SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) inicia neste sábado, 14 de fevereiro, um grande mutirão com o objetivo de conter e identificar possíveis vazamentos na rede de água na região do Grande Santa Felícia. A previsão é que as ações tenham duração de dez dias.
As equipes especializadas realizarão o geofonamento das redes, técnica utilizada para identificar vazamentos não visíveis. O geofone é um detector eletrônico acústico, composto por amplificador, sensores de ruídos e fones de ouvido. O equipamento auxilia na detecção precisa de vazamentos por meio da captação do som da água que escapa de forma subterrânea, funcionando como uma espécie de “estetoscópio” da rede de abastecimento.
BENEFÍCIOS DO GEOFONAMENTO - Com a utilização do geofone, é possível identificar a localização exata do problema antes de iniciar a manutenção. O diagnóstico rápido permite que as equipes realizem o conserto de forma mais eficiente e localizada, reduzindo intervenções desnecessárias e otimizando o tempo de resposta.
“Estamos atuando de forma estratégica e preventiva, utilizando tecnologia para identificar vazamentos ocultos e preservar um recurso tão essencial. Cada litro de água recuperado representa mais eficiência para o sistema e mais segurança no abastecimento da população”, ressalta o presidente do SAAE, Derike Contri.
SANTA FELÍCIA - Recentemente, foi identificado, por meio do sistema de telemetria, um aumento no registro da vazão de saída dos reservatórios que abastecem a região. Diante desse cenário, o SAAE realizará a operação com o objetivo de minimizar perdas, otimizar o sistema de distribuição e reduzir desperdícios de água.
Os trabalhos serão executados de maneira setorizada, contemplando os bairros que compõem o Grande Santa Felícia, garantindo maior produtividade e eficiência nas ações.
Durante a execução dos serviços, dependendo do tipo de vazamento e da necessidade de reparo nas redes, poderá haver redução de pressão em alguns pontos do Grande Santa Felícia. O SAAE já adotou medidas para minimizar os impactos e solicita a colaboração da população para que faça o uso racional da água, evitando desperdícios durante o período de realização do mutirão.
Prefeitura e SAAE atuaram e continuarão atuando em sintonia no enfrentamento das inundações, enxurradas e enchentes.
SÃO CARLOS/SP - O dia 7 de fevereiro entrou para a história recente de São Carlos por dois episódios de chuvas intensas registrados com exatamente dois anos de diferença, ambos com efeitos significativos sobre a cidade, mas com respostas distintas do sistema de drenagem urbana.
Em 7 de fevereiro de 2024, uma forte tempestade atingiu o município e provocou transtornos generalizados. Segundo a Defesa Civil, choveu 70 milímetros em um curto período de tempo. Até às 18h, o acumulado já somava 80 mm, quase metade da média prevista para todo o mês de fevereiro naquele ano, estimada em 200 mm.
O volume concentrado em curto espaço de tempo sobrecarregou o sistema de drenagem. A região do Mercadão e do Camelódromo foi tomada pela enchente após o transbordamento do Córrego do Gregório. A Rotatória do Cristo também ficou alagada com o transbordamento do Rio Monjolinho e precisou ser interditada.
Ao todo, 43 das 130 lojas da região central registraram alagamentos. A força da enxurrada arrastou 12 veículos e causou prejuízos ao comércio local. Pontos da Avenida Comendador Alfredo Maffei ficaram submersos, evidenciando a vulnerabilidade histórica da bacia do Gregório e Simeão.
Novamente em 7 de fevereiro, sábado, desta vez em 2026, São Carlos voltou a enfrentar um temporal, ainda mais intenso. De acordo com a Defesa Civil, foram registrados aproximadamente 130 milímetros de chuva entre 19h30 e 20h50, volume superior ao de 2024 e concentrado em pouco mais de uma hora.
Os maiores alagamentos ocorreram nas regiões da Rotatória do Cristo, do Kartódromo e da Rodoviária. Sete veículos ficaram ilhados: cinco no Kartódromo, um na Avenida Trabalhador São-Carlense e outro na Rotatória da USP, nas proximidades da Avenida Miguel Petroni. Não houve registro de vítimas.
Apesar do volume expressivo, um dado chamou a atenção: a baixada do Mercado Municipal, historicamente uma das áreas mais críticas da cidade, não apresentou alagamentos significativos.
DOIS ANOS DEPOIS: MAIS CHUVA, IMPACTOS DIFERENTES - Ao comparar os dois episódios, a diferença no comportamento do sistema se torna evidente. Em 2024, com 80 mm acumulados, houve danos generalizados, principalmente na região central. Já em 2026, com 130 mm registrados em curto intervalo, a região do Mercado Municipal apresentou apenas alagamentos pontuais, que se dissiparam rapidamente, sem danos significativos à infraestrutura pública ou privada.
As ações permanentes de limpeza, conservação e ampliação da macrodrenagem reduziram a vulnerabilidade histórica da cidade. O resultado reforça um princípio técnico amplamente reconhecido: prevenção custa menos do que intervenções emergenciais e reduz prejuízos ao poder público e à iniciativa privada.
Para o presidente do SAAE, Derike Contri, os dados comparativos evidenciam a importância dos investimentos em macrodrenagem. “Estamos lidando com eventos climáticos cada vez mais intensos e concentrados. A diferença entre 2024 e 2026 demonstra que planejamento técnico e obras estruturais fazem a diferença. Os reservatórios e as intervenções em drenagem já apresentam resultados concretos, mas seguimos ampliando a capacidade do sistema para reduzir os impactos à população.”
O gerente de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais (GDMAP), Eduardo Casado, destaca que o avanço é resultado de planejamento contínuo. “Com a estruturação do serviço de limpeza e conservação do sistema de drenagem, somada à execução de obras estruturantes, conseguimos ampliar significativamente a proteção da cidade contra eventos extremos. A evolução é gradual, degrau por degrau. Avançamos, mas ainda há projetos estratégicos em andamento e recursos sendo viabilizados para ampliar ainda mais essa proteção.”
O PAPEL DAS OBRAS DE DRENAGEM - A diferença no impacto está relacionada à ampliação e reestruturação da política de drenagem urbana nos últimos anos. Desde 2023, houve mudança na forma de prestação dos serviços de drenagem em São Carlos, com abordagem integrada entre limpeza e conservação do sistema existente e planejamento técnico para desenvolvimento de projetos e obras estruturantes. O trabalho passou a ser orientado pela coleta de dados em campo e pela análise detalhada dos problemas históricos da cidade, com atuação do SAAE em sincronia com a Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura.
A atuação permanente do SAAE na limpeza, manutenção e conservação do sistema de drenagem — incluindo desassoreamento de piscinões e dos principais rios urbanos — garante que a infraestrutura existente opere com sua capacidade plena, reduzindo enxurradas e alagamentos pontuais. Durante as operações, as equipes também identificam gargalos e deficiências, subsidiando o desenvolvimento de projetos executivos em conjunto com a Prefeitura.
Para eventos de maior intensidade, como o registrado no último sábado, os dois grandes reservatórios em operação, CDHU e Vila Prado, exerceram papel fundamental na proteção da bacia do Gregório e Simeão, amortecendo as vazões e promovendo descarga controlada e gradual. Além desses, a cidade conta com cerca de 50 microrreservatórios distribuídos em loteamentos e condomínios, que também contribuem para o amortecimento das vazões.
Com chuvas concentradas na região norte, o sistema foi colocado à prova. Os córregos Monjolinho, Mineirinho, Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Gregório receberam mais de 130 mm em curto período. Apesar de extravasamentos pontuais nas regiões do Kartódromo (Santa Maria do Leme), Avenida Trabalhador São-Carlense (Tijuco Preto) e Avenida Bruno Ruggiero (Mineirinho), o Rio Monjolinho suportou a vazão sem transbordamentos significativos em sua área central. Há obras e intervenções planejadas para os pontos que apresentaram problemas, muitas delas com projetos executivos concluídos e em processo de captação de recursos.
Os dois episódios evidenciam um cenário cada vez mais comum nas cidades brasileiras: chuvas intensas e concentradas, exigindo planejamento, monitoramento e investimentos contínuos em drenagem urbana. Se em 2024 a cidade foi fortemente impactada, em 2026 parte da infraestrutura já demonstrou maior capacidade de resposta, embora o desafio permaneça diante de um regime climático cada vez mais imprevisível.
“Os episódios de 2024 e 2026 mostram que investir em planejamento e drenagem urbana traz resultados concretos. Mesmo com chuvas mais intensas, São Carlos respondeu melhor porque estamos trabalhando de forma preventiva, com obras estruturais, manutenção permanente e decisões técnicas. Seguiremos avançando para proteger a cidade e a população diante dos eventos climáticos extremos”, salientou o prefeito Netto Donato.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, nos dias 5 e 6 de fevereiro (quinta e sexta-feira), a limpeza e a desobstrução de ramais e galerias pluviais com hidrojateamento na Avenida Comendador Alfredo Maffei e na Avenida Dr. Tancredo de Almeida Neves, dois pontos de grande relevância para a drenagem do município.
A operação teve - e ainda terá - como objetivo garantir que as galerias operem com sua capacidade total, permitindo o escoamento eficiente da água durante períodos de chuvas intensas. Essas ações são executadas em diferentes regiões da cidade, conforme o planejamento permanente de manutenção do sistema de drenagem urbana, com foco na prevenção de inundações e alagamentos.
PREVENÇÃO – “A manutenção preventiva é essencial para manter a cidade preparada, especialmente neste período de chuvas. O trabalho é fundamental para prevenir alagamentos e assegurar maior eficiência no escoamento das águas pluviais, garantindo mais segurança e qualidade de vida à população. Nos últimos dois anos, vale lembrar, o SAAE vem executando ações contínuas de limpeza e conservação da rede de drenagem da cidade”, destacou o presidente da autarquia, Derike Contri.
DESCARTE IRREGULAR – Durante os serviços, além de sedimentos e folhas, é retirada uma grande quantidade de resíduos descartados irregularmente. O lixo jogado nas vias públicas é levado pela chuva até as bocas de lobo e galerias, provocando obstruções e prejudicando a drenagem de modo considerável.
O SAAE reforça que a população pode contribuir realizando o descarte correto dos resíduos e comunicando ocorrências relacionadas à drenagem por meio dos canais oficiais de atendimento e pelo telefone e WhatsApp 0800 300 1520.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) informa que, na terça-feira, 03 de fevereiro, haverá interdição na Avenida Comendador Alfredo Maffei, no trecho entre a Rua Marcolino Lopes Barreto e a Rua Major Manoel Antônio de Mattos.
A interdição é necessária para a realização de serviços de ligação de rede de água e esgoto. Os trabalhos terão início às 8h, com previsão de conclusão até às 11h.
O SAAE solicita a compreensão da população, orienta os motoristas a redobrarem a atenção à sinalização no local e a utilizarem rotas alternativas, a fim de garantir a segurança viária durante a execução dos serviços.
Os trabalhos poderão ser reprogramados em caso de condições climáticas adversas.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) esclarece que a Lei Municipal nº 19.780/2020, que dispõe sobre a instalação de equipamentos bloqueadores de ar na tubulação do sistema de abastecimento de água no município, encontra-se formalmente vigente, porém não pode ser aplicada na prática neste momento, em razão de impedimentos técnicos, regulatórios e jurídicos.
Embora a norma tenha sido promulgada após a rejeição de veto do Poder Executivo, sua eficácia depende de regulamentação por órgão técnico competente, o que ainda não ocorreu. No caso do abastecimento de água, a regulação do serviço não é feita de forma isolada pelo Município, mas pela Agência Reguladora ARES-PCJ, responsável por disciplinar as condições técnicas e operacionais do serviço nos municípios consorciados. Até o momento, não há autorização da Agência para a instalação desse tipo de equipamento.
Além disso, a legislação municipal entra em conflito com normas regulatórias da Agência Reguladora ARES-PCJ, especialmente a Resolução ARES-PCJ nº 50/2014, que considera irregular a instalação de qualquer aparelho eliminador ou supressor de ar. As normas da Agência também estabelecem que os equipamentos de medição devem possuir certificação oficial, exigência que não é atendida pelos bloqueadores de ar atualmente disponíveis no mercado.
AUSÊNCIA DE CERTIFICAÇÃO DO INMETRO - Outro ponto relevante é que não há, até o momento, equipamentos bloqueadores de ar certificados pelo INMETRO para uso em sistemas de medição de consumo de água. A ausência dessa certificação compromete a confiabilidade das medições e a conformidade com as normas técnicas obrigatórias.
QUALIDADE DA ÁGUA - Estudos técnicos indicam ainda que não há comprovação conclusiva da eficácia desses dispositivos e que sua utilização pode representar risco à qualidade da água, uma vez que a liberação de ar pode facilitar a entrada de contaminantes no sistema.
PROVIDÊNCIAS EM ANÁLISE – Do ponto de vista jurídico, a Lei Municipal nº 19.780/2020 também apresenta questionamentos quanto à sua constitucionalidade, por tratar de matéria relacionada à organização e execução de serviço público, tema que, em regra, é de iniciativa do Poder Executivo. Diante desse cenário, o SAAE e a Prefeitura Municipal de São Carlos analisam, de forma conjunta e responsável, as medidas jurídicas cabíveis, incluindo a possibilidade de ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade para que o Poder Judiciário se manifeste sobre a validade da norma.
Até que haja regulamentação específica da Agência Reguladora ou decisão judicial em sentido contrário, o SAAE seguirá cumprindo o marco regulatório vigente, assegurando a legalidade do serviço, a qualidade da água fornecida e a segurança do abastecimento à população.
Encontro reuniu representantes do poder público, universidades, setor privado e sociedade civil para contribuir com a elaboração do PMCS-SC.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, na última terça-feira, 27 de janeiro, a Oficina 3 – Ações de Educação Ambiental, etapa do processo participativo de elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). O encontro ocorreu às 19h, no Auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), e contou com a execução técnica da empresa VITA Engenharia e Consultoria Ambiental.
A atividade integra o cronograma de encontros voltados ao diálogo com a população e com diferentes setores da sociedade para a elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). A Oficina 3 teve como objetivo coletar contribuições e propostas para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, direcionados a diferentes públicos-alvo do município.
O encontro reuniu 45 participantes, entre munícipes e representantes do SAAE, da Prefeitura Municipal, da Cooperativa COOPERVIDA, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do setor privado e de organizações da sociedade civil organizada.
DINÂMICA E PARTICIPAÇÃO - Durante a programação, a equipe técnica da VITA apresentou destaques da matriz SWOT — ferramenta utilizada para identificar pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças de um projeto — relacionados à educação ambiental, bem como os objetivos do Programa de Educação Ambiental e Comunicação do PMCS-SC. Também foram apresentados resultados de uma pesquisa científica desenvolvida em parceria com o Instituto Recicleiros, que analisou os fatores que influenciam a adesão da população às campanhas de coleta seletiva.
Na sequência, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho, responsáveis pela elaboração de propostas de projetos de educação ambiental a partir de públicos-alvo previamente definidos. As sugestões foram apresentadas ao final da atividade e irão subsidiar a consolidação do plano.
Para o presidente do SAAE, Derike Contri, a oficina reforça a importância da participação da sociedade. “A educação ambiental é um pilar fundamental para o sucesso da coleta seletiva e para a construção de uma cidade mais sustentável. Ouvir a população é essencial para que o plano seja efetivo”, destacou.
SOBRE O PLANO - O Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC) é um instrumento estratégico, mais detalhado que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). Seu foco está na melhoria da gestão dos materiais recicláveis, dos resíduos orgânicos e dos produtos sujeitos à logística reversa, como pilhas, baterias e pneus.
Para mais informações sobre o plano e para acompanhar todas as etapas já desenvolvidas, basta acessar o site do SAAE (saaesaocarlos.com.br), na aba Serviços > Resíduos Sólidos > PMCS-SC - Plano Municipal de Coleta Seletiva, onde estão disponíveis os documentos já elaborados.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) foi contemplado com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) para a execução de importantes projetos voltados à gestão sustentável de resíduos sólidos e à preservação dos recursos hídricos no município.
Entre as iniciativas aprovadas estão os projetos de Implantação de Ecoponto no Residencial Itamarati e de Serviços de Limpeza, Desobstrução, Desassoreamento de Córregos e Recomposição de Taludes na Bacia do Córrego Santa Maria do Leme, que integram as ações do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Jacaré (CBH-TJ).
IMPACTO AMBIENTAL - O projeto aprovado de resíduos sólidos consiste na implantação de um Ecoponto no cruzamento das ruas Bruno Lazarini e Cidade Shibata, em uma área considerada estratégica para a proteção ambiental. A localização é considerada de grande relevância ambiental, por situar-se em uma região próxima a importantes cursos d’água, como o Córrego São Rafael, o Córrego do Monjolinho e o Córrego Ponte de Tábua. O Ecoponto atuará como barreira física para coibir o descarte irregular de resíduos em uma região ambientalmente sensível.
Os serviços de limpeza, desobstrução, desassoreamento e recomposição de taludes na bacia do Córrego Santa Maria do Leme têm como objetivos principais proteger os corpos hídricos, por meio da recuperação das margens e da eliminação de processos erosivos, possibilitando o adequado desenvolvimento da mata ciliar e prevenindo o assoreamento do leito. Os trechos contemplados com os serviços foram definidos a partir de vistorias técnicas realizadas pela Gerência de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais do SAAE, além de demandas oriundas de inquéritos do Ministério Público do Estado de São Paulo.
OBJETIVOS - As intervenções visam restaurar a capacidade de drenagem dos cursos d’água, garantindo o escoamento eficiente das águas pluviais e contribuindo diretamente para a prevenção de inundações em áreas urbanas densamente ocupadas. Outro objetivo fundamental é a melhoria da qualidade da água, com a remoção de resíduos sólidos, lixo e material orgânico acumulado, reduzindo o risco de doenças de veiculação hídrica e beneficiando a fauna e a flora aquáticas.
“Além disso, espera-se aprimorar a estética e a qualidade dos espaços urbanos, integrando rios e córregos ao ambiente da cidade, tornando-os mais agradáveis, sustentáveis e atrativos, com reflexos diretos na qualidade de vida da população. As obras também contribuirão para garantir a segurança das infraestruturas urbanas, protegendo pontes, vias públicas e sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário contra danos provocados por erosão e obstruções nos leitos dos córregos”, salientou o presidente do SAAE, Derike Contri.
BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO - O novo Ecoponto beneficiará diretamente cerca de 35 mil moradores do Residencial Itamarati e bairros adjacentes, recebendo resíduos recicláveis, volumosos e restos de poda, evitando o descarte irregular em Áreas de Preservação Permanente (APPs). O projeto prevê, ainda, parcerias com cooperativas de coleta seletiva, fortalecendo a economia circular e promovendo a inclusão socioeconômica de catadores.
Já os serviços de recuperação dos córregos beneficiarão diretamente aproximadamente 20 mil moradores dos bairros Jardim Bandeirantes, Jardim Centenário, Jardim Santa Paula, Parque Santa Marta, Jardim Nova Santa Paula, Jardim Acapulco e Parque Santa Elisa, contribuindo para a redução de riscos ambientais e a melhoria da qualidade de vida da população.
SÃO CARLOS/SP - O cruzamento da Rua Episcopal com a Rua Dr. Orlando Damiano passará por interdição temporária nesta quarta-feira (21), a partir das 8h, para a execução de serviços conduzidos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE).
Segundo a autarquia, a intervenção faz parte de um trabalho de investigação no solo, destinado a identificar uma possível perda de água na rede de distribuição. A previsão é que os serviços sejam finalizados até as 11h.
Durante a execução das atividades, o tráfego no local ficará restrito, exigindo atenção redobrada dos condutores e o uso de rotas alternativas. O SAAE destaca que a sinalização será reforçada para garantir a segurança de motoristas e pedestres.
A realização dos trabalhos está condicionada às condições do tempo, podendo ser reprogramada em caso de chuva ou outros fatores climáticos que impeçam a execução segura do serviço.
Intervenção integra o programa Rios Vivos, da SP Águas, e deve retirar mais de 20 mil m³ de sedimentos, melhorando a captação e a qualidade da água.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), em parceria com a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), órgão do Governo do Estado de São Paulo, inicia nesta terça-feira, 20 de janeiro, o desassoreamento na Captação de Água Superficial do Ribeirão do Feijão. A previsão é que os serviços se estendam por aproximadamente 30 dias.
A ação integra o programa Rios Vivos, do Governo do Estado de São Paulo, implementado pela SP Águas, com o objetivo de manter condições adequadas de disponibilidade e qualidade das águas superficiais para múltiplos usos, além de contribuir para a atenuação de eventos climáticos extremos. Esta é a segunda vez consecutiva que o município de São Carlos é qualificado para o programa.
O PROGRAMA
O programa Rios Vivos, liderado pela SP Águas — agência vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística — tem como propósito melhorar a qualidade da água dos rios nos municípios paulistas, por meio da revitalização dos cursos d’água, com a remoção de sedimentos, gerando benefícios ao meio ambiente e à população.
A SP Águas executa a limpeza dos cursos d’água sem custo para o município, enquanto o SAAE e a Prefeitura de São Carlos ficam responsáveis por indicar o local adequado para descarte dos resíduos, providenciar o licenciamento ambiental e realizar a manutenção do entorno dos rios.
Desde 2022, o programa já revitalizou 253 rios, minimizando enchentes e melhorando a qualidade da água em 158 cidades. O investimento executado no período foi de R$ 207,4 milhões. Em São Carlos, desde 2023, o investimento estimado foi de R$ 2,5 milhões, contemplando, no ciclo anterior, o Córrego do Monjolinho, a captação do Espraiado e os córregos Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Galdino.
BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO
Neste novo ciclo do programa em São Carlos, a SP Águas realizará intervenções no Córrego do Gregório, com foco na prevenção de inundações, e também no Ribeirão do Feijão, visando melhorar a qualidade e a disponibilidade hídrica, já que este é o principal manancial de abastecimento da cidade. O início do serviço no Córrego do Gregório está previsto para o dia 2 de fevereiro, podendo ser antecipado.
A estimativa da SP Águas é de que sejam retirados mais de 20 mil metros cúbicos de sedimentos no local, que atualmente dificultam a captação e provocam danos ao sistema de bombeamento. Após a intervenção, haverá melhora na disponibilidade de água e aumento da resiliência do sistema, preparando o Ribeirão do Feijão para enfrentar períodos de estiagem prolongada, com benefício direto à população.
Com a limpeza, os rios ganham maior capacidade de escoamento, o que auxilia no combate a enchentes, além de garantir maior disponibilidade de água de qualidade para o abastecimento público.
IMPACTOS TEMPORÁRIOS NO ABASTECIMENTO
A Captação de Água Superficial do Ribeirão do Feijão é responsável por aproximadamente 30% da água distribuída no município. Durante o período de desassoreamento, poderá ocorrer redução de pressão nas redes de distribuição, especialmente nas seguintes regiões: Região Central, Vila Nery, Vila Prado, Vila Alpes, Cidade Aracy, CEAT e Parque Novo Mundo, além de localidades próximas.
O SAAE já está adotando medidas operacionais e realizando manobras para que os impactos sejam minimizados e pede a colaboração de toda a população, com o uso consciente da água durante o período de execução dos serviços.
Ação em parceria com a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana e a São Carlos Ambiental inclui limpeza da área, fiscalização e medidas para coibir novas infrações.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), em trabalho conjunto com a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana e a empresa São Carlos Ambiental, realizou nesta sexta-feira, 09 de janeiro, uma manutenção viária no cruzamento das ruas Ozório Augusto de Carvalho e Professora Luiza Galvão, no Jardim Embaré III.
O local é considerado um ponto crítico e recorrente de descarte irregular de resíduos. Desde novembro de 2025, o SAAE vinha realizando tratativas e ações para tentar solucionar o problema. Durante a semana, um fiscal ambiental esteve no local com o objetivo de identificar os responsáveis pelo descarte irregular, e na manhã desta sexta-feira foi realizada uma limpeza completa da área.
Também está prevista a retirada dos contêineres que haviam sido instalados para auxiliar no descarte de resíduos domiciliares. Como a região já conta com coleta domiciliar regular, não há necessidade de mantê-los. Placas de sinalização informando a proibição do descarte irregular serão instaladas no local.
A situação evidencia a falta de conscientização da população e o descuido com os espaços públicos. Durante as ações, foram encontrados no local sofás, colchões, restos de obras, armários e até restos de animais mortos, além de intenso mau cheiro.
DESCARTE IRREGULAR É CRIME
O descarte irregular consiste no ato de jogar lixo doméstico, entulho, eletrônicos e outros resíduos em locais inadequados, como ruas, terrenos baldios, rios ou áreas públicas. Trata-se de crime ambiental previsto em lei, sujeito à aplicação de multas e outras penalidades. Além disso, causa sérios riscos à saúde pública, favorecendo a proliferação de vetores de doenças, e provoca danos ao meio ambiente, como a poluição do solo e da água e a morte da fauna.
Os pontos mais críticos da cidade já foram mapeados e recebem atenção especial do SAAE. Mesmo com a fiscalização e a instalação de seis Ecopontos em diferentes regiões da cidade, o comportamento irregular ainda persiste.
A população pode colaborar no combate ao descarte irregular, encaminhando fotos e informações que auxiliem na identificação de veículos e responsáveis por esse tipo de infração. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 300 1520, que também atende via WhatsApp, ou presencialmente, nas unidades de atendimento do SAAE.
“A colaboração da população é fundamental para garantir a destinação correta dos resíduos e para combater práticas irregulares que prejudicam o meio ambiente e a saúde pública. Quando cada cidadão faz a sua parte, contribuímos diretamente para uma cidade mais limpa, organizada e com mais qualidade de vida para todos”, afirma o presidente do SAAE, Derike Contri.
DESCARTE CORRETO NOS ECOPONTOS
São Carlos conta com seis Ecopontos, que são áreas públicas destinadas à entrega voluntária de resíduos. Esses locais funcionam de forma gratuita e adequada para o descarte de materiais que não devem ser colocados na coleta domiciliar comum.
Nos Ecopontos podem ser descartados resíduos da construção civil (RCC), podas e cortes de árvores, resíduos volumosos (sofás, poltronas, armários, mesas, entre outros), eletroeletrônicos, pneus e materiais recicláveis, como papel, papelão e plástico.
Não é permitido, em hipótese alguma, o descarte de pilhas e baterias, gesso, amianto, recipientes de agrotóxicos, solventes, óleos e outros resíduos considerados perigosos. Para o descarte de resíduos volumosos, é permitido o limite de até 1 m³, por dia, o que equivale, por exemplo, a um sofá ou duas poltronas.
Para resíduos da construção civil em volume superior a 1 m³, bem como para gesso, espelhos, telhas de amianto e outros materiais classificados como perigosos, é necessário contratar um serviço particular de coleta, como empresas de caçambas cadastradas na Prefeitura e devidamente autorizadas, garantindo a destinação ambientalmente adequada.
ENDEREÇOS DOS ECOPONTOS
* São Carlos VIII: Rua Capitão Luiz Brandão, 1847 – esquina com Av. Cônego A. Volpe
* Jardim Paulistano: Rua Indalécio de Campos Pereira, 1120 – esquina com Rua Américo J. Canhoto
* Jardim Medeiros: Rua Aristodemo Pelegrini, s/n – esquina com Rua João Genovez
* Vida Nova (Planalto Verde): Avenida Regit Arab, 1205
* Jardim Ipanema: Rua Miguel Petrucelli, s/n
* Cidade Aracy: Avenida Arnoldo Almeida Pires, 1.507
Horário de funcionamento:
De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 12h.
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