Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - O Corinthians divulgou nesta terça-feira a renovação de Gabi Zanotti até o fim de 2027. A experiente meio-campista, de 40 anos, é uma das principais jogadoras do elenco das Brabas sendo eleita, pelo segundo ano consecutivo, como a melhor atleta das Américas pelo jornal uruguaio El País.
Zanotti está no clube do Parque São Jorge desde a temporada 2018, tendo disputado 251 jogos, vencido 197 vezes, marcado 84 gols e levantado 18 títulos - incluindo cinco edições da Conmebol Libertadores e sete do Campeonato Brasileiro.
Na última temporada, vestindo a camisa 10 do Corinthians, Zanotti entrou em campo em 39 oportunidades, tendo marcado 18 gols e distribuído duas assistências às suas companheiras.
Além dela, a diretoria das Brabas renovou recentemente os contratos de Nicole, Lelê, Gi Fernandes, Tamires, Erika e Dayana Rodrígues. O clube também acertou as contratações da meio-campista Paola Garcia e da atacante Rhiazza para a próxima temporada.
Por Redação do ge
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, que é uma lesão da medula espinhal ou coluna vertebral.
No anúncio feito, na segunda (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à esquerda, na foto), destacou que a pesquisa será um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para as suas famílias.
“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, disse Padilha.
O ministro considera que o produto é uma inovação radical e com tecnologia 100% nacional. Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.
Segundo Padilha, a pesquisa já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o estudo da polilaminina será realizado em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.
Essas pessoas incluídas no estudo devem ter indicação cirúrgica ocorrida a menos de 72 horas da lesão. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa responsável. Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu os recursos para a pesquisa básica.
Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a aprovação do início do estudo clínico da polilaminina foi priorizada pelo comitê de inovação da agência com o objetivo de acelerar pesquisas e registros de amplo interesse público.
“Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, afirmou Leandro Safatle.
A pesquisa com a proteína polilaminina, presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos, visa avaliar a segurança da aplicação do medicamento e identificar possíveis riscos para a continuidade do desenvolvimento clínico.
A empresa patrocinadora será responsável por coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes.
AGÊNCIA BRASIL
RIO DE JANEIRO/RJ - Turismo organizado pela própria comunidade, com visitas pensadas para respeitar o território, a população local e a natureza. Este é o chamado turismo de base comunitária (TBC), que o Projeto Roteiro Caiçara quer fortalecer na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. O projeto completou seis meses em dezembro de 2025, concluindo o primeiro período de atuação, com formações e reuniões com as comunidades. Em 2026, tem início a segunda fase de atuação.
Participam do projeto 12 comunidades caiçaras e quilombolas, sendo seis em Paraty ─ Saco do Mamanguá, Trindade, Parati Mirim, Praia do Sono, Ponta Negra e São Gonçalo ─ e seis em Ilha Grande, no município de Angra dos Reis ─ Bananal, Matariz, Aventureiro, Enseada das Estrelas, Dois Rios e Praia Vermelha.
Na Costa Verde fluminense, o TBC é protagonizado por comunidades tradicionais, como caiçaras, indígenas e quilombolas, com produtos e serviços geridos por indivíduos, famílias e coletivos. Mais do que uma proposta turística, esse caminho também nasce de uma história de resistência.
Desde os anos 1970, com a abertura da BR-101, cresceram as pressões de grilagem e especulação imobiliária sobre esses territórios. Hoje, somam-se a isso os desafios associados ao turismo de massa que, muitas vezes, concentra renda e aumenta impactos ambientais e sociais.
O projeto tem a duração total de três anos e atua em cinco frentes: capacitações para o turismo; obras de infraestrutura; manejo de trilhas; definição de roteiros turístico; e conservação da natureza.
Segundo a coordenadora do projeto, Bete Canela, o TBC é diferente do turismo de massa, geralmente promovido por pessoas que vêm de fora do território e empresas.
“Isso já existe. Mas o nosso projeto objetiva fortalecer quem está no território: as comunidades caiçaras, quilombolas, que estão ali há muito tempo e que oferecem serviços turísticos. Então, essa quarta linha do projeto é justamente fortalecer esses roteiros”, diz.
Canela defende que, ao mesmo tempo que promove o turismo, o projeto valoriza culturalmente a região. “Porque, à medida que a gente fortalece o turismo de base comunitária (TBC), ele é um turismo que não oferece só o quiosque, que não oferece só o caminho da praia, que só vai na cachoeira mergulhar. Ele conta a história do lugar, ele conta as tradições, a culinária, o artesanato. Então, tudo isso que é local, que as pessoas têm essa riqueza de saberes, isso entra também no projeto”.
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Rio de Janeiro (RJ), 02/01/2026 - Projeto Roteiro Caiçara fortalece turismo de base comunitária na Costa Verde fluminense. Foto: Marcelo Angiioni/Roteiro Caiçara - Marcelo Angiioni/Roteiro Caiçara
O Projeto Roteiro Caiçara engloba, ao todo, seis períodos, ou três anos de atividades, com foco no turismo de base comunitária, conservação ambiental e valorização cultural das comunidades tradicionais de Paraty e Ilha Grande.
O projeto é realizado pelo Instituto Caminho da Mata Atlântica (ICMA), cuja missão é engajar a sociedade na conservação e recuperação da Mata Atlântica, por meio de atividades ao ar livre e da conexão de áreas naturais ao longo de uma trilha de longo curso, promovendo o desenvolvimento socioeconômico inclusivo, a conservação da biodiversidade e a valorização do patrimônio natural e cultural.
Canela enfatiza que, como uma das linhas de atuação, o projeto prevê obras que ficarão para as comunidades. “Por exemplo, tem comunidades que querem reformar um pier, por onde chegam os turistas, e precisam desse recurso. Outras querem fazer um centro de atendimento ao turista, porque não têm. Os turistas chegam na comunidade e não sabem exatamente quem procurar”, explicou a coordenadora.
Cada comunidade, segundo ela, está levantando possibilidades de obras que estejam relacionadas com o turismo, para as quais o projeto pode ajudar a financiar a construção. “Essa é uma parte bem legal, porque é um legado físico. Uma coisa diferente dos projetos que passam por aqui”.
O primeiro período de atuação, iniciado em julho, contou com cursos para os primeiros guias turísticos locais. Foram iniciados três cursos de Formação Básica para Condutores Ambientais, sendo um em Trindade, em Paraty, com 42 participantes, e dois módulos realizados de um total de cinco; e dois cursos na Ilha Grande, sendo um na Enseada das Estrelas, com 23 participantes, e outro na Praia de Bananal, com 15 participantes, com um módulo realizado em cada local. Esse é um curso mais compacto, com quatro módulos no total.
As ações realizadas pelo Projeto Roteiro Caiçara no primeiro semestre de 2025 envolveram também 12 reuniões comunitárias para apresentação do projeto e 12 reuniões comunitárias para planejamento das obras de infraestrutura para o turismo e apresentação das equipes de fauna e flora, efetuadas em Paraty e na Ilha Grande; cinco reuniões para planejamento do monitoramento de flora e duas voltadas ao monitoramento da fauna, em Paraty; duas reuniões para mapeamento e formatação de roteiros turísticos na Ilha Grande; e cinco reuniões com arquitetos para planejamento das obras de infraestrutura em Paraty. As ações reuniram até o momento cerca de 260 pessoas.
O projeto conta com parceria da Petrobras através de convênio do Programa Petrobras Socioambiental, e começa, no primeiro semestre de 2026, seu segundo período.
“A gente já iniciou o curso de condutores ambientais em Paraty e na Ilha Grande, que formam turmas de 40 pessoas a cada vez, para as pessoas terem a carteirinha, serem credenciadas e trabalharem como guias de turismo. Muita gente que está nesses locais e já fazia isso de maneira informal agora vai poder ter o curso, a carteirinha e trabalhar de maneira formal”, disse à Agência Brasil a coordenadora do projeto, Bete Canela.
Por Turismo de Base Comunitária, ou TBC, entende-se o turismo com protagonismo local, com renda e decisões oriundas do próprio território e visitação organizada para respeitar comunidade e natureza.
O TBC é uma forma de receber visitantes na qual quem vive no território é que toma as decisões, cuida do planejamento e organização, e conduz a atividade turística, englobando passeios, hospedagem, alimentação, trilhas e vivências culturais.
Conforme explicou Bete Canela, a prioridade é não interferir nos modos de vida tradicionais, além de garantir que a visitação gere benefícios reais para a comunidade, valorizando a cultura local e cuidando do meio ambiente.
Na prática, o TBC busca três coisas simultaneamente:
Em áreas de alta sensibilidade ambiental, como territórios inseridos em unidades de conservação, isso costuma caminhar junto com conservação, porque quem vive ali conhece profundamente o lugar e tem interesse direto em manter o ambiente saudável.
O turismo de base comunitária fortalece não só o território, mas a cultura que já existe naquele local há muito tempo, que é ancestral. Segundo Bete, a ideia é que as duas formas de turismo possam coexistir.
“Dá para todo mundo conviver”, afirmou.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, em parceria com o SENAI, está oferecendo gratuitamente o curso presencial de costureiro de máquina reta e overloque. As aulas acontecerão entre os dias 12 de janeiro e 15 de abril, sempre às segundas, terças e quartas-feiras, das 13h às 17h, na Casa do Trabalhador, localizada na Avenida São Carlos, nº 1.839, no Centro. O mesmo endereço também será utilizado para a realização das inscrições, que podem ser feitas até 8 de janeiro, das 8h30 às 16h30. Para participar, é necessário ter no mínimo 16 anos e apresentar RG, CPF, comprovante de endereço e de escolaridade.
O curso tem como objetivo capacitar os participantes para atuar na área de confecção, ensinando o manuseio de máquinas industriais, a interpretação de moldes e orientações técnicas, além de ajustes essenciais para o bom funcionamento dos equipamentos. Durante a formação, os alunos também aprendem técnicas de costura, montagem e acabamento, recebem instruções sobre critérios de qualidade, organização do processo produtivo e boas práticas de ergonomia e segurança no trabalho. Ao concluir o curso, estarão aptos a integrar equipes de produção, contribuindo para a criação de peças com precisão e qualidade, ampliando suas chances de inserção no mercado de trabalho.
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