Tecnologia utiliza eletrodos cilíndricos e insumos nacionais, reduz o risco de vazamentos e foi desenvolvida para o armazenamento de energia em larga escala, contribuindo para a integração de fontes renováveis e para a redução da dependência de geradores a diesel
CAMPINAS/SP - Sol e vento são fontes de energia abundantes, mas intermitentes. Para que a eletricidade gerada possa ser usada quando o sol não brilha ou o vento não sopra, é preciso armazená-la, como em um reservatório que guarda energia para depois. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ligados ao grupo de pesquisa Brazilian Renewable Energies (BREnergies), desenvolveram uma nova arquitetura de bateria de fluxo que pode tornar esse armazenamento mais seguro, barato e simples de montar.
A tecnologia foi desenvolvida durante o doutorado de João Pedro Aguiar dos Santos, engenheiro eletricista graduado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Unicamp. No mestrado, ele havia estudado supercapacitores, baterias de íon lítio e de íons de sódio. No doutorado, sob orientação do professor César Pagan e coorientação do professor Hudson Zanin, ambos da FEEC, voltou-se às baterias de fluxo, capazes de armazenar grandes quantidades de energia.
As baterias de fluxo tradicionais funcionam como um conjunto de placas empilhadas, ligadas a mangueiras e bombas externas que fazem o eletrólito circular. Esse sistema sofre com vazamentos frequentes, e o risco cresce junto com o tamanho do conjunto de baterias. Outro problema comum é o crescimento de dendritos, pequenas estruturas que se formam dentro da bateria e podem causar curto-circuito.
Um novo formato para resolver problemas antigos
Em suas pesquisas, Santos percebeu que não existia equipamento pronto no mercado para montar o tipo de bateria que vislumbrava. Por isso, teve que construí-la do zero, e foi dessa dificuldade que surgiu um pedido de patente mais adiante, depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp.
“Durante os estudos, percebi que não existia nenhum tipo de design ou setup experimental que pudéssemos comprar para montar a bateria. Isso foi um grande desafio, porque tivemos que montar desde as células até os reatores maiores para fazer os experimentos no laboratório”, explica o engenheiro.
Em vez de empilhar placas paralelas, como fazem as baterias tradicionais, os inventores criaram um design cilíndrico. A bateria tem um eletrodo em formato de anel grande e outro em formato de anel pequeno, um dentro do outro, com as faces voltadas uma para a outra. As células ficam seladas individualmente e podem ser conectadas em série sem precisar ser empilhadas, o que reduz bastante o risco de vazamento de eletrólitos.
Outro destaque está na forma como o eletrólito circula dentro da bateria. As baterias de fluxo tradicionais dependem de bombas e mangueiras externas, que podem entupir ou quebrar e exigem desmontar todo o sistema para consertar. No design proposto pela nova tecnologia, uma pequena turbina gira dentro da própria bateria e faz o eletrólito circular internamente, sem mangueiras. Isso elimina um dos pontos mais frágeis das baterias de fluxo atuais.
O desenvolvimento da tecnologia como um todo envolveu conhecimentos de diferentes áreas. “Foi um sistema multidisciplinar, unindo engenharia mecânica, eletrônica e eletroquímica, e tivemos que construir tudo do zero”, explica Santos.
Desempenho superior em testes de laboratório
Em testes de carga e descarga, a bateria de fluxo giratório alcançou aproximadamente 400 ciclos sem aditivos no eletrólito, superando resultados da literatura, nos quais sistemas semelhantes nas mesma condições não ultrapassaram cerca de 100 ciclos devido ao crescimento de dendritos. Segundo o engenheiro, o ensaio foi interrompido por uma limitação mecânica do anel coletor rotativo que faz o contado elétrico do eletrodo interno, não por falha eletroquímica. Com melhorias nesse componente e o uso de aditivos, a expectativa é superar 3 mil ciclos e melhorar o seu desempenho elétrico.
A bateria apresentou ainda 98% de eficiência de carga e cerca de 82% de eficiência de energia, devolvendo a maior parte da energia armazenada e perdendo pouco em forma de calor. Valores acima de 80% já são considerados bons para esse tipo de armazenamento. Em teste prático, a bateria funcionou duas horas seguidas, alimentando LEDs e um ventilador.
Os pesquisadores também desenvolveram um sistema de gerenciamento da bateria composto por uma placa e um software que monitoram parâmetros como tensão, corrente, temperatura, pH – nível de acidez ou alcalinidade – e condutividade da solução. O sistema inclui ainda uma câmera endoscópica para observar a formação de dendritos, o que permite identificar sinais de risco antes que comprometam o funcionamento da bateria.
O acompanhamento dessas variáveis permite avaliar o desempenho e o envelhecimento da bateria e orienta as próximas etapas da pesquisa, que devem investigar aspectos como condutividade e durabilidade.
Insumos nacionais e reciclagem já estabelecida no Brasil
Além da arquitetura, outro diferencial é a possibilidade de construir a bateria com insumos disponíveis no Brasil, como grafite, motores, peças mecânicas e eletrólitos à base de água, que não são inflamáveis. O design também pode ser adaptado a três composições químicas diferentes. Nos testes, os pesquisadores utilizaram uma versão solúvel baseada em íons de chumbo dissolvidos em um eletrólito aquoso, aproveitando também a cadeia de reciclagem de chumbo já consolidada no país, capaz de recuperar mais de 98% do material.
A diferença em relação às baterias de chumbo-ácido tradicionais está nos eletrodos usados. As baterias comuns usam placas sólidas de chumbo, que se desgastam com o tempo, enquanto na versão dos inventores os eletrodos são feitos apenas de grafite, e o chumbo fica dissolvido na solução, formando depósitos que voltam integralmente para o líquido depois.
Uma bateria de chumbo-ácido tradicional perde mais de 30% da capacidade depois de 400 ciclos, enquanto esta manteve toda a eficiência no mesmo período. A expectativa é que a bateria dure até 20 anos, já que, quando o eletrólito se degrada, basta trocá-lo por um novo.
Outra vantagem é o uso do ácido metanossulfônico (MSA) em substituição ao ácido sulfúrico. O MSA é biodegradável e considerado menos tóxico e corrosivo que ácidos minerais tradicionalmente empregados em aplicações desse tipo.
Aplicação em energia renovável
Quanto às aplicações, a bateria foi projetada para armazenamento estacionário de energia em grande escala, com potencial para compor sistemas BESS (Battery Energy Storage Systems), normalmente conectados a usinas solares e eólicas ou diretamente à rede elétrica. Nesses sistemas, a energia é armazenada nos períodos de maior geração e utilizada posteriormente nos momentos de maior demanda, contribuindo para aumentar a flexibilidade, a estabilidade e a segurança do sistema elétrico.
Esse tipo de aplicação ganhou relevância no Brasil com as discussões relacionadas ao Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) para sistemas de armazenamento. Nesse contexto, a bateria de fluxo giratório pode atuar como uma solução nacional de armazenamento de longa duração. Outra aplicação é a redução do chamado curtailment, situação em que parte da geração de uma usina solar ou eólica precisa ser limitada porque a rede não consegue absorver ou transportar toda a energia produzida naquele momento.
Em sistemas isolados ou regiões que ainda dependem de geração térmica, a tecnologia pode substituir geradores a diesel, cuja eficiência é inferior a 40% e que apresentam emissões significativas de dióxido de carbono. Santos ressalta que, pelas características da tecnologia, sua aplicação é voltada principalmente ao armazenamento estacionário de energia, e não à mobilidade elétrica, como carros, ônibus ou caminhões.
Para chegar ao mercado, a tecnologia precisa ser licenciada por empresas interessadas em dar continuidade ao seu desenvolvimento e criar soluções de armazenamento de energia. A Agência de Inovação Inova Unicamp conecta essa e outras pesquisas e tecnologias a empresas e instituições interessadas em transferência de tecnologia. O contato inicial com a Inova deve ser feito por meio de um formulário de conexão disponível no site da Agência.
EUA - A Apple lançou o iOS 27.0.1, primeira atualização do iOS 27, com foco na correção de erros e vulnerabilidades que surgiram após a chegada da nova geração do sistema operacional do iPhone.
Entre os principais problemas corrigidos está uma falha no Face ID que vinha afetando usuários do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max.
O erro fazia com que, após uma tentativa malsucedida de reconhecimento facial, o aparelho travasse e iniciasse automaticamente um processo de reinicialização.
Segundo o site 9to5Mac, o problema era relativamente fácil de reproduzir. Em alguns testes, bastava cobrir parcialmente o rosto durante a tentativa de desbloqueio para que o iPhone apresentasse a falha.
A Apple já havia reconhecido o problema e prometido uma atualização para corrigi-lo.
Atualização também corrige falha no Centro de Controle
O iOS 27.0.1 resolve ainda um problema que podia ocorrer quando o Centro de Notificações e o Centro de Controle eram abertos ao mesmo tempo.
Embora fosse considerado um erro menor, usuários relataram comportamento inesperado da interface nessas situações.
Câmera do iPhone 18 Pro também recebeu correção
Outra falha corrigida está relacionada à câmera do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max.
De acordo com as notas oficiais da atualização, alguns aparelhos podiam apresentar uma alteração de cor em determinadas fotografias feitas com zoom de 2x, sob condições específicas de iluminação e com abertura f/1,48.
“Um elemento de cor podia aparecer nas fotografias captadas a 2x em determinadas condições de luminosidade com f/1,48, em um pequeno número de dispositivos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max”, informou a Apple.
A empresa afirma que o problema afetava apenas uma quantidade limitada de aparelhos.
Como instalar o iOS 27.0.1
Quem ainda não recebeu a notificação automática da Apple pode instalar a atualização manualmente.
Para isso, basta acessar:
Ajustes > Geral > Atualização de Software
Caso o iOS 27.0.1 esteja disponível para o aparelho, a nova versão será exibida para download e instalação.
Antes de atualizar, é recomendável manter o iPhone conectado a uma rede Wi-Fi e com bateria suficiente, além de fazer um backup dos dados importantes.
NOTÍCIAS AO MINUTO
Pesquisa realizada no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) mostra que técnica fotodinâmica pode fragilizar a bactéria Staphylococcus aureus e aumentar a ação do antibiótico quando o medicamento é administrado no momento adequado
SÃO CARLOS/SP - Uma estratégia que combina luz, curcumina e antibióticos pode contribuir para o desenvolvimento de novas formas de combate a infecções bacterianas persistentes. Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) mostrou que a aplicação de uma técnica baseada em luz pode reduzir significativamente a população de Staphylococcus aureus e tornar as bactérias sobreviventes mais vulneráveis ao antibiótico — desde que o medicamento seja administrado no momento adequado.
Publicado na revista científica “Photochemistry and Photobiology”, o trabalho é assinado por Maria Vitória Silva Pereira, Bruna Carolina Corrêa, Vanderlei Salvador Bagnato e Kate Cristina Blanco, e a pesquisa investigou a chamada inativação fotodinâmica, técnica que utiliza uma substância sensível à luz para desencadear reações capazes de provocar danos em estruturas essenciais dos microrganismos.
Nos experimentos, os pesquisadores utilizaram curcumina, composto encontrado na cúrcuma, associada à luz azul. Separadamente, nem a curcumina no escuro nem a exposição apenas à luz produziram redução significativa da população bacteriana nas condições analisadas. Quando empregadas em conjunto, porém, apresentaram efeito expressivo. Nas maiores concentrações de curcumina testadas, a quantidade de bactérias ficou abaixo do limite de detecção do experimento.
O estudo concentrou atenção especial nas bactérias que conseguiram sobreviver ao procedimento. Logo após a aplicação da técnica fotodinâmica, parte delas apresentou temporariamente menor vulnerabilidade ao antibiótico. Isso não significou, entretanto, que tivessem adquirido resistência ao medicamento.
A explicação considerada pelos pesquisadores é que o estresse provocado pela luz e pela curcumina leva algumas bactérias a reduzir temporariamente sua atividade. Como muitos antibióticos atuam com maior eficiência sobre microrganismos metabolicamente ativos, esse período de baixa atividade pode diminuir momentaneamente a ação do medicamento.
Os experimentos mostraram que, nas primeiras quatro horas depois do tratamento fotodinâmico, houve atraso significativo no crescimento bacteriano. Após aproximadamente seis horas, as células começaram a recuperar sua atividade. Foi justamente nesse momento que surgiu um dos resultados mais relevantes da pesquisa.
Quando o antibiótico foi aplicado depois que as bactérias sobreviventes retomaram sua atividade, a velocidade de eliminação aumentou. A interpretação é que as células voltaram a ficar metabolicamente ativas, tornando-se novamente suscetíveis ao medicamento, mas ainda carregando os danos provocados anteriormente pelo tratamento fotodinâmico.
O resultado indica que, além da associação entre diferentes tratamentos, a sequência e o intervalo entre eles podem ser determinantes. Administrar o antibiótico imediatamente após a aplicação da luz e da curcumina pode encontrar parte das bactérias em estado de baixa atividade. Aguardar sua recuperação pode permitir que o medicamento atue sobre células novamente ativas e, ao mesmo tempo, fragilizadas.
A pesquisa também analisou uma linhagem de Staphylococcus aureus resistente à meticilina, conhecida como MRSA. Nesse caso, o comportamento observado foi diferente, e os pesquisadores destacam a necessidade de novos estudos antes de estender os resultados obtidos com a linhagem sensível para bactérias resistentes.
Os resultados abrem uma frente de investigação para estratégias contra infecções persistentes. Em vez de depender apenas de medicamentos mais potentes ou de doses maiores, a possibilidade é explorar momentos de maior vulnerabilidade das bactérias e combinar mecanismos diferentes de ataque.
Os pesquisadores ressaltam, contudo, que o trabalho ainda é experimental e foi realizado em laboratório. A estratégia não constitui, portanto, um protocolo clínico disponível para pacientes. Novos estudos serão necessários para determinar os intervalos mais adequados entre os tratamentos e avaliar a resposta de diferentes tipos de bactérias.
A pesquisa contou com apoio da FAPESP e da CAPES, além da infraestrutura e do suporte técnico do IFSC/USP e do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), financiado pela FAPESP.
Acesse no link o original deste estudo – https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/09/Photochem-Photobiology-2025-Pereira-Photodynamic-inactivation-increases-cell-death-rate-on-persistent-kate.pdf
EUA - O evento mais recente da Apple, realizado em setembro, foi dedicado à apresentação do iPhone 18 Pro, do iPhone 18 Pro Max e do dobrável iPhone Duo. Mas a empresa pode ter mais uma novidade importante para revelar em breve.
Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple deverá apresentar em outubro um novo dispositivo: uma tela inteligente que combina características do HomePod com funções do iPad.
De acordo com Gurman, o produto "reunirá todos os controles de dispositivos domésticos conectados, videochamadas, capacidades de intercomunicação e mídia". Ele também deverá oferecer acesso aos "serviços e aplicativos da Apple".
O jornalista afirma ainda que o equipamento virá com "um novo sistema operacional baseado na [nova assistente digital] Siri AI".
Apple pode lançar duas versões
Rumores indicam que a empresa vem testando o dispositivo na casa de funcionários e pretende lançar duas versões.
Uma delas poderia ser colocada sobre mesas ou balcões. A outra seria desenvolvida para ficar presa à parede.
Nos dois casos, a expectativa é de que o equipamento tenha uma tela quadrada e compacta.
Lançamento teria sido adiado por causa da Siri AI
As especulações também apontam que o produto estaria pronto há algum tempo, mas teria sofrido sucessivos adiamentos devido à demora no lançamento da nova geração da Siri com inteligência artificial.
Com a chegada da Siri AI junto ao iOS 27, a Apple consideraria que finalmente existem condições para colocar o novo dispositivo no mercado.
A disponibilidade, porém, pode variar conforme a região. A Siri AI ainda não foi lançada em mercados como União Europeia e China, o que pode afetar a chegada do produto a esses locais.
NOTÍCIAS AO MINUTO
EUA - Depois de muita expectativa em torno de como seria o primeiro iPhone da Apple equipado com uma tela dobrável, a “Empresa da Maçã” mostrou oficialmente o iPhone Duo. O lançamento deste modelo acontece em um momento em que muitas outras fabricantes de celulares já contam com modelos nesta categoria.
A Apple explicou durante o evento que o objetivo foi proporcionar uma experiência de utilização semelhante entre as duas telas, exibindo o efeito de animação de estar usando o iPhone Duo no modo tradicional e abrir, expandindo o espaço disponível da imagem.
O iPhone Duo tem uma estrutura de titânio e um design com dimensões semelhantes às do um passaporte comum. A tela principal tem 7,6 polegadas e a tela exterior tem 5,4 polegadas, ambos compatível com a caneta Apple Pencil.
Um dos pontos em que a Apple focou foi assegurar que procurou reduzir ao mínimo a visibilidade do vinco no centro da tela - o que continua sendo uma questão para muitos interessados nesta categoria em celulares de outras fabricantes. A Apple explicou que a tela flexível do iPhone Duo é composto por múltiplas camadas, as quais servem para reduzir ao mínimo o vinco que costuma ser visto em outros modelos.

© Apple
O iPhone Duo pode ser desbloqueado recorrendo ao sensor de impressões digitais Touch ID no botão lateral. O celular está equipado com certificação IP58, garantindo resistência contra água e poeiras, com a Apple garantindo que a dobradiça foi desenvolvida e testada para garantir durabilidade.
Tendo em conta a nova experiência de utilização deste iPhone Duo, a Apple explicou que o iOS 27 teve de ser trabalhado para funcionar com a tela de maior dimensão. O foco foi permitir realizar múltiplas tarefas em simultâneo e nas mais diversas orientações permitindo, por exemplo, usar o iPhone Duo parcialmente dobrado para ver um filme - dispensando assim o suporte que era anteriormente necessário.
Dentro tem um processador A20 Pro - o mesmo presente no iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A tela interna conta com um sensor de fotografia por baixo da própria tela, o que faz com que não exista qualquer elemento 'perturbando' a experiência de visualização.

© Apple
Em relação à bateria, o iPhone Duo está equipado com duas baterias que operam como uma, possibilitando desfrutar de 31 horas de reprodução de vídeo na tela interna e 44 horas na tela externa. No total poderá contar com 24 horas de uso. O carregamento rápido permite contar com 50% da energia total em apenas 20 minutos, com 5 minutos permitindo assistir vídeos durante 5 horas na tela externa.
A câmara dupla conta com um sensor principal e ultra grande angular de 48MP e uma teleobjetiva de 12MP. A câmara presente na tela exterior tem 12MP.
Mais importante, o fato de o iPhone Duo ter duas permite aos usuários transformarem a forma como realizam as suas videochamadas ou captam selfies. É possível, por exemplo, captar uma fotografia com as câmeras mais poderosas e ter uma pequena antevisão do resultado final na tela externa.
No Brasil, o Duo terá preço inicial de R$ 21.999, podendo chegar a R$ 30.999 na versão de 2 TB. Estará disponível para pré-venda no dia 16 de outubro e chega às lojas no dia 23 de outubro.
Notícias ao Minuto Brasil
Encontro na Expo Ciesp Experience, com apoio do Sebrae-SP, abriu espaço para novos contatos e oportunidades de parceria
SÃO CARLOS/SP - Indústrias e startups ficaram frente a frente durante uma rodada de negócios realizada no São Carlos Experience 2026, em São Carlos. Em encontros rápidos, as empresas apresentaram desafios e necessidades, enquanto as startups mostraram tecnologias e soluções que podem ser aplicadas no dia a dia da indústria.
A atividade foi realizada dentro da Expo Ciesp Experience, pelo Ciesp São Carlos em parceria com o Sebrae-SP. A proposta era justamente aproximar empresas que buscam soluções de quem está desenvolvendo novas tecnologias.
Para o gestor de inovação do Sebrae-SP, Ícaro Tiberti, o formato ajudou a colocar essas duas pontas em contato.
“A ideia era que as indústrias e empresas apresentassem suas dores e que as startups mostrassem seus projetos, o que desenvolveram e que pode ajudar determinada empresa ou indústria a acabar ou diminuir aquela dor apresentada ali. Muitos ali saíram com um cartão novo, de propostas, de ideias e de parceiros.”
Quem participou saiu com novos contatos e possibilidades
A R3A Medical, indústria brasileira que desenvolve e fabrica dispositivos médicos e equipamentos cirúrgicos, participou da rodada em busca de novas tecnologias. Para o diretor Michelangelo Fernando Dalsasso, o formato facilitou a conversa com startups.
“A rodada de negócios do São Carlos Experience foi uma experiência muito positiva. A dinâmica foi objetiva e proporcionou uma aproximação interessante entre as indústrias e as startups, permitindo conhecer novas tecnologias e soluções que podem contribuir com desafios reais das empresas.”
Segundo ele, alguns dos contatos feitos durante o encontro devem ser aprofundados. “Tivemos contato com propostas interessantes, principalmente relacionadas à inovação, melhoria de processos, tecnologia e gestão. Alguns contatos iniciados durante a rodada merecem ser aprofundados e podem evoluir para futuras parcerias.”
Do lado das startups, a Torm Dynamics, que desenvolve um sistema de inteligência operacional para a indústria, também encontrou espaço para apresentar seu trabalho. O COO e fundador, Guilherme Rebecchi dos Santos, conta que deixou o encontro com novas oportunidades.
“Minha experiência com a rodada de negócios foi muito boa, a dinâmica foi bem conduzida e permitiu a todos apresentar seus ramos de negócio. Saí da rodada com várias oportunidades de negócios cruciais para a minha área de atuação. Gostaria muito de viver mais eventos como esses.”
Maurício Carnevalli, diretor comercial da Flyever Indústria Comércio Equip Eletrônicos, também participou do encontro. Para ele, o contato rápido ajuda a identificar quem pode render uma conversa depois.
“A rodada de negócios foi feita num formato bastante interessante e dinâmico. Aproveitei para salvar alguns nomes com a intenção de entrar em contato posteriormente, tanto com possíveis fornecedores como clientes.”
Aproximação que pode continuar depois do evento
A Expo Ciesp Experience integrou a programação do São Carlos Experience e reuniu empresas de diferentes segmentos na sede social do São Carlos Clube, com atividades de inovação, tecnologia, relacionamento e debates sobre os desafios da indústria regional.
Para Paulo Giglio, diretor titular do Ciesp São Carlos, a rodada colocou em prática uma das propostas da Expo Ciesp Experience: aproximar empresas e criar possibilidades de relacionamento.
“O Encontro de Negócios mostrou, na prática, o que buscamos com a Expo Ciesp Experience, aproximar empresas e criar conexões. Ao lado do Sebrae, conseguimos colocar indústrias, fornecedores e empresas de tecnologia frente a frente, abrindo espaço para conhecer novas soluções, trocar experiências e iniciar relacionamentos que podem gerar resultados no futuro. Nem toda conexão se transforma em negócio imediatamente, mas é dessa aproximação que surgem parcerias e oportunidades. Quanto mais conectada estiver a nossa indústria, mais forte e competitiva será toda a região.”
A rodada terminou com novos contatos e conversas que podem continuar depois do São Carlos Experience. Para quem participou, o encontro foi uma oportunidade de conhecer soluções, apresentar necessidades e encontrar empresas que podem estar do outro lado de uma futura parceria.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos promoveu, nesta quinta-feira (27/08), durante a programação do São Carlos Experience, evento que segue até 30 de agosto em diferentes espaços da cidade, reunindo ciência, tecnologia, inovação e sociedade, um encontro com agentes de endemias e profissionais da área para apresentar a estratégia Wolbachia como ferramenta de prevenção e controle da dengue e de outras arboviroses. A atividade foi realizada no auditório da Santa Casa, com apoio do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O encontro contou com palestra do gerente de implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre, sobre o tema “Wolbachia no combate à Dengue – Inovação para a proteção da saúde”.
Gabriel Sylvestre apresentou o funcionamento da estratégia, ressaltando que a tecnologia inovadora integra a estratégia do Ministério da Saúde para o controle do mosquito Aedes aegypti.
“O método Wolbachia utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti, que recebe a bactéria Wolbachia, capaz de impedir a transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya. O mosquito não é transgênico e o método é considerado seguro para a população, os animais e o meio ambiente”.
Ele explicou ainda que a estratégia é complementar às demais ações de controle do Aedes aegypti. “A ideia é reduzir a quantidade de mosquitos e, por isso, o combate ao vetor deve continuar. O mosquito com Wolbachia não é diferente visualmente dos demais e pode ser eliminado normalmente”, destacou.
A tecnologia já é utilizada em 16 países e, no Brasil, vem sendo pesquisada há mais de uma década. Atualmente, mais de 50 cidades brasileiras recebem a estratégia por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz. Resultados internacionais apontam reduções expressivas nos casos de dengue, como 96% na Austrália, 77% na Indonésia e 86% no Vietnã. No Brasil, estudos registraram redução de 89% dos casos em Niterói (RJ) e de 63% em Campo Grande (MS).
De acordo com gerente de implementação da Wolbito do Brasil, empresa que desenvolveu o método para o Ministério da Saúde, após um período inicial de liberação dos mosquitos, a própria população de Aedes com Wolbachia se mantém e contribui para interromper a transmissão local das arboviroses, tornando a estratégia autossustentável. “A Wolbachia é passada da fêmea para seus descendentes, permitindo que as novas gerações de mosquitos também carreguem essa proteção”.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que São Carlos está na fase de engajamento comunitário para a implantação do método Wolbachia. A previsão é que a liberação dos mosquitos com a bactéria comece em outubro.
Segundo Denise, o trabalho envolve informar a população sobre o funcionamento e a segurança da tecnologia, que já foi testada cientificamente no Brasil e no exterior, com resultados positivos. “A tecnologia, a vigilância, a ciência e a participação da população precisam caminhar juntas no enfrentamento à dengue”, afirmou.
A diretora ressaltou ainda que o método será incorporado às demais ações de combate ao Aedes aegypti, como visitas aos imóveis, uso de drones e instalação de ovitrampas para monitoramento da presença e da atividade do mosquito. A estratégia ganha importância diante da previsão de temperaturas elevadas e aumento das chuvas, condições favoráveis à proliferação do vetor.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que a implantação do método Wolbachia em São Carlos conta com o respaldo do Ministério da Saúde e da Fiocruz e é resultado de mais de 12 anos de pesquisas científicas. Segundo ele, a estratégia representa um avanço tecnológico no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses, com potencial para reduzir significativamente a circulação dessas doenças e, consequentemente, a demanda por atendimentos nas unidades de saúde e, principalmente, nas Unidades de Pronto Atendimento.
Pilha ressaltou, no entanto, que a nova tecnologia será incorporada às ações já realizadas pelo município. “O trabalho de campo dos agentes de combate às endemias continuará sendo fundamental. A estratégia Wolbachia vem para ampliar e fortalecer as ferramentas de prevenção e controle das arboviroses”, finalizou.
O município de São Carlos foi uma das três cidades do Estado de São Paulo selecionadas para receber a iniciativa esse ano, com base nos índices de infestação do vetor registrados na cidade em 2025.
Em 2025, foram registradas no município 31.095 notificações de dengue, com 10.702 casos descartados e 20.384 casos positivos. Foram confirmados 24 óbitos. Para Chikungunya, houve 631 notificações com 5 casos positivos (sendo 2 importados e 3 autóctones). Em relação à Zika, foram registradas 563 notificações, todas descartadas. Para Febre Amarela foram registradas 3 notificações, com 2 casos descartados e 1 óbito confirmado.
Já esse ano foram registradas até o momento 414 casos confirmados para dengue. Nenhum óbito foi registrado. Para chikungunya foram descartados 194 casos. Para zika foram descartados 179 casos e para febre amarela foram descartados 2 casos.
SÃO CARLOS/SP - A pesquisadora Cristina Aguiar, da USP, e o secretário adjunto de Cidade Inteligente da Prefeitura de São Carlos, Cristiano Pedrino, apresentaram nesta quinta-feira (27/08) durante o 3º São Carlos Experience, o projeto IntegraSanca: Conectando Dados, Transformando São Carlos, um Centro de Ciência para o Desenvolvimento que pretende unificar as bases de dados municipais para melhorar a gestão pública e os serviços oferecidos à população.
O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que investe R$ 9,6 milhões na iniciativa, somados a mais R$ 250 mil aportados pela própria Prefeitura de São Carlos. A equipe reúne 18 docentes de universidades como USP, UFSCar, ITA, UFAL e UFMG, além de 29 profissionais de apoio técnico e administrativo e 62 bolsistas entre pós-doutorado, doutorado, mestrado e iniciação científica.
Segundo a professora Cristina Aguiar, do ICMC-USP, pesquisadora principal do projeto responsável pela área de gestão de dados e integração, o trabalho de unificação de bases municipais é uma tarefa complexa que exige cuidado em múltiplas frentes. “É um trabalho extremamente difícil, desafiador, tem vários aspectos que precisam ser considerados”, afirmou a pesquisadora.
De acordo com ela, o primeiro desafio está nos próprios dados. “A gente está trabalhando com vários tipos de dados, esses tipos de dados são diferentes, eles têm informações diferentes armazenadas neles”, disse. Como exemplo, ela citou o caso de uma mesma pessoa que pode informar endereços distintos em sistemas diferentes, exigindo que a equipe lide com essa heterogeneidade para garantir que as informações disponibilizadas sejam verdadeiras.
A pesquisadora também destacou a dimensão legal do problema. Como o projeto lida com dados de cidadãos, é necessário observar a legislação aplicável, incluindo dados sensíveis que não podem ser publicados. “Nós temos que nos preocupar com segurança”, afirmou. Além disso, Cristina apontou que a mudança de cultura por parte do próprio cidadão é parte fundamental do processo: quanto mais precisas forem as informações preenchidas nos sistemas públicos, mais embasada será a tomada de decisão estratégica da gestão municipal. “É uma filosofia que muda tanto dados, sistema, cidadão e assim por diante”, resumiu.
Cristiano Pedrino destacou que entre os sistemas apontados como prioritários para integração estão o E-SUS, usado na área da saúde para registrar atendimentos, vacinações, visitas domiciliares e consultas; o sistema de Educação, com dados de escolas, alunos, professores e notas; o Cadastro Imobiliário, com informações sobre imóveis, terrenos e tributos; além do ERP municipal (usado em recursos humanos, compras e contabilidade), o sistema de dispensação de medicamentos nas farmácias públicas e o mapeamento urbano para aprovação de projetos.
“Atualmente, 41,6% dos sistemas usados pela Prefeitura de São Carlos são geridos internamente pela área de TI, 30,7% são sistemas externos ou hospedados em nuvem, e 27,7% estão obsoletos ou abandonados, o que reforça a necessidade de um esforço de integração e modernização”, disse.
Entre os principais desafios do projeto, a equipe elencou a interoperabilidade entre sistemas de diferentes secretarias, a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a criação de mecanismos de segurança da informação, a interligação de dados para desburocratizar processos internos e o fortalecimento da tomada de decisão baseada em evidências.
Questionada sobre os efeitos práticos do IntegraSanca para os moradores de São Carlos, Cristina Aguiar explicou que o projeto une os esforços da universidade, como centro de pesquisa, aos da Prefeitura, como órgão público, para devolver à população uma plataforma integrada que unifique os diferentes sistemas municipais. “O cidadão vai poder, por exemplo, ter serviços melhores”, disse.
Entre os exemplos citados pela pesquisadora está a possibilidade de a Prefeitura identificar, com base em dados, áreas prioritárias para a instalação de uma UPA, o direcionamento de médicos para determinados postos de saúde, a distribuição de medicamentos e até a definição de bairros que precisam de novas escolas, conforme o número de crianças em idade escolar na região. “É um retorno direto para a população, para facilitar a vida populacional”, afirmou.
Cristina também citou a possibilidade de notificações automáticas para lembrar cidadãos de consultas médicas agendadas, o que poderia reduzir o índice de faltas e, consequentemente, diminuir o tempo de espera nas filas do sistema de saúde municipal, um dos gargalos identificados pela equipe em levantamento preliminar. Segundo dados apresentados na palestra, referentes a um período de três meses, dos 157.182 agendamentos registrados no sistema de saúde, a taxa de comparecimento foi de apenas 55,2%, com uma taxa de falta (absenteísmo) de 29,9%.
A pesquisadora ressaltou que os benefícios do projeto devem alcançar todos os atores envolvidos na gestão pública municipal. “Vai ser um projeto desafiador, mas que a gente espera que tenha um retorno rápido, algumas coisas a gente pode fazer mais rapidamente, nem todas, mas muitas a longo prazo. Aos poucos, o cidadão pode ir percebendo que, pouco a pouco, vai melhorando os serviços que a Prefeitura vai oferecendo”, concluiu.
O IntegraSanca está estruturado em torno de seis eixos: integração de dados, inteligência artificial, segurança e privacidade, capacitação de recursos humanos, inclusão e acessibilidade e fortalecimento do ecossistema de inovação local. O projeto também prevê parcerias entre universidade, prefeitura, setor privado e sociedade civil, além de conexões com uma rede mais ampla de instituições acadêmicas e tecnológicas, como UFSCar, ITA, UFAL, UFMG, IFSP, além de órgãos como a Embrapa e o Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec).
A liderança científica do projeto é da professora Kalinka Branco, pesquisadora responsável perante a Fapesp e pela área de cibersegurança, ao lado de Cristina Aguiar, Adenilso Simão (Engenharia de Software) e Ricardo Cerri (Inteligência Artificial). Pela Prefeitura, o projeto é conduzido por Cristiano Pedrino, responsável pela área de Tecnologia e Dados, com apoio de Anderson Escarabelo e da secretária de Gestão Pública e Integração Governamental, Laurie Lubek.
SÃO CARLOS/SP - Estar onde a indústria está, aproximar empresas e fortalecer o setor para tornar toda a região mais competitiva. Com essa proposta, o Ciesp São Carlos realiza nesta quinta-feira (27), a Expo Ciesp Experience (ECX), na Sede Social do São Carlos Clube. A programação começa às 9h30 e segue até as 20h, reunindo exposição de indústrias, conteúdo técnico, inovação, relacionamento e debates sobre os desafios que estão redesenhando o setor.
Empresas de diferentes portes estarão reunidas na exposição, representando os setores metal-mecânico, indústria médica, eletroeletrônico, máquinas e equipamentos e agronegócio. A proposta é criar um espaço de aproximação entre indústrias da região, fornecedores, parceiros, instituições e profissionais ligados ao setor produtivo.
Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, o encontro parte de uma visão que vai além da apresentação de produtos e serviços. “A indústria precisa estar próxima, trocar experiências e conhecer o que outras empresas estão fazendo. Nem toda conversa precisa resultar em um negócio naquele momento para ter valor. Quando as empresas participam, se conhecem e se aproximam, fortalecemos todo o setor. Uma indústria forte contribui para uma região cada vez mais competitiva”, afirma.
Da inovação aos desafios das lideranças
Ao longo do dia, a visitação aos expositores será intercalada com atividades voltadas a diferentes desafios da indústria. Às 10h30, a programação terá o conteúdo do Senai “Construindo a Esteira de Captação da sua Indústria”, com uma abordagem prática para mostrar como as empresas podem identificar desafios, captar oportunidades e se conectar a startups, tecnologias e parceiros. A proposta é que os participantes possam começar a estruturar um modelo aplicável à realidade de suas próprias empresas.
A partir das 14h, o Encontro de Negócios Sebrae aproxima a indústria do ecossistema de inovação e tecnologia. A atividade contará com pitches de startups, apresentação de negócios, tecnologias e soluções e o lançamento do Ideathon para a Indústria, iniciativa voltada à geração de ideias e ao desenvolvimento de soluções para desafios do setor industrial.
A programação também terá participação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), às 17h, que vai mostrar as possibilidades de parceria entre universidade e empresas. E a partir das 18h30, executivos de grandes indústrias estarão reunidos no Visão 360° – As decisões que estão redesenhando a indústria.
O encontro propõe uma conversa sobre temas que hoje fazem parte da agenda das lideranças industriais, como competitividade, produtividade, inovação, atração de talentos, sustentabilidade e as transformações econômicas e tecnológicas. Participam do debate Marinelson Cavallaro, gerente de Divisão de Controladoria, Tributário e Contabilidade da Faber-Castell, e Alberto Ligabó, CEO da Margirius. A mediação será da jornalista Suzana Amyuni.
Indústria presente
A Expo Ciesp Experience integra o São Carlos Experience (SCX), evento que reúne tecnologia, inovação, arte, gastronomia e diferentes experiências durante cinco dias na cidade. Para o Ciesp, a realização da ECX dentro dessa programação também representa uma oportunidade de mostrar à sociedade a diversidade e a importância da indústria instalada na região.
“A indústria gera empregos, renda, tecnologia e desenvolvimento. Queremos que as próprias empresas reconheçam a força que têm quando estão juntas e que a sociedade também possa conhecer mais de perto quem produz e transforma a nossa região”, completa Giglio.
A visitação à Expo Ciesp Experience é gratuita e aberta ao público.
SERVIÇO
Expo Ciesp Experience – ECX
Data: 27 de agosto de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 9h30 às 20h
Local: Sede Social do São Carlos Clube
Programação completa:Link
SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, abriu oficialmente a 3ª edição do São Carlos Experience, apresentando um balanço da rede de parcerias que a Prefeitura vem construindo com a UFSCar, a USP, a Embrapa e órgãos federais nos últimos anos, e que ajuda a explicar por que a cidade se consolidou como referência nacional em inovação.
O São Carlos Experience reúne centenas de atividades em cinco dias, unindo universidades, poder público, empresas e comunidade em torno de um mesmo objetivo: mostrar o que a cidade produz em inovação e compartilhar isso com quem está de fora. “É difícil explicar o que é o São Carlos Experience porque é muita coisa, mas, resumindo, é um evento feito de centenas de eventos”, descreve Daniel Moreira, organizador da iniciativa. Segundo ele, a proposta vai além da vitrine tecnológica: “A gente une tudo isso com arte, cultura e gastronomia, colocando diferentes experiências no mesmo lugar. É uma iniciativa para dar acesso, democratizar o conhecimento, provocar reflexões e gerar ações para um futuro mais justo, mais saudável e mais sustentável”.
Entre os dados trazidos por Netto Donato, ganhou destaque o investimento de R$ 19,6 milhões em cinco anos, via Fapesp, nos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, que reúnem o IntegraSanca, projeto de inteligência artificial para gestão pública coordenado pela professora Kalinka Castelo Branco (ICMC-USP), e o SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida), parceria com o SAAE coordenada pelo professor Emanuel Carrilho (IQSC-USP) para análise de esgoto voltada à saúde pública.
O prefeito também apresentou a meta de 3.763 procedimentos mensais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), implantado com recursos do PAC do Governo Federal em uma estrutura de 4.100 m² na Unidade Saúde Escola da UFSCar, e o impacto de 6.391 estudantes da rede municipal atingidos pelo projeto “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP).
Netto Donato citou ainda projetos na área de segurança e clima, como o sistema do ICMC-USP, coordenado pelo professor Luís Gustavo Nonato, que usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para prever regiões com maior probabilidade de crimes cruzando dados urbanos e climáticos — ligado ao CeMEAI e ao NInDa, núcleos de pesquisa sediados na cidade —, e o projeto de drones contra incêndios da EESC-USP, coordenado pelo professor Glauco Caurin, que equipa aeronaves com sensores de gases e IA para detectar queimadas em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente.
Completaram o balanço apresentado pelo prefeito o Grupo de Trabalho em Mudanças Climáticas, criado pela Prefeitura em 2026 com a UFSCar, a USP e a Embrapa para traçar um plano de adaptação diante do risco de um super El Niño; o convênio entre a USP e o Ministério das Cidades para apoiar municípios na elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos — que já utiliza até barco-drone para mapear áreas de difícil acesso —; e o convênio de saúde firmado em 2025 entre a UFSCar e a Prefeitura, com vigência de cinco anos, que amplia o atendimento pelo SUS e forma profissionais de medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia.
Para o secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, esse tipo de balanço tem um papel que ultrapassa a fronteira do município. “É uma oportunidade para compartilhar a tecnologia, os conhecimentos científicos, não só para o público que é da área, mas também para toda a população de São Carlos”, afirma. Ele destaca ainda o objetivo de engajar quem normalmente não acompanha esse universo: “Vender as experiências de São Carlos para o público interno, para o público que às vezes não consegue ainda ter o tato de conhecer o cenário de inovação que é São Carlos. É para engajar todo mundo, quem está dentro e quem está fora”.
Na educação, o prefeito destacou o projeto “Cidade que Educa”, que já catalogou mais de 190 praças para revitalização, e a iniciativa “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP), que leva tecnologias imersivas a escolas e museus.
Se a ciência e a tecnologia dão o tom técnico ao evento, a cultura entra como elemento de conexão entre as pessoas. “Esses eventos são um temporal de ideias, com muitas experiências e iniciativas interessantes que outros municípios, outras cidades e diferentes grupos apresentam. E cultura é justamente isso: troca, interação e experiências múltiplas entre diferentes atores”, avalia o secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, que destaca a presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Cultura e de secretarias de Turismo de outras regiões na programação.
Representando o Ministério da Cultura, Tião Soares, diretor nacional das Culturas Tradicionais e Populares, disse ter ficado surpreso com a forma como o evento integra os dois universos. “Fiquei bastante entusiasmado e surpreso pela inovação de um evento que agrega o eixo principal, que é a cultura também. Acho que nosso verdadeiro patrimônio cultural são as pessoas. E a inovação tecnológica também é parte da nossa compreensão de cultura mais abrangente”, afirmou.
Para o prefeito de São Carlos, Netto Donato, “São Carlos mostra, com este evento, que ciência, tecnologia e cultura não são mundos separados. Eles se encontram para transformar a vida das pessoas e projetar nossa cidade como referência nacional em inovação e qualidade de vida”, disse.
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