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EUA - Uma gata de pelagem cinza, mas coberta por manchas de tinta vermelha, chamou a atenção de moradores de League City, no Texas, Estados Unidos. A presença do animal pela cidade levou as autoridades locais a fazerem um alerta: a população não deve tentar capturá-la nem oferecer comida enquanto as equipes trabalham para resgatá-la com segurança.

A origem da coloração vermelha ainda é desconhecida. O animal foi visto circulando pela comunidade com a tinta emaranhada nos pelos, o que mobilizou equipes de resgate. Segundo as autoridades, novas tentativas de aproximação por parte dos moradores podem dificultar o trabalho de captura.

“Estamos cientes da gata que tem sido vista na comunidade com tinta vermelha no pelo e queremos que todos saibam que ela não foi esquecida”, informou o League City Animal Care em um comunicado. A equipe afirmou ainda que está atuando para capturar o animal com segurança e levá-lo para receber os cuidados necessários.

Em uma atualização divulgada na segunda-feira, os responsáveis pelo resgate disseram que os trabalhos continuavam e que contavam com o auxílio de cuidadores de animais da região onde a gata costuma aparecer.

As imagens do felino com o pelo parcialmente vermelho também provocaram especulações entre internautas. Algumas pessoas levantaram a possibilidade de que o caso pudesse ter alguma relação com rinhas ilegais de cães.

“Posso estar enganada, mas animais ‘pintados’ não costumam estar associados a rinhas de cães ilegais? Será que ela escapou de uma situação dessas e talvez seja preciso investigar possíveis rinhas na nossa região?”, questionou uma internauta.

Outra pessoa defendeu que as autoridades deveriam descobrir quem pintou o animal. “Espero que a polícia esteja envolvida para pegar quem fez isso. Com certeza alguém tem um vídeo do momento em que isso foi feito”, escreveu.

Até o momento, porém, as autoridades locais não informaram a abertura de uma investigação sobre o caso. Também não foram anunciadas possíveis acusações relacionadas a maus-tratos contra animais, segundo a emissora KTRK.

Enquanto a gata continua sendo procurada, as equipes responsáveis pelo resgate reforçam o pedido para que os moradores não tentem interferir na captura. A orientação é deixar o trabalho nas mãos dos profissionais que estão acompanhando o animal e buscando levá-lo para um local onde possa receber os cuidados necessários.

 

 

por Guilherme Bernardo

RIO DE JANEIRO/RJ - As populações que mais sofrem com os eventos extremos da crise climática no Brasil são aquelas que encontram mais dificuldades para acessar políticas públicas e recursos de adaptação e prevenção. As comunidades vulnerabilizadas, no entanto, passaram a criar soluções para as mudanças do clima.

A conclusão é do relatório As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades, elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais.

Comunidades negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais estão entre as mais expostas a enchentes, secas e ondas de calor. Muitas delas, no entanto, já têm desenvolvido soluções próprias para enfrentar os impactos da crise climática. O Greenpeace defende que as comunidades ocupem posição central no desenvolvimento das políticas de adaptação.

A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, reforça a necessidade de incorporar a justiça climática e o combate ao racismo ambiental às políticas de adaptação.

“Em um país marcado por desigualdades históricas de acesso à moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura, os impactos dos eventos extremos tendem a se concentrar justamente nos territórios que já enfrentam maior precariedade”, disse, em nota.

A organização cita que, em Recife (PE), por exemplo, comunidades como Ilha de Deus, Coque e Mustardinha enfrentaram alagamentos severos nos últimos anos. Em Belém (PA) e na Ilha do Marajó (PA), a combinação de enchentes, marés altas, falta de drenagem e saneamento tem afetado principalmente comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, as temperaturas internas das moradias podem chegar a até 8°C acima da média urbana, com sensação térmica superior a 60°C, afetando especialmente crianças, idosos e mulheres. No Vale do Jequitinhonha (MG), comunidades quilombolas enfrentam longos períodos de estiagem, que afetam cultivos de milho, feijão e mandioca.

Experiências locais

Em uma região afetada pela falta de saneamento básico, o Coletivo Utopia Negra se juntou à comunidade da Vila do Carmo do Maruanum, na área rural de Macapá (AP), para instalar uma fossa séptica biodigestora (FSB). A tecnologia, de baixo custo e adaptável para áreas alagáveis, trata o esgoto por biodigestão e evita a contaminação do solo e da água.

Na comunidade do Horto, no Rio de Janeiro, as ações lideradas pelo projeto Horto Natureza, que foi fundado por um morador, incluem limpezas coletivas, plantio de árvores e educação ambiental. Cercada pela Mata Atlântica e atravessada pelo Rio dos Macacos, a comunidade garantiu coleta regular de lixo, acesso a saneamento básico e a despoluição do rio.

“A limpeza contínua do rio e a gestão adequada de resíduos — realizadas em parceria com autoridades públicas — são resultado de um longo processo de organização comunitária que garantiu direitos fundamentais. Esses esforços ajudam a prevenir enchentes e danos relacionados à água, além de assegurar uma melhor qualidade de vida”, avalia o Greenpeace.

A comunidade de Vila Arraes, em Recife (PE), elaborou um plano comunitário de contingência, adaptação e mitigação dos efeitos das chuvas, coordenado pelo Espaço GRIS Solidário, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Houve ainda formações com a Defesa Civil sobre protocolos de emergência durante enchentes do Rio Capibaribe e riscos de eletrocussão.

Falta de recursos

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas comunidades é a dificuldade de acesso aos recursos destinados à agenda climática. Segundo o Greenpeace, a maior parte dos recursos é distribuída por meio de instrumentos de crédito, o que dificulta o acesso por comunidades e organizações locais. O relatório também chama atenção para a burocracia envolvida na elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos.

“Ampliar a adaptação climática exige, portanto, não apenas aumentar o volume de recursos, mas mudar a forma como eles são distribuídos, garantindo acesso direto às comunidades e fortalecendo iniciativas que já funcionam nos territórios”, afirmou o porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.

Rodrigo acrescenta que as comunidades que vivem diariamente os efeitos da crise climática já acumulam conhecimento, práticas e soluções capazes de orientar políticas públicas mais eficazes e justas. “O desafio, agora, é reconhecer esse protagonismo, garantir recursos e transformar experiências locais em políticas de escala nacional”, finalizou.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

CHILE - A região de Atacama, no norte do Chile, registrou em quatro dias um volume de chuva equivalente ao que costuma cair em quatro anos, em um episódio considerado extremo por meteorologistas.

Atacama, onde fica o deserto mais árido do mundo, teve pontos com mais de 250 milímetros acumulados em quatro dias. O volume já supera marcas associadas a chuvas registradas em 2015 e 2017, quando a região teve entre 200 e 250 milímetros de chuva, de acordo com Emol e a ADN Radio.

Governo chileno decretou Estado de Exceção por Catástrofe na província de Huasco, uma das áreas mais afetadas. A medida foi tomada em meio ao sistema frontal que atinge grande parte do país, com Atacama entre as zonas mais castigadas, segundo a ADN Radio.

Especialistas apontam que o acumulado em poucos dias foge do padrão climático de uma região que normalmente recebe pouca chuva. Ao Diario de Atacama, o meteorologista Jaime Leyton afirmou: "Esta tempestade ainda não acabou e há lugares que já ultrapassaram os 250 milímetros em quatro dias. Uma estimativa da quantidade de precipitação aponta que 240 milímetros de chuva equivalem, praticamente, ao total de quatro anos de chuva na região, falando em termos de média".

Nas áreas do interior, como a pré-cordilheira e os vales, a situação tende a ser ainda mais intensa. Leyton disse que, nesses pontos, pode chover "o dobro ou quatro vezes" o volume de um ano, e resumiu: "Por isso, este evento foi categorizado como um evento extremo, completamente anômalo em relação às estatísticas disponíveis".

O risco de enxurradas e tempestades aumenta quando o solo deixa de conseguir absorver a água. Leyton explicou que a infiltração tem um limite e que o escoamento cresce depois disso: "Primeiro é preciso preencher a capacidade de retenção de água do solo e, só depois que essa capacidade é atingida, começa a se gerar o escoamento".

Comparações com 2015 e 2017 ajudam a dimensionar a preocupação com deslizamentos e corridas de lama. Naqueles episódios, as chuvas causaram inundações após acumulados entre 200 e 250 milímetros, patamar que o evento atual já teria ultrapassado, segundo especialistas ouvidos por Emol e pela ADN Radio.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses.

Segundo a entidade, estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chances de o acontecimento permanecer ativo até o início de 2027.

De acordo com a ABM, os efeitos podem variar de acordo com a região.

“Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das chuvas, estiagens, queda no nível dos rios, pressão sobre o abastecimento e aumento do risco de queimadas. No Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade podem ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal”, explica a associação.

“No Sudeste, são esperados períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Já o Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos”, complementou.

Recomendações

Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para as etapas de prevenção, resposta e recuperação após desastres.

Entre as recomendações estão o mapeamento de áreas de risco, a atualização de planos de contingência, a definição prévia de abrigos e equipes de atendimento e a organização de ações emergenciais, como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais.

A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças. O guia está disponível gratuitamente no portal da ABM.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.

A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.

Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.

De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.

Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana.

“Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.

Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.

Praias turísticas

O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.

O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.

Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.

Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.

Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.

Forma de medição

Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.

Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.

Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.

Sons dos peixes

A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.

A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.

Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.

A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.

Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.

Consequências

O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares.

“Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”

Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal.

“Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.

Outras regiões

O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”.

“Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.

"A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.

Limites sustentáveis

Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes.

“Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.

Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.

O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades.

“O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.

Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto.

“Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O trimestre Julho-Agosto-Setembro aprofundará a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra do milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também é esperada a continuidade das chuvas fortes no centro e norte da Regiões Norte e Região Sul e no litoral do Nordeste, áreas com expressivos acumulados de chuva e boa reserva hídrica nos solos.

Segundo o boletim deste mês, que analisa as condições climáticas no território nacional e dos fenômenos que interferem no clima do país, como o El Niño (aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico), e as variações de temperatura no Atlântico, impactando as principais culturas, como o milho, feijão e algodão, de acordo com a região analisada. A recuperação das pastagens também foi avaliada pelo levantamento do Inmet.

Conforme previsão do Instituto, os próximos meses serão de predominância de precipitação abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte. É esperado, em áreas do norte do Amazonas, desvio de até 100 milímetros (mm) abaixo da média climatológica.

Em relação à temperatura, são previstos valores acima da média climatológica para a maior parte da região, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) nos estados do Amazonas, Acre, Pará, de Roraima, do Tocantins e o norte de Rondônia. Essa condição favorece cenários de baixa dos rios e maior fragilidade dos ambientes para incêndios e queimadas, embora a região tenha tido uma boa distribuição de água em parte considerável dos territórios.

"Mesmo com a previsão de precipitação abaixo da média e temperaturas mais elevadas, os elevados níveis de armazenamento de água no solo nessas áreas tendem a favorecer as lavouras de milho segunda safra e sorgo em fase de maturação e colheita entre julho e agosto, contribuindo para a redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais de colheita e a preservação da qualidade do produto colhido", aponta o relatório.

É esperado também impacto nas lavouras tardias de milho e nas pastagens, em setembro, especialmente no Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, onde o déficit hídrico pode chegar a 130 mm.

Chuvas irregulares

No mês de junho, de acordo com o Inmet, houve uma distribuição irregular de chuvas, concentradas nas áreas já descritas (norte da Região Norte, na faixa litorânea da Região Nordeste e em parte da Região Sul), com totais mensais acima de 150 mm e manutenção de níveis de armazenamento de água no solo acima de 70% da capacidade de água disponível (CAD).

Essas condições favorecem culturas que estão em momento de consumo de água, com o momento de crescimento dos grãos de milho (segunda safra) e feijão.

A maior parte de Mato Grosso, Goiás, do Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior da Região Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, por sua vez, registraram acumulados mensais inferiores a 40 mm e menores níveis de armazenamento de água no solo.

Estas áreas, assim como o sudeste do Pará, têm níveis de armazenamento de água no solo abaixo de 15% da CAD, o que deve se agravar nos próximos meses. Essa condição também dificulta o crescimento de pastagens, o que terá impactos no curto e médio prazo para os rebanhos.

Lavoura de algodão,  algodão

Lavoura de algodão: umidade do ar mais fraca favorece a cultura de algodão - CNA/Wenderson Araujo/Trilux

No centro-oeste a condição de umidade relativa do ar mais fraca favorece a cultura de algodão, em fase de maturação, principalmente em Goiás, mas aprofunda o risco de perda de produtividade na segunda safra do milho, impactando custos de proteína animal no segundo semestre.

Região Sul

No Sul, as condições foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho no Paraná, que teve acumulados expressivos de chuvas.

"De modo geral, as lavouras de inverno apresentam bom desenvolvimento. Entretanto, a persistência de chuvas frequentes, associada à menor disponibilidade de radiação solar, favorece a ocorrência de doenças fúngicas”, alerta o Inmet.

“Exigindo maior atenção dos produtores, principalmente em lavouras em estádios fenológicos mais avançados, nas quais o impacto sobre a produtividade pode ser mais significativo", acrescenta.

Nordeste

Segundo a previsão a temperatura deverá permanecer acima da média histórica em toda a Região Nordeste, com anomalias variando entre 0,5 °C a 1,0 °C em grande parte das áreas. Os maiores desvios são previstos para o Maranhão, o extremo oeste da Bahia e o sudoeste e centro-norte do Piauí, podendo atingir até 2°C acima da média climatológica.

A faixa litorânea não deve ter impactos relevantes de seca, com a atuação de sistemas meteorológicos como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), que trazem umidade do oceano.

Em agosto, o déficit será intensificado e vai se expandir para o extremo oeste da Bahia e para áreas do interior da Paraíba e de Pernambuco. Em setembro, a previsão indica déficits superiores a 100 mm em grande parte do interior da região.

"Esse cenário exige maior atenção às lavouras de milho e feijão terceiras safras, conduzidas em sistema de sequeiro, principalmente aquelas que se encontrarem em estádios reprodutivos ou de enchimento de grãos”, diz o estudo.

“Nessas condições, o aumento da demanda evapotranspirativa poderá comprometer a floração, a formação de vagens e o enchimento de grãos, com risco de redução do potencial produtivo, especialmente no semiárido oriental e em áreas do eixo Sealba (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia)", explica.

As lavouras de algodão, por sua vez, terão ganhos de qualidade, o que não se observa com as pastagens, que devem ter queda considerável de produtividade já nesse trimestre vindouro.

Ar mais quente

O Centro-Oeste terá anomalia com ar mais quente, variando em torno de 2°C. O bom cenário de chuvas no primeiro semestre tende a garantir boa colheita para a região, nos próximos meses, para o milho, sorgo e algodão. O predomínio de condições mais secas tende a favorecer a conclusão das atividades de colheita e o preparo das áreas agrícolas para a próxima safra.

A região pantaneira, a previsão é ter um inverno equilibrado, enquanto no norte de Mato Grosso e nordeste de Goiás devem apresentar déficit hídrico ainda neste trimestre.

Reservatórios

A Região Sudeste terá manutenção das médias de precipitação, com exceção do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais, para os quais é esperado déficit hídrico. Toda a região deve ter temperaturas cerca de 1°C acima das médias históricas.

Como se espera um trimestre com médias de temperaturas altas a cafeicultura, as hortaliças e as culturas de inverno irrigadas devem ter boas condições de produtividade. O Inmet alerta, porém, para a pressão sobre os reservatórios de água da região, que deve ter demanda acima da média.

Alerta para fungos

No Sul, a expectativa é de ocorrência de excedentes hídricos significativos, especialmente nos meses de julho e setembro, quando os volumes poderão superar 150 mm. As áreas com maior prevalência serão o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina.

A condição favorece as culturas de inverno, mas exige maior cuidado fitossanitário, pois permite maior desenvolvimento de pragas de origem fúngica.

Além disso, o boletim alerta para a ocorrência frequente de chuvas que poderão reduzir as janelas operacionais para a realização de tratos culturais, como aplicações de fertilizantes e defensivos agrícolas.

Segundo o Inmet, estas chuvas têm relação já conhecida com o fenômeno El Niño, confirmado pelos padrões adotados pelo instituto, com previsão de se manterem até fevereiro de 2027.

Este ano, porém, não é esperada uma variação expressiva do gradiente térmico do Atlântico Tropical Dipolo do Atlântico, fenômeno semelhante ao das águas do Pacífico (El Niño). Dessa forma, as condições nos próximos meses no Atlântico tendem a apresentar-se em neutralidade.

O mesmo não se pode dizer do El Niño, que será intenso e já impacta chuvas na Região Sul, no litoral do Pacífico na América do Sul e nas temperaturas na América do Norte, Europa e leste asiático.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

JAPÃO - As autoridades japonesas montaram uma operação para capturar um urso suspeito de invadir pelo menos 15 casas em Shizukuishi, na província de Iwate, ao longo das últimas duas semanas.

O caso mais recente ocorreu na segunda-feira, quando o animal entrou na residência de um casal de idosos e revirou a cozinha em busca de comida. Mitsuo Matsubara, de 87 anos, contou que ouviu barulhos no cômodo e encontrou um urso-negro-asiático diante da geladeira aberta, com alimentos espalhados pelo chão.

A sequência de invasões levou as autoridades a instalar armadilhas, cercas elétricas e reforçar as patrulhas na região. Moradores também passaram a receber alertas sobre a presença do animal.

Segundo Shiho Chida, especialista em ursos do setor ambiental da prefeitura de Iwate, a repetição dos ataques no mesmo local é incomum e pode indicar que apenas um animal esteja por trás dos episódios.

“É raro que um urso invada repetidamente a mesma área. Como pode ser o mesmo indivíduo, queremos capturá-lo o mais rápido possível”, afirmou ao jornal The Guardian.

Em uma propriedade rural, um urso entrou quatro vezes em prédios onde havia ração à base de leite. Em outra ocasião, câmeras registraram o animal tentando abrir a porta de correr de uma casa durante a madrugada. O agricultor conseguiu espantá-lo com uma lanterna e gritos.

Depois do episódio, ele começou a espalhar perto das entradas uma mistura caseira com mostarda japonesa na tentativa de afastar o animal

Na sexta-feira, outro morador voltou das compras e encontrou um urso dentro de casa, próximo ao quarto onde o pai idoso dormia. O animal fugiu quando o homem bateu uma porta, mas tentou retornar logo depois.

Segundo o relato, ele precisou segurar uma porta de correr por cerca de 30 segundos enquanto o urso, apoiado nas patas traseiras, tentava forçar a entrada.

Na noite seguinte, uma mulher encontrou outro urso procurando comida na cozinha. No domingo, o animal invadiu uma confeitaria japonesa e retirou donuts da geladeira.

As autoridades também registraram cinco invasões em uma mesma residência, onde o urso teria comido biscoitos, açúcar e karinto, doce japonês feito com massa frita e cobertura açucarada.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Asequência de terremotos registrada nos últimos dias em diferentes regiões do mundo voltou a levantar questionamentos sobre a frequência desses fenômenos e sobre o preparo das populações para lidar com situações de emergência.

Na semana passada, os dois fortes abalos que atingiram a Venezuela deixaram imagens de destruição e provocaram comoção internacional. Enquanto as atenções estavam voltadas para a América do Sul, a terra também tremeu em outros pontos do planeta, como no Japão, onde foi registrado um terremoto de magnitude 6,9, no Paquistão, com um abalo de magnitude 5,4, e até em Portimão, em Portugal.

A ocorrência de tremores em sequência costuma gerar preocupação, especialmente em países como Portugal, onde episódios desse tipo reacendem dúvidas sobre a preparação para um eventual terremoto de maior intensidade. A principal questão, no entanto, é saber se esse aumento aparente representa algo fora do normal.

De acordo com os Serviços Geológicos dos Estados Unidos, variações temporárias na atividade sísmica fazem parte da flutuação natural das taxas de terremotos. A instituição afirma que nem o aumento nem a diminuição no número de abalos em escala global indicam, por si só, que um grande terremoto esteja prestes a acontecer.

Segundo o Centro Nacional de Informação sobre Terremotos, são registrados cerca de 20 mil terremotos por ano em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 55 por dia.

A percepção de que há mais terremotos do que no passado está ligada, em grande parte, ao avanço dos sistemas de monitoramento e à velocidade da comunicação. Hoje, há mais instrumentos sísmicos espalhados pelo planeta e eles são capazes de detectar abalos menores, que antes poderiam passar despercebidos.

Registros históricos desde cerca de 1900 indicam que, em média, ocorrem aproximadamente 16 grandes terremotos por ano. Esse número inclui cerca de 15 abalos na faixa de magnitude 7 e um terremoto de magnitude 8 ou superior. Nas últimas quatro ou cinco décadas, esse patamar foi superado em alguns anos, mas também houve períodos com atividade abaixo da média.

O ano de 2010, por exemplo, teve 23 grandes terremotos, com magnitude igual ou superior a 7. Em outros anos, o número ficou bem abaixo da média histórica, como em 1989, quando foram registrados seis grandes terremotos, e em 1988, quando houve sete.

O catálogo sísmico ComCat mostra um crescimento no número de registros nos últimos anos, mas isso não significa necessariamente que a Terra esteja tremendo mais. O aumento está relacionado à ampliação da rede de equipamentos e à capacidade de registrar mais eventos.

Com sistemas de comunicação mais rápidos e maior interesse público por desastres naturais, as informações sobre terremotos chegam hoje à população quase em tempo real. Isso contribui para a sensação de que os abalos estão mais frequentes, embora os especialistas indiquem que essa percepção não representa, necessariamente, uma mudança no comportamento natural da atividade sísmica.

 

 

por Notícias ao Minuto

RIO DE JANEIRO/RJ - Um programa nacional de formação em cultura digital foi lançado na sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, para fortalecer redes locais de comunicação dos diferentes biomas naturais brasileiros e preparar lideranças para enfrentar desafios como a desinformação e a exclusão digital. A expectativa é formar cerca de 4 mil pessoas.

O projeto é liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli). O objetivo é formar agentes culturais e comunicadores e ampliar o acesso às tecnologias digitais.

Chamado de Labic Biomas, o programa integra a Rede de Formação em Cultura Digital – Labic Brasil e prevê ações formativas voltadas a territórios da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, afirmou que o Labic tem sido uma formação importante voltada para a cultura digital e também para mídias digitais, compreendendo coletivos e movimentos sociais, comunidades e lideranças culturais e ambientais, com ênfase na juventude.

Segundo Piúba, o programa traz um componente de formação técnica, mas também acadêmica, cultural e prática, para desenvolvimento nos territórios, compreendendo a comunicação como centralidade nesse movimento.

O secretário destacou que, no Labic Biomas, o MinC e a UFRJ estão trazendo a ideia do bioma cultural e do bioma digital.

“Na perspectiva de estarmos atuando nos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e o Pantanal. Então, a gente vai estar trabalhando nesses territórios, compreendendo a relação entre as políticas e cultura, mas também de meio ambiente e mudança do clima”.

O programa terá parcerias com universidades nas cinco macrorregiões do país e estará em execução já no segundo semestre deste ano, dentro de um calendário regional. Serão selecionados 30 coletivos e projetos dessas regiões, para o desenvolvimento de ações no próprio território.

Essas ações, disse Fabiano Piúba, compreenderão a dimensão da comunicação, da memória, da cultura popular, da inovação cidadã e das tecnologias sociais e comunitárias que esses coletivos já realizam.

“Pensando na articulação entre cultura e natureza, no que a gente chama de biomas culturais, que são territórios que têm uma rica diversidade cultural, das expressões e manifestações tradicionais e populares, e que também têm ali uma rica biodiversidade”, completa.

Biomas digitais

A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, ressaltou que a principal característica do Labic Biomas é ser uma ação de cultura e de cultura digital baseada nos seis biomas naturais brasileiros.

“A ideia é que a gente trabalhe as características culturais de cada bioma, para pensar ações culturais que vêm desses espaços e que têm conotações singulares".

E mais do que isso: fazer uma formação de fato em cultura digital para essas ações, para trabalhar contra o negacionismo climático, trazer todos os debates de inteligência artificial (IA) articulados com os interesses dos territórios, dos biomas, das ações de cultura”, disse à Agência Brasil.

Para Ivana, as redes digitais estão construindo biomas muitas vezes tóxicos, mas muitas vezes muito potentes, com diversidades e, também, com características hostis.

“Então, a gente pegou essa metáfora do bioma e estamos levando ela bem a fundo, para pensar o próprio contexto da cultura digital hoje. É uma ideia bastante inspiradora a meu ver, e ela funciona muito, porque as pessoas vão entendendo o que é cultura digital”.

Ela reforçou que os ambientes digitais provocam impacto na saúde mental, na vida e no trabalho das pessoas. Diante disso, serão trabalhadas potencialidades, consequências e efeitos desses biomas digitais na cultura, além de trazer ferramentas para que as ações de cultura possam se articular.

“Ou seja, passar entre esses biomas. Não só sobreviver em ambientes hostis, mas criar e produzir, como a cultura já faz. Essa é a proposta”, disse a pró-reitora de Extensão da UFRJ.

No Labic Biomas, serão definidas cinco cidades pequenas do país, ao contrário do ciclo passado do programa, quando foram selecionadas grandes capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Fortaleza.

“Agora, a gente está voltada para uma formação sólida e diversa em cidades pequenas, tanto presencial nesses locais como remota, o que garante maior alcance”, garantiu Ivana Bentes.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.

O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.

>> Para consultar a lista completa acesse aqui a publicação do Diário Oficial da União.

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:

  • Vulneráveis (VU),
  • Em Perigo (EN),
  • Criticamente em Perigo (CR),
  • Possivelmente Extintas (CR-PE) e
  • Extinta na Natureza (EW).

Os peixes e invertebrados aquáticos são classificados em outra lista também atualizada neste ano e divulgada no mês de abril.

A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Há ainda 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.

Proteção da biodiversidade

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação", afirma Capobianco.

O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.

“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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