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Redação

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 Jornalista/Radialista

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JAPÃO - Brasil e França fizeram um jogo de altíssimo nível técnico no vôlei masculino neste domingo, o melhor dos Jogos Olímpicos de Tóquio até o momento. A seleção brasileira oscilou, mas superou seus problemas e foi mais consistente que o forte rival europeu para vencer por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 37/39, 25/17, 21/25 e 20/18 após 2h50 de partida na Arena Ariake. Foi um duelo épico, espetacular. São vários os adjetivos desse confronto extremamente equilibrado, técnico, com pontos longos e impressionantes, definido nos detalhes a favor dos atuais campeões olímpicos, acostumados a decisões.

Os atuais campeões olímpicos fecharam a primeira fase no Grupo B, o mais difícil da Olimpíada, com vitórias sobre Tunísia, Argentina e França e uma derrota para os russos. Dessa maneira, a seleção chega com moral para o mata-mata. O adversário das quartas ainda será conhecido. Caso se confirme na vice-liderança, o que é provável, o Brasil vai enfrentar o terceiro colocado do outro lado, que será Japão ou Irã. Os times se enfrentam ainda neste domingo. Mas é certo que a equipe brasileira conseguiu escapar de um confronto duro com a Polônia.

"Seja quem vier tenho certeza que vai ser o jogo mais importante do nosso quadriênio", definiu o técnico Renan Dal Zotto, orgulhoso da lucidez da equipe em quadra. "Poucas vezes vi um equilíbrio tão grande como hoje. A França tem uma qualidade incrível, mas o Brasil demonstrou maturidade e o sentimento de querer muito".

Wallace fez sua melhor partida nos Jogos Olímpicos, Lucarelli teve uma atuação muito consistente e Lucão sobrou no bloqueio, fundamento em que é um dos melhores do mundo. O libero Thales, muito criticado pelas atuações anteriores, se redimiu e fez muito bem sua função na defesa e no passe. Leal também fez o que se espera dele, definindo os ataques à sua maneira, com muita explosão. E esse forte jogo coletivo brasileiro foi superior ao da França, muito dependente do genial Ngapeth, maior pontuador do confronto, com 29 pontos.

"Jogos assim que são decididos no detalhe, que exigem sangue frio, deixam uma sensação muito boa. Conseguimos liderar com a pressão. Passar por esses momentos leva a equipe para outro nível", avaliou o levantador Bruninho, que busca em Tóquio a sua quarta medalha olímpica. "Estou otimista e orgulhoso do time, que lutou o tempo inteiro".

Em Tóquio, o Brasil busca a sua quinta final olímpica consecutiva. Em Atenas-2004, conquistou o ouro; em Pequim-2008 e Londres-2012, ficou com a medalha de prata; e no Rio-2016, o grupo brasileiro subiu ao degrau mais alto do pódio novamente.

Liderada por Lucão, Wallace e Lucarelli, a seleção brasileira fez um bom primeiro set. Esteve sempre à frente no placar diante da França, uma seleção técnica e inteligente. Oscilou em alguns momentos, mas não a ponto de levar a virada e ampliou o domínio no fim para vencer por 25/22.

No segundo set, semelhante ao da fase inicial da Liga das Nações, a França cresceu, mas o rendimento do Brasil não caiu. Por isso, a parcial foi a mais equilibrada e disputada. Nenhuma das seleções conseguiu abrir mais que dois pontos. Os franceses defenderam muito, conseguiram bons contra-ataques e recorreram quase sempre, nas bolas difíceis ou nem tanto, ao seu astro, Ngapeth. Ele estava inspirado e fez a diferença a favor do time europeu, com ataques de muito talento, na força, ou no jeito, explorando o bloqueio.

No fim, depois de 51 minutos - foi a parcial mais longa dos Jogos Olímpicos até o momento - e 76 pontos, a França venceu o set por 39 a 37 e empatou a partida. Por pouco não foi o set mais demorado da história do vôlei masculino na Olimpíada. Em Sidney-2000, a Itália ganhou fez 40 a 38 na primeira parcial diante da Argentina.

O equilíbrio visto no segundo set não se repetiu na terceira parcial. O Brasil manteve o bom nível técnico e atropelou os franceses. Encaixou o jogo que lhe credencia a ganhar mais uma medalha em olimpíadas e não deu brecha para o rival europeu, que, embora seja uma equipe técnica e com recursos, não tem o potencial dos brasileiros. Wallace e Lucão continuaram inspiradíssimos e Leal se recuperou do segundo set ruim para ajudar a seleção a ganhar a parcial por 25/17 após 25 minutos.

O time de Renan Dal Zotto iniciou o quarto set de maneira dominante e abriu quatro pontos de vantagem. No entanto, por desatenção e algumas escolhas erradas, além de mérito dos franceses, que reorganizaram seu jogo, o Brasil se perdeu no set. Viu o rival, comandados por Ngapeth, empatar, virar o jogo e abrir uma diferença difícil de ser tirada no fim do set, vencido pela França por 25/21.

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Houve a impressão de que o roteiro do quarto set se repetiria no tie-break, uma vez que os brasileiros abriram a mesma vantagem de quatro pontos e a França, mais uma vez, não se entregou, empatou e virou a partida no fim. No entanto, nem mesmo a atuação de gala de Ngapeth foi suficiente para os franceses vencerem o jogo. Lucarelli e Leal cresceram na reta final e garantiram o importante triunfo que eleva o moral da seleção para o mata-mata.

 

 

*Por: Ricaro Magatti / ESTADÃO

TÓQUIO - Ágatha e Duda perderam para a dupla alemã Laura Ludwig e Margareta Kozuch por 2 sets a 1 (parciais de 21/19, 19/21 e 16/14), neste domingo (1º), pelas oitavas de final do vôlei de praia e foram eliminadas das Olimpíadas de Tóquio.

No primeiro set, as brasileiras cometeram seguidos erros (foram 7 ao longo da parcial), facilitando o trabalho de Ludwig/Kozuch, que fechou em 21 a 19.

No set seguinte, as brasileiras chegaram a abrir 14 a 11, mas as alemãs viraram em 17 a 16. No final, porém, com um erro de ataque de Kozuch, as brasileiras conseguiram empatar a partida.

No tie-break, nenhuma dupla conseguia deslanchar no placar. O Brasil chegou a ter o match-point, mas desperdiçou. E, em um erro de ataque de Duda, as alemãs fecharam o jogo.

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"A sensação é ruim porque é muito trabalho para chegar até aqui. A gente dá a vida para entregar para o esporte. A gente sabe o quanto todo mundo trabalhou na nossa equipe", lamentou Ágatha, em entrevista ao SporTV.

 

 

*Por: FOLHA

JAPÃO - O boxeador brasileiro Hebert Conceição já garantiu pelo menos o bronze nas Olimpíadas de Tóquio. No duelo contra o cazaque Abilkhan Amankul, o brasileiro venceu por decisão dividida e avançou às semifinais na categoria até 75 kg. No boxe, os perdedores das duas semifinais garantem a medalha de bronze.

Hebert iniciou a luta estudando o adversário. Ele deixou a guarda aberta para tentar atrair o adversário e acabou sofrendo alguns golpes. Ainda assim, o brasileiro conseguiu conectar muitos socos diretos e venceu a primeira etapa.

No segundo round, o atleta do Cazaquistão se encontrou no ringue e foi para cima. Ele apostou em sequências rápidas e atingiu Hebert, empatando o duelo.

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O último assalto viu Hebert acertando sequencias de golpes, enquanto o adversário estava muito cansado. Ele conseguiu acertar dois upper cuts, mas na reta final segurou o ritmo da luta usando o clinch para garantir o resultado.

 

 

*Por: FOLHA

TÓQUIO - Em partida emocionante, a equipe masculina do Brasil de tênis de mesa venceu a Sérvia por 3 a 2, de virada, e avançou na madrugada deste domingo (1º) às quartas de final das Olimpíadas de Tóquio.

Atrás do placar durante boa parte da partida, o Brasil contou com boa atuação de Hugo Calderano, que ganhou duas partidas individuais, e de Vitor Ishiy, vencedor do confronto decisivo, para continuar com chance de medalha nos Jogos.

O duelo começou com uma partida de duplas. A equipe brasileira começou atrás com derrota de Gustavo Tsuboi e Vitor Ishiy para Zsolt Peto e Marko Jevtovic.

Na sequência, o representante brasileiro na disputa individual Hugo Calderano empatou o jogo ao vencer sua partida contra Dimitrije Levajac.

O Brasil voltou a ficar atrás no placar com derrota de Gustavo Tsuboi para Marko Jevtovic, também no confronto individual. A partida, muito disputada, foi decidida no tie break –derrota do brasileiro por 15 a 13.

Hugo Calderano, de novo, venceu e empatou a partida, e Vitor Ichiy decretou a vitória brasileira.

O próximo adversário do Brasil será a Coreia do Sul. O confronto das quartas acontece às 2h30 (horário de Brasília), desta segunda (2)

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Mais cedo, a equipe feminina do Brasil se despediu de Tóquio com derrota por 3 a 1 para Hong Kong, também nas oitavas de final.

 

 

*Por: FOLHA

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