Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Menino teve a morte encefálica constatada na noite de quarta-feira (07/12). Seis pessoas devem ser beneficiadas com a captação de pulmão, fígado, rins e córneas.
A Santa Casa de São Carlos realizou a captação de múltiplos órgãos de uma criança de 11 anos na noite desta quinta-feira (08/12). Equipes do Hospital das Clínicas e do Banco de Olhos de Ribeirão Preto, além de uma equipe do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, participaram da cirurgia para retirada de pulmão, fígado, rins e córneas.
Parte destes profissionais vieram para São Carlos em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e outros de carro. Para garantir que os órgãos chegassem a tempo para os pacientes que serão transplantados, a Prefeitura prestou todo o suporte e disponibilizou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Segundo a enfermeira da Comissão Interna Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Rosângela Aparecida de Sousa, a confirmação de que o cérebro do menino parou de funcionar ocorreu na noite de quarta-feira (07/12). Em seguida, a família foi informada sobre a morte e concordou com a doação. “É um momento muito difícil, então a gente precisa dar todo o conforto para eles, ser muito transparente, explicar todo o processo e protocolo de morte encefálica, todas as fases, todos os testes clínicos de forma bem clara e objetiva, para que eles possam entender”, disse.
“A gente fala que um doador pode estar salvando até 7 vidas e nós damos o tempo que eles precisam. Foi uma causa muito nobre essa família ter aceitado e doado os órgãos para estar ajudando tantas pessoas”, complementou Rosângela Aparecida de Sousa.
O cirurgião toráxico do Incor-SP, Dr. Samuel Lucas dos Santos, explica que a técnica cirúrgica para a captação é a mesma para crianças ou adultos. “O que muda é que precisa ter um cuidado redobrado e ser um pouco mais delicado nas manobras, porque o espaço é limitado, as estruturas são menores”, disse.
O médico também falou sobre quem poderá receber os órgãos captados. “A gente tenta fazer uma alocação dos órgãos que seja semelhante ao tamanho do receptor. Então, por exemplo, se a gente tem uma criança que tenha 1 metro e 50 de altura, muitas vezes o receptor pode ser um adulto com a mesma altura. Então pode ser alocado em adultos ou crianças”, explicou o Dr. Samuel Lucas dos Santos.
Essa foi a quarta vez em 2022 que a Santa Casa realiza uma captação múltipla. As três anteriores ocorreram em novembro, junho e abril. No total, a Santa Casa realizou 7 procedimentos de captação neste ano.
O provedor da Santa Casa, Antônio Valério Morillas Júnior, se solidarizou com a família da criança e agradeceu o apoio da Prefeitura de São Carlos e o empenho dos profissionais envolvidos no procedimento. “A Santa Casa tem como objetivo aumentar cada vez mais o número de captações e, futuramente, se tornar um hospital transplantador. Sabemos que é um momento de muita dor para essa família que perde um ente querido, ainda tão jovem, mas esse bonito gesto vai possibilitar que outras seis pessoas possam continuar vivendo. Então é muito importante que outras famílias tenham essa consciência e aceitem que os órgãos sejam doados”, ressaltou.
FILA POR TRANSPLANTE NO BRASIL
Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde divulgados, ontem, quinta-feira (08/12), 37 mil 791 pessoas aguardam por transplante de órgãos no Brasil.
Somente neste ano, 6.569 transplantes foram realizados. Doe órgãos! Salve vidas!
SÃO CARLOS/SP - Estiveram reunidos na Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, na quinta (8), os membros da comissão de saúde da Câmara Municipal, vereadora Cidinha do Oncológico (PP) e o vereador Lucão Fernandes (MDB), para resgatar o projeto de construção da USF Romeu Tortorelli.
Participaram da reunião, o secretário municipal de Obras Públicas João Batista Muller; o engenheiro civil e diretor de departamento da Secretaria de Obras Públicas, Mário Henrique Dias Pelissari; a diretora de Gestão de Cuidado Ambulatorial, Crislaine Mestre; a chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, Luciana Caldeira; e a chefe de Seção de Atenção e Ajuda Especializada da Secretaria de Saúde, Adriana de Arruda Prado.
O projeto para construção da USF foi finalizado em 2014, e vem sendo pleiteado pela vereadora Cidinha do Oncológico desde 2017. Já houve um processo licitatório (nº694/17) para a realização da construção, porém, mesmo com o local já definido e projetos prontos, a obra não foi iniciada.
Cidinha afirmou que “a obra é de extrema importância para a população local e para os servidores daquela unidade, visto que atualmente funciona em local inadequado e alugado, sem o espaço e comodidade necessários para proporcionar o melhor atendimento para os munícipes”. Ela explicou também que “com esta obra, não existirá mais gastos com o aluguel, o que trará economia aos cofres públicos, além de fornecer à população uma saúde mais humana e de qualidade”.
SÃO PAULO/SP - Um dos eventos mais aguardados do ano, a Farofa da Gkay não entregou o combinado. Após três dias de festas, encerradas na madrugada desta sexta (9/12), a conclusão é que a expulsão de Tirullipa por assédio foi o fato mais comentado, deixando claro que o evento de pegação, considerado um reality show sem estúdio ou produção, não rendeu o conteúdo que influenciadores e marcas esperavam apresentar aos seguidores.
De acordo com os internautas que buscaram as fofocas de bastidores, a festa de Gessica Kayane “perdeu a essência” após fechar acordo com a Multishow e o Globoplay. A transmissão ao vivo teria deixado os convidados engessados e demonstrou a diferença entre a versão do Instagram e a realidade.
“Foi um tiro no pé. A festa editada nas redes sociais é completamente diferente de uma transmissão. O ao vivo mostrou [que o evento é] um negócio vazio, sem graça, os artistas no palco dando o sangue e simplesmente não há público ou emoção”, disse uma usuária do Twitter.
O acordo com os canais do Grupo Globo deixou de fora o que o público gosta de ver, que são situações inusitadas e muita pegação. É este combustível que faz com que programas como “De Férias com o Ex” continuam a todo o vapor, repetindo o modelito ano após ano.
A expulsão do humorista Tirullipa ainda abalou imagem da balada, que é divulgada com ênfase na azaração e passou a ter que lidar com assédio.
“O evento virou uma baderna tão grande, com tanta put*ria, que o Tirullipa não viu problema em tirar o biquíni das meninas”, disse uma empresária de influenciadores.
Para falar a verdade, o público não encontrou essa fuzarca toda na “Farofa da Gkay” e a maior prova disso foi o dark room, que historicamente era o auge do evento. De acordo com os fãs, o quartinho funciona “só para performances” e “ninguém fazia nada, de fato”.
Como o evento deixou de ser uma diversão carnavalesca para se tornar uma “competição de quem pega sapinho”, com disputa oficial de maior beijoqueira, sobraram subcelebridades em busca de holofotes, enquanto certos artistas se recusaram a participar.
Dentre os que recusaram convites para aparecer, estariam as apresentadoras Ana Hickmann, Ticiane Pinheiro e Adriane Galisteu, que abriram mão de hospedagem especial, transporte e outros privilégios.
A concorrência direta com a Copa do Mundo 2022 também foi outro ponto que chamou a atenção. No primeiro dia de “Farofa” teve jogo do Brasil e, obviamente, a população não abriu mão de torcer.
Ainda que o evento não tenha empolgado como no ano passado, os números apontam que a atração não foi um completo fracasso.
Segundo dados preliminares da Banca Digital, que reuniu 35 perfis de fofoca e realizou a cobertura in loco, a festa obteve mais de 300 milhões de impressões, sem calcular os milhares de posts dos participantes durante os três dias de evento. Mesmo assim, quase não teve repercussão nos grandes portais, apesar do grande investimento na produção.
A Farofa fechou patrocínios com grandes marcas como Avon, Latam, Vivara, XP Investimentos e Listerine, permitindo que seu orçamento passasse dos R$ 2 milhões no ano passado, supostamente bancados pela própria GKay, para R$ 8 milhões patrocinados neste ano. Mas há quem diga (colunistas) que a plateia cheia de subs e a concentração de estrelas apenas nos palcos, fazendo shows pagos, tenham desagradado anunciantes.
Para Gkay, porém, o evento foi um grande sucesso financeiro, mesmo sem que se saiba quanto ela ganhou por fechar contrato de transmissão com o grupo Globo.
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