulados no fim de 2020.
Em língua portuguesa, a recuperação foi mais acentuada: as perdas estavam acumuladas em 35% no final de 2021, quase metade dos 67% do final de 2020. Para Lichand, uma hipótese para isso é a de que em matemática pode ser mais difícil avançar quando há lacunas de aprendizado do que no ensino da língua portuguesa. "Mas é preciso lembrar que estamos falando do fundamental 2 e do ensino médio. Isso pode ser diferente nos anos iniciais, quando o aluno está em processo de alfabetização", pondera.
As perdas mensuradas pela pesquisa não representam um retrocesso, mas a diferença entre o aprendizado esperado para o período, em uma situação normal, e aquilo que de fato os estudantes aprenderam.
Os dados consideram os resultados de provas diagnósticas (que medem se a aprendizagem está ou não avançando), aplicadas na rede paulista pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. Como essas provas não são obrigatórias e foram feitas de forma online na pandemia, a participação foi de pouco mais de 30% dos estudantes, presumidamente aqueles mais participativos e de melhor desempenho fora da pandemia, quando aplicadas presencialmente, a participação era de 80%.
Segundo Lichand, houve a utilização de técnicas estatísticas para que, ainda que pequena, essa amostra fosse representativa de todos os estudantes da rede.
A rede paulista foi a primeira a retomar as aulas presenciais no Brasil, embora tenha permanecido com as escolas fechadas por quase todo o ano de 2020 e com revezamento de alunos até novembro de 2021. As perdas acumuladas devem ser, portanto, ainda mais catastróficas em regiões do país nas quais as escolas ficaram fechadas por mais tempo, em alguns casos por quase dois anos.
Um dado da nova pesquisa reforça o quanto as aulas presenciais fizeram diferença, mesmo quando retomadas tardiamente. No final de 2020, alunos do ensino médio de municípios que reabriram as escolas no último bimestre tiveram perda acumulada de 66%, enquanto os de cidades em que o ensino permaneceu online sofreram estrago maior: 72,5%.
A explosão da desigualdade na educação também fica evidente na pesquisa da Universidade de Zurique. No final de 2020, alunos de escolas de bairros mais pobres haviam perdido 89% do aprendizado esperado, enquanto os de regiões com melhor renda, 67%. No fim de 2021, a perda acumulada dos mais pobres era de 69%, enquanto a dos de melhor renda, de 44%.
Alunos brancos e amarelos haviam perdido 66% da aprendizagem esperada no fim de 2020 já os pretos, pardos e indígenas, 79%. No fim de 2021, a perda acumulada de brancos e amarelos era de 46%, enquanto a de pretos, pardos e indígenas, de 63%.
EVASÃO TRIPLICA PÓS-PANDEMIA
O risco de evasão escolar, que explodiu em 2020 com o fechamento das escolas, chegando a 35% dos alunos, caiu muito pouco em 2021, para 31%, segundo a pesquisa. Em outras palavras, seguimos com cerca de um terço dos estudantes com uma alta probabilidade de abandonar a escola. Antes da pandemia, a evasão média era de cerca de 10%, "um número que passamos a considerar normal, mas que já era absurdo", diz Lichand.
A análise da pesquisa sobre o risco de evasão escolar é de extrema importância especialmente porque a rematrícula da maior parte das redes públicas de ensino foi automática em 2021 e em 2022, o que significa que os dados do Censo Escolar não demonstram o número de alunos que estão de fato frequentando as aulas.
Para determinar o risco de evasão, os pesquisadores calcularam o número de alunos que estavam sem notas de português e de matemática nos boletins. A fórmula considerou o histórico da proporção entre estudantes com boletins sem notas nessas disciplinas e a evasão de anos anteriores.
Esse estudo é o terceiro de uma série conduzida pelos pesquisadores brasileiros na Universidade de Zurique, com base em dados oficiais de São Paulo, e que se tornou referência na análise das consequências do fechamento das escolas no Brasil. A primeira, de 2020, demonstrou que não houve aumento na contaminação por Covid-19 nos 131 municípios que optaram pela retomada das aulas presenciais entre outubro e dezembro daquele ano. No segundo estudo, feito em 2021, foram mensuradas as perdas de aprendizado, bem como o aumento do risco de evasão causados pelo fechamento das escolas em 2020.
A pesquisa agora divulgada considera os boletins de 656 mil alunos e as notas de provas de matemática e de língua portuguesa de 366 mil estudantes, do fundamental 2 e do ensino médio, amostras essas definidas, segundo Lichand, a partir de técnicas estatísticas para que fossem representativas de toda a rede.
LAURA MATTOS / FOLHA de S.PAULO
BRUXELAS - A Amazon e o Google, da Alphabet, criticaram as mudanças na computação em nuvem realizadas pela Microsoft na terça-feira, dizendo que as alterações limitam a concorrência e desencorajam os clientes a mudar para rivais.
A Microsoft anunciou na segunda-feira alterações nos acordos de licenciamento e outras mudanças que entrarão em vigor em 1º de outubro, que, segundo a empresa, facilitarão a concorrência dos provedores de serviços em nuvem.
Amazon, Google, Alibaba e os serviços em nuvem detidos pela própria Microsoft serão excluídos dos acordos.
A decisão ocorreu depois que concorrentes menores da União Europeia reclamaram sobre as práticas de serviços em nuvem da Microsoft aos reguladores antitruste do bloco.
A Amazon, provedora líder de serviços em nuvem, seguida pela Microsoft e pelo Google, foi contundente em suas críticas.
"A Microsoft agora está elevando as mesmas práticas prejudiciais, implementando ainda mais restrições em uma tentativa injusta de limitar a concorrência que enfrenta - em vez de ouvir seus clientes e restaurar o justo licenciamento de software na nuvem para todos", disse um porta-voz da AWS, unidade da Amazon de serviço em nuvem, em um e-mail.
Marcus Jadotte, vice-presidente do Google para assuntos governamentais e de política do Google Cloud, foi igualmente crítico.
"A promessa da nuvem é uma computação flexível e elástica sem bloqueios contratuais", disse ele em um tuíte.
"Os clientes devem poder mover-se livremente entre plataformas e escolher a tecnologia que funciona melhor para eles, em vez do que funciona melhor para a Microsoft", disse Jadotte.
Por Foo Yun Chee / REUTERS
SÃO PAULO/SP - Que susto! A cantora Naiara Azevedo deixou seus seguidores preocupados ao revelar que precisou levar cinco pontos no pé. Em seus Stories do Instagram, a sertaneja explicou que pisou sem querer em uma faca e precisou ir ao hospital devido à profundidade do ferimento.
“Eu estava na roça, na beira da represa, pescando e brincando com os cachorros”, começou ela. “Quando saíram da represa, vieram pular em mim, todos molhados. E eu fui andando para trás e não vi que tinha uma faca no chão. Com essa faca, a gente estava cortando salsicha para usar como isca. Eu pisei na faca e rasguei o dedo. Por pouco não foi um estrago maior”, revelou.
“Eu não senti dor nenhuma na hora, e foi isso o que mais me assustou. Porque fiquei com medo de ter cortado, sei lá, um tendão, uma terminação nervosa, um nervo. […] Enfim, saiu muito sangue. Aí fui para o hospital, deram anestesia, costuraram o meu dedo e estou aqui, maravilhosa, pleníssima”, finalizou Naiara.
Por: Camilla Tochetto / METROPOLITANA
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