Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - Quem esteve na sexta-feira (14) no Villa Country fez parte de mais um importante e icônico capítulo da música.
A maior e mais tradicional casa sertaneja da América Latina recebeu o show de estreia da tour “A História Continua”, de Rionegro e Solimões. Entre clássicos e novos hits, a emoção tomou conta do local, quando em determinado momento da apresentação, o público não se conteve e permaneceu por alguns minutos aplaudindo fervorosamente a dupla, deixando os cantores nitidamente emocionados.
A turnê “A História Continua”- nome que intitula também o último projeto audiovisual gravado em Goiânia, mesclando grandes clássicos da dupla e faixas inéditas com participações especiais de importantes nomes da música - apresentada pela primeira vez em São Paulo neste final de semana, contou com participação de um público fiel, que lotou o local e cantou juntamente com a dupla absolutamente todas as canções.
Logo de cara, Rionegro e Solimões foram impactados pela energia e pelo carinho de fãs que a todo momento aclamavam por eles e os saudavam. Em determinado momento, a emoção se fez maior que qualquer hit e a dupla foi aplaudida por mais de 2 minutos direto. “Ficamos extremamente emocionados. É um carinho muito grande”, recorda Solimões. “Isso não acontecia desde o início do ano de 2000, quando nos apresentamos no Olympia. Me recordei daquela noite. Estou extremamente agradecido a todos que compareceram no Villa Country – casa que consideramos o nosso lar”, completa Rionegro.
Vale recordar que em 2000, a dupla lotou o Olympia, em São Paulo, para a gravação do primeiro DVD de música sertaneja do Brasil e nesta ocasião foram também ovacionados pelo público ali presente, tornando-se um grande marco na carreira deles. Vinte dois anos se passaram e agora, os filhos tanto de Rionegro, quanto de Solimões, que estavam presentes no Villa Country prestigiando e comemorando o sucesso deste projeto, também não conseguiram segurar as lágrimas ao ver tamanho amor e admiração com o trabalho da dupla pelo os que estavam ali presentes.
Uma noite inesquecível já era esperada por Rionegro e Solimões, já que são os embaixadores do Villa Country e fizeram em 2002 a inauguração da badalada casa. A história das duas marcas estão diretamente ligadas ao longo desses 20 anos e a dupla já se apresentou por diversas vezes nos palcos do reduto sertanejo mais importante da América Latina e retornou, agora, para apresentar um show inédito e comemorar as inúmeras conquistas deste ano.
Sobre o projeto, Rionegro e Solimões lançaram algumas músicas, como “Vida de Cão” que tem a participação de Gusttavo Lima, “Saudade de Ex” e “Frio da Madrugada” com Jorge e Mateus e “Saudade Atemporal”, com Henrique e Juliano, que caíram no gosto popular e voltaram de vez a figurar entre os mais ouvidos do sertanejo.
No mercado offline, os cantores estão entre os 5 artistas mais tocados em quase todas as rádios do Brasil. Já no mundo digital, o canal oficial no YouTube somou só este ano, mais de 40 milhões de views nos vídeos lançados – contabilizando um total de 390 milhões e quase 1 milhão de inscritos. No Spotify, a dupla mostra sua força também: 2.1 milhões de ouvintes mensais.
Sobre Rionegro e Solimões
Rionegro e Solimões tem 33 anos de carreira, entre coletâneas e registros de sucesso, eles somam mais de 400 músicas gravadas, 19 CDs e 5 DVDs. Nestes anos, já subiram no palco mais de 9.000 vezes, venderam mais de 15 milhões de cópias e bateram recorde de público em festas de peão. Como reconhecimento, receberam dezenas de discos de ouro, prata, platina e platina dupla. Eles foram os segundos artistas nacionais a gravarem um DVD no Brasil. O primeiro foi Caetano Veloso. Alguns de seus sucessos fizeram parte da trilha sonora das novelas Laços de Família ("Peão Apaixonado", 2000), Cabocla ("Floresce", 2004), América ("Na Sola da Bota", 2005) e A Favorita ("Vida Louca”, 2008).
Sobre o Villa Country:
A casa mais sertaneja do Brasil comemorou 20 anos em julho de 2022. Com um projeto visionário, o Villa Country abriu suas portas em 2002, tendo como primeira dupla a fazer um show, ninguém menos que Rionegro e Solimões. Pioneira, tornou-se referência e, seguramente, contribuiu para que a música sertaneja se tornasse a potência que é nos dias atuais. Poucas casas noturnas alcançam vida tão longa e tão cheia de boas histórias, com shows inesquecíveis dos maiores artistas do segmento no país. Com público fiel, a casa recebe semanalmente cerca de doze mil pessoas - em dias de apresentações de artistas conhecidos do grande público, esse número pode dobrar.
O Villa Country é a maior e mais tradicional casa temática do Brasil, opção para quem quer curtir boa música sertaneja, que navega no country, sertanejo de raiz, moda de viola e até o famoso sertanejo universitário. Sua fachada reproduz um cenário de filme do Velho Oeste. Em seu espaço, há ambientes como a Praça Sertaneja, Saloon, Praça Caipira e Praça do Cavalo, que dão charme ao local, com destaque para o Restaurante John Wayne, que além de trazer o sabor da comida texana, garante conforto para seus clientes que preferem um clima intimista.
São 12 mil m² divididos em casa de shows, restaurantes, pista de dança, mesas de bilhar, cachaçaria, loja de roupas, café, sete bares, camarotes, espaço para convenções e a rádio Villa Country FM, comprometida em tocar música de qualidade.
Muitos nomes tiveram a casa como seu palco principal em seus primeiros shows de carreira. Cristiano Araújo, Zé Neto e Cristiano, Luan Santana, Jorge e Mateus foram só alguns que passaram pelos palcos da casa quando estavam no início de carreira. “O Villa Country é o tipo de casa que leva a cultura sertaneja adiante. Ela abre as portas para os artistas iniciantes e os coloca na vitrine para o público. Vida longa a essa casa tão importante”, completa Rionegro.
ALEMANHA - O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, determinou nesta segunda-feira (17/10) que as três usinas nucleares ainda em funcionamento no país continuem em operação até abril para evitar uma possível crise de energia durante o inverno.
O chanceler pediu aos ministérios da Economia, do Meio Ambiente e das Finanças que desenvolvam a base legal para que as usinas permaneçam abertas.
"A base legal será criada para permitir a operação das usinas nucleares Isar 2, Neckarwestheim 2 e Emsland além de 31 de dezembro de 2022, até 15 de abril de 2023", escreveu Scholz em um comunicado.
Scholz também solicitou que os ministérios apresentem uma lei "ambiciosa" para aumentar a eficiência energética, assim como um acordo para a eliminação gradual do carvão até 2030.
Ele pediu ainda que as pastas enviem propostas regulatórias que permitam a construção de novas usinas termoelétricas movidas a hidrogênio.
A Alemanha planejava concluir seu plano de eliminação progressiva da energia nuclear até o final deste ano, mas uma crise no fornecimento de energia após o corte do gás russo, após a invasão da Ucrânia, provocou um longo debate sobre manter as usinas nucleares em funcionamento.
Divergências políticas
A decisão de Scholz, que pertence ao Partido Social-Democrata (SPD), foi tomada após meses de divergências na coalizão que governa a Alemanha, composta também pelo Partido Verde e pelo Partido Liberal Democrático (FDP).
Na sexta-feira, os Verdes concordaram em manter duas usinas nucleares no sul da Alemanha em funcionamento até meados de abril se necessário, mas queriam fechar uma terceira usina em Emsland, no noroeste do país, até o final deste ano.
Já o FDP pressionava para manter todas as três usinas abertas até 2024, e defendeu que usinas já desativadas fossem colocadas novamente em operação em caso de necessidade.
A progressiva desativação das usinas nucleares na Alemanha começou em 2000, sob um governo de coalizão entre o SPD e os Verdes, que fechou diversas usinas. Em 2011, sob o comando da ex-chanceler Angela Merkel, da União Democrata Cristã (CDU), Berlim aprovou um plano para encerrar as demais usinas nucleares após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão.
bl (AP, AFP, dpa, Reuters)
INGLATERRA - Buscando acalmar com urgência mercados financeiros mergulhados no caos, o novo ministro das Finanças britânico anunciou na segunda-feira (17) a remoção "de quase todas as medidas fiscais" apresentadas três semanas antes pelo governo de Liz Truss, cuja sobrevivência política está ameaçada.
Jeremy Hunt, nomeado na sexta-feira imediatamente após a demissão do ultraliberal Kwasi Kwarteng - que permaneceu no cargo por pouco mais de um mês - fez o anúncio em um discurso transmitido na televisão, antes de dar explicações à tarde na Câmara dos Comuns em Londres.
"A primeira-ministra e eu concordamos ontem em reverter quase todas as medidas fiscais anunciadas no plano de crescimento de três semanas atrás", anunciou Hunt hoje no Parlamento, em uma aparição urgente para acalmar o nervosismo antes da apresentação de seu orçamento detalhado, prevista para o próximo dia 31.
"Quero ser completamente franco sobre a magnitude do desafio econômico que enfrentamos", acrescentou Hunt, levantando temores de aumentos de impostos e medidas de austeridade. Sentada a seu lado na bancada do Executivo, Liz Truss permaneceu calada e com olhar distante.
Liz disse mais tarde que "lamenta" seus "erros" e se mostrou disposta a continuar no cargo pelo "interesse nacional", em entrevista à BBC exibida na noite desta segunda-feira. "Quero assumir minha responsabilidade e lamento os erros cometidos", declarou a líder conservadora, cujo mandato parece agonizando após seis semanas no poder. "Seguirei em meu posto, para cumprir meus compromissos pelo interesse nacional."
Liz explicou que queria "ir muito longe e muito rápido", e garantiu que continuará liderando o partido nas próximas eleições, previstas para daqui a dois anos, nas quais a oposição é a grande favorita. "Agi rapidamente para corrigir esses erros", acrescentou, dirigindo-se à sua maioria, onde aumentam as manobras nos bastidores para forçá-la a deixar o cargo.
Os mercados financeiros britânicos foram abalados por um grande nervosismo e volatilidade desde que Liz e Kwarteng apresentaram seu controverso pacote econômico, em 23 de setembro. O pacote combinava ajuda pública significativa às contas de energia e fortes cortes de impostos, mas não incluía nada para financiá-lo além de aumentar a já elevada dívida pública britânica.
Dando uma dramática guinada de 180 graus e enfraquecendo ainda mais Liz, que permanece como primeira-ministra, mas não tem mais nenhum poder real, Hunt anunciou: "reverteremos quase todas as medidas fiscais anunciadas (...) três semanas atrás".
Entre suas principais decisões, a ajuda às famílias para pagar as contas de energia caras será limitada a seis meses, até abril, em vez dos dois anos prometidos por Liz e Kwarteng.
- Mercados tranquilizados? -
Segundo a imprensa britânica, deputados conservadores cogitam nomes para substituí-la há dias. O jornal "Times" listou hoje quem poderia substituí-la em Downing Street.
Liz é a quarta primeira-ministra conservadora do Reino Unido desde o referendo do Brexit em 2016, mas várias figuras da direita britânica opinaram publicamente que ela deveria renunciar, após apenas 40 dias no cargo.
Apresentado em 23 de setembro, o plano econômico de Liz e Kwarteng semeou o caos nos mercados financeiros, temendo que as finanças públicas britânicas descarrilassem.
A libra caiu e o custo da dívida pública disparou, tornando mais caros os juros de empréstimos a famílias e empresas.
O Banco da Inglaterra precisou intervir para evitar que a situação se transformasse em uma crise financeira, com um programa maciço de compra de dívida de longo prazo que terminou na sexta-feira.
Em um sinal de que os anúncios de Hunt para garantir a estabilidade das finanças públicas do Reino Unido podem tranquilizar os mercados, mesmo antes de seu discurso na televisão, a libra subiu 1,08% em relação ao dólar nesta segunda-feira, sendo negociada a US$ 1,1293 às 06h20 (horário de Brasília).
As taxas de juro da dívida pública a 30 anos caíram para 4,48%, refletindo também uma resposta favorável dos investidores.
Essa reação "sugere que a remoção de Kwasi Kwarteng e a nomeação de Jeremy Hunt ajudaram a estabilizar o mercado e restaurar a confiança no mercado da dívida pública do Reino Unido", disse Victoria Scholar, analista da Interactive Investors.
Hunt adiantou no fim de semana que teria que tomar medidas "duras", com aumentos de impostos e cortes de gastos em todos os ministérios, uma mudança radical do programa de Liz, defensora de uma política ultraliberal de baixa tributação para estimular o "crescimento econômico".
KIEV - As autoridades ucranianas afirmaram nesta terça-feira que várias instalações de energia foram atingidas em diversas cidades do país, incluindo a capital, Kiev.
Na capital foram registrados "três ataques contra uma central de energia na margem esquerda da cidade", afirmou Kirilo Timoshenko, vice-chefe de gabinete da presidência.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, citou explosões no distrito de Desnianski, ao nordeste da capital, que atingiram uma "infraestrutura crítica".
Timoshenko também relatou dois bombardeios contra uma instalação na cidade de Dnipro, centro do país, que provocou "danos graves".
Vários distritos da cidade ficaram sem energia elétrica, segundo o governador da região.
Também foram registrados ataques contra uma instalação de energia em Yitomir, cidade ao oeste de Kiev, informou Timoshenko. O prefeito da localidade afirmou que isto provocou um corte no fornecimento de energia e água.
No leste do país, uma indústria foi atacada em Kharkiv, segundo o prefeito, Igor Terekhov, que citou "duas séries de explosões" em um período de cinco minutos.
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