Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Esportes e Cultura, e em parceria com o Rotary Club de São Carlos – Pinhal, professores do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a empresa Morro Verde Ambiental – Serviços Ambientais, está promovendo a arborização completa do Complexo Esportivo do Santa Felícia, que receberá 65 novas árvores conforme os protocolos da legislação municipal.
No mês de dezembro, colaboradores do Rotary Club de São Carlos – Pinhal estiveram no local realizando o plantio das mudas, em uma parceria que também prevê o cuidado pela organização nos próximos dois anos e sem custos ao município. A escolha das espécies arbóreas plantadas passou pela avaliação técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e, depois, para verificação da Secretaria Municipal de Esportes e Cultura quanto a possibilidade de obstrução da prática de alguma atividade esportiva.
As mudas estão distribuídas por todo o Complexo Esportivo do Santa Felícia, com especial concentração no entorno do campo municipal de futebol Francisco da Costa “Chico Preto” e das quadras de futevôlei e vôlei de areia. Alguns exemplares também se encontram próximos à pista de skate.
De acordo com a professora do Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar e coordenadora do projeto de extensão "Arborização de áreas verdes públicas: Centro Esportivo do Santa Felícia", Andréa Lúcia Teixeira de Souza, a arborização contribuirá com diversos benefícios na vida dos esportistas que frequentam o local e dos moradores das proximidades. "A arborização urbana, em especial de áreas públicas, contribui para a saúde e bem-estar dos moradores através da melhoria da qualidade do ar pela retenção de particulados, redução da poluição sonora e do estresse térmico ao prover sombreamento em meio às ilhas de calor urbano", comenta Andréa.
O sócio do Rotary Club de São Carlos – Pinhal, Celso Rizzo, recorda que o projeto também prevê homenagens e o envolvimento com a comunidade, haja vista que, no mês de março, uma placa será colocada no local destinada a memória de esportistas são-carlenses. “O Rotary Club – Pinhal irá solicitar a algumas entidades para que indiquem nomes a serem homenageados. Também pediremos que escolas realizem pequenos torneios, cuja premiação será a colocação do nome dos campeões na placa, além, é claro, de selecionar os atletas de São Carlos que ganharam medalhas em torneios importantes”, disse Celso.
Anderson Ferrares, secretário municipal de Esportes e Cultura, ressalta que o projeto foi implantado por unir diversos pontos positivos. “A arborização contribui com a qualidade de vida da população e, quando estas mudas estiverem um pouco maiores, também teremos um embelezamento paisagístico mais visível do Complexo Esportivo do Santa Felícia. Pedimos a todos os que frequentam o espaço para que colaborem e não danifiquem as mudas plantadas, pois, em breve, elas farão deste um local ainda mais bonito e acolhedor”, finaliza Anderson.
Publicado pela EdUFSCar, obra tem autoria de Andreza Aruska de Souza Santos
SÃO CARLOS/SP - Um olhar dirigido para o Brasil no final do ciclo de crescimento econômico patrocinado pela exportação de commodities, entre os anos de 2002 e 2013, com foco nos locais onde essas matérias exportadas são produzidas. Essa história, com base em pesquisa, está contada nas páginas da obra "Memória Seletiva - o patrimônio cultural e o extrativismo no Brasil", de autoria de Andreza Aruska de Souza Santos e publicada pela Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar).
Ela é formada em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Estudos Globais, doutorado em Antropologia Social, e atual diretora do Brazil Institute no King's College London. O livro que está sendo lançado é resultado da pesquisa de doutorado da autora realizada na University of St Andrews (Reino Unido), com 18 meses de trabalho de campo.
De acordo com a pesquisadora, o Brasil é conhecido internacionalmente por seus processos participativos, como o orçamento participativo em Belo Horizonte, conferências urbanas e até mesmo seus protestos, como os de junho de 2013. Mas, a maioria dos exemplos vem de grandes cidades, como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Em cidades pequenas e médias, a relação das pessoas em espaços participativos é diferente, onde há um processo de intimidação que vem de uma rede de apoio e de sobrevivência que gera uma codependência em economias mais informais e com menos residentes. Nesse contexto, o licenciamento ambiental, que exige negociação com comunidades atingidas, como no caso da mineração, foi examinado. "Eu olhei o processo de licenciamento de obras minerarias em Ouro Preto. Como a sociedade civil dialoga com empresas e poder público, para negociar mitigações de danos, eu explico o processo de dependência da mineração, as relações sociais locais, os vínculos econômicos, o déficit habitacional e as divisões sociais - tudo isso aparece durante as negociações e impede resultados melhores. Eu olho a construção da memória nacional por meio de Ouro Preto e a seletividade dessa memória. Dessa forma, a ligação da mineração com a cultura e o desenvolvimento fica literalmente cimentada em monumentos, casarões, estátuas", explicou Santos.
Ainda segundo a autora, a mineração do passado deixou esse legado material no local, e a do presente preserva esse legado usando a cultura como mecanismo de compensação para danos ambientais, como exemplo citado por ela, a de Inhotim, em Brumadinho. Esses monumentos não são nem próximos e nem proporcionais ao dano, mas geram essa memória seletiva positiva da mineração. "Localmente, essa memória é contestada, mas contestar e protestar não é uma opção a todos. A pobreza, a informalidade, a dependência econômica de uma grande indústria, tudo isso silencia", complementou.
Para ela, a exploração de minério tem alto impacto ambiental. A mitigação desse impacto com medidas compensatórias ou até mesmo embargo de obras passa por mecanismos participativos com comunidades afetadas e poder público. A pobreza, a dependência municipal das arrecadações minerais, tudo isso gera uma intimidação e cooptação.
Diante de todo esse estudo, a autora faz as considerações. "A democracia participativa precisa se atentar para as desigualdades econômicas e sociais. Não é possível imaginar que as pessoas vão corrigir injustiças, como as ambientais e econômicas, se elas impedem as pessoas de fazer uma participação efetiva. É necessário que os municípios diversifiquem a economia, invistam em fundos soberanos, para que haja uma menor dependência econômica das empresas para que possa ocorrer uma discussão mais justa, efetiva e proporcional. A pobreza e a dependência econômica geram uma pauta de luto e protesto, mas não conseguem gerar, na mesma proporção, uma capacidade de mobilização e de manutenção dessa mobilização. Assim, injustiças em acordos minerários acontecem, com enormes danos ambientais e sociais, como nos casos de Mariana, Brumadinho e Maceió", finalizou.
O livro "Memória Seletiva - o patrimônio cultural e o extrativismo no Brasil" pode ser adquirido no site da EdUFSCar (www.edufscar.com.br), onde há mais informações.
Homens entraram armados na residência em dezembro e levaram o material utilizado na medicina chinesa para tratamento de doenças
BARRETOS/SP - Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prenderam dois homens, de 23 e 30 anos, suspeitos de invadirem uma residência, em São João da Boa Vista, e roubarem pedras de fel de boi, avaliadas em R$ 300 mil, que são usadas na medicina chinesa para tratamento de doenças. As prisões ocorreram na manhã de quinta-feira (4), em Barretos, interior de São Paulo.
Após o crime, ocorrido em dezembro do ano passado, a DIG de São João da Boa Vista iniciou os trabalhos de investigação e conseguiu identificar os autores, que tiveram as prisões temporárias decretadas pela Justiça. Os suspeitos foram presos em San Diego e Mais Parque, bairros de Barretos, e as pedras, recuperadas.
No dia do assalto, os suspeitos entraram armados na residência, renderam as vítimas e roubaram as pedras de fel de boi, que são cálculos formados na vesícula biliar bovina, usadas na medicina chinesa para tratamento de algumas doenças.
A dupla foi presa, e o caso, registrado como cumprimento de mandado de busca e apreensão, cumprimento de mandado de prisão temporária e localização e apreensão de objeto na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Barretos.
Foram apreendidos 30 quilos de entorpecentes, entre maconha e cocaína
MARÍLIA/SP - A Polícia Militar descobriu na quarta-feira (3) uma “casa bomba” onde eram armazenadas mais de 7,5 mil porções de maconha e cocaína na zona sul de Marília, no interior paulista.
Policiais do 9° Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) receberam uma denúncia de que uma casa na região estava sendo usada para armazenar drogas. Lá, foram localizados 6,5 mil pinos de cocaína, 1 mil porções de maconha, além de 10 tijolos e 1,2 quilo de farelo da droga. No total, foram apreendidos 30,6 quilos de entorpecentes.
Um homem que estava em frente ao imóvel conseguiu fugir ao ver a aproximação da viatura.
A ocorrência foi apresentada na Central de Polícia Judiciária (CPJ). A investigação prossegue para encontrar o fugitivo e identificar outros envolvidos.
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