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BRASÍLIA/DF - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.

O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.

>> Para consultar a lista completa acesse aqui a publicação do Diário Oficial da União.

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:

  • Vulneráveis (VU),
  • Em Perigo (EN),
  • Criticamente em Perigo (CR),
  • Possivelmente Extintas (CR-PE) e
  • Extinta na Natureza (EW).

Os peixes e invertebrados aquáticos são classificados em outra lista também atualizada neste ano e divulgada no mês de abril.

A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Há ainda 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.

Proteção da biodiversidade

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação", afirma Capobianco.

O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.

“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

FRANÇA - Pelo menos 40 pessoas morreram vítimas de afogamento desde o dia 18 de junho, em França, anunciou o primeiro-ministro do pais.

Sebastien Lecornu lamentou aquilo que diz ser um "flagelo" associado à onda de calor que está a assolar a Europa e, em especial a França, onde se têm registado temperaturas superiores a 40ºC em várias localidades. Hoje, por exemplo, já se registaram - antes das horas de  maior calor, 42,8ºC em Nantes.

Segundo o governante, as vítimas são maioritariamente pessoas jovens.

Onda de calor

De acordo com o serviço meteorológico Meteo France, as temperaturas vão permanecer elevadas pelo menos até ao fim de semana, tendo sido emitido um aviso vermelho de onda de calor.

"São esperadas novas temperaturas recorde, incluindo algumas que podem superar todos os recordes anteriores, independentemente da época do ano", disse a Meteo France.

"A onda de calor é excecionalmente intensa, chegando muito cedo no verão, mas com uma duração ainda incerta", referiu o serviço meteorológico francês.

A onda de calor já foi comparada à de agosto de 2003, quando as temperaturas mais elevadas em mais de meio século causaram cerca de 15 mil mortes, muitas delas de idosos em apartamentos e lares de idosos sem ar condicionado.

A França introduziu um sistema de alerta após aquela onda de calor.

Noite mais quente de sempre 

A noite de segunda para terça-feira foi a mais quente alguma vez registada em França, anunciou o instituto de meteorologia deste país.

O registo é o mais quente desde 1947, ano em que nasceu este instituto e em que, portanto, começou a fazer-se o registo oficial de temperaturas.

O indicador térmico nacional (ITN) das temperaturas mínimas, média de 30 estações de referência, é de 21,6 °C, de acordo com valores provisórios registados esta terça-feira de manhã pelo serviço nacional de previsão meteorológica. O recorde anterior era de 21,4 °C e data de 25 de julho de 2019.

Europa a 'escaldar'

A Europa é o continente que está a aquecer mais rapidamente no mundo, com as temperaturas a aumentarem duas vezes mais rapidamente do que a média global desde a década de 1980, de acordo com o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia.

Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas em toda a Europa morreram por causas relacionadas com o calor, e a maioria destas mortes era evitável, afirmou este mês o gabinete da Organização Mundial de Saúde para a Europa.

As temperaturas acima da média podem causar exaustão pelo calor e insolação com risco de vida.

Os cientistas alertam que as alterações climáticas estão a agravar a frequência e a intensidade do calor e da seca, especialmente no sudeste da Europa, tornando a região mais vulnerável aos impactos na saúde e aos incêndios florestais.

 

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente promove, entre os dias 18 e 21 de junho, o Encontro Municipal de Educação Ambiental 2026, que neste ano terá como tema central “Temas Emergentes em Educação Ambiental”. A iniciativa reunirá educadores, estudantes, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir desafios atuais, compartilhar experiências e fortalecer as ações voltadas à sustentabilidade no município.

Durante os quatro dias de programação, os participantes terão a oportunidade de acompanhar palestras, debates e atividades voltadas à reflexão sobre questões ambientais contemporâneas, incentivando a construção de práticas educativas capazes de contribuir para a preservação dos recursos naturais e para a formação de uma sociedade mais consciente e participativa.

De acordo com o secretário municipal  do Clima e Meio Ambiente, Júnior Zanquim, o encontro busca ampliar o diálogo entre diferentes setores da comunidade, promovendo a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de estratégias que fortaleçam as políticas públicas de educação ambiental em São Carlos.

“A iniciativa também pretende destacar a importância da educação ambiental como ferramenta fundamental para enfrentar desafios relacionados às mudanças climáticas, à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável”, ressalta Zanquim.

A programação do evento inclui atividades abertas ao público e ações voltadas a profissionais da área, consolidando o encontro como um espaço de integração, aprendizado e mobilização em prol das questões ambientais.

Confira a programação completa do Encontro Municipal de Educação Ambiental 2026:

Dia 18/6 (quinta-feira):
* 8h: Caminhada Meditativa na Trilha da Natureza (DeAEA/UFSCar)
* 14h: Oficina com projeto BioFuturo (CDCC/USP)
* 18h: Café de recepção (Espaço Primavera - EESC USP)
* 19h: Palestras de Abertura (Auditório Jorge Caron/USP) - Roselei Françoso, Júnior Zanquim, Flávia Torreão Thiemann, Mara Lúcia Figueiredo e Antonio Fernando Silveira Guerra

Dia 19/6 (sexta-feira):
* 9h: Mesa de Discussão: Financiamento da Educação Ambiental (Auditório Jorge Caron/USP) - Adinalsa Diniz de Brito, Dr. Flávio Okamoto e Prof. Dr. Frederico Yuri
* 11h: Roda de Conversa da Rede de Educação Ambiental de São Carlos - X Fórum Nacional de Educação Ambiental (REA – SC) - Facilitadores da REA-SC

Dia 20/6 (sábado)
* 9h: Oficina de Biojóias com sementes florestais do Cerrado (EESC/USP)
* 10h: Costurando Histórias Sustentáveis – Reaproveitamento de Tecidos (EESC/USP)
* 14h: Apresentação de Trabalhos (EESC/USP)
* 16h: Apresentação Musical - Grupo Conversa de Botequim (Auditório Jorge Caron/USP)

Dia 21/6 (domingo)
* 14h: Oficina de Fotografia com Diogo Mar (Praça XV de Novembro)
* 15h: Participação na Feira de Economia Solidária: exposição de painéis do evento (Praça XV de Novembro)


Outras informações sobre o Encontro Municipal de Educação Ambiental 2026 podem ser obtidas pelo Link do evento no https://lets.4.events/bilheteria-C23100E69.

SÃO PAULO/SP - Quase metade das crianças e adolescentes do mundo, o equivalente a 1,1 bilhão de indivíduos, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, que ameaçam a sua saúde, educação e sobrevivência.

As conclusões estão no Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançado nesta segunda-feira (15).

Segundo o estudo, quase todas as crianças no mundo enfrentam pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem sofrer até seis ameaças diferentes.

“No Brasil, 16 milhões estão expostos a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas - o equivalente a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiras. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (6 a cada 10) que convivem cotidianamente com essas ameaças”, alerta o relatório.

O estudo usa os dados mais recentes disponíveis para mapear a exposição das crianças e adolescentes às oito ameaças climáticas mais frequentes em todo o mundo: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.

Pela primeira vez, o relatório mostra exatamente onde e com que intensidade múltiplas ameaças climáticas afetam crianças e os serviços públicos essenciais dos quais elas dependem, além de indicar como governos podem adotar ações concretas para responder a esse cenário.

De acordo com diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, a vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes.

Seca, calor extremo e ondas de calor são a combinação mais comum de riscos climáticos, com mais de 296 milhões de crianças e adolescentes vivendo em áreas expostas a essas três condições. A segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — atinge mais de 115 milhões de crianças em todo o mundo.

Segundo o Unicef, na região do Sahel, na África, uma das mais afetadas, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira. 

Já em países da Ásia, como Bangladesh, Mianmar e Paquistão, as crianças estão expostas a mais ameaças climáticas e com maior intensidade do que em qualquer outro lugar do mundo.

Países de alta renda também enfrentam impactos climáticos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a ondas de calor prolongadas e a secas.

 Além das oito ameaças climáticas mais frequentes, o relatório analisa a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, dois riscos muito sensíveis às mudanças climáticas. Os dados mostram que a poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto 1 bilhão de meninos e meninas estão expostos à malária, aumentando uma camada extra de risco a quem já enfrenta múltiplas ameaças climáticas.

 No Brasil, o cenário é similar, com quase todas as crianças e adolescentes (95%, ou 47 milhões) expostas à poluição do ar. Já outras 5,6 milhões (ou 11% da população infantil do país) estão expostas à malária.

 “Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e mais intensas, pressionando ainda mais os orçamentos públicos, os sistemas governamentais e comprometendo o bem-estar das crianças,”, alerta o relatório.

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda:

  • Reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais, incluindo a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e uma transição justa para energias renováveis;
  • Proteger as crianças e os adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva;
  • Redução de riscos de desastres e respostas de perdas e danos que tornem os serviços públicos essenciais resilientes;
  • Garantir que as políticas fundamentais para as crianças sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação e nas estratégias setoriais, na governança do risco de desastres, e nos planos de preparação e resposta;
  • Criar escolas seguras e verdes e unidades de saúde resilientes ao clima;
  • Garantir a segurança alimentar das crianças;
  • Tornar os sistemas de alerta precoce eficazes para as crianças e acessíveis aos serviços dos quais dependem;
  • Fortalecer a eficiência dos serviços de água e saneamento, bem como dos sistemas de proteção social responsivos a emergências;
  • Empoderar crianças e jovens para participar de forma significativa na ação climática por meio do investimento em educação e habilidades climáticas;
  • Fortalecimento da capacidade de tomadores de decisão e especialistas de respeitar os direitos das crianças de serem ouvidas, de se expressarem e de participarem nas decisões que afetam suas vidas.

“Esse estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes”, disse Catherine Russell.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza), na modalidade arrasto de praia, deve ser suspensa a partir desde domingo (7).

De acordo com o ministério, a medida é necessária após o país atingir o limite coletivo de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.

A cota de 8.168 toneladas foi definida em uma portaria conjunta entre os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.

“A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade”, informou a pasta.

Conforme as orientações do ministério, os barcos que estão no mar devem realizar o desembarque do pescado no prazo de 24 horas após a captura.

Após o período, os pescadores poderão retomar a pesca das demais espécies.

O procedimento adotado pelo ministério foi consolidado a partir de informações que constam no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.

Por terminação de lei, empresas pesqueiras devem reportar ao governo a quantidade de pescado que foi retirada do mar.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

ITÁLIA - Uma equipe de mergulhadores voluntários registrou um encontro raro com um tubarão-branco durante uma operação no Mar Mediterrâneo, próximo à costa da Itália. Acredita-se que as imagens captadas sejam as primeiras gravações subaquáticas de um exemplar adulto da espécie em seu habitat natural nessa região.

De acordo com a fundação Healthy Seas, que divulgou o vídeo, o encontro aconteceu em maio, em uma área marítima localizada entre a Sicília e a Tunísia. Na ocasião, a equipe realizava uma missão de remoção de redes de pesca abandonadas no fundo do mar.

Foi durante essa operação que os mergulhadores conseguiram registrar o que pode ser o primeiro vídeo subaquático já feito de um tubarão-branco adulto no Mar Mediterrâneo em seu ambiente natural. Embora a espécie já tenha sido filmada anteriormente na superfície dessas águas, nunca havia sido registrada debaixo d’água na região.

"Ele nadou ao nosso redor e depois virou-se para nos encarar de frente, retornando em nossa direção. Parecia claramente curioso, e não agressivo. Estava muito tranquilo, como se tivesse a postura de quem manda ali embaixo. Quando começamos a soltar algumas bolhas pela boca, ele acelerou e desapareceu no azul", relatou Derk Remmers, mergulhador responsável pelas imagens, em entrevista ao jornal The Independent.

"Todos nós ficamos um pouco chocados — e muito surpresos. Meus dedos estavam tremendo, isso é certo. Era um animal grande e não esperávamos encontrar algo assim", confessou.

O tubarão-branco é um dos maiores predadores marinhos conhecidos e também é considerado uma das espécies potencialmente mais perigosas para os seres humanos. O animal pode atingir até 6,5 metros de comprimento e ultrapassar duas toneladas de peso. Em média, a espécie vive cerca de 30 anos.

 

 

por Notícias ao Minuto Brasil

RIO DE JANEIRO/RJ - O Projeto Cavalos Marinhos vai abrir ao público o Espaço Educativo entre os dias 1º e 3 de junho, das 9h às 14h, na Universidade Santa Ursula, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Os interessados em participar do evento Cavalos Marinhos de Portas Abertas devem fazer a inscrição gratuitamente por formulário.

Com esse evento, o projeto participa da primeira edição do Rio Nature & Climate Week. Esse encontro internacional, que se estenderá até o dia 6 de junho, discutirá temas relacionados ao meio ambiente e mudanças climáticas, visando acelerar a criação de políticas públicas e a ação concreta entre governos, setor privado, sociedade civil, ciência e comunidades.

Há 23 anos o projeto se dedica à conservação desses animais e dos ecossistemas em que eles habitam, baseando-se em conhecimento técnico-científico.

A instituição também procura fomentar o desenvolvimento econômico e sustentável das regiões, respeitando o contexto social de cada uma delas e tendo em vista os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Imersão

A coordenadora geral do Projeto Cavalos Marinhos, Natalie Freret-Meurer descreve o Espaço Educativo como uma imersão no mundo do cavalo-marinho.

“Tem modelos de cavalos-marinhos, tem uma árvore de manguezal, tem jogos e tem também o nosso laboratório com animais vivos que a gente reproduz em cativeiro. Tem filhotes, tem jovens e adultos. Então, a pessoa realmente entra aqui para mergulhar no mundo desses animais”.

A formação da população de segurança dos cavalos-marinhos da espécie brasileira cavalo-marinho de focinho longo, do Projeto Cavalos Marinhos, é inédita no Brasil. Ela ressalta a importância da conservação desses animais que estão desaparecendo de algumas praias do país e se encontram ameaçados de extinção em todo o planeta devido à destruição de habitat, captura acidental pela pesca industrial e captura para comércio de aquários.

“A gente faz essa reprodução em cativeiro. Tem todos os animais rastreados geneticamente. Então, a gente sabe exatamente qual é a composição genética. E, se for necessário fazer introdução em ambiente natural, a gente consegue fazer. Então é o primeiro projeto que faz essa estruturação de população de segurança tão bem organizada em termos de mapeamento genético, em termos de reprodução direcionada e tudo mais”, explicou Natalie.

A atividade é desenvolvida com apoio do Programa Socioambiental da Petrobras.

 

Outras atividades

Ao mesmo tempo, o Projeto Cavalos Marinhos continua com o programa de formação de jovens guardiões protetores desse animal dedicando-se, simultaneamente, à formação de mulheres pescadoras para que desenvolvam outras atividades econômicas.

“A gente acabou de formar uma turma em São Pedro da Aldeia para que elas possam atuar com biojoias feitas de escamas de peixe. As pescadoras coletam as escamas, tratam esse material e fazem biojoias como alternativa de renda, principalmente agora no defeso (época de proteção para a reprodução)”. 

Somente em 2024, o programa calcula que impactou dois milhões de pessoas. “De lá para cá, a gente vem trabalhando com as mulheres, com as crianças. Nas unidades de conservação, a gente dá formação para gestores, educadores ambientais, para que eles possam multiplicar esse conhecimento também do cavalo-marinho. Temos formação também para professores do ensino infantil”.

Criado no Rio de Janeiro em 2002, o Projeto Cavalos Marinhos desenvolve ações de pesquisa e monitoramento nas baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, além de Búzios, Arraial do Cabo e Laguna de Araruama, na Região dos Lagos. Em dezembro de 2025, o projeto se expandiu e chegou aos estados de São Paulo e Espírito Santo, com monitoramentos nas praias de Ubatuba (SP), Vitória e Aracruz (ES).

No mesmo período, o projeto se integrou à Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua) que, desde 2019, reúne outros quatro projetos apoiados pelo Programa Petrobras Socioambiental. São eles: Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ.

“Se eu tivesse que pontuar, diria que os maiores ganhos são desde pescadores até moradores de regiões que não deixam que outras pessoas capturem os cavalos-marinhos. São pessoas que se apaixonaram pelo animal e resolvem ajudar nessa luta. E algumas populações de cavalos-marinhos já começaram a melhorar”, manifestou Natalie.

Nos últimos dois anos, seis regiões com populações de cavalos-marinhos foram monitoradas mensalmente pelo projeto no estado do Rio de Janeiro. Mais de 100 pescadores foram atendidos e mais de 20 oficinas capacitaram mulheres caiçaras, agentes de unidades de conservação, jovens e professores da educação infantil.

Os biólogos do projeto fazem o monitoramento da população dos cavalos-marinhos em todo o estado do Rio de Janeiro e parte do Espírito Santo e São Paulo e desenvolvem pesquisas de análise genética e comportamental. O objetivo é compreender mecanismos comportamentais, identificar as diferentes composições genéticas das populações de cavalos-marinhos do território fluminense, analisar o impacto da pesca artesanal e estabelecer as áreas prioritárias para a conservação desses animais.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

DINAMARCA - As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. 

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

Mapas do Caminho

Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. 

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima", disse o diplomata André Corrêa do Lago.

Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

Autocrítica

Sobre o chamado “regime climático", que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

PONTAL  DO PARANÁ/PR - A oceanógrafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo plástico encontrado em 14 praias do litoral do Paraná. Segundo ela, esses são os resíduos fáceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupação presente no mar, muito mais difíceis de se visualizar: os microplásticos.

Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que 93,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam microplásticos no trato digestivo.

Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentaram partículas. A maior contaminação ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar. Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros (mm), vestígios de produtos feitos com plástico e que foram consumidos pelos peixes examinados.

“Isso não significa que os peixes não podem ser ingeridos, porque a gente não está falando de saúde alimentar ainda, mas isso já é um indício de que a gente precisa estudar melhor esses impactos”, disse ela a jornalistas na sede da Associação Mar Brasil, uma organização sem fins lucrativos.

“A gente não está falando ainda de risco para saúde humana porque hoje a gente não come o trato, não come o estômago, a gente come o músculo”, tranquiliza.
 

Pontal do Paraná (PR), 18/05/2026 – A pesquisadora Fernanda Possatto, do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), fala sobre o trabalho com resíduos de lixo no mar. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A pesquisadora Fernanda Possatto, do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), fala sobre o trabalho com resíduos de lixo no mar - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Projeto de recuperação marinha

A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paraná, em uma praia de frente para a turística Ilha do Mel. A organização desenvolve o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.

Perto dali, há ambientes com características diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; áreas contínuas de manguezais; e o Porto de Paranaguá, que atrai constantemente frotas de navios.

A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do microplástico nos peixes.

“Quanto dos componentes tóxicos que existem desse microplástico presente no estômago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das espécies de peixes?”, indaga.

Ela cita que outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar substâncias tóxicas que resultam na alteração da fecundidade dos animais e surgimento de tumores.

“Tudo isso ainda está sendo analisado e estudado.”

Formação e destino

Os microplásticos são fragmentos do material maior, o plástico, que sob efeito do tempo e da irradiação solar, se quebram em micropartículas e acabam ficando na água, no solo e no ar, chegando à cadeia alimentar. 

Essas partículas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.

Uma pesquisa brasileira chegou a encontrar microplásticos em placentas e cordões umbilicais.

A Organização Mundial da Saúde reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados à presença de microplástico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na saúde humana.
 

Presença em aves

Os estudos do Rebimar identificaram a presença do microplástico também em aves que têm contato com o mar. Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de análise de material regurgitado (expelido do estômago ou do papo) pelas aves vivas.

Em 69% delas, foram notados fragmentos. “Se você nota que a cada dez indivíduos, sete têm microplástico, é muito alto”, pontua a oceanógrafa.

Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o microplástico é encontrado tanto em áreas com bastante presença humana, como nos arredores do Porto de Paranaguá, com em áreas preservadas ambientalmente.

Para ela, é um indicativo de que “fronteira geográfica não existe para a questão do plástico”. Ela explica que os fragmentos são transportados por correntes, ventos e marés.

“Tudo isso influencia na presença. Faz com que seja um problema sistêmico.”
 

Paranaguá (PR), 19/05/2026 – Expedição da equipe de pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) conduz captura para monitoramento de tartarugas-verde (Chelonia mydas), na Ilha das Cobras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Expedição da equipe de pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) conduz captura para monitoramento de tartarugas-verdes, na Ilha das Cobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Utilidade das informações

A oceanógrafa acrescenta que a pesquisa pode fornecer informações para que autoridades públicas tracem limites para a presença de microplástico em humanos.

“A gente não tem hoje um índice que nos diz se 1 microplástico por metro cúbico de água é aceitável”, exemplifica. “Estamos em um processo de construção desses índices.”

Para a pesquisadora do Rebimar, caminhos para mitigar o problema do microplástico no meio ambiente passam por ações da indústria e consumo consciente do plástico.

“Não tem uma solução única. A gente tem que pensar em vários leques de atuação, desde a sensibilização com a educação ambiental até a fonte mesmo que é a produção do plástico.”

Lixo e tartarugas

Outra ponta do projeto ambiental é o monitoramento de tartarugas-verdes, uma das sete espécies desses animais marinhos do mundo e uma das cinco registradas no Brasil.

Pelo menos três vezes ao ano, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) capturam e analisam a saúde das tartarugas. Desde 2014, foram feitas 435 capturas, sendo 313 indivíduos, ou seja, cerca de 120 foram observadas mais de uma vez.

A bióloga Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR, revela que 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo.

“É assustador”, enfatiza ela. “Dependendo da quantidade de lixo, pode levar o animal a óbito”, esclarece.
 

Pontal do Paraná (PR), 19/05/2026 – A pesquisadora Camila Domit faz a instalação de dispositivo para monitoramento em uma  tartaruga-verde (Chelonia mydas) pelo Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), no Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A pesquisadora Camila Domit instala dispositivo para monitoramento em uma tartaruga-verde como parte do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), no Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Camila acrescenta que, além da quantidade, o tipo de resíduo é uma complicação.

“A gente encontra uma série de plásticos rígidos que causam rompimento, lesões mais graves no trato digestivo desses animais”, descreve.

Os estudos da UFPR e do Rebimar mostram que cerca de mil tartarugas são encontradas mortas anualmente nas praias monitoradas. De cada dez, sete são vítimas de interação com a pesca.

A bióloga relaciona o lixo no mar com a vulnerabilidade das tartarugas.

“O animal come o lixo, fica debilitado, fica mais flutuando porque não consegue defecar, não consegue se alimentar bem e, então, a interação com a pesca acontece”, detalha.

O projeto utiliza tecnologias como rastreamento por satélite e acústico para acompanhar trajetos e costumes dos animais marinhos.

De acordo com Camila Domit, as evidências científicas do Rebimar fornecem subsídios para que autoridades tomem decisões que favorecem a preservação dos animais.

Ela lembra que o conhecimento científico dessas pesquisas contribuiu para que a Ilha das Cobras, na Baía do Paranaguá, fosse transformada em parque estadual para conservação da espécie.

“Quando você tem dados científicos, o processo da gestão é muito melhor”, conclui.
 

Paranaguá (PR), 19/05/2026 – A pesquisadora Camila Domit conduz monitoramento de tartarugas-verde (Chelonia mydas) pelo Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), na Ilha das Cobras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Tartaruga-verde monitorada pelo Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), na Ilha das Cobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Projeto contínuo

O Rebimar faz parte do Programa Socioambiental da Petrobras desde 2009 e conta com aporte de R$ 6 milhões para um período de quatro anos, que pode ser habilitado para novo ciclo de investimento.

A gerente setorial de integração de projetos ambientais da estatal, Michele Cardoso, destaca o caráter de continuidade do apoio.

“É importante ter nessa carteira de projetos parcerias de longo prazo que dão essa robustez e solidificam os compromissos do programa”, diz.

*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da Petrobras.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - As etapas estaduais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca serão realizadas no mês de junho em diversos estados. O objetivo é mobilizar pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e demais atores envolvidos na cadeia produtiva do pescado no país.

Retomada após 16 anos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Conferência possibilita a participação social na construção de políticas públicas para os setores pesqueiro e aquícola.

Além das etapas estaduais e distrital, estão previstas conferências livres e temáticas e uma etapa virtual. A etapa nacional presencial, será realizada em Brasília (DF), de 11 a 13 de novembro.

As datas das conferências nos demais estados serão divulgadas em breve. 

Confira as datas das 13 conferências já confirmadas pelos governos estaduais:

  • Rio Grande do Norte - 03/06
  • Sergipe - 10/06
  • Minas Gerais - 11 e 25/06
  • Bahia – 16 e 17/06
  • Ceará - 17/06
  • Amapá - 17 e 18/06
  • Distrito Federal - 19/06
  • Alagoas - 20/06
  • Amazonas - 30/06
  • Tocantins - 30/06
  • Pernambuco - 02/07
  • Rio Grande do Sul – 02/07
  • Roraima - 03/07

 

AGÊNCIA BRASIL

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