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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, recebeu em seu gabinete, no Paço Municipal, representantes da rede Covabra Supermercados, que anunciaram a instalação de uma unidade na Avenida São Carlos, no prédio que abrigava a antiga fábrica Toalhas São Carlos, espaço degradado desde o encerramento das atividades industriais.

Participaram da reunião o assessor João Muller, o secretário adjunto de Habitação, André Fiorentino, o investidor Fernando Pereira Lopes e Ronaldo dos Santos, sócio da Covabra.
Fundada há mais de três décadas, a rede possui 24 lojas em 13 cidades da região de Campinas e emprega cerca de 5 mil colaboradores. A unidade de São Carlos será a 26ª da empresa.

Segundo Ronaldo dos Santos, o projeto vai além da abertura de um supermercado. “A ideia é que toda a área seja revitalizada ao longo do tempo. São Carlos não merece ter um espaço degradado no coração da cidade. O Covabra chega para dar início a essa transformação”, afirmou. Ele destacou ainda o impacto na geração de empregos: “Só na nossa loja serão cerca de 300 empregos diretos. Com as operações complementares, como cafés, lanchonetes e serviços, esse número pode chegar a 400 vagas”.

O assessor João Muller explicou que a Prefeitura já trabalha em medidas para viabilizar o empreendimento. “Eles vieram pedir agilidade e a intenção é inaugurar ainda este ano. Para isso, estamos tratando da abertura da rua Alexandrina, que vai melhorar a mobilidade urbana naquela região, além da aprovação dos projetos”, disse. Muller também confirmou a segunda unidade: “Será na região do Jockey Clube, perto da Tecumseh do Brasil. A Covabra vê grande potencial em São Carlos e já decidiu investir em duas lojas”.

O prefeito Netto Donato ressaltou a importância do investimento para a cidade. “Estamos falando de 300 empregos diretos, fora os indiretos, e da recuperação de um espaço que há anos estava abandonado. É uma boa notícia para São Carlos, que mostra seu potencial e atrai empresas que acreditam na cidade”, afirmou.

Quinta do Olivardo promove a última experiência da temporada com colheita, gastronomia típica e apresentações folclóricas

 

SÃO ROQUE/SP - A tradicional Pisa da Uva da Quinta do Olivardo, em São Roque (SP), entra na reta final da temporada 2026 com a última data confirmada para 31 de janeiro, das 11h às 16h. A edição  marca o encerramento de um dos eventos mais aguardados do verão na Estrada do Vinho e representa a última oportunidade para o público vivenciar a experiência completa neste ano.

Inspirado nas celebrações seculares da Ilha da Madeira, o evento convida os visitantes a participarem de todas as etapas do processo artesanal, desde a colheita dos cachos nos parreirais até o tradicional pisoteio das uvas no lagar, preservando métodos históricos da produção vinícola.

Com mais de 8 mil pés de uva plantados em uma área de 2 hectares, a Quinta do Olivardo mantém a pisa a pés descalços como parte do patrimônio cultural da casa. Segundo o proprietário, Olivardo Saqui, o método contribui diretamente para a qualidade do vinho. “O método de amassar a uva com os pés agride bem menos as sementes da fruta se comparado ao processo industrial, e isso faz toda a diferença no produto final. Vale muito conhecer essa experiência”, afirma.

Além da vivência nos parreirais, os participantes têm acesso a vinhos, sucos e água durante todo o evento, além de apresentações do Rancho Folclórico Típico Madeirense, que recria danças, trajes e ritmos tradicionais portugueses.

A gastronomia é um dos grandes destaques da experiência e inclui couvert com pão português, antepasto de berinjela, bolo do caco com manteiga de alho e milho frito, bolinho de bacalhau como petisco, salada como entrada, pratos clássicos como bacalhau à lagareiro e espetada madeirense, além do tradicional Pastel de Nata produzido na própria casa.

Cada participante também recebe uma caneca personalizada e um vale-vinho para retirada na Festa de São Martinho, promovida no segundo semestre.

Realizada há mais de uma década na propriedade localizada no km 4 da Estrada do Vinho, a Pisa da Uva tornou-se símbolo da influência madeirense que ajudou a consolidar São Roque como polo enoturístico no interior paulista.

Com a temporada chegando ao fim, a edição de 31 de janeiro é a última chance de participar da Pisa da Uva 2026 e viver essa tradição que une cultura, música, gastronomia e história.

Informações sobre ingressos e reservas podem ser obtidas pelo WhatsApp (11) 9.8856-3222.

 

Serviço – Pisa da Uva da Quinta do Olivardo

Pisa da Família
Quando: 31 de janeiro de 2026
Horário: das 11h às 16h

Valor: 518 reais adultos e 298 reais para crianças de 6 a 10 anos

Quinta do Olivardo – São Roque
Funcionamento: segunda a domingo, das 10h às 17h
Encomendas e informações: WhatsApp (11) 9.8856-3222
Endereço: Estrada do Vinho, km 4 – São Roque (SP)
Instagram: @quintadoolivardo

TORRINHA/SP - A Polícia Militar por meio de equipes da 2ª Companhia do 37º BPM/I - SD PM Ventura e SD PM Santo, realizou na tarde desta segunda-feira (26) a prisão de um indivíduo por tráfico de entorpecentes no município de Torrinha.

A equipe de Radiopatrulhamento foi informada por um transeunte sobre a movimentação suspeita de um homem já conhecido nos meios policiais, que estaria transportando drogas nas imediações da região central da cidade, área que concentra recorrentes ocorrências relacionadas ao tráfico.

Durante patrulhamento direcionado, os policiais localizaram o suspeito nas proximidades do cruzamento da Avenida José Clemente Neto com a Rua Guido Campanha. Ao notar a presença da viatura, o indivíduo mudou repentinamente de direção e demonstrou nervosismo, o que motivou a abordagem.

Na revista pessoal, foram encontrados eppendorfs contendo substância análoga à cocaína, caracterizando a posse de entorpecentes prontos para a comercialização. O abordado ainda relatou que havia recebido a droga para repasse a terceiros.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao indivíduo, que foi encaminhado para avaliação médica e, na sequência, conduzido ao Plantão Policial, onde a autoridade de polícia judiciária ratificou a prisão em flagrante por tráfico de drogas. O preso permaneceu à disposição da Justiça.

BRASÍLIA/DF - O presidente Lula (PT) tem manifestado irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), na relatoria do inquérito do Banco Master.

O petista acompanha o andamento do caso e as repercussões sobre a atuação do magistrado. Nos últimos dias, deu sinais de que não pretende defender Toffoli das críticas feitas ao ministro.

Em conversas reservadas com ao menos três auxiliares, Lula fez comentários considerados duros sobre Toffoli e chegou a afirmar, em desabafos, que o ministro deveria renunciar a seu mandato na corte ou se aposentar, segundo relatos colhidos pela Folha.

Lula disse a esses aliados que pretende chamar Toffoli para uma nova conversa sobre sua conduta no inquérito –eles já discutiram o assunto no fim do ano passado.

Apesar dos rompantes, colaboradores duvidam que o presidente vá propor ao ministro que se afaste do tribunal ou abra mão da relatoria do caso.

O presidente está incomodado com o desgaste institucional ao Supremo causado por notícias que expuseram laços de parentes do ministro com fundos ligados à teia do banco. De acordo com aliados, o petista também reclamou do sigilo imposto ao processo e do receio de que a investigação seja abafada.

A auxiliares Lula tem defendido as investigações e afirmado que o governo precisa mostrar que combate fraudes sem poupar poderosos, evitando críticas por eventuais interferências. "Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões", afirmou Lula na sexta-feira (23).

Além disso, haveria a percepção de que o caso pode abalar políticos de oposição e deverá prosseguir, ainda que respingue em governistas.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem ligações com políticos do centrão e também com aliados do governo do PT na Bahia. O empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, é próximo de Rui Costa, ministro da Casa Civil, e do senador Jaques Wagner, líder do governo.

Desde o fim do ano passado, o presidente monitora a evolução do inquérito. Ele teria ficado intrigado com a decisão de Toffoli de colocar sob sigilo elevado um pedido da defesa de Daniel Vorcaro para levar as investigações ao STF.

A medida aconteceu uma semana antes de o jornal O Globo revelar que o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tinha um contrato de R$ 3,6 milhões mensais para defender os interesses do Master.

Nas palavras de um aliado, o presidente passou a desconfiar que o caso terminaria em uma "grande pizza". Em dezembro, Lula convidou Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Na conversa, descrita como amistosa pelo próprio Lula, o presidente teria dito que tudo que seu governo desvendou deveria ser levado às últimas consequências. Ainda segundo relatos, ele queria entender se essa era a disposição no tribunal, mesmo após a decretação do sigilo.

Em resposta, segundo relatos, o ministro disse que nada seria abafado e que o sigilo era uma medida justificável. Lula, então, afirmou que Toffoli faria a coisa certa. O presidente disse ainda, segundo informação do colunista Lauro Jardim, confirmada pela Folha, que a relatoria seria uma oportunidade para que Toffoli reescrevesse sua biografia.

Essa conversa aconteceu antes de revelações que põem em xeque a atuação do ministro. Toffoli está sob pressão devido à sua postura na supervisão do inquérito. As críticas vão desde o severo regime de sigilo imposto ao caso, seguido pela viagem de jatinho com um dos advogados da causa e por negócios que associam seus familiares a um fundo de investimentos ligado ao Master, como revelou a Folha.

A interlocutores Toffoli disse que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.

O ministro indicou a interlocutores que nem a viagem de jatinho na companhia do advogado nem a sociedade entre seus irmãos e o fundo de investimentos comprometem sua imparcialidade. E, como mostrou a Folha, em sua história, o STF só reconheceu o impedimento ou a suspeição de ministros em casos de autodeclaração.

Responsável pela indicação de Toffoli para o tribunal, Lula coleciona decepções com o ex-advogado do PT. Toffoli, por exemplo, impediu que Lula assistisse ao velório do irmão, tendo pedido desculpas ao presidente anos depois.

O pedido de perdão ocorreu em dezembro de 2022, após a eleição de Lula. O ministro do Supremo Tribunal se desculpou por não ter autorizado o petista a comparecer ao velório de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando estava preso em Curitiba. Vavá morreu em janeiro de 2019.

 

 

por Folhapress

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