Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, realiza no próximo domingo (04/12) concurso público para prover vagas em diversas carreiras, como médicos, veterinários, intérpretes de libras, contador, psicólogo, vigia, motorista, entre outras. As provas vão ser realizadas através do Instituto de Educação e Desenvolvimento Social Nosso Rumo.
Os candidatos devem realizar a consulta individual do local de provas através do site www.nossorumo.org.br acessando “Meus Processos” → Prefeitura do Município de São Carlos – 001/2022 → “Processo em Andamento” → “Local de Prova”.
A organização recomenda que os candidatos imprimam a indicação do local de provas para maior facilidade na localização, levem caneta para uso individual fabricada em corpo transparente, nas cores azul ou preta, para realização da prova e assinatura na lista de presença. “Outra recomendação é levar garrafa transparente e sem rótulo para uso individual, pois o uso do bebedouro será permitido somente para enchimento de vasilhame”, lembra a secretária de Gestão de Pessoas, Ana Beatriz Sodelli. “As provas são em horários diferentes, de acordo com a vaga, é preciso estar atento aos editais”, destacou a secretária.
Confira as escolas que serão aplicadas as provas objetivas no próximo domingo (04/12):
- E.E. JESUINO DE ARRUDA
- E.E. ESTERINA PLACCO
- E.E. PROFESSOR MARIVALDO CARLOS DEGAN
- E.E. PROFESSORA MARIA RAMOS
- E.E. PROFESSOR ADAIL MALMEGRIM GONCALVES
- E.M.E.B. ANGELINA DAGNONE DE MELO
- E.E. CONDE DO PINHAL
- E.M.E.B. PROFESSORA JANETE MARIA MARTINELLI.
HOLANDA - Um estudo realizado em 18 países europeus mostra que quanto menos a população é escolarizada, maior é o risco de se morrer de câncer. O relatório foi divulgado na última segunda-feira (28) pela revista Lancet Regional Health Europe.
A pesquisa foi realizada pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), agência da Organização Mundial da Saúde (OMC), com colaboração do Hospital Universitário Holandês Erasmus MC, além de uma dezena de outros organismos.
Foram analisados e comparados dados sobre o risco de morte por câncer segundo o nível de escolaridade em dezoito países europeus, no período de 1990 a 2015, e para toda a população dos 40 aos 79 anos. Isso representa aproximadamente 70% de todas as mortes por câncer na Europa.
O estudo oferece uma visão global não só das inequidades entre os países, mas também no interior de cada Estado. “Em toda a Europa, seja na República Tcheca, Finlândia, Espanha ou França, essas diferenças existem para todas as formas de câncer, principalmente os relacionados ao tabagismo e ao álcool, com o câncer de pulmão com maior incidência”, observa Salvatore Vaccarella, epidemiologista da IARC, que coordenou o estudo.
Alerta
A pesquisa traz o alerta de que reduzir as desigualdades socioeconômicas relativas ao câncer é uma prioridade para a agenda de saúde pública. O resultado sublinha que uma avaliação sistemática desses fatores em relação à incidência da doença em muitos países e ao longo do tempo na Europa ainda não está disponível.
LONDRES - A declaração de guerra de Elon Musk à Apple em uma série de tuítes na segunda-feira dá à Spotify e à Epic Games, produtora do game Fortnite, um poderoso aliado contra a cobrança de taxas de 30% sobre vendas intermediadas pela App Store.
Musk criticou a taxa que a Apple cobra dos desenvolvedores de software por vendas feitas em seus aplicativos e publicou um meme sugerindo que estava disposto a "ir para a guerra" em vez de pagar a comissão. Musk também sugeriu que a Apple havia ameaçado bloquear o Twitter da App Store, embora não tenha explicado o motivo.
A Spotify já havia apresentado reclamações antitruste contra a Apple na Europa e a Epic Games processou a companhia nos Estados Unidos em 2020.
A Comissão Europeia está investigando se as políticas da Apple para desenvolvedores de aplicativos violam suas regras depois que a Spotify abriu o processo contra a empresa em 2019.
A Apple arrisca ser condenada a uma multa de até 10% de seu faturamento global se for considerada culpada de violar as regras de defesa da concorrência da União Europeia.
Luke Suddards, analista da firma de investimentos Finimize, disse que a Apple está "jogando um jogo perigoso" ao ameaçar retirar o Twitter da App Store.
"Se o Twitter for retirado, pode haver outro processo em andamento. Vimos Elon Musk usar os tribunais de forma eficaz durante a compra do Twitter e não seria surpresa se ele seguir a mesma estratégia agora."
No início deste mês, a Epic Games, pediu a um tribunal de apelações dos EUA para anular partes de uma decisão antitruste de um corte inferior que favoreceu amplamente a companhia norte-americana.
A Apple disse que as comissões que recebe ajudam a financiar revisões de aplicativos para garantir que os consumidores não sejam expostos a aplicativos fraudulentos, pornográficos ou intrusivos à privacidade.
"A Apple continua a prejudicar os concorrentes e o impacto é enorme - nos consumidores, desenvolvedores de aplicativos e agora, autores e editores. Sem que os formuladores de políticas tomem medidas, nada mudará", escreveu o presidente-executivo da Spotify, Daniel Ek, no Twitter no mês passado.
Apple, Twitter e Spotify não comentaram o assunto.
por Por Supantha Mukherjee e Martin Coulter / REUTERS
ROMÊNIA - Uma equipe internacional de pesquisadores liderada pelo paleontólogo Felix Augustin, da Universidade de Tübingen (Alemanha), descobriu uma espécie desconhecida de dinossauro no oeste da Romênia e a nomeou após sua localização na Transilvânia: Transylvanosaurus platycephalus. O Transylvanosaurus viveu há cerca de 70 milhões de anos e era um herbívoro.
A descoberta foi publicada na revista Journal of Vertebrate Paleontology. Além de Augustin, o estudo envolveu cientistas da Universidade de Bucareste (Romênia) e da Universidade de Zurique (Suíça).
Transylvanosaurus platycephalus significa literalmente “réptil de cabeça chata da Transilvânia”. O dinossauro até então desconhecido tinha cerca de dois metros de comprimento, caminhava sobre duas pernas e pertencia à família Rhabdodontidae. Na Transilvânia, eles, como outros dinossauros locais, atingiram apenas um tamanho corporal pequeno e, portanto, são conhecidos como “dinossauros anões”.
Visão aprofundada
Os ossos cranianos do transilvanossauro descobertos oferecem uma visão mais profunda da evolução das faunas europeias pouco antes da extinção dos dinossauros, 66 milhões de anos atrás. “Presumivelmente, um suprimento limitado de recursos nessas partes da Europa naquela época levou a um tamanho corporal pequeno e adaptado”, disse Augustin.
Durante a maior parte do período Cretáceo (de 145 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás), a Europa era um arquipélago tropical. O transilvanossauro viveu em uma das muitas ilhas junto com outros dinossauros anões, crocodilos, tartarugas e pterossauros voadores gigantes que tinham envergadura de até dez metros. “Com cada espécie recém-descoberta, refutamos a suposição generalizada de que a fauna do Cretáceo Superior tinha uma baixa diversidade na Europa”, afirmou Augustin.
Durante o Cretáceo Superior, os Rhabdodontidae foram o grupo mais comum de pequenos e médios herbívoros europeus. Espécies relacionadas encontradas anteriormente na mesma área tinham crânios muito mais estreitos do que o transilvanossauro. Por outro lado, seus parentes mais próximos viviam no que hoje é a França – o que foi uma grande surpresa para os cientistas. Como o transilvanossauro encontrou seu caminho para a “Ilha dos Dinossauros Anões” onde hoje é a Transilvânia?
Capacidade de nadar
No artigo publicado, Felix Augustin, seu supervisor de doutorado Zoltán Csiki-Sava, da Universidade de Bucareste, Dylan Bastiaans, da Universidade de Zurique/Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, e o pesquisador independente Mihai Dumbravă, de Dorset (Reino Unido), reconstroem várias possibilidades. As descobertas mais antigas atribuídas a Rhabdodontidae vêm da Europa Oriental – os animais podem ter se espalhado para o oeste a partir daí e, posteriormente, certas espécies podem ter retornado à Transilvânia.
As flutuações no nível do mar e os processos tectônicos criaram pontes terrestres temporárias entre as muitas ilhas e podem ter encorajado a propagação desses animais, conjecturam os cientistas. Além disso, pode-se supor que quase todos os dinossauros podiam nadar até certo ponto, incluindo o transilvanossauro. “Eles tinham pernas e uma cauda poderosas. A maioria das espécies, em particular os répteis, pode nadar desde o nascimento”, disse Augustin. Outra possibilidade é que várias linhagens de espécies de rabdodontídeos se desenvolveram paralelamente na Europa Oriental e Ocidental.
Precisamente como o transilvanossauro acabou na parte oriental do arquipélago europeu permanece incerto por enquanto. “Atualmente, temos poucos dados disponíveis para responder a essas perguntas”, observou Augustin. A equipe tinha apenas alguns ossos para a classificação taxonômica, e nenhum com mais de 12 centímetros: a parte posterior e inferior do crânio com o forâmen occipital e dois ossos frontais. “No interior do osso frontal foi possível discernir os contornos do cérebro do transilvanossauro”, acrescentou Bastiaans.
Proteção de sedimentos
Zoltán Csiki-Sava e sua equipe da Universidade de Bucareste encontraram os ossos do crânio do transilvanossauro em 2007, no leito de um rio da Bacia de Haţeg, na Transilvânia. A Bacia de Haţeg é um dos lugares mais importantes para as descobertas de vertebrados do Cretáceo Superior na Europa. Dez espécies de dinossauros já foram identificadas lá.
“Isso é incomum. Quando encontramos algo, muitas vezes existem apenas alguns ossos; no entanto, mesmo estes às vezes podem trazer notícias surpreendentes – como com o transilvanossauro agora”, disse Csiki-Sava. Os ossos do transilvanossauro conseguiram sobreviver por dezenas de milhões de anos porque foram protegidos pelos sedimentos de um antigo leito de rio – até que outro rio os libertou novamente.
“Se o dinossauro tivesse morrido e simplesmente ficado no chão em vez de ser parcialmente enterrado, o clima e os animais necrófagos logo teriam destruído todos os seus ossos e nunca teríamos descoberto sobre isso”, afirmou Augustin.
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