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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Foram apreendidas cerca de 6 mil ampolas de anabolizantes, 1.800 celulares e diversos produtos eletrônicos no meio da carga de farinha

 

PALMITAL/SP - A Polícia Militar Rodoviária prendeu em flagrante na noite de domingo (18), durante Operação Impacto, um homem que transportava diversos produtos contrabandeados no meio da carga de farinha. A prisão foi realizada no Km 413 da rodovia Raposo Tavares, no município de Palmital, interior de São Paulo.

Após abordar a carreta para fiscalização, foram encontradas e apreendidas no meio da carga de farinha cerca de 6 mil ampolas de anabolizantes, 1.800 celulares e diversos produtos eletrônicos sem nota fiscal. A carga foi avaliada em torno de R$ 4 milhões de reais.

O infrator foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Federal em Marília para providências judiciárias.

IBATÉ/SP - O Fundo Social de Solidariedade, através da Secretaria Municipal de Assistência Social realizou a entrega de cobertores às famílias inscritas no Programa Criança Feliz.

A entrega aconteceu durante a semana, nas dependências do CRAS e nas casas das crianças atendidas. “Com a queda de temperatura nos últimos dias, realizamos a entrega dos cobertores”, contou Nilda Pinesso, Supervisora do Programa. “Ibaté possui aproximadamente cem famílias cadastradas, e inseridas no Cadastro Único, dentro das condicionalidades”, completou.

Amanda Affonso, Coordenadora da Assistência Social, conta que no último mês o Fundo Social Estadual de Solidariedade concedeu 200 cobertores para o Fundo Social de Ibaté. “As famílias que possuem idosos, pessoas com deficiência e crianças estão recebendo as doações também Esperamos continuar com essa parceria para atender a população em vulnerabilidade", destacou.

As doações devem ser realizadas na Assistência Social e nas UBS’s do município até o dia 30 de julho.

As pessoas podem doar roupas masculinas, femininas e infantis; cobertores e roupas de cama; meias e gorros; sapatos e toalhas. Ao realizar a doação, é importante certificar-se que as peças estão em boas condições. Sapatos sem par, roupas sujas, furadas, manchadas ou com rasgos, por exemplo, são descartados no processo de triagem. “Se cada um doar uma peça de roupa, um par de sapatos, conseguiremos não só atingir a meta de peças doadas, mas ultrapassar esse número e deixar o inverno de todos aqueles que tanto precisam mais quente e acolhedor”, finalizou a coordenadora da Assistência Social.

EUA - O dólar alternava estabilidade e leve queda frente ao real nesta segunda-feira, em semana que será marcada pela decisão de política monetária do Banco Central do Brasil e por depoimentos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell.

Às 9:23 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,25%, a 4,8095 reais na venda.

Na B3, às 9:23 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,2%, a 4,8195 reais.

O Banco Central do Brasil provavelmente deixará a taxa Selic inalterada quando encerrar sua reunião de política monetária nesta semana, mas economistas acreditam que a autarquia está próxima de iniciar um ciclo de afrouxamento, provavelmente já no terceiro trimestre.

Isso porque dados divulgados desde o último encontro do BC mostraram sinais convincentes de arrefecimento dos preços, com o IPCA de maio desacelerando bem mais do que o esperado, enquanto as expectativas de inflação no boletim semanal Focus têm moderado.

Juros mais baixos normalmente colocariam pressão negativa sobre real ao reduzir a rentabilidade do mercado de renda fixa brasileiro, mas estrategistas do Goldman Sachs disseram em relatório recente que, "dado o ponto de partida elevado para as taxas reais e o progresso contínuo (na redução) da inflação, esperamos que os diferenciais de juros reais continuem favoráveis ​​ao câmbio mesmo quando a normalização da política monetária começar, e acreditamos que os fluxos de renda fixa continuam sendo um importante vento favorável para o real".

"Embora uma pequena retração após um forte rali (do real) seja certamente possível, achamos que o dólar spot ainda tem espaço para uma tendência de baixa", completou o banco no documento.

Na última sessão, na sexta-feira, a divisa norte-americana à vista fechou em alta de 0,39%, a 4,8214 reais na venda, após ter acumulado queda de 5,32% nas dez sessões anteriores. É normal, após movimentos acentuados do dólar, haver momentos de correção no sentido oposto, conforme operadores realizam lucros.

Enquanto isso, no exterior, o dólar registrava leves ganhos contra uma cesta de pares fortes em dia de feriado nos Estados Unidos, com o foco na trajetória de política monetária do Federal Reserve. Na semana passada, o banco central norte-americano manteve sua taxa básica de juros, mas sinalizou a possibilidade de mais duas altas nos custos dos empréstimos neste ano.

"Todas as expectativas de cortes (de juros nos EUA) foram empurradas para 2024" após o encontro do Fed, destacou Eduardo Moutinho, analista de mercado da Ebury.

O chair da instituição, Jerome Powell, prestará depoimento ao Congresso dos EUA na quarta e na quinta desta semana, e será acompanhado de perto pelos mercados financeiros, que buscam pistas sobre os próximos passos do Fed.

 

 

Por Luana Maria Benedito / REUTERS

UCRÂNIA - Duas semanas desde o início da contra-ofensiva, a Ucrânia vem obtendo vitórias modestas, mas constantes, em três áreas de ataque na linha de frente de mil km.

As tropas no front estão realizando ataques de sondagem, enquanto a maioria das forças da Ucrânia está sendo mantida na reserva, esperando por uma abertura grande o suficiente nas defesas russas para lançar um ataque maior e tentar recapturar terras tomadas pelos russos no sul do país.

A luta tem sido dura, com grandes baixas de ambos os lados — que estão reivindicando vitórias. O avanço da Ucrânia no sul de Donetsk está oscilando.

A BBC juntou-se à 68ª Brigada Jaeger enquanto suas forças de combate buscavam expandir seu controle ao leste da vila de Blahodatne, que foi recentemente recuperada.

A brigada está de olho em uma série de trincheiras que protege as forças russas nos topos das colinas próximas.

 

Sob fogo pesado

Os homens de uma unidade especializada em drones pegam câmeras, enrolam cabos e carregam uma caminhonete com latas de munição, caixas de granadas de fumaça e cartuchos de balas capazes de perfurar a blindagem de veículos.

Além deles, há poucos sinais de vida em Blahodatne. Em uma estrada, os destroços de dois veículos blindados de fabricação americana estão encalhados, um deles com o chassis queimado. Nos campos adiante, há mais desses veículos abandonados.

"Afaste-se deles, os russos continuam disparando contra eles", somos avisados.

A Rússia deu grande destaque à destruição de tanques e veículos doados pelo Ocidente à Ucrânia — mesmo que Vladimir Putin tenha admitido que os russos perderam dezenas de tanques desde o início da contra-ofensiva em 5 de junho.

As tropas estão atacando em três pontos: Bakhmut, onde avançam para o norte e para o sul da cidade, que permanece firmemente sob controle russo; sul de Zaporizhzhia; e no sul de Donetsk, onde várias aldeias foram retomadas.

Blahodatne é um desses pontos. Outra rajada de tiros chega e os soldados se abrigam no porão de uma casa em ruínas.

Uma passagem de chão de terra é iluminada com lamparinas a óleo, lançando uma luz amarela suave até um fogão de pedra e ferro com três panelas. Toalhas estão penduradas em um varal. Uma porta rústica de madeira se abre e, com um lenço na cabeça, Nina Fedorivna aparece.

Ela está morando aqui há um ano. Soldados russos vieram apenas uma vez, diz ela.

Ela nunca, por um segundo, pensou em abandonar o vilarejo.

Com o fim dos disparos, saímos por uma viela nos fundos da casa dela. Três cadáveres russos jazem em uma vala pouco além da horta de Nina Fedorivna. Próximo a eles, um caminhão com o símbolo Z, que foi usado pelas forças russas, está abandonado, crivado de balas e estilhaços. A luta aqui foi intensa.

Por toda a aldeia, as rosas estão florescendo — mas o cheiro de cadáveres fica preso no fundo da garganta.

Não há tempo a se perder — os soldados têm um ar de concentração e propósito. Eles estão claramente se preparando para algo.

Eles seguem para o leste, deixando Blahodatne para trás. O comboio de dois carros está bem espaçado em caso de ataque russo. Os campos ao redor estão fortemente minados. Postes com marcas de fita vermelha e branca sinalizam o caminho limpo.

Quando nos aproximamos de outro veículo blindado americano abandonado, há uma explosão. É provável que seja de um drone russo.

Eu estive nesta área em março. Naquela época, as linhas de frente mal haviam se movido por alguns metros em meses. A Rússia estava usando muito mais artilharia do que as forças ucranianas, que se protegiam em trincheiras esperando o fim dos ataques. Na época, um comandante me disse que eles estavam guardando suas munições para a contra-ofensiva. Mas agora, durante a visita este mês, as armas ucranianas não pararam nos dois dias em que estive na brigada.

Os carros aceleram para uma rede de trincheiras escondidas em uma fileira de árvores. Lá, o comandante da companhia, sargento sênior Andrii Onistrat, de 49 anos, comanda seus homens em sua próxima missão — um ataque ucraniano está planejado para o dia seguinte nas trincheiras russas, a 3 km de distância, no sopé das colinas ao sul.

Em sua tentativa de ampliar a frente, seções da 68ª Brigada atacarão do leste de Blahodatne e Makarivka, através de campos minados e diretamente na linha de fogo russa.

O sargento Onistrat revisa os protocolos de comunicação e alvos da equipe de drones. A seção perde até cinco drones por dia. Bronzeado e com um sorriso branco brilhante, ele olha para seus homens e dá uma ordem final: "Sorria! Por que vocês estão tão sérios? Estamos vencendo a guerra."

 

Nas trincheiras

Vinte e quatro horas depois, a maioria dos mesmos homens está em um abrigo abafado. O ataque está em andamento.

Pelas câmeras de vigilância, vejo dois veículos blindados avançando lentamente pelo campo minado. Drone após drone é enviado para cima das posições russas lançando granadas de fumaça, criando uma cortina de fumaça ao longo das trincheiras ocupadas pelos russos para permitir que os veículos avancem e confundam as armas antitanque inimigas. Enquanto observo, projéteis ucranianos atingem repetidamente a linha das árvores.

Yuri, um jovem soldado apelidado de "Frisbee", corre para dentro e para fora do abrigo, trocando as baterias dos drones, enquanto vozes berram ordens. Mosquitos estão devorando os homens, mas ainda assim "Frisbee" tira a camisa por causa do calor.

O inimigo não está dando trégua. Quando estou do lado de fora, um ataque russo cai perto o suficiente para jogar terra na trincheira. Outro soldado, Zheka, assiste a tudo, de óculos escuros e sem armadura corporal.

Outro projétil russo cai perto e me joga no chão. Eu olho para cima e Zheka sequer se encolheu. Ele grita em inglês — palavrões dirigidos aos russos — e aponta dois dedos do meio para o ar. Rajadas de foguetes Grad chovem sobre as posições ucranianas.

Mais amplamente, a contra-ofensiva é dificultada pela falta de poderio aéreo ucraniano. O Ocidente prometeu caças F-16, mas eles só chegarão no final do ano.

Nas trincheiras, outro soldado, Yaroslav, explica: "Helicópteros russos, jatos russos disparam em todas as áreas, todos os dias". Ele é interrompido por novos ataques russos. "Vá para o abrigo, boa sorte", diz ele.

Quando, em 3 de junho, o presidente Volodymyr Zelensky anunciou que a Ucrânia estava pronta para a contra-ofensiva, ele mencionou a superioridade aérea russa e alertou que muitas vidas ucranianas seriam perdidas. E assim tem sido para a 68ª Brigada.

O sargento Onistrat diz que isso pesa muito sobre ele. "A gravidade do dia depende apenas de uma coisa — o número de pessoas que perdemos. A última semana foi extremamente difícil. Perdemos um grande número de pessoas."

Na cabeça ele usa um capacete balístico pequeno. Eu menciono isso e ele começa a chorar. "Era do meu filho", diz ele.

Ostap Onistrat, de 20 anos, foi morto em um ataque de drone não muito longe de onde falamos, alguns dias antes do início da contra-ofensiva. Ele estava no exército há um ano.

Seu pai ainda está no auge da dor. "Um drone kamikaze o atingiu diretamente. Era impossível reconhecê-lo. Ele foi enterrado em um caixão fechado", conta o sargento Onistrat.

Como ele consegue seguir lutando, eu pergunto. "Eu assumi um compromisso. Estamos aqui para vencer. Não para sentar, não para fugir. Eu acho que cada pessoa aqui deve fazer seu trabalho profissionalmente. Não há nada de heróico nisso. Só tenho que terminar este trabalho."

Quando pergunto se ele busca vingança, ele responde com firmeza: "A vingança é um pecado".

"Minha tarefa é encerrar esta história. Quero participar do desfile da vitória. Quero que vençamos e quero perder menos pessoas."

Quando nos despedimos da frente de guerra, a ofensiva ainda em curso. Mais tarde, recebi uma mensagem dizendo que eles haviam tomado as posições russas.

Voltando ao posto de comando, o carro do sargento Onistrat que nos escolta desvia e para repentinamente. Ele, junto com outros, sai rapidamente do veículo. Eu me pergunto se nós também precisamos nos proteger.

Então vejo o que chamou a atenção deles: cerejeiras.

Como crianças, eles riem despreocupados por um momento enquanto pegam punhados da fruta vermelha escura dos galhos sombreados. O fogo de artilharia e morteiros continua a martelar as posições russas na encosta.

 

 

por Quentin Sommerville - Da BBC News

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