Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na sexta-feira (2) que os valores repassados a áreas como educação e saúde não configuram gasto, mas investimento. Durante evento na Universidade Federal do ABC, em São Paulo, nesta sexta-feira (2), ele disse não haver, em todo o mundo, um país que cresceu e se desenvolveu sem antes investir na educação.

“Se a educação é a base de tudo, tomei a decisão de que, no nosso governo, quando se fala em fazer universidade, creche, escola, a gente não pode mais utilizar a palavra gasto. A palavra tem que ser investimento”, disse.
“É uma inversão que a gente precisa fazer. Para a elite dominante desse país, tudo que é benefício é gasto. Saúde é gasto. Ora, a saúde é um baita de um investimento. Todo mundo sabe o quanto custa uma pessoa doente aos cofres do Estado. E o quanto pode produzir, trabalhar e aprender uma pessoa que está com plena saúde.”
Logo em seguida, o presidente voltou a criticar o patamar atual da taxa básica de juros, a Selic, fixada pelo Banco Central. “Gasto é a gente pagar 13,75 [% ao ano] por juro para o sistema financeiro desse país”, disse. “Isso é gasto. O restante é investimento”, completou.
No último dia 19, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também defendeu a diminuição da Selic. Ele avaliou que o país está pronto para iniciar um ciclo de queda nos juros e criticou a decisão do BC em manter a Selic em patamar elevado.
“Nós achamos que há espaço para começar um ciclo [de queda nos juros] mas, enfim, tem uma equipe técnica ali [no Comitê de Política Monetária do Banco Central] que está formada, e que nós procuramos respeitar.”
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - Um homem de 41 anos, sofreu um acidente enquanto trabalhava na região da Água Fria, em São Carlos.
Segundo consta, na tarde de hoje, 02, o trabalhador estava roçando o mato, quando por descuido acabou se ferindo na região do tornozelo, inclusive com a exposição óssea.
O SAMU foi acionado e a USA (Unidade de Suporte Avançado) foi ao local de difícil acesso, mas com as habilidades dos servidores, conseguiram socorrer a vitima à Santa Casa de São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura Municipal de São Carlos, por meio das secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Ciência, Tecnologia e Inovação, promoveu uma reunião a respeito do plano de descomissionamento da barragem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), projeto que contribui com a melhoria das áreas verdes da universidade e na contenção das enchentes do município.
Recentemente, por conta desta ação, São Carlos foi um dos municípios contemplados pela empresa WRI Brasil, que abriu um edital para a capacitação “Acelerador de Soluções Baseadas na Natureza” e selecionou dez projetos entre mais de 100 proposições. A inscrição do município foi realizada em conjunto com a própria UFSCar e teve como projeto o tema “Descomissionamento da barragem do Monjolinho com renaturalização utilizando soluções baseadas na natureza”.
Desta forma, a reunião, que contou com a participação dos secretários municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Galizia Tundisi, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nino Mengatti, assim como das secretárias-adjuntas das pastas, Vanessa Soriano e Josiane Brambilla, respectivamente, e da reitora da UFSCar, Prof.ª Drª Ana Beatriz de Oliveira, teve como objetivo traçar as diretrizes de continuidade do projeto, tendo em vista fazer com que o município de fato seja reconhecido e tenha sua demanda atendida. Por meio de ofício, inclusive, o prefeito Airton Garcia endossou seu apoio ainda no ano passado.
Para o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Galizia Tundisi, o momento é de expectativa para que o município possa dar andamento à resolução de uma antiga demanda. “Este projeto surgiu em uma emergência, pois, após uma enchente, a barragem da UFSCar estava com problemas estruturais e precisava de modificações. Inicialmente, pensou-se em como resolver este problema e, além de fazer uma modificação no sistema, considerou-se que seria interessante recompor toda aquela região, abrindo a barragem definitivamente e deixando fluir a água. Hoje, após uma avaliação preliminar, nós estamos entre os dez municípios que o WRI aprovou para participar de um projeto que é a capacitação de agentes para produzir o projeto, em uma participação efetiva do município e da UFSCar”, ressalta Tundisi.
Segundo ele, caso o projeto seja efetuado, haverá um impacto positivo não somente para a questão ambiental são-carlense. “Esse projeto é importante porque, não suficiente o programa de recuperação de uma grande área e que vai resolver a questão da drenagem do Rio Monjolinho, representa uma solução interdisciplinar, uma oportunidade de lazer e de educação e uma oportunidade de ter ensino de ciências ambientais de tal forma que vai ser um projeto didático e de turismo e recreação para a cidade”, finaliza o secretário.
BRASÍLIA/DF - A produção industrial brasileira registrou queda de 0,6% em abril. O resultado ocorreu depois da alta de 1% no mês anterior. Naquele momento, o percentual interrompeu dois meses seguidos de recuo.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção da indústria recuou 2,7%. O acumulado do ano apresentou queda de 1% e, em 12 meses, mostra variação negativa de 0,2%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, na sexta-feira (2), os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), com esses resultados, a indústria ainda se encontra 2% abaixo do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,5% aquém do ponto mais alto da série histórica, obtido em maio de 2011.
O gerente da PIM, André Macedo, observou que diferentemente dos últimos três meses do ano passado, quando houve saldo positivo acumulado de 1,5%, no início de 2023, há uma maior presença de resultados negativos. “Em abril, observamos uma maior disseminação de quedas na produção industrial, alcançando 16 dos 25 ramos industriais investigados. Esse maior espalhamento de resultados negativos não era visto desde outubro de 2022”, ressaltou, em texto publicado pelo IBGE.
Conforme a pesquisa, os produtos alimentícios (-3,2%), máquinas e equipamentos (-9,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,6%), foram as principais influências negativas para o desempenho do indicador em abril. Entre as três influências, o setor de produtos alimentícios foi o responsável pelo maior impacto negativo no resultado deste mês, ao ter o quarto mês seguido de recuo na produção. No período, a perda acumulada é de 7,3%.
De acordo com o gerente, anteriormente à sequência de retrações, o setor teve resultados positivos por três meses consecutivos, o que resultou em um ganho acumulado de 20,2%, o que para ele, ainda significa um saldo positivo. “Em abril houve grande influência negativa por parte da produção de açúcar. Isso teve relação direta com um maior volume de chuvas, especialmente na segunda quinzena do mês, nas regiões produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul do país”, contou, lembrando que a queda foi atenuada pela retomada do crescimento de carnes de bovinos, após ter sido atingida pelas restrições de exportação para a China.
Já o setor de máquinas e equipamentos, com a queda de 9,9%, eliminou o crescimento de 6,7% anotado em março. “Neste mês, houve queda disseminada nos seus principais grupamentos”, apontou o IBGE.
Após registrar variação nula nos meses de fevereiro e março, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias teve redução de 4,6%. “Automóveis e caminhões, que são os itens de maior peso na atividade, tiveram queda na produção”, completou.
O gerente destacou que o segmento é um exemplo dos efeitos da manutenção da taxa de juros em níveis elevados, que provoca encarecimento e a maior dificuldade na concessão do crédito. A indústria e, em especial, o setor são impactados ainda por altas taxas de inadimplência e o maior endividamento das famílias. Segundo o pesquisador, esses não são os únicos fatores. Conforme revelou, permanece a dificuldade na obtenção de componentes eletrônicos para o setor. “Por conta disso, observa-se uma maior frequência de paralisações, reduções de jornadas de trabalho e férias coletivas”, concluiu.
A influência negativa no indicador se estende ainda a equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,4%), indústrias extrativas (-1,1%), bebidas (-3,6%), produtos de metal (-3,3%), outros equipamentos de transporte (-5,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%).
Em sentido contrário, entre as nove atividades que tiveram aumento na produção, o maior impacto positivo em abril partiu do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis que apresentou avanço de 3,6%. “Trata-se do terceiro resultado positivo em sequência do setor, período em que acumulou crescimento de 6,3%”, indicou o IBGE.
Nas grandes categorias econômicas, houve recuos nos setores de bens de capital (-11,5%) e bens de consumo duráveis (-6,9%). O movimento foi diferente em bens de consumo semi e não duráveis, que registrou alta de 1,1% e em bens intermediários com ganho de 0,4%. A primeira eliminou a perda de 0,6% acumulada na passagem de fevereiro para março e a segunda teve expansão de 1,8% decorrente de três meses seguidos de aumento na produção.
Em relação a abril de 2022, a indústria registrou queda de 2,7%, com resultados negativos em 18 dos 25 ramos pesquisados. “As principais influências negativas vieram de produtos químicos (-12,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-9,7%) e máquinas e equipamentos (-14,3%)”, apontou o IBGE.
Houve recuo ainda em Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-15,7%), metalurgia (-5,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,2%), produtos de metal (-8,7%), produtos de minerais não metálicos (-9,6%), bebidas (-7,2%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-9,9%) e produtos de madeira (-15,9%).
As maiores influências positivas ficaram por conta de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (18,1%). Os resultados positivos também foram notados nos ramos de produtos alimentícios (2%), de indústrias extrativas (1,4%) e de outros equipamentos de transporte (19,2%).
De acordo com o IBGE, desde a década de 1970, a PIM Brasil produz indicadores de curto prazo, “relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação”.
Depois de reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes, a partir de março de 2023, começou a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial. Além disso, foi elaborada uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes, houve atualização do ano base de referência da pesquisa e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais.
A próxima divulgação da produção industrial será em 4 de julho.
Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
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