Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O mercado financeiro aposta em alta de 0,5 ponto percentual da taxa básica Selic nesta 4ª feira (17.mar.2021). O Copom (Comitê de Política Monetária) reúne-se desde a 3ª feira (16) para definir o novo patamar dos juros. É certo para os operadores que juros vão voltar a subir depois de quase 6 anos.
A última alta da Selic foi em julho de 2015, quando o percentual subiu de 13,75% para 14,25% ao ano. Desde estão, todas as decisões do Copom foram pela manutenção ou queda dos juros. O colegiado se encontra a cada 45 dias.
Depois de julho de 2015, a Selic ficou 1 ano e 1 mês em 14,25% ao ano. Só começou a cair depois que a inflação começou a se estabilizar no país e as expectativas foram ancoradas. De março de 2018 a junho de 2019, ficou estável em 6,5% ao ano. Passou por 9 cortes consecutivos até chegar a 2% ao ano, patamar atual –e o menor da história.
Os juros baixos estimulam a economia. Mas, mesmo com a pandemia de covid-19 agravando a situação financeira das famílias, o objetivo principal do BC (Banco Central) é controlar a inflação. Em fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou aos 5,20% no acumulado de 12 meses. O percentual está próximo do teto da meta de 3,75%, que tem um intervalo de 1,5 ponto percentual para mais e para menos (de 2,25% a 5,25%).
Pressionaram a alta da inflação nos últimos tempos o dólar alto, o custo dos combustíveis, a valorização das commodities e dos alimentos. Além disso, a situação fiscal deteriorada do Brasil exige mais cautela no controle da inflação, dada a trajetória de alta da dívida pública. O governo federal está com as contas públicas no vermelho desde 2014. Em 2020, precisou ampliar gastos para socorrer os Estados, as empresas e a população mais vulnerável aos efeitos do confinamento.
No acumulado de 12 meses, as despesas do governo federal superaram as receitas em R$ 776,4 bilhões, o que equivale a 10% do PIB (Produto Interno Bruto). A dívida bruta do país alcançou 89,7% do PIB (Produto Interno Bruto), o que equivale a R$ 6,67 trilhões.
Diante do aumento do número de contágios da covid-19 em 2021, o Congresso e o governo federal articulam para a criação de uma nova rodada de auxílio emergencial, que vai durar 4 meses. O pagamento vai ampliar ainda mais o endividamento, que deve superar 90% do PIB nos próximos meses.
No último comunicado, divulgado ao final da reunião do dia 20 de janeiro de 2021, o Copom disse que “um prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco [para o cenário de inflação]”.
“O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, declarou o colegiado.
*Por: HAMILTON FERRARI / PODER360
Livro lançado pela EdUFSCar aborda a relação da temática com gênero, classe, raça, finanças, políticas públicas e educação
SÃO CARLOS/SP - A pandemia da Covid-19, especialmente no Brasil, além da crise sanitária trouxe imensos desafios à economia. Diante dessa realidade, torna-se ainda mais urgente o debate sobre alternativas econômicas, especialmente no que diz respeito às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Uma delas é a Economia Solidária, modo de produção alternativo ao capitalista, que tem como princípios básicos a distribuição igualitária de recebimentos, por meio do sistema de autogestão (no qual todas as pessoas de um empreendimento tomam as decisões de forma conjunta); o desenvolvimento local; e o consumo consciente.
Para disseminar o conhecimento sobre diferentes aspectos da Economia Solidária, a Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) lança o livro "Engajamento e reflexão transversal em Economia Solidária", organizado por André Ricardo de Souza, docente do Departamento de Sociologia (DS), Isabela Aparecida de Oliveira Lussi, docente do Departamento de Terapia Ocupacional (DTO), e Maria Zanin, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) - todos da UFSCar.
"A obra contribui para a reflexão, tanto de pesquisadores quanto de militantes engajados, na proposta de organização socioeconômica pautada por princípios igualitários e democráticos. Ela apresenta um balanço qualificado da maneira como a Economia Solidária vem sendo organizada em países como Brasil, Argentina, Espanha e França, e os desafios enfrentados para a efetivação de sua proposta central, que é a democratização socioeconômica", sintetiza Souza.
A publicação reúne textos apresentados no II Congresso de Pesquisadores de Economia Solidária (Conpes), realizado na UFSCar em 2018. Como o título sugere, o livro fomenta uma reflexão transversal acerca da Economia Solidária, com foco em debates que perpassam países e regiões, a partir do olhar de diversos pesquisadores, cada qual com suas perspectivas teórico-metodológicas. "Há, também, a contribuição de ativistas engajados em fóruns de Economia Solidária, bem como reflexões sobre os desafios para os empreendimentos econômicos solidários (EES) no que tange às políticas públicas existentes e aos problemas do modelo econômico neoliberal, que minimiza o papel do Estado e idolatra o mercado capitalista", pontua o docente.
Os autores trazem casos de aplicação da Economia Solidária em diversos âmbitos e, principalmente, apontam os seus desafios, como no caso do funcionamento e da organização de conselhos gestores e de fóruns na temática. Nesse texto, os pesquisadores mostram a importância de enxergar os EES não como empreendimentos isolados, mas sim como redes estruturadas de forma horizontal, que juntas fortalecem o movimento da Economia Solidária.
Outro exemplo prático abordado pelo livro se refere ao funcionamento de bancos comunitários, que utilizam moeda social, própria, de circulação local. No estudo, é analisado se o uso da moeda social - especificamente a La turuta, de Vilanova i la Geltrú, na Catalunha, Espanha - cumpre o seu papel de incentivar os moradores da cidade a valorizarem produções locais e o desenvolvimento sustentável, promovendo um sistema socialmente justo de trocas. Apesar de se identificar um sentido educativo no uso da moeda, também são detectados entraves em seu uso, sobretudo pelo baixo engajamento das pessoas e pela sua circulação pouco frequente e, portanto, com pouco impacto econômico. No Brasil, há atualmente mais de 100 bancos comunitários, espalhados nacionalmente.
Também estão no livro reflexões sobre o processo de consolidação de EES no campo da saúde mental e seus desafios. O texto reflete sobre a necessidade de se criar políticas públicas para garantir o direito ao trabalho associado e autogestionário a pessoas com sofrimento psíquico.
A obra contém textos de pesquisadores destacados internacionalmente, como Jean-Louis Laville, José Luis Coraggio e Helena Hirata, e também presta homenagem a dois militantes falecidos em 2018, importantes no campo da Economia Solidária e que participaram, respectivamente, dos I e II Conpes: o docente de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Paul Singer e o economista e assessor de organizações não governamentais (ONGs) Ademar Bertucci.
Com 238 páginas, o livro é organizado em cinco partes: "O desafio da interseccionalidade", que aborda análises de gênero, classe e raça no campo da Economia Solidária; "Movimentos, fóruns e militantes"; "Moeda social e finanças solidárias"; "Balanço de políticas públicas e contraponto ao neoliberalismo", mostrando os desafios de uma economia alternativa à capitalista; e "Diferentes olhares e saberes", com ênfase aos processos educativos relacionados aos empreendimentos.
A obra pode ser adquirida no site da EdUFSCar (http://bit.ly/edufscar-ecosol
RIBEIRÃO PRETO/SP - A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) anunciou nesta terça-feira (16) o fechamento de atividades essenciais e a restrição na circulação de pessoas na cidade por ao menos cinco dias contra o avanço da pandemia da Covid-19 e uma situação classificada como de pré-colapso nos sistemas público e particular de saúde.
Segundo o prefeito Duarte Nogueira (PSDB), a cidade entrará em "lockdown".
Válidas a partir desta quarta-feira (17), as restrições devem se estender pelo menos até domingo (21), e são mais rígidas do que as recentemente impostas pela fase emergencial decretada pelo governo do estado.
Com isso, somente serviços emergenciais poderão funcionar e atividades até então permitidas para atendimento ao público, como supermercados, padarias e oficinas mecânicas, poderão operar apenas por delivery.
Pouco depois do anúncio, mercados da cidade começaram a registrar filas.
Além disso, as autoridades informaram que as pessoas que não estiverem com alguma necessidade ou motivo não devem sair de casa. Serviços públicos oferecidos pela Prefeitura, como o transporte nos ônibus, estarão suspensos. Antes disso, a administração municipal já havia anunciado a suspensão da maior parte dos atendimentos nas unidades de saúde.
"Realmente é uma restrição mais forte possível na tentativa de evitar a circulação das pessoas", afirmou o secretário de Governo Antonio Daas Abboud.
O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) também disse que os municípios integrantes da região metropolitana receberão as mesmas orientações, a serem publicadas no Diário Oficial ainda nesta terça-feira.
"Eu vou encaminhar para todos os prefeitos da nossa região metropolitana as medidas que estamos tomando aqui. E, pelo que pude conversar com a maioria deles, a intenção é acompanhar o município sede da região metropolitana em função do pré-colapso da estrutura hospitalar e assistencial", disse.
Apesar disso, as autoridades ressaltaram que o cronograma municipal de vacinação contra a Covid-19 está mantido.
As novas restrições, segundo a Prefeitura, são tomadas em um contexto de risco de esgotamento total na estrutura de atendimento para pacientes com Covid-19 tanto na rede pública quanto na rede particular de saúde.
Dos dez hospitais que atendem pacientes graves do novo coronavírus, seis estão com 100% de ocupação nesta terça-feira (16). Além disso, o secretário municipal de Saúde, Sandro Scarpelini, destacou o aumento nos números de óbitos na cidade.
As mortes registradas em 15 dias de março - 82 - já representam mais da metade das de fevereiro - 139 e o número máximo de pacientes internados, de 243, é 26,5% maior do que em relação ao ano passado, com 192.
"Nessa situação a gente não consegue garantir assistência para todos de uma maneira rápida como tem sido a proposta desde o começo dessa pandemia. Estamos no limite, muito tênue, situação muito perigosa. Estamos em uma situação de pré-colapso do sistema de saúde", afirmou Scarpelini.
Ação ocorreu em São Roque e autora confessou que sabia da existência das drogas na postagem; o responsável pelo envio das substâncias teve a prisão preventiva solicitada à Justiça
SÃO ROQUE/SP - A Polícia Civil prendeu um mulher, de 21 anos, após flagrá-la recebendo 80 comprimidos de ecstasy por meio de uma encomenda dos Correios. A ação ocorreu na última sexta-feira (12), em São Roque, no interior do Estado.
Os investigadores locais souberam da entrega para a suspeita e passaram a monitorar sua casa, na rua Esmeralda. Assim que o funcionário dos Correios fez a entrega para a moça, os agentes realizaram a abordagem e encontraram as drogas dentro da encomenda.
Questionada, a mulher contou que era promotora de eventos e que a postagem era do homem responsável por organizar as festas que ela divulgava. A suspeita confessou que sabia que a entrega se tratava de entorpecentes.
De posse da identificação do suspeito responsável pelo envio das substâncias, os policiais civis foram até a casa dele, também em São Roque, mas não o localizaram.
Todo a droga foi apreendida para pericia e a mulher presa em flagrante. Ela foi levada à delegacia sede do município, onde foi indiciada por tráfico de drogas e permaneceu detida à disposição da Justiça. O homem investigado teve a prisão preventiva solicitada à Justiça.
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