Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos sedia, na próxima sexta-feira (23/01), uma Oficina de Atualização em Arboviroses promovida pelo Departamento Regional de Saúde - DRS-III de Araraquara. A atividade será realizada a partir das 13h, no auditório do Paço Municipal, e é direcionada a médicos da chamada Região Coração, que engloba os municípios de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e São Carlos.
A oficina tem como objetivo promover a atualização técnica e o alinhamento de condutas clínicas frente às arboviroses. Entre as enfermidades mais conhecidas estão Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, todas associadas a vetores como o mosquito Aedes aegypti.
De acordo com o DRS-III de Araraquara, o tema é considerado estratégico para a saúde pública regional, contribuindo para o fortalecimento da assistência e para a qualificação do atendimento prestado à população. A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destaca a importância da participação dos profissionais. “Diante do cenário epidemiológico atual, a participação dos médicos é fundamental para qualificarmos ainda mais o cuidado aos pacientes”, afirmou.
Em São Carlos, em 2026, foram registrados até o momento sete casos confirmados de dengue. Outros oito casos aguardam resultado de exame e 34 foram descartados, sem registro de óbitos. Para Chikungunya, Zika e Febre Amarela não houve notificações até o momento.
Já em 2025, o município contabilizou 20.429 casos positivos de dengue, com 24 óbitos confirmados. No mesmo período, foram registrados cinco casos positivos de Chikungunya — sendo dois importados e três autóctones. Em relação à Zika, não houve confirmações. Para Febre Amarela, foram notificadas três ocorrências, com dois casos descartados e um óbito confirmado.
“Receber essa oficina em São Carlos reforça o compromisso do município com a qualificação permanente dos nossos profissionais de saúde. As arboviroses continuam sendo um grande desafio para a saúde pública, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito transmissor. Atualizar condutas, trocar experiências e alinhar protocolos com toda a região é fundamental para garantir diagnósticos mais rápidos, tratamento adequado e, principalmente, a redução de complicações e óbitos. Investir em capacitação é investir diretamente na proteção da população”, ressalta Leandro Pilha, secretário municipal de Saúde.
SÃO CARLOS/SP - Proposta dos vereadores Bruno Zancheta e Elton Carvalho também veda que empresas com sócios condenados firmem contratos com a Administração Municipal.
Os vereadores Bruno Zancheta e Elton Carvalho (Republicanos) protocolaram na Câmara Municipal de São Carlos um Projeto de Lei que visa endurecer as regras para o acesso ao serviço público na cidade. A proposta proíbe pessoas condenadas por crimes de maus-tratos aos animais de ocuparem cargos públicos ou firmarem contratos com a Administração Direta e Indireta.
O texto não se limita apenas a indivíduos. O impedimento se estende a pessoas jurídicas, caso seus sócios, dirigentes ou administradores possuam condenações criminais relacionadas à crueldade animal.
Para garantir a eficácia da lei, a prefeitura passaria a exigir uma certidão judicial específica. O documento serviria como comprovante de inexistência de condenações por maus-tratos, seguindo o mesmo rito das certidões cíveis e criminais que já fazem parte dos processos de contratação e nomeação no município.
Segundo os autores da proposta, a iniciativa está fundamentada nos princípios da moralidade e da probidade administrativa.
"Não é aceitável que pessoas condenadas por atos de crueldade contra animais mantenham qualquer vínculo com o poder público. A administração precisa dar exemplo e adotar critérios éticos claros", destacou o vereador Bruno Zancheta.
O vereador Elton Carvalho ressaltou que a medida acompanha a evolução do direito animal no Brasil. "A proteção animal é uma pauta séria e necessária. Ao impedir que condenados por maus-tratos prestem serviços ao município, São Carlos reafirma seu compromisso com uma sociedade mais justa e responsável", afirmou.
Intervenção integra o programa Rios Vivos, da SP Águas, e deve retirar mais de 20 mil m³ de sedimentos, melhorando a captação e a qualidade da água.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), em parceria com a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), órgão do Governo do Estado de São Paulo, inicia nesta terça-feira, 20 de janeiro, o desassoreamento na Captação de Água Superficial do Ribeirão do Feijão. A previsão é que os serviços se estendam por aproximadamente 30 dias.
A ação integra o programa Rios Vivos, do Governo do Estado de São Paulo, implementado pela SP Águas, com o objetivo de manter condições adequadas de disponibilidade e qualidade das águas superficiais para múltiplos usos, além de contribuir para a atenuação de eventos climáticos extremos. Esta é a segunda vez consecutiva que o município de São Carlos é qualificado para o programa.
O PROGRAMA
O programa Rios Vivos, liderado pela SP Águas — agência vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística — tem como propósito melhorar a qualidade da água dos rios nos municípios paulistas, por meio da revitalização dos cursos d’água, com a remoção de sedimentos, gerando benefícios ao meio ambiente e à população.
A SP Águas executa a limpeza dos cursos d’água sem custo para o município, enquanto o SAAE e a Prefeitura de São Carlos ficam responsáveis por indicar o local adequado para descarte dos resíduos, providenciar o licenciamento ambiental e realizar a manutenção do entorno dos rios.
Desde 2022, o programa já revitalizou 253 rios, minimizando enchentes e melhorando a qualidade da água em 158 cidades. O investimento executado no período foi de R$ 207,4 milhões. Em São Carlos, desde 2023, o investimento estimado foi de R$ 2,5 milhões, contemplando, no ciclo anterior, o Córrego do Monjolinho, a captação do Espraiado e os córregos Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Galdino.
BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO
Neste novo ciclo do programa em São Carlos, a SP Águas realizará intervenções no Córrego do Gregório, com foco na prevenção de inundações, e também no Ribeirão do Feijão, visando melhorar a qualidade e a disponibilidade hídrica, já que este é o principal manancial de abastecimento da cidade. O início do serviço no Córrego do Gregório está previsto para o dia 2 de fevereiro, podendo ser antecipado.
A estimativa da SP Águas é de que sejam retirados mais de 20 mil metros cúbicos de sedimentos no local, que atualmente dificultam a captação e provocam danos ao sistema de bombeamento. Após a intervenção, haverá melhora na disponibilidade de água e aumento da resiliência do sistema, preparando o Ribeirão do Feijão para enfrentar períodos de estiagem prolongada, com benefício direto à população.
Com a limpeza, os rios ganham maior capacidade de escoamento, o que auxilia no combate a enchentes, além de garantir maior disponibilidade de água de qualidade para o abastecimento público.
IMPACTOS TEMPORÁRIOS NO ABASTECIMENTO
A Captação de Água Superficial do Ribeirão do Feijão é responsável por aproximadamente 30% da água distribuída no município. Durante o período de desassoreamento, poderá ocorrer redução de pressão nas redes de distribuição, especialmente nas seguintes regiões: Região Central, Vila Nery, Vila Prado, Vila Alpes, Cidade Aracy, CEAT e Parque Novo Mundo, além de localidades próximas.
O SAAE já está adotando medidas operacionais e realizando manobras para que os impactos sejam minimizados e pede a colaboração de toda a população, com o uso consciente da água durante o período de execução dos serviços.
SÃO CARLOS/SP - Neste sábado (17), a Santa Casa de São Carlos realizou a primeira captação de órgãos do ano. A doação foi possível após a confirmação de morte encefálica de um paciente de 23 anos, vítima de um grave acidente de moto.
Foram doados um coração, um fígado, dois rins e duas córneas. Cada órgão será destinado a um receptor diferente. O grande destaque da captação foi a doação do coração, que será transplantado em São Paulo. O fígado teve como destino Campinas e as córneas foram encaminhadas para Ribeirão Preto.
O transporte do coração foi realizado por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com o apoio essencial da Guarda Municipal de São Carlos e do Samu no deslocamento até o aeroporto. O procedimento é considerado uma verdadeira corrida contra o tempo, já que o órgão precisa chegar ao receptor em até quatro horas para que o transplante seja viável.
A captação mobilizou equipes da Santa Casa desde a madrugada, além de profissionais de instituições de referência.
Participaram do procedimento equipes do Incor de São Paulo, Unicamp e Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em uma atuação conjunta e altamente especializada.
De acordo com o membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e coordenador de enfermagem da UTI da Santa Casa, Tiago Clezer, o trabalho envolve preparo técnico, organização e sensibilidade.
“Desde a madrugada, nossas equipes estiveram mobilizadas, seguindo protocolos rigorosos e atuando de forma integrada com os serviços externos. É um processo complexo, que exige precisão, agilidade e, acima de tudo, respeito à história do doador e de sua família”, explicou.
O provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valerio Morillas Junior, destacou o orgulho pelo trabalho realizado e deixou uma mensagem de solidariedade.
“Temos muito orgulho da nossa equipe, que atua com excelência técnica e profundo senso de humanidade. Em um momento de imensa dor, a família do doador fez um gesto de amor e solidariedade que vai salvar e transformar vidas. A eles, deixamos nosso respeito, gratidão e todo o nosso conforto”, afirmou.
Em 2025, a Santa Casa de São Carlos realizou 11 captações de órgãos, reforçando sua importância no sistema de transplantes.
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