Jornalista/Radialista
Como aquecimento, a partir de 11 de outubro, dois ícones do automobilismo, um Porsche clássico e um Trans Am, estarão em exposição no Shopping.
SÃO CARLOS/SP - O Shopping Iguatemi São Carlos, que faz parte do portfólio de administração e investimentos do Grupo AD, sedia, no dia 18 de outubro, a 2ª Edição do Encontro de Carros Antigos, em parceria com o grupo “Cultura Fusca”. O evento acontece das 15h às 20h, no estacionamento, e deve reunir cerca de 40 modelos clássicos que marcaram época, em uma programação gratuita aberta a toda a comunidade.
Como aquecimento para o grande encontro, a partir do dia 11 de outubro, dois modelos icônicos estarão em exposição no interior do shopping: um Porsche clássico e um Trans Am, símbolos de potência e estilo que atravessaram décadas. A mostra é uma prévia do que o público poderá encontrar no evento a céu aberto.
Além da exposição dos automóveis, o encontro contará com um espaço especial para colecionadores, com venda de miniaturas e artigos relacionados ao universo dos clássicos, tornando a experiência ainda mais completa.
Segundo o gerente geral do Shopping Iguatemi São Carlos, Fábio Maria, a iniciativa reforça o papel do empreendimento como espaço de lazer e convivência para a comunidade. “Nosso objetivo é proporcionar momentos de encantamento e experiências únicas. O Encontro de Carros Antigos resgata memórias e aproxima diferentes gerações em torno da paixão pelo automobilismo. É um evento para toda a família”, destacou.
Os encontros de carros antigos se tornaram uma tradição, reunindo apaixonados por automobilismo, colecionadores e famílias em torno de veículos que marcaram época. Mais do que um hobby, esses eventos mantêm viva a memória da indústria automotiva e promovem a troca de experiências entre gerações.
Andrey Mascarin, representante do grupo Cultura Fusca, ressalta que o evento também fortalece a divulgação e valorização dos encontros automotivos da região. “O Cultura Fusca nasceu com o propósito de reunir apaixonados por carros antigos e divulgar os encontros que acontecem na região. Veículo antigo é todo aquele fabricado até 1995, incluindo os de placa preta e modelos customizados que preservam o estilo e a história do automobilismo”, explicou.
Serviço
2ª Edição do Encontro de Carros Antigos – Shopping Iguatemi São Carlos
Data: 18 de outubro (sábado)
Horário: das 15h às 20h
Local: Estacionamento do Shopping Iguatemi São Carlos
Entrada gratuita
Prévia: a partir de 11 de outubro, exposição de um Porsche e um Trans Am no mall
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realizou, nos dias 9 e 10 de outubro, quinta e sexta-feira, uma operação integrada voltada à fiscalização de estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas. A ação, conduzida pela Vigilância Sanitária em parceria com o Procon, o Departamento de Fiscalização e a Guarda Municipal, teve como foco a identificação de possíveis irregularidades envolvendo o uso de metanol em produtos comercializados na cidade.
As inspeções ocorreram em casas de eventos, adegas e comércios especializados. Os agentes verificaram rótulos, lacres e condições das embalagens, com atenção especial às bebidas destiladas. A iniciativa responde a alertas recentes sobre adulterações com substâncias tóxicas e busca assegurar que os itens disponíveis ao consumidor tenham origem que possibilita o rastreamento e estejam em conformidade com os padrões sanitários.
Durante as vistorias, os fiscais solicitaram as notas fiscais de aquisição dos produtos. Na maioria dos casos, a documentação foi apresentada no ato. Nos estabelecimentos em que os comprovantes não estavam disponíveis, os responsáveis foram notificados e terão prazo de dois dias para regularizar a situação.
Além das verificações, os comerciantes receberam orientações sobre a importância de adquirir bebidas exclusivamente de fornecedores legalmente constituídos, com documentação fiscal e rotulagem adequada. A medida visa coibir práticas irregulares e proteger a saúde da população.
Fernanda Cereda, supervisora da Vigilância Sanitária, ressaltou o caráter preventivo da operação. “Nosso objetivo é garantir que os produtos estejam dentro dos padrões exigidos. O consumo de bebidas adulteradas representa um risco grave à saúde, e por isso intensificamos as inspeções e reforçamos a importância da documentação fiscal e da procedência comprovada”, afirmou.
O diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, destacou a atuação conjunta entre os órgãos municipais. “Trata-se de uma força-tarefa com caráter educativo e preventivo. A troca de informações entre os setores tem proporcionado agilidade às ações. Esta é apenas mais uma etapa de um trabalho contínuo”, disse.
A Guarda Municipal também participou da operação, garantindo suporte logístico e segurança durante as inspeções. “Nosso papel é assegurar que os trabalhos ocorram de forma organizada e que os estabelecimentos cumpram as normas. A colaboração entre os órgãos é essencial para proteger a saúde da comunidade”, afirmou o comandante Célio Ramos.
No total foram vistoriados 8 estabelecimentos, sendo 1 casa de shows e 1 clube recreativo. Um estabelecimento foi notificado para regularizar o alvará de licença.
SÃO CARLOS/SP - A reforma tributária, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2026, representa uma reconfiguração profunda da estrutura fiscal brasileira. Em São Carlos, representantes de entidades contábeis e fiscais reuniram-se no auditório do Paço Municipal para debater os efeitos da nova legislação sobre a dinâmica empresarial, a atuação dos profissionais da área e o equilíbrio das finanças públicas. O encontro, denominado Conexão Paulista – Reforma Tributária, foi promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-SP) em parceria com a Prefeitura, reforçou a necessidade de adaptação diante das mudanças que se aproximam.
João Carlos Castilho Garcia, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, destacou a dimensão da transformação. Com mais de 150 mil contadores ativos no estado e 19 mil sociedades de contabilidade, o setor será diretamente responsável por traduzir as novas regras às empresas. “A convivência com dois sistemas até 2033 impõe uma sobrecarga operacional e exige reaprendizado. O profissional contábil terá de revisar desde a precificação até o fluxo de caixa dos clientes”, afirmou.
Márcio Shimomoto, presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo, reforçou a complexidade do período de transição. Segundo ele, o desafio será lidar com regimes tributários distintos e compreender como a nova estrutura, com a introdução do IBS e da CBS (Imposto e Contribuição Sobre Bens e Serviços), afetará os custos empresariais. “A forma de apuração muda, e isso exige tempo para adaptação. O controle da arrecadação também será descentralizado, o que impacta diretamente a contabilidade pública”, explicou.
Para Antônio Carlos dos Santos, presidente do Sescon-SP, o momento exige mais do que atualização técnica. “Estamos apagando o que existia e construindo um sistema novo. O contador é o elo entre o contribuinte e o fisco, e precisa estar preparado para orientar seus clientes com precisão. É um processo de desaprender para reaprender”, disse. Ele também ressaltou que a reforma trará ganhos em desburocratização e eficiência para o ambiente de negócios.
Rodrigo Spada, presidente da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), apresentou projeções otimistas para o município. Com a mudança da base de arrecadação, que passará a considerar o consumo local em vez da produção, São Carlos poderá registrar um aumento de 5,04% na receita em dez anos. “A cidade consome mais do que produz, e isso será refletido positivamente na arrecadação. Mas é preciso atenção: empresas que não se adaptarem podem enfrentar problemas de compliance e precificação”, alertou.
Leonardo Orlando, secretário municipal de Fazenda da Prefeitura de São Carlos, pontuou que a reforma tributária representa uma mudança estrutural que exige preparo técnico e visão estratégica por parte dos municípios. “Em São Carlos, temos trabalhado com antecedência para compreender os impactos da nova legislação e garantir que a transição ocorra com segurança e responsabilidade. O evento promovido pelo Sescon-SP é uma oportunidade valiosa para alinhar conhecimento, esclarecer dúvidas e fortalecer a atuação conjunta entre setor público e profissionais da contabilidade”.
O prefeito Netto Donato reiterou o compromisso da administração municipal com a capacitação técnica. “São Carlos já vem se preparando para essa virada de chave. O evento amplia esse esforço e fortalece o diálogo entre poder público e setor contábil. Estaremos sempre abertos a iniciativas que promovam conhecimento e adaptação”, declarou.
SÃO PAULO/SP - A restrição do crédito imobiliário e a alta dos juros deixaram a classe média de fora das políticas habitacionais nos últimos anos. Em seu último ano de mandato, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer virar esse jogo. Após superar a meta de moradias do Minha Casa, Minha Vida, o Planalto prepara uma ofensiva para atender famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil mensais -um público que ficou desassistido, mas tem peso relevante nas urnas de 2026.
Na quinta-feira (9), o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que, enquanto o MCMV (Minha Casa Minha Vida) bate recordes -com a previsão de entregar 3 milhões de moradias até o final de 2026-, a classe média "está desatendida".
"Com a Selic a 15% ao ano, ficou impossível para a classe média financiar um imóvel no mercado privado. Queremos corrigir essa distorção e induzir o mercado a voltar a operar para esse público", disse o ministro no Incorpora 2025, evento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) para o setor imobiliário.
Jader Filho apontou que a principal dificuldade para a classe média é a ausência de funding (recursos), especialmente porque a poupança, fonte tradicional de financiamento para esse grupo, não está reagindo devido à altíssima taxa de juros no Brasil. Essa taxa de juros, que gira entre 19% e 22%, inviabiliza o financiamento para essa faixa de renda, disse o ministro.
O papel do governo, segundo Jader Filho, é buscar alternativas para atender a esse segmento significativo da sociedade. Ele fez um convite aos incorporadores para que lancem mais unidades para esse segmento
Para destravar o financiamento para esse público, o presidente Lula vai anunciar nesta sexta-feira (10), em São Paulo, o novo modelo de crédito habitacional, a "nova poupança". A medida vem como alternativa ao esgotamento da caderneta de poupança tradicional como fonte de crédito mais barato.
A previsão é liberar imediatamente 5% dos recursos da poupança que estão em depósitos compulsórios no Banco Central (BC). Essa liberação inicial deve injetar pelo menos R$ 20 bilhões em recursos para financiar a compra da casa própria.
O impacto imediato previsto, segundo Jader Filho, é de que somente a Caixa Econômica Federal -líder no crédito imobiliário- possa disponibilizar mais 80 mil novos financiamentos habitacionais apenas até o final de 2026.
A vice-presidente de habitação da Caixa, Inês da Silva Magalhães, afirmou que o banco está otimista com as mudanças.
Jader Filho também afirmou que a liberação do compulsório era uma demanda do governo desde o início deste mandato, mas só foi possível com a nova direção do Banco Central, sob comando de Gabriel Galípolo.
O pacote de medidas que será anunciado inclui também o aumento do valor máximo dos imóveis financiados por meio do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). A correção abre espaço para incluir imóveis de padrão mais elevado no financiamento com condições mais vantajosas. O teto, que está fixado em R$ 1,5 milhão desde 2018, deve ser corrigido para um patamar próximo a R$ 2 milhões.
O ministro afirmou ainda que irá levar a voto no Conselho do FGTS o valor de R$ 147 bilhões de orçamento para a habitação em 2026. "Se alguém tem alguma dúvida de que vai faltar recursos, não vai faltar recursos", disse Jader Filho.
MINHA CASA MINHA VIDA TERÁ NOVOS TETOS PARA RENDA FAMILIAR
Embora o foco imediato seja a "nova poupança", o ministro indicou que a Faixa 4 do MCMV, que contempla famílias de R$ 9.600 até R$ 12 mil, está avançando e dentro do curso esperado pelo governo, considerando que o mercado precisou se ajustar ao lançamento da nova linha. Ele afirmou que havia uma carência de produto específico para essa faixa de renda, mas o mercado está reagindo e lançando empreendimentos, pois agora o recurso existe
Jader Filho também afirmou que está estudando, em conjunto com a Abrainc, o ajuste do teto da renda e o teto dos imóveis nas faixas mais baixas do MCMV (Faixas 1, 2 e 3) em determinados municípios. A mudança deve ser anunciada nos próximos dias.
"O MCMV segue forte, é um pilar econômico", afirmou. Segundo ele, o programa já contratou 1,8 milhão de moradias desde 2023, das quais 1,1 milhão estão em construção. A meta inicial de 2 milhões será superada: a projeção agora é de 3 milhões de moradias contratadas até 2026. Desde o início do mandato, mais de R$ 275 bilhões foram injetados na economia via MCMV.
Dentro do rol de políticas públicas do governo federal voltado à habitação, o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou que haverá também um programa de financiamento voltado para melhorias habitacionais.
"O déficit habitacional [cerca de 6 milhões de unidades, em 2025] não é formado apenas por famílias que não têm onde morar, mas também por famílias que moram em imóveis que não são adequados", disse Mello, que defendeu as novas medidas para ampliar o acesso do brasileiro à habitação.
por Folhapress
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