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Redação

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 Jornalista/Radialista

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EQUADOR - O Banco Mundial aprovou um empréstimo de 700 milhões de dólares para o Equador que permitirá ao governo mitigar o impacto da pandemia e promover a recuperação econômica verde, segundo um comunicado divulgado na terça-feira (1º).

O empréstimo, o primeiro de uma série de três, tem taxa variável e prazo de amortização de 16,5 anos, incluindo um período de 5 anos sem cobrança.

É baseado em dois pilares. Um centrado em promover "uma gestão fiscal mais inclusiva, promover o crescimento e as oportunidades de emprego, reduzindo as barreiras comerciais e a rigidez do mercado de trabalho, e fortalecendo os mecanismos de apoio aos grupos mais vulneráveis", como as pessoas de menor renda e crianças com desnutrição, diz o texto.

O outro pilar promoverá a participação do setor privado no financiamento das energias renováveis não convencionais (NCRE) no país, cuja economia dolarizada depende do petróleo bruto. Também buscará a descarbonização do setor de transporte, a medição de gases de efeito estufa e o desenvolvimento de mercados voluntários de carbono.

O Equador, com 17,7 milhões de habitantes, enfrenta uma crise econômica agravada pelos efeitos da covid-19.

Os governos têm que enfrentar as consequências da pandemia "pensando em soluções que permitam o crescimento sustentável, protegendo quem mais precisa", disse a diretora do Banco Mundial para Bolívia, Chile, Equador e Peru, Marianne Fay.

"O Equador está dando passos importantes para avançar no caminho da transição ecológica, que permitirá construir práticas amigáveis com o planeta e, ao mesmo tempo, evitar o impacto das mudanças climáticas sobre os grupos mais vulneráveis", acrescentou.

O governo equatoriano o descreve o empréstimo como "o reconhecimento do compromisso do Equador com o crescimento sustentado e equitativo com o planeta", nas palavras do ministro da Economia e Finanças, Simón Cueva, citado no comunicado.

A economia do país andino contraiu 7,8% em 2020 devido à pandemia de coronavírus e, segundo estimativas do Banco Central do Equador, cresceu mais de 4% em 2021. Para 2022, espera-se um crescimento de 2,5%.

 

 

AFP

UCRÂNIA - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou na terça-feira (1°) que existe um "perigo claro" e "iminente" de uma intervenção militar russa na Ucrânia. Segundo ele, se o ataque ocorrer, o Reino Unido vai impor sanções "imediatas" contra Moscou.

Johnson se reuniu com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para discutir sobre os riscos de uma invasão russa. Logo depois, os dois líderes realizaram uma coletiva de imprensa conjunta.

"Vemos uma grande quantidade de tropas concentradas e preparativos para todo tipo de operações que são coerentes com uma campanha militar iminente", declarou Johnson. O premiê britânico considerou que é "vital" que a Rússia dê "um passo atrás" e opte pelo caminho da diplomacia, uma solução que, segundo ele "ainda é possível".

Johnson garantiu que suas afirmações não são exageradas e que "a arquitetura inteira da segurança da Europa" está ameaçada. "Não há nenhuma dúvida do que o presidente Putin tenta realizar", reiterou. Segundo ele, o líder russo quer intimidar a Ucrânia e induzir os países europeus a repensar suas estratégias.

Já Zelenski declarou que a retirada das tropas russas na fronteira com a Ucrânia seria "um sinal muito importante". "A Rússia deve nos escutar, deve entender que ninguém quer guerra", disse.

Para ele, a mensagem é clara a quem quiser invadir o território ucraniano. "Se uma escalada começar, não será apenas uma guerra entre a Ucrânia e a Rússia, será uma guerra de grande escala na Europa", reiterou.

 

Putin diz que preocupações russas foram ignoradas

Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou os Estados Unidos de ignorar seus pedidos e de usar a Ucrânia. Falando publicamente sobre o assunto depois de várias semanas de silêncio, o líder russo disse esperar uma solução, "mesmo que não seja fácil".

Putin recebeu o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, aliado da Rússia, mas membro da União Europeia e da Otan: uma forma de mostrar certa divisão no campo ocidental. Mas, segundo Orban, as divergências entre Moscou e os países ocidentais podem ser resolvidas.

O presidente russo não fez nenhuma alusão às dezenas de milhares de soldados posicionados na fronteira da Rússia com a Ucrânia há semanas. A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas condiciona a desescalada a garantias para sua segurança. A principal exigência é que Kiev nunca se torne membro da Otan e que a Aliança Atlântica continue sua expansão à Europa do Leste.

 

Blinken e Lavrov expressam desejo por diálogo

Os Estados Unidos rejeitaram esses pedidos em uma carta, na semana passada, e abriram a porta para negociações sobre outros assuntos, como o lançamento de mísseis ou os limites recíprocos aos exercícios militares. No entanto, após a conversa por telefone nesta terça-feira entre o secretário de Estado americano, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, as duas potências rivais expressaram o desejo de continuar dialogando.

O chefe da diplomacia americana "pediu a desescalada russa imediata e a retirada de tropas e equipamentos das fronteiras da Ucrânia", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado. Também "pediu para seguir um caminho diplomático".

Embora Lavrov não tenha dado "nenhum indício" de "uma mudança nos próximos dias" na fronteira ucraniana, ele expressou certo otimismo após a conversa. "Blinken concordou que há razões para continuar o diálogo. Veremos como será", disse Lavrov à televisão russa nesta terça-feira.

 

(Com informações da AFP)

RFI

Jean Marcel Ribeiro Gallo foi o único de universidade latino-americana a receber reconhecimento

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foi a única universidade da América Latina a contar com um pesquisador indicado como 2021 Class of Influential Researchers (Classe de Pesquisador Influente), pela Industrial & Engineering Chemistry Research, da American Chemical Society (ACS), a Sociedade Americana de Química. Trata-se de Jean Marcel Ribeiro Gallo, docente do Departamento de Química (DQ).
O prêmio indica os pesquisadores mais influentes na área de Química Industrial e Engenharia Química com até 10 anos de carreira independente, ou seja, a partir de quando começou a ser líder de um grupo de pesquisa. No caso da academia, conta-se a partir do momento em que se tornou professor.
"Em 2021, essa honraria foi dada a 36 pesquisadores que se destacaram na área. São todos de universidades norte-americanas e canadenses. Fui o único de universidade latino-americana na lista de premiados", comemora Gallo.
O prêmio consiste em uma placa e na veiculação de um artigo do pesquisador em uma publicação especial (https://bit.ly/3GJGEZl) que reúne todos os vencedores. 

Destaque
O Grupo de Energia Renovável Nanotecnologia e Catálise, coordenado pelo professor premiado, obteve seu primeiro financiamento em 2016, com o projeto Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o que possibilitou iniciar uma nova linha de pesquisa no DQ, formando alunos de pós-graduação e criando uma infraestrutura adequada para pesquisa na área.
"Iniciar uma nova linha de pesquisa é sempre um grande desafio e, portanto, foi uma grande honra receber esse prêmio, pois mostra que estamos no caminho certo em estabelecer um grupo de pesquisa na área de Catálise Heterogênea e Química Sustentável. Embora o prêmio tenha sido em meu nome, ele representa a dedicação de alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado que não mediram esforços para realizar pesquisa de alto impacto", afirma Gallo.
O pesquisador também ressalta a importância do prêmio para a UFSCar. "Acredito que para a UFSCar é muito relevante ter um grupo de pesquisa que é considerado entre os mais influentes das Américas. Isso, a meu ver, mostra que estamos desenvolvendo pesquisa científica com qualidade e impacto comparável com a das grandes universidades norte-americanas e canadenses."

Dentro do imóvel, que foi alvo ordem judicial, foram encontrados dinheiro do tráfico e outros objetos relacionados ao crime

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - A Polícia Civil prendeu, na manhã de segunda-feira (31), um homem, de 32 anos, que foi surpreendido armazenando arma, drogas, dinheiro e outros objetos relacionados ao crime. A ação aconteceu no bairro Jardim Piratininga, no município de Ribeirão Preto.

Os trabalhos foram realizados por agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) local, que foram até o local para cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido durante prévio trabalho investigativo.

Chegando na residência alvo, os policiais notaram a presença de uma pessoa, mas chamaram e não foram atendidos. Então, retiraram a trava do braço do portão basculante e ingressaram no imóvel, onde perceberam que um homem ainda tentou correr para se esconder em um dos cômodos.

O suspeito foi abordado e acompanhou as buscas no local, sendo que em um quarto, no fundo falso da gaveta de um móvel, foi encontrado um revólver calibre .357 desmuniciado e mais sete munições do mesmo calibre que estava dentro de um estojo preto, e uma caixa com oito relógios.

Entre a cozinha e a copa ainda foram localizados dois tijolos de maconha, dois frascos de vidro com mais algumas poções fragmentadas do mesmo entorpecente e uma faca com resquício da droga, além de embalagens e rolos de papel e fita adesivos e uma balança de precisão.

Durante as atividades também foram recolhidos um celular e R$ 1.158,10 em dinheiro. Os materiais foram apreendidos e encontrados para perícia. O acusado encontrado no local admitiu o crime, foi preso em flagrante e indiciado por tráfico e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

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