Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - A Band confirmou o fim do contrato "em comum acordo" com o apresentador. "Datena comandou com sucesso e grande audiência durante anos o programa Brasil Urgente, assim como participou brilhantemente de coberturas esportivas e programas de entretenimento. A Band reforça o enorme carinho por Datena e os laços de amizade com o profissional, que tem uma trajetória de enorme êxito no Grupo Bandeirantes há mais de 20 anos", diz a emissora, em nota.
A reportagem procurou Datena, caso o apresentador deseje se manifestar sobre o assunto. Caso haja retorno, a nota será atualizada.
No final de outubro, a Band havia determinado que Datena não voltaria mais ao Brasil Urgente. "Em comum acordo, o comunicador deixa a apresentação do Brasil Urgente, atração que comandou com maestria e grande audiência. [...] "Para 2025, a emissora já discute com José Luiz Datena a criação de projetos no entretenimento, área em que ele já atuou com sucesso", informou a emissora, na ocasião.
Datena estava na Band desde 2003. Nesses 20 anos, o apresentador passou brevemente pela Record em 2011, mas logo voltou ao canal. Ao longo de sua carreira na Band, apresentou, além do Brasil Urgente, programas como "No Coração do Brasil", "Quem Fica em Pé?" e "Agora é Domingo".
FOLHAPRESS
SÃO PAULO/SP - Cotados a concorrer pela direita ao Palácio do Planalto em 2026, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, não responderam se leram o relatório da Polícia Federal a respeito da trama golpista de 2022, que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais 36 pessoas.
Segundo a PF, o ex-presidente planejou, atuou e teve domínio sobre o plano arquitetado para uma ruptura institucional no país, em uma ação que incluiria assassinato de autoridades e envolveria 12 militares da ativa.
A reportagem indagou a Tarcísio, Zema, Ratinho Jr. e ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), se eles haviam lido o relatório com a conclusão de dois anos de investigação sobre o caso. Os três primeiros não responderam, e Caiado disse que não leu.
A Secretaria de Comunicação de São Paulo disse que Tarcísio não comentaria o caso. Presente na inauguração de uma metalúrgica em Mogi Guaçu (SP) na manhã desta quarta-feira (27), ele foi questionado por jornalistas sobre o relatório, mas se recusou a responder, e a coletiva de imprensa foi encerrada em seguida.
Zema não respondeu até a publicação deste texto.
O governador Ratinho Jr. (PSD-PR) declarou que "indiciamento não é sinônimo de condenação". "É preciso aguardar até mesmo para que o trabalho de investigação não seja comprometido, e os acusados não sejam vítimas de qualquer juízo de valor precipitado", afirmou.
Em resposta à reportagem, a assessoria de Caiado afirmou que o chefe de Estado ainda não teve tempo para se aprofundar no relatório e, por isso, não faria comentários sobre o tema.
Os quatro governadores são aliados políticos do ex-presidente.
Durante os dois anos de governo, o governador de São Paulo procurou projetar uma imagem de moderação, chegando a atrair insatisfação da ala bolsonarista, embora tenha colocado um indicado da família do ex-presidente para comandar a pasta de Segurança. O estado vive um aumento no número de mortes por policiais.
Após o indiciamento, Tarcísio passou a defender Bolsonaro. Na semana passada, foi às redes sociais e afirmou que a investigação da PF "carece de provas" e não comentou a descoberta pela PF de um plano para matar Lula, o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
No último fim de semana, Caiado também comentou o indiciamento. Em resposta a uma indagação da imprensa, respondeu: "E daí? A vida continua". Declarou ainda que não poderia se preocupar com "pequenas coisas", caso contrário, não teria tempo para governar.
A relação de Bolsonaro com os governadores de Goias e Paraná chegou a estremecer durante as eleições municipais.
Em Goiânia, Bolsonaro apoiou Fred Rodrigues (PL) contra o candidato de Caiado, Sandro Mabel (União Brasil). Em Curitiba, o PL do ex-presidente estava na chapa de Eduardo Pimentel (PSD), apoiado pelo governador, mas, ainda assim, Bolsonaro chegou a gravar vídeo dizendo torcer por Cristina Graeml (PMB).
Em uma eventual disputa em 2026, porém, tanto Caiado como Ratinho Jr. mirariam o eleitorado bolsonarista.
Bolsonaro nega tentativa de golpe e, assim como outros indiciados, já disse ser alvo de perseguição.
O ex-presidente foi declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030 em razão de ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e da instrumentalização política das comemorações do Bicentenário da Independência.
FOLHAPRESS
BRASÍLIA/DF - A economia estimada pelo pacote de corte de gastos obrigatórios está estimada em R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026 e em R$ 327 bilhões de 2025 a 2030, informou na quinta-feira (28) o Ministério da Fazenda. A pasta está detalhando as medidas anunciadas na noite de quarta (27) pelo ministro Fernando Haddad.
Segundo os cálculos, a economia ano a ano está estimada da seguinte forma: R$ 30,6 bilhões em 2025; R$ 41,3 bilhões em 2026; R$ 49,2 bilhões em 2027; R$ 57,5 bilhões em 2028; R$ 68,6 bilhões em 2029; e R$ 79,9 bilhões em 2030. O Ministério da Fazenda ressaltou que as projeções são preliminares.
O ministério também divulgou a estimativa de impacto fiscal positivo conforme o tipo de proposta a ser enviada ao Congresso. A proposta de emenda à Constituição (PEC), que poderá ser incluída em outra PEC que já tramita no Parlamento, permitirá economia de R$ 11,1 bilhões em 2025; R$ 13,4 bilhões em 2026; R$ 16,9 bilhões em 2027; R$ 20,7 bilhões em 2028; R$ 24,3 bilhões em 2029; e R$ 28,4 bilhões em 2030.
A PEC tratará dos seguintes pontos: abono salarial, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), autorização para ajuste orçamentário em subsídios e subvenções e variação de recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Serão tratados por meio de projetos de lei (complementar ou ordinário) os seguintes temas: teto para reajustes no salário mínimo, restrições na concessão do Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), repasses da Lei Aldir Blanc, biometria para a concessão de novos benefícios sociais e para atualizações cadastrais e correção de distorções na previdência dos militares.
As propostas a serem tratadas por projetos de lei resultarão em economia de R$ 11,7 bilhões em 2025; R$ 19,2 bilhões em 2026; R$ 24 bilhões em 2027; R$ 30,1 bilhões em 2028; R$ 37,3 bilhões em 2029; e R$ 44,5 bilhões em 2030.
Medidas como o escalonamento de concursos e provimento de vagas em 2025, que podem ser feitas internamente pelo governo, terão impacto de R$ 1 bilhão por ano de 2025 a 2030.
As mudanças nas regras de emendas parlamentares garantirão economia de R$ 6,7 bilhões em 2025; R$ 7,7 bilhões em 2026; R$ 7,3 bilhões em 2027; R$ 5,6 bilhões em 2028; e de R$ 6 bilhões em 2029 e em 2030. Parte das mudanças nas regras para as emendas foi sancionada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
AGÊNCIA BRASIL
Em novembro, faturamento deve atingir R$ 2 bilhões, segundo projeções da FecomercioSP, com divulgação do Sincomercio São Carlos
ARARAQUARA/SP - As perspectivas de vendas para a Black Friday na Região de Araraquara, na qual está a cidade de São Carlos, são positivas. Em novembro, o faturamento dos cinco segmentos varejistas mais influenciados pela data deve crescer 7,7% e atingir R$ 2 bilhões, de acordo com estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Divulgação do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos).
Entre as cinco atividades selecionadas, três devem apresentar crescimento no mês de novembro, com destaque para as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que devem exibir alta de 24,3% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, resultante de uma possível antecipação de compras para o Natal e o início do verão. As atividades que comercializam bens essenciais de consumo também devem apresentar um bom desempenho, com as farmácias e perfumarias crescendo 11,0% e os supermercados, 5,7%.
Por outro lado, os segmentos que comercializam os itens mais procurados na data devem registrar desempenho negativo, influenciado pela base de comparação e pelas altas na taxa de juros. O faturamento do segmento de eletrodomésticos e eletrônicos deve cair 2,2% e as vendas das lojas de móveis e decoração devem apresentar queda superior a 30%. Porém, é importante destacar que esta é uma atividade de menor faturamento, sendo comum variações significativas entre os meses, para cima ou para baixo.
De acordo com a FecomercioSP, as projeções otimistas estão baseadas no mercado de trabalho aquecido e nas sucessivas quedas da taxa de desemprego, ou seja, há um aumento no contingente de pessoas com capacidade de consumir e o montante de recursos do décimo terceiro salário a ser injetado na economia será maior. Além disso, a renda cresceu e o mercado de crédito também tem exibido um desempenho positivo.
A Black Friday dá início ao período de alta nas vendas de fim de ano e serve como um indicador de tendência. Durante a ocasião, os varejistas conseguem avaliar a disposição de compra dos consumidores, os produtos com maior demanda e até mesmo o perfil de pagamento. Com esses dados, podem ajustar os estoques e as estratégias, garantindo que estarão preparados para atender às demandas do Natal no mês seguinte. Além disso, com mais dinheiro em circulação, devido ao pagamento do décimo terceiro salário, as famílias tendem a gastar mais em presentes, produtos de consumo, e itens que não tenham adquirido durante a Black Friday. Assim, juntas, essas datas formam uma combinação poderosa, que ajuda a impulsionar o varejo e a economia local.
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