Jornalista/Radialista
EUA - O Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) não para de se expandir: depois de investir no terror, com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, do diretor Sam Raimi, agora é a vez da empresa apostar suas fichas em um estilo bem diferente, mais voltado para o humor. Repleto de cenas divertidas e diálogos sarcásticos, Thor: Amor e Trovão é quase uma comédia romântica estrelada por dois queridinhos de Hollywood, Chris Hemsworth e Natalie Portman. No papel de Jane Foster, ex-namorada do deus nórdico, a personagem ganha superpoderes após empunhar seu martelo mágico, Mjolnir. Com isso ela reúne forças para combater o mal – e também para lutar contra uma doença que a aflige. O conceito do casal de protagonistas é bastante adequado aos tempos atuais, uma vez que a Disney, dona da Marvel, vem liderando um movimento que prega a igualdade de gênero e o equilíbrio cada vez maior entre homens e mulheres. Essa ideia se reflete inclusive na história, que começa com um Thor decadente e acima do peso. Sua aposentadoria é cancelada quando um assassino galáctico conhecido como Gorr (Christian Bale), o “carniceiro dos deuses”, decide conquistar o universo à força. Thor reencontra a astrônoma Jane Foster, sua ex-namorada, e declara seu amor. Volta então à boa forma e, juntos, o poderoso casal se une para salvar o mundo.
Do futebol aos filmes de pirata
Diretor e roteirista de Thor: Amor e Trovão, o neozelandês Taika Waititi (foto) logo conquistou uma vaga no Olimpo do cinema. Após ganhar o Oscar em 2020 por Jojo Rabbit, comédia sobre a Segunda Guerra Mundial, foi convidado para escrever um drama que aborda o futebol (Next Goal Wins), um filme da franquia Star Wars e a série Time Bandits, para a AppleTV+. Isso tudo sem contar a participação na animação Lightyear, da Pixar, e em Nossa Bandeira é a Morte, onde interpreta Barba Negra.
Felipe Machado / ISTOÉ
ARARAQUARA/SP - Uma mulher, de 40 anos, recorreu ao seu ex-companheiro, depois de ser agredida pelo atual companheiro. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (07), na Avenida João Martins Nogueira, no Jardim Brasília, na cidade de Araraquara.
Segundo informações, o autor de 35 anos, iniciou uma discussão com a vítima e descontrolado passou a agredi-la fisicamente. Assim que teve uma oportunidade, a vítima pegou seu celular e ligou para seu ex-companheiro pedindo socorro. O autor percebeu que sua companheira estava no celular e fugiu da residência.
A Policia Militar foi acionada e encontrou o autor detido pelo ex-companheiro.
As partes foram levadas até a delegacia de polícia onde o agressor foi detido em flagrante por violência doméstica e encaminhado para a cadeia pública de Santa Ernestina.
IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, através da Secretaria Municipal de Esportes, Turismo e Lazer, entregou 420 quilos de ração para pet, na manhã desta quinta-feira, 07.
O ato de entrega aconteceu no gabinete do prefeito municipal, José Luiz Parella, onde representantes da Organização Não Governamental (Ong) “Amar é o Bicho” e a protetora de animais, Ana Lúcia Campoe Gimenes, foram recepcionados e beneficiados.
As doações foram arrecadadas durante a “Corrida de Aniversário de Ibaté 129 anos”, que aconteceu no dia 26 de junho, com largada e chegada defronte ao Paço Municipal.
Raul Seixas II Betune Pereira, chefe de Divisão de Esportes de Ibaté, relata que foram arrecadados 420 quilos de ração. “Por ocasião da Corrida, ao invés de cobrar taxa de inscrição, solicitamos que os atletas fizessem a doação de 2kg de ração para pet, no momento da retirada do chip e numeral no dia do evento”, explicou.
O prefeito ressalta que o objetivo dessa arrecadação foi auxiliar a Ong e a protetora, para que continuem realizando atendimento digno para cães e gatos abandonados. “A gente procura ajudar no que pode. Na minha gestão, a Prefeitura de Ibaté construiu um Centro de Controle de Zoonoses para atender gratuitamente todos os animais domésticos. Também fizemos a Cessão de Uso de uma área no Jardim Domingos Valério para que a Ong Amar é o Bicho possa construir um abrigo para animais de pequeno porte, e está em fase de instalação o programa estadual Meu Pet Container, que também oferecerá serviços gratuitos para cães e gatos, como consulta clínicas, laboratório de análise clínica, além dos serviços de vacinação, castração e adoção responsável”, destacou Zé Parrella.
Além da protetora Ana Lúcia, a Ong Amar é o Bicho esteve representada por Viviane Serafim, Letícia Barbatto e Danielle Ribeiro. Todas fizeram questão de agradecer a ajuda e o apoio do prefeito.
SÃO PAULO/SP - O eleitorado mostra acentuada diferença de preferências na escolha de candidato a presidente conforme seu grau de estabilidade financeira e de renda, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha.
As curvas de intenções de voto do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) se invertem à medida que esses dois quesitos variam, apontou o levantamento do instituto.
Lula, que lidera a pesquisa no geral, amplia fortemente sua vantagem ao se levar em conta apenas os chamados eleitores vulneráveis --aqueles de baixa renda e ganho instável.
Já Bolsonaro, que mantém um distante segundo lugar na população em geral, assume a liderança no segmento dos entrevistados considerados superseguros --mais ricos e com fonte financeira mais garantida.
Os dados foram colhidos nos dias 22 e 23 de junho, por meio de 2.556 entrevistas em todo o país.
O levantamento mostrou Lula com 47% das intenções de voto da população, ante 28% de Bolsonaro.
No recorte dos vulneráveis, a preferência pelo petista tem um pico, atingindo 57%. Nesse subgrupo, Bolsonaro tem só 19%. A vantagem, nesse que é o mais populoso dos segmentos, é o dobro da obtida na população em geral.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos no universo geral de eleitores e sobe de maneira variável nos recortes mais restritos da amostra.
O desempenho do candidato à reeleição dá um salto quando levado em conta a categoria dos superseguros, que são os entrevistados de renda familiar mensal estável e acima de cinco salários mínimos. Nela, a avaliação positiva do governo federal também é mais alta do que na média da sociedade.
Essas duas categorias fazem parte de um recorte do instituto introduzido em seu levantamento mais recente da disputa presidencial, produzido há duas semanas.
Nele, o Datafolha dividiu os cidadãos em cinco novas subcategorias a partir de cálculo que mescla a renda familiar e o tipo de ocupação.
Segundo o instituto, os critérios para essa divisão partiram de análises estatísticas de diferentes características do perfil do eleitor que indicaram variáveis fortemente correlacionados com as intenções de voto.
Renda e ocupação tiveram resultados bastante homogêneos, formando grupos com números de participantes adequados para comparações.
A análise do Datafolha separou inicialmente, conforme a atividade econômica desenvolvida, o eleitorado em três grupos: economicamente ativo estável (assalariados registrados, funcionários públicos, aposentados e profissionais liberais), ativo instável (free-lancers e desempregado procurando emprego, por exemplo) e não ativo ajustado (como estudantes e desempregados que não buscam emprego).
No passo seguinte, o cruzamento de dados apontou para cinco grupos: vulneráveis, resilientes, seguros, superseguros e amparados.
Os vulneráveis correspondem a 37% dos eleitores. Estão nele cidadãos de renda instável e que não fazem parte da população economicamente ativa, como donas de casa e desempregados que não procuram emprego.
Nos resilientes, que somam 17% do total, foram incluídos quem tem renda de até dois salários mínimos, de perfil estável.
O recorte dos amparados (renda instável, mas mais alta) engloba 18% da população. Os superseguros, faixa do eleitorado que mais destoa em relação ao resultado geral, soma 8% dos entrevistados.
Nesse grupo, além da perda da liderança de Lula, há mais simpatia pelos dois principais candidatos que se colocam como alternativa à polarização. Bolsonaro lidera com 42% das intenções de votos estimuladas, e a candidatura do PT fica com apenas 30%. Ciro Gomes (PDT) vai a 12%, e Simone Tebet (MDB) marca 5%, uma de suas pontuações mais altas entre os diferentes recortes apresentados na pesquisa.
A liderança de Lula aferida na faixa mais pobre vai gradualmente diminuindo até não mais existir nos dois grupos mais economicamente privilegiados da sociedade.
Na classe dos seguros, o ex e o atual presidente estão tecnicamente empatados, mas com vantagem numérica do candidato à reeleição.
Bolsonaro, no entanto, terá como desafio reduzir a taxa de rejeição no grupo mais carente. Nesse segmento, dizem que não votariam de jeito nenhum no candidato à reeleição 61% dos entrevistados --a taxa é de 55% na população em geral.
Em toada inversa, também nesse grupo Lula consegue rejeição proporcionalmente menor do que a registrada no universo total de entrevistados. No geral, 35% dizem que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto o índice é de 24% ao se levar em conta apenas essa categoria.
Os dados mais detalhados da pesquisa mostram que os vulneráveis se dizem mais afetados com a crise econômica no país.
É uma fatia em que 57% afirmam que a sua situação financeira piorou (ante 47% no geral da população) e no qual 40% afirmam que a quantidade de comida em casa é menor do que a suficiente (ante 26% no universo geral). Nele, 44% recebem o Auxílio Brasil ou moram com alguém que recebe (ante 22% no eleitorado total).
No quesito rejeição, também para Lula há um ponto de fragilidade. No bloco dos superseguros, esse índice do ex-presidente atinge 59%, enquanto o de Bolsonaro fica em 51%. Entre os seguros, a taxa negativa se mantém elevada para o petista, com 47%.
Para os candidatos da chamada terceira via, uma vantagem, em tese, no subgrupo dos vulneráveis é o ainda baixo grau de conhecimento que ostentam. Dizem que não conhecem Simone Tebet, por exemplo, 86% dos entrevistados desse segmento (são 77% na população em geral).
Uma taxa de conhecimento modesta sugere teoricamente que o candidato tem potencial de crescimento no eleitorado à medida que aparece ao eleitorado no decorrer da campanha, frente a outros adversários conhecidos que imediatamente já são rejeitados. Porém, como o período oficial de campanha é curto, --são apenas 35 dias de propaganda na TV, por exemplo, pode não haver condições para isso.
A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 09088/2022.
As categorias estipuladas pelo Datafolha:
Vulneráveis: Renda instável, além de incluir os não economicamente ativos de até dois salários mínimos por família. Grupo majoritariamente feminino, com mais desempregados do que a média. Também tem maior participação de eleitores do Nordeste do que a média da população
Resilientes: Renda estável, de até dois salários mínimos por família. Também majoritariamente feminino e com mais eleitores de escolaridade fundamental do que a média da população
Amparados: Renda instável, além de incluir os não economicamente ativos acima de dois salários mínimos. Grupo dividido igualmente entre homens e mulheres e com mais presença no Sudeste
Seguros: Renda estável, entre dois e cinco salários por família. Composto por mais homens, assalariados registrados e funcionários públicos.
Superseguros: renda estável, acima de cinco salários. É mais masculino, mais velho do que a média e mais escolarizado. Formado principalmente por assalariados registrados, funcionários públicos e aposentados.
FELIPE BÄCHTOLD / FOLHA
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