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RÚSSIA - Novos relatórios de especialistas ocidentais reacenderam o debate sobre a real situação econômica da Rússia. Parte dos analistas afirma que o país estaria próximo de um colapso financeiro, pressionado por sanções internacionais, inflação persistente, dificuldades no acesso a crédito externo e suspeitas de manipulação de dados oficiais pelo Kremlin. Outros, no entanto, avaliam que as previsões mais alarmistas ainda não encontram respaldo definitivo nos indicadores disponíveis.

Em 2025, o conflito iniciado com a invasão da Ucrânia completou três anos, mantendo elevados os gastos militares de Moscou e ampliando o isolamento do país em relação a economias ocidentais. Paralelamente, o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe novas incertezas ao cenário geopolítico, especialmente quanto ao nível de apoio americano a Kiev e aos rumos diplomáticos do conflito.

Apesar das restrições impostas por Estados Unidos e União Europeia, a economia russa demonstrou capacidade de adaptação. As exportações de petróleo e gás natural continuam sendo o principal pilar de sustentação das receitas públicas, redirecionadas em grande parte para mercados asiáticos. Essa reconfiguração comercial tem permitido ao governo manter financiamento significativo para o esforço de guerra e programas internos.

Por outro lado, economistas apontam fragilidades estruturais. A inflação elevada corrói o poder de compra da população, o mercado de trabalho enfrenta escassez de mão de obra qualificada — agravada pela mobilização militar e pela saída de profissionais do país — e o setor produtivo depende cada vez mais de gastos estatais. Há também questionamentos sobre a transparência dos dados macroeconômicos divulgados oficialmente.

O historiador e economista Adam Tooze tem destacado que o debate tende a oscilar entre dois extremos: de um lado, previsões de implosão iminente; de outro, a narrativa de uma economia praticamente imune às sanções. Segundo ele, a realidade parece mais complexa. A Rússia não demonstra sinais imediatos de colapso sistêmico, mas opera sob um modelo de guerra que exige forte intervenção estatal e pode comprometer o crescimento de longo prazo.

A questão central permanece em aberto: a resiliência observada até agora é sustentável nos próximos anos ou mascara desequilíbrios que podem se tornar mais evidentes à medida que o conflito se prolonga? Para especialistas, a resposta dependerá tanto da evolução do cenário militar quanto da capacidade do país de manter receitas energéticas e estabilidade interna diante de pressões externas crescentes.

RÚSSIA - A Rússia retomou os ataques contra Kiev nesta terça-feira, ferindo duas pessoas, segundo autoridades da capital da Ucrânia. A ofensiva ocorreu após alguns dias de trégua, que Moscou atribuiu a um pedido dos Estados Unidos.

“Os russos decidiram atacar Kiev em pleno frio”, afirmou o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, ao confirmar os feridos.

Na sexta-feira, o Kremlin anunciou que havia aceitado um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para suspender os ataques contra Kiev e contra a rede elétrica ucraniana até 1º de fevereiro, enquanto se preparavam novas negociações em Abu Dhabi.

A rodada trilateral de conversas entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia está marcada para quarta e quinta-feira, na capital dos Emirados Árabes Unidos. O encontro ocorre após uma reunião realizada em janeiro, que marcou o primeiro contato direto entre representantes de Kiev e Moscou desde o início da guerra.

Apesar da trégua parcial, a Rússia manteve ataques em outras regiões da Ucrânia. No domingo, um bombardeio atingiu um ônibus que transportava mineiros na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, deixando ao menos 12 mortos.

Em janeiro, os ataques russos provocaram cortes de energia severos e prolongados em Kiev, os mais graves desde o início da invasão em larga escala, em 24 de fevereiro de 2022.

Nesta terça-feira, as temperaturas caíram para menos 17 °C em Kiev e para menos 23 °C em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, onde duas pessoas também ficaram feridas em um ataque aéreo durante a madrugada.

Na segunda-feira, Trump atribuiu a trégua temporária à própria atuação. “Liguei para o presidente Vladimir Putin e ele concordou. A Ucrânia é um país muito frio e está passando por uma onda de frio terrível. Perguntei se ele poderia parar de atacar por uma semana, sem lançar mísseis contra Kiev ou qualquer outra cidade, e ele concordou”, declarou.

O presidente norte-americano disse ainda esperar “boas notícias” da próxima rodada de negociações. “Estamos indo muito bem com a Ucrânia e a Rússia. Esta é a primeira vez que digo isso. Acho que teremos boas notícias”, afirmou a jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.

As negociações por um acordo de paz seguem travadas pela exigência russa de retirada das forças ucranianas dos territórios do leste do país reivindicados por Moscou. Kiev rejeita a condição e cobra garantias de segurança para evitar novas agressões militares.

Segundo relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, quase 15 mil civis morreram e cerca de 40,6 mil ficaram feridos desde o início da invasão russa. O documento, divulgado no início de janeiro, aponta que 2025 foi o ano mais letal desde 2022, com mais de 2.500 civis mortos.

 

 

 por Notícias ao Minuto

RÚSSIA - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a guerra contra a Ucrânia como uma “missão sagrada” de defesa da pátria. A declaração foi feita durante uma missa de Natal da Igreja Ortodoxa Russa, celebrada em 7 de janeiro, quando o chefe do Kremlin discursou a fiéis em uma igreja próxima a Moscou.

Putin falou diante de soldados e militares uniformizados que acompanhavam a cerimônia ao lado de esposas e filhos. Em meio a eles, o presidente vestia um terno escuro, sem gravata. No pronunciamento, destacou temas como união, caridade e apoio às Forças Armadas russas.

“Muitas vezes chamamos Cristo de Salvador, porque Ele desceu à Terra para salvar seu povo”, afirmou. “Os guerreiros russos, como se estivessem sob comando do Senhor, cumprem essa missão de defender a terra natal e seus cidadãos, de salvar a pátria e o povo”, completou. Segundo Putin, historicamente a sociedade russa enxerga seus soldados dessa forma, como responsáveis por uma missão que considera sagrada.

O discurso ocorre quando o conflito com a Ucrânia se aproxima de completar quatro anos. O Kremlin tem tratado a ofensiva militar como um dever nacional, recorrendo ao patriotismo e à religião para sustentar a narrativa de legitimidade da guerra.

No campo diplomático, Estados Unidos e Ucrânia demonstram otimismo cauteloso. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou recentemente que um plano de paz estaria “90% pronto”. “Esses 10% restantes, na verdade, contêm tudo. São eles que vão determinar o destino da paz, da Ucrânia e da Europa”, disse em mensagem publicada no Telegram.

Zelensky ressaltou que o país deseja o fim do conflito, mas não “a qualquer preço”, defendendo que um eventual acordo inclua garantias de segurança robustas para evitar novas invasões russas. O principal impasse segue sendo territorial, especialmente em relação ao Donbass, região industrial que Moscou quer anexar e que Kiev se recusa a ceder.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - O ímpeto do presidente Donald Trump, que queria ver um acordo final para um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia fechado até quinta-feira (27), perdeu força. O americano diz agora que o "prazo final é quando acabar".

Se nas duas últimas vezes em que isso ocorreu o alvo do ultimato era Vladimir Putin, desta vez foi Volodimir Zelenski, a quem foi apresentado um plano russo-americano favorável à visão do Kremlin sobre o fim do conflito: perdas territoriais, neutralidade e limitações militares a Kiev.

Como reagiu com apoio de aliados europeus e modificou o rascunho para algo mais próximo das suas demandas, retirando termos draconianos e deixando discussões de mérito sobre reconhecimento de fronteiras para o futuro, Zelenski disse na terça (25) que estava pronto para finalizar o acordo no prazo.

Os russos descartaram as mudanças, o que foi reafirmado nesta quarta (26) pelo vice-chanceler Serguei Riabkov. "Não há possibilidade de qualquer concessão ou abandono de nossas abordagens aos pontos principais", afirmou em Moscou.

Voando para passar o feriado do Dia de Ação de Graças na Flórida, Trump disse a repórteres que não tinha um prazo final e que espera resultado das negociações de seu enviado para o conflito, Steve Witkoff. O Kremlin anunciou nesta quarta que ele deverá ser recebido por Putin só na semana que vem.

Witkoff entrou no centro das intrigas em torno do vaivém sobre o plano de paz, que foi elaborado em junho pelos russos e discutido com os americanos, que adotaram a maior parte de seus pontos, em outubro.

A agência Bloomberg divulgou na noite de quarta a transcrição de uma conversa de 14 de outubro entre Witkoff e o assessor presidencial russo Iuri Uchakov, um dos homens de Putin na negociação.

Nela, o americano sugere que a paz pode ser alcançada se Kiev entregassem a região de Donetsk e os russos topassem deixar algumas áreas já conquistadas. Além disso, ele aconselha o Kremlin a adular Trump, elogiando sua iniciativa pelo cessar-fogo na guerra em Gaza como modelos para um acordo.

O presidente americano deu de ombros ao vazamento, cujo conteúdo não foi negado por nenhum dos lados. "Ele tem de vende isso para a Ucrânia, ele tem de vende Ucrânia para a Rússia. Isso é o que um negociador faz", afirmou no Air Force One.

Uchakov demonstrou irritação, falando à TV estatal russa, com o vazamento, dizendo que ele visou atrapalhar as negociações. Uma segunda conversa, entre ele e o negociador russo Kirill Dmitriev, foi negada pelo último.

Nela, ambos discutem a conveniência acerca da paternidade do acordo de paz ser assumida pelos EUA, que poderiam mudar a proposta russa. Ao fim, foi o que ocorreu, com o secretário de Estado, Marco Rubio dizendo que o texto era americano apesar de sua origem em Moscou.

A fumaça, usada em Moscou para criticar o Ocidente, tende a se dispersar, mas ajuda a elevar a desconfiança de lado a lado. Uchakov disse que ligaria para Witkoff para cobrar o que vê como um vazamento americano devido a divergências internas.

Mas há resistência internas na linha-dura do Kremlin, liderada pelas Forças Armadas e serviços de segurança, contra um acordo -o que torna a hipótese de um grampo russo também factível.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, essa ala convenceu Putin de que a Rússia pode ganhar a guerra no campo de batalha, e a protelação de quaisquer acordos apenas favorece o Kremlin.

A versão revisada após um encontro entre americanos e ucranianos em Genebra, no domingo (23), já está segundo Uchakov em Moscou. "Há aspectos que podem ser positivos", disse.

Mas ela não foi analisada a fundo, afirmou o assessor, que também negou que isso tenha ocorrido nos nebulosos encontros de segunda (24) e terça em Abu Dhabi. Segundo sua versão, russos e ucranianos se reuniram, e só depois houve encontros separados com Dan Driscoll, o secretário do Exército que é o nome do vice J. D. Vance na negociação.

Na véspera, havia relatos desencontrados sobre o que ocorreu, mas o substrato parece ser apenas a extensão do prazo para a negociação e a continuidade dos combates.

Uchakov também criticou os líderes europeus "por se meterem" na negociação. Nesta quarta, a União Europeia promoveu uma reunião em que reafirmou o apoio a Kiev e à soberania do país invadido em 2022.

A chefe do braço executivo do bloco, Ursula von der Leyen, disse que Moscou ainda pensa como "em Ialta", em referência à cidade da Crimeia em que as potências que venceriam a Segunda Guerra Mundial dividiam suas esferas de influência em 1945.

 

 

por Folhapress

RÚSSIA - Um bebê recém-nascido morreu depois de cair de um quarto andar de um prédio na cidade de Vasilyevo, na Rússia. O bebê foi jogado da janela do apartamento pela sua irmã de apenas 5 anos.

As duas crianças estavam sozinhas em casa, enquanto os seus pais se ausentaram, conta o Daily Mail.

Testemunhas do incidente dizem ter ouvido uma criança chorando e gritando da janela. Depois viram o corpo do bebê no chão.

Uma equipe de paramédicos foi chamada ao local, onde se acabaria por confirmar o óbito do bebê que tinha apenas 21 dias de vida.

Foi aberta uma investigação ao sucedido, informou o Comitê de Investigação Russo, acrescentando-se que se pretende apurar as circunstâncias do caso e avaliar a responsabilidade dos pais, que deixaram as rianças sem supervisão.

A imprensa russa relatou que o pai estaria ausente, já que estaria no trabalho, enquanto a mãe teria ido encontrar com uma amiga.

A imprensa britânica destaca que as autoridades estão tentando entender se a criança de 5 anos poderia ter agido motiva por ciúmes e estão ainda tentando entender o que levou a mãe a deixar duas crianças sozinhas em casa.

O chefe distrital de Zelenodolsk, Mikhail Afanasyev, expressou condolências à família e lembrou que “nunca se deve deixar crianças sozinhas”.

 

 

por Notícias ao Minuto

RÚSSIA - Ao menos 25 pessoas morreram neste mês na Rússia após consumirem vodkas adulteradas na região de São Petersburgo. Ao todo, 14 pessoas já foram presas.

Das 25 mortes, oito tiveram a causa confirmada como intoxicação por metanol. Exames periciais também mostraram níveis altos da substância nos corpos das vítimas, disse um médico à AFP. Uma pessoa está internada em estado grave em um hospital, informou a agência de notícias estatal russa Ria.

Informações preliminares indicam que os envenenamentos ocorreram através de bebidas produzidas por vendedores não autorizados. A promotoria regional confirmou na sexta-feira (26) que várias pessoas foram envenenadas como bebidas falsificadas no distrito de Slantsy.

Uma professora de jardim de infância e um homem de 78 anos foram os primeiros detidos no caso. Eles foram presos sob acusados de produção e venda de produtos perigosos contendo álcool, resultando na morte de várias pessoas. 

A professora de 60 anos seria responsável por fornecer o álcool ao aposentado, que fabricou e engarrafou o líquido em uma instalação improvisada, segundo a rede de televisão russa REN TV.

Outros 12 suspeitos de envolvimento na distribuição das bebidas alcoólicas adulteradas também foram detidos. Durante as buscas, mais de 1.300 litros de bebidas alcoólicas falsificadas foram apreendidas.

Três processos criminais foram abertos para investigar o caso. O gabinete do promotor público da região de São Petersburgo divulgou que realiza buscas em locais de possível distribuição e armazenamento das bebidas.

 

 

 por Folhapress

RÚSSIA - Crianças ucranianas sequestradas foram obrigadas a trabalhar em fábricas russas na produção de drones e equipamentos militares, de acordo com relatório do Laboratório de Pesquisa Humanitária da Universidade de Yale, divulgado pelo jornal britânico The Telegraph. O estudo identificou 210 instalações usadas pela Rússia para deportação, reeducação e adoção forçada de menores.

Um dos casos envolve o Centro Infantil Pan-Russo Mudança, na região de Krasnodar, onde mais de 300 crianças de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia foram levadas desde 2022. Lá, foram forçadas a auxiliar na construção de drones, detectores de minas e carregadores de fuzis.

O relatório também aponta que outras instalações, como o centro Jovem Patriota, em Moscou, foram criadas “com o objetivo explícito de reeducar menores vindos da Ucrânia e submetê-los a treinamento militar”.

Segundo Andriy Yermak, chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, “este relatório exige ação. Não apenas passaram por trauma e deslocamento, mas também foram submetidas a deportação sistemática, adoção ilegal e assimilação forçada”. Ele acrescentou: “Agora está claro que a Rússia planeja usar as próprias crianças da Ucrânia como uma arma contra nós e contra a Europa”.

Já a vice-ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Mariana Betsa, reforçou: “Não pode restar nenhuma dúvida – essas vítimas inocentes e vulneráveis não apenas foram arrancadas de suas famílias, mas também forçadas à reeducação e militarização. Pelo bem da paz global, a Rússia deve devolver as crianças ucranianas para casa.”

 

 

 por Notícias ao Minuto

RÚSSIA - O ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un disse ao presidente da Rússia Vladimir Putin que está disposto a ajudar o país vizinho caso necessário, segundo a agência estatal de notícias Sputnik. "Se a Coreia do Norte puder ajuda a Rússia de qualquer forma, certamente o fará, é um dever fraternal", disse.

O presidente russo afirmou que as duas nações asiáticas estão desenvolvendo uma relação especial e que estava feliz que foi possível encontrar Kim nesta ocasião. "Recentemente, as relações entre os nossos países assumiram um caráter especial de confiança e amizade, um caráter aliado", declarou Putin, segundo a agência.

Os líderes realizaram uma reunião paralela em Pequim, onde compareceram a desfile militar para comemorar a vitória da China na Guerra da Resistência contra o Japão e na Segunda Guerra Mundial a convite de Xi Jinping. O líder russo também elogiou os eventos realizados pelo regime chinês, declarando que são "brilhantes" e de "alto nível".

"Eu quero enfatizar que os soldados lutaram brava e heroicamente", afirmou.

As declarações ocorrem em um momento em que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump tenta negociar com Putin o fim da Guerra da Ucrânia.

A relação entre a Rússia e a Coreia do Norte é criticada pelo Ocidente por envolver o envio de ajuda nos combates. Na ofensiva de mais de três anos, Kim já enviou milhares de soldados para auxiliar o exército russo nos conflitos.

Em junho deste ano, o ditador prometeu ainda apoio incondicional na guerra, segundo a agência estatal de notícias de Pyongyang. No ano passado, os líderes assinaram um acordo estratégico que inclui a cooperação militar profunda e assistência mútua em caso de um dos países sofrer uma agressão.

No dia anterior à reunião com Kim, o presidente da Rússia teve também um encontro com Xi, onde afirmou que a relação entre os países chegou a um nível "sem precedentes".

"Este é um exemplo de que os dois países mostram ao mundo que a Rússia e a China estão vigiando e ajudando-se na Guerra Mundial contra o fascismo", disse Putin, segundo o Ministério de Relações Internacionais da China.

Já Xi declarou que a relação entre o que chamou de duas potências internacionais resistiram às mudanças internacionais e foi estabelecida como modelo. Disse ainda que a China está disposta a estreitar ainda mais as trocas com a Rússia.

Putin também viajou à China para participar da Organização para Cooperação de Xangai, onde se reuniu com outras lideranças além do mandatário chinês, como o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi.

Na ocasião, Xi, Putin e Modi protagonizaram cenas de parceria, como quando deram as mãos com o objetivo de mostrar unidade das três potências.

 

 

por Folhapress

SUÍÇA - A Suíça demonstrou disponibilidade, na terça-feira (19), para oferecer imunidade ao presidente russo, Vladimir Putin, com a condição de que ele compareça a uma conferência de paz no país. Há um mandado de prisão pendente contra Putin, expedido pelo Tribunal Penal Internacional. 

A garantia foi manifestada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros suíço, Ignazio Cassis.

No ano passado, o governo suíço definiu novas regras sobre imunidade concedida a indivíduos com mandado de detenção internacional em aberto, caso a pessoa esteja viajando ao país no âmbito de uma conferência de paz.

A medida não se aplica a deslocamento "por motivos pessoais", disse Cassis, durante uma conferência de imprensa conjunta com seu homólogo italiano, Antonio Tajani, em Berna.

Em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura contra o chefe de Estado russo pelo "rapto de crianças ucranianas" das regiões da Ucrânia, invadida pelas tropas de Moscou, e que foram deportadas para territórios na Rússia.

As declarações da diplomacia de Berna surgiram um dia depois do encontro entre presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Washington.

 

 

 

por Agência Brasil

RÚSSIA - Viralizaram nos últimos dias nas redes sociais cenas do evento de apresentação do meia Gerson no Zenit, da Rússia, com o jogador surgindo no palco com uma expressão aparentemente surpresa diante de toda a festa com fogos e dançarinas que ocorria em seu entorno.

Mais do que a cara de poucos amigos do meio-campista da seleção brasileira, a cena representa o interesse crescente de clubes russos no futebol sul-americano, em particular a partir do início da guerra na Ucrânia.

Nas últimas quatro janelas de transferência desde fevereiro de 2022, quando o exército de Vladimir Putin invadiu o território ucraniano, os times russos investiram cerca de R$ 1,5 bilhão -em valores corrigidos pela inflação- para tirar 52 atletas que se destacaram por equipes da América do Sul.

Nas quatro janelas imediatamente anteriores, os gastos haviam sido de R$ 830 milhões, envolvendo dez atletas.

Contribuíram para a movimentação crescente de equipes russas em direção aos clubes sul-americanos as sanções econômicas impostas por países da União Europeia, com as portas se fechando para a negociação de atletas com os pares europeus.

Segundo Mateus Silveira, advogado e professor especialista em Direito Internacional, embora não existam sanções econômicas diretamente aos clubes russos, há uma série de medidas que faz com que empresas e times da UE evitem fazer negócios com o país.

Entre elas, a exclusão de bancos russos do sistema internacional financeiro chamado Swift, o congelamento de ativos e as restrições de acesso ao mercado de capitais.

"Magnatas russos também foram impedidos de ter negócios na Europa, como times de futebol. Um dos exemplos é do atual campeão do mundo, o Chelsea, que era de um russo [Roman Abramovich] que teve todos os seus ativos congelados na Inglaterra e foi obrigado a vender o clube com a supervisão do governo inglês."

Gerson conduz a bola durante partida entre Zenit e Rubin Kazan pelo Campeonato Russo Reprodução/FC Zenit no X A imagem mostra dois jogadores de futebol em um campo. O jogador à esquerda está vestindo uma camisa azul clara com o número 9 e parece estar em movimento, enquanto o jogador à direita está usando uma camisa marrom com detalhes em vermelho e o número 5. O fundo da imagem mostra uma arquibancada com espectadores e uma tela publicitária. Regras excepcionais no regulamento de transferências da Fifa também passaram a prever que atletas ou técnicos estrangeiros vinculados a clubes russos ou ucranianos pudessem se desvincular, por meio da suspensão unilateral de seus contratos.

Sob o mecanismo da Fifa, as equipes passaram a sofrer com diversas saídas de atletas. O atacante Yuri Alberto e o lateral Ayrton Lucas foram emprestados por Zenit e Spartak Moscou para Corinthians e Flamengo, respectivamente, enquanto o zagueiro Vitão e o meia Pedrinho, então no Shakhtar Donetsk, migraram para Internacional e Atlético Mineiro.

Para conseguir repor as saídas e reforçar seus elencos, os times russos tiveram de voltar seu foco para a América do Sul.

Nas janelas visando as temporadas 2023/24 e 2024/25, os clubes russos chegaram a bater o recorde de investimentos para tirar atletas de equipes sul-americanas.

Segundo dados do site Transfermarkt, foram 17 contratações em cada uma das janelas, com um investimento total somado de aproximadamente R$ 1 bilhão.

"A redução do volume de transferências de jogadores de clubes europeus para a Rússia e o aumento do número de jogadores sul-americanos se transferindo para o país podem estar mais associadas a outros fatores derivados da própria guerra, como as restrições de fluxo financeiro e as barreiras comerciais impostas pela UE", afirmou Marcel Belfiore, especialista em Direito Desportivo e sócio do Ambiel Bonilha Advogados.

Na atual janela, que segue aberta até 11 de setembro, Gerson foi a contratação mais cara, com o Zenit desembolsando 25 milhões de euros (R$ 162,5 milhões) para tirar o meia do Flamengo.

Vêm na sequência o lateral-esquerdo argentino Román Vega, que deixou o Argentinos Juniors por 7,7 milhões de euros (R$ 50 milhões), também rumo ao Zenit, e a joia de Cotia Matheus Alves, negociado pelo São Paulo junto ao CSKA por 5,1 milhões de euros (R$ 33,1 milhões).

Na janela anterior, o Zenit também já havia sido o responsável por levar Luiz Henrique, um dos destaques do Botafogo campeão brasileiro e da Copa Libertadores. O desempenho no alvinegro levou o atacante até a seleção, mas ele ainda não voltou a ser chamado desde a transferência para a Rússia.

Apesar da mudança para o futebol russo deixar o jogador mais longe dos holofotes, o ex-volante Dudu Cearense discorda daqueles que acreditam que atuar no país elimina as chances de o atleta ser lembrado pelo técnico da seleção brasileira.

Com uma passagem de quase quatro anos pelo CSKA de Moscou, entre 2005 e 2008, ele seguiu no período sendo chamado para defender a amarelinha, tanto por Carlos Alberto Parreira quanto por Dunga.

"Alguns me chamavam de maluco quando me transferi [para o CSKA]. Os primeiros seis meses foram muito difíceis para me adaptar à cultura, ao frio, mas depois tive uma boa experiência", disse à Folha o ex-jogador, que hoje atua no mercado financeiro à frente do escritório Okto Investimentos, com cerca de R$ 100 milhões sob aconselhamento.

Superadas as dificuldades iniciais na capital russa, Dudu se estabeleceu no meio de campo de um time que ainda contava com os brasileiros Daniel Carvalho e Vágner Love, também convocados para a seleção durante a passagem pelo CSKA. "Desbravamos um mercado em que poucos acreditavam."

Pelo clube, foram 97 partidas e oito gols, com a conquista do bicampeonato da liga russa, da Copa e da Supercopa da Rússia, além de participações na Champions League.

Segundo o ex-volante, o jogador pode acabar tendo mais chance de ser convocado se fizer parte de um time campeão na Rússia do que jogando na Espanha ou na Itália, mas em uma equipe que costuma oscilar no meio da tabela.

"Um atleta como o Gerson poderia esperar mais um ano, até a Copa [de 2026], para depois buscar a transferência para um grande centro? Pode ser, mas e se no meio do caminho ele tiver uma grave lesão? A gente não sabe...um ano pode ser uma eternidade no futebol", afirmou Dudu.

Ele acrescentou que, por causa dos investimentos para a Copa do Mundo na Rússia, em 2018, hoje os jogadores contam com estruturas muito acima daquelas à disposição em sua época, com estádios e centros de treinamento modernos e gramados de boa qualidade.

"Independentemente da guerra, não tem violência no país. As ruas em Moscou são todas controladas por câmeras", afirmou Dudu, que esteve recentemente na cidade em homenagem promovida pelo CSKA a ex-jogadores que fizeram história pelo clube.

Diretor da Roc Nation Sports no Brasil, empresa que gerencia a carreira de jogadores como Vinicius Junior, Endrick e Gabriel Martinelli, Thiago Freitas afirmou que a maioria dos atletas aspira convocações interessados principalmente na sua valorização e nos ganhos monetários que terão no futuro.

"Se eles podem obter ganhos maiores do que esperavam ter com as convocações, não existe razão para recusarem essas ofertas."

Ele acrescentou que, sabendo que a carreira tem prazo de validade relativamente curto, os jogadores tendem a adotar uma postura bastante pragmática.

"Suas maiores prioridades costumam ser quanto dinheiro poderão ganhar e quanto dinheiro terão ao se aposentar."

"É verdade que os salários e premiações que as equipes ofertam são tentadoras, mas não acho que seja apenas isso que faça com que os jogadores tenham o desejo de atuar lá", afirmou Claudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management Brasil, empresa que gerencia a carreira do técnico Simone Inzaghi e do atacante Lukaku.

"As condições do país e de estrutura são tão ricas quanto de outros países europeus."

Jogadores mais caros da América do Sul comprados por times russos

Luiz Henrique - 33 milhões de euros
Gerson - 25 milhões de euros
Yuri Alberto - 25 milhões de euros
Artur - 15 milhões de euros
Claudinho - 12 milhões de euros
Luciano Gondou - 12 milhões de euros

 

 

por Folhapress

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