Jornalista/Radialista
IBATÉ/SP - Durante contexto de pandemia, o Planetário Móvel da Universidade de São Paulo (USP), não foi exibido por questão de segurança, mas na última quinta-feira (25), foi montado na EMEF "Professora Maria Luiza Batistela", durante a “IV Festa da Família”. O tema do filme foi “O Nascimento do Sistema Solar”, que conta a história do surgimento do universo desde o Big Bang, até o surgimento do sol e dos planetas.
O secretário de Educação e Cultura, Alexandre Moraes Gaspar, comenta que a escola recebeu inúmeros visitantes, contando com alunos, professores e comunidade geral. "Além de enriquecer o estudo teórico dado em sala de aula, a projeção dentro do domo inflável proporcionou aos visitantes a sensação de estarem imersas no espaço sideral", aponta.
Euclydes Marega Junior, coordenador geral de Difusão de Ciências do CEPOF, explica que os Planetários são ambientes com céu arredondado, em forma de domo, onde são projetadas imagens que simulam o céu estrelado e inúmeros objetos espetaculares que encontramos em nosso universo, criando experiências educacionais que ensinam astronomia e ciências afins. Os projetores de estrelas que mostram o próprio céu noturno estão entre as ferramentas educacionais mais atraentes e versáteis. "Planetários em todo o mundo inspiram e educam pessoas de todas as idades sobre o nosso entorno - a própria Terra e nosso lugar no Universo - e muitas vezes são um lugar em que os jovens se entusiasmam para seguir uma carreira científica", destaca.
"Em uma época em que a educação científica e tecnológica tem sido considerada como prioridade pelas universidades, o Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica da USP exibe o planetário inflável itinerante em escolas diversas e locais públicos em todo Estado de São Paulo há mais de 10 anos", conta Wilma Regina Barrionuevo, Coordenadora de Difusão de Ciências.
O planetário móvel da USP está disponível para todas as escolas públicas. Os interessados devem solicitar a visita por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
KIEV - O presidente da Ucrânia pediu ao mundo que aja muito mais rápido para forçar as tropas russas a desocuparem a maior usina nuclear da Europa depois que o local ficou sem eletricidade por horas em um incidente que, segundo ele, arriscou um desastre internacional de radiação.
O presidente Volodymyr Zelenskiy disse que bombardeio russo na quinta-feira provocou incêndios nos poços de cinzas de uma usina de carvão próxima que desligou a usina Zaporozhzhia da rede elétrica. Uma autoridade russa afirmou que a culpa é da Ucrânia.
Geradores a diesel de backup garantiram o fornecimento de energia vital para os sistemas de refrigeração e segurança da usina, disse Zelenskiy, elogiando os técnicos ucranianos que operam a usina sob o olhar dos militares russos.
"É necessária uma pressão internacional que force os ocupantes a se retirarem imediatamente do território da usina nuclear de Zaporizhzhia", declarou ele em um discurso em vídeo na noite de quinta-feira.
"A AIEA e outras organizações internacionais precisam agir muito mais rápido do que estão agindo agora. Porque cada minuto que as tropas russas ficam na usina nuclear é um risco de um desastre global de radiação", disse ele, referindo-se ao órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas.
Moradores de Zaporozhzhia, 50 km a nordeste da usina e cerca de 435 km a sudeste de Kiev, expressaram preocupação com a situação.
"Claro que estou com medo. Todo mundo está com medo, não sabemos o que vai acontecer, o que está esperando por nós a cada minuto, segundo", disse a gerente de mídia social Maria Varakina, de 25 anos.
A professora Hanna Kuz, de 46, afirmou que as pessoas temem que as autoridades ucranianas não possam avisar os moradores a tempo em caso de radiação.
A empresa nuclear estatal ucraniana Energoatom disse que um dos dois reatores em funcionamento da usina foi reconectado à rede e estava novamente fornecendo eletricidade depois de ser totalmente desconectado na quinta-feira.
Vladimir Rogov, autoridade nomeada pela Rússia na cidade ocupada de Enerhodar, perto da usina, culpou as Forças Armadas ucranianas pelo incidente de quinta-feira, dizendo que eles causaram um incêndio em uma floresta perto da usina.
"Isso foi causado pela desconexão das linhas de energia da usina nuclear de Zaporizhzhia como resultado das provocações dos combatentes de Zelenskiy", escreveu Rogov no Telegram. "A desconexão em si foi desencadeada por um incêndio e curto-circuito nas linhas de energia."
O Ministério da Defesa da Rússia disse nesta sexta-feira que suas forças destruíram um obus M777 fabricado nos Estados Unidos, que, segundo a pasta, a Ucrânia usou para bombardear a usina de Zaporizhzhia. Imagens de satélite mostraram um incêndio perto da usina, mas a Reuters não conseguiu verificar sua causa.
A Energoatom informou que o incidente de quinta-feira foi a primeira desconexão completa da usina, que se tornou um ponto crítico na guerra de seis meses.
Autoridades regionais em Zaporizhzhia disseram que mais de 18.000 pessoas em vários assentamentos ficaram sem eletricidade na sexta-feira devido a danos causados a linhas de energia.
Por Tom Balmforth e Max Hunder / REUTERS
BRASÍLIA/DF - A Receita Federal arrecadou R$ 202,588 bilhões no mês de julho de 2022, valor que representa acréscimo real de 7,47% na comparação com julho de 2021. No acumulado de janeiro a julho deste ano, o total arrecadado ficou próximo a R$ 1,3 trilhão, o que representa um acréscimo de 10,44%. Trata-se da maior arrecadação de tributos federais dos últimos 27 anos.

O resultado da arrecadação de julho foi divulgado hoje (26) pelo Ministério da Economia. As variações consideram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do período.
No caso das Receitas Administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado em julho de 2022 ficou próximo a R$ 181,27 bilhões, “representando um acréscimo real (IPCA) de 5,21%”, diz o documento. No período acumulado (janeiro a julho de 2022), o total arrecadado chegou a R$ 1,2 trilhão, registrando acréscimo real de 8,42%.
“O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos de IRPJ [ Imposto de Renda de Pessoa Jurídica] e CSLL [Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido ]”, informou o ministério.
O IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 53,152 bilhões (crescimento real de 17,48%), graças aos acréscimos reais de 10,86% na arrecadação da estimativa mensal; de 52,14% na arrecadação do balanço trimestral; e de 15,63% na arrecadação do lucro presumido.
“Importante observar que houve pagamentos atípicos de, aproximadamente, R$ 4 bilhões, por empresas ligadas ao setor de commodities”, detalha o levantamento.
Os rendimentos de capital via Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) resultaram em uma arrecadação de R$ 6,376 bilhões (acréscimo real de 52,54%). O resultado se deve aos acréscimos nominais de 153,36% na arrecadação das aplicações de renda fixa de pessoas físicas e jurídicas; e de 86,33% na arrecadação via fundos de renda fixa.
Segundo o Fisco, a receita previdenciária arrecadou R$ 44,444 bilhões (acréscimo real de 3,65%), resultado que pode ser explicado pelo aumento real de 10,59% da massa salarial e pelo início do pagamento do Simples Nacional de abril a junho. Houve também alta nas compensações tributárias com débitos de receita previdenciária.
Já os rendimentos de trabalho obtidos via IRRF arrecadaram R$ 13,229 bilhões (crescimento real de 5,66%), resultado que se deve a fatores como o acréscimo real de 8,65% na arrecadação do item Rendimentos do Trabalho Assalariado; aos decréscimos de 9,45% registrados no item Aposentadoria do Regime Geral ou do Servidor Público; e de 62,65% no item Participação nos Lucros ou Resultados.
No acumulado de janeiro a julho de 2022, IRPJ e CSLL arrecadaram um total de R$ 309,886 bilhões (crescimento real de 20,83%). O desempenho é explicado pelos acréscimos de 82,96% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, decorrente de “fatos geradores ocorridos ao longo de 2021”, e de 18,08% na arrecadação da estimativa mensal.
“Destaca-se crescimento em todas as modalidades de apuração do lucro. Além disso, houve recolhimentos atípicos da ordem de R$ 30 bilhões, especialmente por empresas ligadas à exploração de commodities, no período de janeiro a julho deste ano, e de R$ 24 bilhões, no mesmo período de 2021”, detalha o ministério.
No mesmo período, as arrecadações de rendimentos de capital via IRRF ficaram próximas a R$ 50 bilhões (acréscimo real de 61,43%). O resultado se deve aos acréscimos nominais de 199,5% na arrecadação via fundos de renda fixa; e de 140,35% na arrecadação via aplicações de renda fixa de pessoas físicas e jurídicas.
A Receita Previdenciária teve arrecadação de quase R$ 304 bilhões (acréscimo real de 6,09%) entre janeiro e julho deste ano. O resultado se deve a um aumento real de 6,08% da massa salarial e pelo aumento real de 27,98% na arrecadação da contribuição previdenciária do Simples Nacional de janeiro a julho de 2022, em relação ao mesmo período de 2021.
BRASÍLIA/DF - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, corrigiu minuta divulgada por engano anteriormente e autorizou, em parte, a veiculação de propaganda governamental sobre o bicentenário da independência do Brasil.
Horas antes, havia sido divulgada uma minuta da decisão, rejeitando pedido do Ministério das Comunicações para a divulgação da campanha, sob o argumento de que o material teria viés político e fazia referencia a "pretendentes de determinados cargos públicos".
Na nova decisão, Moraes autoriza a publicidade, desde que sejam retiradas algumas informações.
"Ante o exposto, considerado o período vedado e a necessidade de autorização judicial para a veiculação da publicidade institucional... defiro parcialmente a autorização para a veiculação da campanha de 'Divulgação do bicentenário da independência', por se tratar de publicidade institucional, permitida apenas a identificação do Ministério do Turismo, do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores", determina o magistrado.
O presidente do TSE condiciona a aprovação da campanha à retirada de "alusão a sítio da internet contendo, mesmo de forma abreviada, menção ao 'governo'" e "a reprodução do trecho que excede à informação da população acerca do Bicentenário da Independência, com eventual conotação eleitoral", identificada em trecho do material institucional em que se lê "E essa luta também levamos para o nosso cotidiano, para a proteção das nossas famílias e sobretudo, para a construção de um Brasil melhor a cada dia".
O presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), soube da minuta da decisão divulgada por engano enquanto participava programa Pânico, da Jovem Pan e questionou a proibição, chegando a sugerir que não seguiria a determinação, se confirmada.
Pouco depois, afirmou no Twitter que "como nós, muitos querem um futuro verde e amarelo, que não representa esse ou aquele candidato, mas a nossa identidade como brasileiros acima de quaisquer diferenças e a liberdade de nossa nação. Outros desejam o vermelho, com divisão, violência, corrupção e autoritarismo".
A decisão errada fazia menção a slogans da peça publicitária como "somos, há 200 anos, brasileiros livres graças à coragem constante" e "o futuro escrito em verde e amarelo" e entendia que os dizeres faziam alusão a "pretendentes de determinados cargos públicos, com especial ênfase às cores que reconhecidamente trazem consigo símbolo de um ideologia política, o que é vedado pela lei eleitoral, em evidente prestígio à paridade de armas". Essa argumentação foi retirada da decisão corrigida divulgada pouco depois pelo gabinete do ministro.
Após uma breve trégua com o presidente do TSE, Bolsonaro voltou à carga contra o magistrado, que autorizou nesta semana operação da Polícia Federal tendo com alvos empresários, próximos ao presidente da República, participantes de grupo de WhatsApp que pregava um golpe de Estado em caso de vitória do principal oponente de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto.
Por Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito / REUTERS
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