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Sete cientistas fazem parte das unidades da Embrapa em São Carlos –Instrumentação e Pecuária Sudeste

 

SÃO CARLOS/SP - O número de pesquisadores da Embrapa presentes no ranking internacional da Research.com cresceu 25% em relação a 2025, passando de 24 para 31 cientistas reconhecidos entre os mais citados do mundo em oito áreas de atuação (confira os nomes em quadro abaixo). O estudo avaliou 26 disciplinas científicas de mais de 70 países. Dos 31 cientistas, sete são das unidades de São Carlos – Embrapa Instrumentação e Embrapa Pecuária Sudeste.

Na área de Ciência de Materiais, há dois pesquisadores da Embrapa Instrumentação - Luiz Henrique Capparelli Mattoso e Caue Ribeiro, que também é destaque em Química. Já na área de Engenharia e Tecnologia está Daniel Souza Corrêa.

Os quatro pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste são Ana Carolina Chagas, Luciana Regitano, e Maurício Alencar, na área de Ciências Animais e Veterinária; e, José Ricardo Pezzopane, em Ciência de Plantas e Agronomia.

Para classificar os cientistas, foi utilizado o indicador denominado Discipline H-index (D-index), que considera o número de artigos e a quantidade de citações para cada área avaliada. Para fazer a seleção, foram combinados dados bibliométricos de várias fontes, incluindo OpenAlex e CrossRef. As informações foram coletadas em novembro de 2025 e abrangeram somente pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

O ranking avaliou 175.448 pesquisadores em nível global, selecionados a partir de fontes de dados bibliométricos. Os requisitos consideram também prêmios, bolsas e reconhecimentos acadêmicos outorgados pelas principais instituições de pesquisa e agências governamentais.

Segundo a plataforma Research.com, o objetivo do estudo é apontar os principais especialistas em áreas específicas de conhecimento de diferentes países e, assim, inspirar jovens acadêmicos em todo o mundo, enfatizando temas de impacto para a ciência atual e tendências para o futuro.

A participação da Embrapa

A Embrapa ainda participa do ranking na área de Ciência de Plantas e Agronomia, Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo UrquiagaBruno José Rodrigues AlvesJosé Ivo BaldaniVeronica Massena ReisMaria Fatima Grossi de SáMarcos Deon Vilela de ResendeSergio Miana de Faria, Miguel Borges, Rosana Pereira VianelloValeria Pacheco Batista EuclidesEder Jorge de Oliveira, Jose Renato Boucas Farias. Mariangela Hungria é citada também na área de Microbiologia e Valéria Euclides, na de Ciências Animais e Veterinária.

Na área de Ciências Animais e Veterinárias também estão os cientistas Marcos Tavares Dias,  Samuel PaivaMarcos Vinícius SilvaValeria Pacheco Batista Euclides e Gherman Araújo.

A área de Ecologia e Evolução no Brasil tem três pesquisadores relacionados: George BrownMarcelo Simon e Aldicir Scariot.

A área de Ciências Ambientais faz menção a dois pesquisadores: Joice Ferreira e Mateus Batistella.

EUA - WhatsApp anunciou o lançamento da função “Conversa Anônima”, novo recurso que permitirá aos usuários manter conversas privadas com a inteligência artificial da Meta, a Meta AI, sem que nem mesmo a empresa tenha acesso ao conteúdo das mensagens.

Em publicação no blog oficial, o WhatsApp informou que a novidade utiliza uma tecnologia chamada “Processamento Privado”, criada para garantir maior proteção às interações dos usuários com a IA.

“Outros aplicativos introduziram modos de navegação anônima, mas ainda conseguem ver as perguntas que recebem e as respostas que enviam. A Conversa Anônima com a Meta AI é realmente privada. Ninguém pode ler sua conversa, nem mesmo nós”, afirmou a empresa.

Segundo o WhatsApp, ao iniciar uma Conversa Anônima, o usuário cria uma conversa temporária visível apenas para ele.

“As mensagens são processadas em um ambiente seguro ao qual nem mesmo a Meta tem acesso”, explicou a plataforma.

O aplicativo também informou que as conversas não serão armazenadas e que, por padrão, as mensagens desaparecerão automaticamente.

“Isso dá espaço para pensar e explorar ideias sem que ninguém esteja observando”, acrescentou a empresa.

O WhatsApp revelou ainda que pretende expandir os recursos de IA nos próximos meses com uma função chamada “Conversa Paralela”, que também será protegida pelo sistema de Processamento Privado.

Na prática, o recurso permitirá ao usuário receber ajuda privada sobre qualquer conversa em andamento, utilizando o contexto do chat principal sem interferir diretamente nele.

Segundo a empresa, a nova ferramenta deverá funcionar de forma temporária, sem armazenamento das mensagens ou compartilhamento de dados.

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - Um estudo recente desenvolvido por pesquisadores da Argentina e do Reino Unido, em parceria com os cientistas do IFSC/USP - Caio Cesar de Mello Capetti e Prof. Dr. Igor Polikarpov -, aponta que restos da agroindústria, muitas vezes descartados, podem ser transformados em ingredientes com potencial benefício à saúde.

A pesquisa investiga como certas enzimas produzidas por bactérias são capazes de converter materiais vegetais em compostos que favorecem o crescimento de bactérias benéficas ao intestino.

Os cientistas analisaram enzimas produzidas pela bactéria Cellulomonas, que se alimenta de fibras presentes em plantas. Essas enzimas atuam quebrando estruturas complexas encontradas em resíduos como farelo de trigo e bagaço de agave, que são subprodutos comuns da produção agrícola e industrial.

Ao degradar essas fibras, o processo gera açúcares menores, alguns dos quais podem funcionar como prebióticos, ou seja, substâncias que estimulam o crescimento de microrganismos considerados benéficos à saúde intestinal.

Os resultados mostram que nem todas as enzimas atuam da mesma forma. Algumas foram mais eficientes na produção desses compostos desejáveis, enquanto outras geraram produtos diferentes. Em certos casos, utilizar apenas uma enzima, em vez de combinações, apresentou melhores resultados.

Outro ponto importante observado foi a diferença entre os materiais utilizados. Os derivados do farelo de trigo apresentaram resultados promissores, estimulando o crescimento de bactérias probióticas em laboratório. Já os compostos obtidos a partir do bagaço de agave não demonstraram o mesmo efeito, possivelmente devido à presença de substâncias que dificultam o aproveitamento pelos microrganismos.

Além disso, o estudo indica que o tipo de processo utilizado para transformar os resíduos é tão importante quanto a própria matéria-prima. Dependendo da enzima escolhida, os produtos finais podem ter características distintas e, consequentemente, diferentes aplicações na indústria de alimentos ou na área de saúde.

Quais os benefícios para a sociedade

Para a sociedade, os possíveis impactos são amplos. Do ponto de vista ambiental, a reutilização de resíduos agrícolas pode reduzir o volume de descarte e minimizar a poluição associada à agroindústria. Em termos econômicos, abre-se a possibilidade de geração de novos produtos de maior valor agregado, criando oportunidades para empresas e produtores rurais diversificarem suas fontes de renda.

Na área da saúde, o desenvolvimento de ingredientes que favoreçam o equilíbrio da microbiota intestinal pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e para a prevenção de doenças – úlceras e câncer colorretal; diabetes tipo-2; alergias, asma e doenças autoimunes; e depressão, ansiedade e potencialmente doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.

Alimentos enriquecidos com esses compostos tendem a ganhar espaço no mercado, acompanhando a crescente demanda por opções mais saudáveis.

Por fim, a pesquisa, publicada no “Journal of Agricultural and Food Chemistry”, também aponta para um avanço na chamada economia circular, em que resíduos deixam de ser vistos como desperdício e passam a integrar novos ciclos produtivos.

Esse modelo pode tornar os sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a sociedade como um todo.

Confira no link o artigo original relativo a esta pesquisa -

https://pubs.acs.org/action/doSearch?field1=Contrib&text1=Caio%20Cesar%20de%20Mello%20Capetti

EUA - Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.

A superfície do exoplaneta - que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar - se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.

Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b "não é um lugar agradável".

"É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá", disse Laura.

Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas - um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor - indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.

O exoplaneta também é chamado de Kua'kua, termo que significa "borboleta" em um dialeto indígena costa-riquenho.

Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.

À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.

"É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez", acrescentou Laura.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - A Apple liberou oficialmente a versão para desenvolvedores da próxima atualização do iPhone, o iOS 26.5, que confirma a chegada de criptografia de ponta a ponta nas mensagens RCS (Rich Communication Services) trocadas entre iPhones e celulares Android no app Mensagens.

Vale destacar que o recurso será disponibilizado inicialmente em versão beta e apenas com operadoras que já oferecem suporte a essa tecnologia.

As informações indicam que a função será liberada de forma gradual, ao longo do tempo. Ou seja, a opção de enviar mensagens mais seguras entre iOS e Android não estará disponível para todos os usuários assim que o iOS 26.5 for lançado.

Como lembra o site 9to5Google, o suporte ao RCS foi adotado pela Apple com o lançamento do iOS 18. No entanto, foi apenas no ano passado que o protocolo passou a contar com criptografia de ponta a ponta entre iOS e Android. Na época, a empresa afirmou que esse nível extra de segurança chegaria por meio de “atualizações futuras de software”, promessa que agora começa a ser cumprida com o iOS 26.5.

A expectativa é que a nova versão seja liberada para iPhones compatíveis ainda nesta semana ou no início da próxima.

 

 

 por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - Por muitas décadas, cientistas conseguiram prever que os chamados fenômenos quânticos poderiam ser usados para armazenar, lidar e manipular informações e, com isso, melhorar de forma radical a forma de se fazer comunicação, ou mesmo detectar fatos quase imperceptíveis de outras formas.

Isso foi uma grande promessa até muito recentemente, quando, de fato, as ciências mostraram que os fenômenos quânticos poderiam ser colocados como atores principais na evolução de tecnologias importantes, com grandes vantagens sobre as equivalentes existentes hoje, e que operam diferentemente sem recorrerem de forma determinante a tais propriedades. 

Descobrir estas possibilidades, em que propriedades quânticas de átomos e elétrons podem ser usadas para armazenar e processar informações, criou uma enorme oportunidade para uma verdadeira revolução nas tecnologias mais importantes que temos hoje em dia.

Para que possamos levar adiante estas maravilhas que estão ocorrendo em todo o mundo e para que possamos tornarmo-nos parte do elenco deste desenvolvimento, é preciso ter um bom entendimento desta disciplina e contar com laboratórios capazes de lidar com luz e átomos, a ponto de terem um bom controle dessas entidades fundamentais para esta nova revolução tecnológica.

A Universidade de São Paulo tem grande competência em tudo isto e possui um dos mais completos grupos de laboratórios, dominando todas estas temáticas necessárias para que possa ser relevante neste tema específico tanto a nível experimental quanto teórico.

Para melhor aproveitar esta oportunidade, a USP anunciou a criação do Centro de Excelência em Ciências e Tecnologias Quânticas, que será instalado na Área-2 do Campus USP de São Carlos, exatamente para avançar a ciência e a tecnologia quânticas, investindo, de forma própria, mais de R$ 30 milhões, iniciativa da USP em ciência e tecnologia quântica que será lançada oficialmente em breve mediante aprovação do Conselho Universitário.

Composto por mais de 20 laboratórios e com a participação de pesquisadores distribuídos por toda a USP, o Centro tem o propósito de, através desse investimento:

Fortalece e conjugar as competências da USP;

Fortalecer as iniciativas, criando melhor infraestrutura;

Criar laboratórios didáticos para formar os recursos humanos necessários;

Fortalecer a USP como um ponto de referência no Brasil;

Construir uma forte colaboração internacional com os líderes mundiais e;

Criar o Ecossistema – USP, necessário para o crescimento desta revolução, traduzida em empresas cooperando com a universidade.

Com estes propósitos e adicionando o de criar um ensino robusto no tema para que todas as áreas possam florescer e fornecer recursos humanos para as novas empresas que nascerão neste tema, o Centro realizou no último dia 18 de abril do corrente ano seu primeiro encontro preparatório - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/pesquisadores-da-usp-sao-carlos-dao-primeiro-passo-para-inicio-do-funcionamento-do-centro-de-excelencia-em-ciencias-e-tecnologias-quanticas/ -, que através de um dia inteiro de discussões já revelou o peso que deverá ter neste tema para o Brasil e além de nossas fronteiras.

Os responsáveis por este centro já começam a organizar as ações nas linhas tradicionais do tema, como Comunicação Quântica, Computação Quântica, Simuladores Quânticos e Materiais Quânticos, bem como as linhas derivadas e suas aplicações na agricultura, biologia, instrumentação, e em outras áreas de grande relevância.  

A equipe que cuida do Centro já se mobiliza para fazer a diferença, preparando-se para se tornar pioneira em diversas frentes no país.

 

A nova revolução das tecnologias quânticas

Para o Prof. Dr. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, docente e pesquisador do IFSC/USP, e membro do Centro, a humanidade vive hoje em um cenário completamente distinto do que há 100 anos. A expectativa de vida aumentou enormemente, assim como os confortos da vida moderna, inimagináveis no início do século passado. Essa evolução tecnológica, especialmente ao longo do século XX — período em que houve mais desenvolvimento do que em todos os séculos anteriores somados — decorre de um marco científico excepcional: o decifrar da estrutura da matéria com a teoria quântica e a relatividade. A partir desse entendimento, tornou-se possível produzir materiais artificiais, sintetizar fármacos, criar sistemas de diagnóstico e terapias, e desenvolver computadores. “Avanços em informática, telecomunicações, energia, inteligência artificial e saúde estão enraizados nesses fundamentos”, destaca o cientista.

É nesse sentido que, para o pesquisador, uma nova revolução, porém, está em curso. “Ela se baseia na exploração de fenômenos quânticos que desafiam nossa intuição, que é moldada por experiências no mundo macroscópico. Embora a maioria das tecnologias atuais tenha origem na teoria quântica, seu funcionamento pode frequentemente ser descrito pela física clássica. Isso ocorre na chamada computação clássica, baseada em bits 0 e 1 associados à presença ou ausência de sinais elétricos ou magnéticos. Na computação quântica, por outro lado, os mecanismos de processamento e armazenamento são radicalmente diferentes”. Entre os fenômenos centrais dessa nova era destacam-se o tunelamento, o emaranhamento e a superposição de estados. O tunelamento pode ser entendido por uma analogia simples: no mundo clássico, se lançamos uma bola de tênis contra um muro sem energia suficiente para ultrapassá-lo, ela será refletida. No mundo quântico, entretanto, existe uma probabilidade de que a “bola” atravesse o muro, como se passasse por dentro dele. Esse efeito, embora contraintuitivo, é real e já é explorado em dispositivos eletrônicos modernos, como diodos tunelamento e transistores em nanoescala. O emaranhamento é ainda mais intrigante. “Podemos imaginar duas pessoas que combinam que, sempre que uma usar um lenço verde, a outra usará um lenço vermelho. Se encontrarmos uma delas com um lenço verde, saberemos imediatamente que a outra está com um lenço vermelho, mesmo que esteja muito distante. Essa analogia ilustra a ideia de correlação, mas, no caso quântico, o fenômeno é mais profundo: as propriedades das partículas não estão necessariamente definidas antes da medição. Em sistemas emaranhados, como pares de elétrons ou fótons, os resultados das medições estão fortemente correlacionados de uma forma que não pode ser explicada por propriedades previamente determinadas” destaca o Prof. Osvaldo.

Assim, ao medir uma partícula, obtém-se instantaneamente um resultado correlacionado para a outra, independentemente da distância — embora isso não permita transmitir informação mais rápido que a luz. Esse tipo de correlação é a base de aplicações em comunicação segura e novas formas de processamento de informação.

Já a superposição de estados pode ser ilustrada com uma estante de duas prateleiras. No mundo clássico, um livro só pode estar na prateleira de cima ou na de baixo, como um bit que assume 0 ou 1.

No mundo quântico, o livro poderia estar em uma combinação desses estados, como se estivesse simultaneamente associado às duas prateleiras. Isso significa que a informação pode ser codificada de maneira muito mais rica do que no sistema binário tradicional, ampliando enormemente o potencial de processamento.

“Explorar esses fenômenos não é trivial. Requer controle extremamente preciso de sistemas quânticos, instrumentação sofisticada e avanços teóricos contínuos. Criar e manter estados emaranhados, por exemplo, ainda é um desafio significativo, o que faz com que muitas aplicações estejam em estágio inicial de desenvolvimento. Mesmo assim, as perspectivas são extraordinárias. As aplicações mais relevantes concentram-se em três áreas. Na computação quântica, sistemas baseados em qubits — que exploram superposição e emaranhamento — podem resolver problemas intratáveis para computadores clássicos, como a simulação de sistemas moleculares complexos, a otimização em larga escala e certos desafios criptográficos. Nesse contexto, surge também a área de aprendizado de máquina quântico, no qual algoritmos quânticos podem acelerar tarefas de aprendizado de máquina, enquanto técnicas de inteligência artificial são essenciais para calibrar dispositivos quânticos, corrigir erros e interpretar grandes volumes de dados experimentais”, pontua o professor.

Na comunicação quântica, o uso controlado de estados quânticos permite implementar protocolos de segurança baseados nas leis da física, como a distribuição de chaves criptográficas, além da criação de redes quânticas. No sensoriamento quântico, a extrema sensibilidade desses sistemas permite medições de precisão sem precedentes de grandezas físicas, com aplicações que vão do diagnóstico médico à navegação e à exploração de recursos naturais.

“Diante dessas perspectivas, torna-se essencial que instituições como a Universidade de São Paulo (USP) atuem de forma estratégica. A iniciativa recém-lançada pela USP dedicada à ciência e tecnologia quântica não é apenas um sinal de prestígio, mas uma necessidade para manter a competitividade científica do país. A área já avança em direção à implementação tecnológica, com investimentos robustos em centros internacionais, e a ausência de coordenação poderia levar à dispersão de esforços. A USP já possui competências consolidadas em áreas como física, engenharia, ciência dos materiais e computação, ainda que distribuídas. A iniciativa permitirá integrar essas capacidades, criando massa crítica em um campo essencialmente interdisciplinar. Além disso, contribuirá para atrair e reter talentos, especialmente em uma área que exige formação híbrida entre física, engenharia e ciência de dados”, pontua o cientista, destacando que existem também implicações estratégicas mais amplas. Tecnologias como comunicação e criptografia quânticas impactam a segurança e a soberania tecnológica. “Do ponto de vista econômico, espera-se a criação de novos setores e startups, atuando como elo entre academia, indústria e iniciativas em inteligência artificial, promovendo inovação”, salienta.

Osvaldo Novais de Oliveira Junior enfatiza que é importante reconhecer que a maioria das aplicações práticas atuais — especialmente em monitoramento ambiental, saúde e agricultura — ainda se baseia em sensores clássicos, já estabelecidos e integrados a sistemas reais. Assim, o avanço do sensoriamento quântico não ocorrerá de forma isolada, mas em forte interação com essas tecnologias consolidadas. “Para uma iniciativa em tecnologias quânticas, essa integração é essencial: por um lado, permite identificar problemas reais nos quais sensores quânticos possam oferecer ganhos concretos, como maior sensibilidade ou novas modalidades de medição; por outro, viabiliza o desenvolvimento de sistemas híbridos, nos quais sensores quânticos complementam — e não substituem — os sensores clássicos, combinando robustez, escalabilidade e baixo custo. Essa aproximação também facilita a validação em ambientes reais e acelera a transferência de tecnologia, aumentando as chances de impacto”.

O cientista são-carlense sublinha, também, que a ciência quântica ocupa a fronteira do conhecimento, conectando questões fundamentais a aplicações disruptivas. “A USP reúne condições únicas na América Latina para liderar esse movimento, desde que atue de forma coordenada. Em síntese, espera-se que a iniciativa da USP em ciência e tecnologia quântica traga ganhos em competitividade, formação de talentos, soberania e impacto. Sem essa estrutura integrada, contribuições relevantes tendem a permanecer isoladas; com ela, abre-se a possibilidade de protagonismo no cenário científico e tecnológico global”, finaliza o cientista.

EUA - O WhatsApp está trabalhando em uma nova funcionalidade np seu app para celulares, a qual permitirá aos usuários saberem quando receberam uma mensagem em uma conversa individual ou em grupos.

Segundo o site WABetaInfo, o WhatsApp está se preparando para introduzir notificações com formato de “bolhas”, sendo exibidas no topo da tela assim que a mensagem for recebida. Diz a publicação que esta funcionalidade se encontra sendo testada na versão Android do WhatsApp.

A notificação incluirá não só o nome do contato, como também a fotografia de perfil. Ao clicar nesta fotografia, será exibida uma versão compacta do app que lhe permitirá ler as últimas mensagens e responder sem sair do outro app em que estiver e sem a necessidade de entrar diretamente no WhatsApp.

"A funcionalidade será particularmente útil em situações onde os usuários têm de fazer várias tarefas sem interromperem o que estão fazendo", pode ler-se no WABetaInfo. "Por exemplo, alguém pode estar vendo um vídeo. Quando o a bolha do WhatsApp aparece, permitirá abrir rapidamente a conversa sem abandonar a tela atual. Isto tornará mais fácil responder uma vez que os usuários podem responder de forma instantânea e verem as últimas mensagens compartilhadas na conversa. Ao invés de estarem sempre a trocar entre o app do momento e o WhatsApp, os usuários poderão lidar com as conversas sem saírem da app que estão a usar na altura".

É importante destacar que esta funcionalidade ainda se encontra sendo testada e não se encontra disponível na versão beta do WhatsApp, pelo que não se sabe quando é que chegará à versão final do app de mensagens. Ainda assim, o site WABetaInfo já conseguiu partilhar imagens (abaixo) que permitem saber como será usar estas novas notificações.

Apesar de estar sendo testada na versão Android do WhatsApp, acredita-se que esta novidade também virá a estar disponível na app para iPhones.

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria com o SEBRAE, promoveu na noite desta quinta-feira (23/04), no Onobolab, mais uma etapa estratégica do programa Crie Audiovisual. O workshop presencial, intitulado "Produção Audiovisual: Como assegurar qualidade em projetos de baixo custo", trouxe a São Carlos os videomakers Leo Longo e Diana Boccara, criadores do aclamado projeto Couple of Things.

O encontro foi direcionado a alunos de cursos como Imagem e Som, profissionais de produtoras locais e entusiastas que buscam ingressar no mercado de videodocumentários e criação de conteúdo. Durante a apresentação, o casal compartilhou como o planejamento estratégico e a criatividade podem superar limitações orçamentárias, permitindo entregas de alto nível técnico e artístico.

Com notoriedade internacional conquistada desde 2015, Leo Longo e Diana Boccara são conhecidos pela estética refinada e narrativas humanizadas. Durante o workshop, eles apresentaram cases reais de produções que hoje figuram em grandes plataformas de streaming, como o Globoplay e o Prime Vídeo, além do projeto "Around the World in 80 Music Videos", no qual percorreram o mundo dirigindo videoclipes em plano-sequência para bandas como Pato Fu e Walk Off the Earth.

Os participantes puderam conferir detalhes dos bastidores de obras como One Take Show e Abitah, recebendo insights valiosos sobre a produção independente e as novas janelas de oportunidade no mercado audiovisual contemporâneo.

A iniciativa integra o programa Cidade Empreendedora, que visa o fortalecimento econômico e social de São Carlos. Para a gerente regional do SEBRAE, Ariane Canelas, a ação reforça o compromisso com a profissionalização do setor.

“É mais uma ação do Programa Cidade Empreendedora em São Carlos. Temos um guarda-chuva de soluções pensando no desenvolvimento econômico e social da cidade em parceria com a Prefeitura Municipal. O SEBRAE traz toda a parte de formação e gestão empresarial para ajudar essas pessoas a permanecerem no mercado. O tema desta quinta-feira foca tanto em quem já atua na área quanto em quem deseja iniciar sua trajetória no audiovisual", destacou Ariane.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, celebrou a relevância do tema para a vocação tecnológica e criativa da cidade.

“É muito importante um workshop presencial do programa Crie Audiovisual, executado pela Brasil Audiovisual Independente em parceria com a nossa secretaria. São Carlos tem muita força nesse setor, com o curso de Imagem e Som da UFSCar e grandes produtoras que estiveram presentes. A apresentação foi muito interessante, as pessoas ficaram sensibilizadas e o feedback foi extremamente positivo. Agradeço ao SEBRAE pela iniciativa”, afirmou o secretário.

EUA - Desde o início da missão Artemis II, na última quarta-feira, dia 1º, os astronautas têm enviado vídeos e fotos para as equipes da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (Nasa) na Terra. Mas como esse compartilhamento de conteúdo é possível a centenas de milhares de quilômetros?

Por mais de meio século, as missões utilizaram comunicações por radiofrequência para enviar e receber dados do espaço. No entanto, a quantidade de material coletado e transmitido aumentou ao longo dos anos, o que passou a exigir sistemas mais rápidos.

Desde 2021, a Nasa passou a testar a comunicação a laser, também conhecida como comunicação óptica, que pode ser até 100 vezes mais rápida do que a radiofrequência. Esse sistema envia e recebe informações por meio de transceptores ópticos - dispositivos que enviam e recebem dados por meio da luz -, tanto em solo quanto no espaço.

Para a Nasa, o impacto da adição da comunicação a laser nas espaçonaves é tão revolucionário quanto a troca da conexão discada de internet, que era lenta e incômoda, pela fibra ótica.

As perturbações atmosféricas, como nuvens e turbulência, no entanto, representam desafios para o sistema, já que podem interromper os sinais de laser à medida que entram na atmosfera terrestre. Para tentar contornar o problema, a Nasa instalou as estações terrestres ópticas em locais remotos e de alta altitude devido às suas condições climáticas favoráveis: no Havaí, na Califórnia e no Novo México.

No caso da Artemis II, o Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis II, conhecido como O2O, é quem permite o envio de vídeos e fotos em alta resolução. Ele é financiado pelo Programa de Comunicações e Navegação Espacial (SCaN) e executado pela divisão de projetos de Exploração e Comunicações Espaciais (ESC).

Além das imagens, o O2O também transmite dados científicos, procedimentos, planos de voo e comunicações entre a Orion e os centros de controle da Nasa a taxas de até 260 megabits por segundo. O teste da utilidade operacional do O2O em missões tripuladas, inclusive, é um dos objetivos da Artemis II.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - Durante décadas, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No entanto, em 2006, essa classificação mudou oficialmente após uma decisão da União Astronômica Internacional, entidade responsável por padronizar conceitos e nomenclaturas na astronomia.

A mudança ocorreu porque os cientistas perceberam que era necessário estabelecer critérios mais precisos para definir o que realmente é um planeta. Até então, não havia uma definição formal clara, o que gerava inconsistências à medida que novos corpos celestes eram descobertos.

A IAU passou a adotar três critérios principais para que um astro seja considerado planeta: ele precisa orbitar o Sol, ter massa suficiente para assumir forma aproximadamente esférica e “limpar” a vizinhança de sua órbita — ou seja, dominar gravitacionalmente a região ao seu redor.

Plutão cumpre os dois primeiros requisitos, mas falha no terceiro. Ele divide sua órbita com diversos outros objetos do Cinturão de Kuiper, uma área repleta de corpos gelados além de Netuno. Por isso, passou a ser classificado como “planeta anão”.

A nova categoria inclui também outros objetos semelhantes, como Éris, cuja descoberta foi um dos fatores que impulsionaram a revisão das definições. Se Plutão continuasse sendo considerado planeta, outros corpos de características parecidas também precisariam entrar na lista, ampliando significativamente o número de planetas.

Hoje, o Sistema Solar é oficialmente composto por oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Já os planetas anões, como Plutão, ocupam uma categoria intermediária, com características próprias.

A reclassificação gerou debates e até resistência popular, mas reflete o avanço do conhecimento científico. Na prática, a astronomia evolui constantemente, e suas classificações acompanham novas descobertas, garantindo maior precisão na compreensão do universo.

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