Jornalista/Radialista
UCRÂNIA - A Ucrânia celebrou uma “operação bem-sucedida” após o incêndio registrado nesta quarta-feira (19) em uma área militar na península anexada da Crimeia, que obrigou as autoridades designadas pela Rússia a ordenar a saída de mais de 2.000 civis.
“Uma operação bem-sucedida foi conduzida na Crimeia ocupada. O inimigo está escondendo a extensão dos danos e o número de perdas”, afirmou Kirilo Budanov, chefe da inteligência militar ucraniana, em um comunicado divulgado no Telegram.
Além da mensagem, o militar divulgou um vídeo curto que mostra uma instalação em chamas, mas as imagens não permitem identificar o tipo de infraestrutura atingida.
O governador designado por Moscou para a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, anunciou que as autoridades locais ordenaram a retirada de mais de 2.000 civis devido a um incêndio em uma área militar.
Dois portais de notícias russos, Mash e Baza, próximos aos serviços de segurança de Moscou, informaram que explosões foram ouvidas na região. O Mash indicou que um depósito de munições estava em chamas.
Algumas horas antes, a Força Aérea ucraniana anunciou que destruiu 23 dos 32 drones explosivos e 13 dos 16 mísseis Kalibr lançados pelas tropas russas contra a região de Odessa (sul).
A nova série de ataques russos deixou pelo menos 12 feridos, informou o governador Oleg Kiper.
AFP
URUGUAI - O Uruguai impulsiona a produção de hidrogênio verde para cumprir as metas globais de redução das emissões de gases de efeito estufa e também para criar um novo setor exportador, afirmam autoridades.
O governo uruguaio assinou nesta terça-feira (18), em Bruxelas, durante a cúpula entre a União Europeia (UE) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), um memorando de entendimento com a UE sobre energias renováveis e hidrogênio verde.
"Tanto a Europa quanto o Uruguai desejam ser neutros em carbono até 2050. O acordo de hoje sobre energia nos ajudará a chegar lá, juntos. Também apoiará o desenvolvimento do hidrogênio verde, uma indústria estratégica para o futuro do Uruguai", tuitou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O memorando ressalta que os investimentos nesse setor "devem cumprir a legislação ambiental" e "levar em devida consideração" a proteção dos sistemas hídricos, conforme comunicado da UE.
O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, anunciou no mês passado que o Uruguai receberá o maior investimento de sua história, cerca de US$ 4 bilhões (R$ 19,2 bilhões), de uma multinacional com sede nos Estados Unidos, a HIF Global, para produzir combustíveis sintéticos à base de hidrogênio verde destinados à Europa.
"Na economia do hidrogênio, que está surgindo no mundo, o Uruguai pode desempenhar um papel de liderança, pois pode gerar energia renovável em uma escala muito maior do que sua própria demanda", explicou o ministro da Indústria e Energia uruguaio, Omar Paganini, à AFP.
Em 2022, 91% da geração de eletricidade do país veio de fontes renováveis: 39% hidrelétrica, 32% eólica, 17% biomassa e 3% solar. A participação de fontes de origem fóssil no suprimento total de energia foi de apenas 44%, muito abaixo da média mundial.
- 'Exportando sol e vento' -
"A transição energética no Uruguai começou há anos", disse Alejandro Stipanicic, presidente da empresa estatal de combustíveis Ancap, à AFP. "Por isso, dizemos que queremos exportar sol e vento, em vez de importar combustíveis fósseis".
O hidrogênio verde é obtido por meio da eletrólise da água a partir de energias renováveis.
O Uruguai também possui abundante CO2 biogênico que, combinado com o hidrogênio verde, permite a produção de "e-fuels", os combustíveis sintéticos.
Foi isso que a Ancap ofereceu aos investidores: aproveitar o CO2 biogênico de sua usina de etanol em Paysandú, localizada 400 km a noroeste de Montevidéu.
A HIF Global venceu a licitação e, em dezembro, começou a produzir combustíveis sintéticos no Chile a partir de CO2 capturado da atmosfera.
"O combustível sintético é quimicamente equivalente ao derivado do petróleo. Isso tem uma grande vantagem, que é não precisar de alteração na infraestrutura", explicou Martín Bremermann, representante da HIF Global, à AFP.
Entre os acionistas da HIF Global está a montadora alemã Porsche.
Paganini estima que a produção da HIF Global no Uruguai começará em 2027.
- Água ameaçada? -
O governo uruguaio prevê que, até 2040, o setor de hidrogênio verde e seus derivados represente uma receita anual de US$ 2,1 bilhões (R$ 10 bilhões), 2% do PIB projetado.
Além da usina da HIF Global em Paysandú, existem outras duas iniciativas de hidrogênio verde no norte do país: um projeto piloto em Paso de los Toros, associado à usina de celulose da empresa finlandesa UPM, e um projeto em Tambores, da empresa alemã Enertrag e da uruguaia SEG Ingeniería.
No entanto, alguns temem que essa nova indústria esgote um recurso crucial: a água.
Em fevereiro, moradores de Tambores entraram com um recurso na Suprema Corte de Justiça, alegando que o "extrativismo" da água está sendo promovido.
O Uruguai é um dos poucos países que consagram em sua Constituição o acesso à água como um direito humano.
Paganini descartou o risco de escassez de água em um momento de especial sensibilidade no país, que enfrenta uma seca histórica que afetou o fornecimento de água potável para a capital Montevidéu.
No caso de Paysandú, o projeto de maior porte, serão utilizados "cerca de 1.200 m³ diários do rio Uruguai, que tem um fluxo cerca de 500 vezes maior", assegurou.
BRUXELAS - Terminou na terça-feira (18) a 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), em Bruxelas, na Bélgica, onde fica a sede do bloco europeu. O encontro reuniu 60 líderes dos dois continentes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento não ocorria desde 2015 e foi realizado em um cenário de aproximação entre europeus e latino-americanos. A declaração final da cúpula, divulgada pelas chancelarias dos países, tem mais de 40 pontos e abrange diversos temas de interesse comum. Um dos pontos, que tem sido alvo de cobrança de governos de países pobres e em desenvolvimento, refere-se à disponibilização de recursos, por parte das nações mais ricas, para financiar projetos de mitigação e adaptação em relação às mudanças climáticas. 

"Reconhecemos o impacto que as alterações climáticas estão a ter em todos os países, afetando particularmente os países em desenvolvimento e mais vulneráveis, incluindo os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, no Caribe, as regiões ultra-periféricas da União Europeia, os países e territórios ultramarinos associados à União Europeia e países em desenvolvimento sem litoral. Ressaltamos a importância de cumprir o compromisso dos países desenvolvidos em conjunto para mobilizar prontamente US$ 100 bilhões por ano para o financiamento climático e para apoiar os países em desenvolvimento e dobrar o financiamento para adaptação até 2025", diz um trecho da declaração.
Em seu discurso, na abertura da cúpula, Lula voltou a criticar os países ricos por não cumprirem a promessa, feita em 2009, de destinar os US$ 100 bilhões ao ano para os países em desenvolvimento, como forma de compensação pela crise do aquecimento global e necessidade de contenção das emissões de carbono, para manter a meta de aumento de até 1,5 grau Celsius na temperatura do planeta até o fim do século, o objetivo mais ambicioso da comunidade internacional.
A declaração aponta "profunda preocupação com a guerra em curso contra a Ucrânia" e pede esforços de paz justa e sustentável na região. Em outro ponto, aborda a grave situação humanitária no Haiti, prometendo esforços internacionais para ajudar o país superar a complexa crise que vive há décadas. Sobre a Venezuela, o texto defende um diálogo construtivo entre as partes nas negociações lideradas pela Venezuela na Cidade do México. O mesmo assunto foi discutido em uma reunião paralela envolvendo os presidentes da França, do Brasil, da Argentina e Colômbia, além de representante da União Europeia, com governo e oposição venezuelanos.
O documento também reafirma diversos compromissos nas áreas de comércio justo, saúde, segurança pública, combate à pobreza e às desigualdades. A próxima cúpula Celac-UE deverá ser realizada em 2025, desta vez em algum países latino-americano ou caribenho.
Em seu último dia nesta viagem à Bélgica, o presidente Lula manteve encontros bilaterais com chefes de governo da Alemanha, Suécia, Dinamarca e Áustria. Ele também participou de um café da manhã com lideranças progressistas e democratas latino-americanas e europeias. Lula retorna ao Brasil na manhã de quarta-feira (18), após conceder uma coletiva de imprensa ainda em Bruxelas.
Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
RIO DE JANEIRO/RJ - A CBF divulgou nesta terça-feira as datas e os horários das partidas das semifinais da Copa do Brasil. Numa das chaves, o Grêmio enfrenta o Flamengo. Do outro lado, o Corinthians encara o São Paulo.
Os jogos de ida serão disputados nos dias 25 e 26 de julho, e os de volta nos dias 16 de agosto.
Corinthians x São Paulo
IDA: 25 de julho (terça), às 21h30, na Neo Química Arena, com transmissão do Sportv, Premiere e Prime Video;
VOLTA: 16 de agosto (quarta), às 19h30, no Morumbi, com transmissão do Sportv, Premiere e Prime Video.
Grêmio x Flamengo
IDA: 26 de julho (quarta), às 21h30, na Arena do Grêmio, com transmissão da Globo, Sportv, Premiere e Prime Video;
VOLTA: 16 de agosto (quarta), às 21h30, no Maracanã, com transmissão da Globo, Sportv, Premiere e Prime Video.
Os mandos de jogos foram definidos por sorteio na CBF na última segunda-feira. São Paulo e Flamengo farão os duelos de volta como mandantes.
Redação do ge
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